Trailer de Zoolander 2 registra recorde de visualizações
O trailer de “Zoolander 2” surpreendeu as expectativas e obteve o maior número de visualizações já registrado por uma prévia de filme de comédia em sua primeira semana de exibição. Segundo o site Deadline, foram nada menos que 52,2 milhões de visitas ao endereço oficial do vídeo, superando o antigo recordista, o trailer de “Debi & Lóide 2”, que em 2014 alcançou 49 milhões na primeira semana. A curiosidade pode ter sido despertada por uma campanha online pelo boicote ao filme, disparada justamente pelo trailer, que mostra Benedict Cumberbatch como transexual de forma caricata. A continuação traz de volta os modelos masculinos Derek Zoolander (Ben Stiller) e Hansell (Owen Wilson, de “Meia Noite em Paris”), que precisam lidar com o fato de terem saído de moda desde a década passada. Só que eles não pretendem descer das passarelas sem uma boa briga, providenciada pela CIA, que volta a procurá-los, após o filme original, para alistá-los numa nova missão, visando a captura de um assassino de pessoas bonitas. A parceria tem um motivo: antes de morrer, os bonitões registram selfies com o look mais famoso de Zoolander, o biquinho Blue Steel. Entre as vítimas está o cantor Justin Bieber, mas a maior novidade do elenco é a participação de Penélope Cruz (“O Conselheiro do Crime”) como espiã de roupa colante. Curiosamente, a Paramount Pictures tinha dúvidas sobre o investimento na produção, protelando o projeto por vários anos. Afinal, o filme original, lançado em 2001, não foi um estouro de bilheterias, tornando-se cultuado apenas ao sair em DVD. Com direção de Stiller e roteiro de Justin Theroux, que trabalharam juntos no hilário “Trovão Tropical” (2008), “Zoolander 2” estreia em 11 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Zoolander 2: Ben Stiller volta à moda em trailer e pôster da sequência de sua comédia mais cultuada
A Paramount Pictures divulgou dois pôsteres e o trailer de “Zoolander 2”, continuação da cultuada comédia de 2001 sobre um supermodelo espião, que volta a ser estrelada e dirigida por Ben Stiller (“A Vida Secreta de Walter Mitty”). A prévia explica como Derek Zoolander (Stiller) e Hansell (Owen Wilson, de “Meia Noite em Paris”) saíram de moda e voltaram às passarelas com apoio da CIA, para ajudar a capturar um assassino de pessoas bonitas, que antes de morrer registram selfies com o look mais famoso de Zoolander: o biquinho Blue Steel. O vídeo revela o cantor Justin Bieber como uma das vítimas, Benedict Cumberbatch (“O Jogo da Imitação”) como um top model andrógino, Penélope Cruz (“O Conselheiro do Crime”) como espiã de roupa colante, Kristen Wigg (“Missão Madrinha de Casamento”) na pele de uma estilista exótica e a volta de Will Ferrell (“Tudo por um Furo”) como o supervilão Mugatu. Com roteiro de Stiller e Justin Theroux, que trabalharam juntos no hilário “Trovão Tropical” (2008), “Zoolander 2” estreia em 11 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Um Amor a cada Esquina é comédia à moda antiga de um mestre do cinema
“Um Amor a cada Esquina” marca o retorno ao cinema de Peter Bogdanovich, um dos nomes mais importantes da chamada Nova Hollywood, responsável por clássicos como “Na Mira da Morte” (1968) e “A Última Sessão de Cinema” (1971). Com a carreira voltada nos últimos anos para a televisão, seus filmes são cada vez mais raros. Tanto que, após “Um Sonho, Dois Amores” (1993), só tinha dirigido um longa, “O Miado do Gato” (2001). O retorno pode não ser o mais glorioso, mas é muito difícil ver “Um Amor a cada Esquina” sem dar boas gargalhadas ou ficar sorrindo com as situações, que parecem mesmo tiradas de comédias antigas, como as tramas malucas das produções da década de 1930, por exemplo. O começo do filme, ao som de jazz dessa época, reforça a referência. Embora se passe nos dias de hoje, o estilo é mesmo de filme velho, embora muita gente o compare com o tipo de humor que Woody Allen ainda faz – o que não deixa de ser uma comparação válida, já que ambos são contemporâneos e compartilham as mesmas influências. A personagem central da trama é uma moça chamada Isabella, interpretada por Imogen Poots (“Need for Speed”), que tem um tipo físico que parece agradar Bogdanovich, semelhante ao de Samantha Mathis, de “Um Sonho, Dois Amores”, e Kirsten Dunst em “O Miado do Gato”, justamente os dois últimos longas do diretor. Isabella é uma moça de família humilde que sonha virar atriz, mas, enquanto isso não é possível, vai ganhando a vida como garota de programa. Um dia, a jovem encontra um diretor de teatro da Broadway (Owen Wilson, que também estrelou “Depois da Meia-Noite”, de Woody Allen) e ele simpatiza tanto com ela que lhe paga uma boa quantia em dinheiro para largar aquela vida. Como o jogo de coincidências é o combustível desta comédia, ao decidir seguir seu sonho Isabella vai parar justamente na audição de uma peça do tal diretor, para interpretar, claro, uma prostituta. Ela encanta a todos da equipe com sua capacidade de encarnar a personagem. Até a esposa do diretor (Kathryn Hahn, de “A Vida Secreta de Walter Mitty”) a vê como a atriz perfeita para o papel. Aquela situação também se mostra ideal para que o ator principal da peça, vivido por Rhys Ifans (“O Espetacular Homem-Aranha”), possa se valer do que sabe para dar em cima da esposa do diretor. Nessa ciranda de amores e confusões, muita coisa acontece, e há até uma participação interessante de Jennifer Aniston (“Família do Bagulho”) como uma psicóloga meio maluca. Engraçado como a atriz tem se especializado nesse tipo de papel – lembra, por exemplo, a dentista de “Quero Matar Meu Chefe”, o que passa uma sensação de que já vimos isso antes. No mais, é um filme tão despretensioso que poderia ser facilmente esquecido se não tivesse a assinatura de Bogdanovich, capaz de reunir esse bom elenco.

