Série vai investigar os assassinatos dos rappers Tupac Shakur e Notorious B.I.G.
O canal pago americano USA Network vai lançar a sua versão de “American Crime Story”, acompanhando crimes americanos populares, que, para se diferenciar, ainda não teriam sido resolvidos. A atração vai se chamar “Unsolved”. E o curioso é que o responsável por dirigir e produzir o piloto é Anthony Hemingway, que venceu um Emmy por seu trabalho em “American Crime Story: O Povo contra O.J. Simpson”. A 1ª temporada vai investigar as mortes dos rappers Notorious B.I.G. e Tupac Shakur. A trama será baseada na investigação do ex-detetive do Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD) Greg Kading, autor do livro “Murder Rap: The Untold Story of Biggie Smalls & Tupac Shakur Murder Investigations”, e terá roteiro de Kyle Long (da série “Suits”). Tupac Shakur morreu no dia 13 de setembro de 1996, em Las Vegas, no auge do sucesso, quando era um dos principais rappers da Costa Oeste norte-americana. Na época, havia uma disputa ferrenha entre rappers da California e de Nova York, que envolviam até criminosos que os apoiavam – um deles, Suge Knight, era o dono da gravadora de Tupac – , e seis meses depois veio o troco, com o assassinato de Biggie Smalls no dia 9 de março de 1997, executado em Los Angeles também no ápice da carreira e da mesma forma que o rival: com tiros disparados contra seu carro. A história já foi apresentada no filme “Notorious B.I.G.: Nenhum Sonho é Grande Demais” (2009) e está para ser revisitada em duas novas produções cinematográficas: “All Eyez On Me”, que é uma cinebiografia de Tupac, e “Labyrint”, que tem a mesma premissa policial da série “Unsolved”, com o detalhe de ser estrelada por Johnny Depp. Além disso, o canal pago TBS prepara a série de comédia “Think B.I.G.”, baseada na vida de Biggie “Notorious B.I.G.” Smalls. Por enquanto, “Unsolved” ainda está em estágio de produção de piloto. O episódio teste precisará ser aprovado pelos executivos do USA para virar série.
Roteiro inédito de Ingmar Bergman será filmado por uma de suas maiores inimigas
Um roteiro até então desconhecido, escrito pelo cineasta sueco Ingmar Bergman para uma antologia nunca concluída, que contaria também com obras do italiano Federico Fellini e do japonês Akira Kurosawa, finalmente vai sair do papel e virar filme, informou o jornal Dagens Nyheter. Intitulado “Sessenta e Quatro Minutos com Rebecka” e apontado como uma trama feminista, o roteiro foi escrito em 1969, mas a colaboração entre os lendários diretores não foi a frente. Por conta disso, texto ficou guardado até o início dos anos 2000, quando Bergman doou sua coleção para a fundação criada para preservar sua obra. A diretora que irá conduzir as filmagens, porém, talvez fosse vetada pelo próprio Bergman. Os dois eram inimigos declarados e se comportavam de forma hostil um com o outro até a morte do diretor, em 2007. Isto porque Bergman, apesar de seu cinema de grandes personagens femininas, era visto como tradicionalista e patriarcal, enquanto Suzanne Osten foi uma das fundadoras do movimento Grupo 8, coletivo feminista radical. Além disso, os dois também tiveram conflitos pessoais. A mãe de Suzanne, crítica de cinema e cineasta, havia trabalhado com Bergman em um de seus primeiros filmes, mas não conseguiu progredir numa indústria dominada por homens. O primeiro filme de Suzanne, “Mamma”, narra sua luta nesse meio, e retrata Bergman de forma pouco lisonjeira. Em 1990, quando lançou “The Guardian Angel”, Suzanne ganhou prêmios em vários festivais, mas não conseguiu nenhuma das oito estatuetas a que concorria no Festival de Glasgow. Bergman era o presidente do júri e ela atribui a ele sua derrota. Logo depois, a cineasta mandou uma longa carta atacando o diretor. Segundo Suzanne, Bergman teria dito a um amigo em comum para não trabalhar com ela. “Não chegue perto dela, eu vou dar um tiro nela”, teria dito o cineasta. O roteiro foi parar nas mãos de Suzanne de forma curiosa. E sem o seu envolvimento, talvez ele nunca fosse filmado. É que a ideia original se limitava à transformação do texto numa radionovela, a ser gravada em comemoração ao centenário de Bergman, em 2018. Como o diretor do departamento de drama da rádio nacional da Suécia, Sveriges Radio, era ex-aluno de Suzanne, ele ofereceu a tarefa de dirigir a versão radiofônica para a ex-professora, sem saber a fundo os problemas entre os dois cineastas. Contra todas as expectativas, Suzanne adorou o texto e decidiu ir além, adaptando a obra também para o cinema. “No começo, eu estava um pouco relutante”, contou a cineasta ao jornal The Guardian. “Eu tinha zero ideia do que era. E então eu fiquei muito entusiasmada quando li. Eu gritei na hora: uau! Ele foi feminista por 64 minutos!”. Muitos dos roteiros do cineasta sueco não chegaram a ser filmados, mas “Sessenta e Quatro minutos com Rebecka” se mantinha desconhecido mesmo dos mais dedicados estudiosos da obra do mestre sueco, segundo o Instituto Bergman. O roteiro finalmente se tornar conhecido por ocasião da radionovela, que irá ao ar no dia 6 de novembro. Já o lançamento do longa metragem está previsto para 2018, quando será comemorado o centenário de Bergman.
Vice Principals: Nova série de comédia de Danny McBride ganha primeiros comerciais
O canal pago americano HBO divulgou o pôster e os dois primeiros comerciais de “Vice Principals”, nova série de comédia criada pelo ator Danny McBride (“É o Fim”). As prévias mostram a disputa visceral entre dois vice-diretores que se odeiam, pela vaga do diretor de uma escola em vias de se aposentar. O próprio McBride estrela a série ao lado de Walton Goggins (“Os Oito Odiáveis”), intérprete de seu antagonista, disputando o emprego de ninguém menos que Bill Murray (“Um Santo Vizinho”) em participação especial. “Vice Principals” foi criada por McBride em parceria com Jody Hill, revivendo a dupla responsável por “Eastbound & Down”, que durou quatro temporadas (entre 2009 e 2013) no mesmo canal. O elenco ainda inclui Georgia King (série “The New Normal”) e Kimberly Hebert Gregory (série “Devious Maids”) A 1ª temporada, com 18 episódios, estreia no dia 17 de julho nos EUA.


