Pesquisa revela que 77% dos brasileiros veem Netflix em público
Uma pesquisa realizada pela empresa SurveyMonkey, sob encomenda da Netflix, revelou que a maioria das pessoas assistem as séries da Netflix na rua. O relatório joga por terra os esforços da Nielsen de medir a audiência do serviço de streaming a partir de equipamentos colocados em TVs. “Netflix em público virou uma norma social, com 60% dos norte-americanos assistindo mais filmes e séries em público do que ano passado. A introdução do download na Netflix deu liberdade aos usuários para assistir seus filmes e séries favoritas onde bem entenderem”, disse em comunicado Eddy Wu, diretor de inovação de produção da gigante do streaming. O estudo não ficou restrito apenas aos Estados Unidos. Ao todo, foram pesquisados mais de 37 mil usuários da plataforma de streaming em 22 países diferentes. E o resultado foi que dois em cada três assinantes da Netflix usam o serviço em ambiente público – como ônibus, metrô, restaurante, cafeteria. Os dados ainda apontam que 44% das pessoas que viajam de avião em todo o mundo estão ligadas na Netflix. De acordo com a pesquisa, o Brasil está acima da média quando se trata de assistir conteúdo em local público. Brasileiros vem mais Netflix na rua que os americanos: 77% dos assinantes. O hábito é mais comum em aviões (49%), no ônibus (45%), no trajeto diário (50%), em cafés (47%), em filas (39%), na academia (24%) e no carro (33%). Mas os brasileiros não são nem de longe os que mais fazem isso, ficando atrás dos assinantes do México (89%), Colômbia (84%), Chile (82%) e Argentina (78%) só entre os países da América da Latina. Quase metade (45%) das pessoas que assistem a filmes e séries em transporte público já foram surpreendidos por curiosos espiando sua tela. No Brasil, é onde isso mais acontece: 61% dos entrevistados confessaram dar uma olhadinha no que o vizinho está assistindo. Só 18% se sentiram constrangidos pelo conteúdo visto e 77% continuaram a ver sua série ou filme. O problema disso é que os curiosos acabam tomando spoilers. No Brasil, 17% dos assinantes do serviço ficaram sabendo sem querer o que ia acontecer num episódio que ainda não visto ao olhar a tela do vizinho. O uso em público da Netflix também cria situações curiosas. 22% dos assinantes admitem que choram diante de estranhos enquanto assistem a alguma produção, a maioria (65%) não tem constrangimento para gargalhar alto, e uma em cada dez dessas pessoas perde o ponto no ônibus pela distração. Apesar de curiosa, a pesquisa tem o objetivo comercial de alardear o uso da Netflix em público. Ao mesmo tempo em que divulga a marca e estimula o público a aderir à prática, o estudo desacredita as medições de audiência da plataforma por métodos convencionais, mostrando que a relação do público com a Netflix é diferente de todos os canais tradicionais de TV. Em outras palavras, medições como a da Nielsen refletem uma amostragem muito pequena (em torno de 30%) do suposto público real do streaming.
2ª temporada de Stranger Things teve público de Game of Thrones nos Estados Unidos
A estreia da 2ª temporada de “Stranger Things” teria sido vista por 15,8 milhões de pessoas nos primeiros três dias de lançamento nos Estados Unidos, garante a empresa de auditoria Nielsen. Os dados foram publicados pelo site da revista The Hollywood Reporter. Uma das empresas mais famosas do mundo no ramo de medição de audiência de TV tradicional, a Nielsen afirma ter encontrado uma forma de calcular os dados de streaming há pouco tempo. Entretanto, seu método se restringe apenas a quem assiste streaming pela TV. Isto porque ele se dá por meio de reconhecimento de áudio televisivo. Um aparelho instalado nas TVs de 44 mil casas dos Estados Unidos, que servem de amostragem da Nielsen, é capaz de identificar o que os pessoas estão assistindo pelo simples registro sonoro. Mas a Netflix também pode ser acessada por computadores, tablets e smartphones. Apesar da restrição, os números são impressionantes, dignos de “Game of Thrones” e “The Walking Dead”, as séries mais assistidas da TV paga americana. O levantamento ainda aponta que 361 mil assinantes americanos viram aos nove episódios da 2ª temporada em até 24 horas após seu lançamento – a temporada completa foi disponibilizada na sexta-feira passada, dia 27 de outubro. Nenhum número foi confirmado pela Netflix, que mantém sua audiência em segredo. A plataforma se recusa a divulga-la, dizendo que não são relevantes, já que o serviço não depende da venda de espaço publicitário, como acontece na televisão tradicional. Entretanto, a própria Netflix usou o argumento da audiência para justificar recentes cancelamentos de séries, que seriam muito caras para a quantidade de público que atraem. Várias empresas tentam analisar os dados da companhia, mas a Netflix costuma afirmar que as informações são imprecisas. O mesmo já aconteceu com a própria Nielsen, ao anunciar seu método de medição. Falando à Variety, um representante da plataforma apontou que o levantamento leva em conta dados distorcidos. “Os dados que a Nielsen quer divulgar não são precisos, não chegam nem perto e não refletem a forma como a Netflix vê seus programas.” Em outras palavras, a audiência é muito maior, porque a maioria do público assiste a Netflix por aplicativos em dispositivos móveis.
Nielsen afirma ter descoberto um método para medir a audiência da Netflix
A Nielsen, a mais tradicional e respeitada empresa de coleta de dados dos Estados Unidos, anunciou que irá passar a medir a audiência da Netflix. A empresa afirmou ter descoberto um método para analisar o público do streaming. Os dados de audiência da Netflix são mantidos em segredo, mas geram grande discussão na indústria do entretenimento. A plataforma se recusa a divulga-los, dizendo que não são relevantes, já que o serviço não depende da venda de espaço publicitário, como acontece na televisão tradicional. Entretanto, a própria Netflix usou o argumento da audiência para justificar recentes cancelamentos de séries, que seriam muito caras para a quantidade de público que atraem. Várias empresas tentam analisar os dados da companhia, mas a Netflix costuma denunciar as informações como imprecisas. Por conta disso, a Nielsen garante ter conduzido testes de avaliações com sucesso nos últimos meses. “A parte importante disso é que nos fornece transparência em um ambiente que era praticamente um ponto-cego para emissoras e estúdios”, disse a executiva da companhia, Megan Clarken, para a revista Variety. Entretanto, o método utilizado só avaliará a exibição de programas da Netflix em monitores de TV. Isto porque ele se dá por meio de reconhecimento de áudio televisivo. Um aparelho instalado nas TVs de 44 mil casas dos Estados Unidos, que servem de amostragem da Nielsen, é capaz de identificar o que os pessoas estão assistindo pelo simples registro sonoro. Mas a Netflix também pode ser acessada por computadores, tablets e smartphones. Falando à Variety, um representante da Netflix apontou que isso resultará em dados distorcidos. “Os dados que a Nielsen quer divulgar não são precisos, não chegam nem perto e não refletem a forma como a Netflix vê seus programas.” Ainda assim, a notícia foi bem recebida no mercado: oito corporações, como Disney, Lionsgate e Warner Bros., já assinaram o serviço da Nielsen para receber os estudos, podendo divulgar publicamente os dados coletados.
Pesquisa revela que Orange Is the New Black só perde em audiência para Game of Thrones
A estreia da 4ª temporada da série “Orange Is the New Black” no Netflix foi vista por 6,7 milhões de pessoas em dois dias (17 e 18/6) nos Estados Unidos, segundo dados de audiência da Nielsen. São números expressivos, principalmente quando se compara com outra produção de peso: “Game of Thrones”, série que é um dos maiores sucessos de audiência da televisão paga americana, cujo episódio exibido no mesmo fim de semana reuniu 7,6 milhões telespectadores ao vivo. Vale considerar que a segunda série de maior audiência da TV paga americana no mesmo período foi “Rizzoli & Isles”, com cerca de 4 milhões de espectadores, seguida por “Major Crimes”, com 3,6 milhões. “The Walking Dead” é a série atual de maior audiência da TV paga americana, com média de 13 milhões de telespectadores, mas é exibida no outono (a partir de setembro). A Nielsen divulgou o resultado nesta semana, ao apresentar um levantamento sobre os hábitos dos usuários de plataformas de streaming como Netflix, Amazon Prime e Hulu. Essas empresas não divulgam seus números de audiência – por isso, a pesquisa foi feita com a ajuda de um sistema de reconhecimento de áudio instalado em cerca de 40 mil residências americanas. Outro dado revelado é que cerca da metade dos espectadores que assistem pelo Netflix a exibição de “Better Call Saul”, série derivada de “Breaking Bad”, tem entre 18 e 34 anos. A mesma série também é exibida na TV, onde a representatividade do público dessa faixa etária é bastante baixa – apenas 24%. Ou seja, pessoas mais jovens, alvos principais dos anunciantes, preferem o streaming.



