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  • Filme

    Pôster chinês do novo Star Wars é acusado de racismo

    11 de dezembro de 2015 /

    A versão chinesa do cartaz de “Star Wars: O Despertar da Força” causou polêmica ao diminuir o espaço e até eliminar personagens vividos por atores negros no filme. A arte do cartaz foi refeita pelos distribuidores chineses, de modo a “esconder” John Boyega, um dos principais intérpretes do filme, que aparece visivelmente menor que na versão de outros países. Já Maz Kanata, a personagem interpretada pela atriz negra Lupita Nyong’o, foi completamente apagada na versão chinesa. Além deles, também sumiu do cartaz chinês o personagem Chewbacca e o ator de origem hispânica Oscar Isaac. Tais alterações despertaram críticas entre os fãs saga “Star Wars” dentro e fora da China, especialmente nas redes sociais. “Isso é porque os chineses não gostam dos personagens negros nem dos cabeludos? Não sei se devo chorar ou rir”, escreveu no Twitter um fã que assinava com o nome de Jay. Outros fãs chineses da saga disseram que não havia polêmica e que seu país não é racista. Mas a repercussão se tornou tão grande que levou a mídia chinesa a abordar o tema. O jornal oficial Global Times acabou por dar voz ao crítico Chen Qiuping, da Associação de Cinema da China, que disse ser “injusto criticar o público chinês por um caso individual”. Diante da polêmica, os distribuidores chineses resolveram se adiantar ao resto do mundo e revelar o primeiro pôster individual de Finn, o personagem de Boyega, que pode ser conferido abaixo. O sétimo “Star Wars”, que chega mais de uma década após o último lançamento da franquia, estreia nos cinemas chineses a partir de 9 de janeiro de 2016, três semanas após seu lançamento no Brasil, Estados Unidos e outros mercados. Veja abaixo todos os pôsteres mencionados, para entender o motivo da polêmica.

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  • Filme

    Ator de Deuses do Egito detona filme e o racismo de Hollywood

    9 de dezembro de 2015 /

    O ator Chadwick Boseman (“James Brown”), que vai interpretar o Pantera Negra nos filmes da Marvel e está no elenco de “Deuses do Egito”, colocou mais lenha na fogueira desta produção. Envolvido em polêmica desde a divulgação de seu primeiro trailer, “Deuses do Egito” se passa no Egito antigo, mas é estrelado por diversos atores loiros. A controvérsia ganhou tamanha proporção que o estúdio Lionsgate e o diretor Alex Proyas divulgarem um comunicado em que pedem desculpas. Em entrevista à revista GQ, Boseman revelou que ficou feliz pelos protestos do público, contando que também ficou pasmo quando leu o roteiro. Na trama, ele interpreta o deus Thoth e é um dos poucos atores negros em cena. “Eu geralmente tento me manter fora das controvérsias da imprensa, mas alguns amigos me disseram: ‘Ei… Você precisa dar uma olhada nisso’”, disse, sobre a repercussão do trailer. “Quando me abordaram com o roteiro do filme, eu rezei para que essa polêmica acontecesse. E eu sou grato que aconteceu, porque, na verdade, eu concordo com isso”. Ele justifica sua participação no filme como forma de mostrar que a linguagem escrita e a matemática foi criada por um negro. “Eu topei fazer o filme porque assim você iria ver alguém de ascendência africana interpretando Tot, o pai da matemática, astronomia, criador dos papiros e Deus da sabedoria. E no filme, eu realmente supero os outros Deuses, literal e figurativamente. Mas, sim, as pessoas não fazem filmes de US$ 140 milhões estrelados por negros e pardos”, afirmou. Em seu pedido oficial de desculpas, a Lionsgate fez um mea culpa. “Nós reconhecemos que é nossa responsabilidade ajudar a garantir que as decisões de elenco reflitam a diversidade e a cultura dos períodos retratados. Neste caso, nós não conseguimos fazer jus aos nossos próprios padrões de sensibilidade e diversidade, pelo qual pedimos sinceras desculpas. A Lionsgate está profundamente empenhada em fazer filmes que refletem a diversidade das nossas audiências. Na próxima, faremos melhor”. “Deuses do Egito” estreia em 25 de Fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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  • Etc

    Depois de Taís Araújo, Cris Vianna sofre ataque racista na internet

    1 de dezembro de 2015 /

    A atriz Cris Vianna (novela “A Regra do Jogo”) é a mais nova vítima de racismo no Brasil. O ataque foi, inclusive, similar ao sofrido recentemente pela atriz Taís Araújo (novela “Cheias de Charme”): uma série de comentários pesados e preconceituosos disparados contra uma foto que ela postou nas redes sociais, na qual aparece linda com seus cabelos naturais. Ela não deixou barato e se posicionou, dizendo que não deixaria o racismo vencer. “Infelizmente, ainda passamos por isso em pleno 2015”, escreveu. “Recentemente, a vítima foi a competente jornalista Maria Júlia Coutinho. E agora, apenas um mês após minha linda colega Taís Araújo também ter sido vergonhosa e covardemente atacada, aqui estamos novamente precisando enfrentar racistas escondidos sob o pretenso anonimato da internet”. Cris afirmou ter registrado os comentários e encaminhado o caso para a Justiça. “Não posso me calar. Se meu trabalho me permite alguma expressividade, usarei minha voz por muitos que sofrem esse tipo de ataque racista diariamente e voltam para casa calados, cansados de não serem ouvidos, para chorar sozinhos. Como todos vocês, tenho orgulho da minha pele, do meu cabelo, da minha origem e de tudo o que sou. Do que somos. E não estamos sozinhos. Temos do nosso lado a lei – racismo é crime inafiançável – e milhares de brasileiros que também acreditam num país mais justo e civilizado, gente que entende que respeitar as diferenças é mais que um dever e que está disposta a denunciar e lutar contra todo tipo de preconceito”. No Instagram, um amigo da atriz contou que ela teria recebido um “soco no estômago” ao ler as mensagens racistas. Segundo apurou o site Ego, a investigação dos casos anteriores indica que o grupo por trás do ataque à Taís Araújo e Maria Julia Coutinho é formado pelas mesmas pessoas.

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  • Filme

    Veja o trailer da cinebiografia de Jesse Owens, atleta negro que venceu a “Olimpíada de Hitler”

    14 de novembro de 2015 /

    A Focus Features divulgou o primeiro trailer de “Race”, cinebiografia do atleta olímpico Jesse Owens. O vídeo sugere um melodrama televisivo, simplicando as questões raciais que estão no trocadilho do título original, ao apresentar a trama de forma esquemática, didática e praticamente sem emoção. O próprio personagem parece fugir de qualquer confrontação, tornando a prévia anticlimática. “Race” conta a história de Jesse Owens (Stephan James, de “Selma: Uma Luta Pela Igualdade”), atleta negro que superou a segregação de seu próprio país, os EUA, para vencer a prova de atletismo dos Jogos Olímpicos de 1936 na Alemanha, em pleno regime nazista e diante de um contrariado Adolf Hitler. O elenco ainda destaca Jason Sudeikis (“Família do Bagulho”), Jeremy Irons (“Trem Noturno para Lisboa”), Carice van Houten (série “Game of Thrones”), Amanda Chew (“A Incrível História de Adaline”) e William Hurt (“A Hospedeira”). Dirigido por Stephen Hopkins (“A Colheita do Mal”), “Race” chega aos cinemas americanos em 19 de fevereiro e um mês depois, em 17 de março, no Brasil.

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