Paul Dano vai estrear como diretor de cinema
O ator Paul Dano (“12 Anos de Escravidão”, “The Beach Boys: Uma História de Sucesso”) vai estrear como diretor de cinema. Segundo o site da revista Variety, ele vai filmar o romance “Wildlife”, escrito por Richard Ford, em 1990. A mulher do ator, a atriz Zoe Kazan (“Especialista em Crise”), está escrevendo o roteiro da adaptação, sobre um adolescente que testemunha o fim do casamento dos pais após uma mudança da família para a região de Montana, nos EUA. Enquanto o pai não consegue emprego, a mãe acaba se envolvendo com outro homem. Tanto Paul Dano quanto Zoe Kazan também devem atuar no projeto. O casal já trabalhou junto na comédia romântica “Ruby Sparks” (2012), que a atriz também escreveu. As filmagens devem começar após Paul Dano encerrar sua participação no filme de monstro “Okja”, do cineasta sul-coreano Bong Joon-Ho (“Expresso do Amanhã”), atualmente em produção.
Jake Gyllenhaal, Lily Collins, Paul Dano e Tilda Swinton farão filme de monstro do diretor de Expresso do Amanhã
O cineasta sul-coreano Bong Joon-Ho (“Expresso do Amanhã”) revelou o elenco de seu novo filme, “Okja”, em que voltará a filmar monstros gigantes – como em seu grande sucesso, “O Hospedeiro” (2006). Segundo a sinopse, o filme é a história de “uma garotinha disposta a arriscar tudo para impedir que uma poderosa multinacional sequestre seu melhor amigo, um animal enorme chamado Okja”. O elenco contará com Tilda Swinton (que trabalhou com Joon-Ho em “Expresso do Amanhã”), Jake Gyllenhaal (“O Abutre”), Paul Dano (“12 Anos de Escravidão”), Lily Collins (“Espelho, Espelho Meu”), Devon Bostick (série “The 100”), Steven Yeun (o Glenn da série “The Walking Dead”), além da dupla Byeon Hie-bong e Yun Je-mun, que trabalharam com o diretor em vários filmes, entre eles “O Hospedeiro”. A produção está a cargo da Plan B, empresa de Brad Pitt, em parceria com o serviço de streaming Netflix. As filmagens já começaram, visando um lançamento em 2017 em data ainda indefinida.
A Juventude repete a Grande Beleza do cinema de Paolo Sorrentino
Há uma cena de enorme carga poética em “A Grande Beleza” (2013), o filme anterior de Paolo Sorrentino, na qual um melancólico Jep (Tony Servillo) encontra um velho amigo do circo que, enquanto ele olha para o lado, faz desaparecer uma girafa. Diante da surpresa de Jep, ele diz: “É como te disse Jep… é só um truque”. Neste filme, com o fator surpresa, a maestria técnica, a conjugação dos elementos (música, fotografia, artes plásticas etc), os achados vagamente filosóficos e uma tempestade emocional, Sorrentino descobriu a fórmula da magia. Ou, pelo menos, da sua magia. O problema de “A Juventude” é que o italiano parece ter trazido novamente a mesma cartola. “A Grande Beleza” tratava filosoficamente do ocaso de uma era: em “A Juventude” o tema é o fim da vida humana. O filme aborda, com a habitual estrutura fragmentada, a temporada de um maestro aposentado (Michael Caine) num spa, por onde também anda a filha (Rachel Weisz), um velho amigo (Harvey Keitel) e um ator jovem (Paul Dano), entre outros. A elegância continua suprema: câmeras vêm e vão em todas as direções, com cortes suaves marcando o ritmo para mergulhar em imagens oníricas ou mostrar esplendores naturais, enquanto circulam personagens atípicos com suas frases de efeito embalados, claro, por muita música. Longe de pretensioso ou exagerado, consegue os efeitos desejados numa linguagem única. O problema é mesmo o déjà vu em relação ao antecessor. Em “A Juventude”, o modus operandi vai apresentado uma cascata ininterrupta de repetições que vão pondo a olho nu o mecanismo de “A Grande Beleza”. E, como um mágico não pode agradar duas vezes com os mesmos artifícios, o que antes era estimulante, aqui é apenas menos convincente. O filme estreia numa altura pacífica (para o filme, bem esclarecido) no Brasil – quase um ano depois da batalha campal no Festival de Cannes onde adoradores e detratores engalfinharam-se verbalmente como se estivessem defendendo a destituição de Luís XVI. As polarizações na Europa continuaram ao longo do ano à medida que o filme ia ganhando distribuição comercial – com ódios (apareceu em listas de “piores do ano” na imprensa) e prêmios (Melhor Filme no European Awards, da Academia de Cinema Europeu, entre outros). Passada a tempestade, os infiéis continuam com seus argumentos, enquanto os fiéis seguidores passam a torcer para que Sorrentino apresente novos truques, que justifiquem os aplausos em seu próximo filme. No meio de ambos, os espectadores seguem tendo possibilidades de desfrutar de bom cinema.
Swiss Army Man: Daniel Radcliffe é um morto muito louco em trailer de comédia bizarra
A A24 divulgou o trailer e o pôster de “Swiss Army Man”, um dos filmes mais comentados do último Festival de Sundance, vencedor do prêmio de Melhor Direção. A prévia dá uma boa ideia do absurdo, bizarria e surrealismo do filme, destacando a performance de Daniel Radcliffe (“A Mulher de Preto”) como um morto que peida, cospe, conversa e vira barco. A trama gira em torno de um náufrago solitário numa ilha, cujo desespero o impulsiona para o suicídio, mas que reencontra forças ao se deparar com outro homem na praia, um cadáver que se torna seu melhor amigo. O morto não só lhe faz companhia, mas também demonstra mil e uma utilidades, como uma ferramenta que pode ajudá-lo a sobreviver e até sair da ilha. Além de Radcliffe, o elenco traz Paul Dano (“The Beach Boys: Uma História de Sucesso”) como o náufrago e Mary Elizabeth Winstead (“Rua Cloverfield, 10”) como a garota com quem ele sonha. Primeiro longa escrito e dirigido pela dupla Dan Kwan e Daniel Scheinert, “Swiss Army Man” estréia em 17 de junho nos EUA e não tem previsão de lançamento no Brasil.
War and Peace: Veja Lily James e Paul Dano em comerciais e quase 100 fotos da minissérie
A rede britânica BBC e o canal pago americano Lifetime divulgam dois comerciais e quase 100 fotos do elenco da minissérie “War and Peace”, adaptação do clássico literário “Guerra e Paz”, de Leon Tolstoi, estrelada por Lily James (“Cinderela”) e Paul Dano (“12 Anos de Escravidão”). Além do elenco cinematográfico, a prévia destaca a escala épica da produção, com cenas de batalhas grandiosas. Publicado originalmente em 1869, o romance de Tolstoi é considerado uma das obras mais influentes da literatura. A trama explora a invasão francesa da Rússia e o impacto da era napoleônica na sociedade czarista, contada pelo ponto de vista de cinco famílias aristocráticas russas. Dano será o protagonista Pierre Bezukhov e James viverá sua paixão, Natasha Rostova. O elenco ainda contará com a presença de James Norton (“Northmen – A Saga Viking”), Gillian Anderson (série “Hannibal”), Jim Broadbent (franquia “Harry Potter”), Aneurin Barnard (“O Aventureiro: A Maldição da Caixa de Midas”), Rory Keenan (“O Guarda”), Callum Turner (“Victor Frankenstein”), Tuppence Middleton (“O Destino de Júpiter”) e Mathieu Kassovitz (“A Vida de Outra Mulher”). A minissérie foi escrita por Andrew Davies (série “House of Cards”) e a direção é de Tom Harper (“A Mulher de Preto 2: O Anjo da Morte”). O projeto grandioso é uma co-produção entre os canais Lifetime, A&E, History, BBC e a produtora The Weinstein Company e estreia dia 18 de janeiro, no Reino Unido e nos EUA.
Spotlight abre temporada de premiações com vitória no Gotham Awards
O filme “Spotlight” foi o grande vencedor do Gotham Awards 2015, troféu dedicado ao cinema independente americano, que abre a temporada de premiações nos EUA. Além de Melhor Filme, o longa escrito e dirigido por Tom McCarthy levou o troféu de Melhor Roteiro e um Prêmio Especial do Júri para a interpretação de seu elenco. A trama de “Spotlight” aborda um tema polêmico, ao dramatizar a investigação de um grupo de repórteres, que se dedicou a apurar e denunciar o escândalo de pedofilia da Igreja Católica nos EUA. Um dos destaques da produção é realmente seu forte elenco, formado por Mark Ruffalo (“Os Vingadores”), Michael Keaton (“Birdman”), Rachel McAdams (“Questão de Tempo”), Liev Schreiber (série “Ray Donovan”), John Slattery (série “Mad Men”), Stanley Tucci (“Jogos Vorazes”), Billy Crudup (“Watchmen”), Brian d’Arcy James (série “Smash”) e Len Cariou (série “Blue Blood”). “Conseguir que um ator tenha uma performance intensa e altruísta é uma conquista. Mas conseguir que um grupo de atores faça isso junto é um milagre!”, disse Mark Ruffalo, ao agradecer o prêmio especial em nome do elenco. Entre os intérpretes, o Gotham Award de Melhor Atriz ficou com a jovem britânica Bel Powley, por seu papel em “The Diary of a Teenage Girl”, enquanto Paul Dano foi considerado o Melhor Ator, por sua performance como Brian Wilson na cinebiografia “Love & Mercy”. Havia muita expectativa em relação à premiação de “Carol”, mas o romance lésbico, que lidera as indicações ao Spirit Awards – outro prêmio indie americano – , passou em branco. O destaque LGBT acabou ficando com uma produção menos badalada. O filme “Tangerina” ganhou o Prêmio do Público, além do troféu de Atriz Revelação para a jovem transsexual Mya Taylor, em seu primeiro papel no cinema. Outros prêmios incluíram Melhor Documentário para “O Olhar do Silêncio”, de Joshua Oppenheimer, e Melhor Filme de Estreia para o drama “Mediterranea”, de Jonas Carpagiano. O Gotham Awards também premiou a Melhor Série do ano, elegendo o drama hacker “Mr. Robot”. [symple_divider style=”dashed” margin_top=”20″ margin_bottom=”20″] Vencedores do Gotham Awards 2015 [symple_column size=”one-half” position=”first” fade_in=”false”] Melhor Filme Spotlight Melhor Atriz Bel Powley, The Diary of a Teenage Girl Melhor Ator Paul Dano, Love & Mercy Revelação Mya Taylor, Tangerina Diretor Filme de Estreia Mediterrânea Melhor Roteiro Tom McCarthy & Josh Singer, Spotlight [/symple_column] [symple_column size=”one-half” position=”last” fade_in=”false”] Melhor Documentário O Olhar do Silêncio Prêmio do Público Tangerina Prêmio Especial do Júri Elenco de Spotlight Melhor Série Mr. Robot Melhor Série de curta duração Shugs & Fats [/symple_column]
Novo filme do diretor de O Expresso do Amanhã será produzido por Brad Pitt e Netflix
O cultuado diretor sul-coreano Joon-ho Bong, que fez sua estreia em inglês com a sci-fi “O Expresso do Amanhã” (2013), vai voltar aos filmes de monstros, retomando o tema de seu clássico “O Hospedeiro” (2006), em seu próximo lançamento. O detalhe é que “Okja” será produzido pela Plan B Entertainment, a produtora do astro Brad Pitt, em parceria com o serviço de streaming Netflix. Em comunicado, Joon-ho Bong contou que “Okja” não será uma história tradicional de monstros, ao trazer a amizade entre uma garota e uma criatura, e para contá-la precisava de liberdade criativa e um grande orçamento. “É uma oportunidade fantástica para mim como cineasta. Para ‘Okja’, eu preciso de um orçamento grande igual ao ‘Expresso do Amanhã’ e completa liberdade criativa. A Netflix me ofereceu essas duas condições, que são difíceis de serem obtidas no mesmo tempo”, explicou o cineasta. Assim como em “O Expresso do Amanhã”, a produção misturará atores sul-coreanos com um elenco ocidental, destacando Tilda Swinton (“O Expresso do Amanhã”), Jake Gyllenhaal (“Evereste”), Paul Dano (“Love & Mercy”) e Bill Nighy (“Questão de Tempo”). “Okja” será a segunda produção oriental financiada pelo Netflix, após produzir o vindouro “O Tigre e o Dragão 2”, que estreia em fevereiro. O novo filme de Joon-ho Bong começa a ser filmada na Coreia do Sul e nos EUA a partir de abril, com o lançamento previsto para a primeira metade de 2017.






