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  • Filme

    Elegância de Trama Fantasma ilumina o cinema e faz o tempo parar

    24 de fevereiro de 2018 /

    O cineasta Paul Thomas Anderson nunca optou pelo caminho cinematográfico mais simples – talvez “Boogie Nights”, de 1997, seja o mais próximo do popular que ele tenha chegado, e olha que é um filme sobre os bastidores da indústria pornô. “Trama Fantasma”, seu novo projeto indicado a seis Oscars, já traz em sua premissa um rigor artístico que o cineasta vem perseguindo arduamente desde “Magnólia” (1999), que alcançou seu ápice em “Sangue Negro” (2007), e rendeu ainda grandes momentos posteriores (e nada fáceis) com “O Mestre” (2012) e “Vicio Inerente” (2014). Nele, é possível vislumbrar uma linha visual, textual e sonora (na quarta colaboração consecutiva com Jonny “Radiohead” Greenwood, talvez a melhor) que Anderson persegue filme após filme, e que faz de “Trama Fantasma” uma (nova) obra atemporal que mais tem relação com a Arte (com A maiúsculo) do que com a programação tradicional de entretenimento semanal dos cinemas. Não há aceleração, correria, desperdício. Pelo contrário, o tempo parece quase parar em “Trama Fantasma”. O espectador observa como o cotidiano metódico de Reynolds Woodcock (Daniel Day-Lewis, de “Sangue Negro”, em outro reencontro), um renomado estilista que trabalha ao lado da irmã Cyril (Lesley Manville) para vestir grandes nomes da realeza e da elite britânica nos anos 1950, altera-se com a chegada de Alma (Vicky Krieps), sua nova modelo-musa de inspiração. O destino dela é embalar e aguçar a criatividade de Reynolds até que ele se canse e a dispense (lembra “Mãe!”?). A não ser que ela lhe ofereça algo que nenhuma outra tenha oferecido. Silenciosamente cômico, elegantemente cínico e meticulosamente apaixonante, “Trama Fantasma” é a simples construção de um código de conduta entre duas pessoas, algo que acontece toda hora, todos os dias, ainda que não com o delicioso sarcasmo deste filme, que deve ser saboreado nos mínimos detalhes, como uma frestinha de sol que insiste em iluminar o olhar e sumir em meio a nuvens densas de um dia londrino frio, cinzento, nublado e chuvoso. Aproveite este pedacinho de luz até o último segundo.

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  • Filme

    Trama Fantasma: Último filme de Daniel Day-Lewis ganha novo trailer deslumbrante

    24 de novembro de 2017 /

    A Focus Features divulgou mais fotos, pôster e trailer de “Trama Fantasma” (Phantom Thread), que anuncia “pré-estreias” abertas do filme em Los Angeles e Nova York a partir deste fim de semana. A prévia se concentra na fotografia deslumbrante e no encantamento do personagem de Daniel Day-Lewis (“Lincoln”) por sua musa, vivida por Vicky Krieps (“O Homem Mais Procurado”). “Trama Fantasma” volta a reunir o diretor Paul Thomas Anderson e Day-Lewis, dez anos após a bem-sucedida parceria de “Sangue Negro” (2007). O ator, inclusive, afirmou que se aposentaria após este filme. Drama passado em Londres, durante os anos 1950, a trama gira em torno de um renomado costureiro (Day-Lewis), que veste a realeza britânica, as estrelas de cinema e a alta sociedade da época. Sócio da irmã (Lesley Manville, da série “Harlots”), ele nunca se envolveu romanticamente com as mulheres que passaram por sua vida, até encontrar uma jovem (a luxemburguesa Krieps), que se torna uma obsessão, como sua musa, modelo e amante. O papel de Day-Lewis é baseado na vida do revolucionário estilista britânico Charles James, estabelecido em Nova York e celebrado como o “Primeiro Costureiro da América”. O filme também registra o retorno de outro importante colaborador do cineasta, o compositor Johnny Greenwood, guitarrista da banda Radiohead, além de marcar a estreia de Anderson como diretor de fotografia de longa-metragem. E, pela prévia, com um resultado de encher os olhos. A estreia oficial está marcada para 25 de dezembro nos Estados Unidos, de olho no Oscar 2018, e apenas em 22 de fevereiro no Brasil.

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  • Filme

    Último filme do ator Daniel Day-Lewis ganha trailer deslumbrante

    23 de outubro de 2017 /

    A Focus Features divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Phantom Thread”, que volta a reunir o diretor Paul Thomas Anderson e o ator Daniel Day-Lewis, dez anos após a bem-sucedida parceria de “Sangue Negro” (2007). O ator, inclusive, afirmou que se aposentaria após este filme. A produção estava sendo mantida em absoluto sigilo, sem que se soubesse sua história ou mesmo o título. Agora, além do trailer, há uma sinopse oficial. Drama passado em Londres, durante os anos 1950, “Phantom Thread” gira em torno de um renomado costureiro (Day-Lewis), que veste a realeza britânica, as estrelas de cinema e a alta sociedade da época. Sócio da irmã (Lesley Manville, da série “Harlots”), ele nunca se envolveu romanticamente com as mulheres que passaram por sua vida, até encontrar uma jovem (a luxemburguesa Vicky Krieps, de “O Homem Mais Procurado”), que se torna uma obsessão, como sua musa, modelo e amante. O papel de Day-Lewis é baseado na vida do revolucionário estilista britânico Charles James, estabelecido em Nova York e celebrado como o “Primeiro Costureiro da América”. O filme também registra o retorno de outro importante colaborador do cineasta, o compositor Johnny Greenwood, guitarrista da banda Radiohead, além de marcar a estreia de Anderson como diretor de fotografia de longa-metragem. E, pela prévia, com um resultado deslumbrante. A estreia está marcada para 25 de dezembro nos Estados Unidos, de olho no Oscar 2018.

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  • Etc

    Daniel Day-Lewis anuncia aposentadoria como ator

    20 de junho de 2017 /

    O ator Daniel Day-Lewis decidiu se aposentar aos 60 anos de idade, anunciou seu porta-voz. “Daniel Day-Lewis não vai mais trabalhar como ator”, afirmou Leslee Dart à revista Variety. “Ele é imensamente grato a todos os seus colaboradores e público ao longo dos muitos anos. Esta é uma decisão privada e nem ele nem seus representantes farão qualquer comentário sobre este assunto.” Vencedor de três Oscars, Day-Lewis é um dos atores mais premiados de todos os tempos e foi muitas vezes considerado um dos maiores de sua geração. Seu primeiro papel de destaque no cinema veio em 1985, em “Minha Adorável Lavanderia”, de Stephen Frears. E apenas quatro depois conquistou seu primeiro Oscar, como Melhor Ator em “Meu Pé Esquerdo” (1989), no qual viveu o escritor e artista deficiente físico Christy Brown. O segundo Oscar veio com “Sangue Negro” (2007), sob direção de Paul Thomas Anderson, e o terceiro pelo papel-título de “Lincoln” (2013), cinebiografia dirigida por Steven Spielberg. No início do ano, ele iniciou as filmagens de “Phantom Thread”, drama ambientado no mundo da moda dos anos 1950, novamente dirigido por Paul Thomas Anderson. Atualmente em pós-produção, o filme será, portanto, seu último trabalho em Hollywood. A estreia está marcada para 25 de dezembro nos Estados Unidos, de olho no Oscar 2018.

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