Pré-venda de Vingadores: Guerra Infinita é a maior entre todos os filmes de super-heróis
“Vingadores: Guerra infinita” já começou a quebrar recordes antes mesmo da estreia. O site Fandango, que domina o mercado de vendas de ingressos online nos Estados Unidos, anunciou que a pré-venda do novo filme ultrapassou a dos últimos sete lançamentos da Marvel nos Estados Unidos. O detalhe desse anúncio é que o valor não é apenas maior que “Pantera Negra”, que liderava este ranking. A procura por ingressos antecipados supera a soma combinada de todos os sete filmes anteriores do estúdio. Sem revelar números, o Fandango afirma que se trata da maior pré-venda de um longa de super-heróis em todos os tempos. Para dar um parâmetro, o site revelou que “Guerra Infinita” está vendendo mais que o dobro de “Pantera Negra” no mesmo período – isto é, a duas semanas da estreia. A expectativa tem feito o mercado projetar uma estreia na casa dos US$ 200 milhões no mercado norte-americano. Caso isso se confirme, o lançamento dos super-heróis se tornará o sexto filme a realizar esta façanha, atingida até hoje semente por “Pantera Negra” (US$ 202 milhões), “Os Vingadores” (US$ 207 milhões), “Jurassic World” (US$ 208 milhões), “Star Wars: Os Últimos Jedi” (US$ 220 milhões) e “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 247 milhões). O novo filme da Marvel estreia em 26 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Jumanji ultrapassa Homem-Aranha e vira maior bilheteria da Sony na América do Norte
Finalmente aconteceu. “Jumanji: Bem-Vindo à Selva” virou a maior bilheteria da história da Sony na América do Norte, ao atingir US$ 403,707M (milhões) nesta terça-feira (10/4). O filme superou o antigo líder de arrecadação, o primeiro “Homem-Aranha” (2002), que reinou por 16 anos no topo do ranking doméstico do estúdio, com US$ 403,706M. O montante também representa um dos maiores faturamentos mundiais do estúdio. Com US$ 950,7M, perde apenas para “007 – Operação Skyfall”, único filme da Sony que rendeu mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias. A arrecadação também supera todos os filmes já feitos pelos integrantes do elenco no mercado doméstico, inclusive as franquias “Velozes e Furiosos”, de Dwayne Johnson, e “Guardiões da Galáxia”, de Karen Gillan. Os dois estrelaram “Jumanji” ao lado de Jack Black e Kevin Hart. Não é por acaso que a Sony trabalha atualmente no desenvolvimento de uma sequência para o blockbuster, prevista para dezembro de 2019.
Perfis falsos forjam elogios e dão nota 10 para o filme de Edir Macedo em site americano
O filme “Nada a Perder”, cinebiografia do bispo Edir Macedo, conseguiu se envolver em nova polêmica, agora nos Estados Unidos. Após estrear com recorde de bilheteria e salas supostamente vazias no Brasil, o longa foi acusado de falsear avaliações positivas para elevar sua nota no site americano IMDb (Internet Movie Database). O site costuma ser usado como fonte de consulta, pois compila avaliações de espectadores. Entretanto, após denúncias, o filme teve várias resenhas elogiosas apagadas pelos mediadores, que as consideraram falsas ou criadas por bots. A ação aconteceu após o programa “Domingo Espetacular”, da rede Record, emissora de propriedade de Edir Macedo, exaltar a nota 10 atingida por “Nada a Perder” no site. “O desempenho se compara a filmes como ‘O Poderoso Chefão’, lançado em 1972, e ‘Um Sonho de Liberdade’, de 1994, os dois mais populares do ranking”, observou a repórter Evelyn Bastos, na reportagem da TV, citando ainda que o longa tem nota maior que a do vencedor do Oscar 2018, “A Forma da Água”. Mas diante de denúncias de que não apenas as notas estariam sendo elevadas por robôs, mas muitas resenhas eram falsas, o site apagou nada menos que 133 textos de uma só vez, pois teriam sintaxe parecida ou foram criadas na mesma hora. Nesta segunda-feira (9/4), o número de críticas de espectadores caiu de 150 para apenas 17. A nota também caiu. O longa dirigido por Alexandre Vancini está atualmente avaliado em 8,6 e em queda livre – estava 8,8 pela manhã. Ainda assim, chama atenção a falta de notas intermediárias para a produção. A maioria esmagadora das avaliações dá nota 10 ou nota 1. Fora estes extremos, há eventuais 9. A falta de meio termo é algo inusitado em relação a outras produções. Também chama atenção o fato de a maioria das resenhas conter erros grosseiros de inglês, indicando o uso de tradutor online. Mesmo assim, um dos resenhistas afirma ser da Flórida, onde o filme ainda não estreou. Este espectador, por sinal, tem apenas uma resenha publicada no site. Justamente de “Nada a Perder”. O mesmo fenômeno pode ser verificado entre todos os que escreveram elogios ao filme. Estes supostos cinéfilos só usaram o IMDb uma vez na vida: para elogiar e dar nota positiva a “Nada a Perder”. De forma ainda mais impressionante, todos os elogios vêm de perfis criados há menos de uma semana! Não é questão de acreditar ou não que possam ser falsos. São falsos. Vale observar que apenas uma das 17 resenhas foi escrita por um usuário real do IMDb, membro há 10 anos. Ele deu nota 1 e descreveu “Nada a Perder” como um “bad movie”, o famoso “filme ruim”.
Final de Game of Thrones terá maior batalha já vista na TV
Aparentemente, “Game of Thrones” quebrou seu próprio recorde de batalha mais grandiosa já gravada para a televisão, num episódio que irá ao ar em sua 8ª e última temporada. A façanha foi revelada pelo diretor de segunda unidade da série, Jonathan Quinlan, em sua conta privada do Instagram. Ele publicou uma nota de agradecimento dos produtores, em que é possível ler que a série teve uma sequência de ação que demorou 55 noites consecutivas para ser gravada, em meio ao frio, à neve, à lama, ao esterco de ovelhas e aos ventos gelados, ao redor dos vilarejos de Toome e Magheramorne, na Irlanda do Norte. Isto é mais do que o dobro de tempo dispendido na gravação da lendária “Batalha dos Bastardos”, na 6ª temporada, até hoje a maior sequência de ação já realizada para a TV. “Quando dezenas de milhões de pessoas assistirem a este episódio em todo o mundo, daqui a um ano, eles não saberão o quanto vocês trabalharam duro. Não se importarão em saber o quanto vocês ficaram cansados e quão difícil foi trabalhar em temperaturas congelantes. Eles apenas saberão que estarão vendo algo que nunca foi feito antes”, diz a mensagem de agradecimento. Veja a íntegra abaixo. Vale lembrar que o diretor vencedor do Emmy pela “Batalha dos Bastardos”, o inglês Miguel Sapochnik, comanda dois episódios da última temporada da série, o que alimenta a expectativa para confrontos grandiosos entre os Caminhantes Brancos e os exércitos reunidos em torno de Winterfell, além de um provável combate final entre os sobreviventes da aliança entre Jon Snow (Kit Harington) e Daenerys (Emilia Clarke) contra os soldados da rainha Cersei (Lena Headey). Ainda sem data de estreia oficial, a 8ª temporada de “Game of Thrones” só deve estrear em 2019.
Um Lugar Silencioso assusta com estreia em 1º lugar na América do Norte
Um grande silêncio baixou sobre as bilheterias dos Estados Unidos e do Canadá neste fim de semana, fruto de um susto que só os melhores filmes de terror conseguem causar. Até os executivos do estúdio Paramount ficaram de boca aberta, tamanho foi o desempenho de “Um Lugar Silencioso”, superando todas as projeções feitas ao longo da semana. Havia a expectativa de uma disputa acirrada pelo 1º lugar, entre o terror e a sci-fi “Jogador Nº 1”, que tinha estreado no topo na semana passada. Mas “Um Lugar Silencioso” rendeu o dobro do filme de Steven Spielberg – e 60% a mais que as estimativas dos analistas do mercado, que previam uma estreia na casa dos U$ 20 milhões. “Um Lugar Silencioso” abriu com U$ 50 milhões no mercado doméstico, valor que representa a segunda maior bilheteria de estreia do ano, atrás apenas do fenômeno “Pantera Negra” na América do Norte. Com isso, o filme já se pagou. Afinal, foi uma produção modesta, orçada em apenas U$ 17 milhões, o que ajuda a explicar a surpresa da Paramount. Vale lembrar que a última vez que o estúdio teve uma estreia com abertura superior a US$ 50 milhões foi com “Star Trek: Sem Fronteiras” em julho de 2016, e aquele lançamento custou US$ 185M. O resultado positivo demonstrou a importância do boca-a-boca, que pode se tornar viral nessa época de redes sociais. Importante lembrar que a produção foi rodada em sigilo e não contou com um marketing espontâneo de fotos vazadas de set ou expectativa criada em antecipação ao projeto. Em vez disso, todo o barulho foi causado pelo próprio filme, a partir da première estrategicamente realizada há um mês no Festival SXSW, diante dos principais críticos dos Estados Unidos, onde foi aplaudido de pé. A qualidade do trabalho foi elogiadíssima na imprensa, rendendo 100% de aprovação no Rotten Tomatoes por ocasião da exibição. E os elogios continuaram num crescendo que culminaram em recomendação até do escritor Stephen King, em seu Twitter pessoal. A obra também consagrou o trabalho de direção de John Krasinski, como aconteceu com Jordan Peele ao comandar “Corra!” no ano passado – por coincidência, outro filme de terror. Ao contrário de Peele, porém, Krasinski já tinha dirigido dois filmes antes, as comédia indies “Brief Interviews with Hideous Men” (2009) e “Família Hollar” (2016). Além de dirigir e escrever, o ator também estrelou o longa, trabalhando pela primeira vez ao lado de sua esposa na vida real, a atriz Emily Blunt (“Sicario”). Na trama, os dois vivem os pais de uma família em fuga, que se afasta da civilização para viver no mais completo silêncio, numa fazenda isolada. O motivo do silêncio são criaturas terríveis, que invadiram o planeta e reagem ao menor barulho. “Jogador Nº 1” ficou com o 2º lugar, arrecadando US$ 25 milhões. Como é típico dos filmes de Spielberg, o longa não desabou após a estreia, mantendo-se entre os mais assistidos. Esta característica costuma render boas bilheterias aos longas do diretor, mesmo que não apresentem o comportamento típico dos blockbusters. A consistência já rendeu à sci-fi futurista US$ 96,9M no mercado doméstico e US$ 391,3M mundialmente, em seus primeiros 10 dias de exibição. É interessante analisar o contraste do desempenho de “Círculo de Fogo: A Revolta”, que liderou o ranking antes de “Jogador Nº 1”. Em apenas três semanas, o longa dos robôs gigantes caiu do 1º para o 9º lugar. A segunda melhor estreia da semana foi a comédia “Não Vai Dar” (Blockers), espécie de “American Pie” feminino, que conseguiu agradar à crítica com 83% de aprovação. Abriu em 3º lugar, com US$ 21,4M, mas só vai chegar ao Brasil em 31 de maio. O drama indie “Chappaquiddick”, sobre o escandaloso acidente de 1969 que acabou com as pretensões presidenciais do jovem senador Ted Kennedy (vivido por Jason Clarke, de “Planeta dos Macacos: O Confronto”), também agradou a crítica, com 80% de aprovação. Mas a pouca divulgação e distribuição mediana lhe rendeu um distante 7º lugar com US$ 6,2M. O filme não tem previsão de lançamento no Brasil. O pior desempenho coube ao drama edificante “The Miracle Season”, que juntou esportes, história real de superação e coadjuvantes veteranos num amontoado de clichês. Ficou com 33% de aprovação no Rotten Tomatoes e abriu fora do Top 10, em 11º lugar, com 4,1 milhão. Logo abaixo de “Ilha de Cachorros”, que finalmente entrou na parte superior do ranking. O detalhe é que a animação em stop-motion do diretor Wes Anderson continua a ser exibida em circuito limitado, num total de 554 telas. Mesmo assim, já faturou US$ 12M nos Estados Unidos. Trata-se do maior sucesso limitado de 2018. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Um Lugar Silencioso Fim de semana: US$ 50M Total EUA e Canadá: US$ 50M Total Mundo: US$ 71M 2. Jogador Nº 1 Fim de semana: US$ 25M Total EUA e Canadá: US$ 96,9M Total Mundo: US$ 391,3M 3. Não Vai Dar Fim de semana: US$ 21,4M Total EUA e Canadá: 21,4M Total Mundo: 32,1M 4. Pantera Negra Fim de semana: US$ 8,4M Total EUA e Canadá: US$ 665,3M Total Mundo: US$ 1,2B 5. Eu Só Posso Imaginar Fim de semana: US$ 8,3M Total EUA e Canadá: US$ 69M Total Mundo: US$ 69M 6. Acrimony Fim de semana: US$ 8M Total EUA e Canadá: US$ 31,3M Total Mundo: US$ 31,7M 7. Chappaquiddick Fim de semana: US$ 6,2M Total EUA e Canadá: US$ 6,2M Total Mundo: US$ 6,2M 8. Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim Fim de semana: US$ 5,6M Total EUA e Canadá: US$ 33,8M Total Mundo: US$ 45,7M 9. Círculo de Fogo: A Revolta Fim de semana: US$ 4,9M Total EUA e Canadá: US$ 54,9M Total Mundo: US$ 267M 10. Ilha de Cachorros Fim de semana: US$ 4,6M Total EUA e Canadá: US$ 12M Total Mundo: US$ 17,4M
Siren: Série sobre sereias assassinas bate recordes de audiência nos Estados Unidos
A estreia de “Siren”, série sobre sereias assassinas, tornou-se a segunda maior audiência da história do canal pago americano Freeform. O lançamento, com a exibição de dois episódios consecutivos, foi assistido por 1,5 milhão de telespectadores em seus três primeiros dias de exibição, na semana passada nos Estados Unidos. A audiência só foi menor que a da estreia de “Shadowhunters” em janeiro de 2016, data que marcou a mudança de identidade do antigo canal ABC Family para Freeform. Ou seja, “Siren” teve a maior audiência do canal em mais de dois anos. Mas quando somadas as plataformas digitais, a série das sereias superou “Shadowhunters”, atingindo um total de 4,3 milhões de telespectadores em três dias. Para completar, “Siren” liderou a audiência ao vivo da TV paga americana entre o público feminino e foi a série mais comentada nas redes sociais no dia de sua estreia. A trama se passa em Bristol Cove, uma cidade costeira conhecida pela lenda de um dia ter abrigado sereias. Quando a chegada de uma garota misteriosa prova que este folclore tem fundo verdadeiro, fica claro que as sereias são predadores que retornam para reclamar seu lugar de direito. A série é estrelada por Alex Roe (“A 5ª Onda”) como Ben, um jovem biólogo marinho que se vê atraído por Ryn, a nova garota misteriosa da cidade, interpretada por Eline Powell. Como curiosidade, a atriz também viveu uma sereia no filme “Rei Arthur: A Lenda da Espada”. O elenco ainda inclui Sibongile Mlambo (série “Black Sails”), Ian Verdun (visto na série “Lucifer”), Rena Owen (“O Último Caçador de Bruxas”) e Fola Evans-Akingbola (série “Death in Paradise”), além de Patrick Gallagher (“Uma Noite no Museu 3”) e Tammy Gillis (série “Ghost Wars”) em papéis recorrentes.
Despacito se torna primeiro clipe com mais de 5 bilhões de visualizações no YouTube
“Despacito” é a “Macarena” da geração YouTube. O clipe da música do porto-riquenho Luis Fonsi quebrou seu próprio recorde e entrou para a história digital ao se tornar o primeiro vídeo a ultrapassar 5 bilhões de visualizações no YouTube. A façanha aconteceu na quarta-feira (4/4), oito meses após “Despacito” se tornar o vídeo mais visto da história do portal de vídeos. O clipe também já tinha sido o primeiro na história do portal a chegar a 3 bilhões de visualizações – e posteriormente a 4 bilhões. Atrás de “Despacito”, os vídeos mais assistidos são os clipes de “See You Again” (atualmente com 3,4 bilhões), do americano Wiz Khalifa, música da trilha do filme “Velozes e Furiosos 7”, e “Gangnam Style”, (3,1 bilhões), a “Macarena” sul-coreana do cantor Psy. Embora mais tocada nas rádios brasileiras, a versão americana da canção, interpretada por Justin Bieber, fez bem menos sucesso no YouTube, com 7,6 milhões de visualizações. Luis Fonsi considera que a versão de Bieber ajudou a música a se tornar mais conhecida no mercado internacional, mas foi a participação do rapper porto-riquenho Daddy Yankee que “fez a faixa explodir”. O clipe original foi dirigido por Carlos Perez em San Juan, Porto Rico, em dezembro de 2016.
Filme de Edir Macedo estreia em 1º lugar com metade da alegada pré-venda
Conforme esperado, o filme “Nada a Perder”, cinebiografia de Edir Macedo, liderou as bilheterias do fim de semana em sua estreia no Brasil. A surpresa ficou por conta da quantidade de ingressos comercializados para as sessões de quinta (29/3) a domingo. Segundo a consultoria ComScore, a produção da Record vendeu 2,1 milhões de ingressos, rendendo um total de R$ 25,8 milhões. Números de respeito, mas bastante inferiores aos 4 milhões da pré-venda apregoada. Pode-se considerar, entretanto, que a venda antecipada também seria para a próxima semana. A conferir. Havia a expectativa de que a estreia estabelecesse um novo recorde de abertura do cinema brasileiro, mas a vendagem não bateu os 2,2 milhões que “Os Dez Mandamentos: O Filme” atingiu em 2016. Mesmo assim, a Record alardeia o tal recorde. É que o site Filme B trouxe números diferentes em seu levantamento, dando 2,3 milhões de ingressos vendidos para “Nada a Perder”. Vale observar que o Filme B aponta que sua apuração é estimada e sujeita a modificações. O filme, porém, teve a maior abertura do ano entre os lançamentos nacionais e o quinto melhor desempenho entre todas as estreias de 2018 no Brasil, atrás de “Pantera Negra”, “Jumanji”, “Cinquenta Tons de Liberdade” e “O Touro Ferdinando”. Em 2º lugar ficou “Jogador Nº 1”, a sci-fi de Steven Spielberg, que, graças à menor quantidade de telas disponíveis, não conseguiu repetir no Brasil o bom desempenho dos Estados Unidos, onde abriu no topo, com US$ 53 milhões. No Brasil, o longa vendeu “apenas” 365 mil ingressos, num total de R$ 7,11 milhões.
Jogador Nº 1 estreia em 1º lugar na América do Norte
“Jogador Nº 1” estreou em 1º lugar nas bilheterias dos Estados Unidos e Canadá no fim de semana, confirmando expectativas da indústria, mas com um desempenho menor que o esperado, tendo em vista o forte investimento de marketing da Warner. O resultado evoca o grande paradoxo da carreira de Spielberg. Apesar de ser celebrado como um dos responsáveis por instituir os veraneios de blockbusters nos Estados Unidos, o diretor não costuma lançar filmes na estratosfera, como os longas de super-heróis atuais. Para se ter ideia, apenas um título de sua fimografia abriu acima dos US$ 100 milhões na América do Norte: “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, em 2008. Por isso, os US$ 41,2M de “Jogador Nº 1” representam a 5ª maior abertura doméstica de toda a carreira do cineasta, entre “Jurassic Park” (US$ 47M) e “Minority Report” (US$ 35,6M). Outro aspecto da filmografia de Spielberg é que a arrancada relativamente fraca de suas obras costuma ser compensada por maior tempo de permanência no ranking, o que faz com que acabem rendendo mais a longo prazo. Sabendo dessa característica, a Warner antecipou o lançamento de “Jogador Nº 1” na quinta-feira (29/3), apostando numa estreia ampliada de quatro dias. O resultado foi um total de US$ 53,21M. O sucesso foi maior no exterior, elevando a soma mundial a US$ 181,2M. Mas, com um orçamento estimado em US$ 175 milhões, “Jogador Nº 1” terá que manter a escrita de longevidade dos filmes do diretor para se pagar. A programação norte-americana registrou ainda mais dois lançamentos. “Acrimony” abriu em 2º lugar, causando muita surpresa. Afinal, é mais um dos muitos filmes feitos em série pelo diretor Tyler Perry, que nem sequer chegam em vídeo ao Brasil. Com reles 28% de aprovação, “Acrimony” é somente o primeiro dos três filmes que ele pretende despejar nos cinemas americanos em 2018. E, logicamente, não tem previsão de desembarque no país. A última estreia foi o terceiro “Deus Não Está Morto”. O lançamento religioso tentou aproveitar a data do feriadão de Páscoa para servir de opção cristã nos cinemas. Mas não entrou nem no Top 10, numa rejeição do público ao conteúdo manipulativo da franquia – podrão, com 15% de aprovação no Rotten Tomatoes. Lançado em 1,6 mil salas, “Deus Não Está Morto – Uma Luz na Escuridão” abriu em 12º lugar, atrás do fenômeno “Ilha dos Cachorros”, que faturou bem mais em 165 salas apenas. Vale observar ainda a queda de “Círculo de Fogo: A Revolta”. Líder do levantamento passado, repetiu o tombo de “Tomb Raider” e caiu para o 5º lugar em sua segunda semana em cartaz. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Jogador Nº 1 Fim de semana: US$ 41,2M Total EUA e Canadá: US$ 53,2M Total Mundo: US$ 181,2M 2. Acrimony Fim de semana: US$ 17,1M Total EUA e Canadá: US$ 17,19M Total Mundo: US$ 17,1M 3. Pantera Negra Fim de semana: US$ 11,2M Total EUA e Canadá: US$ 650,6M Total Mundo: US$ 1,2B 4. Eu Só Posso Imaginar Fim de semana: US$ 10,7M Total EUA e Canadá: US$ 55,5M Total Mundo: US$ 55,5M 5. Círculo de Fogo: A Revolta Fim de semana: US$ 9,2M Total EUA e Canadá: US$ 45,6M Total Mundo: US$ 231,9M 6. Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim Fim de semana: US$ 7M Total EUA e Canadá: US$ 22,8M Total Mundo: US$ 30,8M 7. Com Amor, Simon Fim de semana: US$ 4,8M Total EUA e Canadá: US$ 32,1M Total Mundo: US$ 33,7M 8. Tomb Raider Fim de semana: US$ 4,7M Total EUA e Canadá: US$ 50,5M Total Mundo: US$ 245,1M 9. Uma Dobra no Tempo Fim de semana: US$ 4,6M Total EUA e Canadá: US$ 83,2M Total Mundo: US$ 104,3M 10. Paulo – Apóstolo de Cristo Fim de semana: US$ 3,5M Total EUA e Canadá: US$ 11,5M Total Mundo: US$ 11,5M
Revival de Roseanne é renovado após estreia com recorde de audiência
Bastou a exibição de um único episódio para a rede ABC decidir renovar o revival da série “Roseanne” para sua 2ª temporada. Segundo dados da consultoria Nielsen, o episódio inaugural da atração, exibido na noite de terça (27/3) nos Estados Unidos, foi assistido por 18,1 milhões de espectadores e marcou 5,1 pontos na demo (entre espectadores na faixa demográfica de 18 a 49 anos), um feito incrível que só costuma ser registrado em transmissões de grandes eventos esportivos ao vivo. Para dimensionar o tamanho do sucesso, o único episódio que superou essa marca na atual temporada (iniciada em setembro) foi o capítulo de “This Is Us” exibido logo após o Super Bowl, geralmente o horário de maior audiência do ano na TV americana. Mas os números não pararam nisso. Com as reprises e outras plataformas, a atração atingiu a estratosfera. Ao todo, 21,9 milhões de espectadores assistiram a volta da série, que estava fora do ar há 21 anos, registrando astronômicos 6,1 pontos na audiência qualificada em três dias de exibição. Além de renovar a atração, a ABC encomendou mais episódios para o segundo ano. Ou melhor, para a 11ª temporada, considerando os episódios exibidos originalmente entre 1988 e 1997. Foram encomendados 13 capítulos novos, quatro a mais que os nove da atual temporada. A produção manterá todos os atores centrais no próximo ciclo, com os convidados deste ano retornando para participações eventuais. Isto inclui a criadora da série e intérprete da personagem-título, Roseanne Barr, o astro John Goodman e os filhos do casal na sitcom, Sara Gilbert, Alicia Goranson e Michael Fishman, além da irmã da protagonista, Laurie Metcalf. Entre os convidados eventuais, destaca-se ainda Johnny Galecki (ele mesmo, de “The Big Bang Theory”), que se casou com a personagem de Sara Gilbert. O sucesso de “Roseanne” deve animar os estúdios a realizar ainda mais resgates de produções clássicas, após “Twin Peaks”, “Arquivo X”, “Fuller House”, “Prison Break”, “Heroes”, “Gilmore Girls” e “Will & Grace”, que também deram o que falar. A rede CBS está atualmente produzindo o revival de “Murphy Brown” para a próxima temporada de outono e há conversas intensas a respeito de “The Office” e “Mad About You”.
Sessões de Nada a Perder, que bateu recorde de pré-venda, não teriam lotado
Assim como ocorreu com o filme “Os 10 Mandamentos”, diversos veículos da imprensa estão apontando que as sessões de “Nada a Perder”, cinebiografia do bispo Edir Macedo, estão vazias ou, pelo menos, tem lotação mediana. Enquanto a rede Record vem produzindo reportagens encomendas, que celebram o sucesso da produção, o fato é contestado, de forma igualmente previsível, pelo jornal O Globo, que encontrou cinemas vazios no Rio exibindo a produção da empresa rival. O filme bateu recorde de venda antecipada de ingressos no país, com a comercialização de 4 milhões de entradas para seu fim de semana inaugural. Mas, segundo apurou a revista Exame, sessões supostamente esgotadas no shopping Bourbon, em São Paulo, também tiveram lotação pela metade, e o movimento do Central Plaza Shopping teria sido ainda menor. O portal UOL verificou que grupos evangélicos foram em “caravana” assistir algumas sessões, tendo comprado todos os ingressos, e que desistências teriam causado os espaços vazios. Mas o Globo colheu depoimentos de fiéis que afirmam ter ganhado as entradas de alguns pastores para ir de graça aos cinemas. Não só isso. Segundo o jornal do grupo Globo, mulheres estariam distribuindo ingressos nas portas de cinemas, junto com um kit personalizado da Universal. O repórter Jan Niklas afirmou ter recebido um ingresso de graça das mãos de uma delas. Procurada pelo Globo, a distribuidora Paris Filmes disse que não recebe informações a respeito de vendas de ingressos. Por e-mail, o departamento de comunicação social da Igreja Universal chamou de “vergonhosa a acusação” de que estaria comprando ingressos para distribuir aos fiéis. Na época de “Os 10 Mandamentos”, houve relatos de muitas sessões vazias e que funcionários da Igreja do bispo Macedo compravam ingressos para distribuir aos fiéis, como brinde, visando estabelecer um novo recorde de bilheteria – o que acabou acontecendo. Na época, a Igreja Universal negou o fato, assim como o faz agora, com a única diferença de atualmente fazer isso brandindo o slogan “fake news”, maior contribuição de Donald Trump para a cultura. Em um comunicado publicado em seu site, a Universal acusa a “mídia” de “apelar” para as “fake news” para falar das salas esvaziadas, mesmo com ingressos esgotados, como ocorreu no filme anterior. “O que existe é a mobilização espontânea de grupos e de membros da Universal, que se organizaram para que o maior número de pessoas tenha chance de assistir ao filme. Da mesma forma que os espíritas impulsionaram a audiência dos filmes ‘Chico Xavier’ e ‘Nosso Lar’, bem como os católicos que lotaram sessões para acompanhar ‘Aparecida – O Milagre’. Mas, em uma pesquisa rápida, não encontramos registros deste fato como notícia”, diz o texto. O texto, assinado pela UNIcom, nome do departamento de comunicação social e de relações institucionais da Universal, acrescenta: “É claro que a Igreja Universal estimula seus adeptos a assistirem ao filme ‘Nada a Perder’. Temos convicção de que, além da edificante história de vida do Bispo Edir Macedo – já contada na trilogia literária best seller que baseia o roteiro -, o longa-metragem é também a história da vida das pessoas que frequentam a Universal.” A Igreja ainda se dirige diretamente aos jornalistas, em tom de recriminação. “Talvez, alguns jornalistas imaginem que a Universal esteja proibida de recomendar filmes a seus fiéis. Pois chegaram tarde”, diz um trecho do comunicado, antes de generalizar e taxar a imprensa como “rancorosa e preconceituosa”. “Milhões de espectadores no Brasil e no mundo irão aos cinemas para ver o que a Palavra de Deus é capaz de produzir na vida das pessoas. E não há nada que a imprensa rancorosa e preconceituosa possa fazer contra isso”, conclui o texto.
Filme sobre Edir Macedo já bate recordes de bilheteria antes da estreia
A cinebiografia do bispo Edir Macedo, “Nada a Perder”, vai estrear nesta quinta (29/3) com 4 milhões de ingressos vendidos de forma antecipada, segundo informações da Record. Com isso, bateu o recorde de pré-vendas do cinema nacional, que pertencia à outra produção religiosa da Record, “Os 10 Mandamentos” (2,3 milhões de ingressos), e, de quebra, já virou o filme nacional mais bem-sucedido do ano, antes mesmo de chegar aos cinemas. O jornal O Globo quis verificar se a estratégia seguia a fórmula bem-sucedida de “Os 10 Mandamentos”, que apesar do recorde da época abriu com salas vazias. Isto porque integrantes da Igreja Universal teriam comprado e distribuído ingressos entre seus fiéis, que não foram ao cinema. A publicação, que pertence a grupo de comunicação rival da Record, questionou três grandes exibidoras para saber se elas firmaram alguma parceria com a Universal. Apenas a Kinoplex confirmou ter vendido pacotes de ingressos para pastores e grupos a partir de cem pessoas, nos quais todos pagam meia entrada. A UCI disse ter vendido ingressos para grupos, “como faz com qualquer filme”. E a Cinemark não se pronunciou. Já a rede Cinépolis anunciou um sorteio relacionado à compra de ingressos, que daria direito a uma viagem a Israel para o vencedor, “com um acompanhante e seu líder religioso”, além de mais dez viagens para visitar o Templo de Salomão, principal sede da Igreja Universal do Reino de Deus, em São Paulo. Em comunicado, a Universal negou comprar ingressos, mas diz estimular a ida dos fiéis ao cinema. “A imprensa, embasbacada com o espetacular sucesso de bilheteria que se anuncia, esforça-se para inventar uma explicação fajuta para o maior fenômeno cinematográfico brasileiro do ano — ou, talvez, de todos os tempos”, diz o comunicado da Igreja, que ainda chama a imprensa de “rancorosa e preconceituosa”. “Nada a Perder” será o primeiro capítulo de um projeto milionário. Originalmente previsto como trilogia, deve se configurar como dois filmes. O segundo só deve chegar aos cinemas entre 2019 e 2020. A produção dos filmes foi orçada em mais de R$ 25 milhões e mobilizou, em algumas cenas, cerca de 30 mil figurantes. Mas os gastos foram contrabalanceados com contratos internacionais. Os longas já estariam negociados em 80 países e até com o serviço de streaming Netflix. A direção é de Alexandre Avancini (“Os Dez Mandamentos – O Filme”) e o elenco inclui Petronio Gontijo (da novela “Os Dez Mandamentos”) como Edir Macedo, além de Day Mesquita (mais uma de “Os Dez Mandamentos”), Dalton Vigh (minissérie “Liberdade, Liberdade”), André Gonçalves (novela “Salve Jorge”), Eduardo Galvão (novela “Malhação”), Marcelo Airoldi (novela “Sol Nascente”), Nina de Pádua (novela “Chamas da Vida”) e Beth Goulart (novela “A Terra Prometida”).
Novo pôster de Os Incríveis 2 mostra família heroica em clima de férias de verão
A Disney/Pixar divulgou um novo pôster de “Os Incríveis 2”, que mostra a família Parr (ou Pêra, na versão dublada) aproveitando as férias de verão numa praia tropical. A imagem faz alusão ao período em que o filme será lançado nos cinemas, o verão norte-americano. A família continua a ser dublada, em inglês, pelos atores Craig T. Nelson (série “Parenthood”), Holly Hunter (“Batman vs. Superman”) e Sarah Vowell (“Filhos do Divórcio”), mas o menino Flecha/Dash tem nova voz, o novato Huck Milner. Além deles, Samuel L. Jackson (“Os Oito Odiados”) também retorna como Frozone e o diretor Brad Bird continua a fazer a voz de Edna Moda. Nada disso será ouvido nos cinemas brasileiros, mas poderá ser conferido em versões posteriores em vídeo e streaming. Novamente escrito e dirigido por Bird, a continuação do clássico de 2004 da Pixar tem estreia marcada para o dia 28 de junho no Brasil, duas semanas após o lançamento nos Estados Unidos.










