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    Julieta: Veja mais duas cenas legendadas do novo filme de Pedro Almodóvar

    6 de julho de 2016 /

    A Universal Pictures divulgou mais duas cenas legendadas de “Julieta”, novo filme do espanhol Pedro Almodóvar. Após três cenas dramáticas, focando a depressão e tristeza da protagonista em sua fase madura, vivida por Emma Suarez (“Buscando a Eimish”), as novas prévias mostram a personagem em sua juventude, quando descobre sua gravidez e ainda se mostra capaz de risos. Nesta fase, Julieta é vivida por Adriana Ugarte (“Combustión”). A narrativa se desenrola ao longo de três décadas, entre 1985 e 2015, e mostra a personagem-título – interpretada por duas atrizes diferentes – , lidando com o mistério que leva uma pessoa a abandonar quem ama e seguir vivendo como se a outra pessoa nunca tivessem existido ou deixado alguma lembrança. O elenco ainda conta com Michelle Jenner (“Extraterrestre”), Rossy de Palma (“Ata-me”) e Darío Grandinetti (“Relatos Selvagens”). O lançamento de “Julieta”, que teve première no Festival de Cannes, acontece nesta quinta (7/7) nos cinemas brasileiros.

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    Julieta: Veja duas cenas legendadas do novo filme de Pedro Almodóvar

    18 de junho de 2016 /

    A Universal Pictures divulgou três cenas legendadas de “Julieta”, novo filme do espanhol Pedro Almodóvar. As prévias são bastante dramáticas e focam a depressão e tristeza da protagonista, vivida por Emma Suarez (“Buscando a Eimish”). A narrativa se desenrola ao longo de três décadas, entre 1985 e 2015, e mostra a personagem-título – interpretada por duas atrizes diferentes, com Adriana Ugarte (“Combustión”) na fase jovem – , lidando com o mistério que leva uma pessoa a abandonar quem ama e seguir vivendo como se a outra pessoa nunca tivessem existido ou deixado alguma lembrança. O elenco ainda conta com Michelle Jenner (“Extraterrestre”), Rossy de Palma (“Ata-me”) e Darío Grandinetti (“Relatos Selvagens”). O lançamento de “Julieta”, que teve première no Festival de Cannes, acontece em 7 de julho nos cinemas brasileiros.

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    Cannes: Pedro Almodóvar não quer ser uma vaca sagrada

    18 de maio de 2016 /

    Pedro Almodóvar não participou da première de “Juliete” na Espanha para fugir das perguntas sobre o escândalo conhecido como Panama Papers, que revelou contas secretas de políticos e celebridades em paraísos fiscais, inclusive dele e do irmão. Mas não conseguiu escapar do aperto da imprensa em Cannes, onde seu filme concorre à Palma de Ouro. “Meu nome e o do meu irmão estão entre os menos importantes que aparecem na relação dos Panama Papers. Se fizessem um filme sobre o tema, sequer seríamos figurantes. Mas a imprensa espanhola nos tratou como protagonistas”, defendeu-se Almodóvar, na entrevista coletiva. “Nem sabemos direito o que era porque não se investigou. O essencial é que isso não impeça o público de assistir ao filme”, completou. De fato, com tanta proselitismo no festival, pouco tem se falado dos filmes. O brasileiro “Aquarius”, por exemplo, foi ofuscado pelo agitprop. Do mesmo modo, “Julieta” despertou pouco entusiasmo da plateia de jornalistas, mais interessados no escândalo financeiro que na volta do diretor ao melodrama de personagens femininos. Almodóvar aceitou todas as perguntas. E explicou que participa da competição à Palma de Ouro deste ano porque ainda é um cineasta sujeito à críticas e não uma “vaca sagrada”. “Eu, por enquanto, não tenho o talento de Woody Allen e nem de Steven Spielberg”, comparou, nomeando os dois diretores que apresentaram seus novos filmes em Cannes fora de competição. “Já que venho a Cannes, eu prefiro participar da competição. O filme vai receber críticas e prefiro estar em competição porque é mais excitante. Demonstro que não sou uma vaca sagrada”. Pelo mesmo motivo, diz que jamais aceitaria que escrevessem sua biografia. “Não quero biografias nem autorizadas e nem não autorizadas. Não permito que ninguém faça uma biografia minha, mas transmita ao futuro a mensagem que minha vida está nessas 20 filmes”, disse, aludindo à totalidade de sua filmografia. O filme de número 20 é uma adaptação de três contos da autora canadense Alice Munro, vencedora do Nobel de Literatura, e é centrado na figura da personagem-título, assombrada pela fuga da filha adolescente, 12 anos atrás. O diretor disse ter se encantado com a obra por conta seus mistérios. “Quando termino de ler Alice Munro, parece que sei menos do que antes”. A ideia original era usar a obra da escritora para fazer seu primeiro filme americano. “Pensei em filmar em inglês, em Nova York. Cheguei até a falar com uma atriz americana. Mas quando peguei a versão em língua inglesa do roteiro, fiquei inseguro. Afinal, não há nada mais distante de uma família americana do que uma família espanhola”, ele explicou. O que começou como uma adaptação literária, porém, logo começou a ganhar o estilo característico dos filmes do escritor. Ele confessa que é um impulso que não consegue evitar. “Não sou um adaptador fiel. Eu tiro um parágrafo como ponto de partida e preencho o resto com a minha imaginação”, apontou. A trama, que se desenrola ao longo de três décadas, entre 1985 e 2015, conta com duas atrizes diferentes interpretando o papel principal, Emma Suarez (“Buscando a Eimish”) e Adriana Ugarte (“Combustión”). “Queria que se observasse na atriz o tempo que passou, os anos de dor no olhar. Isto é impossível de se criar apenas com a maquiagem”, ele ponderou. “E, por outro lado, também queria imitar o meu mestre Luis Buñuel”, disse o cineasta, referindo-se ao filme “Esse Obscuro Objeto do Desejo” (1977), em que a protagonista foi vivida por duas intérpretes. Almodóvar não fazia um filme centrado em uma personagem feminina desde “Volver”, há dez anos. Mas “Julieta” não é só um filme de mulher, é um filme de mãe, um de seus temas favoritos. “Fiz muitos filmes sobre mães, mas acredito que de todas as mães que retratei, Julieta é a mais frágil e vulnerável, com menos capacidade de luta”, comparou. “Ela tem uma desesperada resistência passiva, se é que isso é possível. As outras mães dos meus filmes são poderosas. Julieta vai perdendo a força. Em dado momento, é uma espécie de zumbi que caminha pelas ruas”, disse. “A personagem começa aberta à aventura. O tempo e as circunstâncias a tratam muito mal. A fatalidade é muito presente. Não são coisas enormes que ela faz errado. Mas a vida a trata muito mal. É um drama trágico.” Apesar do tom trágico, “Julieta” também marca a retomada da palheta de cores vivas – vermelho, laranja e azul – , que caracterizam as produções mais alegres do cineasta espanhol. “Sou filho do technicolor. Os primeiros filmes de que me lembro como criança eram em technicolor, cores muito claras e contrastantes. Meus filmes podem ser algo barrocos, e é claro que sou um filho dos anos 1960… tudo isso levou a um uso exagerado das cores”, ele justificou. A lembrança nostálgica o faz lembrar da própria idade, 67 anos, e citar o escritor Philip Roth: “‘A velhice não é uma doença, mas um massacre’. É assim que sinto a passagem do tempo”.

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    Festival de Cannes tem edição mais competitiva dos últimos anos

    11 de maio de 2016 /

    A edição 2016 do Festival de Cannes, que começa nesta quarta (11/5) com a exibição de “Café Society”, novo filme de Woody Allen, será a mais competitiva dos últimos anos. A organização do evento fez uma seleção de cineastas prestigiadíssimos, verdadeiros mestres do cinema, para a disputa da Palma de Ouro, aumentando a responsabilidade do juri presidido por George Miller (foto acima), o diretor de “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015). Para dar uma ideia inicial do que representam os 20 cineastas selecionados, o menos experiente é o brasileiro Kleber Mendonça Filho, que mesmo assim conquistou prêmios internacionais com sua obra de estreia, “O Som ao Redor” (2014). A grande maioria dos selecionados já foi reconhecida por troféus no próprio Festival de Cannes. Quatro deles, por sinal, levaram a Palma de Ouro. Os maiores campeões são os irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne, duas vezes vencedores com “Rosetta” (1999) e “A Crianca” (2005). Eles retornam com o drama “La Fille Inconnue” (ou, no título internacional, “The Unknown Girl”), estrelado por Adèle Haenel, a jovem estrela francesa de “Lírios d’Água” (2007) e “Amor à Primeira Briga” (2014). Dois outros cineastas que já conquistaram a Palma de Ouro também estão de volta à competição. Vencedor pelo impactante “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” (2007), o romeno Cristian Mungiu apresenta “Bacalaureat”, enquanto o britânico Ken Loach, laureado por “Ventos da Liberdade” (2006), exibe “I, Daniel Blake”. A lista prestigiosa também tem diversas Palmas de Prata. O dinamarquês Nicolas Winding Refn, premiado no festival pela direção de “Drive” (2011), traz seu terror artístico “Neon Demon”, passado no mundo da moda e estrelado por Elle Fanning (“Malévola”), Bella Heathcote (“Orgulho e Preconceito e Zumbis”), Abbey Lee (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Jena Malone (franquia “Jogos Vorazes”), Keanu Reeves (“De Volta ao Jogo”) e Christina Hendricks (série “Mad Men”). O espanhol Pedro Almodóvar, que recebeu de Cannes o troféu de Melhor Roteiro por “Volver” (2006), comparece com “Julieta”, drama sobre perda e abandono que acompanha uma mulher (interpretada em diferentes fases por Emma Suarez e Adriana Ugarte) ao longo de três décadas. O canadense Xavier Dolan, que venceu o Prêmio do Juri por “Mommy” (2014), revela “Juste la Fin du Monde” (título internacional: “It’s Only the End of the World”), seu primeiro longa estrelado por astros franceses. E que astros! O elenco inclui Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”), Marion Cotillard (“Macbeth”), Vincent Cassel (“Em Transe”) e Gaspard Ulliel (“Saint Laurent”). O festival, claro, continua a destacar o cinema francês, e este ano selecionou quatro obras da “casa”. Olivier Assayas vai disputar a Palma de Ouro pela quinta vez com “Personal Shopper”, por coincidência outra história sobrenatural passada no mundo da moda (como “Neon Demon”), que volta a reunir o diretor com a atriz Kristen Stewart após o premiado “Acima das Nuvens” (2014). Nicole Garcia (“Um Belo Domingo”), por sua vez, concorre pela terceira vez com “Mal de Pierres” (“From the Land of the Moon”), que junta Marion Cotillard com Louis Garrel (“Dois Amigos”) num romance de época que atravessa gerações. Bruno Dumont, que já levou duas vezes o Grande Prêmio do Júri (por “A Humanidade”, em 1999, e “Flandres”, em 2006), compete com “Ma Loute” (“Slack Bay”), uma combinação de mistério gótico e romance gay juvenil passado no litoral francês em 1910, no qual Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”) interpreta a matriarca de uma antiga família decadente. E Alain Guiraudie, vencedor da Mostra um Certo Olhar com “Um Estranho no Lago” (2013), traz “Rester Vertical” (“Staying Vertical”), cuja história está sendo mantida em sigilo. Além da já citada obra de Nicole Garcia, a competição terá mais dois filmes dirigidos por mulheres: o road movie “American Honey”, da inglesa Andrea Arnold, que venceu o Prêmio do Juri com “Aquário” (2009), e “Toni Erdmann”, um drama sobre relacionamento familiar da alemã Maren Ade, anteriormente premiada no Festival de Berlim por “Todos os Outros” (2009). O cinema americano, como sempre, também se destaca na seleção, comparecendo com três representantes. Sean Penn, que já foi premiado em Cannes como ator por “Loucos de Amor” (1997), dirige “The Last Face”, drama humanitário passado na África e estrelado por sua ex-mulher Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”). Jim Jarmusch, vencedor do Prêmio do Júri por “Flores Partidas” (2005), lança “Paterson”, em que Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”) é um motorista de ônibus poeta. E Jeff Nichols, que disputou a Palma de Ouro com “Amor Bandido” (2012), retorna com “Loving”, no qual Joel Edgerton (“Aliança do Crime”) e Ruth Negga (série “Agents of SHIELD”) vivem um casal inter-racial nos anos 1950. Outro cineasta bastante conhecido em Hollywood, o holandês Paul Verhoeven, que disputou a Palma de Ouro por “Instinto Selvagem” (1992), traz seu primeiro filme falado em francês, “Elle”, estrelado pela atriz Isabelle Huppert (“Amor”). Refletindo sua filmografia, o longa deve se tornar um dos mais comentados do festival pelo tema polêmico. Na trama, a personagem de Huppert é estuprada e fica fascinada pelo homem que a atacou, passando a persegui-lo. A seleção também inclui três cineastas asiáticos. O iraniano Asghar Farhadi, vencedor do Oscar por “A Separação” (2011) e premiado em Cannes por “O Passado” (2013), volta a lidar com seus temas favoritos, relacionamentos e separações, em “The Salesman”. O filipino Brillante Mendoza, também já premiado em Cannes pela direção de “Kinatay” (2009), traz o drama “Ma’ Rosa”, sobre uma família que possui uma loja de conveniência numa região pobre de Manilla. Por fim, o sul-coreano Park Chan-wook, que ganhou o Grande Prêmio do Juri por “Oldboy” (2003), conta, em “The Handmaiden”, um romance lésbico ambientado na Inglaterra vitoriana. É esta turma premiadíssima que o brasileiro Kleber Mendonça Filho irá enfrentar, com a exibição de “Aquarius” na mostra competitiva. Rodado em Recife, o filme também marca a volta de Sonia Braga ao cinema nacional, no papel de uma viúva rica em guerra contra uma construtora que quer desaloja-la do apartamento onde vive. O Brasil levou a Palma de Ouro apenas uma vez na história, com “O Pagador de Promessas”, em 1962. E o cinema nacional estava meio esquecido no festival. “Aquarius” interrompe um hiato de oito anos desde que uma produção brasileira competiu pela Palma de Ouro pela última vez – com “Linha de Passe”, de Walter Salles e Daniela Thomas, em 2008. Por sinal, o país também está representado na disputa da Palma de Ouro de curta-metragem, com “A Moça que Dançou com o Diabo”, do diretor João Paulo Miranda Maria, incluído na competição oficial. Além da disputa da Palma de Ouro, o festival terá diversas mostras paralelas, que incluem a exibição do documentário “Cinema Novo”, de Eryk Rocha (“Campo de Jogo”), programado na mostra Cannes Classics, dedicada a filmes clássicos e à preservação da memória e do patrimônio cinematográfico mundial. O filme vai concorrer ao prêmio L’Oeil d’Or (Olho de Ouro), entregue ao melhor documentário do festival, em disputa que se estende a todas as mostras. O júri deste ano conta com a participação do crítico brasileiro Amir Labaki, diretor do Festival É Tudo Verdade. A programação do festival ainda exibirá, fora de competição, a já citada nova comédia de Woody Allen, “Café Society”, a volta de Steven Spielberg (“Ponte dos Espiões”) ao cinema infantil, com “O Bom Gigante Amigo”, adaptado de uma história de Road Dahl (autor de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”), o thriller financeiro “Jogo do Dinheiro”, de Jodie Foster (“Um Novo Despertar”), a comédia “Dois Caras Legais”, de Shane Black (“Homem de Ferro 3”), e o thriller “Herança de Sangue”, do francês Jean-François Richet (“Inimigo Público nº 1”), que marca a volta de Mel Gibson (“Os Mercenários 3”) como protagonista de filmes de ação. Sem mencionar dezenas de outras premières mundiais em seções prestigiadas como Um Certo Olhar, Quinzena dos Diretores, Semana da Crítica e Cine-Fundação.

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    Julieta: Novo filme de Pedro Almodóvar ganha trailer legendado

    26 de abril de 2016 /

    A Universal Pictures divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Julieta”, novo filme do espanhol Pedro Almodóvar, que terá sua première na competição do Festival de Cannes. A prévia equilibra a estética brega e de apelo sexual que caracteriza o cinema do diretor com uma trama melodramática, que se mantém vaga ao longo do vídeo, iniciado por um reencontro casual e encerrado com uma carta de confissão. A narrativa se desenrola ao longo de três décadas, entre 1985 e 2015, e mostra a personagem-título – interpretada por duas atrizes diferentes, Emma Suarez (“Buscando a Eimish”) e Adriana Ugarte (“Combustión”) – , lidando com o mistério que leva uma pessoa a abandonar quem ama e seguir vivendo sem que a outra nunca tivessem existido ou deixado alguma lembrança. O elenco ainda conta com Michelle Jenner (“Extraterrestre”), Rossy de Palma (“Ata-me”) e Darío Grandinetti (“Relatos Selvagens”). Apesar da divulgação do trailer oficial nacional, ainda não há previsão para o lançamento de “Julieta” nos cinemas brasileiros.

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    Festival de Cannes terá novos filmes de Almodóvar, irmãos Dardenne, Sean Penn, Xavier Dolan e Paul Verhoeven

    14 de abril de 2016 /

    A edição 2016 do Festival de Cannes será a mais competitiva dos últimos anos. A organização do evento fez uma seleção de cineastas prestigiadíssimos, verdadeiros mestres do cinema, para a disputa da Palma de Ouro. Para dar uma ideia inicial do que representam os 20 cineastas selecionados, o menos experiente é o brasileiro Kleber Mendonça Filho, que mesmo assim conquistou prêmios internacionais com sua obra de estreia, “O Som ao Redor” (2014). A grande maioria dos selecionados já foi reconhecida por troféus no próprio Festival de Cannes. Quatro deles, por sinal, levaram a Palma de Ouro. Os maiores campeões são os irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne, duas vezes vencedores com “Rosetta” (1999) e “A Crianca” (2005). Eles retornam com o drama “La Fille Inconnue” (ou, no título internacional, “The Unknown Girl”), estrelado por Adèle Haenel, a jovem estrela francesa de “Lírios d’Água” (2007) e “Amor à Primeira Briga” (2014). Dois outros cineastas que já conquistaram a Palma de Ouro também estão de volta à competição. Vencedor pelo impactante “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” (2007), o romeno Cristian Mungiu apresenta “Bacalaureat”, enquanto o britânico Ken Loach, laureado por “Ventos da Liberdade” (2006), exibe “I, Daniel Blake”. A lista prestigiosa também tem diversas Palmas de Prata. O dinamarquês Nicolas Winding Refn, premiado no festival pela direção de “Drive” (2011), traz seu terror artístico “Neon Demon”, passado no mundo da moda e estrelado por Elle Fanning (“Malévola”), Bella Heathcote (“Orgulho e Preconceito e Zumbis”), Abbey Lee (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Jena Malone (franquia “Jogos Vorazes”), Keanu Reeves (“De Volta ao Jogo”) e Christina Hendricks (série “Mad Men”). O espanhol Pedro Almodóvar, que recebeu de Cannes o troféu de Melhor Roteiro por “Volver” (2006), comparece com “Julieta”, drama sobre perda e abandono que acompanha uma mulher (interpretada em diferentes fases por Emma Suarez e Adriana Ugarte) ao longo de três décadas. O canadense Xavier Dolan, que venceu o Prêmio do Juri por “Mommy” (2014), revela “Juste la Fin du Monde” (título internacional: “It’s Only the End of the World”), seu primeiro longa estrelado por astros franceses. E que astros! O elenco inclui Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”), Marion Cotillard (“Macbeth”), Vincent Cassel (“Em Transe”) e Gaspard Ulliel (“Saint Laurent”). O festival, claro, continua a destacar o cinema francês, e este ano selecionou quatro obras da “casa”. Olivier Assayas vai disputar a Palma de Ouro pela quinta vez com “Personal Shopper”, por coincidência outra história sobrenatural passada no mundo da moda (como “Neon Demon”), que volta a reunir o diretor com a atriz Kristen Stewart após o premiado “Acima das Nuvens” (2014). Nicole Garcia (“Um Belo Domingo”), por sua vez, concorre pela terceira vez com “Mal de Pierres” (“From the Land of the Moon”), que junta Marion Cotillard com Louis Garrel (“Dois Amigos”) num romance de época que atravessa gerações. Bruno Dumont, que já levou duas vezes o Grande Prêmio do Júri (por “A Humanidade”, em 1999, e “Flandres”, em 2006), compete com “Ma Loute” (“Slack Bay”), uma combinação de mistério gótico e romance gay juvenil passado no litoral francês em 1910, no qual Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”) interpreta a matriarca de uma antiga família decadente. E Alain Guiraudie, vencedor da Mostra um Certo Olhar com “Um Estranho no Lago” (2013), traz “Rester Vertical” (“Staying Vertical”), cuja história está sendo mantida em sigilo. Além da já citada obra de Nicole Garcia, a competição terá mais dois filmes dirigidos por mulheres: o road movie “American Honey”, da inglesa Andrea Arnold, que venceu o Prêmio do Juri com “Aquário” (2009), e “Toni Erdmann”, um drama sobre relacionamento familiar da alemã Maren Ade, anteriormente premiada no Festival de Berlim por “Todos os Outros” (2009). O cinema americano, como sempre, também se destaca na seleção, comparecendo com três representantes. Sean Penn, que já foi premiado em Cannes como ator por “Loucos de Amor” (1997), dirige “The Last Face”, drama humanitário passado na África e estrelado por sua ex-mulher Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”). Jim Jarmusch, vencedor do Prêmio do Júri por “Flores Partidas” (2005), lança “Paterson”, em que Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”) é um motorista de ônibus poeta. E Jeff Nichols, que disputou a Palma de Ouro com “Amor Bandido” (2012), retorna com “Loving”, no qual Joel Edgerton (“Aliança do Crime”) e Ruth Negga (série “Agents of SHIELD”) vivem um casal inter-racial nos anos 1950. Outro cineasta bastante conhecido em Hollywood, o holandês Paul Verhoeven, que disputou a Palma de Ouro por “Instinto Selvagem” (1992), traz seu primeiro filme falado em francês, “Elle”, estrelado pela atriz Isabelle Huppert (“Amor”). Refletindo sua filmografia, o longa deve se tornar um dos mais comentados do festival pelo tema polêmico. Na trama, a personagem de Huppert é estuprada e fica fascinada pelo homem que a atacou, passando a persegui-lo. A seleção também inclui dois cineastas asiáticos conhecidos por trabalhos polêmicos. O filipino Brillante Mendoza, já premiado em Cannes pela direção de “Kinatay” (2009), traz o drama “Ma’ Rosa”, sobre uma família que possui uma loja de conveniência numa região pobre de Manilla. Por sua vez, o sul-coreano Park Chan-wook, que ganhou o Grande Prêmio do Juri por “Oldboy” (2003), conta, em “The Handmaiden”, um romance lésbico ambientado na Inglaterra vitoriana. É esta turma premiadíssima que o brasileiro Kleber Mendonça Filho irá enfrentar, com a exibição de “Aquarius” na mostra competitiva. Rodado em Recife, o filme também marca a volta de Sonia Braga ao cinema nacional, no papel de uma viúva rica em guerra contra uma construtora que quer desaloja-la do apartamento onde vive. Além da disputa da Palma de Ouro, o festival anunciou a programação de suas principais mostras paralelas, incluindo as exibições, fora de competição, do novo filme de Steven Spielberg (“Ponte dos Espiões”), a fábula infantil “O Bom Gigante Amigo”, adaptado de uma história de Road Dahl (autor de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”), o thriller financeiro “Jogo do Dinheiro”, de Jodie Foster (“Um Novo Despertar”), e a comédia “Dois Caras Legais”, de Shane Black (“Homem de Ferro 3”). O festival começa em 11 de maio, com a première mundial do novo filme de Woody Allen, “Café Society”, mas ainda não anunciou qual filme será exibido em seu encerramento, previsto para o dia 22. Portanto, outros longas podem ser confirmados nos próximos dias. Confira abaixo a lista completa dos filmes anunciados para o Festival de Cannes, identificados por seus títulos internacionais (isto é, em inglês). Festival de Cannes 2016 Competição da Palma de Ouro “Aquarius” (Kleber Mendonça Filho) “American Honey” (Andrea Arnold) “Bacalaureat,” (Cristian Mungiu) “Elle” (Paul Verhoeven) “From the Land of the Moon” (Nicole Garcia) “The Handmaiden” (Park Chan-wook) “I, Daniel Blake” (Ken Loach) “It’s Only the End of the World” (Xavier Dolan) “Julieta” (Pedro Almodovar) “The Last Face” (Sean Penn) “Loving” (Jeff Nichols) “Ma’ Rosa” (Brillante Mendoza) “The Neon Demon” (Nicolas Winding Refn) “Paterson” (Jim Jarmusch) “Personal Shopper” (Olivier Assayas) “Slack Bay” (Bruno Dumont) “Staying Vertical” (Alain Guiraudie) “Toni Erdmann” (Maren Ade) “The Unknown Girl” (Jean-Pierre and Luc Dardenne) Mostra Um Certo Olhar After the Storm” (Hirokazu Kore-eda) “Apprentice” (Boo Junfeng) “Beyond the Mountains and Hills” (Eran Kolirin) “Captain Fantastic” (Matt Ross) “Clash” (Mohmaed Diab) “The Dancer” (Stephanie Di Giusto) “The Disciple” (Kirill Serebrennikov) “Dogs” (Bogdan Mirica) “The Happiest Day in the Life of Olli Maki” (Juho Kuosmanen) “Harmonium” (Fukada Koji) “Inversion” (Behnam Behzadi) “The Long Night of Francisco Sanctis” (Andrea Testa) “Pericle Il Nero” (Stefano Mordini) “Personal Affairs” (Maha Haj) “The Red Turtle” (Michael Dudok de Wit) “The Transfiguration” (Michael O’Shea) “Voir du Pays” (Delphine Coulin, Muriel Coulin) Sessões da meia-noite “Gimme Danger” (Jim Jarmusch) “Train to Busan” (Bu-San-Haeng) Sessões especiais “Le Cancre” (Paul Vecchiali) “Exil” (Rithy Panh) “Hissein Habre” (Mahamat-Saleh Haroun) “The Last Beach” (Thanos Anastopoulos, Davide Del Degan) “Last Days of Louis XIV” (Albert Serra) Fora de competição “O Bom Gigante Amigo” (Steven Spielberg) “Goksung”, (Hong-jin Na) “Jogo do Dinheiro” (Jodie Foster) “Dois Caras Legais” (Shane Black)

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    Pedro Almodóvar abandona divulgação de seu novo filme após aparecer no escândalo dos Panama Papers

    6 de abril de 2016 /

    O diretor espanhol Pedro Almodóvar resolveu cancelar sua participação na divulgação de seu novo filme, “Julieta”, que estreia nesta sexta-feira (8/4) na Espanha. Embora o luto pela morte da atriz Chus Lampreave pudesse justificar um recolhimento do cineasta, a nota oficial da produtora El Deseo, de Almodóvar e seu irmão Augustín, apontou uma causa menos nobre: o vazamento dos documentos conhecidos como “Panama Papers”. Segundo o comunicado, as exibições do filme para a imprensa, bem como as coletivas e fotos com o diretor foram canceladas por causa da “prioridade informativa” de questões não relacionadas a “Julieta”. É que o nome dos irmãos Almodóvar aparece entre os 11,5 milhões de documentos vazados do escritório panamenho Mossak Fonseca, especializado na criação de empresas offshore. Esse tipo de empresa pode ser absolutamente legal, mas, muitas vezes, alimenta esquemas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio em paraísos fiscais. Entre 1991 e 1994, Pedro e Augustín Almodóvar foram os proprietários da Glen Valley Corporation, criada pelo escritório Mossak Fonseca nas Ilhas Virgens Britânicas, consideradas um paraíso fiscal. O irmão menos famoso assumiu a responsabilidade pela parte administrativa do negócio. “Desde que fundamos a El Deseo, Pedro e eu dividimos as responsabilidades de forma clara. Eu controlo tudo que se refere à administração, e ele se dedica a todos os aspectos criativos. Lamento o dano que a imagem pública de meu irmão vem sofrendo, provocado única e exclusivamente pela minha falta de experiência nos primeiros anos de nossa empresa familiar”, declarou Augustín, em uma nota divulgada na segunda-feira (5/4). As atrizes Emma Suárez e Adriana Ugarte, protagonistas de “Julieta” continuarão a participar da divulgação do filme, que ainda não tem data de estreia no Brasil.

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    Chus Lampreave (1930 – 2016)

    5 de abril de 2016 /

    Morreu a atriz espanhola Chus Lampreave, a mais velha das “meninas” do diretor Pedro Almodóvar, cuja presença marcante era facilmente reconhecida pela voz aguda e os óculos de lentes grossas (fundo de garrafa). Ela faleceu na segunda-feira (4/4) aos 85 anos de idade. María Jesús Lampreave nasceu em 11 de dezembro de 1930 em Madri e teve uma carreira extensa no cinema espanhol, iniciada pelo curta-metragem “Se Vende un Tranvía” (1959), roteirizado por Luis García Berlanga, com quem trabalharia em diversos longas. Mas sua estreia em longa-metragem, curiosamente, deu-se pelas mãos de um diretor italiano, o mestre Marco Ferreri (“Crônica do Amor Louco”), que a escalou como figurante em “El Pisito (1959) e coadjuvante em “El Cochecito” (1960). Ela participou de poucos filmes durante o período franquista, como “O Carrasco” (1963), dirigido por Berlanga. Por isso, só foi deslanchar a partir de 1970, quando coadjuvou cinco filmes consecutivos de Jaime de Armiñán – inclusive o clássico “Mi Querida Señorita” (1972) – e a trilogia “Nacional” de Berlanga, inciada por “La Escopeta Nacional (1978) e encerrada em “Nacional III” (1982). A parceria que marcaria sua carreira, porém, só teve início em 1980, quando o então jovem Pedro Almodóvar rodou seu segundo longa, “Pepi, Luci, Bom e Outras Garotas de Montão”. O encontro frutificaria em várias outras colaborações, até render um de seus papeis mais lembrados em “Maus Hábitos” (1983). A atriz se consagrou como ladra de cenas ao aparecer, no longa, como a irmã Rata, uma freira atípica, que escrevia livros sensacionalistas sob pseudônimo num convento. Chus Lampreave fez uma dezena de filmes com Almodóvar, tornando-se a atriz mais fiel da carreira do cineasta. Entre as produções que participou estão alguns dos maiores sucessos da carreira do diretor, como “Que Fiz Eu Para Merecer Isto?” (1984), “Matador” (1986), “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos” (1988), “A Flor do Meu Segredo” (1995), “Fale com Ela” (2002) e “Volver” (2006). Por este filme, ela foi, inclusive, premiada no Festival de Cannes – junto com as demais atrizes que co-protagonizaram o longa: Penélope Cruz, Carmen Maura, Lola Duenas, Blanca Portillo e Yohana Cobo. O último filme que fez para Almodóvar foi “Abraços Partidos” (2009), mas Lampreave continuou requisitada por Fernando Trueba, com quem também trabalhou em diversas obras desde os anos 1980, como “El Año de las Luces” (1986), “Sedução” (1992) e o recente “O Artista e a Modelo” (2012). “Sedução”, por sinal, rendeu-lhe o único Goya (o Oscar espanhol) de sua carreira, como Atriz Coadjuvante. Ela ainda estrelou outras comédias espanholas bem-sucedidas, como “Miss Caribe” (1988), de Fernando Colomo, “Mátame Mucho” (1998), de José Ángel Bohollo, e “À Moda da Casa” (2008), de Nacho G. Velilla. Mas seu maior sucesso foi uma franquia cômica escrita, dirigida e estrelada por Santiago Segura, “Torrente”, da qual participou em cinco longa-metragens entre 1998 e 2014. O capítulo mais recente, “Torrente V: Misión Eurovegas”, foi também seu último trabalho no cinema. “Chus Lampreave foi esse tipo de artista que fazia parte da nossa vida, reconhecida e amada por todos que faziam parte da grande família que é a cultura”, afirmou o ministro da Cultura espanhol, Inigo Mendez de Vigo, ao despedir-se da “menina”.

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  • Filme

    Julieta: Novo filme de Pedro Almodóvar ganha primeiro teaser

    12 de janeiro de 2016 /

    A produtora El Deseo divulgou o primeiro teaser de “Julieta”, novo filme escrito e dirigido pelo cineasta espanhol Pedro Almodóvar (“A Pele que Habito”). A prévia tem um clima sombrio e bastante enigmático, mostrando a jovem protagonista chegando na casa de sua mãe. Ao acordar de madrugada, Julieta encontra a mãe inesperadamente em sua cama, e aproveita para apresentar a neta que a senhora não conhecia. A cena seguinte traz Julieta mais velha, dirigindo o carro por uma estrada rural. A narrativa se desenrola ao longo de três décadas, entre 1985 e 2015, trazendo a personagem-título interpretada pelas atrizes Emma Suarez (“Buscando a Eimish”) e Adriana Ugarte (“Combustión”). Segundo Almodóvar, a dor pela perda de entes queridos e o abandono são os temas do filme, que originalmente se chamaria “Silêncio”, mas que foi renomeado para não se confundir com o próximo filme de Martin Scorsese, também previsto para 2016. O elenco ainda conta com Michelle Jenner (“Extraterrestre”), Rossy de Palma (“Ata-me”), Darío Grandinetti (“Relatos Selvagens”) e a atriz-mirim Blanca Parés (série “El Secreto de Puente Viejo”), que interpreta a filha da protagonista A estreia na Espanha está marcada para o dia 8 de abril, mas ainda não há data reservada para seu lançamento nas telas brasileiras.

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