Da cobra de Alice Cooper à cama do Yes, conheça os melhores “causos” de Rita Lee
A cantora Rita Lee, falecida na noite de segunda (8/5) aos 75 anos, não causou apenas no rock. Ela aprontou bastante nos bastidores. E contou algns detalhas nas páginas de “Rita Lee – Uma Autobiografia”. A obra, que chegou a vender 205 mil exemplares em seus quatro primeiros meses, é um best-seller graças ao tom informal, em que Rita conta histórias divertidas, como a vez que roubou a cobra de Alice Cooper, e também pesadas, como aborto e seu período na prisão. Ela falou, inclusive, sobre sua polêmica saída dos Mutantes e a própria morte. Publicado pela editora Globo em 2016, o livro voltou ao topo da lista dos mais vendidos da Amazon nesta terça (9/5), após o anúncio da morte da artista. Confira alguns trechos abaixo. Sobre Os Mutantes: “Minha saída do grupo aconteceu bem nos moldes de ‘o noivo é o último a saber’, no caso, a noiva. Depois de passar o dia fora, chego ao ensaio e me deparo com um clima tendo/denso. Era um tal de um desviar a cara pra lá, o outro olhar para o teto, firular instrumento e coisa e tal. Até que Arnaldo quebra o gelo, toma a palavra e me comunica, não nessas palavras, mas o sentido era o mesmo, que naquele velório o defunto era eu. ‘A gente resolveu que a partir de agora você está fora dos Mutantes porque nós resolvemos seguir na linha progressiva-virtuose e você não tem calibre como instrumentista.’ Uma escarrada na cara seria menos humilhante. Em vez de me atirar de joelhos chorando e pedindo perdão por ter nascido mulher, fiz a silenciosa elegante. Me retirei da sala em clima dramático, fiz a mala, peguei Danny (a cachorra) e adiós.” Sobre ir parar na cama da banda Yes: “Impressionante como em cada esquina de Londres a gente encontrava um brazuca órgão do tropicalismo. Na rua dou de cara com Toninho Peticov, sempre animado e sabendo tudo o que rolava na cidade. A pedida para o dia seguinte era Elton John no Crystal Palace abrindo para o Yes. Hãã? Seria aquele o prato frio da vingança por ter sido expulsa da banda? Enquanto ‘os the brazilian Sim’ copiavam o som deles no Brasil, eu os assistia ao vivo em Londres. Na metade da apresentação de Elton, tomei uma pedrinha que foi bater nos primeiros acordes do Yes. Com LSD impossível não existe, não me pergunte como fui parar no palco sentadinho no maior flerte. Também não me pergunte como fui parar no camarim deles e muito menos acordar descabelada, plissada, godê numa cama rodeada de um monte de outros achados e perdidos humanos. Rita, quem diria, você groupie do Yes!” Sobre o roubo da cobra de Alice Cooper: “Tudo porque uma hora lá ele entra no palco chacoalhando violentamente uma cobra e depois de fazer seu número de fodão, atira a bichinha no chão e pisoteia. Um contrarregra entrava na moita e a recolhia (…). Passei a lábia no segurança do backstage e entrei (…) De cara fui com a cara do roadie, um inglês chamado Andy Mills. Digamos que fomos com a cara um do outro e cinco minutos depois fugimos de lá levando a gaiola com a jiboia e de quebra outra jiboinha bebê que seria treinada também para atuar nas micagens grotescas do canalha. A cobra que foi maltratada no palco chamava-se Mouchie, aquela mesma que está na capa do disco ‘Killer’. A cobrinha bebê era Angel e adorava se enrolar de pulseira no braço dos humanos.” Sobre a gravidez na cadeia e a ajuda de Regina: “Só pode ter sido manobra do meu Anjo da Guarda ter acontecido justamente no dia em que eu estava tendo um sangramento com cólicas insuportáveis (…) O perigo de aborto era real. Nada foi feito. Naquele exato momento, chega uma carcereira dizendo: ‘Rita Lee, chegou uma artista famosa aqui na portaria e tá junto com o filhinho rodando a baiana querendo te levar de qualquer jeito’ (…) Céus quem seria essa santa porreta que me aparece exatamente na hora que eu mais preciso, Nossa Senhora das Roqueiras? Chego corcunda de dor na sala do delegado e quem vem me dar um abraço dos mais fofos que já recebi na vida? Elis, aquela que fazia cara feia para os roqueiros! Elis, a musa mor da MPB! (…) O delegadinho da vez, sem saber se pedia autógrafo ou enfiava a cara no apontador de lápis, fazia papel do falsinho atencioso, ora oferecendo cafezinho, ora perguntando sobre música. Elis ignorou o cara e disse em alto e bom som: ‘Se um médico não chegar em cinco minutos, você é que vai precisar de um cafezinho, porque eu vou convocar uma coletiva e denunciar o que está acontecendo aqui com minha amiga Rita Lee.'” Sobre o aborto que sofreu: “Já em casa, continuamos [Rita e Roberto de Carvalho] ‘fazendo amor no-chão-no-mar-na-lua-na-melodia-por-telepatia’ várias vezes ao dia e, claro, em pouquíssimo tempo embarriguei novamente. Gravidez extrauterina, disse o médico, a se pensar numa curetagem levando em conta a recente cesariana complicada ainda em fase de cicatrização. O que me fez decidir mesmo por interromper foi a hemorragia que aconteceu dias depois e pirei de vez. Mesmo já tendo abandonado a religião, entre no ‘mea-culpa’ catolicista e me autocondenei ao mármore do inferno. Até hoje me chicoteio pensando que talvez aquele baby poderia ter vingado, que foi um ato precipitado, que daquele momento em diante eu estaria condenada a lamentar a decisão para o resto da vida (…) Nenhuma mulher faz aborto sorrindo. Cabe a elas, e somente a elas, a decisão de interromper uma gravidez, assim como de segurar sozinhas as consequências moral, espiritual e oskimbau.” Sobre sua música favorita: “Minha música favorita, ‘Mania de Você’, composta em cinco minutos com o inspiradíssimo script de uma recém-trepada perfeita. Sem pudores, o casal se mostrava de corpo e alma, oferecendo a trilha sonora da sexualidade elegante para motel cinco estrelas nenhum botar defeito”. Sobre a inspiração sexual: “O casal de coelhos R & R continuava firme e forte. A graça era transar em locais inusitados, de banheiros de avião a praias desertas, de banheiras de espuma a escadas de incêndio, de elevadores de serviço a camarins de shows. Com essa bagagem erótico‑musical, partimos para um novo disco, o Lança perfume, a consagração total das nossas parcerias, cada vez mais autobiográficas. Éramos crème de la crème para voyeurs auditivos, com os sugestivos ‘me vira de ponta cabeça, me faz de gato e sapato, me deixa de quatro no ato, me enche de amor…’, ‘Misto-quente, sanduíche de gente, empapuçados de amor…’ e ‘Me deixar levar por um beijo eterno, mais quente que o inferno’. E assim caminhava a paixonite sem pudores de dois famintos diante de pratos cheios de sedução, mergulhados na gula da paixão.” Sobre a própria morte: “Quando eu morrer, posso imaginar as palavras de carinho de quem me detesta. Algumas rádios tocarão minhas músicas sem cobrar jabá, colegas dirão que farei falta no mundo da música, quem sabe até deem meu nome para uma rua sem saída. Os fãs, esses sinceros, empunharão capas dos meus discos e entoarão ‘Ovelha negra’, as TVs já devem ter na manga um resumo da minha trajetória para exibir no telejornal do dia e uma notinha do obituário de algumas revistas há de sair. Nas redes virtuais, alguns dirão: “‘Ué, pensei que a véia já tivesse morrido, kkk’. Nenhum político se atreverá a comparecer ao meu velório, uma vez que nunca compareci ao palanque de nenhum deles e me levantaria do caixão para vaiá-los. Enquanto isso, estarei eu de alma presente no céu tocando minha autoharp e cantando para Deus: ‘Thank you Lord, finally sedated’. Epitáfio: ela nunca foi um bom exemplo, mas era gente boa.”
Lembre 20 dos maiores sucessos de Rita Lee com vídeos clássicos
Morta na noite de segunda (8/2), Rita Lee deixa um legado de músicas clássicas do pop/rock brasileiro, que vão desde a psicodelia dos Mutantes até o rock grunge mais recente, passando pelo rock’n’roll dos anos 1970 e o pop das FMs da década de 1980. Pioneira do rock brasileiro, batizada de rainha do rock nacional, Rita Lee Jones injetou feminismo na música popular e festejou o prazer em todos os seus pormenores, desde o simples contato com a natureza até a paixão sexual. E também protestou muito contra as convenções, com uma coleção de músicas inesquecíveis. Uma mostra desse catálogo pode ser vista e ouvida abaixo, em 20 clipes, trechos de shows, participações em programas televisivos e outros registros audiovisuais selecionados no YouTube. A lista vai de “Arrombou à Festa” a “Caso Sério”, sem ordem cronológica, mas num desfile sonoro de afinidades musicais, que juntam “Ando Meio Desligado” com “Superestafa” e muitas faixas d”Esse Tal de Rock Enrow”, além de baladas de sucesso como “Mania de Você” e “Ovelha Negra”. Agora só falta você apertar o play.
Rita Lee, a rainha do rock nacional, morre aos 75 anos
Rita Lee, uma das maiores cantoras e compositoras brasileiras, morreu na noite de segunda-feira (8/5). Ela estava com 75 anos e lutava contra um câncer de pulmão, descoberto em 2021. Nas redes sociais, a família da artista divulgou a triste notícia. “Comunicamos o falecimento de Rita Lee em sua residência, em São Paulo, capital, no final da noite de ontem, cercada de todo o amor de sua família, como sempre desejou”, escreveram. O velório de Rita Lee será aberto ao público na quarta-feira (10/5), das 10h às 17h, no Planetário do Parque Ibirapuera, em São Paulo. A cantora deixa um legado revolucionário na história do rock nacional devido à explosão criativa de sua carreira, iniciada em pleno tropicalismo. Ao longo da carreira, ela apresentou uma variedade de tópicos políticos disfarçados de entretenimento, que ajudaram a apresentar ao público brasileiro ideias feministas como sexualidade feminina e prazer. Ela também foi uma ávida ativista dos direitos dos animais. Rita Lee Jones nasceu em São Paulo, em 31 de dezembro de 1947. Ela era uma das filhas do dentista Charles Jones, descendente de imigrantes americanos, e da pianista Romilda Padula, que incentivou a cantora a estudar o instrumento e a cantar com as irmãs. Com 16 anos, Rita integrou as Teenage Singers, um trio vocal feminino que se apresentava em festas escolares. Na época, o produtor Tony Campello descobriu o grupo e as convidou para participar de gravações como backing vocals. Em 1964, a cantora entrou no grupo de rock Six Sided Rockers, que teve mudanças de formações e de nomes. Dois anos depois, o grupo se tornou os famosos Mutantes, formado por Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias. Os Mutantes foram fundamentais na era do tropicalismo por unir psicodelia e ritmos locais. Eles se tornaram o grupo nacional com maior reconhecimento entre as estrelas do rock mundial, como por Kurt Cobain, David Byrne, Jack White, e outros. Já em 1967, o trio acompanhou o cantor Gilberto Gil em “Domingo no Parque”, apresentado no 3º Festival de Música Popular Brasileira, da Record. No ano seguinte, eles seguiram Caetano Veloso em “É Proibido Proibir” no 3º Festival Internacional da Canção, promovido pela Globo. E foram vaiados por uma juventude de esquerda, que era contra guitarras elétricas. Rita Lee fez parte dos Mutantes entre 1966 e 1972, no período considerado como o mais marcante e criativo da banda. Nessa fase, o fim do relacionamento com Arnaldo Baptista coincidiu com a despedida da cantora no trio. Contudo, o primeiro álbum solo de Rita Lee, intitulado “Build up”, foi lançado ainda antes dela deixar o grupo, em 1970. A cantora também lançou “Hoje é o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida”, ainda gravado com o trio, em 1972. Após deixar o grupo, a carreira de Rita Lee tomou forma com um novo grupo, nomeado de Tutti Frutti – com Luis Sérgio Carlini e Lee Marcucci, entre outros. Nesse período, a artista gravou cinco álbuns e ganhou destaque com o lançamento de “Fruto Proibido”, em 1975. O disco, que contém os sucessos “Agora Só Falta Você”, “Esse Tal de Roque Enrow” e “Ovelha Negra”, vendeu 200 mil cópias e deu à Rita Lee o apelido de “Rainha do Rock Brasileiro. No ano seguinte, ela conheceu e se apaixonou por seu futuro marido, o guitarrista Roberto de Carvalho. E durante sua primeira gravidez foi presa por porte e uso de maconha – para “servir de exemplo à juventude da época”. Condenada, ficou um ano em prisão domiciliar, precisando de permissões especiais do juiz para sair de casa e fazer shows. É desta época a música “Arrombou a Festa”, que criticava o cenário da MPB da época — e que vendeu mais de 250 mil cópias. Mas o sucesso estava apenas começando. Sua estreia musical em novelas aconteceu em 1978, com o folhetim “O Pulo do Gato”, no qual cantou o tema “Eu e Meu Gato”. A partir de 1979, a cantora firmou parceria com Roberto de Carvalho e se aventurou de vez na carreira solo com canções de pop-rock. O álbum “Rita Lee”, com os sucessos “Mania de Você”, “Chega Mais” e “Doce Vampiro”, marcou uma virada comercial em sua carreira, levando a cantora às trilhas de novela da Globo com as duas últimas faixas. Ela chegou a virar personagem da novela “Vamp” e cantar “Doce Vampiro” num dos capítulos da produção. O estouro foi ainda maior no disco seguinte, de 1980, com “Lança Perfume”, “Baila Comigo”, “Nem Luxo, Nem Lixo” e outras faixas. A parceria com o marido fez que o disco de 1982 fosse chamado de “Rita Lee e Roberto de Carvalho”, com hits como “Flagra” e “Cor de Rosa Choque” – duas trilhas da Globo, que marcaram as aberturas da novela “Final Feliz” e do programa “TV Mulher”. Ela se apresentou na primeira edição do Rock in Rio e seguiu gravando e tocando até 1991, quando o casal tirou um hiato de quatro anos para retornar com o álbum “A Marca da Zorra” e abrir os shows nacionais dos Rollings Stones. Numa vida digna de estrela do rock, Rita Lee caiu da varanda de seu sítio sob efeito de remédios em 1996. Na ocasião, ela quebrou o recôndito maxilar. Segundo o “Fantástico”, a cantora só conseguiu largar o álcool e as drogas em janeiro de 2006. Em 2001, Rita Lee ganhou um Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa com o disco “3001”. Nos anos seguintes, ela recebeu mais cinco indicações e, em 2022, venceu o prêmio de Excelência Musical pelo conjunto da obra. A cantora anunciou que deixaria de fazer shows por causa da fragilidade física em 2012. Na mesma época, Rita se tornou usuária do Twitter e informou que não estava se aposentando da música. Para provar, lançou um álbum no mesmo ano, “Reza”, saiu em abril de 2012. A faixa-título foi descrita pela cantora como uma “reza de proteção de invejas, raivas e pragas”. Mas este acabou sendo seu último álbum de estúdio. Ao todo, Rita Lee gravou 40 álbuns, sendo apenas 6 com os Mutantes – dois deles, como artista “solo”. Em 2016, a artista lançou sua primeira autobiografia com revelações intensas, como caso de abuso sexual infantil, luta contra o alcoolismo e até expulsão dos Mutantes. O livro se tornou um sucesso de vendas. No mês passado, Rita Lee anunciou mais uma autobiografia, escrita pelo jornalista Guilherme Samora, com detalhes sobre o câncer de pulmão que ela enfrentava há dois anos. A cantora passou por tratamentos de imunoterapia e radioterapia, e chegou a ser considerada curada da doença em abril de 2022. “Achei que nada mais tão digno de nota pudesse acontecer em minha vidinha besta. Mas é aquela velha história: enquanto a gente faz planos e acha que sabe de alguma coisa, Deus dá uma risadinha sarcástica”, disse a artista. Rita Lee deixa três filhos, Roberto, João e Antônio.
Ravel Andrade viverá Raul Seixas em série da Globo
O grupo Globo prepara uma série biográfica sobre o cantor Raul Seixas. A novidade foi anunciada durante o Rio2C, evento de mídia que acontece no Rio de Janeiro. A produção já definiu, inclusive, o intérprete do cantor de “Metamorfose Ambulante” e “Maluco Beleza”. O escolhido foi Ravel Andrade, da série “Aruanas”. Um detalhe interessante é que, além de ator, o irmão de Júlio Andrade (“Sob Pressão”) também é músico. Atualmente em fase de roteiro, a série terá produção da O2 Filmes e possui previsão de estreia em 2024, provavelmente na Globoplay.
“BBB 23” vira palco para volta do NX Zero
Após a expulsão de MC Guimê e Cara de Sapato por importunação sexual, o “BBB 23” teve outro tipo de surpresa na noite de sexta (17/3): um show da banda de rock NX Zero. Os músicos estavam parados há seis anos e fizeram seu show de retorno no palco do reality show da Globo. Para os brothers e o público que acompanhou pela Globoplay, Di Ferrero, vocalista da banda, cantou os maiores sucessos do grupo, como “Razões e Emoções”, primeiro hit, e “Aonde Estiver”, que ele fez para a ex Mariana Rios. “Enquanto vocês estavam confinados, a gente resolveu voltar para uma turnê”, anunciou o cantor. “A gente está muito feliz, que depois de seis anos sem tocar, esse é o nosso primeiro show!”, completou. Nas redes sociais, os fãs da banda surtaram, lançaram memes e encheram as timelines de comentários nostálgicos sobre a época do rock emo. A turnê anunciada vai começar em 28 de maio pelo Rio de Janeiro e já tem shows esgotados em Porto Alegre, Curitiba e Ribeirão Preto (SP). Confira a agenda abaixo. DIZER… O QUE POSSO DIZER? 🤩 É noite de @nxzerooficial no #BBB23! 🎸#RedeBBB pic.twitter.com/wo319I8jOa — Big Brother Brasil (@bbb) March 18, 2023 E ESSE HINO AQUI, @nxzerooficial? 😭🫶 #BBB23 #RedeBBB #NXZERONOBBB pic.twitter.com/A6T2Z9nuUf — Big Brother Brasil (@bbb) March 18, 2023 Os brothers emocionados cantando 'Cedo ou Tarde' 🫶🥹🎤 @nxzerooficial #BBB23 #RedeBBB #NXZERONOBBB pic.twitter.com/RxR0OThcp8 — Big Brother Brasil (@bbb) March 18, 2023 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por NX Zero (@nxzerooficial)
Canisso, baixista dos Raimundos, morre aos 57 anos
Canisso, baixista da banda de rock Raimundos, morreu nessa segunda-feira (13/3) aos 57 anos. De acordo com informações divulgadas na sua conta do Facebook, o músico sofreu uma queda após desmaiar na manhã dessa segunda. Porém, a causa da morte ainda não foi divulgada. “É triste anunciar a morte do nosso grande mestre Canisso, ele é um ídolo para muitos e deixou um imenso legado para os fãs e aqueles que o querem bem, descanse em paz Mestre, você vive em nossos corações”, dizia a legenda de uma postagem feita no seu Instagram. José Henrique Campos Pereira (seu verdadeiro nome) nasceu em 9 de dezembro de 1965, em São Paulo. Ele se interessou por música desde a infância e sua estreia no segmento foi trabalhando como roadie em Brasília, onde foi morar na sua adolescência. Durante um festival de música organizado por sua escola, ele conheceu Digão e, em seguida, foi apresentado a Rodolfo. Os três se juntaram para formar os Raimundos no final da década de 1980. Influenciados pelo som da banda Ramones, eles começaram a se apresentar em bares e festas em Brasília. Na década de 1990, a banda encontrou o sucesso e reconhecimento merecidos, emplacando hits como “Eu Quero Ver o Oco”, “Mulher de Fases” e “A Mais Pedida” . Ao todo, os Raimundos lançaram nove álbuns de estúdio, mas seu auge foi mesmo nos anos 1990, quando se tornou uma das principais bandas de uma geração que ainda tinha Charlie Brown Jr. e Chico Science & Nação Zumbi, entre outros. Apesar do sucesso, Canisso e Rodolfo deixaram a banda em 2002, alegando que houve um “desgaste natural”. Porém, o baixista retornou em 2007. Embora continuasse na banda, Canisso nem sempre se entendia com Digão, principalmente por causa da visão política do colega. Em junho, o baixista respondeu a um comentário no Twitter que chamava os membros da banda de fascistas. “Eu e resto não somos, isso só acometeu os vocalistas”, rebateu na sua postagem. Pouco antes da sua morte, Canisso e os Raimundos fizeram uma apresentação na cidade de Rio de Sul, em Santa Catarina, no último no sábado (11/3). Eles estavam se preparando para entrar em nova turnê. vai no oculista. Eu e resto não somos, isso só acometeu os vocalistas. https://t.co/3EcOZN9Psz — CANISSO (@Khanisson) June 11, 2022
Record começa gravações de série biográfica dos Mamonas Assassinas
Fugindo um pouco da dramaturgia religiosa, a Record anunciou o início das gravações da série “Mamonas Assassinas”. O projeto é uma parceria do canal com a Sony Channel e a Total Filmes. A trama irá contar a trajetória de uma das bandas mais amadas do Brasil até o seu fim trágico – com a morte de todos os seus integrantes – em um acidente aéreo na volta de um show, em 2 de março de 1996. O projeto foi criado por Carlos Lombardi – dramaturgo de grandes sucessos como “Uga Uga” (2000) e Kubanacan (2004) – e será escrito pelo repórter Carlos Amorim. A direção ficará a cargo de Edson Spinello, que já comandou as novelas “Apocalipse” (2017) e “Rei Davi” (2012). A série vai mostrar a vida dos cinco integrantes da banda antes da fama, as dificuldades no início da carreira, a formação do grupo e o sucesso meteórico interrompido pelo trágico acidente aéreo. Para o elenco principal, a Record aposta em muitos atores desconhecidos do grande público, mas com grande experiência em musicais. Ruy Brissac, que será o vocalista Dinho, repetirá o papel que viveu no teatro em “Mamonas, o Musical”. Ruy é cantor e começou sua carreira aos 8 anos de idade, cantando no coral da igreja e na escola que estudava. Seu papel como o vocalista do Mamonas Assassinas lhe rendeu o prêmio Bibi Ferreira de Ator Revelação. Adriano Tunes, que viverá o baixista Samuel Reoli, é humorista e já trabalhou no programa “Dedé e o Comando Maluco”, do SBT, além de musicais como o da apresentadora Hebe Camargo. Robson Lima, que será o tecladista Júlio Rasec, também é ator de teatro e trabalhou em “Yank – O Musical”. Rhener Freitas será o baixista Sérgio Reoli e atualmente trabalhou na série “Bia”, do Disney Channel. Os pais de Dinho serão interpretados por Guta Ruiz, que já esteve no filme “Gostosas, Lindas e Sexies”, e Jarbas Homem de Mello, marido de Cláudia Raia e ator de “Roque Santeiro – O Musical”. O cantor e apresentador Yudi Tamashiro, que chegou a integrar o elenco do musical dos Mamonas, iria interpretar o guitarrista Bento, mas foi substituído por Alberto Hinomoto, sobrinho do personagem real. Alberto, de 17 anos, tocará em cena a mesma guitarra que pertenceu a seu tio, usada por ele nos shows da banda. Essa será a estreia do ator na televisão. Outro nome que irá estrear como atriz de televisão é a famosa tiktoker Fernanda Schneider, de 20 anos. Ela irá interpretar Valéria Zoppello, a namorada de Dinho, que perdeu seu companheiro quando tinha apenas 24 anos. Fernanda é um fenômeno no TikTok e acumula quase 16 milhões de seguidores na plataforma. A série “Mamonas Assassinas” ainda não tem previsão de lançamento.
Retrospectiva: Os 50 melhores clipes nacionais de 2022
O ano em que Anitta conquistou premiações em todo o mundo foi também um ano de demonstração de força do pop brasileiro atual. Longe da vocação sertaneja de rádios e streamings, o audiovisual foi o meio de expressão favorito da criatividade de uma nova geração, que se soma em gravações de funk, rap, EDM, rock e até MPB para materializar a cara do som pop/alternativo nacional de 2022. A seleção abaixo junta artistas de sucesso consagrado com nomes do circuito indie, com o objetivo de demonstrar a variedade das sensibilidades artísticas que marcaram o ano. Afinal, não são só Anitta e Pabllo Vittar que conseguiram projeção mundial. Os parâmetros são outros, mas as paranaenses Samira Winter (a Winter) e Marina Ribatski (a Marina Gasolina) também viraram estrelas na cobertura de blogs internacionais da indiesfera. A relação não segue ordem de preferência, mas de afinidade sonora para render um bom playlist e facilitar exibição contínua numa Smart TV – para colocar na TV, busque Transmitir na aba de configurações do Chrome ou Mais Ferramentas/Transmitir etc no Edge. Para apreciar melhor a audição, sem interrupção de anúncios, também é indicada a versão Premium do YouTube.
Manu Gavassi canta Rita Lee em trailer da volta do “Acústico MTV”
A Paramount+ divulgou o trailer do resgate do “Acústico MTV”, uma das marcas mais fortes da emissora musical nos anos 1990, rendendo shows famosos internacionais e nacionais. No Brasil, a última gravação tinha sido de Tiago Iorc, lançada em 2019. Para a volta do formato foi escolhido um show temático. O projeto traz Manu Gavassi interpretando as músicas do disco “Fruto Proibido” (1975), de Rita Lee. Quarto álbum solo da cantora – e o segundo com a banda Tutti Frutti – , “Fruto Proibido” reuniu alguns dos maiores sucessos da carreira de Rita, entre eles “Agora Só Falta Você”, “Ovelha Negra” e “Luz Del Fuego”. Na prévia, é possível ouvir alguns desses clássicos do rock nacional, como “Pirataria” e “Esse Tal de Roque Enrow”, e conferir também a participação especial de Liniker no show. O show “Acústico MTV: Manu Gavassi Canta ‘Fruto Proíbido’ de Rita Lee” foi gravado em novembro e vai estrear em streaming no dia 2 de fevereiro.
Paramount+ ressuscita “Acústico MTV” com homenagem de Manu Gavassi a Rita Lee
A Paramount+ está resgatando o formato do “Acústico MTV”. A plataforma divulgou o teaser de um novo projeto acústico, em que Manu Gavassi interpreta as músicas do disco “Fruto Proibido”, de Rita Lee. O vídeo disponibilizado traz Manu tentando reproduzir o visual da capa do álbum clássico de 1975. O “Acústico MTV” foi uma das marcas mais fortes da emissora musical nos anos 1990, rendendo shows famosos internacionais e nacionais. No Brasil, a última gravação tinha sido de Tiago Iorc, lançada em 2019. “Quando tive a ideia de prestar uma homenagem para ‘Fruto Proibido’, eu não fazia ideia do quão divertido se transformaria esse Acústico MTV. Todo o processo, desde o cenário, até a escolha da banda – formada somente por mulheres – e os ensaios, foi tudo meio mágico”, disse Manu em comunicado à imprensa. “É louco pensar que a Rita Lee tinha a minha idade quando escreveu essas músicas (há mais de 47 anos), e acho que me identifiquei tanto com essas palavras nesse momento da minha vida não por acaso. Esse é um projeto definitivamente especial pra mim”, completou. Quarto álbum solo de Rita Lee – e o segundo com a banda Tutti Frutti – “Fruto Proibido” reuniu alguns dos maiores sucessos da carreira da cantora, como “Agora Só Falta Você”, “Esse Tal de Roque Enrow”, “Ovelha Negra” e “Luz Del Fuego”. O show “Acústico MTV: Manu Gavassi Canta ‘Fruto Proíbido’ de Rita Lee” foi gravado na noite de terça-feira (1/11), mas ainda não há previsão para sua exibição.
Documentário vai apresentar música inédita de Cazuza
O documentário “Cazuza: Boas Novas”, atualmente em desenvolvimento, vai apresentar uma canção inédita de Cazuza, que ele nunca gravou. A música se chama “Dúvidas” e faz parte do acervo de registros raros reunidos para a produção, que vai revisitar os últimos dois anos do cantor, desde o diagnóstico da Aids até a morte. O longa vai se concentrar no lado humano e na urgência de criação que acometeu o artista ao saber da doença. Produtor musical de Cazuza, o diretor Nilo Romero reuniu várias imagens pouco vistas — do cantor cuspindo na bandeira nacional durante um show no Rio de Janeiro à performance no casamento do músico George Israel — entremeadas com depoimentos de quem conviveu com ele em sua fase terminal. Entre os entrevistados, estão Gilberto Gil, Leo Jaime, Frejat, Flavio Colker, Arthur Dapieve e Ney Matogrosso, além de Lucinha Araújo, mãe do cantor. A filmagem é realizada pela produtora 5e60 e será exibida no Canal Curta no início de 2023.
Breno Silveira (1964-2022)
O cineasta Breno Silveira, dos filmes “2 Filhos de Francisco” e “Gonzaga: De Pai pra Filho”, morreu na manhã deste sábado (14/5) em Limoeiro, Pernambuco, aos 58 anos, após sofrer um infarto súbito durante as filmagens de “Dona Vitória”, longa estrelado por Fernanda Montenegro. Ele chegou a ser socorrido, mas a parada cardíaca foi irreversível. A informação foi confirmada pela produtora Conspiração, da qual Silveira era sócio. Breno Silveira estudou cinema na École Louis Lumière, de Paris, e começou a carreira como assistente de câmera nos anos 1980, trabalhando no clássico “A Hora da Estrela” (1985), de Suzana Amaral, entre outros. Uma década depois, passou a diretor de fotografia com “Carlota Joaquina” (1995), de Carla Camurati, marco zero do renascimento do cinema brasileiro, além de “Eu, Tu, Eles” (2000), de Andrucha Waddington, que lhe valeu prêmio de Melhor Fotografia no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Seus primeiros trabalhos como diretor foram clipes dos Titãs, Paralamas do Sucesso, Marisa Monte e Gilberto Gil. Não por acaso, a música se tornou sua fonte favorita de inspiração. Logo no primeiro longa de ficção, a fonte musical se provou certeira, ajudando a bater recordes de bilheteria. Mas “2 Filhos de Francisco” (2005), a história do início da carreira de Zezé de Camargo e Luciano, também era uma história de pais e filhos, assim como “Gonzaga: de Pai pra Filho” (2012), sobre a relação entre Luiz Gonzaga e Gonzaguinha, e a série “Dom”, em que o filho de um policial se torna traficante. Todas baseadas em personagens reais. O diretor também filmou “Era Uma Vez…” (2008), romance mais convencional, “À Beira do Caminho” (2012), sobre a intersecção entre o universo caminhoneiro e as músicas de Roberto Carlos, e “Entre Irmãs” (2017), combinação de melodrama e western sertanejo, novamente voltando às questões familiares, que rendeu a Nanda Costa um de seus principais papéis. “Entre Irmãs” foi esticada e transformada em série, no momento em que o cineasta dava seus primeiros passos na televisão. Ele foi um dos criadores de “1 Contra Todos”, série criminal estrelada por Júlio Andrade que foi indicada ao Emmy Internacional. Além de escrever e produzir, Silveira também dirigiu a maioria dos episódios, ao longo de quatro temporadas, entre 2016 e 2020. Seu último trabalho finalizado foi “Dom”, sua primeira série de streaming, estrelada por Gabriel Leone, que ele criou e dirigiu para a Amazon Prime Video. Ele tinha terminado de completar as gravações da 2ª temporada da atração, que deve estrear ainda neste ano. O filme em que ele trabalhava, “Dona Vitória”, deveria ter começado em 2020, mas acabou adiado devido à pandemia de coronavírus. A produção era outra história real. Traria Fernanda Montenegro como a senhora aposentada que, em 2005, gravou da janela de seu apartamento, de frente para a favela na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, o trânsito livre de traficantes armados e o consumo de maconha, cocaína e crack entre crianças e adolescentes, diante da cumplicidade de policiais. Suas gravações, realizadas com uma câmera comprada a prazo, desmantelaram uma quadrilha carioca. As filmagens no interior de Pernambuco serviriam para contar detalhes do passado da protagonista, confirmando a fama de Silveira de filmar seus longas em ordem cronológica. Ele havia contraído covid-19 no dia de 3 de maio, quando a produção precisou ser interrompidas. A equipe havia retomado o trabalho há poucos dias. O diretor começou a passar mal enquanto acompanhava uma cena ser rodada e morreu sentado, em frente ao monitor do set.
Chico Science vai virar filme
A história de Chico Science, líder da Nação Zumbi morto em 1997, vai virar filme. Segundo a coluna de Patricia Kogut no jornal O Globo, há negociações avançadas para o lançamento da produção numa plataforma de streaming. A direção está a cargo de Pedro Von Kruger (“Um Dia Qualquer”), que também assina o roteiro com Felipe Nepomuceno. Os dois trabalharam juntos nos curtas documentais “A Incrível Volta ao Mundo do Tricolor Suburbano” (2013) e “Caetana” (2014). Recentemente, a música “Monólogo ao Pé do Ouvido”, de Chico Science e a Nação Zumbi, ganhou destaque no filme e em trailers de “Marighella”. Veja abaixo, uma performance ao vivo da cançã no Central Park, em Nova York.












