Minissérie sobre a banda Mamonas Assassinas volta a vida na Record
A rede Record desengavetou a minissérie sobre a banda “Mamonas Assassinas”, após um novo roteiro de Carlos Lombardi (da novela “Pé na Jaca”). A informação é da coluna de Flavio Ricco no Uol. A produção ia começar há dois anos, mas acabou paralisada devido a desentendimentos entre o autor Carlos Lombardi e os familiares da banda sobre a abordagem da história, além da demora na liberação da verba da Ancine, que não aconteceu dentro do cronograma traçado. A Record esperou os problemas se desenrolarem, financeira e criativamente, para viabilizar a produção. Inicialmente, será uma missérie em cinco capítulos que, depois, compactada, dará origem a um filme. Ou seja, o contrário do que a Globo faz em suas coproduções – como “Gonzaga: De Pai pra Filho”, que foi filme antes de virar minissérie. A produtora Total Filmes vai começar, a seguir, a definir elenco e equipe, inclusive diretor. Mas ainda não há previsão para a estreia.
Nada a Perder vira o filme com mais ingressos vendidos do cinema brasileiro
“Nada a Perder”, cinebiografia de Edir Macedo, virou a maior bilheteria do cinema brasileiro ao atingir a vendagem de 11,2M (milhões) de ingressos, segundo informações da produtora Paris Filmes. O longa dirigido por Alexandre Avancini superou o recorde de “Os Dez Mandamentos”, que tinha vendido 11,18M de ingressos em 2016. Os demais filmes que completam o Top 5 de todos os tempos no Brasil são “Tropa de Elite 2” (11,14M), “Dona Flor e seus Dois Maridos” (10,7M) e “Minha Mãe É uma Peça 2” (9,3M). Antes mesmo de seu lançamento, em 29 de março, o longa já contava com 4 milhões de ingressos vendidos, garantindo o posto de maior bilheteria do ano. Entretanto, o filme não contabilizou toda essa mobilização na estreia. Apenas metade da pré-venda alegada foi contabilizada no primeiro fim de semana em cartaz – 2,1M de ingressos. Esta não foi a única controvérsia da produção. A diferença entre ingressos vendidos e ocupação de salas voltou a chamar atenção, como tinha acontecido anteriormente com “Os Dez Mandamentos”, que também foi um filme apoiado pela Igreja Universal. Segundo apurações feitas pelos jornais O Globo e Folha de São Paulo, além do portal UOL, apesar do grande número de ingressos vendidos, as sessões do filme contaram com um público muito abaixo do total comercializado. A Folha e o Globo visitaram sessões do filme e constataram que, apesar de todos os ingressos vendidos, algumas sessões estavam quase vazias ou com metade da ocupação. Em depoimento colhido pela imprensa, espectadores confirmaram que ganharam os ingressos da Igreja. Um repórter chegou a ganhar uma entrada na porta de um cinema. A Igreja Universal negou, por seu departamento de comunicação social, que estaria distribuindo ingressos para seus fiéis e chamou de “vergonhosa acusação” a suspeita sobre a bilheteria inflada de “Nada a Perder”. Entretanto, diante da controvérsia, mesmo tendo sido o filme que mais vendeu ingressos, não é possível afirmar que “Nada a Perder” seja o filme mais visto da História do cinema brasileiro.
Perfis falsos forjam elogios e dão nota 10 para o filme de Edir Macedo em site americano
O filme “Nada a Perder”, cinebiografia do bispo Edir Macedo, conseguiu se envolver em nova polêmica, agora nos Estados Unidos. Após estrear com recorde de bilheteria e salas supostamente vazias no Brasil, o longa foi acusado de falsear avaliações positivas para elevar sua nota no site americano IMDb (Internet Movie Database). O site costuma ser usado como fonte de consulta, pois compila avaliações de espectadores. Entretanto, após denúncias, o filme teve várias resenhas elogiosas apagadas pelos mediadores, que as consideraram falsas ou criadas por bots. A ação aconteceu após o programa “Domingo Espetacular”, da rede Record, emissora de propriedade de Edir Macedo, exaltar a nota 10 atingida por “Nada a Perder” no site. “O desempenho se compara a filmes como ‘O Poderoso Chefão’, lançado em 1972, e ‘Um Sonho de Liberdade’, de 1994, os dois mais populares do ranking”, observou a repórter Evelyn Bastos, na reportagem da TV, citando ainda que o longa tem nota maior que a do vencedor do Oscar 2018, “A Forma da Água”. Mas diante de denúncias de que não apenas as notas estariam sendo elevadas por robôs, mas muitas resenhas eram falsas, o site apagou nada menos que 133 textos de uma só vez, pois teriam sintaxe parecida ou foram criadas na mesma hora. Nesta segunda-feira (9/4), o número de críticas de espectadores caiu de 150 para apenas 17. A nota também caiu. O longa dirigido por Alexandre Vancini está atualmente avaliado em 8,6 e em queda livre – estava 8,8 pela manhã. Ainda assim, chama atenção a falta de notas intermediárias para a produção. A maioria esmagadora das avaliações dá nota 10 ou nota 1. Fora estes extremos, há eventuais 9. A falta de meio termo é algo inusitado em relação a outras produções. Também chama atenção o fato de a maioria das resenhas conter erros grosseiros de inglês, indicando o uso de tradutor online. Mesmo assim, um dos resenhistas afirma ser da Flórida, onde o filme ainda não estreou. Este espectador, por sinal, tem apenas uma resenha publicada no site. Justamente de “Nada a Perder”. O mesmo fenômeno pode ser verificado entre todos os que escreveram elogios ao filme. Estes supostos cinéfilos só usaram o IMDb uma vez na vida: para elogiar e dar nota positiva a “Nada a Perder”. De forma ainda mais impressionante, todos os elogios vêm de perfis criados há menos de uma semana! Não é questão de acreditar ou não que possam ser falsos. São falsos. Vale observar que apenas uma das 17 resenhas foi escrita por um usuário real do IMDb, membro há 10 anos. Ele deu nota 1 e descreveu “Nada a Perder” como um “bad movie”, o famoso “filme ruim”.
Filme de Edir Macedo estreia em 1º lugar com metade da alegada pré-venda
Conforme esperado, o filme “Nada a Perder”, cinebiografia de Edir Macedo, liderou as bilheterias do fim de semana em sua estreia no Brasil. A surpresa ficou por conta da quantidade de ingressos comercializados para as sessões de quinta (29/3) a domingo. Segundo a consultoria ComScore, a produção da Record vendeu 2,1 milhões de ingressos, rendendo um total de R$ 25,8 milhões. Números de respeito, mas bastante inferiores aos 4 milhões da pré-venda apregoada. Pode-se considerar, entretanto, que a venda antecipada também seria para a próxima semana. A conferir. Havia a expectativa de que a estreia estabelecesse um novo recorde de abertura do cinema brasileiro, mas a vendagem não bateu os 2,2 milhões que “Os Dez Mandamentos: O Filme” atingiu em 2016. Mesmo assim, a Record alardeia o tal recorde. É que o site Filme B trouxe números diferentes em seu levantamento, dando 2,3 milhões de ingressos vendidos para “Nada a Perder”. Vale observar que o Filme B aponta que sua apuração é estimada e sujeita a modificações. O filme, porém, teve a maior abertura do ano entre os lançamentos nacionais e o quinto melhor desempenho entre todas as estreias de 2018 no Brasil, atrás de “Pantera Negra”, “Jumanji”, “Cinquenta Tons de Liberdade” e “O Touro Ferdinando”. Em 2º lugar ficou “Jogador Nº 1”, a sci-fi de Steven Spielberg, que, graças à menor quantidade de telas disponíveis, não conseguiu repetir no Brasil o bom desempenho dos Estados Unidos, onde abriu no topo, com US$ 53 milhões. No Brasil, o longa vendeu “apenas” 365 mil ingressos, num total de R$ 7,11 milhões.
Sessões de Nada a Perder, que bateu recorde de pré-venda, não teriam lotado
Assim como ocorreu com o filme “Os 10 Mandamentos”, diversos veículos da imprensa estão apontando que as sessões de “Nada a Perder”, cinebiografia do bispo Edir Macedo, estão vazias ou, pelo menos, tem lotação mediana. Enquanto a rede Record vem produzindo reportagens encomendas, que celebram o sucesso da produção, o fato é contestado, de forma igualmente previsível, pelo jornal O Globo, que encontrou cinemas vazios no Rio exibindo a produção da empresa rival. O filme bateu recorde de venda antecipada de ingressos no país, com a comercialização de 4 milhões de entradas para seu fim de semana inaugural. Mas, segundo apurou a revista Exame, sessões supostamente esgotadas no shopping Bourbon, em São Paulo, também tiveram lotação pela metade, e o movimento do Central Plaza Shopping teria sido ainda menor. O portal UOL verificou que grupos evangélicos foram em “caravana” assistir algumas sessões, tendo comprado todos os ingressos, e que desistências teriam causado os espaços vazios. Mas o Globo colheu depoimentos de fiéis que afirmam ter ganhado as entradas de alguns pastores para ir de graça aos cinemas. Não só isso. Segundo o jornal do grupo Globo, mulheres estariam distribuindo ingressos nas portas de cinemas, junto com um kit personalizado da Universal. O repórter Jan Niklas afirmou ter recebido um ingresso de graça das mãos de uma delas. Procurada pelo Globo, a distribuidora Paris Filmes disse que não recebe informações a respeito de vendas de ingressos. Por e-mail, o departamento de comunicação social da Igreja Universal chamou de “vergonhosa a acusação” de que estaria comprando ingressos para distribuir aos fiéis. Na época de “Os 10 Mandamentos”, houve relatos de muitas sessões vazias e que funcionários da Igreja do bispo Macedo compravam ingressos para distribuir aos fiéis, como brinde, visando estabelecer um novo recorde de bilheteria – o que acabou acontecendo. Na época, a Igreja Universal negou o fato, assim como o faz agora, com a única diferença de atualmente fazer isso brandindo o slogan “fake news”, maior contribuição de Donald Trump para a cultura. Em um comunicado publicado em seu site, a Universal acusa a “mídia” de “apelar” para as “fake news” para falar das salas esvaziadas, mesmo com ingressos esgotados, como ocorreu no filme anterior. “O que existe é a mobilização espontânea de grupos e de membros da Universal, que se organizaram para que o maior número de pessoas tenha chance de assistir ao filme. Da mesma forma que os espíritas impulsionaram a audiência dos filmes ‘Chico Xavier’ e ‘Nosso Lar’, bem como os católicos que lotaram sessões para acompanhar ‘Aparecida – O Milagre’. Mas, em uma pesquisa rápida, não encontramos registros deste fato como notícia”, diz o texto. O texto, assinado pela UNIcom, nome do departamento de comunicação social e de relações institucionais da Universal, acrescenta: “É claro que a Igreja Universal estimula seus adeptos a assistirem ao filme ‘Nada a Perder’. Temos convicção de que, além da edificante história de vida do Bispo Edir Macedo – já contada na trilogia literária best seller que baseia o roteiro -, o longa-metragem é também a história da vida das pessoas que frequentam a Universal.” A Igreja ainda se dirige diretamente aos jornalistas, em tom de recriminação. “Talvez, alguns jornalistas imaginem que a Universal esteja proibida de recomendar filmes a seus fiéis. Pois chegaram tarde”, diz um trecho do comunicado, antes de generalizar e taxar a imprensa como “rancorosa e preconceituosa”. “Milhões de espectadores no Brasil e no mundo irão aos cinemas para ver o que a Palavra de Deus é capaz de produzir na vida das pessoas. E não há nada que a imprensa rancorosa e preconceituosa possa fazer contra isso”, conclui o texto.
Cinemas recebem nova sci-fi de Steven Spielberg e a biografia de Edir Macedo
A programação da semana destaca a nova sci-fi de Steven Spielberg, uma fantasia grandiosa da Disney e a hagiografia de Edir Macedo, todos candidatos a blockbuster – o filme do fundador da Igreja Universal já arrasa quarteirões, com 4 milhões de ingressos vendidos antecipadamente e ocupação de 1.108 salas. Lembrando que o circuito cinematográfico brasileiro é de pouco mais de 3 mil telas e que há outros filmes muito bem sucedidos em cartaz, cabe a pergunta: tem espaço para tudo isso ao mesmo tempo? A Record está buscando uma alternativa com exibições itinerantes de “Nada a Perder” para somar à blitz da pré-venda, supostamente responsável por já ter esgotado os ingressos desse fim de semana. A popularidade do filme é impressionante, e tende a ser incensada, porque é o único aspecto visível da produção para a imprensa. Só os amigos e funcionários da Record foram convidados a assistir ao longa antes da estreia, por isso o lançamento chega aos cinemas sem críticas. Foi escondido da imprensa, talvez como estratégia para não colocar tudo a perder. Mas há relatos de que teria sido finalizado apenas na semana passada, o que realmente dificultaria sessões antecipadas. Rumores também dizem que o filme tem o maior orçamento da história do cinema brasileiro, superando os R$ 25 milhões, e recorde de figurantes, mobilizando 30 mil pessoas numa única cena. Mas os gastos teriam sido contrabalanceados com contratos internacionais – já estaria negociado em 80 países e até com o serviço de streaming Netflix. A trama se estende por três décadas e inclui a fundação da Igreja Universal do Reino de Deus e a compra da rede Record. A direção é de Alexandre Avancini (“Os Dez Mandamentos – O Filme”) e o elenco inclui Petronio Gontijo (da novela “Os Dez Mandamentos”) como Edir Macedo, além de Day Mesquita (mais uma de “Os Dez Mandamentos”), Dalton Vigh (minissérie “Liberdade, Liberdade”), André Gonçalves (novela “Salve Jorge”), Eduardo Galvão (novela “Malhação”), Marcelo Airoldi (novela “Sol Nascente”), Nina de Pádua (novela “Chamas da Vida”) e Beth Goulart (novela “A Terra Prometida”). Superproduções de Hollywood Se o filme de Edir Macedo é um mistério, a nova sci-fi de Steven Spielberg já foi aprovada pela crítica norte-americana. “Jogador nº1” teve premières aplaudidas e elogios rasgados da imprensa geek, por sua capacidade de transformar nostalgia em fonte de referências, com recorde de easter eggs espalhados na tela. Mas também houve ponderações – as animações de seu mundo virtual são antiquadas, a ação do mundo real menos interessante, etc. – , que evitaram a unanimidade e a multiplicação exagerada de exclamações de obra-prima. Mesmo assim, atingiu 76% de aprovação no Rotten Tomatoes. O longa que marca a volta de Spielberg à ficção científica é uma adaptação do livro homônimo de Ernie Cline. A história se passa em 2044, quando a humanidade se conecta no Oasis, uma utopia virtual, onde as pessoas podem viver o que sonham, interagir com outros jogadores e até se apaixonar. Mas o protagonista Wade Watts (Tye Sheridan, de “X-Men: Apocalipse”) quer mais que sonhar. Ele pretende resolver o enigma do criador do Oasis (Mark Rylance, de “Ponte dos Espiões”), que escondeu uma série de pistas na realidade virtual para premiar quem resolvê-las com a herança de sua enorme fortuna – e até o próprio Oasis. Milhões tentam conseguir o prêmio, sem sucesso, mas Wade está na frente da competição. Isto porque as chaves do enigma são baseadas numa cultura esquecida que ele domina: o entretenimento pop dos anos 1980 e 1990. Assim como o personagem procura pistas para o ovo dourado, escondido pelo Willy Wonka futurista, o público também tem centenas de easter eggs na produção para identificar, desde o protagonista da animação “O Gigante de Ferro” (1999) até o DeLorean de “De Volta para o Futuro” (1985). Já “Uma Dobra no Tempo” não se desdobrou como a Disney planejava. O êxito de “Pantera Negra” pode ter canibalizado o interesse no longa. Afinal, a fantasia infantil do estúdio buscava um nicho similar de mercado, com elenco multicultural, protagonista e diretora negras, numa adaptação de obra juvenil adorada por gerações. O fato é que a filmagem do clássico literário de Madeleine L’Engle por Ava DuVernay (“Selma”) implodiu nas bilheterias dos Estados Unidos, atingindo “apenas” US$ 76,3M (milhões) em três semanas. O valor não correspondeu às expectativas do mercado, representando uma volta à “normalidade” para a Disney, que não registrava fracassos clamorosos desde “Alice Através do Espelho” e “O Bom Gigante Amigo”, de 2016. “Uma Dobra no Tempo” teve abertura melhor que esses filmes, mas seu desempenho está à altura da frustração causada por “Tomorrowland” em 2015, que não conseguiu recuperar seu investimento. Embora a Disney não tenha revelado o orçamento da produção, o longa é repleto de efeitos visuais e estrelado por atores de renome – Oprah Winfrey (“Selma”), Reese Witherspoon (“Belas e Perseguidas”) e Mindy Kaling (série “The Mindy Project”) vivem coloridas mulheres místicas – , o que costuma vir com uma etiqueta de preço elevado. Para completar, as críticas não empolgaram. Com 41% de aprovação, foi considerado um “grande desapontamento” (The Wall Street Journal), repleto de efeitos que “não conseguem envolver” (Chicago Sun-Times) e com a profundidade de um “vídeo cheio de cores para distrair as crianças” (The Guardian). Curto-circuito feminino O excesso de superproduções não chega a esgotar completamente o circuito, que ainda traz cinco lançamentos limitados, três deles de ficção e dirigidos por mulheres. O grande filme da pequena lista é “Zama”, coprodução brasileira que foi escolhida para representar a Argentina na busca de uma indicação ao Oscar 2018. Drama épico de Lucrecia Martel ambientado na época da colonização, o longa conta a história de Diego de Zama, um oficial da coroa espanhola do século 18, que se encontra estagnado há anos em um posto de Assunção, no Paraguai, e decide se juntar a um grupo de soldados para capturar um perigoso bandido. Mas, nesses momentos de violência, ele descobre que tudo o que realmente deseja não é uma promoção, mas sobreviver. Lucrecia Martel é conhecida por filmes premiados como “O Pântano” (2001), “A Menina Santa” (2004) e “A Mulher sem Cabeça” (2008), entretanto não filmava há nove anos. “Zama” venceu o prêmio da crítica no Festival de Havana, apareceu em 4º lugar na lista dos melhores filmes de 2017 da revista Sight & Sound (publicação oficial do British Film Institute) e ainda disputa 11 categorias na premiação da Academia Argentina e 8 indicações ao Prêmio Platino. Até o Rotten Tomatoes aprovou, com 86% de avaliação positiva. “Deixe a Luz do Sol Entrar” também traz uma cineasta renomada atrás das câmeras, a francesa Claire Denis, frequentadora assídua dos grandes festivais europeus. A surpresa é que, desta vez, a diretora de dramas pesados como “Chocolate” (1988), “Noites Sem Dormir” (1994), “35 Doses de Rum” (2008), “Minha Terra, África” (2009) e “Bastardos” (2013) opta pela leveza. O filme consiste, basicamente, de uma hora e meia de rejeições, nas quais Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”), fotografada como uma jovem, busca e afasta pretendentes. A obra tem sua graça e muito charme, como atesta a aprovação de 89% da crítica norte-americana. Foi premiada na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes do ano passado e ainda rendeu mais uma indicação ao César de Melhor Atriz para Binoche. Por outro lado, “Madame” não recebeu os mesmos elogios. Trata-se de uma comédia de erros convencional que chama atenção por ser falada em inglês e pelo elenco estrangeiro, com a australina Toni Collette (“xXx: Reativado”) no papel de uma madame que, por superstição, decide que precisa de mais uma mulher para compôr o número de convidados de um jantar fino. Assim, manda uma empregada trocar o uniforme por um vestido de seu closet para fazer figuração. A escolhida é a espanhola Rossy Palma (“Julieta”), velha conhecida dos filmes de Pedro Almodóvar, que acaba encantando um milionário. O mais curioso nessa história de Cinderela é que a madrasta malvada e a fada madrinha são a mesma personagem. Mas o trabalho da diretora francesa Amanda Sthers (“Eu Vou te Fazer Falta”) não passou dos 24% no Rotten Tomatoes. Como sempre, a programação se completa com documentários. “Árvores Vermelhas” é uma produção britânica que revisita o Holocausto, por meio das memórias do pai da diretora Marina Willer e viagem às locações atuais dos antigos cenários de horror na República Tcheca. E “Górgona” retrata a atriz brasileira Maria Alice Vergueiro, com uma extensa carreira nos palcos, que enfrenta dívidas e o mal de Parkinson, sem ter atingido o reconhecimento da indústria cultural.
Filme sobre Edir Macedo já bate recordes de bilheteria antes da estreia
A cinebiografia do bispo Edir Macedo, “Nada a Perder”, vai estrear nesta quinta (29/3) com 4 milhões de ingressos vendidos de forma antecipada, segundo informações da Record. Com isso, bateu o recorde de pré-vendas do cinema nacional, que pertencia à outra produção religiosa da Record, “Os 10 Mandamentos” (2,3 milhões de ingressos), e, de quebra, já virou o filme nacional mais bem-sucedido do ano, antes mesmo de chegar aos cinemas. O jornal O Globo quis verificar se a estratégia seguia a fórmula bem-sucedida de “Os 10 Mandamentos”, que apesar do recorde da época abriu com salas vazias. Isto porque integrantes da Igreja Universal teriam comprado e distribuído ingressos entre seus fiéis, que não foram ao cinema. A publicação, que pertence a grupo de comunicação rival da Record, questionou três grandes exibidoras para saber se elas firmaram alguma parceria com a Universal. Apenas a Kinoplex confirmou ter vendido pacotes de ingressos para pastores e grupos a partir de cem pessoas, nos quais todos pagam meia entrada. A UCI disse ter vendido ingressos para grupos, “como faz com qualquer filme”. E a Cinemark não se pronunciou. Já a rede Cinépolis anunciou um sorteio relacionado à compra de ingressos, que daria direito a uma viagem a Israel para o vencedor, “com um acompanhante e seu líder religioso”, além de mais dez viagens para visitar o Templo de Salomão, principal sede da Igreja Universal do Reino de Deus, em São Paulo. Em comunicado, a Universal negou comprar ingressos, mas diz estimular a ida dos fiéis ao cinema. “A imprensa, embasbacada com o espetacular sucesso de bilheteria que se anuncia, esforça-se para inventar uma explicação fajuta para o maior fenômeno cinematográfico brasileiro do ano — ou, talvez, de todos os tempos”, diz o comunicado da Igreja, que ainda chama a imprensa de “rancorosa e preconceituosa”. “Nada a Perder” será o primeiro capítulo de um projeto milionário. Originalmente previsto como trilogia, deve se configurar como dois filmes. O segundo só deve chegar aos cinemas entre 2019 e 2020. A produção dos filmes foi orçada em mais de R$ 25 milhões e mobilizou, em algumas cenas, cerca de 30 mil figurantes. Mas os gastos foram contrabalanceados com contratos internacionais. Os longas já estariam negociados em 80 países e até com o serviço de streaming Netflix. A direção é de Alexandre Avancini (“Os Dez Mandamentos – O Filme”) e o elenco inclui Petronio Gontijo (da novela “Os Dez Mandamentos”) como Edir Macedo, além de Day Mesquita (mais uma de “Os Dez Mandamentos”), Dalton Vigh (minissérie “Liberdade, Liberdade”), André Gonçalves (novela “Salve Jorge”), Eduardo Galvão (novela “Malhação”), Marcelo Airoldi (novela “Sol Nascente”), Nina de Pádua (novela “Chamas da Vida”) e Beth Goulart (novela “A Terra Prometida”).
Léo Rosa anuncia que está curado do câncer
O ator Léo Rosa usou as redes sociais para anunciar que está curado do câncer. “Estou curado. Agradeço pelas energias. Fim do assunto doença. Celebrar a vida. Fui”, escreveu ele na legenda de um vídeo sobre o assunto. Ele falou pela primeira vez sobre o câncer em dezembro de 2017 durante uma transmissão ao vivo pelo Instagram. Porém, manteve o máximo de discrição, sem compartilhar o tipo de câncer e pedindo para seus amigos e seguidores não falarem com ele sobre a doença. “Podem dizer que estou vivo, continuem achando que estou vivo, mandem energias, até choro lendo as mensagens, mas vamos parar de falar de doença. Vamos falar de saúde. Ficar falando com o amigo sobre doença é muito chato. A pessoa que está doente não quer saber de doença. Vamos tomar cerveja, comer pipoca e dar muito amor para eles, e não ficar falando de doença”, disse. Aos 34 anos, o ator das novelas da Record “Balacobaco” (2013) e “Escrava Mãe” (2016) e dos filmes “Faroeste Caboclo” (2013) e “Por Trás do Céu” (2017) tratou da doença no Rio Grande do Sul, sua terra natal. Durante um período em que teve ficar internado, ele mostrou que sua mãe dormiu com ele no hospital. “A palavra mãe não cabe nem em folha A4”, comunicou, comovido. Veja abaixo o vídeo publicado pelo ator no Instagram. estou curado. Agradeço pelas energias. Fim do assunto doença. – Celebrar a vida. Fui – Uma publicação compartilhada por __Léo Rosa__ (@leorosa__) em 16 de Mar, 2018 às 6:20 PDT
SBT fará propaganda gratuita para o filme de Edir Macedo
A rede Record e a Igreja Universal do Reino de Deus não serão as únicas empresas engajadas na divulgação do filme “Nada a Perder”, cinebiografia do bispo Edir Macedo. O canal SBT também fará propaganda gratuita do filme. Segundo o UOL, o dono do SBT mandou exibir comerciais do filme sem cobrar nada. Sílvio Santos também é personagem do filme, que mostra como ele vendeu a Record para Macedo. O empresário-apresentador teria dado a ordem para veicular os comerciais após assistir ao filme. Ele recebeu uma cópia em DVD da produção, que só estreia nos cinemas daqui a três semanas. Antes mesmo da campanha publicitária começar, “Nada a Perder” já vendeu mais de 3 milhões de ingressos. Originalmente previsto como trilogia, a cinebiografia de Edir Macedo deve ser divida em dois filmes. O primeiro estreia agora em março, enquanto o segundo só deve chegar aos cinemas entre 2019 e 2020. A produção dos filmes foi orçada em mais de R$ 25 milhões e mobilizou, em algumas cenas, cerca de 30 mil figurantes. Mas os gastos foram contrabalanceados com contratos internacionais. Os longas já estão negociados em 80 países e até com o serviço de streaming Netflix. A direção é de Alexandre Avancini (“Os Dez Mandamentos – O Filme”) e o elenco inclui Petronio Gontijo (da novela “Os Dez Mandamentos”) como Edir Macedo, além de Day Mesquita (mais uma de “Os Dez Mandamentos”), Dalton Vigh (minissérie “Liberdade, Liberdade”), André Gonçalves (novela “Salve Jorge”), Eduardo Galvão (novela “Malhação”), Marcelo Airoldi (novela “Sol Nascente”), Nina de Pádua (novela “Chamas da Vida”) e Beth Goulart (novela “A Terra Prometida”). A estreia está marcada para 29 de março.
Filme de Edir Macedo já vendeu 3 milhões de ingressos antecipados
A cinebiografia do bispo Edir Macedo, batizada de “Nada a Perder – Contra Tudo. Por Todos”, já vendeu 3,1 milhões de ingressos antecipados durante um mês de pré-venda, segundo a Paris Filmes, produtora do longa. Em termos de comparação, a produção bíblica “Os Dez Mandamentos” vendeu pouco menos de 3 milhões na pré-venda e, após a estreia, se tornou o filme nacional com mais ingressos vendidos desde a criação da Embrafilme, em 1970, com 11,2 milhões. O recorde é controvertido, porque, apesar de esgotar ingressos, os cinemas não encheram. A ação envolveu a Igreja Universal, que teria distribuído ingressos nos cultos. A comunicação da igreja, na época, negou a compra de ingressos e afirmou apenas apoiar, “juntamente com nossos grupos voluntários e de projetos beneficentes em todo Brasil, que o público em geral tenha a oportunidade de assistir ao filme.” O mesmo envolvimento acontece agora com o filme do líder da Universal. “Nada a Perder”, que só chega aos cinemas em 29 de março, já esgotou algumas sessões do fim de semana de estreia nas principais capitais do país. Nas redes Cinépolis e Cinemark, a maior parte das sessões só têm ingressos disponíveis nas primeiras fileiras. No caso do Cinépolis, a compra do ingresso tem sido impulsionada pelo sorteio de uma viagem a Israel, “com um acompanhante e seu líder religioso”, e mais dez viagens para visitar o Templo de Salomão, principal sede da Igreja Universal do Reino de Deus, em São Paulo. Mas a divulgação só está começando. De acordo com o colunista do UOL Flávio Ricco, a Record tem montado uma megaoperação para promover o filme. Além de uma série especial para o “Jornal da Record” e reportagens para o “Domingo Espetacular”, o plano inclui a exibição de 16 chamadas diárias até o dia do lançamento e o envio de uma equipe ao exterior para colher depoimentos de atores famosos que já interpretaram personalidades marcantes em filmes biográficos. “Nada a Perder” será o primeiro capítulo de um projeto milionário. Originalmente previsto como trilogia, deve se configurar como dois filmes. O primeiro estreia agora em março, enquanto o segundo só deve chegar aos cinemas entre 2019 e 2020. A produção dos filmes foi orçada em mais de R$ 25 milhões e mobilizou, em algumas cenas, cerca de 30 mil figurantes. Mas os gastos foram contrabalanceados com contratos internacionais. Os longas já estão negociados em 80 países e até com o serviço de streaming Netflix. A direção é de Alexandre Avancini (“Os Dez Mandamentos – O Filme”) e o elenco inclui Petronio Gontijo (da novela “Os Dez Mandamentos”) como Edir Macedo, além de Day Mesquita (mais uma de “Os Dez Mandamentos”), Dalton Vigh (minissérie “Liberdade, Liberdade”), André Gonçalves (novela “Salve Jorge”), Eduardo Galvão (novela “Malhação”), Marcelo Airoldi (novela “Sol Nascente”), Nina de Pádua (novela “Chamas da Vida”) e Beth Goulart (novela “A Terra Prometida”).
Edir Macedo é perseguido e preso no primeiro trailer de Nada a Perder
A Paris Filmes divulgou o primeiro trailer da cinebiografia do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus. Na prévia, o intérprete de Macedo (Petronio Gontijo, da novela “Os Dez Mandamentos”) aparece questionado, perseguido, difamado e atrás das grades. O clima lembra mais “Polícia Federal – A Lei É para Todos”, com carros de polícia, políticos e agentes federais em cena, enquanto as imagens repercutem denúncias e investigações. Uma abordagem curiosa para uma produção chapa-branca, com aval do biografado. “Nada a Perder” será o primeiro capítulo de um projeto milionário. Originalmente previsto como trilogia, deve se configurar como dois filmes. O primeiro estreia em 29 de março, enquanto o segundo só deve chegar aos cinemas entre 2019 e 2020. A produção dos filmes foi orçada em mais de R$ 25 milhões e mobilizou, em algumas cenas, cerca de 30 mil figurantes. Mas os gastos foram contrabalanceados com contratos internacionais. Os longas já estão negociados em 80 países e até com o serviço de streaming Netflix. A direção é de Alexandre Avancini (“Os Dez Mandamentos – O Filme”) e o elenco ainda inclui Day Mesquita (mais uma de “Os Dez Mandamentos”), Dalton Vigh (minissérie “Liberdade, Liberdade”), André Gonçalves (novela “Salve Jorge”), Eduardo Galvão (novela “Malhação”), Marcelo Airoldi (novela “Sol Nascente”), Nina de Pádua (novela “Chamas da Vida”) e Beth Goulart (novela “A Terra Prometida”).
Desirée Vignolli (1965 – 2018)
Morreu a atriz Desirée Vignolli, vítima de um infarto fulminante no domingo (21/1), no Rio de Janeiro. Conhecida pelo trabalho em novelas de sucesso da Globo, especialmente “Que Rei Sou Eu?” (de 1989), Desirée nasceu em Nova York, nos Estados Unidos, filha de uma diplomata e de um advogado, e cresceu . Além de viver a sedutora Denise de “Que Rei Sou Eu?”, a atriz também se projetou em “Mico Preto” (1991), no papel de Lucilene, e “De Corpo e Alma” (1992), na qual interpretou Mércia. Sua última novela da Globo foi “O Mapa da Mina”, em 1993. Ela passou os anos seguintes na “geladeira” da emissora. E, após ser cortada da minissérie “Chiquinha Gonzaga” em 1998, acabou presa por furtar a bolsa de uma colega de academia. Disse, em entrevista ao jornal Extra, que vivia com dificuldades financeiras. Após o incidente, foi contratada para a novela “Vidas Cruzadas” (2000), da Record, seu último papel. A atriz foi casada com o ator Luís Gustavo, com quem teve uma filha, Jéssica. Desirée também era mãe de Antônio e Anna Camilla. Em seu perfil no Facebook foi postada a seguinte mensagem: “Rezem, amigos, por Desirée e lembrem-se dela por sua grandiosidade e amor”.
Edir Macedo aparece preso no pôster de seu filme
A Record divulgou o pôster da cinebiografia do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus. A imagem registra o ator Petronio Gontijo (novela “Os Dez Mandamentos”), intérprete de Macedo, atrás das grades. A imagem se refere à prisão do bispo em 1992, acusado de charlatanismo, estelionato e curandeirismo. Na época, a prisão gerou repercussão negativa e muitas críticas na sociedade civil. Após vários dias numa cela do 91º DP de São Paulo, ele acabou solto, e a medida considerada ilegal e antidemocrática. Na biografia que inspira o filme, Macedo acusa a Igreja Católica de estar por trás de sua prisão. “Nada a Perder” será o primeiro capítulo de um projeto milionário. Originalmente previsto como trilogia, a produção deve se configurar como dois filmes. E o primeiro já estreia em 29 de março, enquanto o segundo só deve chegar aos cinemas entre 2019 e 2020. A produção dos filmes foi orçada em mais de R$ 25 milhões e mobilizou, em algumas cenas, cerca de 30 mil figurantes. Mas os gastos foram contrabalanceados com contratos internacionais. Os filmes já estão negociados em 80 países e até com o serviço de streaming Netflix. A direção é de Alexandre Avancini (“Os Dez Mandamentos – O Filme”) e o elenco ainda inclui Day Mesquita (mais uma de “Os Dez Mandamentos”), Dalton Vigh (minissérie “Liberdade, Liberdade”), André Gonçalves (novela “Salve Jorge”), Eduardo Galvão (novela “Malhação”), Marcelo Airoldi (novela “Sol Nascente”), Nina de Pádua (novela “Chamas da Vida”) e Beth Goulart (novela “A Terra Prometida”).






