Peter Jackson reforça acusação contra Weinstein e pede desculpas a Ashley Judd e Mira Sorvino
O diretor Peter Jackson emitiu uma declaração oficial reforçando sua denúncia de que Harvey Weinstein vetou a participação das atrizes Ashley Judd e Mira Sorvino nos filmes de “O Senhor dos Anéis”. A iniciativa foi tomada após Weinstein soltar sua própria nota a respeito da entrevista do cineasta, alegando que a acusação era falsa, porque o elenco só foi contratado quando o projeto saiu de suas mãos e foi adquirido pela produtora New Line. Jackson sustenta a história que contou numa entrevista nesta sexta-feira (15/12), sobre como o produtor e seu irmão foram contra a inclusão das atrizes no elenco, durante a fase de desenvolvimento do projeto, que aconteceu na produtora Miramax. Ashley Judd e Mira Sorvino estão entre as principais atrizes que encabeçaram as denúncias de abuso sexual contra Weinstein. Ele também pediu desculpas às atrizes por ter acreditado nas mentiras de quem agora se sabe ser um predador sexual, e lamentou ter sido cúmplice na lista negra que prejudicou suas carreiras. Leia abaixo o texto de Jackson na íntegra: “Aspectos da negação de Harvey são insinceros. Ele basicamente diz que ‘esta lista negra não pode ser verdade porque a New Line lançou o filme”. Isso é uma deflexão da verdade. Por 18 meses em que nós desenvolvemos ‘O Senhor dos Anéis’ na Miramax, tivemos muitas conversas de elenco com Harvey Weinstein, Bob Weinstein e seus executivos. Durante este período, nenhuma oferta foi feita aos atores porque isso ocorre depois que um filme ganha sinal verde, e a Miramax nunca sinalizou estes filmes. No entanto, muitas conversas ocorreram internamente em relação ao potencial elenco. Fran Walsh e eu lembramos que Morgan Freeman, Paul Scofield, David Bowie, Liam Neeson, Natascha McElhone, Claire Forlani, Francesca Annis, Max von Sydow e Daniel Day Lewis foram alguns dos nomes discutidos com a Miramax pora possíveis papéis nos filmes de ‘O Senhor dos Anéis’. Entre os muitos nomes citados, Fran e eu expressamos nosso entusiasmo por Ashley Judd e Mira Sorvino. Na verdade, até nos encontramos com Ashley e discutimos dois possíveis papéis com ela. Após essa reunião, a Miramax nos mandou ficar longe de Ashley e Mira, porque alegaram ter tido “más experiências” com essas atrizes em particular no passado. Fran Walsh estava na mesma reunião e lembra esses comentários negativos sobre Ashley e Mira tão claramente quanto eu. Não temos motivos para inventar isso. Este tipo de comentário não é incomum – pode acontecer com qualquer estúdio em qualquer filme, quando os nomes de atores diferentes surgem numa conversa – , mas uma vez que você ouve comentários negativos sobre alguém, você não esquece. Nós não estávamos em posição de oferecer a Ashley ou Mira um papel nos filmes, mas tentamos que seus nomes fossem adicionados a uma lista quando o elenco começou a ser definido. Cada papel pode ter muitos nomes de atores listados para futuras audições e reuniões. Nesses relacionamentos de cineastas/estúdio, deve haver consenso na hora de escolher as opções – qualquer um dos lados geralmente pode vetar nomes sugeridos por várias razões, e nos dias anteriores a ‘O Senhor dos Anéis’, não tínhamos o poder de impor ao estúdio uma escolha de elenco. O filme mudou de mãos da Miramax para a New Line antes que o elenco realmente fosse contratado. Mas como nós fomos avisados sobre Ashley e Mira pela Miramax, e nós somos ingênuos o suficiente para assumir que nos disseram a verdade, Fran e eu não incluíamos seus nomes nas conversas sobre o elenco com a New Line. Quase 20 anos depois, lemos sobre as alegações de má conduta sexual feitas contra Harvey Weinstein e vimos comentários de Mira e Ashley, que sentiram que tinham sido colocados numa lista negra pela Miramax depois de rejeitarem os avanços sexuais de Harvey. Fran e eu imediatamente nos lembramos da reação negativa da Miramax quando apresentamos seus nomes e nos perguntamos se, inconscientemente, fomos cúmplices de um suposto prejuízo para suas carreiras, pelas mãos da Miramax. Não temos evidências diretas que liguem as alegações de Ashley e Mira às conversações de 20 anos atrás sobre ‘O Senhor dos Anéis’, mas nós defendemos o que nos foi dito pela Miramax quando levantamos os dois nomes, e estamos relatando isso com precisão. Se fomos cúmplices inconscientes para prejudicar suas carreiras, Fran e eu pedimos desculpas incondicionais tanto para Ashley quanto para Mira.”
Peter Jackson diz que Weinstein proibiu Ashley Judd e Mira Sorvino em O Senhor dos Anéis, confirmando lista negra
O diretor Peter Jackson revelou nesta sexta-feira (15/12), em entrevista ao site Stuff, que, em 1998, o produtor Harvey Weinstein lhe pressionou para não contratar Ashley Judd e a Mira Sorvino para a franquia “O Senhor dos Anéis”. Judd e Sorvino estão entre as dezenas de atrizes que acusaram o produtor de abusos sexuais. E estavam na lista que Jackson apresentou aos irmãos Harvey e Bob Weinstein quando a empresa destes, a Miramax, iria produzir os filmes. “Lembro que a Miramax nos disse que era um pesadelo trabalhar com elas e que devíamos evitá-las a todo custo”, assegurou Jackson na primeira entrevista na qual fala do caso Weinstein. “Naquele momento não tínhamos nenhuma razão para questionar o que estes caras estavam dizendo… Mas agora suspeito que nos deram informação falsa sobre estas duas talentosas mulheres e, como resultado direto, seus nomes foram eliminados da nossa lista de casting”, lamentou o diretor. A declaração provocou a reação imediata das duas atrizes no Twitter. Enquanto Judd comentou que se lembrava desses fatos “muito bem”, Sorvino compartilhou que explodiu em lágrimas ao ler a entrevista de Jackson. “Aí está, a confirmação de que Harvey Weinstein arruinou a minha carreira, algo que suspeitava, mas da qual não tinha certeza. Obrigado, Peter Jackson, por ser honesto. Tenho o coração partido”, escreveu a atriz, que venceu o Oscar por “Poderosa Afrodite” (1995). Na entrevista, Jackson relata também que seu trabalho com os irmãos Weinstein foi muito complicado e que na época na qual controlaram “O Senhor dos Anéis” comportavam-se como “pistoleiros da máfia de segunda classe”. “Não eram o tipo de pessoas com as quais queria trabalhar e por isso não trabalhei”, declarou o diretor, feliz por o filme acabar indo para o estúdio New Line, que comprou os direitos da Miramax por US$ 12 milhões e faturou quase 3 bilhões nas bilheterias mundiais. Mas, por conta dessa negociação, os Weinstein ainda ganharam 2,5% dos lucros da produção. O diretor lembrou ainda que Weinstein ameaçou afastá-lo da adaptação do romance de J.R.R. Tolkien se ele não aceitasse sua exigência de reduzir a história a um só longa-metragem. “Fazer filmes é muito mais divertido com boas pessoas”, concluiu Jackson.
Amazon confirma produção de série baseada em O Senhor dos Anéis
A especulada série derivada de “O Senhor dos Anéis” foi confirmada pelo Amazon Studios. A empresa fechou um contrato com os herdeiros do escritor J.R.R. Tolkien e a Warner, que inclui o compromisso de produzir várias temporadas e até mesmo um possível spin-off. Ela venceu a Netflix, que também estava no páreo pela disputa dos direitos. A aquisição é acompanhada por mais informações sobre o projeto, que não será uma adaptação literal dos livros de J.R.R. Tolkien, já transformados em filmes por Peter Jackson. A trama contará histórias que ocorreram antes dos eventos de “A Sociedade do Anel”, o primeiro volume da trilogia. Ou seja, mostrará aventuras inéditas e originais passadas na Terra Média, com personagens conhecidos, numa trama situada entre as duas trilogias cinematográficas do universo de Tolkien, “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis”. No comunicado que anunciou a produção, Sharon Tal Yguado, nova chefe do Amazon Studios, afirmou: “O Senhor dos Anéis é um fenômeno cultural, que capturou a imaginação de gerações de fãs através da literatura e da tela grande. Estamos honrados em trabalhar com a Tolkien Estate and Trust, a editora HarperCollins e o estúdio New Line [da Warner] nesta colaboração emocionante para a televisão e estamos entusiasmados em levar os fãs de ‘O Senhor dos Anéis’ em uma nova jornada épica na Terra-Média”. Um representante dos herdeiros de Tolkien também se pronunciou no comunicado. “Nós estamos encantados que a Amazon, com seu compromisso de longa data com a literatura, seja o lar da primeira série de múltiplas temporadas de ‘O Senhor dos Anéis’. Sharon e a equipe da Amazon Studios têm idéias excepcionais para trazer para a tela histórias inexploradas, com base em manuscritos originais de J.R.R. Tolkien”. O acordo aconteceu poucas semanas após Jeff Bezos, dono da Amazon, afirmar que a plataforma de streaming da companhia precisava ter seu próprio “Game of Thrones”. Ainda não há previsão de estreia.
Amazon estaria planejando uma série baseada em O Senhor dos Anéis
A Amazon estaria negociando com a Warner Bros. Television a produção de uma adaptação da trilogia literária “O Senhor dos Anéis”, de J.R.R. Tolkien, como uma série de TV. O site da revista Variety apurou que as negociações estão em estágio inicial, mas suas fontes afirmam que o CEO da Amazon, Jeff Bezos, está diretamente envolvido nas discussões. Em setembro, a Variety publicou que Bezos queria produzir um “Game of Thrones” da Amazon. A adaptação dos livros da Terra Média, habitada por hobbits, elfos, anões, magos, guerreiros e orcs, cabe perfeitamente nesta descrição. O problema é que a história é muito conhecida. Traduzida para mais de 40 línguas, “O Senhor dos Anéis” vendeu mais de 160 milhões de exemplares, tornando-se um dos trabalhos mais populares da literatura do século 20. Além disso, sua trama foi levada ao cinema nos anos 2000 por Peter Jackson, numa trilogia cinematográfica adorada pelos fãs dos livros e com um orçamento que séries de TV não costumam investir. Até “O Hobbit”, prólogo das aventuras místicas, também ganhou uma trilogia de Jackson – e ainda mais recente, a partir de 2012. Contar a mesma história, mas como série, valeria um investimento pesado? Ou a Amazon estaria planejando surpreender com o lançamento de uma atração passada na Terra Média, com diversos personagens conhecidos, numa aventura inédita? Por enquanto, o projeto só pode ser especulado. Procurados pela Variety, representantes da Amazon e da Warner não quiseram comentar a notícia.
Nicholas Hoult negocia viver o autor de O Hobbit no cinema
Nicholas Hoult negocia interpretar J.R.R. Tolkien, o autor de “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis”, em uma cinebiografia produzida pela Fox Searchlight. Segundo o site Deadline, as negociações estão em estágios iniciais, mas o ator é a primeira opção do estúdio. A direção será realizada por Dome Karukoski (“Tom of Finland”), um dos diretores mais premiados do cinema finlandês. O roteiro é de David Gleeson (“Caubóis e Anjos”) e Stephen Beresford (“Orgulho e Esperança”) e deverá se concentrar nos anos de formação de Tolkien, quando o jovem órfão forma um grupo de amigos com outros rejeitados, mas a eclosão da 1ª Guerra Mundial (1914-1918) surge como ameaça para esta irmandade. Caso esta seja mesmo a linha adotada, é possível antever paralelos entre a trama e a “Sociedade do Anel”, primeiro livro da trilogia “O Senhor dos Anéis”. O filme ainda não tem previsão de estreia.
Ian McKellen voltará a viver Gandalf para comemorar 50 anos de carreira
O ator Ian McKellen voltará a interpretar o mago Gandalf, um de seus papéis mais marcantes. Mas, desta vez, o personagem das trilogias “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit” será encenado no teatro, em Londres, numa ocasião especial. O ator comemora 50 anos de carreira e pretende discutir o trabalho com outros atores e com o público no espetáculo, já que vai permitir perguntas durante a apresentação. A peça é beneficente. Por meio de comunicado, McKellen explicou o motivo que o fez escolher o Park Theatre para fazer a peça. “Vou atuar no Park Theatre para levantar fundos à caridade. Em pouco tempo, o teatro se estabeleceu na cena local, mas sem subsídios públicos para cobrir os custos básicos é preciso conseguir cerca de 250 mil libras por dia, a cada ano só para manter as portas abertas”. A peça se chama “Shakespeare, Tolkien, Others & You” e terá nove apresentações, que acontecerão entre 3 e 9 de julho.
Fotos registram reencontro épico do elenco de O Senhor dos Anéis
O ator Dominic Monaghan publicou em seu Instagram o registro de um encontro “épico” do elenco da trilogia “O Senhor dos Anéis” (2001-2003). O grupo estava reunido tranquilamente num restaurante, até que, de repente, alguém gritou que um troll das cavernas estava vindo. O resultado pode ser visto na foto acima, que junta Monaghan (Merry), Viggo Mortensen (Aragorn), Orlando Bloom (Legolas), Billy Boyd (Pippin) e Elijah Wood (Frodo). A legenda desta – e outras fotos menos épicas – não revelam onde o encontro aconteceu, nem porque eles decidiram se juntar. Mistério completo. Pista da adaptação de “O Silmarillion”? Uma reportagem da revista Empire? Apenas uma jantar compartilhado entre velhos amigos? Confira abaixo três posts do Instagram de Dominic com a turma da Terra Média e suas legendas enigmáticas. They have a cave troll. @theoneringnet @electrice @boydbilly @orlandobloom @empiremagazine #squadgoals Uma foto publicada por Dominic Monaghan (@dom_monaghan_) em Jan 30, 2017 às 7:15 PST My captain. My king. @theoneringnet @empiremagazine Uma foto publicada por Dominic Monaghan (@dom_monaghan_) em Jan 30, 2017 às 8:05 PST Doffing the off the shoulder band look with aplomb @boydbilly @billyboydactor making @electrice and I look like onions. @theoneringnet @empiremagazine Uma foto publicada por Dominic Monaghan (@dom_monaghan_) em Jan 30, 2017 às 8:06 PST
Autor de O Hobbit vai ganhar cinebiografia com direito à batalhas da 1ª Guerra Mundial
Depois do sucesso das trilogias “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”, é a vez do autor das duas obras, o escritor britânico J.R.R. Tolkien (1892-1973), ganhar seu próprio filme. Segundo o site The Hollywood Reporter, o diretor James Strong, que dirigiu episódios das séries “Doctor Who”, “Broadchurch” e “Downton Abbey”, foi contratado para comandar o longa pelos produtores Robert Shaye e Michael Lynne, responsáveis pelos três “O Senhor dos Anéis”. Intitulado “Middle Earth” (Terra Média), o filme foi roteirizado por Angus Fletcher (“S.E.R.E.”), que pesquisou o material por seis anos. Segundo o site, a trama irá se concentrar no período em que Tolkin lutou na 1ª Guerra Mundial (1914-1918), abordando sua inspiração nas batalhas para escrever “O Hobbit”, seu clássico livro infantil de 1937, e posteriormente a trilogia dos anéis, em 1954. Foi nesta época que começou sua famosa amizade com C.S. Lewis (1898-1963), autor dos livros de “As Crônicas de Nárnia”. O subtenente Tolkien conheceu o soldado Lewis, de 18 anos, nas trincheiras da famosa Batalha de Somme, na região do Rio Somme, na França, que durou mais de quatro meses, de 1º de julho a 14 de novembro de 1916, e é considerada uma das batalhas mais sangrentas da história. Por curiosidade, do outro lado do conflito, servindo no exército do Kaiser, estava outro jovem que se tornaria famoso, Adolf Hitler. O projeto ainda está em fase de desenvolvimento e não está claro qual é o envolvimento dos herdeiros de Tolkien com a produção. Nos últimos anos, eles têm se mostrado bastante reservados e críticos em relação aos produtos derivados da obra do escritor.






