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Ataque terrorista ao Bataclan, em Paris, vira filme. Veja o trailer
A Beta Cinema divulgou o trailer americano de “You Will Not Have My Hate” (Vous n’aurez pas ma Haine), filme francês sobre o ataque terrorista à casa de shows Bataclan, que aconteceu em 2005 em Paris. Dirigido pelo alemão Kilian Riedhof (“Sua Última Corrida”), o longa-metragem se baseia na história real do jornalista Antoine Leires, que busca reconstruir a sua vida junto ao filho pequeno, após perder a esposa durante o ataque. A obra tem como base o livro homônimo escrito por Leiris, que detalha como ele tenta se reerguer sem se deixar dominar pelo ódio pelos terroristas que atacaram o Bataclan durante o show da banda americana Eagles of Death Metal, em 13 de novembro de 2005. “Li tudo de uma vez e fiquei profundamente emocionado”, disse o diretor sobre a obra literária. “Fiquei comovido, como raramente acontece depois de ler um livro. Talvez porque as circunstancias da vida de Antoine, antes do ataque, fossem muito próximas das minhas.” Na época do atentado, a história do jornalista chamou a atenção internacionalmente, após ele publicar uma carta aberta aos assassinos de sua esposa no Facebook. “Na sexta à noite, você roubou a vida de um ser excepcional, o amor da minha vida, a mãe do meu filho, mas você não terá meu ódio”, ele escreveu. A última frase batiza a produção. Com Pierre Deladonchamps (“Um Estranho no Lago”) no papel principal, “You Will Not Have My Hate” terá première mundial na 75ª edição do Festival de Locarno, que vai acontecer entre 3 e 13 de agosto.
Conquistar, Amar e Viver Intensamente dramatiza romance LGBT+
“Conquistar, Amar e Viver Intensamente” se passa em 1993. É uma história de amor e sexo homossexual, envolvendo um trio de personagens. Jacques (Pierre Deladonchamps), escritor e dramaturgo, encara em seu corpo as consequências decorrentes da ação do HIV no seu sistema imunológico, já combalido. Embora resistindo e lutando bravamente para seguir na vida, a sentença de morte estava dada. Nessa época, havia pouco a fazer quanto a isso. Jacques tem um filho que participa da trama, assim como a mãe do menino, que se define como amiga do escritor. Mathieu (Denis Podalydès) é o companheiro de Jacques e vive com ele, pelo que se supõe vendo o filme, há um bom tempo. O que não significa que a relação entre eles não possa incluir outras pessoas. Arthur (Vincent Lacoste) é um jovem estudante, que vem de fora de Paris, parece à vontade com seu comportamento bissexual, mas até então não havia se apaixonado por ninguém, e se envolve amorosamente com Jacques. É uma história de amor e morte, já que Jacques sabe que sua vida está no fim e tenta evitar um novo romance a essa altura. Para Arthur, no entanto, é seu primeiro grande amor e ele não está disposto a abrir mão disso. Um desencontro terrível, que tempera ternura com desespero. O diretor Christophe Honoré faz um trabalho bonito, digno, ao contar essa história, onde há espaço para nudez, erotismo, humor, embora o drama se sobreponha a tudo isso. Os atores que compõem a trinca de protagonistas seguram bem a narrativa, enfatizando em seus desempenhos a dimensão humana de cada um dos personagens. Não há aqui clichês nem preconceitos de espécie alguma. E há uma entrega muiito grande de cada um deles a seu personagem. A direção de Honoré é sempre firme e o filme tem uma série de sequências muito consistentes. O cineasta já deu mostras da qualidade de seu trabalho, anteriormente, em filmes como “Em Paris”, de 2006, “Canções de Amor”, de 2007, e “A Bela Junie”, de 2008.


