Sara Lane, atriz de “O Homem de Virgínia”, morre aos 73 anos
A atriz Sara Lane, que interpretou a personagem Elizabeth Grainger por quatro temporadas na série clássica “O Homem de Virgínia”, morreu na última sexta-feira (3/3), após uma batalha de seis anos contra o câncer de mama. Ela tinha 73 anos. Susan Russell Lane (seu verdadeiro nome) nasceu em 12 de março de 1949, em Nova York. Seus pais, Rusty Lane (“A Trágica Farsa”) e Sara Anderson (“Sangue na Praia”), também eram atores. Ela começou sua carreira estrelando comerciais. Sua estreia na ficção aconteceu em 1965, quando o cineasta e produtor William Castle (“A Casa dos Maus Espíritos”) a viu num desses comerciais e a chamou para participar do terror “Eu Vi que Foi Você”, como uma adolescente que passava trotes telefônicos. Já no ano seguinte, ela começou a interpretar seu papel mais conhecido. Criada por Charles Marquis Warren (“Gunsmoke”), “O Homem de Virgínia” mostrava a rotina de um grupo de cowboys e suas famílias em um rancho no Wyoming na década de 1890. Lane se juntou ao western na sua 5ª temporada, em 1966, ao lado de outros dois novos membros: Charles Bickford, que interpretava seu avô, John Grainger, o novo dono do rancho Shiloh, e Don Quine, que interpretava seu irmão mais velho, Stacey Grainger. Ao todo, ela apareceu em 105 episódios da série, até o ano de 1970. Após sua saída da série, Sara mudou seu nome artístico para Russell Lane e fez participações nos filmes “Schoolgirls in Chains” (1973), e em dois longas da franquia Billy Jack, “O Julgamento de Billy Jack” (1974) e “Billy Jack Goes to Washington” (1977). Depois disso, ela se aposentou da atuação e fundou uma vinícola ao lado do marido, Jon Scott.
Tom Sizemore, ator de “O Resgate do Soldado Ryan”, morre aos 61 anos
Tom Sizemore, conhecido por papéis de militares durões em filmes como “O Resgate do Soldado Ryan” e “Falcão Negro em Perigo”, morreu na sexta-feira (3/3) aos 61 anos. O ator veio a óbito no Providence Saint Joseph Medical Center, em Burbank, Califórnia, após sofrer um derrame e um aneurisma cerebral em sua casa em Los Angeles na madrugada de 18 de fevereiro. Sizemore estava em sua própria casa em Los Angeles quando, por volta das 2 horas da madrugada, foi encontrado sem sentidos por um conhecido, que se preocupou e chamou uma ambulância. Na segunda passada (28/2), os médicos disseram que “não havia mais esperança” de recuperação e os membros da família tomaram uma decisão de fim de vida. Natural de Detroit, Sizemore se formou em teatro pela Universidade Temple, na Filadélfia, e trabalhou como garçom para se manter enquanto tentava virar ator no circuito teatral de Nova York. Ele ganhou sua primeira grande chance quando o diretor Oliver Stone o escalou no papel de um veterano de guerra no filme “Nascido em 4 de Julho” (1984). Cinco anos depois, os dois voltaram a trabalhar juntos no thriller “Assassinos por Natureza” (1994), que deu maior visibilidade ao ator, no papel de um detetive obstinado. Sizemore também interpretou agentes da lei em “Caçadores de Emoções” (1991) e “Estranhos Prazeres” (1995), ambos dirigidos por Kathryn Bigelow. E seguiu trabalhando com grandes diretores, vivendo o famoso pistoleiro Bat Masterson em “Wyatt Earp” (1994), de Lawrence Kasdan, o colega violento de Robert De Niro no filme de assalto “Fogo Contra Fogo” (1995), de Michael Mann, e um paramédico com complexo messiânico no drama psicológico “Vivendo no Limite” (1999), de Martin Scorcese. Seu primeiro papel de protagonista surgiu no terror “A Relíquia” (1997), de Peter Hyams, novamente interpretando um detetive de polícia. Mas ele é mais lembrado por seu desempenho no épico de 2ª Guerra Mundial “O Resgate do Soldado Ryan” (1998), de Steven Spielberg, no qual interpretou um sargento durão, e por outro filme de zona de guerra, “Falcão Negro em Perigo” (2001), de Ridley Scott. Seu último trabalho de destaque no cinema foi outro drama de guerra, “Pearl Harbor” (2001), de Michael Bay. Em 2000, ele foi indicado ao Globo de Ouro como Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme por seu papel como um delator da máfia em “Proteção à Testemunha”, e pouco depois acabou integrando o elenco da série “Robbery Homicide Division” (2002-2003), que não passou da 1ª temporada. A guinada para a TV coincidiu com uma série de problemas pessoais, que ofuscaram sua carreira, como suas batalhas contra a dependência química, que o levaram várias vezes à prisão e a clínicas de reabilitação, além de uma relação tumultuada com a “Senhora de Hollywood”, Heidi Fleiss – a cafetina mais famosa de Los Angeles. Fleiss, que havia cumprido pena de prisão por organizar uma rede de garotas de programa nos anos 1990 para os ricos e famosos de Hollywood, disse em depoimento que Sizemore apagou um cigarro nela e agrediu jogando-a no chão. O ator não testemunhou no seu julgamento. Em vez disso, entregou um depoimento escrito ao juiz, reconhecendo que havia “permitido que meus demônios pessoais tomassem controle da minha vida”. Então com 41 anos, ele também escreveu que estava “convencido de que se não estivesse sob influência de drogas, eu teria controlado meu comportamento”. Ele foi condenado em 2003 por violência doméstica contra Fleiss, recebendo uma sentença de seis meses de prisão. E uma condenação separada por posse de metanfetamina o levou a uma reabilitação de drogas ordenada pelo tribunal. Em 2005, ele voltou a ser preso por violar os termos da sua condicional ao não passar por um teste de urina para drogas. A liberdade condicional de Sizemore foi restaurada depois que ele se internou em um hospital psiquiátrico para tratamento de depressão crônica e dependência química. Mas acabou preso outra vez sob suspeita de violência doméstica em 2016, sendo sentenciado a novos três anos em liberdade condicional. Apesar de todos os problemas, ele nunca parou de atuar. Entretanto, os trabalhos com diretores consagrados foram substituídos por produções de baixo orçamento para o mercado de vídeo e VOD. Paralelamente, ainda fez participações em algumas séries e chegou a ter papéis recorrentes em “Crash”, “Havaí Cinco-0”, “Estrada de Sangue” (The Red Road), “Law & Order: SVU”, “O Atirador” e no revival de “Twin Peaks”. Sizemore deixou um último trabalho inédito. Sua despedida das telas vau acontecer no episódio de estreia da 6ª temporada de “Cobra Kai”, da Netflix, previsto para ir ao ar ainda este ano, onde novamente interpreta um detetive policial.
Ricou Browning, intérprete de “O Monstro da Lagoa Negra”, morre aos 93 anos
Ricou Browning, o dublê aquático que interpretou a criatura-título no clássico de terror “O Monstro da Lagoa Negra” (1954), morreu de causas naturais no último domingo (26/2), na sua casa na Flórida. Ele tinha 93 anos e era o último intérprete que restava dos monstros originais do estúdio Universal. Além do seu trabalho como dublê, Browning também foi roteirista, diretor e produtor, sendo responsável por ajudar a trazer as histórias do famoso golfinho Flipper tanto para cinema quanto para a televisão. Ricou Browning nasceu em 16 de fevereiro de 1930, na Flórida, onde estudou educação física antes de conseguir um emprego, na década de 1940, em Wakulla Springs, um parque cenográfico que havia sido usado para locações subaquáticas em vários filmes do Tarzan. Trabalhando em Wakulla Springs, Browning começou a se apresentar nos shows subaquáticos. Em 1953, ele ficou encarregado de ajudar uma equipe de filmagem a procurar locações para um filme de terror da Universal. Logo, ele foi convidado a vestir o traje de peixe humanoide que se tornou um dos monstros mais icônicos do estúdio: o Gill-man do filme “O Monstro da Lagoa Negra”. Embora o ator Ben Chapman tenha vestido o traje da criatura nas cenas em terra, Browning o interpretou embaixo d’água, inclusive em uma das cenas mais marcantes do filme, quando o Gill-man nada abaixo da personagem de Julia Adams. Browning reprisou o papel subaquático nas sequências do filme, “A Revanche do Monstro” (1955) e “À Caça do Monstro” (1956). Mas esta não foi sua única contribuição para a cultura pop. Em 1963, ele e o roteirista Jack Cowden criaram a história de “Flipper”, um golfinho altamente inteligente e simpático. O personagem estrelou duas séries diferentes (uma na década de 1960 e outra no final dos anos 1990), além de ter aparecido em filmes de sucesso. Browning dirigiu mais de 30 episódios da série original, exibida na NBC entre 1964 a 1967 Seus outros créditos como diretor incluem episódios das séries “Ben, o Urso Amigo” (entre 1967 e 1969), “Primus” (1971-1972) e “Salty” (1974), derivada de “Salty, A Adorável Foquinha”, filme que ele dirigiu em 1973. Browning ainda trabalhou como diretor de segunda unidade, coordenador de dublês e diretor de sequências subaquáticas em dois filmes de James Bond, “007 Contra a Chantagem Atômica” (1965) e “007 – Nunca Mais Outra Vez” (1983). Ele ainda comandou as cenas subaquáticas de “A Volta ao Mundo Sob o Mar” (1966), “A Ilha dos Náufragos” (1967) e “Uma Casa como Poucas” (1969), e assinou o longa “Mr. No Legs” (1978). Ele também foi diretor de segunda unidade na cultuadíssima comédia “Clube dos Pilantras”, de Harold Ramis, onde filmou uma cena na piscina que serviu de paródia de “Tubarão” (1975).
Gordon Pinsent, ator de “Longe Dela”, morre aos 92 anos
O ator Gordon Pinsent, estrela do filme “Longe Dela” (2006), dirigido por Sarah Polley, morreu no sábado (25/2) aos 92 anos. A notícia da sua morte foi anunciada pela família. Dono de uma carreira que se estendeu por mais de 50 anos e foi composta por mais de 150 trabalhos, Pinsent também participou de filmes como “Crown, o Magnífico” (1968), de Norman Jewison, “Chegadas e Partidas” (2001), de Lasse Hallström, e “Tickle Head, O Melhor Lugar Da Terra” (2013), de Don McKellar. Gordon Pinsent nasceu em 12 de julho de 1930 no Canadá. Ele começou a atuar no teatro aos 17 anos em Winnipeg e conseguiu papéis em dramas de rádio da rede CBC, antes de servir quatro anos no Exército Canadense. No final da década de 1950 e início da década de 1960, ele apareceu em diversos telefilmes e séries canadenses. Pouco a pouco, Pinsent começou a ganhar mais destaque. E em 1970, ele interpretou o presidente dos EUA no clássico de ficção científica “Colossus 1980” (1970), dirigido por Joseph Sargent, sobre um supercomputador que tem acesso aos códigos nucleares dos EUA. Outros papéis de destaque foram no terror cult “Blacula, O Vampiro Negro” (1972), no policial “A Lei de Newman” (1974), no drama biográfico “O Silêncio do Norte” (1981) e no drama “Singela Obstinação” (1987), que ele também escreveu e dirigiu. Em 1989, Pinsent dublou o personagem principal da animação “Babar: O Filme”, papel que ele viria a repetir na série animada de “Babar”, exibida entre 1989 e 1991. Ele também teve um papel recorrente nas séries “The Red Green Show” (entre 1991 e 2004) e “Due South” (1994-1999). Porém, seu papel de maior destaque foi em “Longe Dela” (2006), filme que marcou a estreia da atriz Sarah Polley como diretora. No longa, Pinsent interpretou Grant Anderson, um idoso casado com Fiona (Julie Christie), uma mulher que sofre de Alzheimer e lentamente perde todas as lembranças dele, ao mesmo tempo que se envolve com outro residente do seu asilo. Nos últimos anos, Pinsent participou da minissérie “Os Pilares da Terra” (2010) e fez as comédias “Sex After Kids” (2013) e “Big News from Grand Rock” (2014), sua última aparição no cinema. Ao longo da sua vida, ele também escreveu dois livros de ficção (que foram adaptados para o cinema), e dois livros de memórias, publicados em 1994 e 2012, além de ter sido tema do documentário “The River of My Dreams” (2016). “Gordon amou apaixonadamente [seu] país e seu povo, propósito e cultura até o último suspiro”, disse a sua família, em comunicado.
Walter Mirisch, produtor de “No Calor da Noite”, morre aos 101 anos
Walter Mirisch, ex-presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e produtor vencedor do Oscar por “No Calor da Noite” (1967), faleceu na sexta-feira (24/2) de causas naturais em Los Angeles. Ele tinha 101 anos. Dono de uma carreira longeva e impressionante, Mirisch também produziu filmes como “Sete Homens e um Destino” (1960) e “Amor, Sublime Amor” (1961). Além do seu trabalho como produtor, Mirisch ainda atuou como Presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de 1973 a 1977. Nascido em 8 de novembro de 1921, na cidade de Nova York, Mirisch não serviu na 2ª Guerra Mundial por causa de um problema cardíaco. Em vez disso, ele se mudou para Burbank para trabalhar em uma fábrica de aviões. Ele começou a carreira cinematográfica como gerente da produtora Monogram Pictures desde 1945, onde produziu filmes de baixo orçamento, incluindo “Bomba, O Filho das Selvas” (1949), uma franquia que durou 12 filmes. Mirisch continuou a fazer filmes B durante a década de 1950, até que lançou sua própria produtora, a Mirisch Company. Então, a produtora assinou um contrato de distribuição com o estúdio United Artists, o que elevou o seu trabalho como produtor. Em pouco tempo, Mirisch estava produzindo futuros clássicos de Billy Wilder, como “Quanto mais Quente Melhor” (1959) e “Se Meu Apartamento Falasse” (1960), ambos estrelados por Jack Lemmon, além de Marilyn Monroe e Shirley MacLaine, respectivamente. Ele também inovou o western com “Sete Homens e um Destino” (1960), remake hollywoodiano do clássico “Os Sete Samurais” (1954), de Akira Kurosawa. A versão americana, que conta a história de um grupo de pistoleiros contratados para proteger uma pequena vila, foi dirigida por John Sturges e estrelada por Yul Brenner, Eli Wallach, Robert Vaughn, Charles Bronson e James Coburn. Apesar do grandioso elenco, o filme fracassou nas bilheterias americanas, mas foi salvo pelo público internacional, especialmente o europeu e asiático, que ajudaram a tornar “Sete Homens e um Destino” um dos westerns mais famosos de todos os tempos e a transformar sua trama em franquia – com três continuações, uma série e um remake. Em 1961, a Mirisch Company produziu nada menos do que “Amor, Sublime Amor”, o musical baseado em uma premiada peça da Broadway. Narrando uma versão moderna da história de “Romeu e Julieta”, o filme estrelado por Natalie Wood e Richard Beymer venceu um total de 10 Oscars, incluindo Melhor Diretor, prêmio dividido entre Robert Wise e Jerome Robbins. Mas Mirisch recebeu seu próprio Oscar como produtor do filme “No Calor da Noite” (1967), em que Sidney Poitier interpretou Virgil Tibbs, um dos principais detetives de homicídios da Filadélfia que investiga o assassinato de um industrialista rico numa região rural – e racista – do Mississippi. O filme marcou época por mostrar Tibbs revidando racistas. Ele entra em conflito com o xerife local (Rod Steiger) e, em alguns dos momentos mais icônicos da história do cinema, responde a um tapa de um homem branco com um tapa ainda mais forte, e entrega uma fala que se tornou icônica na luta por justiça social: “Eles me chamam de Senhor Tibbs!”. A frase acabou batizando a sequência da produção – que no Brasil foi chamada de “Noite Sem Fim” (1970). Outros clássicos produzidos pela Mirisch Company foram “Fugindo do Inferno” (1963), “A Pantera Cor-de-Rosa” (1963), “Uma Loura por um Milhão” (1966), “Os Russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando!” (1966), “Crown, o Magnífico” (1968), “Um Violinista no Telhado” (1971) e “Tudo Bem no Ano que Vem” (1978), além das continuações de “A Pantera Cor-de-Rosa”. Aos poucos, Mirisch diminuiu a sua rotina de trabalho. Depois de um “Drácula” (1979) romântico e “Uma Comédia Romântica” (1983), ele se afastou do cinema e passou a investir na TV, atingindo novo pico de sucesso com a bem-sucedida série animada de “A Pantera Cor de Rosa” (1993-1996) e seus derivados. Ele também participou de uma série baseada em “Sete Homens e um Destino” e no remake do filme original, lançado em 2016. Em 2008, Mirisch publicou seu livro de memórias, intitulada “I Thought We Were Making Movies, Not History”. Ao longo da sua carreira, ele também ganhou dois Oscars honorários por suas realizações: o Prêmio Memorial Irving G. Thalberg em 1978 e o Prêmio Humanitário Jean Hersholt em 1983, além do Prêmio de Conjunto da Obra do Sindicato dos Produtores da América, em 1996. Ao saber da morte de Mirisch, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas emitiu um comunicado em sua homenagem. “A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas lamenta profundamente a morte de Walter”, disseram o CEO da Academia, Bill Kramer, e a Presidente da Academia, Janet Yang. “Walter foi um verdadeiro visionário, tanto como produtor quanto como líder da indústria. Ele teve um impacto poderoso na comunidade cinematográfica e na Academia, atuando como nosso Presidente e como governador da Academia por muitos anos. Sua paixão pela produção cinematográfica e pela Academia nunca vacilou, e ele permaneceu um querido amigo e conselheiro. Enviamos nosso amor e apoio a sua família durante este momento difícil.” O cineasta Steven Spielberg (“Os Fabelmans”) também prestou sua homenagem. “Walter foi uma figura gigantesca na indústria cinematográfica, e seus filmes foram clássicos pioneiros que cobriam todos os gêneros, sem deixar de entreter o público em todo o mundo”, disse o diretor, em comunicado. “Ele conquistou tanto na vida e na indústria – se você viver até os 101 anos e produzir ‘Se Meu Apartamento Falasse’, eu diria que foi uma boa jornada – e Walter permaneceu um cavalheiro e um fervoroso defensor de bons filmes, apoiando várias gerações de cineastas dedicados. Acima de tudo, ele conhecia uma boa história quando a encontrava e lutava com unhas e dentes para colocá-la na tela. Ele amou a Academia mais que muitos em nossa história, cumprindo quatro mandatos como presidente. Eu apreciei nossos almoços no Comissário Universal ao longo dos anos e ele foi tão generoso com seus conselhos quanto com sua amizade. Sou um diretor melhor e uma pessoa melhor por ter conhecido Walter.”
Tom Whitlock, compositor dos hits de “Top Gun”, morre aos 68 anos
O compositor Tom Whitlock, vencedor do Oscar de Melhor Canção Original por “Take My Breath Away”, enorme sucesso da trilha de “Top Gun: Ases Indomáveis” (1986, morreu em 18 de fevereiro, aos 68 anos. A morte foi confirmada pela funerária Gorman-Scharpf Funeral Home nesta sexta-feira (24/2), sem revelar a causa da morte. Whitlock criou a letra de “Take My Breath Away”, que teve suas melodias compostas por Giorgio Moroder, pioneiro da música eletrônica e da disco music. Os dois dividiram a honraria do Oscar em 1987. Além de conquistar o troféu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, a gravação da faixa, gravada pela banda Berlin, ficou por semanas no topo das paradas de diversos países, incluindo os Estados Unidos e o Reino Unido. A dupla também compôs “Lead Me On”, “Through the Fire”, “Radar Radio” e “Danger Zone” para a trilha de “Top Gun”, e a última chegou a ser reprisada no recente lançamento de “Top Gun: Maverick”. A parceria se estendeu ainda para as trilhas de “Um Tira da Pesada II” (1987) e “Rambo III” (1988) e os temas oficiais dos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, e da Copa do Mundo de 1990, jogada na Itália. Além disso, Whitlock também trabalhou com diferentes parceiros, como Sammy Hagar em “Falcão – O Campeão dos Campeões” (1987), Shannon em “Beleza Roubada” (1987) e Jessica Riddle em “10 Coisas que Eu Odeio em Você” (1999), além de ter composto sozinho músicas para a comédia “A Grande Barbada” (1988) e o filme de ação “Comando Imbatível” (1990). Em seu perfil oficial, a cantora Teri Nunn, da banda Berlin, que gravou “Take My Breath Away”, escreveu uma homenagem ao compositor: “Tom Whitlock, você mudou minha vida e tocou milhões de outras pessoas com suas belas palavras em ‘Take My Breath Away’. Obrigado pela oportunidade de cantá-las. Desejo a você paz e alegria ilimitadas até nos vermos em sua próxima grande aventura. Eu te amo”. Lembre abaixo o maior sucesso composto por Whitlock, na gravação original da banda Berlin. Tom Whitlock, you changed my life, and touched millions of others, with your beautiful words in Take My Breath Away. Thank you for the opportunity to sing them. I wish you boundless peace & joy as we see you off to your next grand adventure. I love you. -Terri pic.twitter.com/HBJCwifMND — BERLIN || Terri Nunn (@RealTerriNunn) February 21, 2023
Barbara Bosson, atriz da série “Chumbo Grosso”, morre aos 83 anos
A atriz Barbara Bosson, conhecida por seu papel como Fay Furillo na série “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues), morreu no sábado (18/2) em Los Angeles, aos 83 anos. Ela integrou o elenco principal da série policial de 1981 a 1986, interpretando Fay Furillo, a ex-esposa do capitão da polícia Frank Furillo (Daniel J. Travanti). A atriz recebeu cinco indicações ao Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante em série dramática durante sua participação na série. Depois disso, ela voltou a ser indicada na mesma categoria em 1995 por “Murder One”, que mostrava a vida de um proeminente advogado em um escritório de Los Angeles. Bosson, que foi coelhinha da Playboy antes de virar atriz, se destacou ao todo em quatro séries da rede ABC. Depois de sair de “Chumbo Grosso”, viveu foi promovida a chefe do departamento policial do protagonista, um detetive vivido por John Ritter que herda um prédio de condomínios na comédia dramática “Hooperman” (1987-89). Em seguida, virou a prefeita de Los Angeles no drama musical “Cop Rock” (1989). E voltou a se consagrar como a promotora Miriam Grasso no drama jurídico “Murder One” (1995-1997). Todos os programas em que se destacou foram criados por seu marido, o produtor Steven Bochco. O casal se conheceu enquanto frequentavam a Universidade Carnegie-Mellon, em Pittsburgh, na década de 1960. Eles foram casados de 1970 até o divórcio de 1997. Bochco morreu em abril de 2018, aos 74 anos, após uma batalha contra a leucemia. Após o final de “Murder One”, ela ainda estrelou a minissérie derivada “Murder One: Diary of a Serial Killer” em 1997, que foi seu último trabalho nas telas.
Leiji Matsumoto, criador da “Patrulha Estelar” e parceiro do Daft Punk, morre aos 85 anos
O artista japonês Leiji Matsumoto, conhecido por seus trabalhos em mangás e animes como “Capitão Harlock: Pirata do Espaço”, morreu na última segunda-feira (13/2), de insuficiência cardíaca. Ele tinha 85 anos. Em um comunicado à BBC, a filha de Matsumoto, Makiko Matsumoto, disse que seu pai “partiu em uma jornada ao mar das estrelas. Acho que ele viveu uma vida feliz, pensando em continuar a desenhar histórias como um artista de mangá”. Akira Matsumoto (seu verdadeiro nome) nasceu em 25 de janeiro de 1938, em Kurume, na região de Fukuoka, no Japão. Ele publicou seu primeiro trabalho, intitulado “Mitsubachi no Boken” (Aventuras da Abelha do Mel), quando tinha apenas 15 anos. Matsumoto começou a ganhar mais destaque no mercado de mangás no início dos anos 1970, com a publicação de “Otoko Oidon”, uma série que acompanhava um jovem pobre se preparando para os exames universitários. Porém, seu primeiro trabalho de destaque foi o mangá “Capitão Harlock”, que mostrava como a humanidade conseguiu construir uma grande civilização no espaço, somente para sucumbir ao tédio ou desespero, à medida que eram atacados por um invasor estrangeiro. O mangá se tornou um anime de sucesso, exibido originalmente entre 1978 e 1979. Outras produções de destaque do artista foram “Galaxy Express 999”, “Queen Emeraldas” e o célebre “Patrulha Estelar” (Space Battleship Yamato), sobre a tripulação de uma nave que se torna a última esperança da Terra contra uma invasão alienígena. Originalmente produzida em 1974, o anime virou febre no Brasil ao ser exibido pela antiga TV Manchete nos anos 1980. Tanto “Capitão Harlock” quanto “Patrulha Estelar” viraram franquias, ganhando spin-offs, filmes animados e versões em live-action, que mantiveram os personagens ativos ao longo dos últimos 50 anos. Matsumoto também colaborou com a dupla Daft Punk no início dos anos 2000 em vários clipes para o álbum “Discovery”, entre eles “One More Time”. Os vídeos foram posteriormente combinados no filme “Interstella 5555: The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem”, lançado em 2003. Assista abaixo ao clipe de “One More Time”.
Richard Belzer, de “Law & Order: SVU”, morre aos 78 anos
O ator e comediante Richard Belzer, conhecido por seu papel como o detetive John Munch nas séries “Homicídio” e “Law & Order: SVU”, morreu nesse domingo (19/2) na sua casa em Bozouls, no sudoeste da França, aos 78 anos. “Ele tinha muitos problemas de saúde, e suas últimas palavras foram ‘F*da-se, filho da p*ta'”, revelou Bill Scheft, um amigo de longa data do ator, ao site The Hollywood Reporter. Richard Jay Belzer nasceu em 4 de agosto de 1944 em Bridgeport, Connecticut. Ele desenvolveu seu gosto por comédia ainda na infância, como forma de proteção contra a mãe abusiva, que costumava bater nele e no seu irmão mais velho, Len. “Ela sempre tinha alguma justificativa para nos bater”, disse ele à revista People em 1993. “Minha cozinha foi o ambiente mais difícil em que já trabalhei. Eu tinha que fazer minha mãe rir ou levava porrada”. Na juventude, Belzer trabalhou em uma série de empregos, como recenseador, trabalhador portuário e vendedor de joias. Ele chegou a perseguir uma carreira no jornalismo e trabalhou por um tempo no jornal The Bridgeport Post. Porém, uma tragédia o fez repensar suas prioridades. Três anos depois que sua mãe, Frances, morreu de câncer de mama, seu pai, Charles, tentou suicídio em 1967. Belzer o encontrou e salvou sua vida, mas um ano depois, seu pai acabou se matando. A morte do pai o atingiu, e ele decidiu que era hora de correr um risco e tentar ganhar a vida com comédia. Seu primeiro trabalho foi na trupe de humor “The Groove Tube”, que eventualmente se transformou em um filme em 1974 – e que também marcou a estreia do comediante Chevy Chase. No ano seguinte, Belzer conseguiu um emprego animando a plateia do programa humorístico “Saturday Night Live”, que está no ar até hoje. Aos poucos, começou a aparecer em filmes como “Fama” (1980), “Autor em Família” (1982), “Scarface” (1983), “A Grande Comédia” (1989), “Fletch Vive” (1989) e “A Fogueira das Vaidades” (1990), além de séries como “A Gata e o Rato” (em 1985), “Miami Vice” (1986) e “The Flash” (1991). Belzer também se arriscou como apresentador do talk show “Hot Properties” da Lifetime, que durou pouco tempo mas rendeu ao menos um momento memorável. Em 1985, seus convidados eram Hulk Hogan e Mr. T, que estavam lá para promover a primeira edição do WrestleMania. Em certo momento, Hogan demonstrou um dos golpes de luta livre em Belzer, colocando-o numa gravata e depois largando-o, inconciente, no chão. Belzer caiu desmaiado e bateu a cabeça, que começou a sangrar. “Ele quase me matou”, disse Belzer numa entrevista em 1990. “Um especialista em medicina esportiva me disse que, se eu tivesse caído alguns centímetros para um lado ou para o outro, poderia ter ficado aleijado para o resto da vida, ou morto”. Ele processou Hogan e Mr. T e outros envolvidos, pedindo US$ 5 milhões em danos, mas recebeu apenas US$ 400 mil. Seu maior sucesso só veio depois disso tudo, ao virar um detetive de polícia na estreia de “Homicídio”, em 1993. Na série, Belzer deu vida a John Munch, um personagem baseado em um detetive real. Ele era um investigador inteligente, diligente e obstinado que acreditava em teorias da conspiração e desconfiava do sistema. Belzer interpretou Munch em todas as sete temporadas da série. E quando “Homicídio” chegou ao fim em 1999, o ator não estava pronto para se despedir do papel. Seu personagem havia aparecido em “Law & Order” em três crossovers, e o ator achou que poderia se encaixar naquela série. “Quando ‘Homicídio’ foi cancelada, eu estava na França com minha esposa e ela disse: ‘Vamos abrir uma garrafa de champanhe e brindar: você fez este personagem por sete anos’”, relembrou Belzer no livro “Law & Order: Special Victims Unit Unofficial Companion” de 2009. “E então eu lembrei que Benjamin Bratt estava saindo de ‘L&O’, e então eu liguei para o meu empresário e disse: ‘Ligue para Dick Wolf [criador da série] – talvez Munch possa se tornar o parceiro de Briscoe’ – porque havíamos trabalhado juntos no crossover. Então ele ligou e Dick disse: ‘Que ideia ótima, mas eu já escolhi Jesse Martin para ser o novo cara’”. Porém, Wolf estava desenvolvendo um spin-off de “Law & Order” que iria se concentrar na Unidade de Vítimas Especiais da polícia de Nova York. E ele queria Munch para essa série. O estilo de Munch funcionou perfeitamente com “Law & Order: SVU” e o ator permaneceu na série por 14 temporadas, até anunciar sua aposentadoria em 2014 – embora ainda tenha feito outra participação alguns anos depois. O personagem de Belzer também apareceu em outras séries, como “Arquivo X”, “The Beat”, “Law & Order: Trial by Jury”, “The Wire”, “Arrested Development”, “30 Rock”, “Unbreakable Kimmy Schmidt” e até “Vila Sésamo”. “Eu nunca pedi a ninguém para estar na série deles. Então é duplamente lisonjeiro para mim me ver retratado em um roteiro e perceber que sou tão reconhecível e adorável como o detetive sarcástico e espertinho”, disse Belzer em uma entrevista de 2008. “Ele é um ótimo personagem para eu interpretar, é divertido para mim. Então, não estou chateado por ser rotulado de forma alguma.” Ao saber da morte do ator, diversos colegas prestaram homenagens nas redes sociais. Dick Wolf escreveu que “o detetive de Richard Belzer, John Munch, é um dos personagens mais icônicos da televisão. Trabalhei pela primeira vez com Richard no crossover ‘Law & Order’/’Homicídio’ e amei tanto o personagem que disse a Tom (Fontana) que queria fazer dele um dos personagens originais de ‘SVU’. O resto é história”. O rapper e ator Ice T, que atuou ao lado de Belzer em “SVU”, também prestou a sua homenagem. “Altos e baixos… Depois de uma das semanas mais incríveis da minha vida. Acordei com a notícia de que perdi meu amigo hoje. Belz se foi.. Droga! Mas lembre-se disso… ‘Quando você estiver se divertindo de verdade e realmente feliz. APROVEITE ao máximo! Porque a dor está inevitavelmente chegando.’ Vou sentir sua falta Homie”. Diversos comediantes, como Billy Crystal, Marc Maron, Patton Oswald, Bill Burr e Natasha Lyonne também prestaram suas homenagens ao ator. Confira abaixo alguns dos principais comentários. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Wolf Entertainment (@wolfentertainment) Highs and Lows… After one of the most amazing weeks of my life. I wake up to the news I lost my friend today. Belz is gone.. Damn it! But remember this..’When you ARE having real fun and are Truly Happy. ENJOY it to the fullest! Cause Pain is inevitably coming.’ I’ll miss you… https://t.co/WmaHvj629b pic.twitter.com/Fca9qiaDLV — ICE T (@FINALLEVEL) February 19, 2023 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mariska Hargitay (@therealmariskahargitay) Good bye mon ami. I love you.#TheBelz pic.twitter.com/CPJIyNDxYk — Chris Meloni (@Chris_Meloni) February 19, 2023 Missing Richard Belzer today. Working with him on Homicide to SVU has been a hilarious, surprising and always joyful experience. I'm sure he's giving 'em all a lot of laughs upstairs. 💔💔 — Julie Martin (@JulieMartinNY) February 19, 2023 I'm so sad to hear of Richard Belzer's passing. I loved this guy so much. He was one of my first friends when I got to New York to do SNL. We used to go out to dinner every week at Sheepshead Bay for lobster. One of the funniest people ever. A master at crowd work. RIP dearest. pic.twitter.com/u23co0JPA2 — Laraine Newman (@larainenewman) February 19, 2023 Richard Belzer was simply hilarious. A genius at handling a crowd. So sad he’s passed away. — Billy Crystal (@BillyCrystal) February 19, 2023 Oh man, not another awesome person. I worked with Belzer back in the 90s as an actor and he was such a lovely, funny guy. We laughed the entire time. A huge talent. Thanks for sharing it with all of us, Richard. #RIPBelzer https://t.co/X9fivtaRAO — Paul Feig (@paulfeig) February 19, 2023 Richard Belzer died. He was an original. One of the greats, babe. I loved the guy. RIP — marc maron (@marcmaron) February 19, 2023 Oh man, not another awesome person. I worked with Belzer back in the 90s as an actor and he was such a lovely, funny guy. We laughed the entire time. A huge talent. Thanks for sharing it with all of us, Richard. #RIPBelzer https://t.co/X9fivtaRAO — Paul Feig (@paulfeig) February 19, 2023 Aw goddamit, RIP Richard Belzer. I just always thought he’d be around ‘cause it seemed like he always was. A true original. #TheBelzBabe — Patton Oswalt (@pattonoswalt) February 19, 2023 R.I.P. Richard Belzer. https://t.co/eEEQ9kT2Oq — Bill Burr (@billburr) February 19, 2023 Sleep well, sweet prince. ♥️ Loved #RichardBelzer. Seen here w Lou. pic.twitter.com/ULYgKDVJJi — natasha lyonne (@nlyonne) February 19, 2023
Stella Stevens, atriz de “O Professor Aloprado”, morre aos 84 anos
A atriz Stella Stevens, conhecida por seus papeis em filmes como “Garotas e Mais Garotas” (1962), “O Professor Aloprado” (1963) e “O Destino do Poseidon” (1972), morreu nessa sexta-feira (17/2), após uma longa batalha contra o Mal de Alzheimer. Ela tinha 84 anos. Nascida em 1º de outubro de 1938 em Yazoo City, a loira platinada começou sua carreira no cinema em 1959, fazendo pequenas participações nos filmes “Aventuras de Ferdinando”, “Prece para um Pecador” e “O Anjo Azul”. E começou a ganhar mais atenção ao estampar a revista Playboy em janeiro de 1960. Nos anos seguintes, Stevens se especializou em viver beldades irresistíveis em filmes como “Beco Sem Saída” (1961), sobre dois ladrões que tentam roubar o aeroporto de São Francisco, “Canção da Esperança” (1961), drama dirigido por John Cassavetes, em que sua beleza faz um jazzista trair sua banda e seu próprio comprometimento com a música, e “Garotas e Mais Garotas” (1962), em que interpretou o interesse amoroso de Elvis Presley. Ainda na década de 1960, estrelou “Papai Precisa Casar” (1963), dirigido por Vincente Minnelli, e chamou atenção como a garota que inspira Jerry Lewis a criar a poção de “O Professor Aloprado” (1963), maior sucesso da carreira do comediante, em que ele se transforma em músico galã irresistível, numa sátira ao ex-parceiro Dean Martin. Por coincidência ou não, o filme seguinte de Stevens foi “Como Salvar um Casamento e Arruinar Sua Vida” (1968), ao lado de Dean Martin. Ela trabalhou bastante na TV nos anos 1970, fazendo aparições em séries como “Histórias Fantásticas” (1972), “Mulher-Maravilha” (1975), “The Oregon Trail” (1977) e “Casal 20” (1979). No cinema, participou ainda de “O Destino do Poseidon” (1972), clássico de desastre sobre o naufrágio de um navio de luxo, “No Mundo do Cinema” (1976), darma de Peter Bogdanovich sobre o início do cinema, e “Manitou – O Espírito do Mal” (1978), terror estrelado por Tony Curtis. A atriz arranjou um papel recorrente na novela “Flamingo Road” e passou a trabalhar majoritariamente na TV durante os anos 1980. Mas foi nessa época que ela dirigiu seu único filme, a comédia “The Ranch” (1989). Depois disso, restringiu-se a participar de terrores e thrillers de baixo orçamento como “Ira de Mutantes 2” (1991), “O Aniversário do Demônio” (1993), “Uma Paixão Incontrolável 4” (1995), “Reencarnação” (2004) e “Megaconda” (2010) “Eu fiz o melhor que pude com as ferramentas que tinha e as oportunidades que me foram dadas”, disse ela certa vez. “Eu era uma mãe divorciada com um filho pequeno aos 17 anos. E a Playboy fez tanto mal quanto ajudou. Mas apesar desse começo difícil, eu me saí bem.”
Raquel Welch, sex symbol de Hollywood, morre aos 82 anos
Raquel Welch, um dos maiores símbolos sexuais de Hollywood, que marcou época em filmes como “Mil Séculos Antes de Cristo” (1966) e “Viagem Fantástica” (1966), morreu nesta quarta-feira (15/2) aos 82 anos. Estrela que se manteve em cartaz por cinco décadas, Rachel Welch nasceu Jo Raquel Tejada (seu nome de batismo) em 5 de setembro de 1940, em Chicago. Quando tinha dois anos, ela se mudou com a família para San Diego, onde passou boa parte da juventude. Enquanto ainda estava na escola, venceu diversos concursos de beleza e chegou a ganhar uma bolsa de estudos para a Universidade Estadual de San Diego, onde estudou teatro por um tempo. Ela ganhou o sobrenome do seu primeiro marido, James Welch, com quem teve dois filhos. Em 1963, já divorciada, Raquel se mudou para Los Angeles, onde começou a trabalhar como atriz. Em seu começo de carreira, fez pequenas aparições em filmes e séries (como “O Homem de Virgínia” e “A Feiticeira”), mas logo ganhou um papel de destaque em “Viagem Fantástica”, uma aventura sci-fi sobre a a tripulação de um submarino especial, que é reduzido a um tamanho microscópico para entrar na corrente sanguínea de um paciente importante e salvar sua vida, realizando uma cirurgia delicada dentro de seu corpo. Usando um traje emborrachado de mergulhador branco e justo, ela hipnotizou o público e ajudou a transformar o longa num grande sucesso, que marcou época. Em seguida, Raquel apareceu num traje ainda mais chamativo, ao entrar na fantasia pré-histórica “Mil Séculos Antes de Cristo” (1966). Apesar de só dizer uma fala de roteiro, o filme foi responsável por transformá-la em uma estrela. Toda a divulgação da obra foi focada em Welch e no biquíni “pré-histórico” que ela usava. A atriz não estava preparada para toda essa atenção. “De uma vez só, tudo na minha vida mudou e tudo sobre o meu verdadeiro ‘eu’ foi varrido”, escreveu ela, anos depois, sobre a fama repentina. “Ela veio à consciência pública como uma presença física, sem voz… Parecia que eu tinha tropeçado em uma armadilha”. Nos anos seguintes, Welch estrelou filmes internacionais, como a comédia “As Rainhas” (1966) e a francesa “O Amor Através dos Séculos” (1967). Nos EUA, ela apareceu em “A Mulher de Pedra” (1968), ao lado de Frank Sinatra, “O Preço de um Covarde” (1968), com James Stewart, e “100 Rifles” (1969), em que formou um casal interracial com o ator Jim Brown. No filme “O Diabo É Meu Sócio” (1967), de Stanley Donen, ela foi vista seduzindo um jovem que vendeu a sua alma para o Diabo. “Eu não tinha muitas falas”, lembrou ela numa entrevista para o site The Hollywood Reporter em 2019. “Tudo o que fiz foi passear em um biquíni de renda vermelha e dizer: ‘Pãezinhos com manteiga quente?’ Eu fiz isso com um sotaque sulista porque imaginei que Lust [luxúria] vinha de um lugar quente”. Pouco tempo depois, ela estrelou aquele que se tornou o seu papel mais arriscado: “Homem e Mulher Até Certo Ponto” (1970). O filme é uma adaptação do romance escandaloso de Gore Vidal sobre um cinéfilo gay que finge sua própria morte, passa por uma operação de mudança de sexo e depois afirma ser sua própria viúva. A atriz interpretou o papel principal. Apesar de a produção ter sido um desastre, com diversos atrasos do diretor Michael Sarne e conflitos internos, Welch sempre se orgulhou da sua personagem no filme. “Myra Breckinridge é a antítese do símbolo sexual”, disse ela à GQ em 2012. “Ela é revolucionária. Ela é uma guerreira.” Mas “Homem e Mulher Até Certo Ponto” também acabou se tornando cultuado por seu apelo sexual, com Rachel Welch em cenas lésbicas e se portando como uma dominatrix em situações de dominação picantes. Várias imagens da produção viraram pôsteres, enquanto a fama do filme entre pervertidos e cinéfilos continuou aumentando ao longo das décadas. Entretanto, foi um fracasso de crítica e bilheteria na época de seu lançamento. Depois de chocar puritanos com a obra, ela optou por projetos mais comerciais na década de 1970, estrelando filmes como “Brutal Beleza” (1972), sobre uma patinadora que tenta equilibrar sua vida pessoal e seus sonhos de estrelato, “Os Três Mosqueteiros” (1973), adaptação da obra de Alexandre Dumas, “O Fim de Sheila” (1973), thriller de mistério no estilo de Agatha Christie, “Festa Selvagem” (1975), comédia sobre a chegada do cinema falado, e “Emergência Maluca” (1976), co-estrelado por Bill Cosby e Harvey Keitel. Em 1982, Welch entrou com um processo contra o estúdio MGM, após ser despedida do filme “Esquecendo o Passado” (1982) sob a justificativa de que ela estava se atrasando para as filmagens. Ela acabou vencendo o processo de US$ 10 milhões em indenização, mas seu nome ficou manchado em Hollywood, na época extremamente machista e incapaz de perdoar a ousadia de uma mulher de enfrentar um estúdio. Por conta disso, seus papéis minguaram. Ela passou anos sem aparecer no cinema, fazendo apenas telefilmes, e quando voltou seus trabalhos se resumiram a pequenas participações em filmes como “Escândalo na Cidade” (1988), “Sombra na Noite” (1993) e “Corra que a Polícia vem Aí! 33 1/3: O Insulto Final” (1994). Depois disso, ela ainda apareceu nas séries “Lois & Clark – As Novas Aventuras do Superman” (1995), “Seinfeld” (1997) e “Spin City” (1997 e 2000). Até ser resgatada em 2001 na comédias “Legalmente Loira” e “Sabores da Vida”. Seus últimos filmes foram as comédias “Forget About It” (2006), com Burt Reynolds, e o sucesso “Como se Tornar um Conquistador” (2017), com Eugenio Derbez – inspiração da série “Acapulco”.
Djalma Limongi Batista, diretor de “Asa Branca”, morre aos 75 anos
O cineasta brasileiro Djalma Limongi Batista, diretor de filmes como “Asa Branca: Um Sonho Brasileiro” (1981) e “Bocage: O Triunfo do Amor” (1998), morreu nessa quarta-feira (15/2), em São Paulo, aos 75 anos. Nascido em 9 de outubro de 1947, na cidade de Manaus, Djalma Limongi Batista sempre foi um apaixonado por cinema e começou a fazer seus curtas quando ainda era jovem, usando uma câmera de 8 mm. Seu primeiro trabalho amador foi o curta “As Letras 1” em 1960. Ele teve a oportunidade de estudar cinema em 1964, quando sua família se mudou para Brasília. Frequentando a UnB (Universidade de Brasília), Batista teve aulas com grandes nomes da teoria e da realização cinematográfica brasileira, como Paulo Emílio Salles Gomes, Nelson Pereira dos Santos e Jean-Claude Bernardet. Em 1968, ele continuou a sua educação cinematográfica, desta vez em São Paulo, onde se matriculou na Escola de Comunicação e Artes da USP (Universidade de São Paulo). Em pouco tempo, a teoria deu lugar à prática, pois no mesmo ano ele lançou o curta “Um Clássico, Dois em Casa, Nenhum Jogo Fora”, sobre dois jovens homossexuais em São Paulo. A obra é apontada como primeiro filme LGBTQIAP+ do Brasil e venceu os prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro e Melhor Edição no Festival de Curtas do Jornal do Brasil. Ele ainda fez o curta de ficção “O Mito da Competição do Sul” (1969), o curta documental “Porta do Céu” (1973) e o experimental “Hang-Five” (1975) antes de se arriscar no comando de um longa-metragem. A estreia em longas aconteceu em “Asa Branca: Um Sonho Brasileiro” (1981), uma comédia sobre um modesto, mas talentoso jogador de futebol de um time pequeno que se muda para São Paulo e consegue chegar ao estrelato. O filme foi estrelado por Edson Celulari, em seu primeiro papel no cinema, e foi premiado nos festivais de Brasília e Gramado. Seu longa seguinte foi “Brasa Adormecida” (1986), que narrava a história de um triângulo amoroso formado por dois primos, Ticão (novamente Edson Celulari) e Toni (Paulo César Grande), e uma prima, Bebel (Maitê Proença). A relação deles se complica quando ela finalmente escolhe um dos dois parentes para se casar. O último trabalho de Batista como diretor foi “Bocage: O Triunfo do Amor” (1998), cinebiografia do poeta português do século 18 Manuel Maria du Bocage, interpretado por Victor Wagner. O filme também foi premiado no Festival de Gramado. Batista ainda trabalhou como fotógrafo e diretor teatral, tendo, inclusive, comandado uma peça sobre “Calígula”. E foi, durante muito tempo, professor de cinema, lecionando disciplinas de direção de atores e realização cinematográfica na FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado). Ao saber da morte do diretor, Edson Celulari prestou uma homenagem no seu Instagram. Ele postou uma séries de fotos de “Asa Branca: Um Sonho Brasileiro”, descrevendo-o como seu primeiro trabalho profissional, junto com uma pequena biografia do diretor. O papel rendeu a ele a estatueta de melhor ator no Festival de Brasília, além dos prêmios de melhor direção para Limongi Batista. “Hoje Djalma nos deixou para, no céu, fazer muitos outros filmes, com o seu olhar cheio de irreverência. Obrigado pela sua arte meu amigo e que Deus te receba com todas as honras”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Edson Celulari (@edsoncelulari)
Austin Majors, ator-mirim de “Nova York Contra o Crime”, morre em abrigo de sem-tetos
O ator Austin Majors, que ficou conhecido por seu trabalho na série “Nova York Contra o Crime” (1993-2005), morreu aos 27 anos. O jovem estava vivendo em um centro de desabrigados e morreu nesse mesmo local. A confirmação de seu falecimento foi dada pelo escritório do médico legista do estado de Los Angeles. Majors veio a óbito no último sábado (11/2) por suspeita de envenenamento por fentanil. Uma investigação sobre o caso está em andamento. Nascido em 1995, ele começou a atuar quando tinha apenas 4 anos de idade e ganhou destaque com o papel de Theo Sipowicz, o filho do detetive Andy Sipowicz (Dennis Franz), protagonista da série policial “Nova York Contra o Crime” (NYPD Blue), e ficou no elenco por sete temporadas seguidas até sua saída em 2004. Depois do célebre trabalho, Austin fez pequenas participações em seriados como “Plantão Médico”, “NCIS” e “Desperate Housewives”. Sua última aparição na TV foi no humorístico “How I Met your Mother”, em 2009. A falta de trabalho o tornou sem-teto. Na semana passada, o ator foi fotografado para um artigo do “Los Angeles Daily News”, que falava sobre a falta de moradias na região. A prefeita de Los Angeles, Karen Bass foi uma das autoridades que visitaram o centro de desabrigados Hilda Solis Care First Village, onde o ator residia. “Ele era um ser humano amável, artístico, brilhante e gentil. Austin tinha muito prazer e orgulho de sua carreira como ator. Ele era o tipo de filho, irmão, neto e sobrinho que nos deva muito orgulho. Vamos sentir muita falta dele”, afirmou sua irmã e também ex-atriz mirim, Kali Majors-Raglin (“Amor de Infância”), em comunicado enviado à revista Variety.












