Amber Heard faz acordo com Johnny Depp para encerrar processo
A atriz Amber Heard (“Aquaman”) chegou num acordo em relação ao seu processo de difamação com o ex-marido e também ator Johnny Depp (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”). O anúncio foi feito pela própria Heard, por meio de um post no seu Instagram. Na postagem, Heard disse que a decisão foi resultado de “muita deliberação” e que agora ela tem uma “oportunidade de me emancipar de algo que tentei deixar há seis anos e em termos com os quais eu posso concordar”. “É importante para mim dizer que nunca escolhi isso. Defendi minha verdade e, ao fazê-lo, minha vida como a conhecia foi destruída”, contou ela. “A difamação que enfrentei nas redes sociais é uma versão ampliada das formas pelas quais as mulheres são revitimizadas quando se apresentam.” Heard também negou que o acordo signifique uma admissão de culpa da sua parte ou uma concessão, afirmando que “não há restrições ou gafes com relação à minha voz no futuro”. O anúncio aconteceu menos de um mês depois que Heard e sua nova equipe jurídica lançaram um recurso formal contra o veredicto de 1º de junho, em um tribunal da Virgínia. Após semanas de testemunhos, Depp recebeu US$ 10 milhões em danos compensatórios e US$ 5 milhões em danos punitivos. Antes de liberar o júri, a juíza Penny Azcarate reduziu o valor da indenização punitiva para US$ 350 mil, o máximo permitido no estado de Virgínia. O mais estranho foi que, apesar da derrota, os jurados também deram a Heard US$ 2 milhões em seu processo de difamação contra Depp. Isso abriu espaço para a apelação de Heard. Porém, para complicar as coisas, parte dos requisitos para a abertura do recurso era que Heard pagasse US$ 8,35 milhões com juros de 6% ao ano antes que ela pudesse seguir em frente com a ação. E fontes do site Deadline apontam que ela não tinha esse dinheiro. Não foram divulgados detalhes sobre o acordo, ou sobre como isso afetou o próprio recurso de Depp, aberto em em 3 de novembro, sobre sua pena de US$ 2 milhões. Fontes do Deadline apuraram que Heard supostamente fez um pagamento de US$ 1 milhão a Depp para encerrar a questão. O julgamento aconteceu porque Depp se sentiu difamado por uma artigo escrito por Heard no jornal The Washington Post, no qual ela afirmou ser vítima de violência doméstica, sem mencioná-lo. O ator alegou que isso prejudicou sua reputação. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Amber Heard (@amberheard)
Maíra Cardi é processada por serviço paisagístico não pago
A influenciadora digital Maíra Cardi está sendo processada por uma empresa de paisagismo da cidade de Florianópolis. De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo, a Maux Representações Ltda. cobra R$ 285 mil pelo serviço prestado em 2020 na casa da ex-BBB em Valinhos, região de São Paulo. Segundo informa a coluna, o acerto para realização do serviço se deu com a promessa de divulgação da empresa, por parte de Maíra, no reality show de nome “Adota Você”, que seria gravado na casa da influenciadora em seis meses. O reality foi ao ar somente neste ano, mas nenhuma menção foi feita da empresa de paisagismo e de seus respectivos fornecedores. Para piorar, a Maux diz que Maíra destratou seus funcionários, não pagou por hospedagens e passou a criticar o serviço oferecido. No processo, a Maux alega que, ao ser cobrada, a coach alimentar teria assumido uma postura agressiva e começado a humilhar a representante da empresa, dizendo que foi feito um ‘serviço de merd*’, que foram cobrados preços elevadíssimos e que sequer deveriam ser pagos. Entretanto, ela afirmou em postagens nas redes sociais ter adorado o resultado dos serviços.
Val Marchiori é processada por embolsar dinheiro e não cumprir contrato imobiliário
A socialite Val Marchiori teria sido processada após descumprir contratos de dois empreendimentos imobiliários. Segundo a colunista Fábia Oliveira, ela se tornou ré junto a empresa Casmar Marketplace Ltda, da qual é sócia-administradora. A ação está sendo movida por Z. Xiaoli Participações Eireli em referência a dois imóveis adquiridos em 15 de setembro de 2021. Os custos totais dos empreendimentos teriam sido de R$ 1,5 milhão. Até então, a Casmar Marketplace Ltda. havia se comprometido com a entrega de uma das propriedades no dia 31 de julho deste ano, o que não aconteceu. Por isso, a empresa declarou que o primeiro imóvel ficaria apenas para 31 de março de 2023. No entanto, a autora da ação afirmou que não recebeu informações sobre o andamento das obras, tampouco teve acesso aos documentos dos imóveis. Ela também declarou não ter conhecimento ao fluxo financeiro dos pagamentos que já havia realizado, que gira em torno de R$ 500 mil (valor referente a uma das propriedades). Antes de entrar na justiça, a Z. Xiaoli Participações Eireli teria tentado contornar a situação com reuniões presenciais com os envolvidos. A empresa também tentou buscar a devolução dos valores pagos, mas as tentativas não obtiveram sucesso. A autora pede que a socialite e a empresa Casmar façam a restituição do valor pago pelas propriedades com a devida correção monetária. Além disso, exige na justiça uma indenização por danos morais no valor de R$ 10 mil. Nesta semana, Val Marchiori ostentou na web seu mais “novo brinquedinho”: um Chevrolet Corvette conversível na cor laranja avaliado em R$ 1,6 milhão.
Manuela d’Ávila processa Record TV por fake news
A ex-deputada federal Manuela d’Ávila abriu uma ação judicial contra a Record TV após ter sido vítima de notícias falsas. Ela também processa a Igreja Universal do Reino de Deus pelo mesmo motivo. A ação foi revelada pelo Notícias da TV, que apurou como motivo uma reportagem exibida no programa “Entrelinhas”, que sugeriu que Manuela d’Avila deu apoio à um “projeto do Partido dos Trabalhadores” (PT) para a “legalização do incesto”. O assunto teria surgido quando Renato Cardoso, genro de Edir Macedo, convidou outros pastores para comentar as eleições presidenciais – que nem haviam começado, já que o programa foi ao ar no final de maio. Manuela D’Ávila apareceu na foto usada para ilustrar a notícia falsa. Essa fake news circula pelos grupos de WhatsApp desde meados de 2019. O assunto já foi desmentido por diversas vezes pelas agências de checagem, inclusive durante o período eleitoral deste ano. “Nós temos visto o uso da televisão para propagação de noticias falsas desde 2018. Essa noticia é falsa por si só. Eu nem tenho mandato mais como deputada e nem poderia apresentar um projeto”, ela declarou durante as eleições presidenciais de 2022. A ação da ex-deputada tramita no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS). Como indenização, Manuela pede que a igreja e a emissora se retratem publicamente, além de arcar com o pagamento de R$ 12 mil por danos morais.
José Padilha faz acordo e encerra processo por lucros de “Narcos”
O diretor brasileiro José Padilha entrou em acordo e encerrou o processo que movia contra o produtor Eric Newman, sob a alegação de ter sido passado para trás na divisão dos lucros da série “Narcos”, da Netflix. Segundo informações do The Hollywood Reporter, o caso foi resolvido fora dos tribunais e não irá mais à julgamento em dezembro, como estava sendo previsto. No entanto, os detalhes do acordo são confidenciais e não deverão vir à publico. No processo aberto em agosto na Corte Superior de Los Angeles, Padilha alegava que o produtor estava ocultando milhões de dólares gerados pela série que ele desenvolveu para a Netflix. O acordo de Padilha lhe daria direito a metade de toda a receita gerada pela atração, incluindo bônus oferecidos pela empresa Gaumont Television. “Apesar de ter voluntariamente aceitado a confiança depositada nele pelos Autores, e em violação desta relação de confiança, Newman (tanto individualmente quanto em nome da sua produtora Spahn Ranch) fez com que os lucros de ‘Narcos’ fossem pagos única e diretamente aos Réus, sem fazer com que os Autores soubessem que essas receitas de ‘Narcos’ foram recebidas pelos réus”, afirma a queixa apresentada no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles. Em outras palavras, o produtor recebeu sozinho toda a renda de “Narcos” e não avisou para Padilha que havia recebido dinheiro a mais (sendo que metade desse dinheiro seria do brasileiro), apesar do contrato entre eles prever que “cada parte recebesse uma quantidade igual de Receitas Brutas em todos os momentos”. Padilha não foi a única pessoa que entrou com processo pelos lucros de “Narcos”. A executiva Katie O’Connell Marsh processou a Gaumont em 2018 por quebra de contrato, afirmando que também não recebeu a sua parte das receitas brutas geradas por “Narcos”, e ainda das séries “Hannibal”, “Hemlock Grove” e “F Is for Family”. “Narcos” foi exibida por três temporadas no streaming da Netflix, centrada no traficante colombiano Pablo Escobar, interpretado pelo ator Wagner Moura. Após este período, a série ganhou um derivado, “Narcos: México”, que durou mais três temporadas.
Centro Dom Bosco perde mais um processo contra Porta dos Fundos
Colecionando derrotas em processos contra o grupo Porta dos Fundos, o Centro Dom Bosco de Fé e Cultura perdeu mais um nessa semana. A 30ª Vara Cível do Rio extinguiu a ação que pedia a retirada do ar do vídeo “Corpo de Cristo”, produzido pelo Porta Fundos em 2018. A Justiça concluiu que a entidade de tendência ultraconservadora, que acusava a produção de “achincalhar com a fé católica”, não era parte legítima para propor ação individual em nome de seus associados. A sentença destaca que “a liberdade de culto e de religião, a fé, a crença e o sentimento religioso são direitos e atributos vinculados exclusivamente às pessoas naturais, que são o público-alvo das religiões”. E que cumpria à entidade ter distribuído ação coletiva, indicando, através de lista, os associados representados, o que não foi feito. Exibido originalmente no feriado religioso de Corpus Christi de 2018, o vídeo na verdade usa o contexto da data para fazer uma crítica jocosa à “cultura fitness”, que leva as pessoas a restrições alimentares desmedidas como forma de emagrecimento. O esquete traz Evelyn Castro questionando um padre se a hóstia tem glúten. Veja abaixo. O Centro Dom Bosco possui um longo histórico de processos perdidos para o Porta dos Fundos. Todo o especial de Natal do grupo rende uma ação da associação religiosa na justiça comum. Mas como os casos tratam de liberdade artística e de expressão, nas raras vezes em que a associação vence, as sentenças são sempre revertidas no STF. Em uma decisão de 2019, o ministro relator Gilmar Mendes sugeriu aos religiosos ofendidos simplesmente não assistirem ao conteúdo. A repetição de ações já chamou atenção na Justiça e levou a 11ª Vara Cível de São Paulo a multar o grupo religioso no mês passado. O Dom Bosco foi condenado a pagar R$ 10 mil por conduta de má-fé ao abrir processo contra a animação “Te Prego Lá Fora”, especial de Natal do Porta dos Fundos levado ao ar no final de 2021 pela plataforma de streaming Paramount+. A ação, que pedia a censura da produção por supostamente “atacar a fé católica”, foi julgada improcedente. Além de considerar falta de motivo para pedir censura, a Justiça considerou que a associação agiu de má-fé ao processar as empresas responsáveis pela divulgação do especial, após ter acionado judicialmente o Porta dos Fundos por diversas vezes em função de produções anteriores. “O conteúdo do especial, repisa-se, não se trata de discurso de ódio, mas, de uma sátira, por mais questionável que seja a qualidade da produção”, citou a decisão. Confira o esquete que ocasionou a derrota mais recente dos ultraconservadores.
José de Abreu diz que radicalismo de Cassia Kis é “deficiência psíquica”
O ator José de Abreu voltou a comentar sobre sua relação estremecida com Cassia Kis, após a colega da Globo fazer declarações homofóbicas e passar a frequentar manifestações antidemocráticas. Em uma live promovida pelo canal MyNews nesta sexta (18/11) no YouTube, Abreu afirmou que a intérprete de Cidália em “Travessia” sofre de transtornos “psíquicos” e que se recusa a tomar a medicação. Isto explicaria sua radicalização e a postura que vem adotando na vida pessoal. Relacionadas “Ela tem uma petulância que me parece ser algo psíquico, como se a maneira que ela pensasse fosse a correta. Essa certeza dela revela uma certa deficiência psíquica – o ser humano é feito de dúvidas”, analisou o ator da novela “Mar do Sertão”. “Ela tem uma deficiência, e o terapeuta medicou, mas ela parou com os remédios”, acrescentou. “É complicada a situação da Cassia, ela nunca foi uma pessoa fácil. Nunca fomos amigos, mas eu estive na casa dela”. Vale lembrar que Cassia Kis realmente anunciou em 2009 que sofria de transtorno bipolar. No entanto, alguns anos mais tarde, em 2016, ela voltou atrás e contou que deixara de se medicar porque o diagnóstico médico havia sido equivocado. Abreu revelou ainda que bloqueou Cássia nas redes sociais. “Senti que ela começou a provocar, mandar mensagens agressivas, uma coisa que passou do bolsonarismo. Eu bloqueei, e soube por amigos que estava impossível de conversar com ela.” No início da semana, o ator entrou com processos contra a atriz por conta das falas homofóbicas proferidas no final de outubro numa live da jornalista Leda Nagle. Por meio da advogada Luanda Pires, especialista em Direito Antidiscriminatório, Abreu entrou com uma notícia-crime no Ministério Público Federal e ingressou na Secretária de Justiça de São Paulo, acusando a atriz de cometer o crime de LGBTfobia. Ele também protocolou uma ação cível coletiva, pleiteando uma indenização a ser revertida em favor da comunicade LGBTQIAP+. A ação é movida em conjunto com a psicóloga Paula Dalaio e instituições como Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos) e o Grupo de Advogados Pela Diversidade Sexual e de Gênero. Os processos são motivados por falas que atacam as relações homossexuais e a “ideologia de gênero” (definição bolsonarista para a sexualidade humana) por destruírem as famílias e a “vida humana”. “Não existe mais o homem e a mulher, mas a mulher com mulher e homem com homem, essa ideologia de gênero que já está nas escolas”, disse a atriz. “Eu recebo as imagens de crianças de 6, 7 anos se beijando, duas meninas se beijando, onde há um espaço chamado beijódromo”, ela disse na live de Leda Nagle, no melhor estilo “kit gay” (famosa fake news bolsonarista da eleição presidencial passada). Segundo Cássia, quando há uma relação entre duas pessoas de sexo igual há uma “destruição à vida humana”. “O que está por trás disso? Destruir a família. Destruir a vida humana, na verdade, porque onde eu saiba homem com homem não dá filho, mulher com mulher também não dá filho. Como a gente vai fazer?”, questionou. Ela também criticou a adoção de crianças por casais homossexuais, porque elas são geradas apenas pelo “útero de uma mulher”. José de Abreu tem uma filha transexual, Bia.
Maíra Cardi é condenada a pagar R$ 50 mil por difamar médico
A ex-BBB Maíra Cardi terá que pagar uma indenização de R$ 50 mil por danos morais ao nutrólogo Bruno Cosme. A decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, na esfera cível. O processo foi consequência de ofensas de Cardi em abril de 2021, quando o médico criticou a influenciadora por divulgar um jejum intermitente de sete dias, chamando a publicação de “irresponsabilidade” e “desserviço”. Na época, Maíra rebateu as críticas usando as expressões “Bruno de merda”, “doutor de merda”, “jovem de merda” e “senhor rato”, além de sugerir que o profissional “não estuda cacete nenhum”. No julgamento do caso, o magistrado entendeu que a influenciadora ultrapassou os limites da liberdade de expressão. “Se a demandada sentiu que teve a sua honra abalada, caberia a esta buscar o Poder Judiciário a fim de tutelar o seu direito; não lhe sendo lícito utilizar-se de sua página em uma rede social, com amplo alcance, para disseminar ofensas graves à pessoa do autor.” Em outubro deste ano, a influenciadora fitness já tinha sido condenada na esfera criminal pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por difamação ao nutrólogo. A sentença da juíza Fernanda Augusta Jacó Monteiro foi de 9 meses de detenção e 30 dias-multa, convertida em pagamento de R$ 24.240 em favor de Cosme. Com o pagamento, Maíra cumprirá a pena em liberdade. O médico comemorou a segunda sentença em seu perfil do Instagram, afirmando que “a justiça se fez mais uma vez”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por NUTRÓLOGO Crm 7426PB/146781SP (@drbrunocosme)
Xuxa vai doar indenização de Sikêra Jr. à assistência de crianças
Xuxa Meneghel revelou nesta quinta (17/11) em suas redes sociais que doará toda a indenização que vier a receber do apresentador Sikêra Jr. e da RedeTV! por danos morais. Sikêra Jr. e a emissora foram condenados em segunda instância pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a pagar R$ 50 mil à empresária e apresentadora, numa redução do valor fixado anteriormente, de R$ 300 mil. Mas ainda cabe recurso à decisão. “A segunda instância do TJSP confirmou a condenação do apresentador Sikêra Jr. e RedeTV! à indenização por danos morais por ofensa a Xuxa em seu programa de TV. O valor será repassado às instituições ligadas à assistência de crianças e adolescentes. ‘Bora’ fazer o bem que o resto vem!”, escreveu a apresentadora na publicação. Xuxa processou Sikêra Jr. após polemizar com o apresentador. Em outubro de 2020, ele exibiu na TV imagens de um homem que se relacionava sexualmente com uma égua. O apresentador ainda “reproduziu” a cena de zoofilia ao brincar com funcionários no estúdio do programa “Alerta Nacional”. Ela protestou nas redes sociais com um vídeo em que a ativista Luísa Mell demonstrava indignação com a atitude do apresentador. A “rainha dos baixinhos” ainda acrescentou um “emoji” de vômito. Revoltado, Sikêra decidiu atacar Xuxa em seu programa de televisão. Ele criticou Xuxa por lançar um livro para crianças que incluía temática LGBTQIAP+ — “Maya”, que conta a história de uma menina que tem duas mães – e ainda a associou à pedofilia, ao dizer que Xuxa apareceu nua ao lado de um menor no filme “Amor, Estranho Amor” (1982). “A que se diz rainha vai lançar um livro LGBT para criança… A mesma que fez um filme com uma criança, ela (estava) nua com uma criança de 12 anos. Ex-rainha, eu quero dizer para você que pedofilia é crime e não prescreve… Tua filha falando que ofereceu maconha para ti, isso é uma coisa que se diga? Todo mundo preocupado com o rabo do cavalo, apologia a droga também é crime”, disse o apresentador ao vivo no “Alerta Nacional”. Xuxa processou Sikêra e o canal que exibiu a difamação e venceu. E não só ela. Junno Andrade, companheiro da apresentadora, também foi envolvido na discussão e chamado de “jugolô” por Sikêra Jr. Com isso, o apresentador e a emissora ainda foram condenados a pagar uma indenização de R$ 10 mil por danos morais ao cantor, valor que será acrescido de juros e correção monetária.
Filha de Johnny Depp diz que nunca vai comentar processo de Amber Heard
A atriz Lily-Rose Depp disse que não comenta nem pretende comentar o processo aberto por seu pai, Johnny Depp, contra a ex-esposa dele, Amber Heard. O julgamento virou sensação midiática neste ano ao ser transmitido na íntegra pela internet. Ela foi questionada sobre o assunto pela revista Elle e deu sua justificativa. “Quando é algo que é tão privado e tão pessoal e se torna algo não tão pessoal… Eu me senti no direito de ter meu próprio jardim de pensamentos”, disse ela. Vale lembrar que, durante o julgamento, Amber citou que a ex-enteada era testemunha de uma agressão que ela sofreu de Johnny Depp, durante um passeio de iate com a família. Foi em março de 2013, quando a estrela de “Aquaman” deixou o barco com a ajuda de Lily-Rose, envergonhada por ter sido agredida e pelas acusações do ex-marido de que ela o havia humilhado na frente de seus filhos. A jovem elaborou um pouco mais sua decisão de se afastar dessa polêmica. “Acho que não estou aqui para falar por ninguém, e acho que por muito tempo da minha carreira as pessoas queriam me definir pelos homens da minha vida, fossem meus namorados ou membros da minha família, o que seja. Estou realmente pronta para ser definida pelo que eu coloco para o público”, acrescentou. A estrela da vindoura série “The Idol”, da HBO, também reclamou do tratamento que costuma receber na mídia como “filha de Johnny Depp”. “É estranho pra mim reduzir uma pessoa à ideia de que ela só está onde está por um fator geracional. Não faz o menor sentido pra mim”, reclamou. “A internet se preocupa muito mais com quem é da sua família do que as pessoas que te colocam no elenco de uma produção. Talvez você tenha um pé na porta, mas é apenas o pé na porta. Existe muito trabalho que vem depois disso”, completou. Além de “The Idol”, que ainda não ganhou previsão de estreia, Lily-Rose Depp será vista em breve no remake do terror clássico “Nosferatu”, dirigido por Roger Eggers (“O Homem do Norte”), e no drama “The Governesses”, ao lado da revelação sul-coreana Hoyeon (“Round 6”).
José de Abreu processa Cassia Kis por LBTQfobia
O ator José Abreu resolveu processar a colega Cassia Kis na Justiça por conta de falas homofóbicas proferidas numa live da jornalista Leda Nagle no final de outubro. Por meio da advogada Luanda Pires, especialista em Direito Antidiscriminatório, ele entrou com uma notícia-crime no Ministério Público Federal e ingressou na Secretária de Justiça de São Paulo, acusando a atriz de cometer o crime de LGBTfobia. Ele também protocolou uma ação cível coletiva, pleiteando uma indenização a ser revertida em favor da comunicade LGBTQIAP+. A ação é movida em conjunto com a psicóloga Paula Dalaio e instituições como Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos) e o Grupo de Advogados Pela Diversidade Sexual e de Gênero. “Trabalho em um ambiente onde a grande maioria é gay, lésbica, enfim, LGBT. Aí vem a Cassia Kis com mais de 40 anos de carreira e fala isso! As pessoas ficaram espantadas, porque não esperavam isso de uma colega. A Globo, inclusive, vem trabalhando com inserção contra todos os tipos de preconceito, abrangendo o seu quadro”, desabafou o ator ao site Heloísa Tolipan. Atualmente no ar na novela “Mar do Sertão”, o ator lembra que já trabalhou com Cassia em diversas ocasiões. “No ‘Porto dos Milagres’ a relação foi muito difícil, não só comigo, mas com todo mundo. A impressão que a gente tinha é que ela criava um ambiente de ódio contra ela, que era a maneira dela aparecer”, lembra. José de Abreu tem uma filha transexual, Bia. As falas de Cassia Kis já renderam vários outros processos, abertos pelo deputado estadual de São Paulo Agripino Magalhães, o produtor cultural Heitor Werneck, a advogada Márcia Verçosa de Sá Mercury (filha da cantora Daniela Mercury e da empresária Malu Verçosa) e o Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, liderado por Claudio Nascimento. Os processos são motivados por falas que atacam as relações homossexuais e a “ideologia de gênero” (definição bolsonarista para a sexualidade humana) por destruírem as famílias e a “vida humana”. “Não existe mais o homem e a mulher, mas a mulher com mulher e homem com homem, essa ideologia de gênero que já está nas escolas”, disse a atriz. “Eu recebo as imagens de crianças de 6, 7 anos se beijando, duas meninas se beijando, onde há um espaço chamado beijódromo”, ela disse na live de Leda Nagle, no melhor estilo “kit gay” (famosa fake news bolsonarista da eleição presidencial passada). Segundo Cássia, quando há uma relação entre duas pessoas de sexo igual há uma “destruição à vida humana”. “O que está por trás disso? Destruir a família. Destruir a vida humana, na verdade, porque onde eu saiba homem com homem não dá filho, mulher com mulher também não dá filho. Como a gente vai fazer?”, questionou. Ela também criticou a adoção de crianças por casais homossexuais, porque elas são geradas apenas pelo “útero de uma mulher”.
Autor de “Gomorra” é processado pela Primeira-Ministra da Itália
O escritor e roteirista italiano Roberto Saviano (“Gomorra”) foi processado por difamação pela primeira-ministra de extrema-direita da Itália, Giorgia Meloni. O julgamento de Saviano começa nesta terça (15/11) em Roma. Meloni está processando Saviano por comentários que ele fez no programa de atualidades “Piazza Pulita”, em dezembro de 2020, durante uma discussão sobre a questão dos imigrantes. Falando sobre os africanos que chegavam às costas italianas em pequenos barcos ou como resgatados de naufrágios no mar, Saviano se referiu a Meloni como uma “bastarda” por sua postura linha-dura e anti-imigrante. Na época dos comentários de Saviano em 2020, a imagem de uma criança de seis meses, que morreu afogada depois que o bote onde ela viajava virou, tinha causado comoção na Itália. A criança estava entre seis pessoas que morreram naquela noite. No mesmo ano, o número total de pessoas que morreram tentando cruzar o Mediterrâneo superou as 1800 vítimas. No período que antecedeu a tragédia, Meloni e o líder do partido nacionalista Lega, Matteo Salvini criticaram os navios que patrulhavam o Mediterrâneo para resgatar pessoas em perigo de vida no mar, referindo-se a estes navios como ‘táxis migrantes’ e dizendo que deveriam ser sequestrados e afundados. Ou seja, que as pessoas deveriam morrer afogadas sem a ajuda de salvadores benevolentes. Falando sobre a criança morta e sua mãe, Saviano desabafou: “Você se lembra de toda aquela bobagem que foi dita sobre as ONGs, sobre elas serem ‘táxis marítimos’, ‘cruzeiros’. Tudo o que vem à mente são bastardos. Para Meloni, para Salvini, bastardos, como vocês puderam? Como foi possível descrever toda essa dor assim?” Saviano não voltou atrás nos seus comentários e continuou a fazer duras críticas a Meloni e a seu novo governo, condenando recentemente suas políticas de imigração, e a promulgação de uma lei que coloca em vigor sentenças de prisão de até seis anos para organizadores de raves ilegais. O juiz encarregado do processo decidiu que o “epíteto bastardo” havia ido “além dos direitos da crítica política”, e por isso colocou o caso em julgamento. O julgamento é visto como um teste para a liberdade de expressão italiana e o uso crescente de acusações de difamação por parte do governo como uma forma de censurar a imprensa. Em uma entrevista recente à Radio Capital, de Roma, Saviano revelou que Salvino e o novo ministro da Cultura, Gennaro Sangiuliano, também apresentaram queixas de difamação contra ele. Ele sugeriu que eles estavam mirando nele para alertar outros jornalistas que queriam criticar membros de seu governo e seus partidos de coalizão. “Eram todas queixas por difamação, relacionadas a mim expressando minhas críticas muito duras a eles. Eles estão me batendo para passar a mensagem aos meus colegas e, acima de tudo, para manipular, para fazer parecer que uma crítica dura e feroz a um político pode ser tomada no mesmo contexto de um comentário que você faz a um cidadão comum”, disse ele. “Há outro mecanismo oculto em jogo aqui, que é: ‘se você me critica, está indo contra a própria democracia porque é o voto que me permite fazer o que faço. Então, seu comportamento é ilegítimo’. Isso é muito perigoso porque a democracia não se baseia exclusivamente no voto, que é um segmento fundamental e fundador da democracia, mas se baseia sobretudo no respeito à crítica”, continuou ele. A associação de escritores Pen International publicou uma carta aberta online e no jornal italiano La Stampa pedindo que Meloni retire as acusações. “Como primeira-ministra da Itália, prosseguir com seu caso contra ele enviaria uma mensagem assustadora a todos os jornalistas e escritores do país, que podem não se atrever a falar por medo de represálias”, escreveu o presidente da Pen International, Burhan Sonmez. “Saviano não está sozinho. Estamos com ele e continuaremos a fazer campanha até que todas as acusações criminais de difamação contra ele sejam retiradas e seu direito de expressar pacificamente suas opiniões seja protegido de uma vez por todas”, completou ele. Saviano é conhecido internacionalmente por seu trabalho investigativo exposto no livro “Gomorra” (2006), que narrou a história da organização criminosa italiana Camorra. O livro causou a ira dos chefes do crime e gerou inúmeras ameaças de morte contra o autor, que precisou de proteção policial. A obra foi adaptada para o cinema em 2008, com roteiro escrito pelo próprio Saviano e direção do cineasta Matteo Garrone. O filme venceu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes. O livro ainda deu origem à série “Gomorra”, criada por Saviano e que durou seis temporadas.
Warren Beatty é processado por suposta vítima de abuso de menor
Uma mulher chamada Kristina Hirsch está processando o veterano ator Warren Beatty por coagi-la a fazer sexo em 1973, quando ela era menor de idade. A ação foi protocolada no Tribunal Superior de Los Angeles na segunda-feira (7/11) e não identifica Beatty diretamente, descrevendo o agressor como um “renomado e conhecido ator e produtor” que foi indicado ao Oscar em 1967 por seu papel como Clyde em “Bonnie e Clyde: Uma Rajada de Balas”. A ação foi submetida sob uma lei da Califórnia de 2019, que abriu uma janela de três anos para que pessoas apresentarem queixas antigas de abuso sexual infantil que, de outra forma, seriam barradas devido à prescrição. Hirsch diz que Beatty iniciou contato com ela no set de um filme quando ele tinha 35 anos e ela 14 anos, de acordo com o processo. Ele lhe deu “atenção indevida”, além de seu número de telefone, e a instruiu a ligar quando estivesse perto de um hotel em que ele morava na época. “A autora ficou emocionada com a atenção e o convite do réu”, diz a denúncia. “A Autora adolescente fez como a estrela de cinema a instruiu e chamou o réu logo após seu primeiro encontro.” O processo alega que Beatty levou Hirsch com ele em passeios de carro, se ofereceu para ajudá-la com a lição de casa e falou com ela sobre “perder a virgindade”. Ao longo de 1973, Hirsch diz que Beatty a coagiu a fazer sexo em várias ocasiões. O relacionamento deles continuou até o final do ano. “Devido à estatura do réu, posição de autoridade, preparação predatória e manipulação da autora, bem como a pouca idade da autora, a autora ficou inicialmente emocionada que o réu estivesse interessado nela e acreditou que estivesse envolvida em um relacionamento romântico com uma estrela de cinema”, afirma a denúncia. O processo diz que ela sofreu sofrimento físico, psicológico e emocional como resultado do trauma associado à agressão sexual na infância. A acusação alega que houve agressão sexual, sexo forçado e sexo com uma menor.










