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    Estreias | Confira as principais novidades do streaming da semana

    28 de março de 2024 /

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  • Filme

    Estreias | Cinemas recebem novos filmes de Godzilla e Larissa Manoela

    14 de dezembro de 2023 /

    Com uma programação bastante variada, os cinemas recebem em circuito amplo “Godzilla Minus One”, considerado o melhor filme de monstro gigante do século, “Tá Escrito”, a nova comédia estrelada por Larissa Manoela, e o terror “A Maldição do Queen Mary”. As estreias ainda incluem produções de arte, títulos natalinos, uma animação russa e até outro terror em circuito alternativo. O destaque entre os lançamentos com distribuição limitada é “A Sociedade da Neve”, drama sobre uma famosa tragédia aérea que vitimou um time uruguaio de rugbi nos Andes – e que chega em breve na Netflix. Confira a lista completa.   GODZILLA MINUS ONE   Celebrando o 70º aniversário do icônico kaiju japonês, o estúdio Toho retoma a abordagem sombria e introspectiva, resgatando o Godzilla assustador e poderoso dos primeiros lançamentos. A produção japonesa se destaca pelas sequências de ação bem coreografadas e efeitos visuais impressionantes, apesar de seu orçamento relativamente modesto. Além disso, sua trama também revive os elementos que inspiraram o surgimento da franquia, como a obliteração de Hiroshima e Nagazaki por bombas atômicas no fim da 2ª Guerra Mundial. O caos criado por Godzilla era originalmente uma metáfora para a devastação da guerra e as armas nucleares. Não por acaso, a trama é ambientada em 1946 e segue Koichi Shikishima (interpretado por Ryunosuke Kamiki), um piloto kamikaze desonrado. Após falhar em sua missão suicida, Koichi enfrenta o monstro icônico, que ameaça destruir Ginza e Tóquio. O filme explora a culpa do sobrevivente e sua busca por redenção, enquanto tenta reunir um grupo para combater o monstro gigante. A ação combina cenas emocionantes de ação com melodrama patriótico, capturando com eficácia o sofrimento e a resiliência dos personagens em meio à devastação pós-guerra. A história é intensificada por essa carga emocional, tornando cada confronto com o kaiju não apenas um espetáculo visual, mas também um momento de catarse coletiva. Com isso, a obra não se limita a ser um simples filme de monstro, mas se torna uma exploração da psique japonesa no pós-guerra, uma celebração da resistência humana e da capacidade de superar adversidades inimagináveis. O cineasta Takashi Yamazaki é considerado um gênio dos efeitos visuais, tendo trabalho no game “Onimusha 3” (2003), na adaptação live-action do anime cult “Patrulha Estelar” (2010) e no filme anterior do monstro, “Shin Godzilla” (2016). Como diretor, ele é mais conhecido por assinar animações, como “Friends: Aventura na Ilha dos Monstros” (2011), “Lupin III: O Primeiro” (2019) e os dois “Stand by Me Doraemon” (2014 e 2020)   TÁ ESCRITO   O novo filme de Larissa Manoela faz uma mescla de comédia romântica e fantasia. A atriz dá vida à Alice, uma jovem leonina que, ao contrário de seu signo, se sente insegura e detesta ser o centro das atenções. Ela se frustra por viver com a mãe (Karine Teles), uma virginiana obcecada por organização, e com o irmão espertinho (Kevin Vechiatto). Seu maior sonho é conquistar o primeiro emprego e ir morar com o namorado (André Luiz Frambach, noivo de Larissa na vida real), porém a relação vai por água abaixo devido aos planos profissionais do garoto. A jovem vai culpar todos os astros por conta dos desafios, até que, contra todas as probabilidades, recebe uma oportunidade para abordar astrologia em um podcast. As mudanças continuam quando ela recebe um livro em branco com instruções mágicas, que tem o poder de tornar realidade qualquer previsão astrológica escrita em suas páginas. A narrativa segue Alice enquanto ela tenta usar o livro para beneficiar a si mesma e aos outros, afetando assim a vida das pessoas de acordo com seus signos do zodíaco e causando uma série de eventos imprevistos. Apesar de contar com performances carismáticas, especialmente de Larissa Manoela, “Tá Escrito” acaba reduzido a uma abordagem simplista e cheia de clichês. Concebido como uma tentativa de transmitir uma mensagem sobre a individualidade para além dos signos astrológicos, o enredo na verdade acaba reforçando estereótipos. A direção é de Matheus Souza (“A Última Festa”) e o roteiro foi concebido por Thuany Parente (“Apocalipse”) e Mariana Zatz (“Turma da Mônica: Lições”).   A SOCIEDADE DA NEVE   O drama de sobrevivência do cineasta espanhol J.A. Bayona é uma recriação dramática do desastre aéreo envolvendo o voo 571 da Força Aérea Uruguaia em 1972. Este evento, que se tornou conhecido como “Milagre dos Andes” e “Sobreviventes dos Andes”, envolveu a queda de um avião na cordilheira chilena, transportando uma equipe uruguaia de rúgbi, com seus amigos e familiares. Baseada no livro de 2009 do jornalista uruguaio Pablo Vierci, a produção oferece uma narrativa autêntica, destacando a resiliência humana e a realidade angustiante do canibalismo enfrentado pelos sobreviventes. O elenco, composto por atores latino-americanos relativamente desconhecidos, adiciona realismo à história, capturando as dificuldades da situação extrema vivida pelos personagens. A produção contou com filmagens em locações reais, nas próprias montanhas dos Andes e na Serra Nevada, na Espanha. A história é principalmente narrada por Numa Turcatti (Enzo Vogrincic), um estudante de direito, que originalmente optou por não participar da viagem. A narrativa alterna entre os eventos anteriores ao acidente, destacando o espírito jovial da equipe de rúgbi de Old Christians, e os momentos após a queda, com cenas intensas do acidente e dos esforços para sobrevivência em condições extremas. A representação do acidente é marcada por realismo e tensão, seguida pela luta contínua pela sobrevivência dos personagens, culminando em uma dramática caminhada de 10 dias para a segurança realizada por Nando Parrado (Agustín Pardella) e Roberto Canessa (Matías Recalt). Repleto de momentos emocionantes, o longa também destaca a cinematografia de Pedro Luque e a trilha sonora de Michael Giacchino, que contribuem para a atmosfera de tensão e desespero. Os 96% de aprovação no Rotten Tomatoes confirmam que se trata da melhor versão cinematográfica da tragédia, que já foi filmada anteriormente numa produção mexicana dos anos 1970 e no drama hollywoodiano “Vivos”, de 1993. Além disso, os fatos reais servem de clara inspiração para a série “Yellowjackets”, atual sucesso da Paramount+.   QUEM FIZER GANHA   A comédia sobre futebol de Taika Waititi (“Thor: Amor e Trovão”) é baseada em eventos reais recentes, mas parece ter sido concebida como cópia de produções antigas da Disney. A trama se concentra na impressionante jornada de recuperação da equipe nacional de futebol de Samoa Americana após sofrer a pior derrota da história de uma eliminatória da Copa do Mundo, perdendo por 31 a 0 para a Austrália em 2001. Para se reerguer, a equipe recruta Thomas Rongen, um experiente técnico holandês-americano, interpretado por Michael Fassbender (“X-Men: Fênix Negra”), na esperança de se qualificar para a próxima Copa do Mundo. A trama se desenrola em duas linhas do tempo, uma no passado, durante os eventos da derrota histórica, e outra no presente, onde Rongen tenta reabilitar a equipe e se redimir de seus próprios problemas pessoais. Além de Fassbender, o elenco inclui Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”) como Gail, ex-esposa de Rongen e membro do conselho da FIFA, e Oscar Kightley (“A Incrível Aventura de Rick Baker”) como Tavita, o chefe da federação de futebol de Samoa Americana, que serve como guia cultural para Thomas. O filme também apresenta a revelação Kaimana em um papel significativo como Jaiyah Saelua, uma jogadora trans e não binária que se torna um elemento central para a redenção de Rongen. A história mistura elementos de comédia com o formato clássico de filmes sobre equipes de azarões esportivos, como “Jamaica Abaixo de Zero” (1993) e “Nós Somos os Campeões” (1992), incluindo todas as convenções do gênero, da transformação do treinador ao longo dos jogos à superação de adversidades pela equipe. Com uma abordagem que oscila entre a seriedade e o humor, o longa falha em capturar o espírito inspirador do esporte e também em ser uma comédia divertida.   A MALDIÇÃO DO QUEEN MARY   O Queen Mary é um navio de travessia oceânica construído na década de 1930, que agora se encontra permanentemente ancorado em Long Beach, Califórnia, e tem a fama de ser a embarcação mais assombrada de todos os tempos. O filme se vale das lendas urbanas para contar uma história dividida em duas linhas do tempo distintas: uma em 1938, envolvendo um assassinato, e outra no presente, com uma família atraída pela história sobrenatural do navio. O filme intercala habilmente essas duas épocas, criando um enredo que, apesar de seu tempo de duração prolongado, oferece momentos dramáticos significativos. No passado, uma família de vigaristas, incluindo David Ratch (Wil Coban), sua esposa Gwen (Nell Hudson) e sua filha Jackie (Florrie Wilkinson), tenta se infiltrar na sala de jantar de primeira classe do navio. A situação leva a uma série de eventos trágicos, quando espíritos possuem o homem para cometer assassinatos brutais a bordo. No presente, a escritora Anne (Alice Eve), seu filho de oito anos Lukas (Lenny Rush) e seu namorado intermitente Patrick (Joel Fry) visitam o Queen Mary. Anne está lá para propor uma nova maneira de tornar o navio acessível ao público, usando justamente sua fama sobrenatural. Entretanto, o pequeno Lukas começa a explorar o navio e inadvertidamente se envolve com os aspectos sinistros do Queen Mary. Ele descobre que o navio não é apenas uma peça histórica, mas também abriga segredos obscuros e espíritos inquietos, fazendo a narrativa se entrelaçar com a história de 1938. O filme é dirigido por Gary Shore, que fez sucesso com outro terror: “Drácula: A História Nunca Contada” (2014).   O MALVADO – HORROR NO NATAL   A paródia de fábula infantil reinventa de maneira sinistra o clássico personagem Grinch, criação literária de Dr. Seuss, que já foi interpretado por Jim Carrey no cinema (“O Grinch”, 2000). O filme se passa na cidade de Newville, onde o Grinch (David Howard Thornton sob a maquiagem) aterroriza os moradores com sua aversão profunda ao Natal. Ao invés de simplesmente roubar presentes, ele comete atos de violência extrema contra quem celebra a festividade. O enredo central gira em torno de uma garota cujos pais foram assassinados pelo Grinch. Voltando para Newville após 20 anos, Cindy (Krystle Martin) busca vingança. O enredo explora sua jornada emocional de enfrentar o trauma e lidar com a perda, enquanto tenta por fim à ameaça do monstro assassino. Essa jornada também inclui personagens típicos de filmes de terror, incluindo um policial atrapalhado e um excêntrico morador local. Apesar de ser uma paródia, “O Malvado” adota um tom sério com toques de humor sombrio. Entretanto, suas cenas de violência e assassinatos, em vez de serem empolgantes ou criativas, mostram-se genéricas e pouco inspiradas, com uso excessivo de CGI, que deixa as mortes artificiais. Combinado com atuações amadoras, o resultado é um filme trash, que não consegue satisfazer nem como comédia nem como terror. A direção é de Steven LaMorte (“Bury Me Twice”).   UMA CARTA PARA O PAPAI NOEL   O filme de Natal mostra o Papai Noel americano (que vive na neve do Polo Norte) numa aventura no Brasil. Na história infantil, o bom velhinho, interpretado por José Rubens Chachá (“O Rei da TV”), se sente desanimado por só ser lembrado durante o Natal. Até ser inspirado por uma carta inquisitiva de um garoto chamado Jonas, que questiona por que algumas crianças, como as da “casa de acolhimento” onde ele vive, não recebem presentes. Decido a investigar o mistério, Noel e sua assistente Tata (Polly Marinho) viajam até o Rio Grande do Sul, em busca de descobrir o que acontece no local, ao mesmo tempo em que constroem uma conexão emocional com os jovens do orfanato. Dirigido por Gustavo Spolidoro (“Ainda Orangotangos”), o longa testou mais de 400 crianças para compor o grupo de protagonistas e coadjuvantes, em filmagens que ocorreram em locações de Porto Alegre e Viamão e ainda contaram com o uso do velho chroma-key para simular os efeitos visuais do mundo de Papai Noel. Vale destacar ainda a trilha sonora com a participação de Fernanda Takai e Arthur de Faria.   A VIAGEM ENCANTADA   A animação russa mistura elementos do famoso balé “O Quebra-Nozes” de Tchaikovsky e a ópera “A...

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