Grandiosidade de A Grande Muralha deve dar prejuízo de US$ 75 milhões
“A Grande Muralha” estreou em 1º lugar nas bilheterias brasileiras no fim de semana passado e foi um grande sucesso na China. Mas o mercado americano ainda representa a medida mais importante para se avaliar o desempenho de um filme, e a produção não teve uma boa performance doméstica. Por conta disso, o site The Hollywood Reporter apurou que a produção deve gerar um prejuízo de US$ 75 milhões para seus produtores. O site afirma que quatro estúdios, Universal Pictures, Legendary, China Film Group e Le Vision Pictures, dividiram as despesas de produção, estimada em US$ 150 milhões. Porém, a Universal também arcou com os custos de marketing, em torno de US$ 80 milhões, e por isso ficará com maior fatia do prejuízo. Ao todo, o filme dirigido por Zhang Yimou e estrelado por Matt Damon somou US$ 302 milhões em todo o mundo, dos quais US$ 170 milhões vieram da China e apenas US$ 36 milhões dos EUA. O filme ainda está em cartaz, mas não há expectativa de que possa reverter o prejuízo.
Novo filme do diretor de Esquadrão Suicida com Will Smith ganha primeiro teaser
A Netflix divulgou o primeiro teaser de “Bright”, superprodução que volta a juntar Will Smith e o diretor de “Esquadrão Suicida”. A prévia inicia como um filme de gangues, com Will Smith uniformizado num carro patrulha da polícia, atravessando zonas de aparentes protestos raciais, antes que o clima mude completamente, introduzindo monstros e efeitos visuais de sci-fi. Com direção de David Ayer, “Bright” também inclui em seu elenco Joel Edgerton (“Aliança do Crime”), Edgar Ramírez (“A Garota no Trem”), Lucy Fry (série “11.22.63”) e Noomi Rapace (“Prometheus”), vista como uma espécie de elfa no vídeo. O roteiro de Max Landis (“Victor Frankenstein”) se passa em um mundo de fantasia, onde os seres humanos co-existem com fadas e Orcs, mas não numa era medieval como nas aventuras da Terra Média. A ação se passa em cenários contemporâneos do século 21. Na verdade, a sinopse evoca uma espécie de “Nação Alien” (1988) dos contos de fada. Ward (Will Smith), um ser humano, e Jakoby (Joel Edgerton), um orc, embarcam numa patrulha noturna de rotina que irá alterar o destino do planeta. Lutando tanto com suas próprias diferenças pessoais quanto contra seus inimigos, eles devem trabalhar juntos para proteger uma jovem elfa e uma relíquia perdida, que em mãos erradas pode destruir o mundo. A produção representa o mais caro investimento da Netflix num único filme. Só o roteiro custou US$ 3 milhões, numa das mais caras aquisições dos últimos anos da indústria cinematográfica. Além disso, US$ 45 milhões serão destinados ao pagamento dos cachês, inclusive o salário de Will Smith, e mais US$ 45 milhões cobrirão as despesas de filmagens. A prévia até brinca ao sugerir que o filme vai estrear “em breve nos”… rapidamente trocado para “em breve na”. Netflix, é claro. A previsão, por sinal, é de um lançamento em dezembro.
George Lucas terá museu de US$ 1 bilhão em Los Angeles
O criador da saga “Star Wars”, George Lucas, vai erguer um museu para seu acervo na cidade de Los Angeles, cujo custo está estimado em US$ 1 bilhão. A obra era inicialmente planejada para Chicago, mas Lucas teve empecilhos legais com uma associação de espaços abertos e retirou o projeto da cidade. O prefeito Eric Garcetti imediatamente buscou o cineasta para abrigar seu museu no Parque de Exposições, na região central de Los Angeles. “A arte existe para inspirar, comover, educar e entusiasmar. Graças a George Lucas, milhões de cidadão de Los Angeles e visitantes poderão desfrutar de uma coleção extraordinária baseada na narrativa, uma arte que possui um enorme significado na história e no legado de Los Angeles”, afirmou Garcetti, em comunicado. O Museu Lucas para as Artes Narrativas, que será custeado quase em sua totalidade pelo próprio artista, abrigará trabalhos da coleção particular do criador da saga “Star Wars” e “celebrará o poder da narrativa visual dentro de um espaço repleto de pinturas, ilustrações, fotografias, filmes, animações e artes digitais”, segundo o site do projeto. Lucas vendeu a LucasFilm, sua empresa cinematográfica, para a Disney em 2012 por US$ 4 bilhões.
Vingadores: Guerra Infinita será o filme mais caro de todos os tempos
O filme “Vingadores: Guerra Infinita” será a produção de cinema mais cara de todos os tempos. Segundo apurou o jornal britânico The Telegraph, o terceiro filme da equipe de super-heróis da Marvel custará cerca de US$ 490 milhões. Isto mesmo, quase meio bilhão de dólares. Até então, o filme mais caro era “Piratas do Caribe – No Fim do Mundo, que custou U$ 332 milhões para ser produzido. Ambos os filmes são produções da Disney, que não confirmou oficialmente o orçamento de “Vingadores: Guerra Infinita”. Vale lembrar que o filme anterior da franquia de super-heróis, “Vingadores: Era de Ultron” (2015), também não foi nada barato. Mesmo assim, custou “apenas” U$ 250 milhões. Para um orçamento de US$ 490 milhões se pagar no cinema, a produção deveria fazer em torno de U$ 2 milhões em todo o mundo, uma vez que há custos de marketing e impostos a serem acrescentados nas despesas. Mas mesmo que isso não aconteça, os direitos de TV, streaming, merchandising, as vendas de home video e as parcerias comerciais tendem a amortizar as contas, de modo que a loucura não é tão assustadora quanto parece. Até hoje, apenas três filmes faturaram mais de US$ 2 bilhões nas bilheterias mundial: “Avatar” (US$ 2,7 bilhões), “Titanic” (US$ 2,1 bilhões) e “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 2 bilhões). Quase metade do orçamento do filme será destinado ao pagamento do elenco, que irá reunir atores da maioria dos filmes do universo Marvel, fazendo, pela primeira vez, a integração dos personagens espaciais da franquia “Guardiões da Galáxia” com os Vingadores. Graças a seu contrato vantajoso, o cachê de Robert Downey Jr. consome a maior parte do montante. “Vingadores: Guerra Infinita” terá filmagens na Escócia e será dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo (“Capitão América: Guerra Civil”), visando uma estreia em 4 de maio de 2018.
Cauã Reymond viverá Dom Pedro I em superprodução de cinema
O ator Cauã Reymond (“Alemão”) foi escalado para viver Dom Pedro I, o príncipe português que virou imperador do Brasil, ao proclamar a independência do país em 7 de setembro de 1822. Segundo o site Filme B, o projeto será uma superprodução tocada por quatro produtoras diferentes e com direção de Laís Bodanzky (“As Melhores Coisas do Mundo”). “Será um filme intimista, com o ponto de vista muito amarrado em Dom Pedro, e não nos eventos históricos – um pouco como na série ‘Downton Abbey’. Vamos nos aprofundar no lado pessoal, a boemia e o porquê desse vício no sexo – ele deixou muitos filhos bastardos no país. É uma figura muito rica, que tem um lado meio abolicionista, gostava dos escravos. Também era marceneiro, gostava muito de trabalhar com as mãos”, disse Bianca Villar, da produtora Biônica, ao site. Apesar desse conceito intimista, o filme está sendo apresentado com título de comédia: “Pedro, o Filme”. São “O Filme”, por exemplo, “Crô: O Filme” (2013), “Minha Mãe é uma Peça: O Filme” (2013), “Meu Passado Me Condena: O Filme” (2013), “Carrossel: O Filme” (2015), “Vai que Cola: O Filme” (2015), “Apaixonados: O Filme” (2016), etc. O roteiro deste novo “O Filme” é de Laís Bodanzky, seu marido e parceiro Luiz Bolognesi (“Uma História de Amor e a Fúria”) e do escritor Chico Mattoso. Com orçamento estimado em R$ 11 milhões, a produção tem 40% das filmagens previstas para acontecerem em Portugal. Atualmente, a equipe está na fase de busca das locações.
Veja as fotos de Pluft – O Fantasminha, primeiro filme infantil brasileiro em 3D
A produtora Raccord divulgou as primeiras fotos de “Pluft – O Fantasminha”, primeiro filme infantil em 3D do Brasil. Orçado em US$ 10 milhões, ele também será o mais caro longa infantil já produzido no país. “Todo o desenho de produção do filme é muito diferente do que se costuma fazer por aqui. Cada detalhe, desde o roteiro, foi pensado para ser filmado em 3D e live-action”, explicou Clélia Bessa, produtora do filme, ao site Filme B. O longa é uma adaptação da clássica peça de teatro escrita por Maria Clara Machado em 1955 e já transformado em filme em 1965 e minissérie em 1975. A trama retrata a inesperada amizade entre a menina Maribel (Lola Belli) e Pluft, um menino fantasma que tem medo de gente. Eles se conhecem quando a menina é sequestrada pelo pirata Perna de Pau (Juliano Cazarré). O elenco também inclui Lucas Salles, Arthur Aguiar e Hugo Germano como os marujos João, Sebastião e Juliano, amigos da menina. Com direção de Rosane Svartman (“Tainá – A Origem”), o filme está sendo rodado em duas etapas. A primeira, com duração de quatro semanas, tem como locações o Rio Grande do Norte e o Rio de Janeiro. Já a segunda, prevista somente para abril, será dedicada às cenas com efeitos especiais. “Estamos tratando de um mundo fantástico, com fantasmas e piratas. O 3D tem essa linguagem, por si só já traz essa magia. A gente sabe que, para ser competitivo, o filme infantil tem que trazer um algo a mais, e neste caso é o 3D”, explicou a produtora, que revelou que o longa terá até filmagens debaixo d’água. A expectativa de lançamento é apenas para 2018. O Brasil ainda engatinha na produção de longas em 3D. Até hoje, foram realizados apenas três filmes para o circuito comercial com a tecnologia: a animação “Brasil Animado” (2011), de Mariana Caltabiano, a comédia besteirol “Se puder… Dirija!” (2013), com Luiz Fernando Guimarães, e a coprodução franco-brasileira “Amazônia” (2013), uma aventura pela maior floresta do mundo guiada pelo olhar de um macaco-prego.
Ben-Hur deu quase US$ 50 milhões de prejuízo para a MGM
Em seu relatório trimestral de finanças, a MGM assumiu um prejuízo de US$ 47,8 mihões causado pelo fracasso cinematográfico de “Ben-Hur”. O filme fez ridículos US$ 26,4 milhões nos EUA, atingindo um total de US$ 94 milhões em todo o mundo. Como custou US$ 100 milhões apenas de produção, o prejuízo é muito maior que o calculado pelo estúdio. Isto porque parte das despesas correram por conta da Paramount, que também deve sofrer com perdas. “Nossos resultados do terceiro trimestre foram negativimente impactados por uma despesa de desvalorização significativa resultante do mau desempenho substancial de Ben-Hur”, assumiu o CEO da MGM, Gary Barber, na apresentação do balanço trimestral para o mercado. A produção foi o segundo fracasso épico consecutivo do diretor cazaque Timur Bekmambetov em Hollywood. Anteriormente, ele assinou “Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros” (2012), que rendeu pouca coisa mais – US$ 37,5 milhões nos EUA e US$ 116,4 milhões em todo o mundo. “Ben-Hur” também foi o terceiro fiasco de grande orçamento a tentar explorar a fé religosa em Hollywood. Ao contrário do Brasil, em que “Os Dez Mandamentos” bateram recordes de bilheteria, as produções de “Noé” (US$ 101 milhões de bilheteria doméstica contra despesas de US$ 125 milhões de produção) e “Êxodo: Deuses e Reis” (US$ 65 milhões nos EUA, com orçamento de US$ 140 milhões) deram prejuízo aos estúdios americanos. Os próximos lançamentos da MGM incluem mais um remake, “Desejo de Matar”, o reboot de “Tomb Raider” e as continuações de “Creed”, “Anjos da Lei” e da franquia 007.
Michel Temer aumenta verba do MinC e estende benefícios da Lei do Audiovisual até 2022
O Presidente Michel Temer anunciou na noite de segunda (7/11), em cerimônia da Ordem do Mérito Cultural, que irá estender os benefícios da Lei do Audiovisual até 2022. Além dessa continuidade de investimento na produção cinematográfica nacional, o Presidente da República anunciou um aumento de 40% no orçamento do Ministério da Cultura (MinC) para 2017. Segundo ele, o setor está sendo privilegiado em momento de crise e “arrocho” devido à sua importância. “A cultura é o mais importante bem do povo brasileiro. É por meio dela que nós nos comunicamos”, disse Temer, para uma plateia repleta de artistas, que também celebraram o ano do samba e a grande homenageada, Dona Ivone Lara. Vale lembrar que Temer chegou a extinguir o MinC em maio, logo após assumir a presidência, transformando-o numa secretaria subordinada ao Ministério da Educação. A reação negativa da classe artística o fez mudar de ideia e anunciar a recriação do Ministério, nove dias depois.
Samuel L. Jackson e Travis Fimmel vão estrelar sci-fi de catástrofe gravitacional
Os atores Samuel L. Jackson (“A Lenda de Tarzan”) e Travis Fimmel (série “Vikings”) vão estrelar a ficção científica “Inversion”. Segundo o site da revista Variety, o filme terá direção de Peter Segal (“Agente 86”) e um orçamento de US$ 130 milhões. Fimmel viverá um vigarista que se junta a uma cientista chinesa (papel de Liu Yifei de “Os Quatro”) numa missão desesperada para salvar a Terra de uma perda súbita e terrível de gravidade, enquanto Jackson vai interpretar um investigador do departamento americano de Segurança Nacional que acredita que a dupla é a responsável pela catástrofe e passa a persegui-los, tentando evitar maior destruição. O roteiro foi escrito por Paul Haggis (“Crash: No Limite”), David Arata (“Filhos da Esperança”) e Bragi Schut (“Caça às Bruxas”). As filmagens vão começar em 27 de fevereiro em Berlim e as locações também incluirão Chicago e Xangai. Ainda não há previsão para a estreia
Rodrigo Lombardi lidera elenco do filme sobre a Lava-Jato
Apesar da novela, literalmente, sobre sua participação, Rodrigo Lombardi vai mesmo interpretar o juiz Sérgio Moro no cinema. Escalado para protagonizar “À Flor da Pele”, novela de Gloria Perez que substituirá “A Lei do Amor” na faixa das 9, ele acabou entrando também na série “Carcereiros”, para substituir o falecido Domingos Montagner, e tinha ficado sem espaço na agenda. Mesmo assim, seu nome apareceu encabeçando o elenco do longa, que foi divulgado no fim de semana. Além dele, participarão de “A Lei É para Todos” os atores Rainer Cadete (novela “Êta Mundo Bão”), como o procurador Deltan Dallagnol, Roberto Birindelli (série “1 Contra Todos”) como o doleiro Alberto Youssef, Werner Schünemann (novela “Haja Coração”) como o diretor-geral da Policia Federal, e Antonio Calloni (novela “Salve Jorge”), Flávia Alessandra (também da novela “Êta Mundo Bom!”) e Bruce Gomlevsky (minissérie “Liberdade, Liberdade”) como três delegados da Polícia Federal à frente da Operação Lava Jato. Com este elenco, é praticamente a versão novela da Globo da Lava-Jato. Mas os produtores falam em “superprodução” cinematográfica. “A Lei É para Todos” conta com um orçamento estimado em R$ 14 milhões, segundo o comunicado. “Os recursos foram levantados junto a investidores privados. Não há dinheiro público no filme”, diz o material. Ainda de acordo com release, a produção do longa-metragem firmou um acordo com a Polícia Federal que prevê “o apoio logístico da PF, que permitirá filmagens nas instalações onde a Lava-Jato está sendo conduzida e com os equipamentos (viaturas, helicópteros, armamentos, uniformes etc) reais”. “Nossa ambição é fazer um filme de entretenimento de grande bilheteria”, diz o produtor Tomislav Blazic. E o diretor do longa aumenta. “Nosso objetivo é fazer um blockbuster”, afirma Marcelo Antunez, parceiro de Roberto Santucci (que atua como consultor aqui, para dar medo) nas comédias “Até que a Sorte nos Separe 3” e “Qualquer Gato Vira-Lata 2”. De repente, a versão novela da Globo da Lava Jato já será lucro e preferível à versão besteirol. De todo modo, a versão Netflix vem logo em seguida, com direção e produção de quem entende de série e filme policial, José Padilha, responsável pelos dois blockbusters da franquia “Tropa de Elite” e a série “Narcos”.
Jurassic World 2 será um dos filmes mais caros já feitos
Steven Spielberg previu em 2013 uma possível implosão de Hollywood, causada pelo excesso de filmes de grande orçamento. E agora ele faz sua parte, como produtor, para cumprir a profecia. Em entrevista para o jornal El Pais, o diretor J.A Bayona (“O Impossível”) revelou o custo previsto para a produção de “Jurassic World 2”: “apenas” US$ 260 milhões. Há uma regra não declarada em Hollywood que, quando um filme faz muito sucesso, sua sequência seja mais cara. “Jurassic World” (2015) custou US$ 150 milhões e rendeu US$ 1,6 bilhão mundialmente. Se a informação do diretor for verídica, “Jurassic World 2” será um dos filmes mais caros já feitos e terá que render em torno de US$ 1 bilhão para se pagar. “Batman vs. Superman”, que custou US$ 10 milhões a menos, parou na marca dos US$ 873 milhões. Apesar do orçamento escandaloso, “Jurassic World” nem chega nem perto do valor gasto pela Disney para bancar o filme mais caro já produzido em Hollywood: “Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas” detém o recorde, tendo custado US$ 378,5 milhões para chegar aos cinemas. A expectativa é que Chris Pratt e Bryce Howard Dallas retornem para “Jurassic World 2”, cuja sinopse está sendo mantida em sigilo. As filmagens devem começar assim que Bayona encerrar a divulgação de seu novo filme, “Sete Minutos Depois da Meia-Noite”, que estreia em 13 de outubro no Brasil, mas apenas em dezembro nos EUA. “Jurassic World 2” tem estreia marcada para junho de 2018.
Wagner Moura reclama que empresas não querem bancar sua estreia como diretor
O ator Wagner Moura (série “Narcos”) reclamou, em entrevista ao blogueiro do UOL Leonardo Sakamoto, que está tendo dificuldade para financiar sua estreia como diretor de cinema, uma cinebiografia de Carlos Marighella. “Já recebemos e-mails de que não iriam apoiar um filme meu, ainda mais sobre alguém como o Mariguella, um ‘terrorista'”, disse Moura na entrevista. Inspirado no livro de “Marighella – O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo”, de Mario Magalhães, outro blogueiro do UOL, o filme está orçado em R$ 10 milhões, valor de superprodução para o cinema nacional. Não é, definitivamente, o projeto indie que se espera de um diretor iniciante. Apesar das negativas da iniciativa privada, Moura já conseguiu apoio do governo petista da Bahia, seu estado natal e também de Marighella. “O governador se comprometeu a fazer contato com algumas empresas como a Bahiagás, Embasa, etc, para ver a possibilidade de um patrocínio direto ou por meio do FazCultura ou da Lei Rouanet”, disse o secretário de cultura do estado, Jorge Portugal. Por sua vez, o ator, que diz não reconhecer o governo Temer nem o Ministro da Cultura Marcelo Calero, não vê contradição em se valer de financiamento do mesmo governo para tirar do papel um projeto pessoal. Na opinião dele, as críticas de que estaria “mamando” em dinheiro público são tanto fruto do momento atual, de extrema polarização política, quanto de um tipo de “narrativa”, que muitas vezes descamba para a “canalhice”. “Se você coloca seu projeto para ser avaliado no Ministério da Cultura e ele é aprovado, não quer dizer que você vai ter esse dinheiro. Você tem que mendigar. Inclusive, de uma forma distorcida. A Lei Rouanet é uma lei neoliberal, que deixa para as empresas a aplicação de dinheiro público. As críticas que fazem à lei são por motivos errados”.
Netflix vai gastar quase US$ 100 milhões para produzir novo filme de Will Smith
O serviço de streaming Netflix vai produzir o próximo filme de Will Smith. E, para isso, financiará um orçamento de quase US$ 100 milhões. Depois de duas semanas de negociações e um concorrido leilão com múltiplos estúdios de Hollywood, a empresa cobriu as ofertas da concorrência e adquiriu os direitos da produção, intitulada “Bright”. O filme é um thriller policial que mistura elementos fantásticos, com roteiro de Max Landis (“Victor Frankenstein”) e direção de David Ayer (“Corações de Ferro”). A produção marcará a segunda parceria entre o diretor e o astro Will Smith, após rodarem o vindouro “Esquadrão Suicida”, que tem estreia marcada para 4 de agosto. Além de Smith, o ator Joel Edgerton (“Êxodo: Deuses e Reis”) também está em negociações para participar do projeto. “Bright” contará a história de um policial que vive em um mundo de fantasia, onde os seres humanos co-existem com fadas e Orcs. Só o roteiro custou US$ 3 milhões, numa das mais caras aquisições dos últimos anos da indústria cinematográfica. Além disso, US$ 45 milhões serão destinados ao pagamento dos cachês, inclusive o salário de Will Smith, e mais US$ 45 milhões cobrirão as despesas de filmagens. Trata-se, definitivamente, do maior projeto da história da Netflix até o momento, superando os US$ 60 milhões investidos na produção de “War Machine”, filme que será dirigido por David Michod (“The Rover – A Caçada”) e estrelado e produzido por Brad Pitt (“A Grande Aposta”). As filmagens de “Bright” estão marcadas para setembro em Los Angeles e ainda não há previsão de estreia. Não se sabe também se o filme passará nos cinemas, mas é certo que terá lançamento simultâneo para os assinantes do Netflix em todo o mundo.












