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  • Filme

    Sharon Farrell, atriz de “Nasce um Monstro”, morre aos 82 anos

    5 de agosto de 2023 /

    A atriz Sharon Farrell, conhecida por seu papel como a mãe de um bebê assassino no cultuado terror “Nasce um Monstro” (1974), morreu aos 82 anos. A notícia foi divulgada por seu filho, Chance Boyer, neste sábado (5/8), informando que a atriz faleceu de causas naturais em um hospital de Orange County, Califórnia.   Começo da carreira Nascida como Sharon Forsmoe na véspera de Natal de 1940 em Sioux City, Iowa, Farrell se mudou na juventude para Nova York, onde atuou e modelou. Ela fez sua estreia no cinema em 1959 no filme “Kiss Her Goodbye” e em seguida começou a trabalhar como dançarina na Broadway. Em 1962, Farrell apareceu com Tony Curtis e Suzanne Pleshette no filme de comédia “20 Quilos de Confusão”. Mas também apostou na carreira televisiva, ao estrelar no mesmo ano o drama jornalístico “Saints e Sinners”. Infelizmente, a série não passou da 1ª temporada e ela ficou restrita a aparições televisivas durante um bom tempo, incluindo participações em séries clássicas como Meu Favorito Marciano”, “Caravana”, “Gunsmoke”, “A Família Buscapé”, “O Agente da UNCLE” e “James West”, entre muitos outras.   Nasce um Monstro Ela voltou ao cinema no final dos anos 1960, com papéis em “Entre o Desejo e a Morte” (1968), ao lado de Kirk Douglas, “Detetive Marlowe em Ação” (1969), com James Garner e Bruce Lee, e “Os Rebeldes” (1969), com Steve McQueen. Mas foi o terror de baixo orçamento de Larry Cohen que chamou atenção para sua carreira. Em “Nasce um Monstro” (1974), a atriz interpretou Lenore Davis, que tenta proteger seu filho recém-nascido deformado, mesmo que o bebê mutante tenha escapado do hospital e esteja matando pessoas pela cidade. “Nasce um Monstro” tornou-se um marco no gênero de terror, sendo reconhecido por sua premissa inovadora, bizarra e aterrorizante. Sucesso de bilheteria, acabou ganhando duas sequências: “Nasce um Monstro 2” em 1978 e “Nasce um Monstro 3: A Ilha dos Monstros” em 1987, além de um remake em 2008. A performance de Farrell como a mãe do infante assassino é frequentemente destacada como um dos pontos fortes do longa original.   Mais filmes e séries Farrell continuou a ter sucesso na carreira nos anos 1980, quando trabalhou nos filmes clássicos “O Substituto” (1980), de Richard Rush, “Anos de Rebeldia” (1980), de Dennis Hopper, “McQuade, o Lobo Solitário” (1983), com Chuck Norris, “A Noite do Cometa” (1984) e “Namorada de Aluguel” (1987), com Patrick Dempsey. Ela também participou da última temporada da série original “Havaí 5-0” em 1980, interpretando a Detetive Lori Wilson. Nos anos 1990, ela virou atriz de novela, vivendo Florence Webster em 81 capítulos de “The Young and the Restless”, de 1991 a 1997. Ao sair da atração diurna, fez poucas aparições nas telas, incluindo um capítulo em “JAG: Ases Invencíveis”, exibido em 1999.   Relacionamentos e vida pessoal Farrell teve relacionamentos com os atores Andrew Prine, Steve McQueen e John F. Boyer, o produtor Ron DeBlasio e o diretor Dale Trevillion, mas nunca se casou com nenhum deles, de acordo com seu filho Chance Boyer. Chance foi filho único e também seguiu a carreira de ator, interpretando um surfista na série “Harry e os Hendersons” (de 1991 a 1993). Veja o trailer original de “Nasce um Monstro”.

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  • Filme

    Dublê que inspirou “Era uma vez… em Hollywood” morre aos 89 anos

    26 de maio de 2023 /

    O ator, dublê e diretor Gary Kent faleceu aos 89 anos nesta quinta-feira (25/5), em uma clínica em Austin, no Texas, EUA. Com sua longa carreira no cinema, Kent serviu de inspiração para o personagem de Brad Pitt em “Era uma vez… em Hollywood”, longa de Quentin Tarantino lançado em 2019. A carreira de Gary Kent foi marcada por momentos intensos e lesões dolorosas. Ele sofreu ferimentos significativos durante suas performances como dublê nos filmes do diretor Richard Rush. Em “As Motos Diabólicas” (1967), cortou o braço em um vidro quebrado durante uma briga de bar, enquanto em “The Savage Seven” (1968) foi atropelado por uma motocicleta descontrolada, dividindo cenas com a atriz Penny Marshall (diretora de “Uma Equipe Muito Especial”). Tudo isso acabou inspirando um dos maiores clássicos do diretor, “O Substituto” (1980), sobre um criminoso foragido que se esconde em Hollywood trabalhando como dublê. Kent também firmou parceria com o diretor Monte Hellman, trabalhando em produções de faroeste como “A Vingança de um Pistoleiro” (1966) e “Disparo para Matar” (1966), ambos escritos pelo ator Jack Nicholson (“O Iluminado”). Embora sua carreira como dublê tenha chegado ao fim no set da comédia “Bubba Ho-Tep” (2002), quando ele sofreu uma queda que machucou sua perna, Kent continuou trabalhando como coordenador de dublês até 2019. Seu trabalho mais recente foi no longa de faroeste “Sex Terrorists on Wheels” (2019). Além do trabalho como dublê, Kent também deixou sua marca como ator, interpretando diversos papéis menores em filmes notáveis. Ele apareceu como trabalhador de tanque de gasolina no filme que lançou a carreira do diretor Peter Bogdanovich, “Na Mira da Morte” (1968). No mesmo ano, desempenhou o papel de um bandido em “Busca Alucinada” (1968), também dirigido por Rush. E fez vários filmes de motoqueiros e terrores baratos, como “Hell’s Bloody Devils” (1970), “The Incredible 2-Headed Transplant” (1971) e “Angels’ Wild Women” (1971). Para completar, também atuou como assistente de direção em “Drácula vs. Frankenstein” (1971), de Al Adamson, e como gerente de produção do musical “O Fantasma do Paraíso” (1974), dirigido por Brian De Palma. Sua importância na indústria do cinema foi reconhecida por Quentin Tarantino, que o entrevistou durante a produção de “Era uma vez… em Hollywood” (2019) para a construção do personagem de Brad Pitt. Servindo de inspiração para o carismático dublê Cliff Booth, o personagem inspirado em Kent rendeu a Pitt seu primeiro Oscar de Melhor Ator.

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  • Música

    Dominic Frontiere (1931 – 2017)

    24 de dezembro de 2017 /

    Morreu Dominic Frontiere, compositor de temas clássicos de séries televisivas, como “Quinta Dimensão”, “A Noviça Voadora” e “Patrulha do Deserto”. Ele faleceu aos 86 anos na quinta-feira (21/12) em Tesuque, Minnesota, mas só agora a notícia chegou à imprensa americana. Frontiere marcou época como compositor televisivo entre os anos 1960 e 1980, sendo responsável por centenas de horas de músicas inesquecíveis. Além de trabalhar em séries, ele também criou trilhas para muitos filmes do período. A carreira do músico, nascido em Connecticut em 17 de de junho de 1931, incluiu ainda passagens pela big band de Horace Heidt, no final da década de 1940, e um disco solo cultuadíssimo de 1959, “Festival Pagano”, considerado um clássico do gênero conhecido como exotica. Ele se mudou para Hollywood no início da década de 1950, ao ser contratado por Alfred Newman, então diretor musical da 20th Century Fox, para trabalhar como músico na orquestra do estúdio. Os dois forjaram grande amizade e Newman incentivou Frontiere a começar a compor no começo dos anos 1960. Ao fazer sua terceira trilha, para a comédia “Eu, Ela e o Problema” (1961), Frontiere encontrou outro parceiro importante, o roteirista e produtor Leslie Stevens, que em 1962 o convocou para compor o tema de sua primeira produção televisiva: o western “Stoney Burke”, estrelado por Jack Lord (o futuro Steve McGarrett de “Havaí 5-0”). Mas foi a segunda série da parceria, “Quinta Dimensão” (The Outer Limits), que determinou o rumo da carreira do compositor. A música da abertura era bastante experimental, criando “white noise” e ambiências para sugerir que a TV estava fora do ar – “Não há nada de errado com sua TV”, alertava a narração – , alimentando um clima crescente de mistério e tensão. Vieram outras séries que ajudaram a definir a época, como “Os Invasores”, “Noviça Voadora”, “Patrulha do Deserto”, “Cavalo de Aço”, “Que Garota”, “Os Audaciosos”, “O Imortal”, “Missão Heroica”, “Controle Remoto” e “Vega$”. Ele também compôs a trilha do western “A Marca da Forca” (1968), primeiro western americano de Clint Eastwood, e conseguiu a proeza de manter o nível estabelecido por Ennio Morricone na trilogia spaghetti do ator. A façanha fez com que John Wayne o convidasse a orquestrar seu especial televisivo de cunho patriótico, “Swing Out, Sweet Land” (1970), que rendeu um Emmy para Frontiere e uma nova amizade importante em sua carreira. A parceria acabou se estendendo a mais três filmes de Wayne: “Chisum, Uma Lenda Americana” (1970), “Os Chacais do Oeste” (1973) e “A Morte Segue Seus Passos” (1975). O compositor continuou fazendo trilhas diversas para filmes de ação e comédia e até venceu o Globo de Ouro pela música do cultuadíssimo thriller “O Substituto” (1980), de Richard Rush. Mas sua trajetória foi bruscamente interrompida em 1986, quando foi sentenciado a um ano de prisão por sonegação fiscal, efeito colateral de seu casamento com a enrolada proprietária do time de futebol americano Los Angeles Rams. Além de trilhas de cinema, ele também produziu discos de Gladys Knight, Dan Fogelberg, Chicago e The Tubes, até encerrar a carreira com a composição do filme “A Cor da Noite” (1994), que lhe rendeu nova indicação ao Globo de Ouro. Relembre abaixo 15 temas e trilhas da carreira de Dominic Frontiere.

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