Astro de Supernatural vai desenvolver novas séries para a Warner
O astro de “Supernatural” Jensen Ackles e sua esposa, a atriz Danneel Ackles, lançaram uma produtora de séries, Chaos Machine Productions, e assinaram um contrato de desenvolvimento com a Warner Bros. TV. O acordo foi anunciado nesta quinta (8/10), no dia em que “Supernatural”, produzido pela WBTV, começa a exibir seu lote final de episódios na rede The CW, concluindo uma trajetória de 15 temporadas. “A Warner Bros. foi minha casa por quase duas décadas”, disse Ackles, em comunicado. “Os relacionamentos que adquiri lá são alguns dos melhores e mais solidários que eu poderia esperar neste setor. Danneel e eu estamos entusiasmados com a oportunidade de continuar a crescer como artistas e agora como produtores sob a orientação e orientação de Peter Roth e toda a equipe da WBTV.” O acordo com a Chaos Machine prevê que a empresa desenvolva programação para a Warner em todas as plataformas, desde a rede The CW até o serviço de streaming HBO Max. Na produtora, o casal Ackles dividirá o comando dos projetos com Renee Reiff, ex-executiva da DC, que será responsável por supervisionar a parte criativa dos negócios. Ela ajudou a lançar as séries “iZombie”, “Supergirl” e “Lucifer”, baseadas em quadrinhos da editora. Além de seu longevo protagonismo em “Supernatural”, a relação de Ackles com a WBTV inclui participações em “Smallville” e no longa animado “Batman contra o Capuz Vermelho”. Após o fim de “Supernatural”, ele fará participação na 3ª temporada de “The Boys”, da Amazon, que é comandada justamente pelo criador de “Supernatural”, Eric Kripke. Danneel Ackles, por sua vez, estrelou “One Tree Hill” (Lances da Vida) e também participou de “Supernatural”.
Chegada da Disney+ é acompanhada por fim dos DVDs e Blu-rays da Disney no Brasil
Sinalizando a inevitável extinção das mídias físicas de filmes, a chegada da Disney+ (Disney Plus) no Brasil deverá ser acompanhada pelo fim dos contratos de fabricação e distribuição dos títulos de DVD e Blu-Ray do estúdio no país. De acordo com o site The Digital Bits, quando a Disney+ (Disney Plus) foi lançado nos EUA, a empresa parou de fabricar mídias físicas por lá. O movimento se repete agora no Brasil. O Blog do Jotacê apurou que o contrato da Disney com a Cinecolor, que distribui os DVDs da companhia por aqui, será finalizado em novembro sem renovação, e não há negociações com outras empresas para assumirem a comercialização das mídias físicas nacionais. Vale considerar que, no Top 50 dos vídeos mais vendidos da Amazon Brasil deste mês, 40 são produções da Disney. Mães e pais que quiserem entreter os filhos pequenos com reprises infinitas de “Toy Story” agora terão que contratar o plano de assinaturas da Disney+ (Disney Plus). Extinguir opções é uma forma de concentrar a demanda. Mas a tática não se resume à mídia física. Ao mesmo tempo, o conglomerado também encerrou os acordos de exibição de seu catálogo em outras plataformas e deve até dificultar a chegada de suas atrações a canais de TV paga, como parte da estratégia agressiva para centralizar todo seu conteúdo na plataforma de streaming, que será inaugurada no dia 17 de novembro. O contrato com a Amazon Prime Video, que estava disponibilizando os filmes e séries do estúdio em sua plataforma, acabou no fim de outubro. Mas este é apenas o caso mais evidente de compartilhamento de conteúdo. O site Minha Operadora aponta que a Disney tem encerrado todos os contratos de exibição de suas produções em canais pagos, o que tem rendido rumores de que até mesmo os canais da Disney seriam encerrados no país. Isto, claro, não vai acontecer, porque esses canais são lucrativos e, além de tudo, servem de incubadoras para a Disney+ (Disney Plus). A dúvida, na verdade, é sobre o que vai acontecer com a Fox Play. Provavelmente, a plataforma de streaming da Fox continue a coexistir com a Disney+ (Disney Plus) enquanto a Hulu não chegar ao Brasil. Há planos para que isso aconteça em 2021. O que está claro é que a Disney não imitará a decisão logística da concorrente ViacomCBS, que optou por transformar a Paramount+ em sua plataforma internacional. A Fox Play não vai virar a “Hulu brasileira” porque a Disney está abolindo o nome Fox de todos os seus produtos – como os estúdios 20th Century Fox e Fox Searchlight, que viraram 20th Century Studios e Searchlight Studios – , com o objetivo de se distanciar da rede Fox, que permanece sob controle da família Murdoch nos EUA.
Casa de O Silêncio dos Inocentes está à venda. Conheça por dentro
A casa do psicopata Buffalo Bill em “O Silêncio dos Inocentes” está à venda nos EUA. A residência localizada em em Perryopolis, no estado americano da Pensilvânia, serviu de cenário para o clímax do filme de 1991, em que Clarice Starling (Jodie Foster) confronta o serial killer (vivido por Ted Lavine), após receber dicas do diabólico Dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins). Conservada como no filme vencedor do Oscar, a casa preserva quase todas as características mostradas em “O Silêncio dos Inocentes”, inclusive o porão macabro. Ela foi colocada à venda por US$ 298 mil e as corretoras responsáveis pelo negócio gravaram um vídeo que revela seu interior. Veja abaixo.
Tenet ultrapassa US$ 300 milhões de bilheteria mundial
Maior lançamento desde a reabertura das salas de exibição durante a pandemia de coronavírus, “Tenet” acaba de superar os US$ 300 milhões de bilheteria mundial – atingiu, mais exatamente, US$ 307 milhões, graças ao desempenho na Ásia e na Europa. Mas a Warner não está comemorando. E não apenas porque o orçamento da produção é de US$ 205 milhões e, portanto, precisaria render o dobro do que já faturou para empatar os custos. O problema é de perspectiva. Em seis semanas, o longa da Warner só somou US$ 45,1 milhões no mercado norte-americano e deve encerrar sua trajetória nos EUA com no máximo US$ 55 milhões. Foram apenas US$ 2,7 milhões no fim de semana, porque não há fluxo de público. Quem queria ver, já viu. De fato, “Tenet” quase perdeu a liderança das bilheterias para um relançamento de “Abracadabra”, comédia infantil de bruxas da Disney de 1993, que faturou US$ 2 milhões. Antes visto como salvação do mercado por exibidores preocupados em ter um grande lançamento para a volta das sessões de cinema, “Tenet” passou a ser lamentado como encorajador de uma reabertura apressada do circuito, que desde sua estreia não recebe novos títulos de peso para atrair público. Este problema ajuda a explicar a decisão da rede Cineworld/Regal de fechar seus cinemas, poucos dias após o anúncio do adiamento de “007 – Sem Tempo para Morrer”, última superprodução live-action que ainda estava marcada para estrear antes do Natal. O encerramento das atividades da Cineworld/Regal deve piorar ainda mais a expectativa de rendimentos de “Tenet”, especialmente porque impacta os mercados de Los Angeles e Nova York, que ainda não reabriram. “Tenet” também não chegou ainda ao Brasil e outros países da América Latina, onde a pandemia segue firme. Por aqui, a estreia está marcada para a próxima semana, no dia 15 de outubro. Entretanto, as salas de cinemas ainda não abriram em São Paulo, maior mercado cinematográfico nacional, e não está descartado um novo anúncio de adiamento.
Saiba quanto vai custar assinar Disney+ no Brasil
A plataforma Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus) já definiu seu preço para lançamento no Brasil. O serviço de streaming da Disney custará R$ 29 por mês. É um valor bem próximo ao do pacote padrão da Netflix (R$ 32,90), mas bem maior que os dos demais concorrentes do setor. Com lançamento marcado para 17 de novembro, a Disney+ (Disney Plus) disputará espaço não apenas com a Netflix, mas também a Amazon Prime Vídeo (R$ 9,90 mensais), Apple TV+ (também R$ 9,90) e até a Globoplay (R$ 22,90). O que valoriza o serviço é seu catálogo, repleto de sucessos que marcaram a infância de várias gerações. Como o acordo de licenciamento da Disney com a Amazon Prime Video chega ao fim na próxima quarta (30/9), quem quiser ver os super-heróis da Marvel, os filmes de “Star Wars”, os live-actions de fábulas encantadas e os desenhos da Pixar terá apenas a alternativa da Disney+ (Disney Plus). Além do catálogo da Disney, que também inclui séries do Disney Channel, a plataforma também disponibiliza conteúdos exclusivos, como as séries “The Mandalorian” e “High School Musical: The Musical: The Series”, a versão live-action de “A Dama e o Vagabundo” e o musical “Hamilton”. Além disso, os próximos lançamentos da plataforma ocorrerão simultaneamente no Brasil. Isto abrange as aguardadas séries da Marvel, como “Falcão e o Soldado Invernal” e “Wandavision”, por exemplo, além de “The Right Stuff”, minissérie da National Geographic sobre o começo do programa espacial americano. Entre as séries inéditas, o destaque é para “The Mandalorian”, situada no universo de Star Wars, que chega por aqui já com duas temporadas disponíveis e aclamada pela crítica com oito vitórias no Emmy 2020. Além da assinatura mensal, a Disney+ (Disney Plus) também oferece um pacote de acesso anual por R$ 290 – com um desconto de R$ 58. A venda do serviço começará a ser feita um mês antes da estreia oficial, em 17 de outubro. Confira abaixo o trailer oficial do novo serviço de streaming.
Ryan Reynolds negocia comprar time de futebol da quinta divisão britânica
O ator Ryan Reynolds (“Deadpool”) se juntou com o colega Rob McElhenney (criador da série “Is Always Sunny in Philadelphia”) num projeto inesperado. Os dois ofereceram uma proposta para adquirir um filme da quinta divisão do campeonato britânico, a equipe da cidade galesa de Wrexham. De acordo com relatos da imprensa britânica, a dupla de Hollywood tem agendada uma reunião para expor sua visão para clube. Recentemente, os integrantes da diretoria da agremiação votaram esmagadoramente pelo prosseguimento das negociações. Logo após a notícia da possível aquisição, Reynolds respondeu um tuíte que citava a cidade do País de Gales. O negócio envolveria a compra do clube da Liga Nacional por uma “soma simbólica” e um investimento imediato de cerca de US$ 2,5 milhões para o clube. Citado pela BBC, o diretor do Wrexham FC, Spencer Harris, disse que uma votação sobre o resultado seria provável “em semanas, em vez de meses”. No mês passado, Reynolds vendeu sua linha de gins da marca Aviation para a Diageo por US$ 610 milhões. Caso o negócio seja finalizado, Reynolds será o segundo astro de Hollywood a ter um tipo de futebol galês. Em 2016, a atriz Mindy Kaling (“Projeto Mindy”) integrou um consórcio americano que adquiriu o controle acionário do time de Swansea City.
Plataforma DC Universe passa a ter só quadrinhos
O serviço de streaming DC Universe vai deixar de produzir/exibir séries e ser rebatizado como DC Universe Infinite em 2021, uma denominação cínica, já que se tornará o oposto de infinito – mais limitado. A inovadora plataforma de streaming vai virar um clube de promoções e plataforma para leitura de quadrinhos digitais. “Nossos fãs amam a robusta biblioteca de quadrinhos da plataforma e, com a transformação, não iremos decepcionar”, disse o editor e diretor de criação da DC Jim Lee em um comunicado. “Estou animado em compartilhar que os membros do DC Universe Infinite não apenas poderão ler todos os grandes quadrinhos que amam, mas novas edições vão estrear na plataforma mais rápido do que antes, com a criação dos primeiros quadrinhos exclusivos digitais e muitos eventos para membros.” Além do catálogo digital de quadrinhos com mais de 24 mil títulos, abrangendo oito décadas, o DC Universe Infinite também manterá uma comunidade (fórum) de fãs disponível para todos os assinantes. Todos os exemplares de quadrinhos da DC Comics serão disponibilizados seis meses após a data de venda – atualmente, a espera é de um ano – e os assinantes terão acesso a uma nova linha de títulos digitais exclusivos, com conteúdos criados para o serviço e apresentando personagens favoritos dos fãs. Uma versão internacional da plataforma também está planejada para 2021, a partir do verão norte-americano (entre junho e agosto). Com a nova encarnação do serviço, o conteúdo de vídeo originalmente criado para a DC Universe – e as próximas temporadas das séries “Justiça Jovem” (Young Justice), “Titãs” (Titans), “Patrulha do Destino” (Doom Patrol) e “Arlequina” (Harley Quinn) – passarão para a HBO Max. Já “Stargirl” se tornará uma série da rede The CW. O DC Universe Infinite será lançado nos Estados Unidos em 21 de janeiro de 2021, com a transferência automática das assinaturas existentes do antigo para o novo serviço.
Paramount+ será ampliada com conteúdo da CBS All Access e Showtime no Brasil
A ViacomCBS revelou seus planos para o lançamento internacional da plataforma de streaming CBS All Access. Para começar o serviço será rebatizado de Paramount+ a partir de 2021, buscando se projetar com uma marca estabelecida há 100 anos. O detalhe é que a Paramount+ já existe no Brasil, onde oferece streaming de séries como “Yellowstone”, “The Handmaid’s Tale” e “For Life”, disponíveis no canal pago Paramount. Além do Brasil, uma plataforma com este nome também está em operação em outros países da América Latina e da Escandinávia. A ViacomCBS pretende reformular esses serviços existentes incorporando mais atrações, incluindo as séries da CBS All Access, como “Star Trek: Discovery” e “The Good Fight”, a livraria de filmes da Paramount e o portfolio dos canais da ViacomCBS, como BET, Comedy Central, MTV e Nickelodeon. Mas tem mais. A versão internacional da plataforma ainda terá um bônus em relação à oferta americana. Vai trazer as atrações do canal pago Showtime, como “Shameless”, “Billions” e a vindoura “The Good Lord Bird” – que, nos EUA, continuarão independentes da Paramount+. “Paramount é uma marca icônica e célebre, amada por consumidores em todo o mundo e é sinônimo de qualidade, integridade e narrativa de classe mundial”, disse o CEO da ViacomCBS, Bob Bakish, em um comunicado. “Com a Paramount+, estamos empolgados em estabelecer uma marca global de streaming no segmento de assinatura que se baseará na amplitude e profundidade do portfólio da ViacomCBS para oferecer uma coleção extraordinária de conteúdo para todos os gostos.” A evolução da CBS All Access, lançada em 2014, para a Paramount+ em 2021 será acompanhada por um aumento sensível de conteúdo, chegando a mais de 30 mil títulos, entre séries e filmes. Além disso, novas atrações já estão em produção para a estreia da nova fase. A lista de atrações recém-encomendadas para a plataforma incluem uma versão “true crime” de “Criminal Minds”, batizada de “The Real Criminal Minds”, com episódios documentais sobre casos que inspiraram a série da CBS, uma reinvenção do programa “Behind the Music”, da MTV, que mostrará os 40 maiores artistas dos últimos 40 anos, um revival da sitcom “The Game”, de Mara Brock Akil, que durou nove temporadas na rede CW e no canal BET, uma série de espionagem de Taylor Sheridan (criador de “Yellowstone”), chamada “Lioness”, sobre um jovem fuzileiro naval recrutado para fazer amizade com a filha de um terrorista a fim de derrubar sua organização, e uma minissérie baseada em “O Poderoso Chefão”, “The Offer”, desenvolvida pelo produtor-roteirista Michael Tolkin (“Escape at Dannemora”), que dramatizará a experiência de Al Ruddy na produção do famoso e premiado filme de Francis Ford Coppola. Esses projetos se juntam à série infantil “Kamp Koral”, anteriormente anunciada, que será ambientada no mundo do Bob Esponja, um dos personagens mais populares da Nickelodeon. “Com o lançamento global da Paramount+, estamos prontos para nos tornarmos uma empresa tão poderosa em streaming quanto somos na TV”, disse David Lynn, presidente e CEO da ViacomCBS Networks International (VCNI). “Aproveitando a marca icônica da Paramount, a infraestrutura de ponta da ViacomCBS junto com um produção incrível e superdimensionada de conteúdo imperdível, a Paramount+ oferecerá ao consumidor uma experiência excepcional de entretenimento que vai agitar significativamente a indústria de streaming.”
Bilheterias: Mulan implode e Tenet supera US$ 200 milhões
“Tenet” e “Mulan” são atualmente os principais lançamentos de Hollywood em cartaz no mercado internacional, nos países onde os cinemas já se encontram abertos. E ambos surpreenderam seus estúdios por conta de desempenhos inesperados, mas em sentidos contrários. A Disney fez tudo para agradar – ou, ao menos, não desagradar – o governo chinês para lançar “Mulan” naquele país. Sem se manifestar após declarações de Liu Yifei, a Mulan, contra o movimento pró-democracia de Hong Kong e ao incluir créditos finais que elogiam autoridades chinesas de uma região submetida à esterilização e reeducação forçadas, o estúdio viu se alastrarem campanhas de boicote ao filme em Taiwan, Hong Kong, Singapura e Tailândia. Mas a aposta de que a bilheteria chinesa compensaria tudo isso resultou equivocada. A verdade é que os esforços do estúdio para recuperar seu investimento foram sabotados em todas as etapas pelos poderosos de Pequim. “Mulan” só conseguiu liberar seu lançamento junto aos censores duas semanas antes da estreia prevista, ficando com pouco tempo para a divulgação. Além disso, segundo as agências de notícias, os principais meios de comunicação do país foram proibidos de cobrir a estreia e de fazer críticas independentes sobre o filme. Mas não ficou nisso. O Global Times, jornal do regime e único órgão de imprensa autorizado a criticar o longa, atacou o “baixo nível artístico” e “incompreensão da cultura chinesa” da produção, decretando que isso teria levado “ao fracasso de Mulan na China”. “O filme foi rejeitado devido à sua representação hipócrita, que falhou em ressoar com o público chinês”, afirmou a publicação antes das bilheterias abrirem na sexta (11/9), dia da estreia. O resultado anteclimático agora tem números. “Mulan” faturou US$ 23,2 milhões em seu fim de semana de estreia a China, abrindo em 2º lugar, atrás do blockbuster local “The Eight Hundred”. No resto do mundo, o filme fez só US$ 5,9 milhões. Assim, somando-se os locais em que o lançamento aconteceu na semana passada, o filme atingiu um total de US$ 37,6 milhões. Para recuperar os mais de US$ 200 milhões gastos em sua produção, a Disney está apostando no mercado digital, com distribuição em VOD premium (o estúdio chama de Premier Access) no Disney+ (Disney Plus) nos EUA. Entretanto, em três meses o longa estará disponível de graça para os assinantes da plataforma. “Tenet”, por outro lado, segue lotando cinemas. Ficou em 3º lugar em seu segundo fim de semana na China, mas já soma US$ 50,8 milhões no mercado local. Só nos últimos três dias, a produção da Warner faturou mais que a estreia de “Mulan”, com US$ 38,3 milhões mundiais – somando no montante US$ 6,7 milhões da América do Norte. Além da China, mais quatro países renderam bilheteria maior que a americana para “Tenet” entre sexta e domingo (13/9): Reino Unido (US$ 16,4 milhões), França (US$ 13,2 milhões), Alemanha (US$ 11,4 milhões) e Coréia do Sul (US$ 10,3 milhões). Na soma completa de suas bilheterias, desde o lançamento em 26 de agosto na Europa, “Tenet” já faturou US$ 207 milhões em todo o mundo. Em outros tempos, esses rendimentos representariam um fracasso colossal para uma produção com seu custo – também orçada em torno de US$ 200 milhões. Mas em tempos de covid-19, são números que o mercado comemora. A Warner espera lançar “Tenet” em 15 de outubro no Brasil, mas “Mulan” saiu do calendário de estreias nacionais, possivelmente porque deve chegar diretamente em streaming por aqui.
Netflix adquire filme premiado no Festival de Veneza
A Netflix anunciou a compra dos direitos de “Pieces of a Woman”, poucas horas após o filme ser premiado no Festival de Veneza. O drama do húngaro Kornél Mundruczó (de “White Dog”) rendeu o troféu de Melhor Atriz para a inglesa Vanessa Kirby (a princesa Margaret de “The Crown”) e será exibido pela primeira vez na América do Norte neste domingo (12/9), no Festival de Toronto. A trama gira em torno de uma jovem mãe (Kirby), que após perder o filho natimorto inicia uma odisseia de um ano de luto que atinge seu marido (Shia LaBeouf), sua mãe (Ellen Burstyn) e sua parteira (Molly Parker). No filme, Martha é uma executiva muito rígida e Shawn um operário da construção civil com um passado volátil. Eles encontraram o amor apesar da diferença de classe e estão esperando ansiosamente seu primeiro filho. Mas complicações com a parteira interrompem o planejado parto em casa, enviando o casal à tragédia numa sequência devastadora. Em comunicado, o diretor Mundruczó afirmou: “Como cineasta europeu, não poderia estar mais animado e agradecido por encontrar uma casa para este filme na Netflix. Seu gosto pelo cinema independente parece a da United Artists dos anos 1970. A verdadeira campeã dos cineastas e vozes originais de hoje.” O filme inclui entre seus fãs o cineasta Martin Scorsese, que se tornou produtor do longa no mês passado, justamente para facilitar as negociações para sua distribuição internacional. Na ocasião, ele disse ao site Deadline “É uma sorte ver um filme que te pega de surpresa. É um privilégio ajudá-lo a encontrar o amplo público que merece. ‘Pieces of a Woman’ para mim foi uma experiência profunda e comovente. Eu fiquei emocionalmente investido nele desde a primeira cena, e a experiência só se intensificou enquanto eu assistia, fascinado pela realização do filme e pelo trabalho de um elenco esplêndido, que inclui minha velha colega Ellen Burstyn. Você se sente como se tivesse caído no vórtice de uma crise familiar e conflito moral com todas as suas nuances, puxado com cuidado e compaixão, mas sem julgamento. Kornél Mundruczó tem um estilo fluido e imersivo com a câmera que torna difícil desviar o olhar e impossível não se importar”.
Segunda parte da DC FanDome acontece neste sábado
A segunda parte do evento DC FanDome, convenção virtual dedicada às várias atrações relacionadas à DC Comics, começa às 14h (horário de Brasília) deste sábado (12/9), exclusivamente em https://www.dcfandome.com/. 22 milhões de fãs de 220 países diferentes acompanharam ao vivo a primeira parte, que aconteceu em agosto com o subtítulo de Hall of Heroes. Já a nova etapa é chamada de Explore The Multiverse, aludindo a um tipo diferente de interação, com opção de seleção de conteúdo. Além disso, enquanto a primeira parte teve foco especial nos filmes, agora o destaque fica com as séries de TV do Arrowverso. Estão confirmados painéis inéditos de “Batwoman”, “Black Lightning” (Raio Negro), “Legends of Tomorrow”, “Stargirl”, “Patrulha do Destino”, “Lucifer”, “The Flash”, “Supergirl” e a estreante “Superman & Lois”. Mas os organizadores prometem mais de 100 horas de conteúdo sobre todo o universo DC, incluindo mais filmes, games, quadrinhos e animação. Por isso, a ideia é que cada espectador monte sua própria agenda e confira os painéis no seu próprio tempo, já que o material ficará disponível por apenas 24h no endereço oficial da convenção. Confira abaixo o trailer da atração.
Bruised: Estreia de Halle Berry na direção deve ser lançada pela Netflix
A Netflix está finalizando uma negociação para distribuir “Bruised”, filme que marca a estreia de Halle Berry na direção. Segundo os sites The Hollywood Reporter e Deadline, a plataforma de streaming pode pagar até US$ 20 milhões pelos direitos do filme, no recém-aberto mercado de negócios do Festival de Toronto. Em “Bruised”, Berry dá vida a Jackie “Justice”, uma lutadora de MMA fracassada, que abandonou o filho recém-nascido seis anos atrás. Quando o pequeno Manny inesperadamente retorna para a mãe, ela precisa sair da aposentadoria e enfrentar no ringue uma jovem estrela do esporte. Para as filmagens, a atriz de 53 anos treinou com brasileira Cris Cyborg, lutadora profissional e campeã de MMA, e encerrou a preparação para o papel com uma barriga tanquinho – “não há melhor sensação”, chegou a postar no Instagram. O roteiro foi escrito pela estreante Michelle Rosenfarb e o projeto tem produção da equipe de “John Wick 3” – que Berry também estrelou. A première vai acontecer no sábado (12/9) no Festival de Toronto, e por conta disso a primeira imagem oficial do filme foi divulgada (acima).
Bilheteria de Tenet mostra nova ordem mundial do cinema, com a China no topo
Depois de meses de adiamento, “Tenet” finalmente estreou nos EUA, gerando estimados US$ 20,2 milhões no fim de semana. Em outros tempos, essa abertura representaria um fracasso colossal para uma produção com seu custo – orçada em torno de US$ 200 milhões. Mas em tempos de covid-19, são números que o mercado começa a achar aceitáveis, enquanto pondera se um dia voltará a faturar as antigas fortunas. Com o público temeroso e salas ainda em processo de reabertura nos EUA, o desempenho de “Tenet” foi considerado razoável pelos analistas ouvidos pelas publicações americanas especializadas. É bem melhor, por exemplo, que a abertura de “Os Novos Mutantes”, que fez US$ 7 milhões em 2,4 mil telas na semana passada. Com os US$ 3,5 milhões deste fim de semana, o filme de super-heróis chegou a US$ 12,3 milhões de faturamento em dez dias, bem abaixo do que “Tenet” faturou em apenas quatro dias, entre quinta e este domingo (6/9). “Tenet” conseguiu chegar a 2,8 mil cinemas em todo o país, quantidade distante das 4 mil salas que costumam servir de base de lançamento para blockbusters na América do Norte. Isto porque, no momento, apenas 65% dos multiplexes estão em funcionamento e alguns dos principais mercados, como Nova York, Los Angeles, Seattle e São Francisco, continuam fechados. Mesmo as salas abertas enfrentam limitação no número de assentos como prevenção contra a pandemia, além de baixa procura por ingressos. Mais que nunca, isto significa que Hollywood se tornou dependente de sucessos internacionais. E, no exterior, o filme de Christopher Nolan está tendo um desempenho muito melhor. “Tenet” faturou US$ 78,3 milhões nos últimos três dias, graças principalmente à estreia na China, onde seu lançamento rendeu US$ 30 milhões desde sexta (4/9). A China está bem à frente dos EUA na reestruturação do mercado, com cinemas abertos e lotados na maioria das cidades, dentro da “nova normalidade”. Tanto que já rendeu um blockbuster local, o épico de guerra “The Eight Hundred”, que neste fim de semana superou os US$ 300 milhões de arrecadação. Com a soma da arrecadação global, “Tenet” também tem números de blockbuster, superando a marca de US$ 150 milhões em bilheteria ao redor do mundo desde seu lançamento europeu em 26 de agosto. É o melhor resultado para uma produção americana desde março, quando os cinemas fecharam devido à pandemia. Mas os números também retratam uma nova ordem mundial do mercado cinematográfico, em que os EUA perderam definitivamente sua primazia para a China. Uma situação em que filmes chineses, como “The Eight Hundred”, superam lançamentos hollywoodianos para assumir o topo das bilheterias como os maiores blockbusters do mundo. Não há previsão para “The Eight Hundred” chegar ao Brasil, mas o país será o último do mundo a receber “Tenet”. Em parte porque os cinemas ainda não reabriram nas principais capitais, mas também porque o país foi um dos mais afetados pela pandemia, graças a uma postura negacionista de desgoverno, que levou à falta de uma política sanitária federal e até mesmo de um Ministro da Saúde, no auge da crise. O último adiamento colocou a data de estreia nacional do filme da Warner em 15 de outubro.











