Maria Madalena traz um olhar feminino para a vida de Jesus
Há tantos filmes sobre Jesus que os realizadores ainda interessados no tema buscam mudar um pouco o foco, o ponto de partida, o recorte ou mesmo o ponto de vista. Temos o caso recente de “Últimos Dias no Deserto”, de Rodrigo García, que fazia um recorte do período de sete dias em que Cristo jejuou e combateu tentações. “Maria Madalena”, de Garth Davis, é um pouco mais ousado em sua proposta: quer contar a história pelo ponto de vista de Madalena. É interessante como, até os dias de hoje, a imagem de Maria Madalena ainda é associada a uma prostituta. Ou, no mínimo, a uma mulher com uma sexualidade muito forte. O próprio filme de Martin Scorsese, “A Última Tentação de Cristo”, em sua adaptação do romance homônimo de Nikos Kazantzákis, misturava a personagem de Madalena com a prostituta que seria apedrejada e é salva pelo nazareno. Por isso, pode causar estranheza ver uma Madalena mais dedicada ao mestre do que os apóstolos Pedro (Chiwetel Ejiofor) e Judas (Tahar Rahim), para citar os que mais aparecem na narrativa. Rooney Mara está ótima como uma Madalena que acredita ser possuída por demônios – seus familiares acham que são os demônios que a impedem de querer se casar com um forte pretendente. Como ela não nutre amor pelo homem, quer mesmo é seguir aquele estranho e intrigante profeta que tem arrebanhado cada vez mais pessoas por onde passa. Mas demora um pouco para aceitarmos Joaquin Phoenix como Jesus, embora, aos poucos, sua abordagem desperte maior envolvimento. Inclusive nas escolhas do filme em mostrá-lo sorrindo, junto com Madalena, em cenas que compartilham juntos. Passa uma leveza que normalmente não se vê em obras que tratam da vida de Jesus. Até as cenas da crucificação são rápidas, o que não quer dizer que não sejam dolorosas. O que também parece novidade é o diferencial no que se refere à ressurreição de Jesus, trazendo dúvidas sobre seu ressurgimento real e material do sepulcro. Afinal, ele aparece apenas para Madalena e é ela a portadora da boa nova, de que Jesus vive – ao contrário dos evangelhos canônicos, onde ela é apenas a primeira a ver Jesus ressuscitado. Algo que fica no ar é um certo clima de amor romântico não consumado que parece haver entre Madalena e Jesus. Porém, este tipo de impressão pode dizer mais do espectador do que filme em si, já que não é de maneira nenhuma explicitado. Talvez a impressão seja consequência da beleza esplendorosa de Rooney Mara, de seu olhar e de seu sorriso, ao olhar para o mestre. Longe de sugerir volúpia, mas sim uma figura cheia de energia e amor, o que pode confundir. De todo modo, esse tipo de confusão está de acordo com certo diálogo entre Pedro e outro apóstolo: os dois acreditam que a entrada de Madalena no corpo de apóstolos não seria bom para o grupo. Quanto à narrativa, é bom termos um filme narrado sem pressa, sem um particular interesse em conquistar um grande público. É um trabalho quase sensorial, no modo como brinca com a luz e com os olhares e os diálogos lentos dos personagens. “Maria Madalena” pode até não ser um grande filme, mas certamente está bem longe de ser uma obra ordinária ou esquecível, e ainda tem como vantagem o fato de dialogar com o atual momento de empoderamento feminino.
Chiwetel Ejiofor vive pastor polêmico no trailer legendado de A Caminho da Fé
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de “A Caminho da Fé” (Come Sunday), drama religioso estrelado por Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”), que dividiu a crítica durante o recente Festival de Sundance. Enquanto a interpretação do ator foi considerada divina e a mensagem da história louvada por sua importância, a opinião que prevaleceu sobre o resultado cinematográfico foi menos abençoada. O filme conta a história real do polêmico pastor Carlton Pearson, uma estrela evangélica em ascensão, que após uma crise de fé no começo do século passa a pregar que não existe inferno, apenas o criado pelo homem na Terra, e a defender a tolerância e a inclusão de todos no amor de Deus, independente da religião. A mensagem afastou os fiéis mais tradicionais, colocando-o em confronto com os líderes da Igreja até ser considerado um herege. Isto não o impediu de continuar pregando o chamado “Evangelho da Inclusão” e a tese da “reconciliação universal” em outra congregação, sob nova denominação evangélica. O roteiro é de Marcus Hinchey (“Entre Segredos e Mentiras”), a direção é de Joshua Marston (“Maria Cheia de Graça”) e o elenco inclui Lakeith Stanfield (série “Atlanta”), Jason Segel (“Os Muppets”), Martin Sheen (“Trash – A Esperança Vem do Lixo”), Danny Glover (“Máquina Mortífera”) e Condola Rashad (série “Billions”). A estreia está marcada para 13 de abril em streaming.
Igreja da Cientologia lança canal de TV nos Estados Unidos
Uma das religiões mais polêmicas dos Estados Unidos, a Igreja da Cientologia, resolveu seguir a dica dos evangélicos e católicos e lançar seu próprio canal de televisão, a Scientology TV, que fez sua estreia na semana passada em meio a uma campanha de marketing agressiva, que usava o mesmo slogan da franquia “Cinquenta Tons de Cinza”: “Está curioso?”. Disponibilizada por várias operadoras de TV paga americanas e também em plataformas digitais, a ideia por trás da Scientology TV é popularizar a Cientologia. Para isso, foram criados programas que visam desmistificar a fama de misteriosa que a religião conquistou, desde que estourou na mídia como a seita de astros de Hollywood como Tom Cruise, John Travolta e Elisabeth Moss. A plataforma pretende também responder as acusações de lavagem cerebral e abusos brandidas contra a religião por documentários e programas como “Leah Remini: Scientology and the Aftermath”, vencedor do Emmy 2017, com denúncias apresentadas pela atriz e ex-seguidora da Cientologia Leah Remini. Por isso, programas do canal têm nomes sugestivos como “Inside Scientology” (“Por Dentro da Cientologia”), “Meet a Scientologist” (“Conheça um Cientólogo”), “Destination: Scientology” (“Destino: Cientologia”) e “L. Ron Hubbard: In His Own Voice” (“L. Ron Hubbard: Em Suas Próprias Palavras”), este último dedicado ao fundador da religião. A maior curiosidade despertada pelo canal é se os seguidores famosos pretendem aparecer em algum dos programas. Mas, até o momento, a pessoa mais “famosa” exibida pela Scientology TV foi David Miscavige, o atual líder da Igreja da Cientologia.
Jesus Christ Superstar com John Legend e Alice Cooper ganha novo comercial
A rede NBC divulgou o primeiro teaser da versão televisiva do musical “Jesus Christ Superstar”, que será apresentada ao vivo no domingo de Páscoa nos Estados Unidos. O comercial tem clima de show de rock, ao som da música mais conhecida do espetáculo, enquanto destaca aparcipações dos cantores Alice Cooper, Sara Bareilles e John Legend – que interpretarão o Rei Herodes, Maria Madalena e Jesus Cristo, respectivamente. A produção é baseada na icônica ópera rock de Tim Rice e Andrew Lloyd Webber, grande sucesso da Broadway, que foi transformada em filme por Norman Jewison em 1973. O musical irá ao ar ao vivo no dia 1º de abril nos Estados Unidos.
Lara Croft enfrenta Maria Madalena nas estreias de cinema da semana
Não há muitas estreias amplas na semana, apesar do circuito receber 12 lançamentos. Nada menos que cinco produções da lista são documentários. Há mais três filmes europeus, além de uma animação japonesa agendada para um único dia de exibição. Assim, é natural que o frequentador dos shoppings só note três novidades – e uma delas com algum esforço. Clique nos títulos abaixo para ver os trailers de toda a programação. “Tomb Raider” tem a maior distribuição, em 600 telas, numa aposta no reconhecimento da “marca” entre o público. Mas não escapa da sina das adaptações de games em Hollywood. Já faz 25 anos que os grandes estúdios insistem em transformar jogos eletrônicos em filmes dispendiosos. E o resultado tem sido sempre o mesmo: produções cheia de saltos, corridas, lutas e obstáculos, que tentam evocar o ritmo frenético dos games. Mas, sem interatividade, não passam do “modo demonstração”, sem conseguir replicar a emoção que o gamer sente ao jogar. Pois o longa da heroína Lara Croft é o típico filme de videogame, com muitas corridas e saltos, e já taxado de medíocre pela crítica americana, com 50% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes. A nota só não é pior porque as considerações negativas foram equilibradas com elogios à atriz sueca Alicia Vikander. Após vencer o Oscar por “A Garota Dinamarquesa” (2015), ela mostrou versatilidade e potência física para convencer como heroína de ação. Entretanto, houve quem reclamasse do tamanho dos seus seios – menores que o da Lara Croft dos primeiros games. A piada de ter uma modelo siliconada de revista masculina no papel principal, poderia ajudar o filme a assumir-se como trash total, em vez de tentar disfarçar-se de entretenimento empoderador com uma atriz talentosa no papel de um pixel. Outra adaptação de “marca” famosa e “heroína” conhecida, “Maria Madalena” decepciona por motivos diferentes. Maior produção sobre o Novo Testamento desde “A Paixão de Cristo” (2004), de Mel Gibson, o filme tem elenco grandioso, com destaque para Rooney Mara (“Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres”) no papel-título e Joaquin Phoenix (“Vício Inerente”) como Jesus, e toma grande cuidado ao abordar os dogmas cristãos, mesmo quando se desvia dos textos oficiais em busca de uma abordagem politicamente correta. Na prática, o filme transforma a personagem icônica, considerada prostituta na tradição evangélica, em feminista e principal seguidora de Jesus Cristo. O resultado, porém, não é o “Evangelho de Maria Madalena” (manuscrito encontrado junto com outros textos do cristianismo primitivo em escavações do Egito e só publicado em 1955), mas a atualização dos ensinamentos cristãos que a própria Igreja Católica tem pregado sob o Papa Francisco. A visão do passado é sempre filtrada pelo presente, e isto resulta em anacronismos que diferem entre as décadas. Se Jesus Cristo era loiro de olhos azuis em “A Maior História de Todos os Tempos” (1965), agora Pedro, supostamente o primeiro Papa, é negro (vivido por Chiwetel Ejiofor). Isto reflete a visão “de inclusão” do filme, seu maior pecado para os tradicionalistas, mas, assim como em “Lion” (2016), o filme anterior – e igualmente inclusivo – do diretor Garth Davis, o “politicamente correto” chega até ao meio do caminho, retrocedendo quando se espera que ouse maiores avanços. A violência e o aramaico de “A Paixão de Cristo” foram muito mais subversivos. “12 Heróis” é um filme de guerra estrelado por Chris Hemsworth (“Thor: Ragnarok”) e Michael Shannon (“A Forma da Guerra”), com direito a patriotismo banal, mas também cenas de ação intensas. A trama é inspirada na história real da primeira equipe militar dos Estados Unidos enviada ao Afeganistão após o ataque de 11 de setembro de 2001: 12 soldados americanos que têm que aprender a montar a cavalo para avançar pelas montanhas, apenas para descobrir que suas montarias os tornam alvos melhores para tiros de tanques. Como típica produção patriota de guerra, não há nuances ou a menor profundidade em sua história, o que lhe rendeu cotação medíocre de 54% no Rotten Tomatoes. Cinema europeu premiado O circuito limitado destaca três produções europeias premiadas, que fizeram suas pré-estreias mundiais no Festival de Cannes 2017. Por coincidência, a opção mais acessível também aborda terrorismo e muçulmanos, mas conta um lado dessa história que Hollywood ignora vergonhosamente, no tremular nacionalista de bandeiras. Um dos longas mais aplaudidos de Cannes, “Em Pedaços” ilumina a face do terrorismo que tem olhos azuis e ataca muçulmanos. A produção alemã acompanha o desespero e a impotência de uma mulher, após seu marido e filho serem vítimas de um atentado à bomba. Loira ariana, ela era casada com um turco, o que fez sua família virar alvo de grupos de ódio. Depois do período de luto e espera por justiça, ela decide agir contra os neonazistas, transformando seu drama pessoal num thriller de vingança. Quem precisa de remake de “Desejo de Matar” quando se tem um filme desses? Dirigido pelo alemão Fatih Akin (“Soul Kitchen”), filho de turcos, o longa venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Estrangeira e rendeu o prêmio de Melhor Atriz em Cannes para Diane Kruger (“Bastardos Inglórios”). Acabou ignorado pelo Oscar, mas agradou a crítica americana, com 73% no Rotten Tomatoes. O ódio contra estrangeiros e uma noção de nacionalismo bandeiroso também alimenta a trama de “Western”, outra produção alemã exibida em Cannes e premiada no circuito dos festivais. Escrito e dirigido por Valeska Grisebach, que foi consultora de roteiro do sucesso “Toni Erdmann” (2016), acompanha, com abordagem semidocumental, um grupo de trabalhadores alemães, contratados para obras numa região rural da Bulgária. Sem entender a língua e vivendo choque cultural constante, eles se indispõem com os moradores locais, expondo preconceitos e a mentalidade hooligan das classes baixas. Tem impressionantes 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Amante por um Dia” evoca a nouvelle vague em seu foco em relacionamentos modernos, slogans e filmagem em preto e branco. A trama acompanha uma jovem que volta para casa, após terminar um namoro, e encontra o pai se relacionando com uma mulher da sua idade. Os três passam a conviver sem crises, mas – como o pai é professor de Filosofia, tudo é pretexto para – muitas conversas. Dirigido pelo veterano Philippe Garrel (“Um Verão Escaldante”) e estrelado por sua filha, Esther Garrel (“Me Chame pelo Seu Nome”), foi igualmente exibido e premiado em Cannes, na mostra da Quinzena dos Realizadores. Registros do Brasil brasileiro A programação se completa com cinco documentários, sobre os mais diferentes assuntos nacionais, da pesquisa histórica a discussões atuais. Curiosamente, nenhum deles opta pela hagiografia, que costuma marcar o segmento. O que não significa que faltem personagens marcantes. “A Luta do Século” é o mais consagrado. Venceu o Festival do Rio, na categoria de Melhor Documentário, ao registrar a rivalidade de mais de 20 anos entre os boxeadores Luciano Todo Duro e Reginaldo Holyfield, ídolos do esporte no Nordeste na década de 1990. Em seu auge, eles fizeram seis combates, com três vitórias para cada lado. E para desempatar, os dois ex-atletas, já com mais de 50 anos de idade, resolveram se enfrentar uma última vez. O resultado é uma vitória cinematográfica com grande força emotiva – e o melhor trabalho do diretor Sergio Machado desde sua estreia, em “Cidade Baixa” (2005). “Imagens do Estado Novo – 1937-45” traz outro cineasta renomado, Eduardo Escorel, que na obra demonstra sua habilidade com a edição de imagens. Montador de inúmeros clássicos do cinema nacional – “Terra em Transe” (1967), “Macunaíma” (1969), “São Bernardo” (1972), “Joanna Francesa” (1973), “Eles Não Usam Black-Tie” (1981), etc – , Escorel resgata a história da primeira ditadura assumida do Brasil, o Estado Novo de Getúlio Vargas, com imagens de arquivo, que mostram o carnaval do país que convivia com bandeiras nazistas e ataques à imprensa. Um documento importante para quem não tem memória, como a maioria dos “trabalhistas” brasileiros. Já os diretores de “Híbridos – Os Espíritos do Brasil” são franceses. Vincent Moon e Priscilla Telmon fazem um registro de diferentes cultos religiosos do país, do candomblé à missa evangélica, mostrando a força da fé nacional. O trabalho é belíssimo, graças à opção por colocar a câmera entre os fiéis para mergulhar nos transes e emergir com imagens potentes. Não há entrevistas, mas o registro é tão sublime que passa toda a experiência necessária. Apenas no final, cada religião representada é identificada, evidenciando como se aproximam, o que é a base do decantado sincretismo brasileiro. “O Silêncio da Noite É que Tem Sido Testemunha das Minhas Amarguras” oferece o oposto. É um filme que não cala, feito para destacar palavras e rimas, no registro de uma tradição quase extinta, que sobrevive na fronteira de Pernambuco com a Paraíba. O documentário de Petrônio Lorena (“O Gigantesco Imã”) registra a tradição repentista do sertão, por meio de histórias poéticas e da cantoria de seus entrevistados, em meio à beleza de um Brasil profundo e pouco explorado. “Rio do Medo” aborda a violência do Rio de Janeiro sob a perspectiva dos Policias Militares. Mais convencional da seleção, é feito de entrevistas como um trabalho televisivo, em que PMs de diferentes gerações relatam suas experiências dentro da corporação, marcadas pela violência, corrução e desconfiança do povo. O filme terá exibição única no Estação Net Rio na terça, dia 20 de março. Programação extra Para completar, o Cinemark também exibe a animação japonesa “Fireworks: Luzes no Céu” num única dia, igualmente em 20 de março. A fantasia adolescente segue uma premissa de efeito borboleta, ao inserir um artefato misterioso, capaz de reescrever a história, nas mãos de uma garota que quer salvar seu relacionamento com o menino de seus sonhos. Mas quanto mais ela zera o passado, mais distante fica seu final feliz. Um dos diretores, Nobuyuki Takeuchi, foi um dos principais animadores do Studio Ghibli, trabalhando com o mestre Hayao Miyazaki em inúmeros filmes – inclusive no vencedor do Oscar “A Viagem de Chihiro” (2001).
SBT fará propaganda gratuita para o filme de Edir Macedo
A rede Record e a Igreja Universal do Reino de Deus não serão as únicas empresas engajadas na divulgação do filme “Nada a Perder”, cinebiografia do bispo Edir Macedo. O canal SBT também fará propaganda gratuita do filme. Segundo o UOL, o dono do SBT mandou exibir comerciais do filme sem cobrar nada. Sílvio Santos também é personagem do filme, que mostra como ele vendeu a Record para Macedo. O empresário-apresentador teria dado a ordem para veicular os comerciais após assistir ao filme. Ele recebeu uma cópia em DVD da produção, que só estreia nos cinemas daqui a três semanas. Antes mesmo da campanha publicitária começar, “Nada a Perder” já vendeu mais de 3 milhões de ingressos. Originalmente previsto como trilogia, a cinebiografia de Edir Macedo deve ser divida em dois filmes. O primeiro estreia agora em março, enquanto o segundo só deve chegar aos cinemas entre 2019 e 2020. A produção dos filmes foi orçada em mais de R$ 25 milhões e mobilizou, em algumas cenas, cerca de 30 mil figurantes. Mas os gastos foram contrabalanceados com contratos internacionais. Os longas já estão negociados em 80 países e até com o serviço de streaming Netflix. A direção é de Alexandre Avancini (“Os Dez Mandamentos – O Filme”) e o elenco inclui Petronio Gontijo (da novela “Os Dez Mandamentos”) como Edir Macedo, além de Day Mesquita (mais uma de “Os Dez Mandamentos”), Dalton Vigh (minissérie “Liberdade, Liberdade”), André Gonçalves (novela “Salve Jorge”), Eduardo Galvão (novela “Malhação”), Marcelo Airoldi (novela “Sol Nascente”), Nina de Pádua (novela “Chamas da Vida”) e Beth Goulart (novela “A Terra Prometida”). A estreia está marcada para 29 de março.
Filme de Edir Macedo já vendeu 3 milhões de ingressos antecipados
A cinebiografia do bispo Edir Macedo, batizada de “Nada a Perder – Contra Tudo. Por Todos”, já vendeu 3,1 milhões de ingressos antecipados durante um mês de pré-venda, segundo a Paris Filmes, produtora do longa. Em termos de comparação, a produção bíblica “Os Dez Mandamentos” vendeu pouco menos de 3 milhões na pré-venda e, após a estreia, se tornou o filme nacional com mais ingressos vendidos desde a criação da Embrafilme, em 1970, com 11,2 milhões. O recorde é controvertido, porque, apesar de esgotar ingressos, os cinemas não encheram. A ação envolveu a Igreja Universal, que teria distribuído ingressos nos cultos. A comunicação da igreja, na época, negou a compra de ingressos e afirmou apenas apoiar, “juntamente com nossos grupos voluntários e de projetos beneficentes em todo Brasil, que o público em geral tenha a oportunidade de assistir ao filme.” O mesmo envolvimento acontece agora com o filme do líder da Universal. “Nada a Perder”, que só chega aos cinemas em 29 de março, já esgotou algumas sessões do fim de semana de estreia nas principais capitais do país. Nas redes Cinépolis e Cinemark, a maior parte das sessões só têm ingressos disponíveis nas primeiras fileiras. No caso do Cinépolis, a compra do ingresso tem sido impulsionada pelo sorteio de uma viagem a Israel, “com um acompanhante e seu líder religioso”, e mais dez viagens para visitar o Templo de Salomão, principal sede da Igreja Universal do Reino de Deus, em São Paulo. Mas a divulgação só está começando. De acordo com o colunista do UOL Flávio Ricco, a Record tem montado uma megaoperação para promover o filme. Além de uma série especial para o “Jornal da Record” e reportagens para o “Domingo Espetacular”, o plano inclui a exibição de 16 chamadas diárias até o dia do lançamento e o envio de uma equipe ao exterior para colher depoimentos de atores famosos que já interpretaram personalidades marcantes em filmes biográficos. “Nada a Perder” será o primeiro capítulo de um projeto milionário. Originalmente previsto como trilogia, deve se configurar como dois filmes. O primeiro estreia agora em março, enquanto o segundo só deve chegar aos cinemas entre 2019 e 2020. A produção dos filmes foi orçada em mais de R$ 25 milhões e mobilizou, em algumas cenas, cerca de 30 mil figurantes. Mas os gastos foram contrabalanceados com contratos internacionais. Os longas já estão negociados em 80 países e até com o serviço de streaming Netflix. A direção é de Alexandre Avancini (“Os Dez Mandamentos – O Filme”) e o elenco inclui Petronio Gontijo (da novela “Os Dez Mandamentos”) como Edir Macedo, além de Day Mesquita (mais uma de “Os Dez Mandamentos”), Dalton Vigh (minissérie “Liberdade, Liberdade”), André Gonçalves (novela “Salve Jorge”), Eduardo Galvão (novela “Malhação”), Marcelo Airoldi (novela “Sol Nascente”), Nina de Pádua (novela “Chamas da Vida”) e Beth Goulart (novela “A Terra Prometida”).
Pantera Negra quebra diversos recordes em estreia arrasadora na América do Norte
Conforme comemorado de véspera, “Pantera Negra” estreou em 1º lugar e de forma arrasadora nas bilheterias da América do Norte. O novo filme de super-herói da Marvel atingiu US$ 202M (valor revisado com números oficiais) em seus primeiros três dias de exibição nos Estados Unidos e no Canadá. Trata-se da maior abertura doméstica de um filme de super-herói individual, deixando para trás o antigo campeão, “Capitão América: Guerra Civil” (US$ 179,1M). De fato, a arrecadação chegou até a superar “Vingadores: Era de Ultron” (US$ 191,2M). Entre todos os filmes de super-heróis já lançados, “Pantera Negra” ficou atrás apenas do recordista “Vingadores” (US$ 207,4M). Em todos os tempos, apenas quatro outros filmes tiveram estreia mais retumbante: o citado “Vingadores”, “Jurassic World” (US$ 208,8M), “Star Wars: Os Últimos Jedi” (US$ 220M) e “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 247,9M). É digno de impressionar mesmo. Mas “Pantera Negra” não conquistou “só” a quinta maior estreia de todos os tempos e a maior abertura de um filme de herói individual. A produção também liderou diversos rankings com o estabelecimento de novos recordes. Foi a maior estreia de um filme dirigido por um cineasta negro (Ryan Cogler), a maior estreia de um filme protagonizado por um ator negro (Chadwick Boseman) e a maior estreia já registrada durante o mês de fevereiro e em todo o inverno na América do Norte. O recordista anterior dos dois últimos quesitos era “Deadpool” (US$ 152M). Sem esquecer que na noite de quinta (15/2) já tinha quebrado o recorde de maior pré-estreia de todos os tempos. Tem mais. “Pantera Negra” arrecadou US$ 169 milhões no mercado internacional, chegando a um total de US$ 371 milhões em todo o mundo. E isto considerando que o filme ainda não chegou à China, onde é esperado apenas em 9 de março. O sucesso não é apenas financeiro. O longa agradou em cheio ao público e à crítica, com espectadores atribuindo nota A+, o máximo de aprovação possível, na pesquisa do CinemaScore, feita na saída dos cinemas norte-americanos, além de conquistar 97% de aprovação no agregador de críticas Rotten Tomatoes, a mais alta já obtida por um filme de super-herói – e superior a muitos dos filmes que disputam o Oscar 2018. O resto do ranking das maiores bilheterias do fim de semana passou longe dos números apresentados pelo filme da Marvel. O infantil “Pedro Coelho”, mistura de animação e live action, ficou em 2º lugar com US$ 17,2M, enquanto “Cinquenta Tons de Liberdade” caiu da primeira posição na semana passada para o 3º lugar, com US$ 16,9M. Em 4º lugar, “Jumanji: Bem-Vindo à Selva” ainda comemorou um marco no mercado mundial, ao superar os US$ 900 milhões de arrecadação. Para completar, ainda houve duas estreias, que se posicionaram na parte inferior do Top 10. “O Homem das Cavernas”, nova animação de massinhas do inglês Nick Park (criador de “Wallace & Gromit”), debutou em 7º lugar com US$ 3,1M, e o “épico” bíblico de baixo orçamento “Sansão” abriu em 10º com US$ 1,9M. Ambos têm lançamentos previstos para o Brasil, mas não para já – respectivamente, em abril e agosto. Confira abaixo os números do desempenho dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Pantera Negra Fim de semana: US$ 202M Total EUA: US$ 202M Total Mundo: US$ 371M 2. Pedro Coelho Fim de semana: US$ 17,2M Total EUA: US$ 48,2M Total Mundo: US$ 48,2M 3. Cinquenta Tons de Liberdade Fim de semana: US$ 16,9M Total EUA: US$ 76,1M Total Mundo: US$ 266,9M 4. Jumanji: Bem-Vindo à Selva Fim de semana: US$ 7,9M Total EUA: US$ 377,6M Total Mundo: US$ 904,6M 5. 15h17 – Trem para Paris Fim de semana: US$ 7,6M Total EUA: US$ 25,4M Total Mundo: US$ 36,1M 6. O Rei do Show Fim de semana: US$ 5,1M Total EUA: US$ 154,4M Total Mundo: US$ 325,2M 7. O Homem das Cavernas Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA: US$ 3,1M Total Mundo: US$ 3,1M 8. Maze Runner: A Cura Mortal Fim de semana: US$ 2,5M Total EUA: US$ 54M Total Mundo: US$ 240,7M 9. A Maldição da Casa Winchester Fim de semana: US$ 2,2M Total EUA: US$ 21,8M Total Mundo: US$ 21,8M 10. Sansão Fim de semana: US$ 1,9M Total EUA: US$ 1,9M Total Mundo: US$ 1,9M
Edir Macedo é perseguido e preso no primeiro trailer de Nada a Perder
A Paris Filmes divulgou o primeiro trailer da cinebiografia do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus. Na prévia, o intérprete de Macedo (Petronio Gontijo, da novela “Os Dez Mandamentos”) aparece questionado, perseguido, difamado e atrás das grades. O clima lembra mais “Polícia Federal – A Lei É para Todos”, com carros de polícia, políticos e agentes federais em cena, enquanto as imagens repercutem denúncias e investigações. Uma abordagem curiosa para uma produção chapa-branca, com aval do biografado. “Nada a Perder” será o primeiro capítulo de um projeto milionário. Originalmente previsto como trilogia, deve se configurar como dois filmes. O primeiro estreia em 29 de março, enquanto o segundo só deve chegar aos cinemas entre 2019 e 2020. A produção dos filmes foi orçada em mais de R$ 25 milhões e mobilizou, em algumas cenas, cerca de 30 mil figurantes. Mas os gastos foram contrabalanceados com contratos internacionais. Os longas já estão negociados em 80 países e até com o serviço de streaming Netflix. A direção é de Alexandre Avancini (“Os Dez Mandamentos – O Filme”) e o elenco ainda inclui Day Mesquita (mais uma de “Os Dez Mandamentos”), Dalton Vigh (minissérie “Liberdade, Liberdade”), André Gonçalves (novela “Salve Jorge”), Eduardo Galvão (novela “Malhação”), Marcelo Airoldi (novela “Sol Nascente”), Nina de Pádua (novela “Chamas da Vida”) e Beth Goulart (novela “A Terra Prometida”).
Jim Caviezel negocia reprisar o papel de Jesus na continuação de A Paixão de Cristo
O ator Jim Caviezel (série “Person of Interest”) está negociando retomar o papel de Jesus na continuação de “A Paixão de Cristo” (2004). O filme voltará a ser dirigido por Mel Gibson e será centrado na ressurreição de Jesus. Os representantes do ator confirmaram o projeto ao site The Hollywood Reporter. A informação de que Mel Gibson considerava filmar uma sequência de “A Paixão de Cristo” veio à tona em 2016, revelada pelo roteirista Randall Wallace, com quem Gibson trabalhou em “Coração Valente” (1995) e em seu filme mais recente, “Até o Último Homem” (2016). Segundo o roteirista, a ideia surgiu durante as filmagens de “Até o Último Homem”. “A paixão é o início, mas há muito mais para contar”, disse ele na ocasião, em entrevista à revista The Hollywood Reporter. Gibson confirmou posteriormente o projeto, afirmando que ele teria um longo período de produção e só seria lançado entre 2019 e 2020, “porque é um assunto importante”. “A Paixão de Cristo” é considerado o filme independente de maior sucesso de todos os tempos no cinema americano. A produção, que custou cerca de US$ 30 milhões, rendeu US$ 612 milhões em bilheteria no mundo inteiro.
Edir Macedo aparece preso no pôster de seu filme
A Record divulgou o pôster da cinebiografia do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus. A imagem registra o ator Petronio Gontijo (novela “Os Dez Mandamentos”), intérprete de Macedo, atrás das grades. A imagem se refere à prisão do bispo em 1992, acusado de charlatanismo, estelionato e curandeirismo. Na época, a prisão gerou repercussão negativa e muitas críticas na sociedade civil. Após vários dias numa cela do 91º DP de São Paulo, ele acabou solto, e a medida considerada ilegal e antidemocrática. Na biografia que inspira o filme, Macedo acusa a Igreja Católica de estar por trás de sua prisão. “Nada a Perder” será o primeiro capítulo de um projeto milionário. Originalmente previsto como trilogia, a produção deve se configurar como dois filmes. E o primeiro já estreia em 29 de março, enquanto o segundo só deve chegar aos cinemas entre 2019 e 2020. A produção dos filmes foi orçada em mais de R$ 25 milhões e mobilizou, em algumas cenas, cerca de 30 mil figurantes. Mas os gastos foram contrabalanceados com contratos internacionais. Os filmes já estão negociados em 80 países e até com o serviço de streaming Netflix. A direção é de Alexandre Avancini (“Os Dez Mandamentos – O Filme”) e o elenco ainda inclui Day Mesquita (mais uma de “Os Dez Mandamentos”), Dalton Vigh (minissérie “Liberdade, Liberdade”), André Gonçalves (novela “Salve Jorge”), Eduardo Galvão (novela “Malhação”), Marcelo Airoldi (novela “Sol Nascente”), Nina de Pádua (novela “Chamas da Vida”) e Beth Goulart (novela “A Terra Prometida”).
Versão televisiva de Jesus Christ Superstar ganha primeiro teaser
A rede NBC divulgou o primeiro teaser da versão televisiva do musical “Jesus Christ Superstar”, que será apresentada ao vivo no domingo de Páscoa nos Estados Unidos. O comercial traz apenas cenas de público e uma banda no palco, ao som da música mais conhecida do espetáculo, enquanto destaca os nomes dos cantores Alice Cooper, Sara Bareilles e John Legend – que interpretarão o Rei Herodes, Maria Madalena e Jesus Cristo, respectivamente. A produção é baseada na icônica ópera rock de Tim Rice e Andrew Lloyd Webber, grande sucesso da Broadway, que foi transformada em filme por Norman Jewison em 1973. O musical irá ao ar ao vivo no dia 1º de abril nos Estados Unidos.
Alice Cooper, Sara Bareilles e John Legend vão estrelar versão televisiva de Jesus Christ Superstar
Os cantores Alice Cooper, Sara Bareilles e John Legend são os primeiros nomes confirmados da versão televisiva do musical “Jesus Christ Superstar”, que será apresentada ao vivo no domingo de Páscoa nos Estados Unidos. Eles interpretarão o Rei Herodes, Maria Madalena e Jesus Cristo, respectivamente. Não será a primeira vez que Jesus será interpretado por um homem negro. O trash “Color of the Cross” (2006) chegou a ir ao limite de afirmar que Jesus foi assassinado justamente por ser negro. A produção é baseada na icônica ópera rock de Tim Rice e Andrew Lloyd Webber, grande sucesso da Broadway, que foi transformada num filme famoso por Norman Jewison em 1973. Na época, Judas também foi interpretado por um artista negro, Carl Anderson, que cantou a música mais famosa da produção (veja abaixo). O musical irá ao ar ao vivo na rede NBC no dia 1º de abril.











