Governo do Suriname ameaça processar Netflix por “Narco-Santos”
O governo do Suriname ameaçou entrar com um processo contra os produtores da série sul-coreana “Narco-Santos”, produzida pela Netflix, devido à maneira como o país é retratado na série. Criada por Yoon Jong-bin (“O Imperdoável”) e estrelada por Ha Jung-woo (“A Criada”), “Narco-Santos” conta a história de um empresário que arrisca sua vida para participar de uma missão secreta com o intuito de capturar um traficante sul-coreano que opera no Suriname. A série é livremente baseada em eventos reais, que aconteceram no início dos anos 2000. Porém, o governo do país afirma que a Netflix foi longe demais ao retratar o país como um paraíso de traficantes. Além disso, o Suriname aponta que elementos da história que destacam “crimes e atividades transfronteiras” estão desatualizados e ignoraram os esforços do povo do Suriname para mudar aquela realidade ali retratada. “O Suriname não tem mais a imagem que surge na série ou não participa mais desse tipo de prática”, disse o ministro das Relações Exteriores do país, Albert Ramdin, em comunicado divulgado num site do governo. Ramdin também falou que a série “está criando uma percepção negativa”, uma vez que “o mundo inteiro vê essas coisas, então isso não é bom”. O ministro também disse que seu governo está considerando uma resposta legal contra os produtores de “Narco-Santos” e apresentará um protesto diplomático ao governo da Coreia do Sul. De acordo com a agência internacional Reuters, o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul ainda não recebeu uma declaração formal do Suriname. Mas a embaixada sul-coreana na Venezuela, que também supervisiona as relações com o Suriname, postou um comunicado na terça-feira (13/9) alertando os moradores sul-coreanos na região a serem extremamente cuidadosos com sua segurança. “Assumimos que os residentes sul-coreanos no Suriname devem estar muito preocupados devido à exibição do drama ‘Narco-Santos’. Sua segurança é nossa maior preocupação e, portanto, a embaixada fará o possível para garantir sua segurança”, afirmou comunicado. Assista ao trailer de “Narco-Santos”.
Angelina Jolie abre processo bilionário contra Brad Pitt
A atriz Angelina Jolie abriu um processo de US$ 250 milhões (o que dá aproximadamente R$ 1,3 bilhão) contra seu ex-marido Brad Pitt. A ação é motivada por suposta administração indevida de uma vinícola que o casal comprou no sul França, em 2008, reação a um processo anterior do ator. A defesa de Jolie alega que o ator “tomou posse” da propriedade como retaliação ao divórcio, enquanto a equipe de Pitt diz que ela está desvalorizando o negócio para vender a propriedade. A vinícola “Chateau Miraval’ pertencia 50% a Pitt e 50% a Jolie, sendo que a parte dela foi registrada sob o nome de uma empresa chamada Nouvel. Segundo informações do site Page Six, o processo inclui documentos que comprovam a divisão dos trabalhos do ex-casal. Enquanto Jolie era responsável pela administração dos projetos humanitários da dupla, como a Jolie-Pitt Foundation, cabia a Brad Pitt cuidar do negócio francês. Em outubro do ano passado, Jolie vendeu as suas ações para o grupo Tenute del Mondo, parte do Grupo Stoli, que tem os famosos vinhos Masseto e Ornellaia em seu portfólio. Na ocasião, Pitt tentou anular a negociação. Ele acabou entrando com uma ação contra a atriz para reverter a venda do imóvel em junho deste ano. Os advogados da atriz então reagiram com esse novo processo contra o ator. Eles alegam que Pitt agora “barrou Nouvel do Château Miraval e o trata como seu feudo pessoal” e “desperdiçou seus ativos, gastando milhões em projetos de vaidade, incluindo mais de US$ 1 milhão em reformas de piscinas e outros fundos restaurando um estúdio de gravação.” O processo alega que Jolie supostamente negociou por meses com a equipe de Pitt para lhe vender sua metade da vinícola – mas ele “fez uma demanda de última hora por condições onerosas e irrelevantes, incluindo uma disposição destinada a proibir Jolie de falar publicamente sobre os eventos que levaram ao colapso de seu casamento”. De acordo com o documento, Jolie não estava disposta a concordar com a “cláusula de silêncio” e, em vez disso, vendeu sua parte para a Tenute del Mondo. A revista People citou uma fonte próxima a Pitt sobre como o ator via o processo. “Este é apenas o mais recente de uma série de esforços deliberados para desviar, reciclar e reposicionar a verdade do que aconteceu nos últimos seis anos, pensando que pessoas razoáveis seriam enganadas por essas deturpações óbvias”, diz a fonte. “É difícil entender como deixar uma herança de 40% de algo é melhor do que 100% de algo, e é igualmente inexplicável como continuar a revisitar os mesmos pontos repetidamente possa ser benéfico para esta família”. Ironicamente, foi na grande área verde da Chateau Miraval que o ex-casal trocou alianças, em uma cerimônia simples, no ano de 2014. Dois anos depois, ele se separaram e estão brigando até hoje na Justiça por diversas divergências, inclusive sobre a guarda dos filhos.
Ricky Martin processa sobrinho que o acusou de abuso
O cantor Ricky Martin entrou com um processo de US$ 20 milhões contra seu sobrinho Dennis Yadiel Sánchez, por tê-lo acusado de abuso e tentado “assassinar” sua carreira. “As ações imprudentes, maliciosas e culposas do réu Sanchez foram motivadas pelo desejo de expor o autor ao ódio e desdém de sua base de fãs, ameaçar suas oportunidades de negócios e destruir sua reputação”, afirma o processo, protocolado nas Câmaras Superiores de San Juan, Porto Rico, na última quarta (7/9). O processo é uma reação à acusação contra Martin que veio à tona no início de julho, quando a Justiça de Porto Rico emitiu uma ordem de restrição contra o cantor por violência doméstica. Como a legislação local assegura o anonimato das vítimas, não existiam informações sobre quem tinha dado entrada no pedido. Na ocasião, sites de celebridades divulgaram que o cantor e a suposta vítima haviam se relacionado durante sete meses, mas o ex-Menudo não aceitava o término. Pelo Twitter, Martin informou aos fãs que a decisão judicial era baseada em “alegações completamente falsas”, uma vez que ele é casado há cinco anos com Jwan Yosef, com quem tem quatro filhos. Pouco tempo depois, o próprio acusador optou por retirar a acusação. Na época, os advogados do cantor declararam que Sánchez “nunca foi nada mais do que um indivíduo problemático, fazendo falsas alegações sem absolutamente nada para substanciar”. Eles também se disseram felizes com o resultado, pois “nosso cliente viu a justiça feita e agora pode seguir em frente com sua vida e sua carreira.” O que essa nova ação, movida por Martin, afirma é que ele não conseguiu seguir com a sua carreira, uma vez que os danos já tinham sido feitos. “Na verdade, tais ações fizeram com que o Autor [Martin] tivesse contratos multimilionários e projetos artísticos, presentes e futuros, cancelados”. Segundo a ação, o valor que o cantor deixou de ganhar por conta da má publicidade causada pelo processo é maior que US$ 10 milhões. “Além disso, tais ações culposas também causaram danos à reputação do Autor, que, até que a Ordem Protetiva se tornasse de conhecimento público, gozava de uma reputação impecável conquistada por sua longa carreira artística e altruísta nos últimos quase 40 anos de sua vida.” O valor que Martin deixou de ganhar, somados aos danos à sua reputação, totalizam, conforme aponta o processo, não menos que US$ 20 milhões. A ação também afirma que Sánchez tem tentado extorquir Martin, ameaçando “assassinar sua reputação” caso ele não seja “compensado economicamente”, o que tem gerado desconforto para o cantor e sua família. Apesar de Sánchez ter retirado as suas acusações, Martin está envolvido em outro processo, mas a causa é financeira. Sua antiga empresária, Rebecca Drucker, está pedindo US$ 3 milhões em comissões não pagas. Essa ação ainda está tramitando no Tribunal Superior de Los Angeles e deve ser julgado em outubro.
Netflix fecha acordo em processo de enxadrista citada em “O Gâmbito da Rainha”
A Netflix fechou um acordo com a enxadrista Nona Gaprindashvili após ser processada em US$ 5 milhões por conta de uma frase da série “O Gambito da Rainha”. Os termos do acordo, finalizado nesta terça (6/9), um ano após o início do processo, não foram divulgados. Gaprindashvili, que foi uma das maiores campeãs de xadrez do mundo nos anos 1970, acusou a série de apresentar falsas informações em tom “sexista e de menosprezo” sobre sua carreira. Vencedora de 11 prêmios Emmy, “O Gambito da Rainha” narra a trajetória da enxadrista fictícia Beth Harmon (Anya Taylor-Joy), órfã que eventualmente vence os principais mestres russos nos anos 1960, durante o auge da Guerra Fria. No episódio final da produção, a fala de um comentarista de xadrez menciona Gaprindashvili ao compará-la com a personagem fictícia. “A única coisa incomum sobre ela [Harmon], realmente, é seu gênero. E mesmo isso não é único na Rússia. Há Nona Gaprindashvili, mas ela é a campeã mundial feminina e nunca enfrentou homens”. Segundo o processo aberto pela enxadrista georgiana, “a alegação de que Gaprindashvili ‘nunca enfrentou homens’ é manifestamente falsa, além de ser altamente nojenta, sexista e em tom de menosprezo”. Ela afirma que, em 1968, quando o episódio se passa, ela já havia competido com pelo menos 59 homens enxadristas, incluindo 10 Grandes Mestres. “A Netflix descaradamente mentiu sobre as conquistas de Gaprindashvili pelo propósito barato e cínico de ‘elevar o drama’ por fazer parecer que seu herói fictício conseguiu fazer o que nenhuma outra mulher, incluindo Gaprindashvili, havia feito”, afirmou o processo da enxadrista, que também se queixou de uma segunda questão adicional: a nacionalidade atribuída a ela, na série. “Adicionando insulto à injúria, a Netflix ainda descreveu Gaprindashvili como russa, mesmo sabendo que ela é georgiana, e que os georgianos sofreram sob a dominação russa quando parte da União Soviética, e têm sido atacados e invadidos pela Rússia desde então”, completou a ação da ex-campeã. Em seu processo, Gaprindashvili pleiteou uma indenização mínima de US$ 5 milhões e exigiu que a fala fosse retirada da série. Manifestando-se em comunicado à imprensa dos EUA na época do processo, a plataforma de streaming afirmou: “A Netflix tem o maior respeito pela senhora Gaprindashvili e sua ilustre carreira, mas acreditamos que essa queixa não tem mérito e vamos defender essa posição vigorosamente”. De fato, a Netflix tentou barrar a ação na Justiça, alegando liberdade de expressão. Mas em janeiro um juiz federal rejeitou esse argumento, sustentando que obras de ficção não estão imunes a processos judiciais se difamarem pessoas reais. A Netflix recorreu da decisão ao Tribunal de Apelações do 9º Circuito, mas nesta terça-feira o caso foi arquivado. “As partes estão satisfeitas que o assunto foi resolvido”, disse à imprensa o advogado Alexander Rufus-Isaacs, que representou Gaprindashvili. Um porta-voz da Netflix também disse: “Estamos satisfeitos que o assunto tenha sido resolvido”. Nada mais foi acrescentado. Mas vale conferir nos próximos dias se a fala polêmica continua na série.
Klara Castanho abre queixa-crime contra Leo Dias, Antonia Fontenelle e Dri Paz
A atriz Klara Castanho (“Bom Dia, Verônica”) entrou com uma queixa-crime contra o jornalista Leo Dias e as youtubers Antonia Fontenelle e Adriana Kappaz, conhecida como Dri Paz, pelos crimes de difamação, calúnia e injúria. O processo foi ajuizado no TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) e as penas para difamação e injúria podem chegar a um ano, enquanto a pena para calúnia pode chegar a dois anos. Castanho alega que os três teriam inventado mentiras sobre a sua gravidez, além de espalharem a informação na internet. Klara relatou também ter se sentido humilhada com a divulgação de seu estupro. Em junho, ela publicou o que chamou de “o relato mais difícil da minha vida”, revelando que sofreu um estupro, engravidou e entregou o bebê para adoção. A confissão foi feita após a notícia se espalhar com exposição da atriz. A história ganhou força após Antonia Fontenelle dizer em uma live que “uma atriz global de 21 anos teria engravidado e doado a criança para adoção”. Antes, Leo Dias havia falado sobre o assunto, sem citar nomes, em uma entrevista para o “The Noite com Danilo Gentili” (SBT). A defesa da atriz alega que o jornalista injuriou a artista durante a entrevista ao inferir “que Klara Castanho seria uma atriz ‘que vende uma imagem que todo mundo acha que é santinha’, que tem uma ‘história de trama’ e que o que ela fez é de ‘perder a fé na humanidade'”. Para a defesa de Klara, mesmo sem citar nomes, ele não teria deixado dúvidas de que se referia a ela. Os advogados alegam ainda que ele teria repassado as informações sobre a gravidez de Klara — vazadas do hospital — para Antonia Fontenelle e Dri Paz. Ambas fizeram vídeos comentando o assunto. “Ela não quis olhar para o rosto da criança”, afirmou Fonenelle, que classificou a história como “monstruosa” e crime. “Parir uma criança e não querer ver e mandar desovar para o acaso é crime, sim, só acha bonitinho essa história de adoção quem nunca foi em um abrigo, ademais quando se trata de uma criança negra. O nome disso é abandono de incapaz”, declarou. Dri Paz foi na mesma linha, publicando na rede social Kwai um vídeo “imputando” o crime de abandono de incapaz a atriz. Ela teria afirmado que a jovem pagou para “sumirem com a criança”, o que configura difamação e calúnia. “Essa menina tá alegando pra gente que ela foi vítima de abuso, que essa criança é vítima de um abuso (sic). Eu, eu não posso afirmar, essa parte eu não sei, tá gente? Porém, eu não acredito na história do abuso, gente. A história que chegou para mim primeiro foi que essa menina teve relações com um homem aí que é comprometido, casado, não sei. Uma figura pública também muito conhecida que jamais assumiria essa criança. Essa é a história que chegou pra mim”, disse a influencer. Em julho, a Justiça negou liminar de Klara Castanho contra Antonia Fontenelle. A atriz pedia a retirada das declarações feitas pela youtuber bolsonarista sobre ela, quando ela expôs a entrega para adoção do bebê fruto de estupro sofrido pela atriz. No documento, assinado pela juíza Flávia Viveiro de Castro, da 2ª Vara Cível da Barra, a magistrada retirou o segredo de Justiça do processo e entendeu que a determinação para retirar as declarações da Fontenelle seria “uma espécie de censura”. Apesar disso, esta ação prossegue na vara cível com pedido de indenização.
“Bebê do Nirvana” perde processo contra banda por capa do disco “Nevermind”
Spencer Elden, conhecido como “bebê do Nirvana”, perdeu seu segundo processo em Los Angeles, onde acusava a banda Nirvana de pornografia infantil por mostrá-lo pelado, ainda bebê, na capa do disco “Nevermind” de 1991. Ele já tinha perdido um processo, após um juiz rejeitar sua primeira ação por falhas processuais. E agora viu seu segundo caso ser arquivado por ser uma perda de tempo. Literalmente, ele perdeu muito tempo antes de dar entrada na queixa. Em decisão na sexta-feira (2/9), o juiz distrital Fernando Olguin disse que Elden esperou décadas para alegar que a banda o explorou sexualmente e mandou o arquivar o caso por prescrição do prazo legal para fazer a reclamação. Elden, que hoje tem 31 anos, apresentou sua denúncia no segundo semestre de 2021 argumentando que nem ele e nem seus pais autorizaram o uso de sua imagem, “e menos ainda para a exploração comercial de sua pessoa com imagens de pornografia infantil”. A famosa capa do disco do Nirvana retrata Elden debaixo d’água em uma piscina como sua genitália exposta, nadando em direção a um anzol com uma nota de dólar. A imagem é geralmente entendida como uma crítica ao capitalismo e jamais gerou outro entendimento, como deixam claras as ausências de protestos conservadores contra sua venda em lojas de discos. Fotos não sexualizadas de bebês nus não são consideradas pornografia infantil de acordo com a lei dos EUA. No entanto, Robert Y. Lewis, o advogado de Elden, acreditava que poderia vencer o processo graças a uma interpretação incomum da imagem. Ele argumentou que a foto ultrapassava os limites porque a inclusão de dinheiro num anzol faz com que o bebê pareça “um trabalhador do sexo”. Os alvos do processo incluíam os membros sobreviventes do Nirvana, Dave Grohl e Krist Novoselic, o primeiro baterista da banda Chad Channing (que saiu do Nirvana um ano antes de “Nevermind”), a viúva de Kurt Cobain, Courtney Love, Guy Oseary e Heather Parry, que são gerentes do espólio de Cobain, o fotógrafo Kirk Weddle, responsável pelo clique, o diretor de arte Robert Fisher e várias gravadoras existentes ou extintas que lançaram ou distribuíram o álbum nas últimas três décadas. Em sua defesa, os músicos alegaram falta de mérito. Os advogados demonstraram que, se a teoria de Elden fosse legítima, qualquer um que possuísse uma cópia do disco seria culpado por posse de pornografia infantil, por exemplo. Além disso, destacaram que, até recentemente, o jovem usufruía com prazer da notoriedade adquirida como o “bebê do Nirvana”. “Ele reencenou a fotografia muitas vezes; tatuou o título do álbum no peito; apareceu em um talk show vestindo um macacão cor nude e fez uma paródia de si mesmo; autografou cópias da capa do álbum para vender no eBay; e usou a fama para tentar se aproximar de mulheres”, diz o texto da resposta jurídica ao processo original.
Tiffany Haddish e Aries Spears são acusados de abuso de menores
Os comediantes Tiffany Haddish (“Depois da Festa”) e Aries Spears (“MADtv”) estão sendo processados sob acusações de abuso e aliciamento sexual de uma menina de 14 anos e do irmão dela, de sete anos. Segundo a acusação, Haddish se aproveitou da proximidade que tinha com a mãe das crianças para forçar os dois a filmarem esquetes sexualmente explícitas para os comediantes. A ação foi protocolada nessa sexta (2/9) na Corte Superior de Los Angeles e afirma que as duas vítimas – cujos nomes não foram divulgados – ficaram profundamente traumatizadas pelos incidentes ocorridos. Supostamente, os casos aconteceram em pelo menos duas ocasiões diferentes. O primeiro, envolvendo a adolescente, aconteceu em 2013, quando ela participou de um acampamento de comédia e Haddish foi uma oradora convidada. Lá, Haddish teria dito à adolescente que “tinha um papel perfeito para ela.” Haddish é descrita na ação como uma “amiga de longa data” da mãe das crianças, o que teria servido para estabelecer confiança e também teria facilitado o seu acesso às vítimas. Com o intuito de filmar esse “papel perfeito”, a comediante teria levado a garota para um estúdio, onde ela e Spears lhe mostraram um vídeo de “um homem mais velho e uma mulher em idade universitária” comendo um sanduíche enquanto “gemiam e faziam sons sexuais, de uma maneira que simulava o ato de felação”. Ao final do vídeo, Spears teria dito à vítima que “queria que ela imitasse o que ela tinha visto na tela, incluindo os ruídos, exatamente como os que ela ouviu no vídeo”. Diante da situação, a menina ficou nervosa e enojada, o que fez com que Haddish se aproximasse, sentasse ao seu lado e lhe explicasse em detalhes o que a garota deveria fazer no vídeo. A explicação, supostamente, também continha detalhes de “como fazer felação, incluindo movimentos, ruídos, gemidos e gemidos.” Apesar de ter ficado “fisicamente, emocionalmente e mentalmente desconfortável”, a menina fez o que a comediante pediu para que pudesse ir para casa. Haddish supostamente pagou a ela a quantia de US$ 100 pelo vídeo. O segundo caso teria acontecido em 2014, quando Haddish se propôs a organizar e filmar um conteúdo do menino de sete anos, para ajudá-lo a conseguir um papel no canal infantil Nickelodeon. Na ocasião, o menino estava acompanhado da irmã. Mas Haddish e Spears – que também estava presente – o levaram para outro cômodo e despiram a criança, que ficou só de cueca. Então, eles gravaram um suposto esquete de comédia, intitulado “Through a Pedophile’s Eyes” (Através dos Olhos de um Pedófilo), no qual Spears era visto cobiçando a criança e esfregando suas costas. Fotos dessa gravação supostamente foram incluídas na denúncia. O tal esquete “Through a Pedophile’s Eyes” (Através dos Olhos de um Pedófilo) foi produzido com o intuito de ser postado no site Funny or Die. Isso levou o portal de vídeos humor a emitir um comunicado ao site TMZ negando qualquer envolvimento com a produção do vídeo “absolutamente nojento”. Na sua declaração oficial, o Funny of Die afirma que “não esteve envolvido no conceito, no desenvolvimento, no financiamento ou na produção deste vídeo. Ele foi carregado no site como conteúdo gerado pelo usuário e foi removido em 2018, imediatamente após tomarmos conhecimento da sua existência.” O advogado de Haddish, Andrew Brettler, negou todas as acusações e disse que processo é uma tentativa de extorsão. “A mãe da demandante, Trizah Morris, vem tentando afirmar essas alegações falsas contra a Sra. Haddish há vários anos”, disse Brettler em comunicado. “Todos os advogados que inicialmente assumiram o caso dela – e houveram vários – desistiram do assunto quando perceberam que as reivindicações não tinham mérito e que a Sra. Haddish não seria abalada”, continuou, As vítimas estão processando Haddish e Spears por danos gerais, especiais e “qualquer dano legal apropriado”.
José Padilha processa produtor de “Narcos” por desviar milhões de dólares
O cineasta brasileiro José Padilha (“Tropa de Elite”) está processando o produtor e showrunner da série “Narcos”, Eric Newman. No processo aberto na sexta (26/8) na Corte Superior de Los Angeles, Padilha alega que o produtor está ocultando milhões de dólares gerados pela série que ele desenvolveu para a Netflix. O acordo de Padilha lhe dá direito a metade de toda a receita gerada pela atração, incluindo o dinheiro de auditorias e bônus dado pela empresa Gaumont Television. “Apesar de ter voluntariamente aceitado a confiança depositada nele pelos Autores, e em violação desta relação de confiança, Newman (tanto individualmente quanto em nome da sua produtora Spahn Ranch) fez com que os lucros de ‘Narcos’ fossem pagos única e diretamente aos Réus, sem fazer com que os Autores soubessem que essas receitas de ‘Narcos’ foram recebidas pelos réus”, afirma a queixa apresentada no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles. Em outras palavras, o produtor recebeu sozinho toda a renda de “Narcos” e não avisou para Padilha que havia recebido mais dinheiro (sendo que metade desse dinheiro seria de Padilha). Entretanto, o contrato dos dois prevê que “cada parte receba uma quantidade igual de Receitas Brutas em todos os momentos”. O argumento apresentado por Padilha é de que o contrato foi escrito de tal maneira que o valor pago a Newman pela Gaumont não é totalmente transparente. Segundo ele, Newman recebeu vários milhões em receitas que não foram relatadas. “Dado que eles eram sócios, os Autores confiaram que os Réus eram leais, e não negociavam em favor de si próprios, não tomavam qualquer ação que interferisse no direito dos Autores de receber sua parte de toda e qualquer receita, renda e produto da exploração da série, e prestariam as contas oportunas, precisas e completas de todas as receitas geradas e despesas incorridas na exploração da série”, afirma o processo. Padilha não é a única pessoa que entrou com processo pelos lucros de “Narcos”. A executiva Katie O’Connell Marsh processou a Gaumont em 2018 por quebra de contrato, afirmando que não recebeu a sua parte das receitas brutas geradas pelas séries “Narcos”, “Hannibal”, “Hemlock Grove” e “F Is for Family”. Um julgamento deve começar em dezembro. Lançada em 2015, “Narcos” teve um total de três temporadas e também rendeu um derivado, “Narcos: Mexico”.
“Inventando Anna” rende processo de difamação contra Netflix
A Netflix está envolvida em um processo de difamação por causa da sua minissérie “Inventando Anna”. O processo foi movido por Rachel Williams, que aparece como uma personagem na série, retratada como uma aproveitadora que traiu a melhor amiga em benefício próprio. Segundo Williams, a Netflix deturpou a sua representação. “Inventando Anna” foi criada por Shonda Rhimes (criadora de “Grey’s Anatomy”) e narra a história real da vigarista Anna Delvey (também conhecida como Anna Sorokin). Na série, a protagonista consegue se infiltrar na alta sociedade de Nova York afirmando ser uma herdeira alemã e comete fraudes milionárias como forma de financiar o seu estilo de vida. A atração se define da seguinte maneira: “Esta história é completamente verdadeira. Exceto pelas partes que são totalmente inventadas”. E, aparentemente, a personagem de Williams entrou na lista dessas invenções. Williams trabalhou como editora de fotos na revista Vanity Fair e publicou um artigo sobre o tempo que passou com Sorokin. Mas ela alega que sua representação na minissérie se difere da realidade. Alexander Rufus-Isaacs, advogado de Williams, aponta uma entrevista de Shonda Rhimes, na qual ela supostamente admite aquilo que o processo está afirmando. “Queríamos saber o que estávamos inventando”, disse Rhimes na entrevista. “Nós não queríamos inventar coisas só por inventar. Queríamos intencionalmente ficcionalizar momentos em vez de apenas acidentalmente ficcionalizá-los”. Em outra entrevista ao The Hollywood Reporter, Rhimes admitiu que “houve coisas que inventamos porque precisavam ser inventadas para fazer a história realmente engrenar e ser o que deveria ser.” A atriz Katie Lowes, que interpreta Williams na minissérie, também disse durante uma entrevista que sua personagem quer agradar as outras pessoas. “Ela é jovem, ingênua e teve uma vida privilegiada. Não acho que isso seja necessariamente verdade para a Rachel Williams da vida real; eu acho que isso é verdade para a personagem que Shonda escreveu e para o que Shonda precisava que a personagem fosse na série.” O advogado de Williams afirma que declarações como estas constituem uma admissão. Para ele, a Netflix sabia que as ações da personagem eram falsas, mas ainda assim optou por retratá-la como a vilã da história, inclusive usando o nome de Williams. Entretanto, o processo não cita nem Rhimes nem a produtora Shondaland. O alvo é a própria Netflix. “Esta ação vai mostrar que a Netflix tomou uma decisão deliberada para fins dramáticos ao mostrar Williams fazendo ou dizendo coisas na série que a retratam como uma pessoa gananciosa, esnobe, desleal, desonesta, covarde, manipuladora e oportunista”, afirma a queixa, apresentada no tribunal federal de Delaware. Na minissérie, Williams aceita os presentes e as viagens de Sorokin, mas trai a sua amiga, entregando-a às autoridades assim que descobre que ela mentiu sobre sua fortuna. Na ação, Williams cita momentos específicos da minissérie, como as cenas em que um advogado força a personagem baseada nela a admitir que Sorokin sempre pagava a conta quando as duas saíam juntas. A intenção dessa cena é mostrá-la como uma aproveitadora. Mas Williams afirma que, na verdade, ela pagou a conta várias vezes e em outras ocasiões as duas dividiram. Em outro momento, Williams é mostrada abandonando Sorokin no Marrocos depois que o cartão de crédito de Sorokin foi recusado em um resort de luxo. Segundo Williams, ela havia dito a Sorokin antes da viagem que ela teria que voltar numa data específica porque já tinha agendado uma viagem de trabalho para França. “Williams não deixou de ser amiga de Sorokin porque Sorokin estava tendo problemas no Marrocos, mas porque ela posteriormente descobriu em seu retorno a Nova York que Sorokin era uma mentirosa e uma vigarista cujas declarações e promessas falsas haviam induzido Williams a incorrer em passivos de cerca de US$ 62 mil em nome de Sorokin, e ela só a reembolsou em US$ 5 mil, apesar das inúmeras promessas de reembolsar seus US$ 70 mil para compensar a dívida total e quaisquer taxas atrasadas”, afirma o processo. Williams terá uma longa batalha pela frente, já que, para que um processo de difamação seja bem sucedido, é preciso comprovar que as declarações difamatórias foram feitas com real intenção de malícia. Ou seja, é preciso que haja o conhecimento prévio de que as alegações feitas são falsas e de que houve a intenção de prejudicar a pessoa retratada. “A Netflix usou propositalmente meu nome real e aspectos reais da minha vida para criar uma caracterização totalmente falsa e difamatória de mim”, disse Williams em entrevista ao site The Hollywood Reporter. “A verdade importa e retratar pessoas reais requer uma responsabilidade real. Estou entrando com este processo para responsabilizar a Netflix por sua imprudência deliberada.” O advogado de Williams vai ainda mais longe, afirmando que a motivação de Netflix deve-se, em parte, ao fato de Williams ter vendido os direitos da sua matéria escrita para a Vanity Fair e do seu livro ainda não publicado para a HBO. “A razão pela qual tivemos que entrar com esse processo é porque a Netflix usou o nome real de Rachel e detalhes biográficos, e a fez parecer uma pessoa horrível, o que ela não é. O dano devastador à reputação dela poderia ter sido evitado se a Netflix tivesse usado um nome fictício e detalhes diferentes. Por que eles não fizeram isso por ela, quando fizeram por tantos outros personagens da série? Talvez o motivo tenha sido que ela escolheu jogar no outro time, ou seja, HBO.” Assista abaixo ao trailer de “Inventando Anna”.
Fabrício Queiroz vai à polícia contra Fábio Porchat
A Polícia Civil do Rio pretende intimar o comediante Fábio Porchat a dar depoimento na próxima quarta-feira (24/8), após queixa de Fabrício Queiroz. O aliado de Bolsonaro, que é o principal nome ligado às acusações de “rachadinhas” da família, foi chamado de miliciano por Porchat durante participação num podcast. Em entrevista de julho ao Cara a Tapa, de Rica Perrone, Porchat fez duras críticas a Queiroz e até o acusou de supostos assassinatos. “É um miliciano, é um cara que matou gente, foi preso”, disparou o humorista, que ainda citou a investigação em que o ex-funcionário dos Bolsonaros foi apontado por ter feito um repasse de R$ 89 mil à conta da mulher do presidente da República, Michelle Bolsonaro. Queiroz foi assessor de Bolsonaro quando ele ainda era vereador do Rio de Janeiro, mas manteve vínculo com a família até recentemente. Como homem forte do gabinete de Flávio, virou alvo de uma investigação do Coaf no caso das rachadinhas. As acusações são de que comandava um esquema para obrigar os funcionários do gabinete a devolverem parte do salário ao filho do presidente. Nesta semana, ele foi à 32ª DP denunciar que teve a honra atingida por Porchat, ressaltando na queixa seu passado como policial militar. Um inquérito foi instaurado na delegacia para apurar o caso. Em suas redes sociais, Queiroz postou um vídeo sobre o assunto: “O registro está feito. Nós vamos nos encontrar nos corredores da justiça. Calúnia e injúria se combatem assim. Fake news é crime tipificado no Código Penal. Se você foi caluniado ou se sofreu injúria, faça o registro e a justiça toma conta do caso”. Horas após a polícia informar que tenta levar o humorista para um depoimento, o próprio Porchat se manifestou em suas redes sociais. Ele deu RT na notícia e, em tom de brincadeira, escreveu. “Achei o Queiroz”, se referindo ao período em que o atual candidato ficou foragido, após ter um mandado de prisão contra ele. O possível crime de Porchat, considerado de baixo potencial ofensivo, será julgado no 16º Juizado Especial Criminal de Jacarepaguá, onde deverá ser proposto, inicialmente, um acordo entre os envolvidos.
ONG de Brad Pitt terá que indenizar vítimas do furacão Katrina
A Make It Right Foundation, ONG fundada por Brad Pitt em 2007, foi condenada pela justiça americana a pagar uma indenização milionária para 109 vítimas do furacão Katrina. Na época do desastre natural, que destruiu a cidade de Nova Orleans, a organização fez grande propaganda da construção de casas ecologicamente sustentáveis de baixo custo para os desabrigados. Entretanto, desde então as vítimas reclamam de defeitos estruturais, goteiras, cupins e mofos nas construções, entre outros problemas. Os primeiros problemas com as casas começaram a aparecer em 2013, mas só foram levados à justiça pelos moradores em 2018, quando entraram com uma ação coletiva contra a organização. O acordo judicial, anunciado na última terça-feira (9/8), prevê o pagamento de US$ 25 mil para cada um dos moradores, o que dá cerca de US$ 20,5 milhões no total (mais de R$ 100 milhões em moeda nacional). O representante legal do grupo alegou que todo o dinheiro da indenização será revertido para a manutenção das residências. Brad Pitt e representantes de sua ONG não deram declarações sobre o acordo.
Leo Lins é condenado por ofensa à mãe de criança autista
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) condenou o humorista Leo Lins a pagar R$ 44 mil de indenização por danos morais a Adriana Cristina da Costa Gonzaga, mãe de um menino autista. A juíza Marcela Filus Coelho, da 1ª Vara do Juizado Especial Cível, entendeu que a “brincadeira” envolvendo a criança autista não se trata de um caso isolado na trajetória de Leo Lins. Recentemente, o comediante foi demitido do SBT, onde atuava no programa “The Noite” com Danilo Gentili, por conta da repercussão de piada sobre uma criança com hidrocefalia. “No caso, o réu ofendeu a autora e demonstrou desprezo por uma parte da sociedade, revelando (sem nenhuma justificativa) ser contra quem enfrenta algum tipo de enfermidade. Mais do que isso: com o seu comportamento, instiga outras pessoas agirem da mesma maneira, isto é, de modo deselegante e sem demonstração de conhecimento. Não se trata de caso isolado na vida do réu. Uma rápida busca na internet revela que ele é dado a agir contra quem é portador de enfermidades ou dificuldades”, diz um trecho do documento, divulgado pelo jornal O Globo. O humorista ainda não se posicionou sobre o caso, mas ainda cabe recurso à sentença. A ação foi movida em 2020, após a publicação de um vídeo no perfil de Aline Mineiro, namorada de Leo Lins. Na ocasião, a ex-“A Fazenda” disse: “Como em todas as festas, ele não fala nada, é um pouco autista.” Adriana Cristina enviou um pedido a Lins para que Aline não usasse o autismo de forma leviana. “Aconselhe sua namorada a se retratar. Autismo não é adjetivo”, ela escreveu. Longe de se sensibilizar, Lins respondeu com um texto obsceno. “Eu já tentei. Juro que falei pra ela responder todas as pessoas que estão indignadas como você. Aconselhei ela a mandar vocês enfiarem uma rola gigantesca no cu. Um pau bem veiúdo, mais vascularizado que seu cérebro (se bem que pra isso não precisa muito). A ideia era socar essa rola até a cabeça sair na boca, empalando o corpo. Depois remover a piroca (que aliás, estaria de máscara, pois não quero que pegue Covid), remover cuidadosamente, o que deixaria um buraco cilíndrico, ai jogaria milho para o corpo se tornar um abrigo de pombas brancas da paz. Essa foi minha sugestão, mas ela achou absurdo. Prometo que vou seguir tentando”, escreveu o humorista. Ele ainda zombou, acrescentando as hashtags #autismonãoéadjetivo, #autismonãoésujeito, #autismonãoéverbo e #autismonãoépredicado Apesar de reconhecer que, de fato, enviou a mensagem, Lins argumentou que ela seria direcionada para uma pessoa específica, não para a comunidade autista. Mas a juíza Marcela Filus Coelho entendeu que o comentário foi ofensivo: “Instado, então, pela autora a pedir a retratação da namorada, ao invés de refletir sobre o tema, reconhecer o erro e demonstrar que pode se sensibilizar por quem enfrenta dificuldade, o demandado se valeu de agressão verbal.” De acordo com a Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência nº 13.146/15, induzir ou incitar a discriminação de uma pessoa em razão de sua deficiência pode render de um a três anos de prisão. A sentença, porém, se restringiu à indenização por danos morais.
Gilberto Barros é condenado à prisão por homofobia
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou o apresentador Gilberto Barros a dois anos de prisão pelo crime de homofobia, em razão de um comentário feito no programa “Amigos do Leão”, exibido em seu canal do YouTube em setembro de 2020. Como o réu é primário e a pena inferior a quatro anos, a juíza Roberta Hallage Gondim Teixeira, que proferiu a sentença, substituiu a privação de liberdade por medidas restritivas de direito. De acordo com a sentença, revelada pela colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, o apresentador prestará serviço à comunidade pelo tempo da pena e deverá pagar cinco salários mínimos de multa, que serão revertidos na compra de cestas básicas para organizações sociais. Ainda cabe recurso. O comentário que levou à condenação foi feito em um programa sobre os 70 anos da TV brasileira. Na ocasião, Gilberto Barros disse que, quando trabalhava na Rádio Globo na década de 1980, tinha que presenciar “beijo de língua de dois bigodes” pois havia uma boate para o público LGBTQIAP+ em frente ao local. E concluiu: “Não tenho nada contra, mas eu também vomito. Eu sou gente, ainda mais vindo do interior. Hoje em dia, se quiser fazer na minha frente, faz. Apanha os dois, mas faz”. A defesa de Gilberto Barros confirmou a fala, mas disse que o apresentador se mostrou constrangido pela situação, “pois sempre usou sua arte ou ofício para melhorar o país”. Afirmaram também que, “pelo seu sangue italiano, ele costuma falar muito”, mas “jamais teve a intenção de incitar a violência”. Em sua decisão, a juíza afirma que houve agressividade nas palavras aplicadas, discriminação contra homossexuais – que despertariam “nojo” – e que a fala atingiu a comunidade LGBTQIAP+. “A manifestação verbal do acusado ajusta-se à prática e indução da discriminação e preconceito em razão da orientação sexual, não havendo falar-se em liberdade de expressão na medida em que esta não abarca o discurso de ódio”, diz a sentença magistrada. Gilberto Barros foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pelo jornalista William De Lucca, militante da causa LGBTQIAP+. O advogado Dimitri Sales, que representou De Lucca ao lado da também advogada Fernanda Nigro no processo, afirmou em nota que é uma decisão “importantíssima, por resguardar os direitos da população LGBT, rejeitando comentários e condutas que estimulam ódio e violência”. Ele diz que a condenação também reforça “a decisão do STF [Supremo Tribunal Federal], que elevou a vida desta população a bem jurídico fundamental quando reconheceu a prática de homofobia e transfobia como crimes”. O apresentador já havia sido condenado na esfera administrativa pela Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania de São Paulo.












