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    Redes sociais são postas em cheque após atos terroristas de Brasília

    9 de janeiro de 2023 /

    Os ataques terroristas que ocorreram em Brasília no domingo (8/1) foram realizados com suporte das redes sociais. A convocação do atentado foi feita através do WhatsApp, Telegram, TikTok, Twitter, Instagram, YouTube e Facebook. Diante disso, a Meta, dona do Facebook, Whatsapp e Instagram, afirmou nesta segunda-feira (9/1) ter decidido remover todo “conteúdo que apoia ou elogia as ações [bolsonaristas/criminosas]”. “Estamos acompanhando ativamente a situação e continuaremos removendo conteúdo que viole nossas políticas”, declarou a empresa em comunicado oficial. Mas é por prever esse tipo de reação que os usuários de extrema-direita optam por serviços sem sede no Brasil. A maior parte de ação de domingo foi planejada em grupos do Telegram, que definiram datas, horários e rotas para a chegada das caravanas para o ataque. Num dos prints vazados, um financiador chegou a dizer que precisavam de “2 milhões de pessoas em Brasília”. O TikTok é outro recurso visado e já virou foco de denúncias de supostas fraudes eleitorais, que não aconteceram em nenhuma das votações brasileiras. Pesquisas pelo termo “bolsonaro” levam a vídeos negacionistas. No YouTube, canais que divulgam alegações de fraude eleitoral receberam dezenas de milhões de visualizações antes de domingo. A empresa do grupo Alphabet (Google) prefere manter o conteúdo, mas desmonetizar seus propagadores, evitando que lucrem com golpismo. Até o canal da Jovem Pan foi demonetizado. Usando livremente as redes sociais, influenciadores que negam os resultados das eleições presidenciais do país usaram uma frase específica para convocar “patriotas” para o vandalismo, convidando-os para a “Festa da Selma” – ajustando a palavra “selva”, um termo militar para grito de guerra, na esperança de evitar a detecção das autoridades brasileiras. O extremismo nas redes é tão brutal que, no Telegram, um vídeo pedindo que patriotas assassinassem os filhos de esquerdistas do país chegou a viralizar. Os casos estão fazendo os próprios algoritmos das redes serem questionados. Visando aumentar engajamento, eles privilegiam assuntos polêmicos e seguem direcionando os usuários para grupos que questionam a integridade das eleições e pedem golpe militar. A Meta, aparentemente, está ciente do problema. “Antes da eleição, nós entendemos o Brasil como um local de alto risco temporário e estivemos removendo os conteúdos que incentivam o uso de armas ou a invasão ao Congresso, ao Palácio presidencial e outros prédios federais”, declarou a plataforma. O Twitter, porém, vai na direção oposta. Elon Musk, seu novo proprietário, chegou a dizer que foi sensibilizado por extremistas a acreditar que “o pessoal do Twitter tenha dado preferência a candidatos de esquerda”. Para piorar, o jornal americano Washington Post apurou que ele demitiu, após os atos terroristas de domingo, os poucos responsáveis pela moderação de conteúdo da rede social no Brasil. A revista Exame confirmou pelo menos 10 demissões nesta segunda (9/1). Reflexo dessas atitudes, os negacionistas das eleições brasileiras tem aumentado seu número de seguidores no Twitter, de acordo com uma análise do Rest Of World, uma organização jornalística sem fins lucrativos. Apesar disso, a Justiça segue derrubando perfis na plataforma, denunciados por difundirem teorias conspiratórias e fomentarem o golpismo no país. Nesta segunda (9/1), os extremistas começaram a tentar emplacar uma contranarrativa com a ajuda das redes, que culpa o governo Lula e petistas por se infiltrarem nas “manifestações pacíficas” e causarem a destruição vista no domingo, visando virar o país contra os apoiadores de Bolsonaro. O Washington Post viu paralelos nessa iniciativa com a insurreição de 6 de janeiro de 2021 nos EUA, “quando muitos apoiadores de Trump culparam ativistas de esquerda pela violência”. A diferença no Brasil é que os terroristas se filmaram cometendo os atos de barbárie e publicaram em suas redes sociais, demonstrando claramente o que fizeram. Um desses autoproclamados “patriotas”, inclusive, defecou num dos símbolos da Pátria. Por outro lado, Jiore Craig, que dirige pesquisas eleitorais para o Institute for Strategic Dialogue, um think tank com sede em Londres que rastreia a desinformação online, acredita que o Brasil enfrenta um problema de disseminação epidêmica de fake news. “Elas não se concentram num lugar específico como nos EUA”, disse Craig para a Bloomberg, lembrando o uso do Facebook para sabotar Hilary Clinton, e do Twitter para espalhar hashtags em inglês como #StopTheSteal. “Grande parte da atividade é multiplataforma”, ele explicou, citando que grupos de Whatsapp e Telegram incluem vídeos do YouTube e do TikTok. “Em um lugar, você pode ver a narrativa e no outro você amplifica a narrativa. Derrubar um não derruba o outro.”

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    Bernardo Küster tem redes sociais bloqueadas após decisão do STF

    9 de janeiro de 2023 /

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de 17 perfis bolsonaristas após os ataques de vândalos em Brasília. O youtuber Bernardo Küster, ex-comentarista da Jovem Pan, foi um dos que tiveram suas contas derrubadas no Facebook e no Twitter. Na madrugada desta segunda-feira (9/1), o ministro declarou que os canais de comunicação estariam sendo acusados de instigar os atos golpistas. Portanto, Moraes expediu um ofício ao Facebook, ao TikTok e ao Twitter para que em duas horas fizessem a exclusão das contas apontadas, sob pena de multa diária de cem mil reais. Além disso, o ministro declarou que as redes sociais deverão fornecer os dados cadastrais das contas ao STF e preservar os conteúdos bolsonarista na íntegra. Embora a decisão de romper com a rede social de Küster tenha sido acatada pelo Twitter, Bernardo segue com um perfil secundário ativo na plataforma. Ele também possui uma conta no Youtube com cerca de 964 mil inscritos. Na conta alternativa, Bernardo Küster afirma que “a maior repressão do país” está por vir, junto com uma “ditadura avassaladora e cruel”. O youtuber também exalta frases do falecido Olavo de Carvalho. Outro perfil bloqueado foi o do candidato Fabrizio Cisneros, que tentou disputar uma vaga de deputado estadual no Mato Grosso. Ele apareceu encapuzado e fez diversas transmissões ao vivo durante a invasão no plenário do STF. “Estou com os pés calejados, cheio de bolha. Mas, é isso aí: Consciência limpa, consciência tranquila. Vou dormir tranquilo sabendo que eu dei o máximo de mim”, declarou. Bernardo Kuster teve conta retida no Twitter. Pra mim essa galera tinha que ser suspensa de todo canto, o youtube desse desgraçado é gigante. E sobre o Monark, apesar de tudo, tem gente sendo explicitamente mais golpista que ele, mas bem que poderia ir nessa leva… pic.twitter.com/CYVu293PXI — OITODOIS*org (@oitodois) January 9, 2023 A partir de agora veremos a maior repressão deste país. A esquerda conseguiu o que queria e as forças de segurança, que espancaram o povo na pandemia, irão reprimir como nunca o povo em Brasília. Não esperem nada menos que uma ditadura avassaladora e cruel. Acabou. — Bernardo P Küster LIVRE (@bernardokuster2) January 8, 2023

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    Tutinha renuncia presidência do grupo Jovem Pan

    9 de janeiro de 2023 /

    O empresário Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, conhecido como “Tutinha”, renunciou ao cargo de presidente da Jovem Pan nesta segunda-feira (9/1). Ele estava à frente da emissora há 10 anos. A direção de Jornalismo do grupo afirmou que o novo presidente será Roberto Araújo, que é CEO do grupo e atual presidente da Rádio Jovem Pan. Apesar disso, a empresa não confirmou institucionalmente a saída de Tutinha, que segue no conselho executivo como o maior acionista da empresa. Diante da guinada radical à direita no jornalismo do grupo, o ex-presidente tenta salvar a empresa do colapso. Nos últimos meses, a JP perdeu as principais fontes de renda, que eram o apoio financeiro de Bolsonaro e a monetização dos canais no YouTube. Vale considerar também que a emissora está perdendo patrocinadores graças a movimentação intensa do Sleeping Giants Brasil. Ao todo, mais de 16 empresas e marcas já abriram mão de seus anúncios na Jovem Pan desde 2022. Tutinha abandonou seu posto após a Jovem Pan News ser acusada de fomentar e minimizar a gravidade dos atos terroristas, que aconteceram no domingo (8/1) nos prédios dos Três Poderes, em Brasília. Durante a cobertura do atentado, o canal escalou um de seus comentaristas mais radicais, Paulo Figueiredo, para comentar as ações terroristas. E ele chegou a declarar de que as invasões eram resultado de um descontentamento com o sistema eleitoral brasileiro e com ações do ministro Alexandre de Moraes. Na sequência, milhares de pessoas enviaram denúncias contra a Jovem Pan ao Ministério da Justiça e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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    Âncora da CNN Brasil viraliza ao impedir bolsonarista de defender atos terroristas

    9 de janeiro de 2023 /

    A jornalista Daniela Lima, da CNN Brasil, viralizou no domingo (8/1) ao interromper um bolsonarista que tentou defender os atos terroristas em Brasília. Responsável pela ancoragem da cobertura do canal sobre a invasão e depredação do Congresso Nacional, do STF e do Palácio do Planalto, ela conversava com o deputado Ricardo Barros (PP-PR) ao vivo, quando o aliado de Bolsonaro tentou culpar o ministro do STE e STF Alexandre de Moraes pelos atos, porque impôs “a credibilidade da urna eletrônica”. “Ele tentou impor a credibilidade da urna eletrônica, proibindo criticar a urna eletrônica, ele calou parlamentares, ele calou vários jornalistas que queriam criticar, ele não convenceu a sociedade de que a urna era confiável, se não fosse assim, não teríamos essas pessoas que estão aí de cara limpa. Não tem ninguém mascarado aí”. A fala foi interrompida pela jornalista, que não o deixou usar a TV para difundir fake news. “Deputado, deputado, deputado, eu vou interromper o senhor, sabe por quê? Esse discurso que o senhor traz aí, a confiança nas urnas, a confiança nas urnas ela é imposta pelos fatos, deputado. A irresponsabilidade retórica, gente que o senhor chama de jornalista, deputado, e que pedia a guerra civil, e que chamava de frouxa gente que não fosse pra rua…” “Jornalistas, deputado”, continuou Lima, “perdão, somos eu, somos meus colegas, que estão na rua, muitos deles apanhando dos homens de bem, pessoas de família que o senhor veio defender. Eu acho que no dia de hoje, deputado, diante desse cenário de terra arrasada, do Supremo Tribunal Federal depredado, do seu Congresso Nacional, e o senhor tem décadas [de Congresso] depredado, do Palácio do Planalto depredado, de um governador que não conseguiu reverberar esse tipo de discurso que levou essas pessoas à raia da loucura, deputado, é um pouco… É questionável. Eu vou, lógico, dar espaço para o senhor concluir o seu raciocínio e seguir aqui com a nossa cobertura.” DANIELA LIMAÂncora interrompe deputado bolsonarista que defendia terroristas na CNN Brasil. "Jornalistas somos eu e meus colegas que estamos nas ruas, muitas vezes apanhando dos 'homens de bem' que o senhor veio defender."#CNNBrasil #CNN360 | @DanielaLima_ pic.twitter.com/Op0velPiCM — Luiz Ricardo (@excentricko) January 9, 2023

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    Bolsonaristas agrediram, apontaram revólveres e roubaram jornalistas durante caos em Brasília

    9 de janeiro de 2023 /

    A cobertura do quebra-quebra de domingo (8/1) em Brasília foi equivalente à cobertura de uma zona de guerra para a imprensa presente no local. Notas de repúdio do Sindicado dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e da Federação Nacional de Jornalistas revelaram que os profissionais correram risco de vida, sofreram agressões físicas, ficaram sob mira de revólveres e tiveram equipamento roubado por criminosos simpatizantes de Jair Bolsonaro. “O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e a Federação Nacional de Jornalistas manifestam seu mais profundo repúdio aos atos golpistas e terroristas ocorridos neste domingo na Esplanada dos Ministérios e à violência contra profissionais da imprensa, impedidos de realizar seu trabalho com segurança. Ao mesmo tempo, o Sindicato e a Fenaj se solidarizam com os e as colegas feridos/das durante o exercício da profissão”, afirmaram as instituições em nota. Entre as vítimas, estão mulheres e representantes da imprensa dos Estados Unidos. Uma jornalista da revista New Yorker foi cercada pela turba e agredida, precisando ser socorrida pela segurança do legislativo. Outra, do Washington Post, foi derrubada, chutada e teve os cabelos puxados. “Eu e colegas jornalistas fomos agredidos enquanto trabalhávamos na cobertura de atos terroristas em Brasília”, desabafou Mariana Dias no Twitter. “Fui cercada, chutada, empurrada, xingada. Quebraram meus óculos, puxaram meu cabelo, tentaram pegar meu celular. É preciso punir essas pessoas. Isso é crime”. Uma fotojornalista do Metrópoles não só foi agredida por cerca de 10 homens como teve os pertences roubados. “Se juntaram ao meu redor gritando e xingando. Tentei sair de lá, mas me deram socos na barriga e pegaram meus equipamentos enquanto me chutavam”, explicou a fotojornalista, sem ter seu nome publicado. Repórteres fotográficos da Folha e das agências internacionais Reuters e France Press também relataram que tiveram equipamentos, documentos e celulares roubados. No caso de um repórter da Band, ele teve o celular quebrado. Em relato mais grave, um repórter do jornal O Tempo disse que ficou sob a mira de revólveres enquanto foi agredido por um grupo atrás do outro. “Colocaram uma arma na minha cintura, dizendo que eu ia morrer. Outro apareceu com outra arma, colocada nas minhas costas. E não paravam de me dar tapa na cara, xingar”, ele relatou ao jornal, sem que fosse identificado por nome. “Fizeram vídeos do meu rosto. Começaram a compartilhar em grupos de bolsonaristas. Pediam para ‘conferir’. Queriam saber quem eu era, meu nome e, principalmente, minha profissão. Após não acharem nada que me ‘incriminasse’, me mandaram ir embora. ‘Vaza, vaza daqui!’ Saí em um “corredor polonês”, à base de socos, chutes e tapas”, continuou. “Quando cheguei na rampa do Congresso, outros terroristas me pararam, me seguraram. ‘Você que é o petista, o infiltrado?1, diziam, repetidas vezes. Me pediram documentos, mexeram na minha mochila. Me liberaram, mas, na entrada da rampa, outro grupo fez o mesmo. Aí, avistei um grupo de policiais militares perto do Palácio Itamaraty, ao lado de três viaturas. Decidi caminhar. Nada de correr. Ainda ouvia os gritos de ‘infiltrado’, ‘petistas’. Dois ou três me seguiam”. “Ao chegar nos policiais, pedi ajuda, socorro. Contei o que havia acontecido comigo. Mostrei meus documentos. Perguntei se podia ficar no cercadinho que haviam montado, até chegar um colega de trabalho, de profissão, de qualquer outro veículo, que pudesse me ajudar. Os agentes falaram que não. Responderam que nada podiam fazer por mim”. Ele concluiu dizendo que foi salvo por um técnico da EBC (a estatal de comunicação), que tinha ido à Praça dos Três Poderes por curiosidade para ver o que estava acontecendo, e o levou até seu carro para tirá-lo de lá.

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    Globo derruba programação e põe GloboNews na TV aberta. Record e SBT ignoram caos

    8 de janeiro de 2023 /

    A rede Globo tomou uma decisão inédita e derrubou sua programação dominical para colocar o jornalismo da GloboNews na TV aberta, após os ataques de vândalos contra os três poderes em Brasília neste domingo (8/1). A decisão teve apoio de Luciano Huck, apresentador do “Domingão”, que usou seu perfil no Instagram para criticar os apoiadores de Jair Bolsonaro pelos atos contra a democracia brasileira e manifestar sua indignação. “Tá lá na nossa bandeira: ORDEM. Sem isso, não há progresso, crescimento, inclusão. A hora exige ainda mais respeito ao estado democrático de direito. O Brasil, nossa gente ordeira e nossas instituições democráticas merecem ser protegidos desses extremistas“, escreveu Luciano. Além de não exibir o programa do apresentador, a Globo interrompeu o filme “Vingadores: Guerra Infinita” para transmitir as notícias ao vivo do caos em Brasília. Após introdução de Poliana Abritta, diretamente dos estúdios do “Fantástico”, a emissora abriu o sinal da GloboNews para todo o Brasil. A programação só voltou ao “normal” na hora do “Fantástico”, novamente com Poliana, que foi transformado numa extensão do jornalismo da emissora, totalmente focado na invasão. A Globo também adotou a expressão “terroristas” para definir os manifestantes antidemocráticos. Já as concorrentes se dividiram em suas reações. Com tradição em jornalismo, a Band também passou a fazer uma cobertura intensa, tanto na TV aberta, num plantão com Datena, quanto na Band News. Por sua vez, Record TV e SBT chegaram a ser criticados nas redes sociais por ignorarem as manifestações golpistas em Brasília. As duas emissoras mostraram cenas ao vivo de Brasília, mas logo retomaram a programação normal, com exibições de “Eliana” e “Hora do Faro”, respectivamente.

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    Comentarista da Jovem Pan defende vândalos por horas no ar: “A revolta é legítima”

    8 de janeiro de 2023 /

    A Jovem Pan News chamou atenção em sua cobertura dos ataques de vândalos em Brasília, que a Globo está chamando de atentado terrorista e tentativa de golpe. A emissora escalou o extremista Paulo Figueiredo para comentar os atos. É o mesmo comentarista que defendeu, recentemente, uma guerra civil no país. Em sua primeira manifestação ao entrar no ar, Figueiredo disse que era “compreensível a revolta popular”, porque “as pessoas estão protestando pacificamente a meses e meses, e as autoridades estão surdas ao clamor popular”. Isto é, o exército não deu um golpe de estado que os vândalos pediram. Apesar disso, ele considerou que “a ideia de invadir o Congresso” seria “estúpida” e pediu para as pessoas voltarem para suas casas, embora compartilhe da dor dos radicais, “que estão vendo o país ir pro vinagre”. Então, ele afirmou que a consequência imediata desses atos de destruição seria “uma perseguição implacável e ampla de um grupo político”, e buscou retratar os agressores como supostas vítimas. Afirmando que a imprensa trataria injustamente os bolsonaristas como “um bando de selvagens que odeia a democracia”, alertou para uma possível “restrição de liberdade e suspensão de garantias constituições” contra manifestações antidemocráticas. Segundo sua visão, tudo o que o país está vendo estarrecido faz parte de uma “narrativa” construída pela imprensa para falar mal de “pessoas [que] estão legitimamente revoltadas”. Ele enfatizou sua defesa dos golpistas. “E há que [se] reconhecer, a revolta é legítima. Não tem a ver com o Lula ter ganhado a eleição. Tem a ver com o Lula ter ganhado a eleição sem que nós tenhamos o código-fonte [das urnas]; com condução do processo, onde quem questionava na Justiça tomava um processo de litigância de má fé e uma multa de R$ 22 milhões… Quando autoridades do Supremo Tribunal Federal eram confrontadas pelo povo brasileiro, nos EUA, elas respondia com risinho, com ‘perdeu, Mané’. É por isso que essas pessoas estão revoltadas.” Figueiredo continuou falando por horas, com ataques a urnas eletrônicas, ministros do STF, do TSE e representantes do Congresso Nacional, além de lideranças da direita “que se omitiram” e deveriam ter agido dentro das garantias constitucionais. Bolsonaristas acreditam que a Constituição dá direito a golpe militar no Brasil. O STE disponibilizou o código-fonte das urnas durante um ano inteiro para todos os partidos e instituições que estivessem interessados em analisá-lo. A cobertura da emissora está sendo denunciada pelo perfil Sleeping Giants Brasil, que reafirmou nas redes sociais ter avisado que os ataques a Brasília aconteceriam com o incentivo da emissora. De fato, o perfil lançou uma campanha de desmonetização contra a Jovem Pan, avisando que os comentaristas do canal estavam buscando materializar no Brasil algo similar à invasão do Capitólio (o Congresso dos EUA) levada adiante por trumpistas radicais com o mesmo perfil político de extrema direita. O perfil do Twitter do grupo Judeus pela Democracia também denunciou suposto antissemitismo de Figueiredo em seus comentários. A certo ponto, ele disse: “O que os senhores esperam?… Que o Barroso se converta e vire cristão?”. O ministro do STF Luis Roberto Barroso é judeu. Além da cobertura televisiva, profissionais da Jovem Pan também estão atacando o governo e defendendo os vândalos nas redes sociais. Rodrigo Constantino, que deveria estar com o perfil bloqueado por ordem judicial, escreveu numa conta alternativa: “Lutaram (60 dias) pacificamente e ninguém ouviu, ninguém fez nada e agora querem ter direito de criticar, chamar de Terroristas. (Exército) só sabia pintar calçada, nunca ouviu o povo e agora por ordem de Governador e Ministros quer bater na população ao invés de defender!” Nas redes sociais, há pessoas pedindo o fechamento da Jovem Pan News. 🚨 GRAVE: Jovem Pan escala Paulo Figueiredo para cobrir crimes contra o Estado de Direito. Figueiredo afirmou, recentemente, que uma guerra civil poderia ser justificável. Cobertura da emissora está, neste momento, atacando urnas eletrônicas, STF, TSE e Congresso Nacional. — Sleeping Giants Brasil (@slpng_giants_pt) January 8, 2023 Em resposta aos comentaristas da Jovem Pan, aqui tem um fio com todas as vezes que a emissora apoiou atos antidemocráticos e golpistas (inclusive falas de Paulo Figueiredo que, novamente, mente ao vivo). Contra fatos e vídeos não há argumentos:#DesmonetizaJovemPan pic.twitter.com/gIHm4gXWQg — Sleeping Giants Brasil (@slpng_giants_pt) January 8, 2023 "O que os senhores esperam?… Que o Barroso se converta e vire cristão?" Essa é a fala de Paulo Figueiredo na Jovem Pan. Barroso é judeu. Por que uma suposta necessidade de conversão vem à cabeça do comentarista golpista? O bolsonarismo nunca foi amigo dos judeus. pic.twitter.com/ut3bhNQGnM — Judeus pela Democracia – Oficial (@jpdoficial1) January 8, 2023

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    Monark diz ter simpatia por vândalos em Brasília: “Normal o povo se rebelar”

    8 de janeiro de 2023 /

    O Youtuber Bruno Aiub, mais conhecido como Monark, usou as redes sociais para incentivar a invasão de vândalos e quebra-quebra de prédios públicos de Brasília. Após ver o que aconteceu, ele começou a dizer que era contra os excessos. Mas sua timeline exibe os incentivos. “Eu sinto simpatia pelas pessoas que estão protestando, esse nosso estado é uma ditadura nefasta e autoritária, só roubam o povo. Algo deve ser feito, mas nossa classe política se provou covarde e conivente, com isso é normal o povo se sentir sem esperanças e rebelar”, ele escreveu no começo do domingo (8/1). Escreveu ainda: “Eu sinto um desprezo e raiva profunda pela forma com que o sistema pisa e humilha o brasileiro, então qualquer ato de rebeldia contra o estado me traz um sentimento muito catártico. Espero que ninguém seja ferido nesse evento, que todos possam voltar para casa em segurança.” Ele também culpou o STF pelas invasões. “A culpa disso que está acontecendo é do STF. Lembra do ‘perdeu mane’ [que] os caras esfregaram na cara de milhões de brasileiros que eles tão cagando pro povo. O resultado tá aí, caos social”. Diante da constatação de que a Globo definiu o ataque como terrorista, ele ainda ironizou: “As manifestações de 2013 eram compostas por terroristas também?” Depois de ver a dimensão da destruição, Monark buscou se distanciar do estrago. “Quero deixar claro que eu não apoio a invasão, meus comentários tem como propósito apenas analisar e situação. Espero que todos os envolvidos voltem para suas casas em segurança, e que os atos de violência sejam punidos”. Conhecido por manifestar opinião equivocada sobre praticamente tudo, Monark foi expulso do programa “Flow” no começo de 2022, após defender a legalização do nazismo no Brasil. Em sua defesa, alegou que estava bêbado. “Peço também um pouco de compreensão: são quatro horas de conversa e eu estava bêbado”, publicou na ocasião.

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    Ex-BBB incentiva e participa de invasão do Congresso em Brasília

    8 de janeiro de 2023 /

    O artista plástico Adriano Castro, ex-participante do primeiro “BBB”, é um dos baderneiros envolvidos com a invasão do Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) neste domingo (8/1), pedindo um golpe militar no Brasil. A GloboNews está chamando a ação de terrorismo. Conhecido como Didi Red Pill, o baiano colocou no ar uma live com mais de quatro horas de duração em que mostrou seu trajeto da porta de um quartel militar em Brasília até a sede do Congresso, onde golpistas avançaram contra seguranças, furaram bloqueios, quebraram vidros e invadiram o prédio que é símbolo da capital federal. “A galera estava ansiosa para sair do quartel, ninguém aguentava mais. E acabou, chega!”, falou. “Estamos fazendo história, quem achou que isso não ia acontecer nunca se enganou”, ele disse na live, sobre a reação violenta dos bolsonaristas, que tem como objetivo acabar com a democracia no Brasil. Além de invadirem o Congresso Nacional, os apoiadores golpistas de Jair Bolsonaro também destruíram o plenário do Supremo Tribunal Federal. O local, onde são realizadas as sessões da Corte, foi completamente destruído, com cadeiras, câmeras e janelas do térreo quebradas. Os responsáveis pelos atos terroristas em Brasília ainda tentaram invadir o Palácio do Planalto, sede do governo federal, quebrando a entrada do imóvel, mas policiais formaram uma barreira para impedir acesso ao interior do edifício, de onde despacham o presidente da República e vários ministros. Sem conseguir entrar em seu interior, os golpistas subiram a rampa do Planalto, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu a faixa presidencial há uma semana. Lula não está em Brasília neste domingo. Ele viajou para Araraquara, no interior de São Paulo, para avaliar o impacto das chuvas que atingiram a região nos últimos dias. Políticos bolsonaristas foram avisados durante toda a campanha eleitoral que estavam incentivando uma repetição do que o trumpismo ocasionou nos EUA, com a invasão do Capitólio, sede do Congresso dos EUA, mas não se importaram. Não por acaso, a invasão do Capitólio também aconteceu nos primeiros dias de janeiro, há dois anos.

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    Jornalistas da Band são agredidos por bolsonaristas em Belo Horizonte

    6 de janeiro de 2023 /

    Jornalistas da Band foram agredidos por um grupo de apoiadores de Jair Bolsonaro nesta sexta (6/1) em Belo Horizonte. A equipe cobria a desmontagem de um acampamento de bolsonaristas na porta do Comando da 4ª Região, na avenida Raja Gabaglia, quando se viu cercada e hostilizada. Após uma mulher enrolada na bandeira do Brasil quebrar uma das câmeras pelas costas dos jornalistas, os demais se viram encorajados para partir para cima. Os profissionais foram agredidos com chutes, pontapés e socos, e também tiveram equipamentos danificados. Mas os valentes se dispersaram assim que dois guardas municipais entraram na briga com cassetetes para separar. A emissora se manifestou sobre a agressão nas redes sociais. Em nota divulgada no Instagram, a TV Band Minas repudiou as agressões e criticou a Polícia Militar, que estava no local e não agiu para assegurar que os jornalistas pudessem trabalhar com tranquilidade. “Vários policiais militares estão no local e os profissionais estão tendo respaldo apenas da Guarda Municipal. Os profissionais de imprensa também tiveram equipamentos de trabalho danificados e furtados. A Band Minas procurou a Polícia Militar sobre a omissão e falta de proteção durante o ato e aguarda retorno”, informa o texto. Durante a operação, outros jornalistas que faziam a cobertura também foram agredidos por bolsonaristas. Uma das equipes pertencia ao jornal O Tempo. Em nota, a Sempre Editora, que publica o jornal, disse repudiar “qualquer tipo de agressão aos profissionais de imprensa em quaisquer situações.” No dia anterior, um fotógrafo do jornal Hoje em Dia recebeu “socos, chutes e até pauladas”, e também teve seu equipamento roubado, segundo a publicação. Um dos agredidos, o jornalista Pedro Nascimento, postou seu relato no Twitter. “Não entendo que essas agressões foram direcionadas somente a mim, mas a toda classe jornalista. É um episódio que NÃO deve ser esquecido. A imprensa é feita por gente batalhadora, que sai de casa pra ganhar o pão de casa dia como qualquer outro trabalhador, e merece respeito”, escreveu. Não é, porém, o que pensa o comentarista da Jovem Pan Rodrigo Constantino, bolsonarista residente nos EUA que resolveu atacar a imprensa brasileira. “Jornalistas vão filmar pra divulgar FakeNews e falar mal do povo Brasileiro. Dá nisso”, tuitou em tom de aprovação da violência, usando um perfil alternativo em desafio à ordem de Justiça que mandou suspender sua conta no Twitter. De acordo com o prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, foram identificadas no grupo de bolsonaristas pessoas armadas e manifestantes “profissionais”, que eram remunerados para ficar no acampamento. Também foi descoberta uma ligação irregular (gato) de energia, usada num carro de som estacionado no local. A Guarda Municipal informou que as agressões foram filmadas e apresentadas à Polícia Civil, que vai identificar os agressores e tomar as medidas cabíveis. As pessoas que forem identificadas também devem ser multadas pela prefeitura por obstruírem a via pública. Noman acrescentou que a Guarda Municipal e a área de fiscalização da prefeitura estão montando uma equipe permanente no local para evitar que bolsonaristas radicais voltem a obstruir a avenida. “Não podemos proibir as pessoas de fazerem uma manifestação calma, civilizada. O que não podemos aceitar é a montagem de estrutura, com banheiro químico, restaurante, serviços que não poderiam existir porque não têm licença”, afirmou o prefeito. Em nota publicada nas redes sociais, ele também lamentou as agressões aos jornalistas. URGENTE 🚨#Notícias | #BandMinas JORNALISTAS SÃO AGREDIDOS POR BOLSONARISTAS DURANTE DESOCUPAÇÃO DE ACAMPAMENTO NA AVENIDA RAJA GABÁGLIA 📷: Reprodução pic.twitter.com/whIDVjLCdF — TV Band Minas (@TVBandMinas) January 6, 2023 🚨Atualização: Jornalistas vão filmar pra divulgar FakeNews e falar mal do povo Brasileiro. Da nisso! 🙂🇧🇷#GREVEGERAL pic.twitter.com/CpuaIHlwk0 — Rodrigo Constantino 🇧🇷 (@RConstantinoof) January 6, 2023 Vamos aos fatos: hoje nossa equipe, assim como outros colegas de imprensa, foi covardemente agredida enquanto cobria a retirada das barracas e objetos dos manifestantes que estavam na porta do exército, na avenida Raja Gabaglia, em Belo Horizonte. (+) 🧶 — Pedro Nascimento (@aspedro_) January 6, 2023 Quem é repórter na rua sabe que a equipe é um por todos e todos por um. Voltei para socorre-lo, quando uma mulher, enrolada em uma bandeira do Brasil, derrubou o equipamento de outro colega, que também estava cercado. (+) — Pedro Nascimento (@aspedro_) January 6, 2023 Já registramos o caso junto as autoridades e as imagens produzidas por nós e por outros colegas vão ajudar na identificação dessas pessoas que, de forma covarde, atacam pelas costas e promovem a desordem. — Pedro Nascimento (@aspedro_) January 6, 2023 No mais, agora eu tô bem, apesar da cena ser impressionante. Agradeço imensamente a todos os colegas que se manifestaram e que também se sentiram agredidos nessa situação. Estamos juntos! — Pedro Nascimento (@aspedro_) January 6, 2023 Meu pronunciamento sobre a operação de desobstrução da Avenida Raja Gabaglia realizada hoje pela Prefeitura de Belo Horizonte. pic.twitter.com/PzhpthB3uR — Fuad Noman (@fuadnoman) January 6, 2023

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    Constantino, Fiúza e Paulo Figueiredo são banidos das redes sociais em todo o mundo

    6 de janeiro de 2023 /

    Os bolsonaristas Rodrigo Constantino, Guilherme Fiúza e Paulo Figueiredo Filho foram banidos do YouTube, Facebook e Instagram em todo o mundo. Além disso, seguem com acesso barrado no X (antigo Twitter) em território brasileiro. Segundo a CNN, a decisão teria partido do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes em inquérito sigiloso, que investiga os três por divulgação de discurso de ódio e antidemocrático. Ex-comentaristas da Jovem Pan, eles disseminaram informações falsas sobre a Covid-19 e endossaram ataques contra o Tribunal Superior Eleitoral e o sistema eleitoral brasileiro. Paulo Figueiredo chegou a relatar na quarta-feira (4/1), que teve suas contas bancárias no Brasil bloqueadas e seu passaporte cancelado.

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    PSDB acusa José de Abreu de homofobia contra governador do Rio Grande do Sul

    2 de janeiro de 2023 /

    O ator José de Abreu foi acusado de homofobia pelo PSDB por comentar no Twitter a posse do governador Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, mencionando sua orientação sexual. O artista escreveu: “Não consigo entender gay de direita. Parece um contrasenso” (sic). Gay assumido, o governador gaúcho foi à posse acompanhado pelo companheiro Thalis Bolzan, mencionando-o com carinho e admiração. “O Rio Grande do Sul não tem uma primeira-dama. Mas tem alguém que é de verdade”, disse o político do PSDB em seu discurso, no domingo (1/1). Abreu disparou seu post em resposta a um vídeo republicado pela atriz Minka Lins, sobre o momento em que Leite mencionou o namorado durante a posse. Ela havia dito que a menção era “muito importante”. O PSDB, partido do governador, também reagiu pelas redes sociais, escrevendo em seu perfil oficial: “Homofobia é crime”. Em nota à imprensa, o partido afirmou que não pretende tomar medidas jurídicas “por enquanto”. Ironicamente, o ator está processando a colega Cássia Kis na Justiça por conta de falas homofóbicas proferidas numa live da jornalista Leda Nagle no final de outubro. Na ocasião, Cássia disse quando há uma relação entre duas pessoas de sexo igual há uma “destruição à vida humana”. José de Abreu tem uma filha transexual, Bia. Não consigo entender gay de direita. Parece um contrasenso. https://t.co/PT2oWSVW98 — José de Abreu (@zehdeabreu) January 1, 2023 Homofobia é crime. https://t.co/CjRFQa96Sp — PSDB 🇧🇷 (@PSDBoficial) January 2, 2023

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    Jornalista da TV portuguesa é agredido por bolsonaristas em Brasília

    30 de dezembro de 2022 /

    O jornalista Nelson Garrone, correspondente da CNN de Portugal e da emissora portuguesa TVI, foi agredido por apoiadores de Jair Bolsonaro nesta sexta-feira (30/12), enquanto fazia uma reportagem no acampamento montado pelos autodeclarados “patriotas” no Quartel General do Exército, em Brasília. Ao saberem que ele era da imprensa, os manifestantes antidemocráticos o cercaram e lhe deram chutes. Tanto Garrone quanto o cinegrafista que o acompanhava foram derrubados. O jornalista contou que ficou com um ferimento no braço após o ataque e teve que sair do local escoltado pelo Exército. Garrone estava fazendo uma matéria para a CNN e para emissora TVI, que em Portugal fazem parte do mesmo grupo. De acordo com ele, o foco do seu trabalho era dar um panorama do clima político na chegada do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Souza, à posse de Luiz Inácio Lula da Silva no domingo (1/1). “Eu fui em uma missão de mostrar o que está acontecendo. Depois da live do presidente Bolsonaro, fui lá, cheguei, estava com um microfone da TVI e a única que pergunta que eu fiz foi: ‘O que está acontecendo? Pode me explicar o que está acontecendo?’. Só fiz essa pergunta e comecei a conversar com uma senhora e já não deu para ouvir a resposta dela. Começaram a gritar: ‘fora, fora, fora’, foi aquela: a imprensa manipula, comunista e tal”, declarou o Garrone ao Estadão. “Me deram uma voadora (uma espécie de chute), caí no chão, deram uma voadora no cinegrafista, que caiu no chão. O importante dessa história é que o pessoal do Exército estava lá e acolheu, protegeu a gente, a gente entrou em um carro e saiu escoltado. Rasgaram dois pneus e a gente teve que sair com dois pneus furados até conseguir trocar. O Exército agiu muito institucionalmente, protegeram a gente. Rolou gás de pimenta”, afirmou. O grupo bolsonarista está reunido no local desde quando o presidente perdeu a eleição, querendo mudar o resultado no grito e em protestos cada vez mais violentos. Em discurso golpista, pedem intervenção militar para impedir que Lula tome posse. Integrantes do acampamento promoveram um quebra-quebra em Brasília no dia 12 de dezembro e se envolveram num atentado terrorista, quando uma pessoa tentou explodir uma bomba nas imediações do aeroporto da cidade no último dia 24, véspera de Natal. Nesta sexta, na véspera do fim do mandato, Bolsonaro fez uma live nas redes sociais em que declarou que “nada justifica” o que chamou de “tentativa de ato terrorista” em Brasília, disse que “foi difícil” se manter calado por dois meses e reconheceu, pela primeira vez, que seu “opositor”, Lula, tomará posse a partir deste domingo, 1.º de janeiro. Por conta desse discurso, os bolsonaristas se dividiram entre decepção – e começaram a sair do acampamento – e delírio, afirmando que o discurso e a viagem feita por Bolsonaro para a Flórida, nos EUA, nesta sexta (30/12) faziam parte do plano, e que as Forças Armadas impediriam a posse dando um golpe de Estado nas próximas horas. “Eu tive esse cuidado de fazer só uma pergunta: ‘o que está acontecendo?’. Uma pergunta que é bem ampla, sem qualquer viés, sem adjetivar, nada. Tentei conversar. Eu nem dei destaque. Acabei de fazer um ao vivo, contei essa história no ar, mas são aquelas pessoas…”, disse o comentarista. Tanto a CNN Portugal quanto a CNN Brasil exibiram as cenas gravadas do ataque em seus noticiários. Jornalista da CNN Portugal é atacado por bolsonaristas em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília. Nelson Garrone chegou a ser derrubado. A violência só não foi maior por ter sido contida por soldados da Polícia do Exército, que precisaram usar spray de pimenta. pic.twitter.com/Kzmc9Zwgno — Renato Souza (@reporterenato) December 30, 2022 O jornalista Nelson Garrone, que estava a serviço da CNN Portugal e do também canal de televisão português TVI, foi agredido em um acampamento bolsonarista em Brasília #CNNBrasil360 pic.twitter.com/E8y3NKSfmN — CNN Brasil (@CNNBrasil) December 30, 2022

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