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  • Filme

    “A Morte do Demônio” é principal estreia de cinema no feriadão

    20 de abril de 2023 /

    O feriadão vai ser um terror nos cinemas. A maior estreia da semana é “A Morte do Demônio – A Ascensão”, continuação de uma franquia iniciada nos anos 1980, que retorna com muito mais sangue e acompanhada pelas críticas mais emocionadas de toda a saga. Também em grande circuito, “Os Três Mosqueteiros – D’Artagnan” revive o gênero de capa e espada com o orçamento caprichado dos dias de hoje. Apesar da história já ter sido muito filmada, a nova adaptação é uma das melhores já feitas. O destaque do circuito limitado é “Beau tem Medo”, novo longa de Ari Aster, diretor de “Hereditário” e “Midsommar”, que desta vez não faz um terror, mas um pesadelo mesmo. Entre os demais títulos, a semana do Dia dos Povos Indígenas também recebe dois filmes brasileiros de temática indígena. Confira abaixo todos os lançamentos desta quinta (20/4).   | A MORTE DO DEMÔNIO – A ASCENSÃO |   O resgate da franquia dos anos 1980 repete a surpresa causada pela volta de “Pânico”, apresentando um dos melhores filmes de toda a saga. Visceral e sangrento, mostra a assustadora possessão demoníaca de uma mulher, que tenta matar a irmã e os próprios filhos. A trama tira em torno de duas irmãs distantes, vividas por Alyssa Sutherland (“Vikings”) e Lily Sullivan (“Mental”), que decidem reatar após longo afastamento, apenas para ter sua reunião atrapalhada por uma possessão, que coloca a vida de seus entes queridos em risco. Além de novos personagens, o filme também inova em relação à premissa original. Em vez de se passar numa cabana no meio da floresta, desta vez os ataques demoníacos acontecem num apartamento comum. Rodado na Nova Zelândia, o terrorzão é o segundo longa do diretor irlandês Lee Cronin, selecionado pessoalmente por Sam Raimi, produtor e criador da franquia, após sua estreia com o horror indie “The Hole in the Ground” – premiado em 2019 no Fant, festival de cinema fantástico de Bilbao, na Espanha. E atingiu nada menos que 96% de aprovação no Rotten Tomatoes.   | OS TRÊS MOSQUETEIROS – D’ARTAGNAN |   A aventura clássica de Alexandre Dumas ganha uma de suas melhores e mais caras versões. Bem conhecida, a história acompanha D’Artagnan, um jovem pobre e espirituoso, cujas ações bem-intencionadas o colocam no centro de uma intriga palaciana, com o futuro da França em jogo. As únicas pessoas que podem impedir as maquinações sombrias do Cardeal de Richelieu são os três mosqueteiros que o acham irritante, Athos, Porthos e Aramis. Mas tudo pode se complica quando ele se apaixona perdidamente por Constance Bonacieux, a confidente da Rainha, e se coloca na mira de outra inimiga mortal: Milady de Winter. Dirigido por Martin Bourboulon (“Eiffel”), o longa reúne um elenco bastante famoso, que inclui François Civil (“Amor à Segunda Vista”), Pio Marmaï (“O Acontecimento”), Romain Duris (“Eiffel”) e Vincent Cassel (“Ameaça Profunda”) como D’Artagnan e os Três Mosqueteiros, além de Eva Green (“O Lar das Crianças Peculiares”), Vicky Krieps (“Corsage”), Lyna Khoudri (“A Crônica Francesa”), Eric Ruf (“O Oficial e o Espião”) e Louis Garrel (“O Festival do Amor”) como o rei Luís XIII.   | BEAU TEM MEDO |   O novo filme do cineasta Ari Aster (diretor dos terrores “Hereditário” e “Midsommar: O Mal Não Espera a Noite”) é uma odisseia neurótica de três horas estrelada por Joaquin Phoenix (“Coringa”). Longe de ser um lançamento acessível como as obras anteriores do diretor, é puro surrealismo, apesar da premissa enganosamente simples. Na trama, Beau (Phoenix) precisa viajar para o funeral de sua mãe, mas memórias da infância, encontros bizarros, invasões de mendigos, um serial killer em sua casa, um veterano traumatizado de guerra na floresta e pesadelos sobre um futuro distópico surgem em seu caminho. Tudo ao som de “Goodbye Stranger”, sucesso de 1979 da banda Supertramp. O filme se assume como um grande surto psicótico com referências freudianas e mais cenas inesperadas/inusitadas que a expectativa mais louca de qualquer espectador. O elenco também conta com Parker Posey (“Perdidos no Espaço”), Amy Ryan (“Medo da Verdade”), Nathan Lane (“Only Murders in the Building”), Michael Gandolfini (“Os Muitos Santos de Newark”) e Kylie Rogers (“Yellowstone”).   | PACIFICTION |   O suspense dramático de Albert Serra (“A História da Minha Morte”) se passa na ilha de Tahiti, na Polinésia Francesa, e segue um político calculista, mas bem educado, vivido por Benoît Magimel (“A Prima Sofia”). Capaz de circular pela elite sofisticada, mas também por locais obscuros, ele aproveita seu trânsito entre os locais para apurar um boato persistente desde o avistamento de um submarino na costa, cuja presença fantasmagórica poderia anunciar o retorno dos testes nucleares franceses. Com uma fotografia deslumbrante e bastante elogiado pela crítica (85% de aprovação no Rotten Tomatoes), o longa rendeu a Magimel o César (o Oscar francês) de Melhor Ator do ano por seu desempenho.   | NINGUÉM É DE NINGUÉM |   O diretor Wagner de Assis dá sequência à sua filmografia espírita, que inclui “Nosso Lar” (2010), “A Menina Índigo” (2016), “Kardec” (2019) e “Chico para Sempre” (2022). num filme dois-em-um, que começa como drama sobre relacionamento tóxico, ciúme doentio e obsessão, mas acaba virando história de fantasma. Baseado no bestseller de Zíbia Gasparetto, a história acompanha dois casais e os ciúmes doentios de seus parceiros, que geram uma tragédia que se estende para além da vida. O elenco destaca Carol Castro (“Maldivas”), Danton Mello (“Predestinado: Arigó e o Espírito do Dr. Fritz”), Rocco Pitanga (“Impuros”) e Paloma Bernardi (“O Escolhido”).   | RIO DOCE |   O drama conta a história de Tiago, um jovem trabalhador que descobre quem era do pai ausente, conhece as suas meias irmãs e começa a questionar a sua própria identidade às vésperas de completar 28 anos. Morando em Rio Doce, na periferia de Olinda, região metropolitana do Recife, ele luta para encontrar seu lugar no mundo. O longa de estreia de Fellipe Fernandes (diretor assistente de “Bacurau”) foi exibido na mostra Novos Rumos do Festival do Rio e destaca o rapper Okado do Canal (“Carro Rei”) no papel principal.   | PARA’Í |   Exibido em festivais ao redor do mundo, o filme de estreia de Vinicius Toro retrata a aculturação dos povos indígenas no Brasil a partir da história de Pará, menina guarani que encontra por acaso um milho guarani tradicional, que nunca havia visto e, encantada com a beleza de suas sementes coloridas, busca cultivá-lo. Movida por dessa fascinação, ela começa a questionar seu lugar no mundo: por que não fala guarani, por que é diferente dos colegas da escola, por que seu pai vai à igreja Cristã, por que seu povo luta por terra. O elenco principal é todo formado por atores indígenas em seus primeiros papéis no cinema.   | A TERRA NEGRA DOS KAWA |   O diretor amazonense Sergio Andrade, dos premiados “A Floresta de Jonathas” (2012) e “Antes o Tempo Não Acabava” (2016), volta a abordar os mistérios da floresta tropical, desta vez em tom de fantasia e sci-fi. A história acompanha um grupo de cientistas, que faz escavações em terrenos no interior do Amazonas em busca de terra fértil para fins agrícolas. Mas quando se aproximam do território indígena dos Kawa, notam que a terra da região tem poderes energéticos e sensoriais. Misticismo e ciência colidem numa luta entre tradição/direitos indígenas contra a cobiça capitalista. Exibido no Festival do Rio de 2018, o filme levou cinco anos para chegar ao circuito comercial. O elenco destaca Mariana Lima (“Onde Está Meu Coração”), Marat Descartes (“Trabalhar Cansa”), Felipe Rocha (“La Vingança”), Kay Sara (“Cidade Invisível”), Anderson Tikuna (“Antes o Tempo Não Acabava”) e Ermelinda Yapario (“Cidade Invisível”).

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