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  • Etc,  Série

    Jack Ging, ator de “Esquadrão Classe A”, morre aos 90 anos

    12 de setembro de 2022 /

    O ator Jack Ging, conhecido pelo seu papel como Harlan “Bull” Fulbright na série “Esquadrão Classe A”, morreu na última sexta-feira (9/9), aos 90 anos. Ging morreu de causas naturais na sua casa, na Califórnia, conforme confirmou a sua esposa, Apache Ging, ao site The Hollywood Reporter. Além da participação em oito episódios de “Esquadrão Classe A”, Ging também é conhecido pela sua parceria com Clint Eastwood (“Cry Macho”), tendo atuado ao lado do astro nos filmes “A Marca da Forca” (1968), dirigido por Ted Post, “Perversa Paixão” (1971) e “O Estranho Sem Nome” (1973), ambos dirigidos pelo próprio Eastwood. Jack Lee Ging nasceu em 30 de novembro de 1931, em Alva, Oklahoma. Ele frequentou o internato em Santa Fé, Novo México, e serviu quatro anos no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA. Depois disso, jogou futebol americano por três temporadas na Universidade de Oklahoma e mais uma temporada na Liga Canadense de Futebol Americano. Inspirado por Tyrone Power (“Testemunha de Acusação”), que também foi membro dos Fuzileiros Navais, Ging resolver tentar a sorte como ator. Ele estudou atuação em Nova York e em 1958 conseguiu seus primeiros papeis, nas séries “The Rough Riders” e “Highway Patrol”, além de ter feito uma participação não-creditada no filme “A Delícia de um Dilema”. Em pouco tempo, Ging começou a se tornar um rosto conhecido na TV, aparecendo em oito episódios de “Mackenzie’s Raiders” (entre 1958 e 1959) e em 14 episódios de “Tales of Wells Fargo” (1961), além de ter feito diversas outras participações esporádicas em outras séries. Ainda que “Tales of Wells Fargo” fosse uma série de sucesso e representasse uma boa exposição para Ging, ele ficou insatisfeito com a sua participação. “Do jeito que acabou, eu estava apenas segurando o cavalo de Dale Robertson [protagonista da série]”, lembrou ele. Ging acabou abandonando a série, o que constituía uma quebra de contrato. Foram necessários algumas negociações para que ele pudesse continuar trabalhando na indústria. Enquanto isso, ele foi para o cinema. Ging estrelou o filme “Surpresas do Destino” (1960), sobre um herói relutante nos últimos dias da Guerra da Coréia, e fez uma participação em “Ecos do Passado” (1960), sobre um sujeito que retorna para sua cidade natal depois de passar seis anos preso. Ainda participou de “Intimidade Perigosa” (1966), “O Homem-Cobra” (1973), “Bolt – O Homem Relâmpago” (1973) e “Die Sister, Die!” (1978), entre outros. De volta à TV, também se destacou na série policial “Mannix” (entre 1968 e 1974) e teve um papel recorrente em “Tempo Quente” (aparecendo em mais de 30 episódios entre 1984 e 1985). Sua participação em “Esquadrão Classe A” foi igualmente recorrente, em episódios exibidos entre 1983 e 1986, e acabou quando seu personagem foi morto. O ator chegou a brincar com isso. “Era uma série para crianças. Eles davam 10 mil tiros de metralhadoras de todos os telhados e jogaram bombas e granadas, mas ninguém nunca foi morto – exceto eu”, contou ele certa vez, rindo. Seu último trabalho como ator foi uma participação na série “De Pernas Pro Ar”, em 1994. Além de atuar, Jack Ging também gostava muito de jogar golfe com outros atores, como Dean Martin (“Um Rally Muito Louco”) e James Garner (“Diário de uma Paixão”).

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  • Etc,  Filme

    Buddy Van Horn (1928–2021)

    31 de maio de 2021 /

    Wayne “Buddy” Van Horn, dublê veterano que trabalhou com Clint Eastwood em mais de 30 filmes, três deles como diretor, morreu em 11 de maio aos 92 anos. A notícia só veio à público nesta segunda (31/5). Algumas vezes creditado como Wayne, outras como Buddy Van Horn, ele “nasceu nos fundos do Universal Studios”, de acordo com o obituário publicado pelo Los Angeles Times. Seu pai havia trabalhado no estúdio como veterinário dos cavalos usados em vários filmes, por isso Van Horn montou seu primeiro pônei ainda criança nos sets de filmagens e se tornou um cavaleiro habilidoso, conseguindo emprego como figurante e dublê de westerns. Um de seus primeiros trabalhos foi como dublê de Guy Williams na série “Zorro” (1957-59), da Disney. Na década de 1960, seu talento como cavaleiro serviu para deixar atores como Gregory Peck, Lee Marvin e Jeremy Stewart “bem na foto” de vários westerns famosos. Isso levou ao trabalho como dublê de Eastwood, que começou a carreira como cowboy de filmes passados no Velho Oeste. A parceria iniciou durante as filmagens de “Meu Nome É Coogan” (1968), segundo filme da produtora de Eastwood, a Malpaso Productions, e o ator gostou tanto de trabalhar com Van Horn que o promoveu a coordenador de dublês no quarto lançamento de sua empresa, “Os Abutres Têm Fome” (1970). Os dois filmes foram dirigidos por Don Siegel, que também assinou o longa que marcou uma nova fase da carreira de Van Horn, longe dos cavalos. A mudança ocorreu a partir de “Perseguidor Implacável” (1971), que lançou a franquia “Dirty Harry” e o personagem mais famoso de Eastwood. Van Horn também acompanhou Eastwood em sua transformação em diretor, a partir de seu segundo longa na função, “O Estranho sem Nome” (1973). Neste filme, Eastwood ainda o escalou como ator, explorando suas semelhanças físicas para dar um toque sobrenatural à trama, como o delegado assassinado que o recém-chegado personagem-título vinga. O sucesso da parceria continuou por décadas, incluindo o filme vencedor do Oscar “Menina de Ouro” (2004), até ser encerrada em 2011 com “J. Edgar”, devido a problemas de saúde do antigo dublê. A amizade e confiança também permitiu que Van Horn se tornasse diretor de filmes de Eastwood. Ele comandou três sucessos do astro nos anos 1980, “Punhos de Aço: Um Lutador de Rua” (1980), “Dirty Harry na Lista Negra” (1988) e “Cadillac Cor-de-Rosa” (1989).

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  • Etc,  Filme

    Anthony James (1942 – 2020)

    31 de maio de 2020 /

    O ator Anthony James, que viveu vilões memoráveis do cinema, incluindo em filmes vencedores do Oscar, morreu na terça passada (26/5) de câncer. Ele tinha 77 anos. James tinha feito apenas uma breve aparição numa série de TV quando o diretor Norman Jewison o escalou como o frio assassino de “No Calor da Noite” (1967), estrelado por Sidney Poitier e Rod Steiger. O longa venceu cinco Oscars, incluindo Melhor Filme. Apesar desse destaque inicial, sua carreira cinematográfica demorou a decolar. Mas isso não o impediu de ficar conhecido, graças a inúmeras participações em séries clássicas. Ele chegou a ter um papel recorrente em “Gunsmoke”, entre 1968 e 1969, mas também apareceu em “Bonanza”, “Havaí 5-0”, “Mod Squad”, “Têmpera da Aço” (Ironside), “Justiça em Dobro” (Starsky and Hutch), “As Panteras” (Charlie’s Angels), “Esquadrão Classe A” (The A Team), etc. E sem esquecer que estrelou um clipe da banda Poison, “Fallen Angel”, em 1988. Seus personagens geralmente causavam confusão, precisando ser despachados pelo mocinho das histórias. Até quando fazia filmes infantis e comédias, James interpretava vilões, como em “Perigo na Montanha Enfeitiçada” (1978) e “Corra que a Polícia vem Aí! 2 1/2” (1991). Seu principal rival no cinema acabou sendo Clint Eastwood, que o enfrentou – e dirigiu – duas vezes, nos faroestes clássicos “O Estranho sem Nome” (1973) e “Os Imperdoáveis” (1992). Este último também venceu o Oscar e marcou a despedida de James da profissão de ator. Ele trocou as telas de cinema e TV por telas de pintura. A partir dos anos 1990, James iniciou uma bem-sucedida carreira como artista plástico, tendo vendido mais de 100 obras para galerias em Boston, Nova York, São Francisco, Santa Fe, Novo México e Japão. Também escreveu livros sobre arte, poesia e até uma biografia, publicada em 2014.

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