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  • Filme

    Maze Runner: A Cura Mortal abre em 1º lugar nos EUA com pior estreia da trilogia

    28 de janeiro de 2018 /

    Após três semanas na liderança das bilheterias, “Jumanji: Bem-Vindo à Selva” foi superado pela estreia de “Maze Runner: A Cura Mortal” neste fim de semana na América do Norte. A troca de franquias no topo do ranking não significa, porém, uma grande estreia para o terceiro “Maze Runner”. Com US$ 23,5M (milhões), o lançamento teve a pior abertura da trilogia – “Maze Runner: Correr ou Morrer” abriu com US$ 32M em 2014 e “Maze Runner: Prova de Fogo” com US$ 30M em 2015. A escala descendente também se reflete nas avaliações críticas, com a pior nota registrada no site Rotten Tomatoes – 44%, contra 65% e 45% dos dois primeiros. Apesar de ter caído uma posição, o reboot de “Jumanji” continuou acumulando milhões de dólares. Já está com US$ 338M no mercado doméstico e impressionantes US$ 822M em todo o mundo. Não é à toa que a Sony já aprovou a continuação. Neste ritmo, a fantasia infantil pode superar “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (US$ 880,2M), o maior sucesso do estúdio no ano passado. O 3º lugar ficou com “Hostiles”, western indie estrelado por Christian Bale, que ganhou lançamento nacional após a abertura limitada de dezembro não resultar em indicações a prêmios. Mesmo assim, fez apenas US$ 12M. As novidades da semana ainda incluem um inesperado 10º lugar para o épico indiano “Padmaavat”. Em exibição em circuito limitado (324 salas), lotou tanto que bateu recorde de arrecadação para uma produção de Bollywood nos Estados Unidos, com 4,2M no fim de semana. O interesse do público se deve à polêmica que o filme enfrenta na Índia, onde sua exibição inspira ameaças de morte e incêndios de cinemas. A atriz Deepika Padukone (estrela de “XXX: Reativado”) teve a cabeça colocada à prêmio por extremistas que a querem morta. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Maze Runner: A Cura Mortal Fim de semana: US$ 23,5M Total EUA: US$ 23,5M Total Mundo: US$ 105,5M 2. Jumanji: Bem-Vindo à Selva Fim de semana: US$ 16,4M Total EUA: US$ 338M Total Mundo: US$ 822M 3. Hostiles Fim de semana: US$ 10,2M Total EUA: US$ 12M Total Mundo: US$ 12M 4. O Rei do Show Fim de semana: US$ 9,5M Total EUA: US$ 126,4M Total Mundo: US$ 259,5M 5. The Post – A Guerra Secreta Fim de semana: US$ 8,8M Total EUA: US$ 58,5M Total Mundo: US$ 83M 6. 12 Heróis Fim de semana: US$ 8,6M Total EUA: US$ 29,7M Total Mundo: US$ 35,1M 7. Covil de Ladrões Fim de semana: US$ 8,3M Total EUA: US$ 28,5M Total Mundo: US$ 28,5M 8. A Forma da Água Fim de semana: US$ 5,7M Total EUA: US$ 37,6M Total Mundo: US$ 51,5M 9. Paddington 2 Fim de semana: US$ 5,5M Total EUA: US$ 32M Total Mundo: US$ 185,8M 10. Padmaavat Fim de semana: US$ 4,2M Total EUA: US$ 4,7M Total Mundo: US$ 4,7M

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  • Etc,  Filme

    Radicais indianos querem matar atriz de xXx: Reativado por papel em filme inédito

    25 de novembro de 2017 /

    Grupos extremistas indianos estão apelando para o terrorismo para impedir o lançamento do épico “Padmaavat” (anteriormente intitulado “Padmavati”) na Índia. Um dos mais radicais, denominado Karni Sena, ameaçou queimar os cinemas que exibirem o filme no país e também no exterior. E após os integrantes do elenco e da equipe sofrerem ameaças físicas, com a queima de bonecos representando o diretor e atores, um cadáver foi encontrado na sexta-feira (24/11) perto de um dos locais de filmagem, com uma nota sobre seu corpo referenciando o filme. A intérprete da protagonista, Deepika Padukone, vista recentemente em “xXx: Reativado”, é o principal alvo da fúria dos radicais e está com a cabeça à prêmio. Uma recompensa para quem decapitá-la foi endossada e teve seu valor aumentado pelo líder do partido político de direita Bharatiya Janata no começo da semana. Ela já tinha sido atacada no set do filme em janeiro, por radicais do Karni Sena. Em março, uma turba invadiu as filmagens e queimou cenários, figurino e jóias usadas na produção. Segundo o site Deadline, tudo isso está acontecendo com base em boatos a respeito de cenas que “Padmaavat” teria. Ninguém ainda viu o filme. E tampouco há consenso sobre os motivos dos protestos violentos. Alguns grupos o acusam de ter conteúdo sexual ofensivo, enquanto outros alegam que há imprecisões históricas. Mas a trama nem sequer é histórica. Ela é baseada numa ficção. “Padmaavat” conta a história de Rani Padmavati, uma rainha Mewar imaginada no poema épico homônimo do século 16, escrito por Malik Muhammad Jayasi. Ao longo de séculos, o relato do poema assumiu um significado histórico, embora haja pouca evidência de que os eventos envolvendo Padmavati tenham realmente ocorrido. Não há sequer registros de que a rainha tenha existido, embora o sultão descrito seja uma figura histórica e sua conquista militar tenha ocorrido. A trama gira em torno do desejo do sultão de Dheli por sua beleza, a ponto de sitiar sua fortaleza, no Forte Chittor, para tomá-la do Rei Ratan Sen. Após a conquista do forte, ela prefere o suicídio a ser capturada. O filme é baseado na versão operística que o diretor do filme, Sanjay Leela Bhansali, um dos mais premiados da Índia, transformou num espetáculo musical, exibido sem problemas em Paris e Roma na década passada. O poema também já foi filmado no passado, nos anos 1960, sem nenhum protesto. Os grupos extremistas alegam que o filme inclui uma sequência de sonhos em que o sultão muçulmano seduz a rainha hindu, transformando-a em sua amante – o que hindus consideram ofensivo. O diretor Bhansali negou repetidamente que tal cena exista, sem aplacar a ira dos radicais. Outros protestam contra a transformação do sultão de Dheli num “Khal Drogo indiano”, em referência ao bárbaro da série “Game of Thrones” – o que muçulmanos consideram ofensivo. Como pano de fundo para tanta fúria, há uma motivo que nada tem a ver com a história mostrada nas telas. Chama-se machismo. Para estrelar o filme, Deepika Padukone se tornou a primeira atriz indiana a receber um salário maior que os dos colegas masculinos de elenco. Isto pode ter irritado os grupos altamente conservadores, liderados por homens que não aceitam a igualdade feminina. Digno de nota é o fato de que a recompensa por sua cabeça ser exatamente o montante que ela recebeu pelo papel. Em comunicado, a produtora Viacom18 anunciou ter adiado o lançamento indiano indefinidamente e a Paramount, que adquiriu o filme para o resto do mundo, decidiu aguardar antes de marcar qualquer estreia internacional. “A Viacom18 Motion Pictures, o estúdio atrás de ‘Padmaavat’ adiou voluntariamente a data de lançamento do filme de 1 de dezembro de 2017”, diz o texto da produtora. “Junto com Sanjay Leela Bhansali, um dos cineastas mais talentosos de sua geração, a Viacom18 Motion Pictures criou uma bela obra-prima cinematográfica em ‘Padmaavat’, que captura o valor, dignidade e tradição de Rajput em toda a sua glória. O filme é um retrato eloquente de um poema que preencherá todos os indianos com orgulho e mostrará a proeza de contar histórias de nosso país em todo o mundo. Somos uma corporação responsável e respeitador ada lei e temos o maior respeito pela lei do país e todas as instituições e órgãos estatutários, incluindo o Conselho Central de Certificação de Filmes”. Confira abaixo o trailer do filme, que obteve mais de 48 milhões de visualizações desde que foi disponibilizado, no início de outubro.

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