Twitter de Anna Kendrick é hackeado e publica posts racistas
A conta oficial de Anna Kendrick no Twitter foi hackeada por um breve período na noite de sábado (12/12). Começando por volta das 17:26, cerca de 30 tuítes com linguagem racista e ofensiva (como “shoutout my nigga james bro” e “funky in this bih nigga”, em inglês) foram enviados aos 7,2 milhões de seguidores da atriz. Além disso, o site da conta foi alterado para “Thug.org”. Os usuários do Twitter perceberam imediatamente, comentando que a conta de Kendrick tinha sido comprometida. Já a conta do Instagram da estrela de “A Escolha Perfeita” não foi afetada. Por volta das 17:48, os tuítes destoantes foram excluídos e o site da conta voltou a apontar para o livro de ensaios pessoais da atriz, intitulado “Scrappy Little Nobody”. Mais tarde, um representante de Kendrick confirmou que a conta tinha sido comprometida, mas foi rapidamente recuperada. A atriz apoiou o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) com vários posts em suas redes sociais, durante os protestos contra o assassinato de George Floyd por policiais nos EUA.
WarnerMedia conclui investigação sobre bastidores tóxicos de Liga da Justiça
Cinco meses depois que o ator Ray Fisher, o Ciborgue da “Liga da Justiça”, mencionou publicamente uma alegada má conduta durante as refilmagens do longa de 2017, a WarnerMedia concluiu uma investigação sobre o que teria acontecido nos bastidores da produção. Mas não vai compartilhar suas conclusões. “A investigação da WarnerMedia sobre o filme da ‘Liga da Justiça’ foi concluída e medidas corretivas foram tomadas”, disse resumidamente a WarnerMedia em um comunicado na noite de sexta-feira (11/12). A declaração, assinada pela chefe de comunicações globais da empresa, Christy Haubegger, é tudo o que a WarnerMedia tem a dizer sobre o assunto. A empresa não deu mais detalhes sobre quais medidas foram tomadas nem contra quem. O site Deadline teria apurado que executivos de alto escalão do departamento cinematográfico da Warner Bros foram surpreendidos pelo anúncio desta noite, também sem saber quem especificamente estava recebendo punição nesta situação. Por outro lado, Ray Fisher, o homem que exigiu a investigação sobre a conduta do diretor substituto Joss Whedon no set e os produtores do filme, aparentou estar claramente de bom humor. Pouco depois de a declaração da WarnerMedia ter sido divulgada, Fisher compartilhou um texto oficial que recebeu da WarnerMedia com um agradecimento pela “coragem de se apresentar e ajudar a empresa a criar um ambiente de trabalho inclusivo e mais igualitário para seus funcionários e parceiros”. Ele acrescentou sua própria declaração no Twitter: “Ainda há conversas que precisam acontecer e resoluções que precisam ser encontradas. Obrigado a todos por seu apoio e incentivo nesta jornada. Estamos à caminho.” Fisher ainda informou que a investigação “levou a uma ação corretiva”, explicamos que parte disso “já vimos”, mas outros desdobramentos “ainda estão por vir”. A especulação é que ele se refere a Whedon, que há duas semanas abandonou a produção da fantasia “The Nevers”, que ele criou para a HBO, citando exaustão e acontecimentos sem precedentes de 2020 que afetaram sua vida de “maneiras que jamais poderia ter imaginado”. Em julho, Fisher acusou Whedon no Twitter de tratar atores e outros membros da equipe de “Liga da Justiça” de maneira “nojenta, abusiva, não profissional e inaceitável” durante as filmagens. E alegou que os produtores Geoff Johns e Jon Berg incentivavam o cineasta, contratado para fazer refilmagens depois que o diretor Zack Snyder se afastou devido a uma tragédia pessoal. O ator manteve comportamento litigioso desde que fez a denúncia, envolvendo também outros figurões da Warner, como o próprio chefão do estúdio, Toby Emmerich, e o presidente da DC Films, Walter Hamada, e voltou ao Twitter, logo após o anúncio da saída de Whedon, para afirmar que as mudanças de bastidores em “The Nevers” eram consequências da investigação sobre “Liga da Justiça”, e que a “versão oficial” de exaustão seria uma forma encontrada pela Warner para não queimar o cineasta. Ou, na visão do ator, acobertar o comportamento do cineasta. “Não tenho intenção nenhuma de deixar Joss Whedon usar a velha tática hollywoodiana de ‘sair’, ‘deixar’ ou ‘se afastar’ para acobertar seu comportamento horrível. A investigação da WarnerMedia sobre ‘Liga da Justiça’ está a todo vapor há três semanas. Isso é sem dúvida um resultado disso”, escreveu o ator. Em outubro, ele foi além, chegando a insinuar que as decisões tomadas nas refilmagens de “Liga da Justiça” tiveram motivações racistas. “O apagamento de pessoas de cor da versão cinematográfica de 2017 de ‘Liga da Justiça’ não foi um acidente nem uma coincidência”, afirmou Fisher. “Antes do processo de refilmagem, conversas abertamente racistas foram mantidas e entretidas – em várias ocasiões – por antigos e atuais executivos de alto escalão da Warner Bros. Pictures”, ele acusou. “Os tomadores de decisão que participaram dessas conversas racistas foram Geoff Johns, Jon Berg e o atual presidente do Warner Bros. Pictures Group, Toby Emmerich”, nomeou. Embora não se saiba que consequências a investigação trará para a Warner, a polêmica não impediu Fisher de participar de refilmagens de “Liga da Justiça” sob o comando do diretor original, Zach Snyder, para lançamento como uma minissérie de quatro horas na HBO Max em 2021. Na verdade, Snyder prometeu que sua versão terá muito mais participação do Ciborgue que no filme refeito por Whedon. The following was relayed to me on behalf of @WarnerMedia at 5pm EST today: – The investigation of Justice League is now complete. – It has lead to remedial action. (Some we’ve seen, and some that is still to come.) 1/3 — Ray Fisher (@ray8fisher) December 12, 2020 There are still conversations that need to be had and resolutions that need to be found. Thank you all for your support and encouragement on this journey. We are on our way. More soon. A>E 3/3 — Ray Fisher (@ray8fisher) December 12, 2020
Taraji P. Henson vai estrear como diretora em filme adolescente
A atriz Taraji P. Henson, da série “Empire” e do filme “Estrelas Além do Tempo”, vai estrar como diretora com uma comédia adolescente ambientada no ensino médio. Intitulado “Two-Faced”, o projeto da Bron Studios será produzido por Tim Story, que trabalhou com Henson nos filmes da franquia “Pense como Eles”. Roteirizada por Cat Wilkins, a trama segue Joy, uma aluna negra do último ano do ensino médio cujas chances de frequentar a faculdade dos seus sonhos são ameaçadas por seu diretor de escola extremamente popular e carismático, depois que ela o confronta com evidências de seu passado racista. Com a ajuda de seus amigos, Joy começa a expor Jerald por quem ele realmente é, mas rapidamente descobre que ele pretende travar uma guerra total contra os alunos que tentam derrubá-lo. Henson, que também será uma das produtoras do filme, disse em comunicado: “Depois de duas décadas na frente das câmeras, estou emocionado por finalmente pular para trás para minha estreia na direção! O que primeiro me atraiu neste projeto foi Joy – ela é a personagem que eu precisava ver em filmes da minha época de crescimento, mas nunca encontrei”. Tim Story acrescentou: “Eu não poderia estar mais animado para apoiar uma das pessoas mais talentosas que já conheci. Taraji e eu fizemos três filmes juntos e eu sabia que era apenas uma questão de tempo até que ela desse o salto para a direção e tenho a honra de produzir este filme junto com a Bron Studios. ” Henson é representado por UTA, M88 e Ziffren Brittenham. Wilkins é representado pela UTA e Echo Lake Entertainment. Story e The Story Company são representados por UTA, Ziffren Brittenham.
Diretor e elenco de Monster Hunter pedem desculpas por polêmica chinesa
O diretor de “Monster Hunter”, Paul W.S. Anderson, sua esposa Milla Jovovich, que estrela o longa, e o ator Jin Au-Yeung, responsável por uma frase polêmica no filme, iniciaram uma procissão de desculpas após uma cena do filme ser considerada racista pelo público chinês, a ponto de levar a produção a ser retirada dos cinemas da China. Em comunicado, Anderson afirmou: “Estou absolutamente devastado que uma frase do nosso filme, ‘Monster Hunter’, tenha ofendido parte do público na China. Me desculpo por qualquer ansiedade ou chateação que esse diálogo e sua interpretação causaram. ‘Monster Hunter’ foi feito para ser um entretenimento divertido e estou mortificado que qualquer coisa nele tenha resultado numa ofensa não intencional. Nós respeitosamente removemos a frase do filme. Nunca foi nossa intenção enviar uma mensagem de discriminação ou desrespeito para ninguém. Ao contrário: em seu coração, esse filme é sobre união”. Já o ator Jin Au-Yeung, também conhecido como MC Jin, postou um vídeo nas redes sociais comentando a piada, dita por seu personagem. “O filme ‘Monster Hunter’ foi lançado recentemente na China e tem acontecido muita controvérsia por conta de uma frase que meu personagem diz. É uma pena que isso tenha escalado para este nível, especialmente porque a cena era para ser edificante. Senti necessidade de falar sobre isso porque o que está em jogo não é a minha carreira, mas algo ainda mais importante para o meu coração – as minhas raízes. Passei os últimos 20 anos usando minha plataforma em prol da inclusão e para ser uma voz positiva na minha comunidade. Tenho e sempre terei orgulho das minhas origens. Aos meus fãs chineses, agradeço todo o apoio e compreensão durante este período”. Milla Jovovich comentou a mensagem de Jin, lamentando que ele tenha sentido “a necessidade de se desculpar”. “Você é incrível e sempre falou sobre o orgulho de sua origem chinesa. A frase que você improvisou no filme foi feita para lembrar as pessoas desse orgulho, não para insultar. Deveríamos ter pesquisado a origem histórica disso e essa culpa é 100% nossa, mas você não fez nada errado. Nenhum de nós jamais tinha ouvido essa referência dos joelhos. Você incluiu. Infelizmente foi um erro e a tradução chinesa não ajudou. Nós te adoramos, Jin, e estamos orgulhosos de termos trabalhado com você nesse projeto divertido e empolgante e espero que isso não o deixe triste. Foi nossa culpa não fazer nossa tarefa de encontrar a referência da 2ª Guerra que causou tudo isso. Nós te amamos, Jin”. O post da atriz praticamente empurra toda a responsabilidade para o ator e rapper asiático-americano, afirmando que o texto não estava no roteiro e foi inserido por Jin. A piada dura meros 10 segundos, fazendo um trocadilho com as palavras chinese (chinês) e knee (joelho). O problema teria sido cultural, porque existe uma rima racista de bullying sobre joelhos sujos de chineses e japoneses. Logo após a repercussão nas redes sociais, os cinemas receberam ordens do governo de tirar o filme de cartaz. A distribuidora correu para oferecer uma solução, com a produção de cópias sem a cena. Mas, num primeiro momento, não houve acordo. Em pouco tempo, a hashtag “Monster Hunter Insulta a China” viralizou na rede social Weibo, acompanhada de retórica inflamada. “Se não houver punição severa, no futuro outros que quiserem humilhar a China irão simplesmente humilhar a China, pensando que basta dar aos chineses uma versão sem os insultos que o resto do mundo vai ouvir”, escreveu um usuário. Logo, um meme fazendo a ligação entre joelhos gigantes de um policial americano fardado e a morte por asfixia de George Floyd, divulgado pela Liga da Juventude Comunista, passou a ser compartilhado em profusão. O filme estrelado por Milla Jovovich poderia ter liderado as bilheterias chinesas no fim de semana, pois faturou cerca de US$ 5,3 milhões na sexta-feira, mas desapareceu das telas em meio à polêmica. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por MC Jin (@iammcjin)
Produtora de Monster Hunter pede desculpas à China por piada considerada racista
A produtora alemã Constantin Film emitiu um pedido de desculpas ao público chinês pelo diálogo de “Monster Hunter” que foi considerado racista e, após disparar uma reação online, levou o filme a ser retirado de cartaz na China neste fim de semana. Em comunicado, a Constantin diz que “pede desculpas sinceramente ao público chinês por uma frase de diálogo contida em uma das primeiras cenas de ‘Monster Hunter’. Não houve absolutamente nenhuma intenção de discriminar, insultar ou ofender qualquer pessoa de hereditariedade chinesa. A Constantin Film ouviu as preocupações expressas pelo público chinês e removeu a frase que levou a esse mal-entendido inadvertido”. A polêmica se resume a uma conversa de 10 segundos do rapper asiático-americano Jin Au-Yeung, também conhecido como MC Jin, com um ator branco até o momento não identificado (o filme ainda não foi exibido para a imprensa ocidental), na qual o primeiro faz uma piada de mau gosto, num trocadilho com as palavras chinese (chinês) e knee (joelho). O problema teria sido cultural, porque existe uma rima racista de bullying escolar sobre joelhos sujos de chineses e japoneses. Logo após a estreia, os cinemas receberam ordens do governo de tirar o filme de cartaz. A distribuidora correu para oferecer uma solução, com a produção de cópias sem a cena. Mas, num primeiro momento, não houve acordo. Em pouco tempo, a hashtag “Monster Hunter Insulta a China” viralizou na rede social Weibo, acompanhada de retórica inflamada. “Se não houver punição severa, no futuro outros que quiserem humilhar a China irão simplesmente humilhar a China, pensando que basta dar aos chineses uma versão sem os insultos que o resto do mundo vai ouvir”, escreveu um usuário. Logo, um meme fazendo a ligação entre joelhos gigantes de um policial americano fardado e a morte por asfixia de George Floyd, divulgado pela Liga da Juventude Comunista, passou a ser compartilhado em profusão. O filme estrelado por Milla Jovovich poderia ter liderado as bilheterias chinesas no fim de semana, pois faturou cerca de US$ 5,3 milhões na sexta-feira, mas desapareceu das telas em meio à polêmica. A empresa chinesa Tencent, que cuida da distribuição do filme na China e é parceira da Constantin na produção, tem trabalhado com o governo chinês e as agências envolvidas para remediar a situação. Mas ainda não está claro se o filme será relançado sem a cena considerada ofensiva nos cinemas locais. Também não está claro se a frase controversa também será removida das versões que seráo exibidas em outros mercados. “Monster Hunter” tem estreia marcada para 25 de dezembro na América do Norte e 31 de dezembro no Brasil.
Monster Hunter é tirado dos cinemas da China após acusação de racismo
Um dia depois da estreia, “Monster Hunter” começou a ser retirado de cartaz na China. Segundo informações da revista Variety, as primeiras sessões na sexta (4/12) geraram protestos dos espectadores por conta de uma piada que foi considerada racista e “insultuosa” para o povo chinês. A adaptação do videogame supostamente inclui um diálogo de 10 segundos entre o rapper asiático-americano Jin Au-Yeung, também conhecido como MC Jin, e um ator branco não identificado, no qual o primeiro faz uma piada de mau gosto, num trocadilho com as palavras chinese (chinês) e knee (joelho). O problema teria sido cultural, porque existe uma rima racista de bullying escolar sobre joelhos sujos de chineses e japoneses. Logo após a estreia, os cinemas receberam ordens do governo de tirar o filme de cartaz. A distribuidora correu para oferecer uma solução, com a produção de cópias sem a cena. Mas não houve acordo. Em pouco tempo, a hashtag “Monster Hunter Insulta a China” viralizou na rede social Weibo, acompanhada de retórica inflamada. “Se não houver punição severa, no futuro outros que quiserem humilhar a China irão simplesmente humilhar a China, pensando que basta dar aos chineses uma versão sem os insultos que o resto do mundo vai ouvir”, escreveu um usuário. Logo, um meme fazendo a ligação entre joelhos gigantes de um policial americano fardado e a morte por asfixia de George Floyd, divulgado pela Liga da Juventude Comunista, passou a ser compartilhado em profusão. Mas o que mais chama atenção é que o público chinês também reclamou da ineficiência da censura no país. “É verdadeiramente imperdoável que os censores não tenham captado algo assim”, chegou a escrever um espectador na Weibo. Sério. Além do filme, chineses irritados ainda se voltaram contra o videogame em que o filme se baseia, com centenas de críticas negativas e raivosas, a maioria mencionando “joelhos sujos”. “A Capcom está morta para mim!”, escreveu um usuário em chinês, enquanto outro adicionou em inglês: “Não recomendo este jogo apenas por causa do racismo do filme.” Em consequência, a Capcom Asia emitiu um comunicado em chinês, diretamente na Weibo, para se distanciar da crescente controvérsia, lembrando aos usuários da rede social que não teve nenhum papel na produção do filme. Lançado com grande distribuição, “Monster Hunter” ocupou um quarto de todos os cinemas da China na sexta-feira, mas neste sábado sua exibição caiu para apenas 0,7% das telas. A controvérsia foi um grande golpe para as pretensões do filme, demonstrando novamente, após o repúdio local à “Mulan”, que a China não é um novo mercado a ser conquistado por Hollywood, mas um sério obstáculo para a expansão internacional do conteúdo americano – mesmo quando esse conteúdo é, no caso de “Monster Hunter”, produzido em parceria com uma empresa chinesa, a produtora Tencent. Com a parceria, a Tencent agora está sendo acusada de capitalista, com muitos exigindo ação do governo contra ela – uma das maiores empresas de entretenimento da China.
Ator de Encontro de Casais processa Universal por racismo na divulgação do filme
Um ator da comédia “Encontro de Casais” (2009) está processando o estúdio Universal por racismo durante a divulgação do filme. De acordo com o site The Hollywood Reporter, Faizon Love, que formou com Kali Hawk o único casal negro da trama, reclama ter sido apagado do pôster pelo marketing do estúdio e convencido a não reclamar, depois de promessas de executivos feitas na época, que nunca se materializaram. Segundo a publicação, em 2009, os jornais do Reino Unido notaram a mudança e isso reverberou online. Na época, um porta-voz da Universal disse que o pôster havia sido alterado para “simplificá-lo” e que o estúdio lamentava a ofensa causada e estava abandonando os planos de usar o pôster revisado daqui para frente. Em sua ação, Faizon Love afirma ter questionado a Universal Studios a respeito do tema e a empresa, tentando evitar problemas, prometeu “(i) a cessação imediata do cartaz racista internacional e (ii) recompensa imediata ao Sr. Love na forma de carreira lucrativa, com papéis no cinema”. A publicação ainda cita que Love recebeu um pedido de desculpas de executivos de alto escalão da Universal, como um telefonema de Adam Fogelson, que acabou de ser promovido de chefe de marketing a presidente do estúdio. Além disso, também houve um pronunciamento de Scott Stuber, um produtor do filme, que estava sob um contrato de produção de cinco anos com a Universal e que hoje é chefe da divisão de filmes originais da Netflix. Até mesmo o ator Vince Vaughn, protagonista do longa, supostamente ajudou a acalmar qualquer controvérsia com promessas. Apesar disso, nenhum deles cumpriram suas promessas. O processo revela que Vaughn fez ligações para Fogelson e se comprometeu em realizar um programa de TV com Love. “Vaughn aparentemente chegou a dizer ao Sr. Love que fazer um alarde sobre sua remoção do pôster não seria bom para sua carreira naquela época, uma declaração à qual Fogelson não se opôs.” O pôster, entretanto, não deixou de ser vinculado e ainda está em vários sites ao redor do mundo. No processo, conta que Love ficou “horrorizado” quando descobriu as diferenças entre o pôster nacional e o internacional do filme. “A Universal Studios não teve problemas em incluir atores negros no filme cômico”, afirma a denúncia. “Mas quando se tratou de divulgar o filme para o público internacional, a Universal Studios optou por separar os atores brancos e negros do filme… Em vez de desfrutar de visibilidade máxima com o lançamento do filme, o Sr. Love foi rebaixado ao proverbial ‘Homem Invisível’, como descrito por Ralph Ellison.” “Embora ‘Encontro de Casais’ tenha alcançado o 1º lugar no ranking de bilheteria no fim de semana de abertura e tenha tido um desempenho espetacular que arrecadou mais de US $ 171 milhões em todo o mundo, a Universal Studios colocou o Sr. Love no banco de trás da jornada apreciada por seus seis colegas brancos.” Os representantes de Love ainda citaram filmes produzidos e protagonizados por artistas negros, como “Policial em Apuros” (2014) e “Pantera Negra” (2018), para demonstrar que é possível atingir grandes sucessos cinematográficos com astros não brancos. O ator não está apenas alegando quebra de contrato e incentivo fraudulento sobre o que ele não obteve desde o lançamento do filme, como também alegando violações de direitos assegurados pela legislação da Califórnia, nos Estados Unidos. Compare abaixo o pôster nacional e o internacional da produção.
Trailer traz John Boyega como policial em novo filme de Steve McQueen
A Amazon divulgou um novo trailer da antologia “Small Axe”, uma coleção de cinco filmes dirigidos por Steve McQueen, o cineasta de “12 Anos de Escravidão”. O vídeo representa o terceiro longa do projeto, “Red, White and Blue”, que destaca John Boyega (“Star Wars: O Despertar da Força”) como um policial que precisa enfrentar o racismo dentro da polícia. Todos os cinco filmes são escritos e dirigidos por McQueen e reproduzem a luta pela igualdade racial no Reino Unido, abordando pessoas e fatos reais que aconteceram entre os anos 1960 e 1980, muitas vezes contando com os mesmos personagens. O primeiro lançamento foi “Mangrove”, sobre protestos antirracistas que uniram comunidades oprimidas em Londres em agosto de 1970, e o segundo foi “Lovers Rock”, sobre uma festa que descambou em violência nos anos 1980. Embora tenham estreado neste mês no exterior, nenhum dos dois ainda foi disponibilizado na versão brasileira da Amazon Prime Video. A expressão que batiza o projeto é derivada de um provérbio africano usado em todo o Caribe, e que ficou famoso ao ser cantado por Bob Marley em 1973: “Se você é a árvore grande, nós somos o machado pequeno” (small axe). “Red, White and Blue” será lançado no dia 4 de dezembro em streaming nos EUA e no Reino Unido.
Woke é renovada para 2ª temporada
A plataforma Hulu renovou “Woke”, nova série de comédia estrelada por Lamorne Morris, o Winston de “New Girl”. A atração que terá 2ª temporada é baseada na vida e na arte do cartunista Keith Knight (criador da história em quadrinhos “The K Chronicles”) e aborda um tema absolutamente atual: o racismo estrutural. Criada pelo próprio artista em parceria com Marshall Todd (roteirista de “Uma Turma do Barulho”), a série traz Morris como Keef, um ilustrador e cartunista que vive em San Francisco. Bem-sucedido, ele tem uma visão cor-de-rosa do mundo, até virar alvo de ação racista da polícia. A partir do momento em que sente a dor do preconceito na própria pele, começa a alucinar e ver seus personagens animados onde quer que vá, forçando-o a reconsiderar sua visão de mundo e sua própria arte. O elenco também inclui o comediante T. Murph, a ex-integrante do “Saturday Night Live” Sasheer Zamata e o ator Blake Anderson (da série “Workaholics”). A estreia aconteceu em 9 de setembro nos EUA, mas ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil. Confira o trailer da série abaixo.
Única atriz negra de American Housewife sai da série por “ambiente tóxico”
A atriz Carly Hughes, integrante da série “American Housewife”, deixou o elenco da comédia da rede ABC denunciando um “ambiente tóxico” no set de gravações. Integrante fixa das primeiras quatro temporadas do programa, também exibido no Brasil com o título “Bela, Recatada e do Lar”, Hughes apareceu no episódio de estreia da 5ª temporada, exibido em 28 de outubro nos EUA, mas sumiu no segundo capítulo, tendo seu nome retirado até dos créditos da produção. Entre a estreia e o segundo episódio, os bastidores esquentaram. E houve bastante tempo para isso, já que o capítulo inaugural foi gravado antes da pandemia e a produção foi paralisada durante meses até a retomada dos trabalhos. Nesse período, o departamento de recursos humanos da ABC teria apurado denúncias de racismo. “Não pude mais trabalhar no ambiente tóxico que foi criado em ‘American Housewife’. Então, tomei a decisão de sair para me proteger desse tipo de discriminação”, disse Hughes em um comunicado. “Como uma mulher negra na indústria de entretenimento, sinto a responsabilidade de defender o que mereço, o que todos nós merecemos – ser tratada com igualdade. Desejo o melhor ao programa e estou animada para um novo capítulo e para poder prosseguir com as oportunidades à frente.” Em comunicado, o estúdio ABC Signature, que produz a série, disse ter investigado as alegações de Hughes e feito “mudanças positivas” após as denúncias. Como resultado, a criadora Sarah Dunn não está mais ativamente envolvida com as gravações (embora ela tenha sido creditada como produtora executiva e co-roteirista do episódio de 5 de novembro) e o produtor Mark J. Greenberg foi afastado. Além disso, os showrunners Kenny Schwartz e Rick Wiener precisaram fazer treinamento de sensibilidade. “Carly era um membro valioso do elenco, e esperávamos que ela voltasse ao show nesta temporada”, disse um porta-voz da produção. “As preocupações que ela levantou levaram a mudanças positivas no local de trabalho e melhorias, mas respeitamos a decisão que ela tomou de seguir em frente. Desejamos a ela apenas o melhor.” Hughes era a única integrante negra fixa do elenco de “American Housewife”. Ela interpretava Angela, uma das duas melhores amigas de Katie (Katy Mixon), a personagem do título. Seus créditos também incluem a série “Insaciável” da Netflix e o telefilme natalino da Lifetime, “The Christmas Edition”, que estreia no próximo domingo (15/11) na TV dos EUA. No Brasil, a série é exibida pelo canal Sony. Veja abaixo o elenco da atração.
Startup de cineastas negros cria equipamentos coloridos para não serem confundidos com armas
A startup WoTec, que cria equipamentos para cineastas negros, independentes e pequenas produtoras de conteúdo audiovisual aboliu a cor preta de todos os seus equipamentos que são comercializados. Ao fabricar apenas equipamentos coloridos, a empresa quer ajudar os jovens negros que moram na periferia a evitar que seus equipamentos escuros sejam confundidos com armas de fogo pela polícia. A ideia de facilitar a vida de quem faz cinema com pouco dinheiro e convive com a triste realidade das nossas periferias veio dos irmãos Nathali de Deus e Hugo Lima, dois jovens negros que começaram a produzir cinema e perceberam a dificuldade de adquirir equipamentos para a produção. Técnico em eletrônica há mais de 16 anos, Hugo Lima cursou engenharia da computação e atualmente cursa Cinema na Academia Internacional de Cinema (AIC). Nathali de Deus é antropóloga formada pela Universidade Federal Fluminense – UFF e mestranda em relações étnico-raciais pela CEFET-RJ. A dissertação dela é sobre o cinema negro. O site oficial da WoTec é https://www.wotecnologia.com.br/. A iniciativa é apoiada pelo Instituto Ekloos em parceria com a Oi Futuro.
Ray Fisher diz que Joss Whedon, produtores e presidente da Warner são racistas
Ray Fisher voltou a falar sobre supostos problemas nos bastidores da produção de “Liga da Justiça”. Desta vez, o intérprete do herói Ciborgue deixou as alegações genéricas de lado para sugerir que o cineasta Joss Whedon, os produtores do filme e até o presidente da Warner são racistas. Durante uma entrevista para a revista Forbes, publicada nesta quinta (28/10), Fisher explicou que foi o fato de “ter sido informado” sobre um possível racismo de Whedon que o fez começar a tuitar contra o diretor e os produtores do filme no meio do ano, sem que tivesse feito qualquer comentário anterior. O ator começou a denunciar a produção de “Liga da Justiça” em julho passado, num tuíte em que definiu o comportamento do cineasta Joss Whedon no set como “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável”. Ele ainda alegou que os produtores Geoff Johns e Jon Berg incentivavam o cineasta, que entrou na produção para fazer refilmagens depois que o diretor Zack Snyder se afastou devido a uma tragédia pessoal. Fisher nunca disse especificamente o que caracterizou o comportamento de Whedon. Isto é, o que o diretor fez para deixá-lo revoltado. Agora, ele diz que foi racismo. “O que deixou minha alma em chamas e me forçou a falar sobre Joss Whedon neste verão foi o fato de eu ter sido informado de que Joss ordenou que a aparência de um ator de cor fosse mudada na pós-produção, porque ele não gostava da cor de seus tom de pele”, disse Fisher. O filme, como todos sabem, mudou a aparência de Henry Cavill, que apareceu para as filmagens das cenas extras, dirigidas por Whedon, usando o bigode de seu personagem em “Missão: Impossível – Efeito Fallout”. Além dele, dois vilões da história, interpretados por Ciarán Hinds e Peter Guinness, também tiveram efeitos visuais aprimorados na pós-produção. Os três são atores brancos. Além de Fisher, o único outro ator negro proeminente da história foi Joe Morton, que não sofreu intervenção computadorizada. Mas ele teria ouvido de alguém do departamento de edição ou efeitos visuais que houve correção de cor em algum figurante, que ele não identifica. A acusação, porém, é pior. Ele denuncia os executivos da Warner Bros. por participarem de “conversas racistas” em torno da produção. “Antes do processo de refilmagem da ‘Liga da Justiça’, conversas abertamente racistas foram mantidas e entretidas – em várias ocasiões – por antigos e atuais executivos de alto nível da Warner Bros. Pictures”, disse o ator. “Os tomadores de decisão que participaram dessas conversas racistas foram Geoff Johns, Jon Berg e o atual presidente do Warner Bros. Pictures Group, Toby Emmerich.” De fato, personagens negros foram eliminados e/ou tiveram suas participações diminuídas, inclusive o próprio Ciborgue vivido por Fisher. Entre os papéis cortados estão os interpretados por Ryan Choi, Karen Bryson e Kiersey Clemons. “O apagamento de pessoas de cor da versão cinematográfica de ‘Liga da Justiça’ de 2017 não foi um acidente nem uma coincidência”, garante o ator. Entretanto, ele não testemunhou nada ofensivo pessoalmente. “Essas conversas foram relatadas a mim por outras pessoas presentes na sala. E eu só fui informado depois de ter reclamado de Joss Whedon”, explicou. Porém, acrescenta: “Percebi que as anotações que acabei recebendo de Johns durante as refilmagens eram apenas uma versão codificada das coisas racistas que ele dizia a portas fechadas com os outros executivos”. Fisher ainda afirma que mais detalhes virão à tona após uma investigação, atualmente em curso sobre os bastidores da produção do filme. “Pretendo ser muito mais específico sobre cada um desses caras depois que a investigação terminar – esta entrevista é apenas uma versão resumida”, explicou. O ator aponta que a falta de refutação categórica contra suas declarações conferem veracidade às suas acusações. De fato, a Warner permitiu que as queixas de abusos do ator fossem investigadas, embora nada de desabonador tenha sido encontrado até aqui pelo investigador independente que faz a verificação. Fisher, por sinal, também já contestou este inquérito, por não seguir seus próprios critérios. O raciocínio que ele expõe é o seguinte: “Você realmente tem que se perguntar o que é mais plausível. Eu arruinar minha carreira de propósito fazendo declarações sobre figuras poderosas em Hollywood, que, se falsas, poderiam ser facilmente refutadas, ou algumas pessoas em posições de poder dizerem e fazerem coisas terríveis para manter esse poder durante uma fusão corporativa massiva?”. A fusão referida foi a compra da Warner pela AT&T. O ator disse que apresentou uma série de testemunhas para serem ouvidas durante a investigação, mas a Warner estaria evitando todas. “A Warner Bros. sabe muito bem que minhas afirmações são confiáveis. Eles estão apenas lutando contra elas. ” “Um monte de gente do elenco e da equipe técnica estendeu a mão para mostrar seu apoio, alguns esperados, outros nem tanto. Eu tentei o meu melhor para lidar com as coisas em particular e deixar o processo de RH funcionar, mas a única coisa que parece dar resultado é eu aplicar pressão publicamente”, completou o ator.
Novo filme de Angelina Jolie é alvo de ataques racistas na internet
O filme “Come Away”, que traz Angelina Jolie em um drama relacionado à fábulas encantadas, virou alvo de ataques racistas na internet. Na trama, a estrela de “Malévola” é casada com David Oyelowo (“Selma”) e eles são pais de três crianças negras cheias de imaginação. Quando um dos irmãos morre em um acidente, Peter e Alice buscam escapar da depressão ao criar um lugar mais alegre em suas imaginações, que os leva, respectivamente, para a Terra do Nunca e o País das Maravilhas. A expectativa de que os personagens de “Peter Pan” e “Alice no País das Maravilhas” pudessem ser crianças negras aflorou o racismo americano, reunindo uma turba virtual de linchamento no site IMDb, que reúne opiniões e notas do público em geral, e no YouTube, na página do trailer oficial, com xingamentos, ironias e ameaças devido especificamente à raça dos personagens. Não é a primeira vez que isso acontece. Sites de cinema que permitem comentários e avaliações de usuários têm sido usados de forma estratégica por “conservadores” para travar uma guerra cultural, visando desqualificar e impedir qualquer iniciativa de progresso social. Filmes como “Star Wars: O Despertar da Força”, “Pantera Negra” e “Capitã Marvel” viraram alvos de campanhas de ódio no YouTube, IMDb e Rotten Tomatoes, mas a Disney superou a sabotagem com uma fortuna em marketing e branding. Por outro lado, “Caça-Fantasmas”, que trouxe mulheres nos papéis principais, perdeu essa luta. Filmes independentes, como “Come Away”, têm ainda menos chances contra ataques coordenados por campanhas nas redes sociais. Estas iniciativas já miraram até filmes brasileiros, como o inédito “Marighella”. Ao sofrer a prática de “review bombing” (ser bombardeado por críticas negativas) antes da estreia, o filme dirigido por Wagner Moura foi um dos que levou o site Rotten Tomatoes a aprimorar sua política de segurança, com bloqueio de robôs e proibição de comentários sobre títulos não lançados em circuito comercial. Em entrevista ao site The Hollywood Reporter, o astro David Oyelowo, que além de estrelar também produz “Come Away”, contou que o caso atual não é o primeiro de sua carreira. Ele viu uma reação online semelhante contra seu longa-metragem de 2016, “Um Reino Unido”, onde interpretou o príncipe Seretse Khama, que se apaixona e se casa com uma mulher branca britânica, Ruth Williams, interpretada por Rosamund Pike. “Tivemos um fluxo tão grande de comentários racistas que a Fox Searchlight teve que tirar nossa página do Facebook do ar”, lembrou Oyelowo. “Isso tem sido algo que tenho experimentado ao longo da minha carreira regularmente”, acrescentou. “Ser uma pessoa negra, que tende a gravitar em torno de conteúdos edificantes… Parece que essas pessoas acham isso o mais deplorável.” Ao notar o movimento coordenado contra “Come Away”, o IMDb desabilitou os comentários sobre o filme, que assim ficou sem nota e perdeu todas as resenhas. Embora o portal tenha estabelecido regras similares as do Rotten Tomatoes para evitar “review bombing”, deixou uma brecha ao permitir resenhas sobre filmes exibidos em festivais. “Come Away” tem estreia marcada em circuito limitado e em locações premium de vídeo sob demanda (PVOD) em 13 de novembro, mas sua première aconteceu em janeiro passado no Festival de Sundance. O detalhe é que, embora as avaliações dos usuários estivessem disponíveis desde a sessão de Sundance, os produtores notaram uma mudança drástica na pontuação do filme no IMDb após a revelação do trailer em 9 de outubro. “Para um longa que ainda não foi lançado – as classificações deveriam ser baseadas na opinião das pessoas que assistiram aos filmes – estava claro que havia algo no tom e na natureza do filme que estava incomodando certas pessoas”, diz Oyelowo. No YouTube, os comentários ao trailer permanecem, concentrando-se no fato de que os personagens de Alice e Peter são retratados por atores mirins negros. O diretor de gerenciamento de projetos do YouTube, Tom Leung, está desde fevereiro do ano passado trabalhando com a equipe de desenvolvimento de produtos para encontrar uma forma de combater as “dislike mobs”, observando que uma opção seria acabar com a função de like e deslike da plataforma. David Oyelowo observa que as atitudes racistas contra seu filme estão em contraste completo com o momento histórico atual. “Acabamos de passar um verão em que todos, após o assassinato de George Floyd, sentiram a necessidade, com razão, de emitir declarações sobre como se sentem sobre a injustiça racial e o que farão a respeito”, ele observou. “Somos curadores culturais e podemos construir um mundo que queremos ver fazendo conteúdos desta natureza. E as empresas de tecnologia precisam se aprimorar” para, na opinião do ator, impedir o equivalente à prática do criminoso e repugnante linchamento racista em sua versão virtual. Isto, claro, não tem nada a ver com críticas negativas baseadas no resultado artístico da produção. De fato, “Come Away” não está sendo considerado exatamente uma obra-prima pela crítica americana. Com 57% de aprovação no Rotten Tomatoes, o longa também não é um lixo. Mas as discussões sobre seu conteúdo não giram em torno de opiniões racistas, e sim a respeito de seu ritmo e qual, afinal, seria seu público, já que parece um filme para adultos. Veja abaixo o trailer que despertou ódio na parte mais branca da internet. O filme tem previsão de estreia para fevereiro de 2021 no Brasil.












