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  • Luiz Carlos Miele
    Filme,  TV

    Luiz Carlos Miele (1938 – 2015)

    14 de novembro de 2015 /

    Morreu o ator, apresentador, cantor e diretor Luiz Carlos Miele. Ele faleceu na manhã desta quarta-feira (14/10), aos 77 anos de idade, em seu apartamento em São Conrado, Zona Sul do Rio de Janeiro, após sentir indisposição e sofrer um mal súbito por volta das 8h23. Luiz Carlos Miele nasceu em 31 de maio de 1938, em São Paulo. Filho da atriz e cantora Regina Macedo (cujo nome real era Irma Miele), ele cresceu em meio ao showbusiness brasileiro do começo do século 20, frequentando programas de rádio desde a infância e dando literalmente “os primeiros passos” da TV brasileira. Sua estreia artística aconteceu por acaso, aos 12 anos de idade, quando o menino que seria protagonista da radionovela “Meu Filho, Meu Orgulho”, na Rádio Excelsior, ficou muito nervoso durante o teste. Regina sugeriu que o filho assumisse o papel, e assim começou uma carreira marcada por “acidentes” e casualidades, como o próprio Miele costumava contar. A transição para a TV também foi fruto de um famoso acidente. Miele estava na rádio Tupi quando a televisão chegou no Brasil, trazida por Assis Chateaubriand. Curioso, o menino entrou no estúdio da TV Tupi durante uma das primeiras transmissões ao vivo e, sem querer, passou na frente da câmera, de calça curta. “Daí alguém falou ‘A TV brasileira dá os primeiros passos’. E os primeiros passos da TV foram as minhas pernas”, ele recordou, em entrevista ao UOL. A estreia oficial na TV acabou acontecendo no “Clube do Canguru Mirim”, programa infantil da TV Tupi em que contracenou com os então adolescentes Érlon Chaves, Régis Cardoso e Walter Avancini. Entretanto, ele não demorou a demonstrar interesse em outras áreas do entretenimento. Em 1959, mudou-se para o Rio de Janeiro para trabalhar na TV Continental como diretor de estúdio e assistente de edição. Como o salário era baixo, precisava dividir um apartamento no Catete com outros seis moradores, incluindo o ator Francisco Milani. Mas a mudança também o inseriu em outro universo artístico. “Miele não era um saudosista, estava sempre pensando em seu próximo projeto. Uma das figuras mais importantes para o entretenimento brasileiro” – João Marcelo Bôscoli No mesmo ano, Miele conheceu o jornalista e letrista Ronaldo Bôscoli, um dos nomes envolvidos na então nascente bossa nova e com quem formaria uma das mais importantes duplas do showbusiness brasileiro. Juntos, produziram shows no hoje lendário Beco das Garrafas, em Copacabana, trabalhando com cantores como Elis Regina, Wilson Simonal e Sérgio Mendes. O êxito da empreitada os levou a organizar espetáculos de alguns dos principais artistas brasileiros, como Roberto Carlos, e até estrangeiros, como Sarah Vaughan. Também tiveram uma boate no Rio, a Monsieur Pujol, por onde passaram, entre 1970 e 1974, astros como Dione Warwick, Burt Bacharach e Stevie Wonder. O sucesso da dupla chamou a atenção da então nascente TV Globo, que os contratou no mesmo mês em que foi fundada, em abril de 1965, para produzir programas musicais. Foram dezenas de programas, entre eles “Alô, Dolly”, “Um Cantor por Dez Milhões, Dez Milhões por uma Canção” e a pioneira série de comédia “Dick & Betty 17”, estrelada pelo cantor Dick Farney e a atriz Betty Faria em 1965 – o primeiro sitcom da Globo. A maior realização televisiva da dupla, porém, foi ao ar num canal rival: o célebre programa “O Fino da Bossa”, apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues na TV Record. Além disso, também produziram “Musical em Bossa 9”, “Dois no Balanço” e a série de comédia “Se Meu Apartamento Falasse”, com Cyl Farney e Odete Lara, na TV Excelsior. Entre muitas outras atrações. Os dois acabaram voltando à Rede Globo em 1970, onde produziram programas de Elis Regina e Marília Pêra e assumiram a direção musical do “Fantástico”. “O Miele não tinha noção da sua própria importância” – Roberto Menescal Neste retorno, Miele acumulou funções e se desdobrou para atuar como apresentador de atrações musicais, como o festival MPB Shell, e shows de variedades como “Miele Show” e “Sandra & Miele” (com a atriz Sandra Brea), investindo ainda na carreira de comediante, com participações em três humorísticos que marcaram época: “Faça Humor, Não Faça Guerra” (1970-1973), “Satiricom” (1973-1976) e “Planeta dos Homens” (1976-1982) – ao lado de Jô Soares, Renato Corte Real, Berta Loran, Paulo Silvino, Renata Fronzi, Agildo Ribeiro e outras feras do humor nacional. Paralelamente, também fez shows de humor, gravou discos (dois deles em parceria com Elis e até o primeiro rap brasileiro, “O Melô do Tagarela”, lançado em 1980) e investiu na carreira de ator de cinema. A estreia na tela grande foi em “Um Homem e Sua Jaula” (1969), seguido pela cultuada comédia “O Capitão Bandeira Contra o Dr. Moura Brasil” (1971), de Antonio Calmon. Em ambas, atuou com o amigo Hugo Carvana. Na fase de ouro da Embrafilme, participou ainda do drama clássico “A Estrela Sobe” (1974), de Bruno Barreto, e das antologias “Cada um Dá o que Tem” (1975) e “Ninguém Segura Essas Mulheres” (1976). Em 1976, após a morte do humorista Manuel de Nóbrega, Miele passou a apresentar o humorístico “A Praça da Alegria” na Rede Globo. Do mesmo modo que Manuel na versão original, ele chegava à praça cenográfica, sentava-se no banco e tentava iniciar a leitura de um jornal, quando era interrompido, a todo momento, pelos mais variados tipos, que surgiam de todos os lados. Essa versão do programa durou até 1979, com roteiros e participação de Carlos Alberto de Nóbrega, que depois assumiria o programa de seu pai como “A Praça É Nossa” no SBT. Miele ainda trabalhou na TV Manchete, a partir de 1985, e apresentou o programa “Coquetel” em 1992 no SBT, antes de se focar exclusivamente no trabalho de ator, retomando o cinema numa participação em “O Homem Nu” (1997), dirigido pelo velho amigo Hugo Carvana. Uma década depois, os dois reatariam a parceria no filme “Casa da Mãe Joana” (2008). Ele também participou de três lançamentos recentes, as comédias “As Aventuras de Agamenon, o Repórter” e “Os Penetras”, ambas de 2012 e estreladas pelo jovem humorista Marcelo Adnet, e a cinebiografia “Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho” (2014). “Em outro país, o Miele teria sido o maior showman de todos os tempos” – Sandra Sá Nos últimos anos, voltara a ser presença constante na TV, atuando como integrante fixo do elenco de “Mandrake” (2005-2013), série de detetive inspirada na obra de Rubem Fonseca, no canal pago HBO, e em diversas produções da Globo, como as séries “Casos & Acasos” (2008), “Tapas e Beijos” (2011), “A Teia” (2014), a minissérie “O Brado Retumbante” (2012), a novela “Geração Brasil” (2014), o programa “Domingão do Faustão” (competiu no quadro Dança dos Famosos em 2014) e os humorísticos “Zorra Total” e “Tomara que Caia”. Neste programa, fez sua última aparição televisiva, exibida no dia 6 de setembro. Como ator, Miele ainda deixa uma participação inédita no filme de comédia “Uma Loucura de Mulher”, estreia na direção de Marcus Ligocki (produtor de “O Último Cine Drive-In”), que só chegará aos cinemas em 2016. Cheio de planos, ele até chegou a gravar o piloto de um novo programa de TV, em que lembrava causos de sua vida agitada, e planejava rodar o país com o one-man show “Miele — Contador de Histórias”, título de seu mais recente livro de memórias. Mas, novamente, um acidente aconteceu no meio do caminho. “Estou tristíssima, mas Miele não era um cara de ficar deitadinho dodói. Morreu animadíssimo como foi a vida inteira”, destacou a atriz e amiga Betty Faria. “Não consigo dizer nada além de lugares comuns sobre essa pessoa fantástica. Ele era um amigo de verdade, não só um colega de trabalho. Saudades, só isso”, despediu-se o colega Jô Soares.

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  • Etc,  Filme

    Maria Schneider (1952 – 2011)

    3 de fevereiro de 2011 /

    A atriz francesa Maria Schneider morreu nesta quarta (3/2) em Paris, de câncer, aos 58 anos. Ela ficou internacionalmente conhecida por seu papel no drama “O Último Tango em Paris” (1972), que a transformou em ícone sexual dos anos 70. Nascida Marie Christine Gélin em Paris, Maria Schneider era filha de uma modelo de origem romena e do ator Daniel Gélin, que nunca a reconheceu, e fez pequenos papéis num punhado de filmes, antes de estourar em “O Último Tango em Paris”. Maria só conheceu o pai aos 15 anos, quando fugiu de casa, mas a filiação a ajudou a conseguir emprego no cinema, como figurante, aos 17 anos. Ela estreou sem receber créditos no filme “Les Femmes” (1969). Seu nome não apareceu nas telas, mas foi reconhecido por Brigitte Bardot, a estrela do filme, que era amiga de seu pai. Sabendo de sua história, a estrela a convidou morar em sua mansão. Graças a Brigitte, Maria conheceu diversas personalidades da indústria cinematográfica. Warren Beatty a apresentou à agência de talentos William Morris, que fez subir seu status: de figurante sem falas, tornou-se coadjuvante sem nome em “Madly” (1970), estrelado por Alain Delon, e finalmente uma adolescente sexy e rebelde em “Les Jambes en l’Air” (1971) – praticamente, uma jovem Brigitte Bardot. Ela estava empolgada em fazer um novo filme com Delon, então o maior galã da França, quando veio a oferta para estrelar “O Último Tango em Paris”. Seu primeiro impulso, ao ler o roteiro, foi recusar o papel, mas a agência William Morris lhe aconselhou o contrário: “É um papel de protagonista ao lado de Marlon Brando — você não pode recusar.” A atriz foi selecionada pelo cineasta Bernardo Bertolucci aos 19 anos, após vê-la na casa de Brigitte Bardot. Bertolucci se encantou com aquela jovem ainda desconhecida, que circulava com intimidade pelos quartos da maior estrela da França, acreditando que possuía uma beleza angelical capaz de incendiar o mundo. E tratou de despir seu corpo, para contar uma história tórrida, sobre uma adolescente e um viúvo americano de passagem por Paris, que transam sem se conhecer. Foi um escândalo. Por conta das cenas de nudez frontal e uma sequência picante, envolvendo manteiga e sodomia, o maior sucesso de Maria Schneider se tornou também um dos mais filmes polêmicos de sua época. Não por acaso, “O Último Tanto em Paris” ficou proibido de ser exibido no Brasil por quase uma década, censurado pela ditadura militar. A fama do filme também pesou sobre a carreira da atriz, que passou a receber sempre ofertas de papéis de devassa. Dizendo-se manipulada por Bertolucci e traumatizada pelas cenas mais violentas – o estupro com manteiga não estava originalmente no roteiro e foi improvisado por Brando – , ela jurou nunca mais tirar as roupas no cinema e evitou falar sobre “O Último Tanto em Paris” por boa parte de sua vida. Quando voltou a falar do filme, não teve palavras gentis. Em 2007, ela revelou, numa entrevista: “Marlon me disse na ocasião da cena com a manteiga: ‘Maria, não se preocupe, é apenas um filme’. Mas durante a cena, ainda que não fosse real, eu chorei lágrimas verdadeiras. Eu me senti humilhada e, para ser honesta, um pouco estuprada por Brando e por Bertolucci. Eu devia ter chamado meu agente ou um advogado, porque não sabia se devia fazer uma cena que não estava no roteiro. E, depois da cena, Marlon não me consolou nem se desculpou. Felizmente, tudo durou apenas um take”. Sem tirar as roupas, ela estrelou outra produção importante de mais um proeminente cineasta italiano: “Profissão: Repórter” (1975), de Michelangelo Antonioni, em que atuou ao lado de Jack Nicholson. Obra de fotografia sublime, “Profissão: Repórter” deveria ter estabelecido Maria Schneider como uma das maiores estrelas da Europa. Mas Nicholson, que era um dos produtores, não quis que o filme tivesse um grande lançamento comercial, controlando sua distribuição para garantir que ele fosse apreciado como um “filme de arte”. A atriz também estrelou “La Baby Sitter” (1975), último filme do mestre francês René Clément, que infelizmente fracassou nas bilheterias, uma maldição que acompanhou todo o resto de sua carreira. Ela se envolveu com drogas, passou a ter comportamento errático e desenvolver fama de excêntrica. Em 1975, declarou-se bissexual. Escalada para viver uma das personagens principais de “Caligula” (1979), o épico erótico mais caro do cinema, deu chilique, disse que não tiraria a roupa nas filmagens e acabou demitida. Saiu dos sets de filmagem diretamente para uma clínica psiquiátrica em Roma, onde passou vários dias acompanhada por uma mulher descrita como sua amante. Sua recusa em fazer cenas de nudez também a levou a ser despedida do clássico “Esse Obscuro Objeto do Desejo” (1977), de Luis Buñuel. E houve também uma passagem escandalosa pelo Brasil, em que ela veio filmar no Rio, com a diretora Ana Carolina, surtou e largou a produção antes mesmo de começarem as filmagens. Numa entrevista dada mais tarde, Maria assumiu ter “perdido sete anos” da sua vida, entre o vício em heroína, overdoses, uma tentativa de suicídio e um internamento psiquiátrico. Ao se recusar a mostrar o corpo, ela acabou por enveredar pelo nascente cinema feminista. Auxiliou o despertar sexual de uma dona de casa oprimida em “Io Solo Mia” (1978), drama pioneiro por ter uma equipe técnica composta só por mulheres, da diretora Sofia Scandurra à assistente de iluminação. Assumiu um romance lésbico com a holandesa Monique van de Ven no avançado “Een vrouw als Eva” (1979), um dos primeiros a mostrar de forma positiva um casal de lésbicas. Interpretou ainda uma prostituta sofrida em “La Dérobade” (1979), que lhe rendeu uma indicação ao César (o Oscar francês). Mas, paradoxalmente, encerrou sua década de glória como vítima de “Mama Dracula” (1980), uma vampira que precisava do sangue de jovens virgens, numa das piores interpretações de sua filmografia. O despertar feminista teria sido motivado pelo grande amor de sua vida, a quem ela mencionava apenas como “meu anjo”, sem entrar na polêmica do sexo do anjos – embora as colunas de fofoca apontassem ser a herdeira americana Joan “Joey” Townsend. Maria Schneider continuou a aparecer no cinema e na TV até 2008, quase sempre em papéis secundários – entre eles, o da esposa insana de Edward Rochester na versão de Franco Zeffirelli para o romance gótico “Jane Eyre” (1996). Zeffirelli também lhe ofereceu o papel de Maria em sua minissérie “Jesus de Nazaré” (1977), mas ela recusou, prevendo a polêmica – uma decisão da qual ela se arrependeu. Embora seja sempre lembrada pelo escândalo de “O Último Tanto em Paris”, a atriz emplacou outros cults em sua filmografia. Além dos dramas feministas já citados, fez o suspense surreal “Merry-Go-Round” (1981), do mestre francês Jacques Rivette, e a sci-fi “Bunker Palace Hotel” (1989), do autor de quadrinhos Enki Bilal, um dos fundadores da revista “Metal Hurlant” (“Heavy Metal” nos EUA e resto do mundo). Seu último filme foi “Cliente” (2008), de Josiane Balasko. Na ocasião, lhe perguntaram que conselho daria para as jovens atrizes que estavam começando. “Nunca tire as roupas para velhos safados que dizem que isso é arte”, foi sua resposta.

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