Playlist: Veja um resumo da carreira de David Bowie em 55 aparições televisivas
David Bowie foi um astro midiático, que chamava atenção por sua identidade visual marcante. E isto lhe abriu lhe as portas da televisão, rendendo uma profusão de apresentações em programas de entrevistas, premiações e especiais musicais. A seleção abaixo cobre o período de 1969 a 2003, do primeiro hit, “Space Oddity”, ao início de seu afastamento voluntário, em decorrência dos problemas de saúde. Mesmo com alguns buracos significativos nos anos 1980, quando os videoclipes passaram a substituir os shows de estúdio como forma de divulgar artistas na televisão, o apanhado é uma coleção de sucessos, por isso houve o cuidado de evitar repetir canções. Há apenas uma reprise, no último dos 55 vídeos abaixo, por se tratar de um dueto, representando o apelo do cantor para as gerações mais novas. Confira.
Trilha Sonora: Veja 15 cenas icônicas de cinema marcadas pelas músicas de David Bowie
A contribuição de David Bowie ao cinema foi além da atuação. Suas músicas deram vida a inúmeras cenas de filmes, alguns deles bastante cultuados. A popularidade de seu repertório é tanta que, em seu levantamento, o IMDb registrou nada menos que 452 gravações compostas pelo lendário cantor em trilhas de filmes e séries. A mais recente trilha memorável chegou às telas há apenas três meses, tornando-se um dos pontos altos de “Perdido em Marte” (2015). A cena marciana, ao som de “Starman”, ainda não apareceu no YouTube, mas deu para encontrar outras 15 sequências extraídas de filmes diversificados, que realmente foram valorizados pela inclusão de canções de Bowie. A lista inclui belas, divertidas e icônicas cenas de “The Runaways – Garotas do Rock (2010), “Se Enlouquecer, Não Se Apaixone” (2010), “Zoolander” (2001), “Rush: No Limite da Emoção” (2013), “Coração de Cavaleiro” (2001), “Loucamente Apaixonados” (2011), “Eu e Você” (2012), “Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada e Prostituída” (1981), “As Vantagens de Ser Invisível” (2012), “Bastardos Inglórios” (2009), “Estrada Perdida” (1997), “Seven: Os Sete Crimes Capitais” (1995), “Sangue Ruim” (1986), “Frances Ha” (2012) e “Boy Meets Girl” (1984). Confira:
David Bowie (1947 – 2016)
Morreu o cantor David Bowie, um dos artistas mais importantes do século 20, que além de um inestimável legado musical também se destacou no cinema, ao estrelar filmes cultuados como a sci-fi “O Homem que Caiu na Terra” (1976) e o terror “Fome de Viver” (1983). Ele faleceu no domingo (10/8) após uma batalha de 18 meses contra um câncer, informou sua assessoria de imprensa. Nascido David Robert Jones em Londres em 8 de janeiro de 1947, Bowie adotou o nome artístico com o qual ficou famoso em 1966, para não ser confundido com Davy Jones, cantor da banda The Monkees. Ele tocou saxofone, trabalhou com mímica e passou por várias bandas até iniciar sua carreira solo. Seu primeiro hit, lançado em 1969, foi a música “Space Oddity”, uma ode ao astronauta perdido no espaço Major Tom, que consagraria sua ligação com a sci-fi. Este elo seria ainda mais fortalecido com o lançamento, em 1972, do álbum “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”, em que Bowie concebeu sua persona de rock star alienígena. Foi esta relação que levou o cineasta Nicolas Roeg a convidá-lo a estrelar seu primeiro longa-metragem. Mas Bowie já vinha atuando desde o início da carreira musical, fazendo teatro e mímica, tendo iniciado no cinema com um curta de terror de 1967, “The Image”. Em “O Homem que Caiu na Terra” (1976), Bowie deu vida a um alienígena disfarçado de cientista visionário, que vem à Terra em busca de água para salvar seu planeta natal. Com imagens marcantes, o filme ganhou status de cult e influenciou os próximos passos estéticos da carreira do cantor. Além de se dedicar a uma sonoridade mais “futurista”, que viria a influenciar a new wave, Bowie usou fotos do filme nas capas de dois de seus discos mais célebres, “Station to Station” (1976) e “Low” (1977). Ele teve outro papel marcante em “Apenas um Gigolô” (1978), como um gigolô de mulheres ricas na Berlim dos anos 1920. Na época da produção, Bowie vivia justamente em Berlim, absorvendo influências do kraut rock para seus discos mais inovadores. E apesar da música-tema ter sido gravada por Marlene Dietrich (em seu último longa-metragem), a trilha de “Apenas um Gigolô” registrou a primeira música composta por Bowie para o cinema, “Revolutionary Song”. Sua ligação com Berlim voltou a ser explorada em outro filme cult, “Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada e Prostituída” (1981), no qual interpretou a si mesmo, cantando seus sucessos durante um show visto pela jovem protagonista (Natja Brunckhorst). A ênfase em suas músicas dividiu espaço na trama com cenas sórdidas, de consumo de drogas e sexo em banheiros imundos da cidade que, na época, era considerada a capital mais punk do mundo. Bowie voltou a Londres, mas manteve sua ligação com a cultura alemã ao interpretar um texto do grande dramaturgo bávaro Bertolt Brecht no telefilme “Baal” (1982), produção da BBC em que viveu o papel-título. Fã de Brecht, o cantor já havia gravado “Alabama Song” em 1980 e, após “Baal”, lançou um disco com cinco músicas da peça. A paixão pelo teatro também o levou a estrelar uma montagem de “O Homem Elefante” na Broadway. E essa performance acabou convencendo o grande mestre Nagisa Ôshima (“O Império dos Sentidos”) a lhe dar o papel principal, como um prisioneiro de guerra, em “Furyo, Em Nome da Honra” (1983). “Furyo” chegou a causar polêmica por mostrar a tensão homossexual exercida por Bowie sobre seu captor, um oficial japonês vivido por outro músico, Ryuichi Sakamoto – premiado, inclusive, pela trilha sonora do filme. E para evitar censura do estúdio em sua primeira incursão ocidental, Oshima assumiu riscos, recusando-se a fazer cópias para enviar a película original pelo correio, para ser editada no Japão, longe dos executivos da Recorded Picture Company, enquanto conduzia as filmagens. No mesmo ano, Bowie ainda incorporou um vampiro em outro trabalho cult: “Fome de Viver” (1983), primeiro filme do diretor inglês Tony Scott (“Top Gun”). O terror abria com um show underground da banda Bauhaus (que já havia gravado um cover de “Ziggy Stardust”) e, com sua estética próxima dos videoclipes, ajudou a popularizar o som e o visual da juventude gótica. O próprio Bowie tinha antecipado esta tendência com a faixa-título do disco “Scary Monsters”, em 1980, e consolidou sua influência sobre aquela era com a composição da música-tema do terror “A Marca da Pantera” (o hit “Putting Out the Fire”), também lançado em 1983. Com a experiência adquirida no cinema, ele começou a dirigir seus primeiros clipes no começo dos anos 1980, como o célebre “Ashes to Ashes” e “Loving the Alien”. Mas um clipe mais elaborado, para a música “Blue Jean”, o levou a trabalhar com o diretor Julien Temple (do filme dos Sex Pistols, “The Great Rock ‘n’ Roll Swindle”). Os dois ficaram amigos e Bowie topou estrelar o próximo longa do cineasta, o musical “Absolute Beginners” (1986). Adaptação do romance de Colin MacInnes, Absolute Beginners era uma homenagem à juventude londrina do final dos anos 1950, basicamente pré-mod, e trazia Bowie, como um guru motivacional, cantando duas músicas, inclusive a faixa-título. Ambicioso, o filme acabou decepcionou nas bilheterias, mas ganhou sobrevida como artefato dos anos 1980, graças às participações de artistas como Patsy Kensit, Sade, Jerry Dammers e o grupo Style Council. A impressionante lista de cults de sua filmografia ainda inclui outro projeto repleto de celebridades, a comédia “Um Romance Muito Perigoso” (1985), do diretor John Landis (que fez “Um Lobisomem Americano em Londres” e o famoso clipe de “Thriller”, de Michael Jackson). No filme, Bowie vivia um assassino profissional no encalço da ladra de jóias interpretada por Michelle Pfeiffer (“Batman 2”), mas o elenco era praticamente submerso pela quantidade de figurantes notáveis, a maioria deles cineastas, como Roger Vadim, David Cronenberg, Jonatham Demme, Lawrence Kasdan, Don Siegel, Jack Arnold, Paul Mazursky, Jim Henson, etc. O cantor acabou trabalhando com um desses diretores logo em seguida, ao viver o rei duende de “Labirinto – A Magia do Tempo” (1986), clássico infantil de Jim Henson. Último longa do criador dos “Muppets”, o filme trazia Bowie sob a maquiagem de uma criatura mágica, que, ao atender a um desejo da jovem Jennifer Connelly (vencedora do Oscar por “Uma Mente Brilhante”), então com 16 anos de idade, gera consequências terríveis. Infelizmente, nem a atração de novos bonecos fantoches impediu seu fracasso nas bilheterias. Henson ficou tão abatido que nunca mais filmou novamente, mas a passagem do tempo também fez deste mais um cult na filmografia de Bowie. De fato, o artista tinha uma forte intuição a respeito de que papeis deveria interpretar, causando frisson pelo simples fato de aparecer em cena em determinado contexto. Isto o levou a viver desde um tubarão na comédia “O Pirata da Barba Amarela” (1983) até Pôncio Pilatos em “A Última Tentação de Cristo” (1988), o retrato polêmico da crucificação de Jesus dirigido por Martin Scorsese. Também o colocou com um distintivo do FBI no filme derivado da série “Twin Peaks”, “Os Últimos Dias de Laura Palmer” (1992), e até sob a peruca de Andy Warhol na cinebiografia “Basquiat – Traços de Uma Vida” (1996). Nem todos os seus filmes, porém, resistiram para a posteridade. Embora simpático, “Romance por Interesse” (1991) não causou a menor repercussão. E a curiosidade tinha limites, como demonstraram suas participações em alguns filmes B do final de sua carreira: o spaghetti western “Duelo de Forasteiros” (1998), única chance de ver Bowie como cowboy, o policial “Everybody Loves Sunshine” (1999), no qual contracenou com o DJ Goldie, a fantasia “Mr. Rice’s Secret” (2000) e o thriller “Reação Colateral” (2008), grandes desperdícios de seu talento. Ele também serviu de anfitrião para a série de terror “The Hunger”(1997–2000), produção de Tony Scott, que evocava o título original de “Fome de Viver”. E encerrou sua filmografia com dois grandes personagens finais. Além de interpretar o inventor Nikola Tesla na fantasia “O Grande Truque” (2006), de Christopher Nolan, ele se dedicou a seu último e grande papel, como o cantor David Bowie. Bowie viveu Bowie na comédia “Zoolander” (2001), nas séries “Full Stretch” (em episódio de 1993), “Nathan Barley” (em 2005) e “Extras” (em 2006), e no musical adolescente “High School Band”, seu último filme, lançado em 2009, dedicando, desde então, suas interpretações finais aos clipes de seus últimos álbuns, “The Next Day” (2013) e o recém-lançado “Blackstar” (2016). Em seu último vídeo, “Lazarus”, lançado três dias antes de sua morte, ele aparecia numa cama de hospital, saindo de cena num armário escuro, similar a um caixão, vestindo a roupa da contracapa do disco “Station to Station”. O produtor Tony Visconti, responsável por “Blackstar” e parceiro de Bowie desde os anos 1960, disse que o cantor fez de seu último disco uma cerimônia de despedida. Segundo ele, o disco foi concebido para ser uma espécie de adeus aos fãs. “Sua morte não foi diferente da sua vida: uma obra de arte. Ele fez ‘Blackstar’ para nós, foi um presente de despedida. Eu sabia, há um ano, que seria assim. No entanto, não estava preparado”. Distante da mídia nos últimos anos, Bowie já vinha se despedindo dos amigos há tempos. Segundo sua biógrafa Wendy Leigh, ele sofreu seis ataques cardíacos nos últimos anos. “Ele estava muito perto do limite, mas eu acredito que David dirigiu sua vida e sua morte”, disse a escritora em entrevista à BBC. “Acredito que Iman (mulher do músico), por mais trágico que seja para ela, que Duncan (filho do músico), por mais trágico que seja, estavam preparados dia a dia, mês a mês, ano a ano para o dia de sua passagem”. A modelo Iman era a mulher de Bowie desde 1992. Duncan é o filho do primeiro casamento do cantor, com Angela Bowie (que soube da morte de Bowie de forma horrível, pela produção do reality show “Celebrity Big Brother”, onde está confinada). O jovem herdeiro do sobrenome Jones é diretor de cinema e se especializou no gênero que projetou o pai, a ficção científica, tendo dirigido os elogiados filmes “Lunar” (2009) e “Contra o Tempo” (2011). Os fãs, porém, não sabiam a luta que o cantor travava, especialmente diante da qualidade artística de “Blackstar”. “Talentoso. Único. Genial. Inovador. O homem que caiu na Terra. Seu espírito viverá eternamente”, resumiu Madonna, em meio a a onda de comoção mundial, que inundou as redes sociais.
Vinyl: Série roqueira de Martin Scorsese e Mick Jagger ganha novo trailer
O canal pago HBO divulgou o pôster e o terceiro trailer de “Vinyl”, série sobre a cena musical nova-iorquina dos anos 1970, produzida por Mick Jagger e Martin Scorsese. A prévia destaca Bobby Canavale (“Blue Jasmine”) na pele do dono de uma gravadora à beira da falência, que busca um artista capaz de “reinventar” seu negócio, em meio à reconstrução febril do estilo de vida movido a sexo, drogas e rock’n’roll. O elenco também inclui Olivia Wilde (“Rush: No Limite da Emoção”) como a modelo casada com o personagem de Canavale, Ray Romano (“Everybody Loves Raymond”) como seu braço direito, Juno Temple (“Killer Joe”) como uma caçadora de talentos e James Jagger (filho de Mick) como cantor de uma banda punk. Chamado originalmente de “History of Music”, o projeto surgiu como ideia de Mick Jagger, que pretendia transformá-lo num filme. O cineasta Martin Scorsese (“O Lobo de Wall Street”), que ficou amigo do cantor durante as filmagens do documentário “Shine a Light” (2008), sobre os Rolling Stones, gostou da ideia, mas achou que renderia melhor como série. Ele próprio dirigiu o piloto aprovado pela HBO, que foi roteirizado por Terence Winter (criador da série “Boardwalk Empire”). “Vinyl” tem estreia mundial marcada para 14 de fevereiro na HBO.
David Bowie comemora 69 anos no hospital, em novo clipe tétrico
O cantor David Bowie comemora 69 anos de idade nesta sexta (8/1) com “drama” e “cicatrizes que não podem ser vistas”, conforme canta em seu novo clipe, “Lazarus”, o segundo extraído do disco “Blackstar”, no qual surge com aparência doentia, num hospital. Como o anterior, o vídeo é dirigido pelo sueco Johan Renc (séries “The Walking Dead” e “The Last Panthers”) e repete a imagem de Bowie como espantalho de filme de terror – com os cabelos arrepiados e uma faixa sobre os olhos, na qual botões ocupam o lugar da íris. Outros elementos tétricos incluem o clima hospitalar, com o cantor confinado numa cama, e um armário de onde sai uma mão e para onde outra versão “sombria” de Bowie se encaminha, ao final da canção. Além disso, o clipe se apresenta num formato diferenciado, similar ao dos vídeos do Instagram, com enquadramento limitado ao centro da tela. Trata-se da mesma opção experimentada pelo filme “Mommy” (2014), do cineasta canadense Xavier Dolan. Com uma letra de título bíblico, referências ao Céu e a correr perigo, não é difícil juntar a locação ao problema de saúde que Bowie enfrentou em 2004, ao passar por uma cirurgia cardíaca, logo após sentir dores durante um show na Alemanha. Desde então, ele decidiu não sair mais em turnês, dando margem a rumores sobre seu estado de saúde. No Novo Testamento, Lázaro morreu e voltou à vida. E Bowie canta que “deste jeito ou do outro” ele estará livre. Confira abaixo.
Coldplay lança o clipe caleidoscópico de Birds
“Feliz ano novo a todos. Este é o vídeo de ‘Birds’”, assim o Coldplay apresentou seu novo clipe no Twitter no último sábado (2/1). Dirigido por James Marcus Haney, o vídeo foi gravado num cartão postal da Califórnia, a “Salvation Mountain”, uma montanha coberta por pinturas de temática cristã, criada pelo artista local Leonard Knight (1931–2014) em meio ao deserto do Colorado. Não é a primeira vez que uma banda britânica usa o local como locação de vídeo. O clipe de “Somebody to Die For”, da banda Hurts, foi filmado lá em 2013. No cinema, a “Salvation Mountain” pôde ser vista ainda em “Na Natureza Selvagem” (2007). Uma foto da montanha também foi incluída na edição gráfica do disco “A Head Full of Dreams”, do Coldplay, de onde saiu a faixa “Birds”. Por sinal, a estética do clipe, que lembra os filtros do Instagram, reflete a arte caleidoscópica e colorida da capa do álbum. Já a música sugere novos rumos para a banda, combinando ecos de U2 e The Smiths. “Birds” é o segundo clipe do novo álbum do Coldplay, após a macaquice dançante de “Adventure of a Lifetime”. Vale a pena destacar ainda a carreira do diretor James Marcus Haney, que é uma figuraça do circuito dos festivais de rock. Ele entrou no mundo da música pela porta da contravenção, falsificando pulseiras de identificação de grandes eventos, fingindo ser um fotógrafo credenciado para circular nos principais festivais dos EUA de graça. E de tanto ver shows, começou a ser conhecido pelos artistas, o que lhe rendeu um convite da banda Mumford and Sons para acompanhá-los numa turnê e tirar a foto que acabou virando a capa de seu disco “Babel” (2012). Acabou virando fotógrafo de verdade, além de cineasta. Ele filmou suas aventuras no mundo do rock no documentário “No Cameras Allowed” (2014), que obteve reconhecimento em outros tipos de festivais.
Radiohead revela música inédita de 007 Contra Spectre rejeitada pela produção
A banda Radiohead deu um presente de Natal para os fãs: uma canção inédita, originalmente composta para o último filme de James Bond. O grupo britânico, que não lança músicas novas desde 2011, anunciou ter recebido a encomenda da composição de um tema para “007 Contra Spectre”, mas o resultado acabou sendo preterido pela música de Sam Smith, “Writing’s On The Wall”. “Não funcionou, mas neste processo criamos uma canção muito nossa, de que gostamos muito”, informou a banda em seu site na internet, onde disponibilizou a faixa gratuitamente. “Já que o ano está para acabar, achamos que poderiam gostar de ouvi-la”, escreveu o grupo. Intitulada “Spectre”, a canção já originou diversas montagens dos fãs, que recriaram a abertura do filme, substituindo a balada de Sam Smith pelo pós-rock atmosférico. Confira abaixo como poderia ter sido o começo de “007 Contra Spectre”, ao som do Radiohead:
Everybody Wants Some: Trailer do novo filme de Richard Linklater relembra os anos 1980 com sexo, drogas e Van Halen
A Paramount Pictures divulgou o primeiro trailer e os pôsteres do novo filme do cineasta Richard Linklater (“Boyhood”). Ambos apresentam “Everybody Wants Some” como sucessor espiritual de “Jovens, Loucos e Rebeldes”, o longa que projetou o diretor em 1993. Enquanto o anterior se passava numa high school dos anos 1970, o novo acompanha praticamente os mesmos rituais entre calouros universitários dos anos 1980. Estão de volta os trotes, as drogas, a descoberta do sexo, a busca da identidade, a integração em grupo e outros elementos que marcaram o primeiro filme, além de uma recriação precisa de época – ao som de “My Sharona”, da banda The Knack, e do rock do Van Halen que dá título à produção. Assim como “Jovens, Loucos e Rebeldes”, o filme é baseado nas memórias da juventude do diretor e traz um elenco repleto de atores jovens – vale lembrar quem eram os iniciantes de 1993: Matthew McConaughey (“Clube de Compras Dallas”), Ben Affleck (“Argo”) e Milla Jovovich (franquia “Resident Evil”), entre outros. Estrelado por Blake Jenner (série “Glee”), Glen Powell (série “Scream Queens”), Tyler Hoechlin (série “Teen Wolf”), Ryan Guzman (minissérie “Heroes Reborn”), Wyatt Russell (“Anjos da Lei 2”) e Zoey Deutch (“Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras”), “Everybody Wants Some” estreia em 14 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Remake de Caçadores de Emoção ganha clipe de rock
A Warner Bros. divulgou um clipe com a canção-tema de “Caçadores de Emoção: Além do Limite”, remake do filme estrelado por Keanu Reeves e Patrick Swayze em 1991. E assim como a ideia da produção, não há nada original na música “Still Breathing”, uma power ballad convencional, tocada por uma banda que faz muitas caretas, Dig the Kid. Mas o estúdio se esforçou bastante para encontrar o óbvio, lançando um concurso que atraiu 7,5 mil candidatos, segundo o ReverbNation, que foi responsável por selecionar os melhores. Além do clipe, a música foi incorporada nos comerciais do filme, com a expectativa de que também empolgasse o público a comprar a trilha sonora. O disco foi lançado em 4 de dezembro. E a vendagem comprovou a previsibilidade da canção: total desinteresse. O filme, por sua vez, estreia em 25 de dezembro nos EUA e apenas em 28 de janeiro no Brasil.
Chay Suede é Erasmo Carlos na primeira foto da cinebiografia Minha Fama de Mau
A produção do filme “Minha Fama de Mau”, cinebiografia do cantor Erasmo Carlos, divulgou a primeira foto oficial do ator Chay Suede (novela “Babilônia”) caracterizado para o papel principal. Clique na imagem acima para ampliá-la em tela inteira. As últimas cenas do longa-metragem foram rodadas na semana passada, com direção de Lui Farias (“Com Licença, Eu Vou à Luta”). O filme contará a juventude do cantor e o início de sua carreira nos anos 1960. Chay Suede interpreta Erasmo jovem, no período em que ele conquistou a fama de Tremendão. A produção vai recriar os bastidores dos shows e dos programas de TV do período e acompanhar a amizade e parceria com Roberto Carlos (Gabriel Leone, da novela “Verdades Secretas”) e Wanderléa (Malu Rodrigues, de “Confissões de Adolescente”), no auge da Jovem Guarda. “Minha Fama de Mau” deve chegar aos cinemas no segundo semestre de 2016.
Califórnia revive com graça e emoção a adolescência da geração dos anos 1980
“Califórnia”, que marca a estreia de Marina Person como diretora de ficção, sintetiza muito bem os anos 1980, década que foi um misto de alegria e colorido com algo de soturno e bem depressivo (inclusive com a chegada da Aids). A disparidade da música da época é bem representativa dessa bipolaridade. Por isso, a trilha é tão importante neste filme, em especial o destaque dado à banda The Cure, que, além de comparecer com duas faixas (em momentos bem especiais), ainda inspira um personagem muito importante que se veste um pouco como o seu ídolo Robert Smith – e é o esquisitão da escola. The Cure se caracterizava por alternar canções depressivas com outras extremamente alegres em seus discos. Do lado brasileiro, temos os Titãs, que comparecem também com esses dois lados da moeda: toca a alegre “Sonífera Ilha” e a versão acústica e noventista de “Não Vou Me Adaptar”. E tem o cantor Paulo Miklos (“Carrossel – o Filme”) presente, no papel de pai da protagonista Estela (a estreante Clara Gallo), uma moça cujo sonho maior é viajar para a Califórnia, lugar onde seu tio Carlos (Caio Blat, de “Alemão”) mora. Ele trabalha escrevendo sobre música pop, outra das paixões de Estela, que, ainda novinha, descobrindo a vida, é fã de David Bowie. O filme começa no dia de sua primeira menstruação. A sexualidade, como é natural, é algo muito importante para ela e para as amigas, que falam sobre os romances com os meninos. Assim, enquanto a viagem para a Califórnia não chega, Estela tem uma queda por um rapaz da escola e vê nele o sujeito ideal para tirar a sua virgindade. As coisas não saem muito bem como ela quer, assim como a viagem para a Califórnia, que é adiada pela chegada-surpresa do tio Carlos, visivelmente abatido e sem expectativa de retornar para os Estados Unidos. Sim, o filme também trata da Aids e de como ela trouxe consigo inúmeras tragédias familiares. A aproximação e o amor de Estela pelo tio são bastante evidenciados e há um momento em especial que é bem emocionante: a cena do restaurante, quando os dois estão sós. Estela nada sabe do grave problema do tio e os espectadores se tornam cúmplices daquele momento de nó na garganta, numa idade em que todos os sentimentos são potencializados. E que bom que o filme consegue potencializá-los, pois o público ganha com isso, com a paixão que aqueles personagens têm pela música, em especial pelo rock daquela época. Assim, há cenas em loja de discos, na casa cheia de discos (e livros e quadrinhos) do novo amigo que Estela conhece na escola (Caio Horowicz, da série “Família Imperial”), personagem que a apresenta a livros e discos que considera importantes, talvez até sem saber o quanto isso contribuísse para sua formação. Claro que acaba surgindo algo além da amizade entre os dois, algo esperado pela estrutura da narrativa. O que não quer dizer que não tenhamos uma sucessão de pequenas surpresas ao longo da jornada de autoconhecimento de Estela. Uma jornada que contará com corações partidos, um parente querido muito doente e a sublimação pela arte, não apenas como válvula de escape, mas como descoberta da própria identidade e razão de viver. Embora Marina Person tenha dito que não se trata de um filme autobiográfico, é inevitável imaginá-la ali, guiando o público por um túnel do tempo que, ora é visto com certo distanciamento, ora experimentado como uma imersão na adolescência de sua geração. Quam já foi jovem sabe o quanto é perturbador ter tanta energia, ter o mundo inteiro pela frente e não ter a menor ideia de como agir, seja na vida amorosa, seja na construção de seu futuro. A vida é cheia de coisas lindas como a arte e o amor, que convivem ao lado de tragédias e tristezas. Essa é a graça, na verdade, e por isso às vezes é necessário que um filme como “Califórnia” nos ajude a lembrar disso.
Playlist: Cinco clipes de clássicos acústicos do folk rock
Tim Buckley (“Song to the Siren”), Stephen Stills (“4+20”), Donovan (“Catch the Wind”), Melanie Safka (“Beautiful People”) e Neil Young (“Heart of Gold”) fornecem a trilha folk rock com violão, voz, uma eventual gaita e a perenidade dos grandes clássicos em mais um passeio pela ladeira da memória.
Vinyl: Novo trailer da série de Mick Jagger e Martin Scorsese celebra o rock’n’roll dos anos 1970
O canal pago HBO divulgou o novo trailer legendado de “Vinyl”, série sobre a cena musical nova-iorquina dos anos 1970, produzida por Mick Jagger e Martin Scorsese. A prévia destaca Bobby Canavale (“Blue Jasmine”) na pele do dono de uma gravadora à beira da falência, mas também da descoberta de novos talentos, em meio à reconstrução febril do estilo de vida movido a sexo, drogas e rock’n’roll, entre uma coleção de ícones que definem as referências, da banda New York Dolls à Sly Stone. O elenco também inclui Olivia Wilde (“Rush: No Limite da Emoção”) como a modelo casada com o personagem de Canavale, Ray Romano (“Everybody Loves Raymond”) como seu braço direito, Juno Temple (“Killer Joe”) como uma caçadora de talentos e James Jagger (filho de Mick) como cantor de uma banda punk. Chamado originalmente de “History of Music”, o projeto surgiu como ideia de Mick Jagger, que pretendia transformá-lo num filme. O cineasta Martin Scorsese (“O Lobo de Wall Street”), que ficou amigo do cantor durante as filmagens do documentário “Shine a Light” (2008), sobre os Rolling Stones, gostou da ideia, mas achou que renderia melhor como série. Ele próprio dirigiu o piloto aprovado pela HBO, que foi roteirizado por Terence Winter (criador da série “Boardwalk Empire”). “Vinyl” tem estreia mundial marcada para 14 de fevereiro na HBO.











