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  • Música

    Tina Turner, Rainha do Rock’n’Roll dos EUA, morre aos 83 anos

    24 de maio de 2023 /

    A cantora Tina Turner, conhecida como a “Rainha do Rock’n’Roll” dos EUA, faleceu pacificamente aos 83 anos nesta quarta-feira (24) em sua casa perto de Zurique, na Suíça. A morte “após uma longa doença” foi confirmada pela sua assessoria, que não especificou o problema de saúde que a cantora enfrentava. Reconhecida como uma das vozes mais possantes do rock e a cantora de performance mais energética, Turner gravou inúmeros sucessos ao longo das décadas, como “Proud Mary”, “Private Dancer”, “What’s Love Got to Do With It”, “We Don’t Need Another Hero” e “The Best”. Nascida com o nome de batismo Anna Mae Bullock na comunidade agrícola de Nutbush, Tennessee (local que ela comemoraria na canção de 1973 “Nutbush City Limits”), Tina Turner começou sua carreira musical ao lado do futuro marido Ike Turner. Creditado como criador do rock’n’roll em 1952, Turner já era um guitarrista respeitado quando se impressionou com a jovem, que se juntou a seu grupo musical, Kings of Rhythm, após deixar o curso de enfermagem em que estudava em 1958. Sem muita experiência na música além de participar do coral na igreja, ela virou “Little Ann” e se entregou ao mundo artístico – engravidando do saxofonista da banda aos 19 anos. Em 1960, depois que o vocalista principal da banda, Art Lassiter, não apareceu para uma sessão de gravação, “Little Ann” foi convocada para assumir a voz principal em uma nova canção escrita por Turner, “A Fool in Love”. A fita chegou até Juggy Murray, presidente do selo independente de R&B Sue Records, que se impressionou e sugeriu que a banda mudasse de nome para enfatizar a cantora. O pedido coincidiu com o nascimento do segundo filho da artista, desta vez com Ike. E foi desse modo que “Little Ann” virou Tina Turner, à frente do The Ike & Tina Turner Revue, dois anos antes de se casar oficialmente com o guitarrista. “A Fool in Love” alcançou o 2º lugar na parada de R&B e o 27º lugar na lista de singles pop. Mas a banda ficou trocando de gravadora e teve dificuldades de emplacar outro hit nos anos 1960. Apesar disso, as performances ao vivo de alta voltagem da vocalista começaram a chamar a atenção. Após um show, os Turners foram abordados pelo produtor Phil Spector, criador do “wall of sound” das girl groups da época, que ofereceu US$ 20 mil para Ike deixá-lo lançar uma música solo de Tina. Gravada em março de 1966 com acompanhamento orquestral, “River Deep, Mountain High” foi a apoteose do lendário “wall of sound” do produtor. A música, porém, não se provou o sucesso imaginado e Tina voltou a gravar com a banda de Ike, que passou a interpretar covers, como “I’ve Been Loving You Too Long”, de Otis Redding – que alcançou a 23ª posição nas paradas em 1969. No mesmo ano, Ike & Tina Turner Revue abriram a turnê dos Rolling Stones nos Estados Unidos – e a performance sensual de Tina tornou-se um destaque de “Gimme Shelter”, documentário dos diretores Albert e David Maysles de 1970 sobre a fatídica jornada de shows da banda inglesa no período. Em 1971, os Turners alcançaram seu maior sucesso pop com o single “Proud Mary”, gravação do segundo single de 1969 do Creedence Clearwater Revival. Mas depois de anos sendo vítima de abuso por Ike, Tina decidiu que era hora de encerrar a parceria e o casamento. A decisão foi tomada após o impacto de sua participação no filme “Tommy” e o lançamento de seu disco solo “Acid Queen” (1975), que capitalizou sua aparição no cinema, mas as frequentes agressões do ex-marido só foram expostas uma década depois, em sua biografia “Eu, Tina: A História da Minha Vida”, publicada em 1986. O livro foi adaptado para os cinemas no filme “Tina – A Verdadeira História de Tina Turner”, lançado em 1993. Na obra, Tina descreveu como uma surra brutal, infligida a caminho de um hotel em Dallas em julho de 1976, a fez sair de casa e pedir o divórcio. O fim do casamento foi finalizado em 1978, com Tina assumindo uma série de dívidas relacionadas aos negócios da banda e do marido. Entretanto, sua carreira solo não aconteceu como ela planejou. Demorou quase uma década para a cantora voltar à proeminência no mundo da música. E isso só aconteceu após intervenção de David Bowie, que lhe conseguiu um contrato de curto prazo com a Capitol Records. Após quase uma década na margem da indústria musical, Tina ressurgiu nos anos 1980 com o álbum “Private Dancer” (1984), lançado pela Capitol Records. O disco incluía hits como a faixa-título e “What’s Love Got to Do With It”, que alcançou o topo das paradas e rendeu a Tina quatro prêmios Grammy. Para completar, Bowie participou da turnê de lançamento do disco, cantando “Tonight” num dueto com a cantora. O sucesso se intensificou com o lançamento de seu álbum seguinte, “Break Every Rule”, que levou a artista a uma turnê mundial de 14 meses. Um dos lugares que recebeu a apresentação de Tina foi o Brasil. Em um show transmitido mundialmente, a cantora performou para 184 mil pessoas no Estádio Maracanã, na cidade do Rio. Com seu carisma magnético, a cantora também explorou outras faces artísticas. Já contando com uma experiência como atriz no currículo, devido ao seu papel como a Rainha Ácida em “Tommy” (1975), Tina apareceu em seu blockbster em 1985: “Mad Max – Além da Cúpula do Trovão” ao lado de Mel Gibson. Ela também gravou “We Don’t Need Another Hero” para a trilha sonora do filme, que alcançou o 2º lugar na parada pop. Uma década depois, Tina ainda gravou a música-tema do filme “007 contra GoldenEye”, composta por Bono e The Edge, do U2. Ela continuou gravando e fazendo shows – e a gravação de um show de 1988, que acompanhou o lançamento do hit “The Best”, foi reconhecida com um Grammy como melhor performance vocal de rock feminino – até sua aposentadoria em 2009, com a turnê “Tina!: 50th Anniversary Tour”. Mesmo sem tocar ao vivo, ela registrou um último disco em 2012, “Beyond”, um álbum colaborativo de música e canto budista e cristão, pelo selo independente New Earth. Em 2013, Tina renunciou à cidadania americana e passou a residir na Suíça, onde se casou com o executivo de música alemão Irwin Bach, seu companheiro de 27 anos. Ao longo de sua carreira, a artista lançou nove álbuns solo de estúdio e recebeu oito prêmios Grammy. Ela deixa um legado duradouro na música, com seu talento inigualável e voz poderosa.

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  • Filme

    Jumanji lidera bilheterias norte-americanas pela segunda semana

    14 de janeiro de 2018 /

    “Jumanji: Bem-Vindo à Selva” se consolidou como o primeiro grande sucesso de 2018, mantendo-se por dois fins de semana consecutivos no topo das bilheterias norte-americanas. Curiosamente, o reboot da aventura juvenil dos anos 1990 também levou duas semanas para tomar o 1º lugar de “Star Wars: Os Últimos Jedi”. Mas após conquistar a liderança, viu a sci-fi espacial se distanciar muito, numa queda vertiginosa no ranking. Com um dos elencos mais carismáticos em cartaz, o filme estrelado por Dwayne Johnson, Kevin Hart, Jack Black e Karen Gillan não tomou conhecimento da concorrência de três estreias amplas e faturou mais 27M (milhões) no fim de semana. A produção da Sony já soma US$ 283,1M na América do Norte e US$ 666,1M em todo o mundo, num bom começo de 2018 para o grande estúdio com menos hits dos últimos anos. O 2º lugar reservou uma surpresa, ao ser conquistado por um drama político, que teve seu alcance ampliado. Lançado apenas em Los Angeles e Nova York no fim de dezembro, visando qualificação para o Oscar, “The Post – A Guerra Secreta” chegou em mais 2,7 mil cinemas e faturou US$ 18,6M em seu primeiro teste comercial. O novo filme de Steven Spielberg não tem um tema popular – a manipulação de dados da Guerra do Vietnã, denunciada pela imprensa nos anos 1970 – , mas também conta com o apelo de um elenco de peso, encabeçado por Tom Hanks e Meryl Streep. Dentre as estreias do fim de semana, “The Commuter”, quarto thriller de ação do diretor Jaume Collet-Serra estrelado por Liam Neeson, foi a mais bem-sucedida. Abriu em 3º lugar com US$ 13,4M, mas, como tem sido praxe nos filmes da parceria, não empolgou a crítica, ficando com 56% de aprovação. O resultado foi, de todo modo, bem melhor que a outra estreia de ação da semana. “Proud Mary” decepcionou público, crítica e a própria Sony, que, se acertou com “Jumanji”, parece ter errado tudo com este filme, em que Taraji P. Henson vive uma assassina profissional. A produção abriu em 8º lugar e teve apenas 22% de aprovação. Nenhum dos dois thrillers tem previsão de lançamento no Brasil. Para completar, “Paddington 2” foi a surpresa negativa da semana, com desempenho muito abaixo do esperado. O longa infantil, que abriu com grande sucesso no Reino Unido em novembro, implodiu no lançamento americano, fazendo apenas US$ 10,7M em 7º lugar. Em compensação, estabeleceu-se como um fenômeno de aprovação crítica, com 100% no Rotten Tomatoes. A estreia no Brasil está marcada para 1 de fevereiro. Veja abaixo o desempenho das dez filmes mais vistos durante o fim de semana nos cinemas dos Estados Unidos e Canadá. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Jumanji: Bem-Vindo à Selva Fim de semana: US$ 27M Total EUA: US$ 283,1M Total Mundo: US$ 666,1M 2. The Post – A Guerra Secreta Fim de semana: US$ 18,6M Total EUA: US$ 23M Total Mundo: US$ 23M 3. The Commuter Fim de semana: US$ 13,4M Total EUA: US$ 13,4M Total Mundo: US$ 13,4M 4. Sobrenatural: A Última Chave Fim de semana: US$ 12,1M Total EUA: US$ 48,3M Total Mundo: US$ 92,5M 5. O Rei do Show Fim de semana: US$ 11,8M Total EUA: US$ 94,5M Total Mundo: US$ 194,6M 6. Star Wars: Os Últimos Jedi Fim de semana: US$ 11,2M Total EUA: US$ 591,5M Total Mundo: US$ 1,2B 7. Paddington 2 Fim de semana: US$ 10,6M Total EUA: US$ 10,6M Total Mundo: US$ 135,8M 8. Proud Mary Fim de semana: US$ 10M Total EUA: US$ 10M Total Mundo: US$ 10M 9. A Escolha Perfeita 3 Fim de semana: US$ 5,6M Total EUA: US$ 94,6M Total Mundo: US$ 162,3M 10. O Destino de uma Nação Fim de semana: US$ 4,5M Total EUA: US$ 35,7M Total Mundo: US$ 54,7M

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  • Filme

    Taraji P. Henson é matadora no trailer de Proud Mary

    21 de julho de 2017 /

    A Sony divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Proud Mary”, filme de ação estrelado por Taraji P. Henson (a Cookie da série “Empire”). Ao estilo dos filmes de blaxploitation dos anos 1970, a prévia mostra a atriz dando tiros e explodindo inimigos, ao som da música que dá título à produção, na gravação clássica de Ike e Tina Turner de 1971. Na trama, ela vive uma assassina profissional que trabalha para uma família criminosa de Boston. O longa é coestrelado por Billy Brown (o Nate da série “How to Get Away with Murder”), Neal McDonough (série “Arrow”), Danny Glover (“Maquina Mortífera”), Xander Berkeley (série “The Walking Dead”), Margaret Avery (série “Being Mary Jane”) e o menino Jahi Di’Allo Winston (minissérie “The New Edition Story”) “Proud Mary” tem roteiro de Steve Antin (“Burlesque”) e John Stuart Newman (criador da série “Dirty Work”), e a direção é do iraniano Babak Najafi (“Invasão a Londres”). A estreia acontece em 12 de janeiro nos cinemas americanos e somente dois meses depois, em 15 de março, no Brasil.

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