Em Nome da Lei leva o gênero policial à fronteira brasileira
Realizador de filmes como “Zuzu Angel” (2006) e “Salve Geral” (2009), Sergio Rezende roteirizou e dirigiu “Em Nome da Lei”, thriller policial inspirado em histórias reais, sobre o contrabando e o tráfico de drogas no Brasil, mais precisamente na fronteira com o Paraguai. Protagonista de novelas da Globo, o ator Mateus Solano ainda não se firmou no cinema, embora tenha participado, no início da carreira, do ótimo “Linha de Passe” (2008), de Walter Salles e Daniela Thomas. Mas mesmo sem tanta experiência cinematográfica, pode-se dizer que ele é a melhor parte desta produção, ao lado de Chico Diaz (“Oração do Amor Selvagem”). No filme, Solano é Vitor, um juiz que saiu de São Paulo e foi ao interior de Mato Grosso do Sul fazer justiça. Ele mudou de cidade em troca da posição de juiz titular e também para buscar um ideal. Como profissional, o personagem acredita que vai “mudar o mundo”, ou, pelo menos, as injustiças que acontecem na pequena cidade (fictícia) de Fronteiras. No fórum onde começa a trabalhar, conhece a procuradora Alice, vivida pela bela Paolla Oliveira (“Trinta”), e o policial federal Elton (Eduardo Galvão, de “Flordelis”). Os três têm a difícil missão de acabar com os desmandos do coronel Gomez (Chico Diaz), responsável pelo crime da região. Embora o enredo de “Em Nome da Lei” possa ter alguma semelhança com o momento atual do Brasil e com o juiz Sergio Moro, que lidera as investigações da Operação Lava Jato, em Curitiba, o autor do filme se inspirou no juiz federal Odilon de Oliveira, que ficou famoso por atuar no combate ao crime organizado naquela região. A cidade do juiz é Ponta Porã; a que foi filmada, é Dourados. A ideia da trama é boa – principalmente por sair do lugar-comum da favela e da pobreza, que marcam o cinema policial brasileiro – , mas falta um pouco de “caldo” nesta mistura. Há momentos em que o diretor parece não estar presente, tamanho é o descompasso entre os atores em cena. Além de interpretações que não convencem o espectador, a produção do longa deixa a desejar. Detalhes como a placa do carro e a garrafa de vinho que chega aberta na mesa do cliente, mostram uma falta de cuidado e, sobretudo, de verossimilhança. Outro problema é o excesso de didatismo nas cenas, principalmente nas que se referem ao contrabando. Cinema também serve para educar, mas sutileza é essencial quando se trata de arte.
300 Dias num Bunker: Atores vivem a equipe econômica de FHC na primeira foto do filme do Plano Real
A produção de “300 Dias num Bunker” divulgou a primeira foto do filme, que vai contar a história da criação do Plano Real. A imagem reúne o elenco que viverá a equipe econômica liderada pelo então Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso: Fernando Eiras (“Getúlio”) como Winston Fritsch, Emilio Orciollo Netto (“Paraísos Artificiais”) como Gustavo Franco, Tato Gabus Mendes (“Trinta”) como Pedro Malan, Norival Rizzo (“2 Coelhos”) como Fernando Henrique Cardoso, Guilherme Weber (“Meu Amigo Hindu”) como Persio Arida e Wladimir Candini (novela “Laços de Família”) como Andre Lara Resende. O filme tem direção de Rodrigo Bittencourt (“Totalmente Inocentes”) e adapta o livro homônimo de Guilherme Fiúza (autor do romance que virou o filme “Meu Nome Não É Johnny”). A trama conta como esta equipe econômica se fechou em um “bunker” para debater e apresentar uma proposta de reforma do Estado e criação de uma nova moeda, logo após o Impeachment do Presidente Collor, nos anos 1990. O foco estará no economista Gustavo Franco (interpretado por Emílio Orciollo Neto), que ganhará, na versão de cinema, uma namorada fictícia, vivida por Paolla Oliveira (“Uma Professora Muito Maluquinha”) Orçado em R$ 10,3 milhões, “3000 Dias no Bunker” está atualmente sendo filmado em São Paulo, após passar por Brasília no final de março, e deve continuar em produção até maio.
Em Nome da Lei: Mateus Solano enfrenta a corrupção em trailer de filme criminal
A Fox Film do Brasil divulgou o trailer e o pôster de “Em Nome da Lei”, drama criminal brasileiro dirigido por Sergio Rezende (“Salve Geral”). A prévia tem muita gritaria, ameaças, traições e tiros, num tom acima do natural, evocando o histrionismo das novelas da Globo, de onde vem boa parte do elenco. A trama, por sua vez, busca refletir o noticiário político atual, repleto de casos de corrupção. Nesta tese, seu protagonista seria uma espécie de Sérgio Moro, insurgindo-se contra a impunidade para desmantelar um cartel de poderosos. Só que o esquema desvendado pela Lava Jato, na vida real, é muito mais sórdido e complexo, fazendo com que a ficção soe simplória: quase um episódio de série policial, em que o herói enfrenta os vilões habituais: contrabandistas e traficantes. “Em Nome da Lei” conta a história de um jovem juiz federal (Mateus Solano, da novela “Amor à Vida”) obstinado em fazer justiça na fronteira do Brasil com o Paraguai. Mirando o esquema ilegal chefiado por Gomez (Chico Diaz, da novela “Gabriela”), ele arrisca a vida ao mandar prender criminosos e confiscar bilhões de reais da máfia que impera há décadas na região com a conivência do poder público. Entre seus aliados na trama, estão a procuradora Alice (Paolla Oliveira, também de “Amor à Vida”) e o policial federal Elton (Eduardo Galvão, da série “Questão de Família”). O elenco também inclui Emilio Dantas (novela “Além do Tempo”) e Silvio Guindane (série “Vai que Cola”) no papel de bandidos. O filme chega aos cinemas no dia 21 de abril.


