Ratinho pede indenização de ex-BBB por danos morais
Ratinho acionou à Justiça contra Ariadna Arantes após a ex-BBB afirmar que o apresentador se trancava no camarim com outras pessoas. As acusações teriam começado em novembro de 2021, quando a maquiadora saiu em defesa de Anitta, que teve sua carreira musical criticada. De acordo com as informações da colunista Fábia Oliveira, do Em Off, o apresentador alegou que os comentários feitos sobre Anitta teriam resultado numa enxurrada de críticas no Instagram. Na ocasião, Ariadna teria tomado as dores da cantora e resolveu ofender Ratinho, acusando o apresentador de infidelidade conjugal dentro dos estúdios do SBT. Ela rebate a versão, dizendo que se tratava de uma postagem cômica, mas foi aumentado e repercutido pela mídia. Ratinho, por sua vez, garantiu que as acusações são falsas e caluniosas, já que seriam capazes de interferir em seu casamento. O apresentador possui uma relação estável há mais de 40 anos. Na ação judicial, Ratinho pediu para que as matérias inverídicas sejam excluídas com urgência da plataforma do Instagram, tornando a empresa Meta ré no processo. O apresentador também solicitou que Ariadna exclua as postagens e se abstenha de mencioná-lo. Além disso, estabeleceu Ariadna e a dona do Facebook como seus indenizadores por danos morais. Ele espera que a maquiadora pague o valor de R$ 20 mil por essa razão. Em sua defesa, Ariadna Arantes explicou que as desavenças começaram em meados de 2011, quando foi convidada ao “Programa do Ratinho” e teria sido destratada por ser uma mulher transexual. A influenciadora acrescentou que o Ratinho é conhecido por desmerecer minorias, como homossexuais, mulheres e transexuais, bem como artistas que lutam por uma sociedade ética e respeitosa. Até o momento, os danos morais apontados por Ratinho não foram caracterizados, sequer comprovados.
Brincadeiras machistas do SBT rendem processo de R$ 10 milhões
O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação civil pública contra o SBT, em que pede condenação da empresa e multa de R$ 10 milhões por danos morais coletivos, referentes a dois atos de machismo e humilhação de funcionárias protagonizados por Sílvio Santos e transmitidos pelo canal. A informação é do jornal O Globo. O primeiro ato envolveu a assistente de palco Milene Regina Uehara, no “Programa do Ratinho” exibido em 21 de abril de 2016. Na ocasião, o apresentador, segundo a descrição do MPT, “desferiu forte chute numa caixa de papelão em que se encontrava Milene, atingindo a altura de sua nuca. A trabalhadora deu um grito e caiu sentada no chão, visivelmente assustada e possivelmente machucada. Em seguida, ela se retirou do palco constrangida sob sons de risos e chacotas e o apresentador afirmou em tom debochado que ela era uma funcionária rebelde e providências seriam tomadas: ela iria “pra rua”. O órgão considera que a funcionária sofreu agressão física e humilhação, caracterizando “lesão aos direitos da personalidade, mediante abuso do poder hierárquico e discriminação do gênero feminino pela forma de tratamento dispensada às profissionais.” O segundo incidente refere-se à participação de Maisa Silva no “Programa do Silvio Santos”, exibido em 18 de junho deste ano, no qual Silvo Santos insistiu para que ela namorasse Dudu Camargo. A adolescente recusou os insistentes pedidos para que dançasse e desse um “selinho” no jovem, de quem ela admitira não querer nem ser amiga. Nas redes sociais, Maisa chegou a criticar: “Até quando as mulheres vão viver precisando aceitar tudo? Não é não!”. Quinze dias depois, Maisa retornou ao programa e se viu em outra saia-justa, porque Silvio Santos voltou a chamar Dudu Camargo ao palco, fazendo com que a jovem chorasse e, em seguida, abandonasse o estúdio. Para o MPT, Maisa Silva “sofreu grave constrangimento diante da violação de sua privacidade, intimidade e honra, caracterizando lesão aos direitos da personalidade, mediante abuso do poder hierárquico e discriminação do gênero feminino pela forma de tratamento dispensada às profissionais”. Na ação ajuizada pelo procurador Gustavo Accioly, responsável pelo caso, o MPT pede ainda “providência da empresa para que ajuste sua conduta e não mais permita, tolere ou submeta seus empregados a situações vexatórias, constrangedoras, ou qualquer conduta que implique desrespeito à pessoa humana, à vida privada, à honra, à intimidade e à imagem ou qualquer violência ou discriminação contra a mulher ou outro fator injusto de discriminação, garantindo-lhes tratamento respeitoso e digno.” O SBT informou que não vai se pronunciar sobre o assunto.

