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    Ruggero Deodato, diretor do polêmico “Holocausto Canibal”, morre aos 83 anos

    29 de dezembro de 2022 /

    O cineasta italiano Ruggero Deodato, responsável pelo clássico do terror “Holocausto Canibal” (1980), morreu nessa quinta-feira (29/12) em Roma, aos 83 anos. A notícia foi publicada no Facebook por Sergio Martino (“Torso”), outro cineasta que marcou época no cinema extremo italiano. Deodato é lembrado até hoje como o grande pioneiro do subgênero do terror de “found footage”, e se envolveu em diversas polêmicas na época do lançamento de “Holocausto Canibal” devido ao realismo das imagens mostradas. Nascido em 7 de maio de 1939, ele iniciou sua carreira no audiovisual trabalhando como assistente de direção de cineastas como Roberto Rossellini (em “Alma Negra”) e Sergio Corbucci (no famoso “Django”). Seu primeiro trabalho na direção foi em “Ursus, Prisioneiro de Satanás” (1964), baseado no mito do herói Hércules. Porém, sua participação não foi creditada nesse filme, e a direção foi assinada apenas por Antonio Margheriti (“Um Tira Virtual”), de quem foi assistente naquele ano em “Dança Macabra”. Seu primeiro crédito como diretor só veio quatro anos depois, mas em abundância. Ele lançou nada menos que quatro filmes em 1968: “Fenomenal and the Treasure of Tutankamen”, “Gungala, the Black Panther Girl”, “Man Only Cries for Love” e “Holidays on the Costa Smeralda”. Nesse início de carreira, Ruggero Deodato trabalhou em gêneros como comédia e musical. Embora alguns dos seus filmes trouxessem um toque de exploitation, não se comparam aos extremos dos projetos que o tornaram famoso. Sua estreia no terror aconteceu em 1977, quando lançou “O Último Mundo dos Canibais”, sobre um garimpeiro de petróleo que é capturado por uma tribo canibal violenta e primitiva da floresta tropical das Filipinas. Foi o prenúncio do que viria a seguir. Logo depois de dirigir o thriller “O Caso Concorde” (1979), sobre um repórter que tenta impedir um acidente aéreo, o cineasta voltou ao tema do cinema canibal, fazendo o filme mais famoso dessa vertente em todos os tempos. Para dar realismo a “Holocausto Canibal”, Deodato contou a história por meio de um artifício que seria muito imitado décadas depois. A narrativa se materializava na tela por meio de um filme perdido, encontrado por um professor universitário após seus responsáveis, uma equipe de documentaristas, ter sido supostamente devorada por uma tribo de canibais. O artifício foi tão convincente que muitos acreditaram que as imagens do falso documentário eram reais. Isto gerou um frenesi na época, amplificando o impacto das imagens violentas registradas, especialmente de mortes agonizantes de animais, ao ponto de Deodato quase ser preso por exibir suposto canibalismo autêntico e mortes reais como entretenimento. O elenco precisou vir a público para provar que estava vivo e que tudo não passava de ficção. Ou melhor, quase tudo. Porque as mortes dos animais foram reais. A ideia era misturar cenas falsas de mortes (das pessoas) com cenas verdadeiras (de animais) para fazer tudo parecer verdadeiro. A estratégia ajudou a tornar o filme convincente, mas os maus-tratos contra os animais fez o filme ser banido em cerca de 50 países. E a polêmica o acompanhou pelo resto da vida. Quando participou do MOTELX – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, em 2016, Deodato foi atacado verbalmente por membros do público por conta da crueldade contra animais mostrada no seu filme. Essa mistura de realidade e ficção, que vem à luz por meio de uma “filmagem encontrada”, fez de “Holocausto Canibal” o pioneiro do subgênero found footage. As características que ficaram conhecidas com esse tipo de filme tiveram início ali, como o aparente amadorismo das imagens, a apresentação como relato autêntico e documental, e o fato de os registros terem sido encontrados após a morte de quem filmou. Tudo isso, 19 anos antes de “A Bruxa de Blair”, que repetiu exatamente a mesma fórmula. Depois do sucesso de “Holocausto Canibal”, Deodato dedicou boa parte da sua carreira ao gênero de terror. Somente na década de 1980, explorando situações extremas como torturas e matanças em “A Casa no Fundo do Parque” (1980), “Inferno ao Vivo” (1984), “Contagem de Cadáveres” (1986), “A Face” (1987) e “Grite por Socorro” (1988). Ele diminuiu o ritmo a partir da década seguinte, fazendo mais trabalhos na TV e dirigindo pouquíssimos filmes, como os terrores “As Três Faces do Mal” (1993) e “Ballad in Blood” (2016). Mas também estreou como ator, sendo homenageado por Eli Roth com uma participação especial como canibal italiano em “O Albergue 2” (2007). Seu último crédito como diretor foi comandando um segmento da antologia de terror “Deathcember” (2019).

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    Stephen Greif, ator de “The Crown”, morre aos 78 anos

    27 de dezembro de 2022 /

    O ator britânico Stephen Greif, conhecido por fazer participações em séries como “Blake’s 7” e “The Crown”, morreu aos 78 anos. Sua morte foi anunciada por seus representantes por meio de uma publicação nas redes sociais, mas a causa da morte não foi revelada. Dono de uma carreira longeva que se estendeu por mais de 50 anos, Stephen Greif trabalhou sem parar em filmes, séries e teatro. Ao todo, ele tem mais de 130 créditos como ator. Nascido em 26 de agosto de 1944, em Hertfordshire, na Inglaterra, Greif se formou com honras na Academia Real de Artes Dramáticas. Ele também foi membro da Royal Shakespeare Company e foi indicado ao prêmio Laurence Olivier e London Critics Circle por seu trabalho no National Theatre por muitos anos. Suas primeiras aparições na TV foram justamente em filmagens das peças de teatro que ele estrelava, como “The Tragedy of King Richard II” (1970) e “Edward II” (1970). Logo, porém, ele já conseguiu seu primeiro papel em um filme, “Nicholas e Alexandra” (1971), além de sempre fazer participações em séries de TV. Um dos seus primeiros papéis de destaque na TV foi na série sci-fi “Blake’s 7”, na qual interpretou o vilão comandante Travis. Ele também apareceu em 12 episódios de “Citizen Smith”, além de diversas participações esporádicas em outras séries, como “Casal 20” (em 1983), “Zorro” (1990) e “EastEnders” (1996) Os créditos de Greif também incluem muitas outras séries e, mais recentemente, ele apareceu em “O Alienista”, e na 4ª temporada de “The Crown”, na qual interpretou o presidente do parlamento, Sir Bernard Weatherill. No cinema, seus créditos incluem os filmes “Spartan” (2004), “Casanova” (2005), “A Outra Face da Raiva” (2005), “Trair é uma Arte” (2009) e “A Dama Dourada” (2015). Os últimos trabalhos de Greif como ator foram no filme “D Is for Detroit” (2022) e no game “Total War: Warhammer III” (2022), no qual ele dublou um dos personagens.

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    Reynaldo Boury, diretor mais importante da TV brasileira, morre aos 90 anos

    25 de dezembro de 2022 /

    O veterano diretor de novelas Reynaldo Boury morreu neste domingo (25/12), dia de Natal, aos 90 anos. A notícia foi anunciada por sua filha, a novelista Margareth Boury. Diretor que disputa com Daniel Filho o título de mais importante da TV brasileira, Boury foi revolucionário, responsável por clássicos como “Irmãos Coragem” e “Selva de Pedra”, além da série “Sítio do Picapau Amarelo” na Globo, sem esquecer os maiores sucessos da História do SBT. Ele começou a carreira como fotógrafo, clicando atores na TV Tupi, para que pudessem se ver em cena nos teleteatros ao vivo, no começo da TV – quando ainda não havia videotape. Em pouco tempo, trocou esse emprego pelo de cameraman. Foi nessa função que assinou contrato com a TV Excelsior, onde iniciou sua trajetória atrás da câmera de “A Outra Face de Anita” (1964). Na Excelsior, Boury participou da implantação das primeiras novelas diárias no país, virou diretor e ainda dirigiu a maior quantidade de episódios de uma mesma novela na TV brasileira: “Redenção” (1966), que durou 596 capítulos. Ele quase quebrou seu recorde muitas décadas depois, ao gravar 523 episódios de “Chiquititas” – a maior novela de todos os tempos, com mais de 800 episódios. Com o fechamento da Excelsior, o diretor foi contratado pela Globo em 1970 e colocado à frente do projeto mais ousado da emissora até aquele momento: “Irmãos Coragem”, de Janete Clair, que marcou a teledramaturgia com sua história de aventura, romance e barbárie no garimpo, em clima de Velho Oeste. Os papéis principais, como os irmãos do título, consagraram os atores Tarcisio Meira, Claudio Marzo e Cláudio Cavalcanti. Boury também foi responsável por “Minha Doce Namorada” (1971), que rendeu o apelido de “namoradinha do Brasil” a Regina Duarte, e “Selva de Pedra” (1972), primeira novela da História a atingir 100% de audiência, segundo medição da época. Após a consagração no horário nobre das novelas, ele ajudou a estabelecer a faixa das 18h da Globo, assinando “Bicho do Mato” (1972) e “A Patota” (1973), respectivamente segunda e terceira novela exibidas na nova linha de programação. Em seguida, assumiu o controle das produções das 19h, começando por “Supermanoela” (1974), que projetou Marília Pêra no papel-título, e pela hilária “Corrida do Ouro” (1975), que encontrou o tom de humor da faixa. Nessa pegada, fez igualmente “Chega Mais” e “Plumas & Paetês” (ambas em 1980). O diretor também foi pioneiro da dramaturgia infantil da Globo, com o lançamento da série “Shazan, Xerife & Cia.” em 1972, seguida pelo grande sucesso do “Sítio do Picapau Amarelo” em 1977. Na Globo, ainda comandou o programa Caso Verdade (1982-1986), a premiada minissérie “O Primo Basílio” (1988) e novelas das oito famosas como “Sol de Verão” (1982), “Tieta” (1989), “Meu Bem, Mel Mal” (1990) e o remake de “Irmãos Coragem” (1995). Apesar dessa trajetória, acabou na geladeira da emissora, de onde saiu para reinventar sua carreira com novos feitos históricos, a começar pela direção da primeira novela da TV angolana, “Minha Terra, Minha Mãe”, em 2009. Em 2011, assinou com o SBT para comandar “Amor e Revolução”, e mais uma vez fez História, ao gravar o primeiro beijo gay de uma novela brasileira. No ano seguinte, assumiu a direção de dramaturgia da emissora e transformou o SBT numa fábrica de sucessos infantis, assinando mais de 1,5 mil capítulos entre as produções de “Carrossel” (2012-2013), “Chiquititas” (2013-2015), “Cúmplices de um Resgate” (2015-2016) e “As Aventuras de Poliana” (2018-2020), seu último trabalho. Intérprete de Poliana, a atriz Sophia Valverde publicou um longo texto nas redes sociais, emocionada com a morte do diretor, com quem criou uma relação muito próxima. “Eu amava ele porque ele era um diretor incrível, uma pessoa maravilhosa, estava sempre pronto a me escutar quando eu precisasse e me ensinou muito! No nosso último encontro, que foi na pizzaria, ele me fez chorar com as palavras que disse pra mim, sempre com muito carinho, ele me orientava para tentar sempre ser uma atriz melhor”, declarou ela.  Larissa Manoela também celebrou a parceria com o diretor nas redes. “Grande mestre! Meu diretor de 3 das novelas que fiz. Seu legado será mantido, seus ensinamentos levados adiante e toda sua genialidade guardada em minha memória porque só quem teve a honra de ser dirigida por Reynaldo Boury sabe o quanto ele realmente era genial”, disse.

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    Diane McBain, que filmou com Elvis e Batman, morre aos 81 anos

    22 de dezembro de 2022 /

    A atriz Diane McBain, conhecida pelas suas participações na série “Surfside 6” e no filme “Minhas Três Noivas” (1966), morreu nessa quarta (21/12), aos 81 anos, após uma batalha contra um câncer de fígado. McBain também estrelou quatro episódios da série do “Batman”, primeiro como uma ajudante do Chapeleiro Louco (David Wayne) e depois como proprietária da empresa de selos Pinky Pinkston, num episódio que também contou com a participação dos heróis Besouro Verde (Van Williams) e Kato (Bruce Lee). Nascida em 18 de maio de 1941, em Cleveland, McBain mudou-se com sua família para Glendale em 1944. Ela foi modelo de comerciais de TV e anúncios de revistas quando adolescente e, enquanto aparecia em uma peça na Glendale High School, foi descoberta por um caçador de talentos e assinou um contrato de sete anos com a Warner no dia do seu aniversário de 18 anos. “Quando eu estava prestes a me formar no ensino médio, eles me ofereceram o papel da neta de Richard Burton em ‘O Gigante do Gelo’ (1960)”, disse ela certa vez. “E acredite ou não, eu nem sabia quem era Richard Burton!… Ele era um ator inglês e eu era uma adolescente.” Antes do filme com Burton, porém, McBain fez sua estreia na TV em 1959, em dois episódios da série “Maverick” e na série “77 Sunset Strip”, seu primeiro papel recorrente. Logo veio sua participação em “O Gigante do Gelo”, seguida por aparições em várias séries, como “The Alaskans”, “Sugarfoot”, “Lawman” e “Bourbon Street Beat”, todas em 1960. Também foi nessa época que McBain começou a trabalhar na série “Surfside 6”, naquele que se tornaria o seu papel mais memorável. Ela interpretou Daphne, a dona de um iate que ficava ao lado da casa flutuante que servia de base para os detetives particulares interpretados por Van Williams, Troy Donahue e Lee Patterson. Ao todo, McBain apareceu em 45 episódios da série. Seus trabalhos seguintes foram nos filmes “No Vale das Grandes Batalhas” (1961), estrelado por Claudette Colbert, “Com Pecado no Sangue” (1961), dirigido por Gordon Douglas, “O Caçador de Petróleo” (1962), com Philip Carey, e “Almas nas Trevas” (1963), estrelado por Joan Crawford. Ela também voltou a se reunir com Donahue em “Um Clarim ao Longe” (1964), último filme dirigido por Raoul Walsh. McBain deixou a Warner após recusar um pequeno papel no filme “Médica, Bonita e Solteira” (1964). “Eu estava fazendo protagonistas e pensei que não era uma boa ideia”, disse ela. Isso lhe possibilitou conseguir destaque no filme da MGM “Minhas Três Noivas”, em que deu bons beijos no cantor Elvis Presley. Ela apareceu em outros filmes típicos dos anos 1960 como “A Pista do Trovão” (1967), “The Mini-Skirt Mob” (1968), “Five the Hard Way” (1969) e “I Sailed to Tahiti with an All Girl Crew” (1969), em que viveu motoqueiras, velejadora e participou de corridas de carros, antes de partir para séries como “Mod Squad”, “Terra de Gigantes”, “James West”, “O Agente da UNCLE”, “Havaí Cinco-0”, “As Panteras”, “Dallas” e “A Supermáquina”, entre outras. Recentemente, ela tinha voltado ao cinema em participações nos longas “O Clube dos Corações Partidos” (2000) e “Besotted” (2001). No livro “Fantasy Femmes of Sixties Cinema” (2001), McBain disse que se arrependeu de ter sido rotulada como uma garota má, especialmente seus papéis de motoqueira selvagem no final dos anos 1960. “Eu queria interpretar a ingênua”, disse ela. “Eu nunca consegui entender por que todo mundo queria interpretar a vadia. Porque quando você entra na sociedade, as pessoas te veem como te veem na tela. É terrível ser considerado uma pessoa horrível e complicada quando você não é!” Além da carreira no cinema e na TV, McBain também entreteve as tropas americanas no exterior nos anos 1960 e auxiliou sobreviventes de estupro, após ela própria ter sido vítima em 1982. McBain publicou sua autobiografia, “Famous Enough, a Hollywood Memoir”, co-escrita por Michael Gregg Michaud, em 2014, depois escreveu dois romances, “The Laughing Bear” (2020) e “The Color of Hope” (2021). “Ela viveu uma vida plena e experimentou todas as oportunidades que se apresentaram. Ela era muito gentil, atenciosa, leal e generosa, e tinha um senso de humor perverso”, escreveu Michaud, nas suas redes sociais. “Apesar de suas notáveis realizações profissionais, ela era a estrela de cinema menos afetada que já conheci.”

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    Mike Hodges, diretor de “Flash Gordon”, morre aos 90 anos

    21 de dezembro de 2022 /

    O cineasta britânico Mike Hodges, diretor de filmes como “Carter, o Vingador” (1971) e “Flash Gordon” (1980), morreu no último sábado (17/12), aos 90 anos. A notícia da sua morte foi divulgada pelo amigo e produtor Mike Kaplan, que trabalhou com o diretor em “Vingança Final” (2003). Michael Tommy Hodges nasceu em 29 de julho de 1932, em Bristol, na Inglaterra. Ele estudou para ser contador e depois serviu na marinha britânica por dois anos. Sua carreira no show business começou quando conseguiu um trabalho como operador de teleprompter para a televisão britânica. Hodges aprendeu a linguagem audiovisual observando o trabalho na TV e, depois de um tempo, começou a escrever roteiros para o teleteatro “Armchair Theatre”, do canal britânico ITV, o que lhe permitiu largar o emprego de técnico. Em 1969, escreveu e dirigiu dois episódios de outro teleteatro do canal, “ITV Playhouse”, e a repercussão foi tão positiva que lhe rendeu o convite para escrever e dirigir “Carter, o Vingador”, filme que marcaria sua estreia no cinema. Hodges adaptou “Carter, o Vingador” de um romance de Ted Lewis. No filme, Michael Caine interpreta um gângster londrino em busca de vingança depois que seu irmão é morto. Foi um sucesso tão marcante que acabou revisitado por um remake americano no ano 2000, intitulado “O Implacável”, com Sylvester Stallone no papel principal. Ele repetiu a parceria com Caine em seu filme seguinte, “Diário de um Gângster” (1972), sobre um escritor convidado a escrever as memórias de uma celebridade misteriosa. Nos anos seguintes, Hodges se aventurou por produções do gênero fantástico, dirigindo “O Homem Terminal” (1974) e “Flash Gordon” (1980), que foi o filme de maior repercussão de sua carreira. A superprodução baseada nos quadrinhos de Alex Raymond tinha trilha sonora da banda Queen e veio no embalo de “Guerra nas Estralas” (Star Wars), conquistando grande bilheteria. Sua relação com a banda Queen ainda rendeu clipes (“Flash” e “Body Language”), e esse sucesso também lhe vingou da maior frustração de sua carreira. Antes de “Flash Gordon”, Hodges começou a trabalhar no terror “A Profecia II” (1978), mas acabou se desentendendo com os produtores e demitido por “diferenças criativas”, ficando sem créditos em seu lançamento. Sua filmografia continuou se alterando em produções de temas sci-fi e criminais até o fim, incluindo a comédia “Corra! Os ETs Chegaram” (1985), sobre três alienígenas que se tornam celebridades após caírem na Terra, o policial “Prece para um Condenado” (1987), que narra a relação entre um assassino (Mickey Rourke) e um padre (Bob Hoskins), e “Arco-Íris Negro” (1989), sobre uma médium (Rosanna Arquette) que tem a visão de um assassinato e passa a ser perseguida pelo assassino. Na virada do século, Hodges dirigiu dois filmes estrelados por Clive Owen: “Crupiê: A Vida em Jogo” (1998), sobre um aspirante a escritor que é contratado como crupiê em um cassino, e “Vingança Final” (2003), que mostra um ex-gangster retornando ao mundo do crime após a morte do seu irmão. Seu último longa foi o documentário “Murder by Numbers” (2004), co-dirigido por Paul Carlin, que abordou a popularidade dos filmes sobre serial killers nas últimas décadas. Hodges também escreveu peças de teatro como “Soft Shoe Shuffle” (1985) e “Shooting Stars and Other Heavenly Pursuits” (2000) – que foi adaptada para a rádio BBC – e publicou o romance “Watching the Wheels Come Off”, em 2010. Veja abaixo o trailer da nova versão restaurada de “Flash Gordon”

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    Betito Tavares, da novela “Coração de Estudante”, morre aos 42 anos

    16 de dezembro de 2022 /

    O ator Betito Tavares, que se destacou na novela “Coração de Estudante” (2002) morreu na quinta (15/12), aos 42 anos, de causa não revelada. O falecimento foi anunciado pela irmã, Milena Tavares, e depois confirmada em uma homenagem do ator Renato Góes nas redes sociais. “Morávamos no mesmo prédio em Recife. Eu ainda um adolescente sonhador quando ele foi embora fazer sua primeira novela, ‘Coração de Estudante’. Suas conquistas muito me inspiraram. Hoje perdemos um inteligente e inquieto companheiro! Siga em paz! Beijo nos amigos e família”, escreveu Góes ao lado de uma imagem de Betito. Na novela de Emanuel Jacobina na Globo, ele Ficou conhecido por interpretar Cardosinho, estudante de medicina que era o “palhaço” da turma de universitários e dividia a “República das Bananeiras” com Fábio (Paulo Vilhena), Baú (Cláudio Heinrich) e Carlos (Rodrigo Prado). Era filho de lavradores nordestinos, mas fingia que seus pais eram grandes latifundiários, e marcou a produção com bordões como “seu cabra”, “meu bichinho” e “na minha terra, isso dava até morte”. Após o trabalho em “Coração de Estudante”, Betito seguiu para a temporada de 2003 de Malhação, na pele de Ceará. Mas sua carreira não deslanchou nas telas e seu último trabalho na televisão foi um episódio da série “Casos e Acasos”, em 2008. Apesar disso, continuou envolvido em muitos projetos no teatro. Sidcley Batista, fundador do grupo Nós do Teatro, contou que Betito sofria de “doença mental”. “Por onde anda Betito Tavares??? Betito, agora não ‘anda’ mais, hoje ele se foi… Depois de anos convivendo com doença mental… Não é fácil, principalmente para a família e as pessoas que o amavam, ver aquele jovem talentoso, produtivo passar por isso. Como com certeza não era nada fácil para ele…”, disse. Uma mulher que se identificou como prima revelou no Twitter que o mal do ator era depressão. E Renato Góes confirmou com um “isso” num comentário ao post.

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    Stuart Margolin, ator de “Arquivo Confidencial”, morre aos 82 anos

    13 de dezembro de 2022 /

    O ator Stuart Margolin, conhecido pelo seu papel de Evelyn “Angel” Martin na série clássica “Arquivo Confidencial”, morreu na segunda (12/12) aos 82 anos. A notícia da sua morte foi divulgada por seu enteado, o ator Max Martini (“Bosch: Legacy”), numa publicação no Instagram, mas a causa da morte não foi divulgada. Além do papel na série clássica, Stuart Margolin teve uma carreira longeva que durou mais de 60 anos e superou os 120 créditos como ator, incluindo participações em filmes como “Os Guerreiros Pilantras” (1970) e “Desejo de Matar” (1974), e em séries conceituadas como “Terra de Gigantes”, “M*A*S*H*”, “Magnum”, “30 Rock” e “Arquivo X”. Nascido em 31 de janeiro de 1940, em Davenport, no estado americano de Iowa, Margolin começou sua carreira no início dos anos 1960 fazendo participações especiais em séries populares como “O Fugitivo” e “The Alfred Hitchcock Hour”. Ao longo da década, ele continuou a aparecer na TV em produções duradouras, incluindo “Têmpera de Aço” (Ironside), “O Homem de Virgínia”, “Os Monkees”, “A Feiticeira” e “The F.B.I.”. Ao mesmo tempo em que viu a carreira decolar no cinema, em filmes como “Por um Corpo de Mulher” (1968), “Os Guerreiros Pilantras” (1970) e “Acorrentadas ao Passado” (1972), ganhou seus primeiros papeis recorrentes, aparecendo em 29 episódios da série “O Jogo Perigoso do Amor” (exibidos entre 1969 e 1973) e em 24 episódios de “Nichols” (1971-1972). 1974 foi o ano da virada, quando participou do clássico “Desejo de Matar”, estrelado por Charles Bronson, e estreou na série “Arquivo Confidencial”, seu trabalho mais conhecido. A série trazia James Garner como o investigador particular Jim Rockford, que a cada episódio resolvia um caso diferente na cidade de Los Angeles. Margolin interpretava Evelyn “Angel” Martin, que Rockford conheceu quanto passou um tempo na prisão. O personagem era um vigarista pouco confiável e patologicamente mentiroso, cujos esquemas constantemente colocam o detetive em apuros, mas mesmo assim os dois continuavam amigos. Margolin venceu dois Emmys seguidos, em 1979 e 1980, por conta do seu trabalho na 5ª e 6ª temporadas da atração. Ele apareceu em mais de 30 de episódios, incluindo o primeiro e o último da série, exibido em 1980, além de ter participado de todos os oitos telefilmes derivados da série nos anos 1990. Para completar, ainda dirigiu dois episódios da produção. Curiosamente, “Arquivo Confidencial” não foi a primeira e nem a última parceria de Margolin com James Garner. Os dois já haviam trabalhado juntos na série de western “Nichols” (1971–1972) e voltaram a se encontrar novamente em “Bret Maverick” (1981-1982), continuação do western clássico “Maverick” (1957–1962). Nas décadas seguintes, o ator fez participações em diversas séries como “O Toque de um Anjo” (1997-2000), Beggars and Choosers” (1999-2000) e “Tom Stone”, na qual apareceu em 26 episódios, exibidos entre 2002 e 2004, além do revival de “Arquivo X” (em 2018). Ele também participou dos filmes “O Vigarista do Ano” (2006) e “A Negociação” (2012), ambos estrelados por Richard Gere, e continuava em atividade, tendo escrito e estrelado “What the Night Can Do”, que foi dirigido por seu filho Christopher Martini em 2020, e participado do curta “Home” neste ano, com direção do neto Sean Carlo Martini. Em sua postagem anunciando a morte de Margolin, Max Martini (o pai de Sean Carlo) o definiu como “um padrasto profundamente talentoso que sempre esteve presente com amor e apoio para sua família”. Confira a postagem abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Max Martini (@maxmartinila)

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  • Música

    Angelo Badalamenti, compositor de “Twin Peaks”, morre aos 85 anos

    12 de dezembro de 2022 /

    O compositor Angelo Badalamenti, que fez parcerias marcantes com o cineasta David Lynch em obras como “Veludo Azul” (1986), “Twin Peaks” (1990-91) e “Cidade dos Sonhos” (2001), morreu no último domingo (11/12) em sua casa em Nova Jersey, EUA, de causas naturais aos 85 anos. Compositor de formação clássica, Badalamenti também colaborou com diversos cantores em praticamente todos os gêneros musicais ao longo da sua carreira. Algumas das suas principais parcerias foram com Julee Cruise, Nina Simone, David Bowie, Paul McCartney, Liza Minnelli, Anthrax, Tim Booth e LL Cool J. Nascido em 22 de março de 1937 no Brooklyn, em Nova York, Badalamenti estudou música na Eastman School of Music e na Manhattan School of Music, onde fez mestrado, antes de iniciar sua carreira profissional como professor de música, pianista e compositor. Seus primeiros trabalhos no cinema foram as trilhas de “A Guerra de um Homem” (1973) e “Law and Disorder” (1974). A colaboração com Lynch começou em 1986, quando o diretor o contratou como treinador vocal da estrela do “Veludo Azul”, Isabella Rossellini, que deveria cantar no filme. A parceria funcionou e Badalamenti acabou fazendo a trilha sonora do longa e escreveu a música “Mysteries of Love” com o diretor. Isso abriu muitas portas na sua carreira, levando Badalamenti a compor temas para obras tão distintas quanto “A Hora do Pesadelo 3: Os Guerreiros dos Sonhos” (1987), “Férias Frustradas de Natal” (1989), “Nu em Nova York” (1993), “Secretária” (2002) e “Cabana do Inferno” (2002) Ele também compôs a música de abertura das Olimpíadas de 1992, em Barcelona. Mesmo com a carreira prolífica, Badalamenti nunca abandonou a parceria com Lynch. Eles trabalharam juntos em “Coração Selvagem” (1990), “Estrada Perdida” (1997), “Uma História Real” (1999), “Cidade dos Sonhos” (2001) e até no curta “Rabbits” (2002). Mas o marco dessa colaboração aconteceu na série “Twin Peaks” (1990-1991), que rendeu um Grammy ao compositor, além de sucesso nas paradas musicais com o hit “Falling”, cantado por Julee Cruise em cena da atração televisiva. “Eu sento com Angelo e converso com ele sobre uma cena e ele começa a tocar essas palavras no piano”, Lynch disse ao The New York Times em 2005, explicando a parceria criativa dos dois. “Às vezes, até nos reuníamos e inventávamos coisas no piano, e antes que você percebesse, isso nos levava à ideia de uma cena ou um personagem.” “Quando começamos a trabalhar juntos, tivemos uma espécie de afinidade instantânea – eu não sabendo nada sobre música, mas muito interessado em clima e efeitos sonoros”, contou o diretor. “Percebi muitas coisas sobre efeitos sonoros e música trabalhando com Angelo, como eles são próximos um do outro.” Badalamenti acrescentou que “os visuais de David são muito influenciados pela música. O andamento da música o ajuda a definir o andamento dos atores e seus diálogos e como eles se movem. Ele se sentava ao meu lado em um teclado, descrevendo o que estava pensando enquanto eu improvisava a partitura. Quase todo ‘Twin Peaks’ foi escrito sem que eu visse um único frame, pelo menos no episódio piloto.” O compositor esteve envolvido tanto na série original, quanto nos seus derivados: o filme “Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer” (1992) e o revival “Twin Peaks: O Retorno” (2017). Ele também firmou relações fortes com outros diretores consagrados, em especial Paul Schrader, com quem trabalhou em quatro filmes (em “Uma Estranha Passagem em Veneza”, “Marcas da Vingança”, “Auto Focus” e “Domínio”), além de Jean-Pierre Jeunet (“Ladrão de Sonhos” e “Eterno Amor”), Jane Campion (“Fogo Sagrado!”), Danny Boyle (“A Praia”) e o brasileiro Walter Salles (“Água Negra”). Em uma entrevista de 2018, Badalamenti explicou como criou o célebre “tema de Laura Palmer” para “Twin Peaks”. “David veio ao meu pequeno escritório em frente ao Carnegie Hall e disse: ‘Tive uma ideia para uma série. Ele se sentou ao meu lado no teclado [do piano] e disse: ‘Eu não gravei nada, mas é como se você estivesse em uma floresta escura com uma coruja ao fundo e uma nuvem sobre a lua e os sicômoros soprando muito suavemente.” “Comecei a pressionar as teclas para o acorde de abertura de ‘Twin Peaks Love Theme’, porque era o som daquela escuridão. Ele disse: ‘Uma linda garota problemática está saindo da floresta, caminhando em direção à câmera…’ Toquei os sons que ele inspirou. ‘E ela se aproxima e chega ao clímax e…’ Continuei com a música enquanto ele continuava a história. ‘E a partir disso, nós a deixamos voltar para a floresta escura.’ “As notas simplesmente saíram. David ficou atordoado, assim como eu. Os cabelos de seus braços estavam arrepiados e ele tinha lágrimas nos olhos: ‘Eu vejo ‘Twin Peaks’. Eu consegui.’ Eu disse: ‘Vou para casa trabalhar nisso.’ ‘Trabalhar nisso?! Não mude uma nota’. E é claro que nunca mudei.” Confira abaixo o tema de Laura Palmer, a música de abertura de “Twin Peaks” e a gravação com vocais de Julee Cruise, cantora que morreu em junho passado. Para completar, o último vídeo traz o arranjo de Badalamenti para a versão de “Blue Velvet” cantada por Isabella Rossellini no filme “Veludo Azul”.

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    Gary Friedkin, de “Star Wars”, morre aos 70 anos de complicações da covid-19

    10 de dezembro de 2022 /

    O ator Gary Friedkin, que viveu um ewok em “Star Wars: O Retorno de Jedi”, morreu aos 70 anos em decorrência de complicações da covid-19. Ele passou três semanas e meia na UTI antes de morrer na sexta-feira passada (2/12) em Youngstown, Ohio, nos Estados Unidos, mas sua família só comunicou o falecimento neste sábado (10/12), fazendo um apelo: “Nós encorajamos todos a tomar a vacina e as doses adicionais para proteger suas famílias e suas comunidades.” Friedkin tinha nanismo e antes de aparecer como um “ursinhos alienígenas” do planeta Endor, presentes no final da trilogia original de “Star Wars”, filmou as comédias “Hotel das Confusões” (1981) e “Médicos Loucos e Apaixonados” (1982), e outra sci-fi clássica, “Blade Runner” (1982). Ele também participou das séries “Happy Days”, “Além da Imaginação”, “O Desafio” e “Chicago Hope”, interpretou um dos sete anões da versão de 1987 de “Branca de Neve” – em que Diana Rigg (“Game of Thrones”) viveu a Rainha Má – e contracenou com Brad Pitt (“Trem-Bala”) no híbrido animado “Mundo Perdido” (1992). Seu último trabalho foi a comédia romântica “O Maior Amor do Mundo” em 2016, estrelada por Jennifer Aniston, Kate Hudson, Julia Roberts e Jason Sudeikis. Com problemas de saúde, Gary viveu em uma causa de repouso nos últimos cinco anos.

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    Yoshida Kiju, cineasta da Nouvelle Vague japonesa, morre aos 89 anos

    9 de dezembro de 2022 /

    O cineasta Yoshida Kiju, membro da chamada Nouvelle Vague japonesa, morreu nessa quinta-feira (8/12) de pneumonia aos 89 anos. A informação foi confirmada pela mídia japonesa. Nascido em 16 de fevereiro de 1933, Yoshida Yoshishige (seu nome real) se formou na Universidade de Tóquio, onde estudou literatura francesa. Ele ingressou no estúdio Shochiku em 1955 e atuou como assistente de direção de cineastas icônicos como Yasujirô Ozu (“Era uma Vez em Tóquio”) e Keisuke Kinoshita (“Olhos que Nunca Se Fecham”). Em 1960, Yoshida estreou na direção com o drama juvenil “Volúpia Perigosa”. Tanto este quanto seus filmes seguintes, “Blood Is Dry” (1960) e “Bitter End of a Sweet Night”, apresentaram representações impiedosas de males sociais contemporâneos. Com isso, o cineasta, juntamente com seus companheiros Oshima Nagisa (“Império dos Sentidos”) e Shinoda Masahiro (“Época de Garoto”), ficaram conhecidos como rebeldes que agiam contra as convenções dos estúdios japoneses da época. Não demorou até o trio receber o rótulo de Shochiku Nouvelle Vague, numa referência à Nouvelle Vague francesa, que foi sua influência e inspiração, combinada com o nome do estúdio para o qual trabalhavam. Em 1962, Yoshida dirigiu a estrela em ascensão Okada Mariko no drama romântico “Akitsu Springs” e em 1964 se casou com ela. Quatro anos depois, ele deixou o estúdio Shochiku para fundar sua própria produtora, a Gendai Eigasha, com Okada atuando como sua estrela mais frequente. Seu filme “Eros + Massacre” (1969), um épico biográfico com mais de três horas e meia de duração sobre um anarquista dos anos 1920, tornou-se o filme indicado do Japão ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. “Eros + Massacre” também foi o primeiro título de uma trilogia realizada pelo cineasta focada em figuras revolucionárias. Os outros filmes dessa trilogia são “Heroic Purgatory” (1970) e “Coup d’Etat” (1973). Após este último filme, Yoshida deixou o cinema de ficção para se dedicar a uma série de documentários para a televisão. Mas em 1986 voltou à tela grande com “A Promise” e, em seguida, com “Wuthering Heights” (1988), ambos exibidos no Festival de Cannes. Sua última participação no festival francês foi com seu derradeiro longa, “Women in the Mirror” (2002), um drama sobre o bombardeio atômico de Hiroshima. Depois disso, despediu-se com uma participação na antologia “Bem-Vindo a São Paulo” (2004), concebida por Leon Cakoff para a Mostra de São Paulo. Yoshida também foi escritor, publicando um romance sobre o líder nazista Rudolf Hess e um livro de análise dos filmes de Ozu, além de ter co-escrito um obra acadêmica de teoria do cinema.

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    Helen Slayton-Hughes, atriz de “Parks and Recreation”, morre aos 92 anos

    9 de dezembro de 2022 /

    A atriz Helen Slayton-Hughes, que fez pequenos papéis em dezenas de séries e filmes, mas que ficou conhecida como a estenógrafa Ethel Beavers na série “Parks and Recreation”, morreu na quinta (8/12) aos 92 anos. Sua família anunciou a morte no Facebook, escrevendo: “Helen faleceu ontem à noite. Sua dor acabou, mas seu espírito feroz continua vivo. Obrigado pelo amor e apoio a ela e ao seu trabalho. Descanse querida. Com amor: A família Hughes”. Não foram fornecidos mais detalhes a respeito da causa da morte. Nascida em 1930, Helen Slayton-Hughes costumava se apresentar com frequência nos palcos de São Francisco e em outros lugares. Porém, seu primeiro papel no cinema só aconteceu em 1980, quando ela já tinha 50 anos, no filme “Mafia on the Bounty”. Seus trabalhos seguintes foram no telefilme “A Princesa e o Motorista” (1981) e no drama “A Chama que não Se Apaga”, estrelado por Albert Finney e Diane Keaton. Porém, depois disso, Slayton-Hughes se manteve afastada das telas por 18 anos. O retorno aconteceu no ano 2000, quando participou da série “Nash Bridges”. Nos anos seguintes, a atriz foi uma presença constante em diversas séries, como “Power Rangers: Força do Tempo” (em 2001), “A Juíza” (2001), “West Wing: Nos Bastidores do Poder” (2003), “Malcolm” (2003-2004), “Arrested Development” (2006), “My Name is Earl” (2007), “Desperate Housewives” (2008), “True Blood” (2013), “Brooklyn Nine-Nine” (2013), “The Middle” (2017) e “Fresh Off the Boat” (2018). Porém, seu principal papel na TV foi em “Parks and Recreation”. Estreando em 2011, a atriz apareceu em 11 episódios ao longo de quatro temporadas. Em um episódio popular da 5ª temporada, April (Aubrey Plaza) e Andy (Chris Pratt) aparecem na casa de Ethel, a personagem de Slayton-Hughes, bem tarde da noite para obter sua assinatura em uma certidão de casamento, e se surpreendem ao encontrá-la ocupada com um homem que acabara de conhecer. No cinema, Slayton-Hughes ainda fez pequenas participações nos filmes “Enlouquecendo com a Liberdade” (2010), “Juventude em Fúria” (2010), “A Pé Ele Não Vai Longe” (2018) e “Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta” (2021). Seu último trabalho como atriz foi na comédia de halloween “A Maldição de Bridge Hollow”, lançada em outubro na Netflix. Relembre alguns dos melhores momentos de Helen Slayton-Hughes como Ethel Beavers no vídeo abaixo.

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    Kirstie Alley, estrela da comédia “Olha quem Está Falando”, morre aos 71 anos

    6 de dezembro de 2022 /

    A atriz Kirstie Alley, que ficou famosa com o sucesso da comédia “Olha quem Está Falando”, morreu na segunda-feira (5/12) aos 71 anos, em decorrência de um câncer. A informação foi compartilhada por seus filhos nas redes sociais. “Estamos tristes em informar que nossa mãe incrível, feroz e amorosa faleceu após uma batalha contra um câncer descoberto recentemente. Ela estava cercada por sua família mais próxima e lutou com muita força, deixando-nos com a certeza da sua eterna alegria de viver e das aventuras que vierem pela frente”, escreveram True e Lillie Parker em comunicado. “Por mais icônica que ela tenha sido na tela, ela era ainda mais maravilhosa como mãe e avó”, completaram. Kirstie Alley ficou mais conhecida por comédias, mas chamou atenção pela primeira vez numa sci-fi. Ela viveu uma oficial vulcana à bordo da nave Enterprise no filme “Jornada nas Estrelas 2: A Ira de Khan” (de 1982), que é considerado o melhor filme da franquia espacial. O sucesso do filme a colocou no elenco de sua primeira série, “Missão Secreta” (1983), que só durou uma temporada, mas a impediu de repetir o papel da Tenente Saavik em “Jornada nas Estrelas III: À Procura de Spock” (1984) – acabou substituída por Robin Curtis, que também viveu Saavik em “Jornada nas Estrelas IV: A Volta para Casa” (1986). Ela acabou mudando a direção de sua carreira ao entrar na série “Cheers”. Kristie foi contratada para substituir Shelley Long na 6ª temporada e acabou aparecendo em 148 episódios, entre 1987 e 1993, como a nova da gerente do bar Rebecca Howe. O papel lhe rendeu um Emmy de Melhor Atriz de Comédia em 1991. A experiência em “Cheers” a impulsionou como atriz de comédia. Mas o estouro só veio com o filme “Olha quem Está Falando” (1989), narrado pelo ponto de vista de um bebê falante, que comenda a vida e o namoro de sua mãe solteira com um taxista vivido por John Travolta. Foi um sucesso enorme, que rendeu duas continuações: “Olhe quem Está Falando Também” (1990) e “Olhe quem Está Falando Agora” (1993). Ela também estrelou as comédias “Tem um Morto ao Meu Lado” (1990), “A Casa Maluca” (1990), “As Namoradas do Papai” (1995) com as gêmeas Olsen e até “Desconstruindo Harry” (1997), de Woody Allen. E quando se cansou do gênero, fez um clássico do terror: “A Cidade dos Amaldiçoados” (1995), de John Carpenter. No final dos anos 1990, ela voltou para a TV para estrelar a comédia “Veronica’s Closet”, que durou três temporadas entre 1997 e 2000, seguida pela gordofóbica “Fat Actress”, com apenas cinco episódios em 2005, e mais tarde “Kirstie”, com uma temporada entre 2013 e 2014. Entre esses trabalhos, fez várias participações especiais em séries e virou estrela de realities, como “Kirstie Alley Contra a Balança” (de 2010), em que expôs seu drama para perder peso, e até a edição de 2018 de “Celebrity Big Brother”, quando foi vice-campeã. Nesta época, Kristie revelou ser viciada em cocaína há 40 anos e também sua tática para se afastar das drogas: gastar o dinheiro do vício em flores, que presenteava a si mesma. Seus últimos trabalhos como atriz foram um papel recorrente na série “Scream Queens” (2016) e uma participação num episódio de “Os Goldbergs” (em 2019). Seu grande parceiro nos três “Olha quem Está Falando”, John Travolta lamentou a perda da amiga no Instagram. “Kirstie foi um dos relacionamentos mais especiais que já tive. Eu te amo Kirstie. Sei que nos veremos novamente”, disse. Assim como Travolta, a atriz era uma adepta da Igreja da Cientologia desde a década de 1970. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por John Travolta (@johntravolta)

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    Helena Xavier, atriz de “Os Mutantes”, morre aos 92 anos

    5 de dezembro de 2022 /

    A atriz Helena Xavier, que viveu a dona de pensão Simone Santos nas novelas “Caminhos do Coração” e “Os Mutantes”, morreu em sua casa nesta segunda-feira (5/12), aos 92 anos de idade. A morte foi confirmada por seu filho, o autor de novelas Tiago Santiago. Em uma postagem no Instagram, ele lembrou a carreira da mãe, enumerando trabalhos e vários prêmios conquistados. “Com profundo pesar, venho comunicar o falecimento da minha mãe, Helena Xavier, atriz e professora, aos 92 anos de idade, de causas naturais, em sua residência. Formada pela Fundação Brasileira de Teatro, teve como mestras Dulcina de Moraes, Cecília Meirelles, Glorinha Beutenmuller, entre outras. Foi estrela de TV, na década de 50, quando participou, entre outros, do ‘Teatro Trol’, ‘Teatro Tupi’ e ‘Câmera Um'”, escreveu. “No Teatro, participou de diversos espetáculos, no Teatro Nacional de Comédia, no Teatro Tablado, e ganhou o prêmio Padre Ventura, um dos mais importantes da época, da Associação de Críticos Teatrais Independentes, e prêmio revelação da Associação Brasileira de Criticos Teatrais, por sua atuação na peça ‘Calúnia’, da companhia Tônia-Celi-Autran”, continuou. “Na TV Globo, atuou na série ‘Caso Especial”, e participou do elenco de diversas novelas da TV Record: ‘A Escrava Isaura’, ‘Prova de Amor’, ‘Caminhos do Coração’ e ‘Mutantes’, entre outros trabalhos”, listou. “Deixa três filhos, o advogado e sindicalista Gerardo Santiago, o autor Tiago Santiago e o professor titular de física da UFRGS, Basílio Santiago, e um neto, João Lucas. Excelente mãe e avó, querida por todos que tiveram o privilégio de conhecê-la, está agora de volta ao lar da Criação, no seio do Criador. Amor eterno, mãe! Por onde você foi, um dia eu vou também!”, completou Tiago.  Ela também era tia-avó do ator Ricky Tavares, que também lamentou a morte dela com um recado nas redes sociais. “Hoje o céu ganha mais uma estrela linda. Minha tia, Helena Xavier, irmã do meu pai, atriz incrível, uma professora maravilhosa. Graças a ela, hoje amo o que faço. Obrigado por tanto, tia. Que Deus te receba de braços abertos. Te amo para sempre”, disse ele. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tiago Santiago (@tiagosantiago)

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