Anthropoid: Jamie Dornan enfrenta nazistas no primeiro trailer
O estúdio Bleecker Street divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Anthropoid”, filme de guerra estrelado por Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”). Passada durante a 2ª Guerra Mundial, a prévia é repleta de ação, com muitos tiros, explosões e um clima tenso de espionagem. Baseado numa história verídica, o filme reencena a missão secreta para assassinar Reinhard Heydrich (Detlef Bothe, de “O Imigrante Russo”), general da SS conhecido como “O Açougueiro de Praga” e considerado o possível sucessor de Adolf Hitler na Alemanha nazista. Dornan e Cillian Murphy (“Transcendence: A Revolução”) interpretam dois soldados treinados no Reino Unido para levar adiante o assassinato na Tchecoslováquia, com a ajuda da resistência tcheca. Mas o atentado acaba gerando consequências trágicas. O elenco também inclui Toby Jones (série “Wayward Pines”), Charlotte Le Bon (“A Travessia”) e Harry Lloyd (série “Manhattan”). O filme tem direção de Sean Ellis (“Metrópole Manila”), com base num roteiro que ele escreveu com Anthony Frewin (“Totalmente Kubrick”). Filmado em Praga, onde a história se passou, “Anthropoid” estreia em 12 de agosto nos EUA e não tem previsão de lançamento no Brasil.
Paul Rudd será espião dos anos 1940 em filme do roteirista de O Resgate do Soldado Ryan
O ator Paul Rudd (“Homem-Formiga”) vai estrelar “The Catcher Was a Spy”, filme de espionagem passado durante a 2ª Guerra Mundial, informou o site Deadline. Ele vai interpretar um advogado que jogou beisebol por 15 anos em grandes times, entre eles o Chicago White Sox, sem que seus colegas de time desconfiassem de sua terceira profissão, como o agente secreto da OSS (a precursora da CIA), que ajudou os EUA a vencer a corrida contra a Alemanha para construir a bomba atômica. O roteiro foi escrito por Robert Rodat (“O Resgate do Soldado Ryan”) e a direção está a cargo de Ben Lewin (“As Sessões”), com produção da PalmStar Media (produtora de “O Maior Amor do Mundo”, que estreou no fim de semana no Brasil).
Guy Hamilton (1922 – 2016)
Morreu o diretor inglês Guy Hamilton, responsável por alguns dos filmes mais famosos de James Bond e grandes clássicos do cinema britânico. Ele faleceu na quarta (20/4), aos 93 anos, num hospital em Palma de Maiorca, na Espanha, onde residia há quatro décadas. Apesar do passaporte britânico, Hamilton nasceu em Paris, em 16 de setembro de 1922, onde seus pais trabalhavam a serviço da Embaixada do Reino Unido. Ele começou a carreira ainda na França, aos 16 anos, como batedor de claquete de um estúdio de cinema de Nice. Mas precisou fugir quando os nazistas avançaram sobre o país. No barco em que rumava para a África formou amizade com outro “britânico parisiense” em busca de asilo, o escritor Somerset Maugham (“O Fio da Navalha”). O encontro o inspirou a se alistar na Marinha britânica e realizar diversas missões de resgate de compatriotas em fuga da França ocupada. Ele próprio se viu enrascado quando seu barco foi afundado por nazistas, e dizia que devia a vida aos heróis da resistência, especialmente à bela francesa de 18 anos Maria-Therese Calvez, inspiradora, em sua memória, de dezenas de Bond girls. Após a guerra, ele se reuniu com sua família em Londres, onde retomou seus planos de trabalhar com cinema. Logo começou a estagiar na London Film Productions, exercendo a função de diretor assistente sem receber créditos, em clássicos como “Seu Próprio Verdugo” (1947), de Anthony Kimmins, e “Anna Karenina” (1948), de Julien Duvivier, antes de ganhar o respeito de Carol Reed, que lhe deu seus primeiros créditos profissionais e se tornou seu mentor. Hamilton assistiu Reed na criação de grandes clássicos do cinema britânico, como “O Ídolo Caído” (1948), o fabuloso “O 3º Homem” (1949), estrelado por Orson Welles, e “O Pária das Ilhas” (1951), em que conheceu sua futura esposa, a atriz franco-argelina Kerima. A parceria deixou nele uma marca profunda. “Carol era basicamente meu pai”, ele observou, em entrevista ao jornal The Telegraph. “Ele me ensinou tudo o que sei. Eu o adorava.” Outra experiência marcante foi trabalhar como assistente de John Huston no clássico “Uma Aventura na África” (1951), produção estrelada por Humphrey Bogart e Katharine Hepburn, realizada entre bebedeiras e surtos de disenteria na savana africana, que serviu para demonstrar ao jovem tudo o que podia dar errado numa filmagem. Os rigores de “Uma Aventura na África” lhe encheram de confiança para iniciar sua carreira como diretor. Hamilton conseguiu convencer o produtor Alexander Korda que podia completar um filme inteiro em três semanas, e seu mentor Carol Reed aconselhou-o a estrear com um thriller de comédia, pois teria o dobro de chances de acertar, fosse na tensão ou na diversão. O resultado foi a adaptação de “O Sineiro” (1952), considerada um das melhores produções baseadas na literatura de mistério de Edgar Wallace. A boa recepção lhe rendeu convites para dirigir mais filmes do gênero. Vieram “Um Ladrão na Noite” (1953) e “Está Lá Fora um Inspetor” (1954). Mas para se firmar como grande diretor, Hamilton foi buscar inspiração em suas aventuras reais de guerra. “Escapando do Inferno” (1955) narrava a fuga de um grupo de prisioneiros de um campo de concentração nazista e foi rodada no castelo de seu título original, “The Colditz Story”. Baseado no livro de memórias de P.R. Reid (interpretado por John Mills no filme), o longa provou-se tão ressonante que sua trama acabou resgatada numa série de TV, duas décadas depois – “Colditz”, que durou três temporadas entre 1972 e 1974. O sucesso continuou com “A Clandestina” (1957), um filme incomum para a época, sobre o poder destrutivo da paixão sexual, envolvendo um capitão de navio (Trevor Howard) e uma jovem clandestina mestiça (a italiana Elsa Martinelli). E persistiu com a comédia “Quase um Criminoso” (1959), em que James Mason finge deserção para a União Soviética para processar os jornais por calúnia e sustentar seu plano de uma vida de luxo nos EUA. Os acertos sucessivos lhe renderam o convite para assumir sua primeira produção a cores, “O Discípulo do Diabo” (1959), drama de época que havia perdido seu diretor em meio a choques com os egos de seus astros, Burt Lancaster, Kirk Douglas e Laurence Olivier. Ainda que o filme tenha representado seu primeiro fracasso comercial, o fato de Hamilton conseguir trabalhar/domar as feras foi tido como um feito, que lhe abriu o mercado internacional – seguiram-se a produção italiana “O Melhor dos Inimigos” (1961), estrelada por David Niven, e a coprodução americana “As Duas Faces da Lei” (1964), com Robert Mitchum. Quando os produtores Albert R. Broccoli e Harry Saltzman adquiriram os direitos de James Bond, Hamilton foi sua primeira opção para estrear o personagem nos cinemas. Mas o cineasta tinha a agenda ocupada, e a oportunidade foi agarrada por Terence Young. Dois anos depois, porém, Hamilton não voltou a recusar o convite, que considerou uma oportunidade de superar seu maior desgosto. Ele estava arrasado após filmar “The Party’s Over”, que foi proibido pelo comitê de censura por conter cenas polêmicas, como uma orgia envolvendo necrofilia. Foram meses de trabalho perdido – o longa só veio à tona muito depois e com inúmeros cortes. Com a censura atravessada na garganta, Hamilton resolveu ousar na franquia de espionagem e acabou realizando aquele que até hoje é o longa mais cultuado de James Bond, “007 Contra Goldfinger” (1964). Para começar, decidiu aumentar a temperatura sexual, apresentando, logo de cara, uma mulher nua coberta de ouro – a morte mais brilhante, literalmente, nas cinco décadas da série. A trama também destacava a Bond girl de nome mais chamativo, Pussy Galore (Honor Blackman), e a melhor ameaça a laser, apontada exatamente entre as pernas de um cativo 007. As tiradas do vilão também marcaram época – “Não, Sr. Bond, eu espero que você morra!”. Sem esquecer da música tema de Shirley Bassey, “Goldfinger”, uma das canções mais famosas do cinema, que Hamilton brigou com os produtores para incluir na abertura – “Eu não sei se vai fazer sucesso, Harry, mas dramaticamente funciona”, ele disse a Saltzman. Foi ainda “007 Contra Goldfinger” que estabeleceu os elementos mais icônicos dos filmes de James Bond, ao apresentar Sean Connery dirigindo seu Aston Martin repleto de armas secretas, seduzindo vilãs até torná-las aliadas, tomando martíni para flertar com o perigo e fumando com charme antes de explodir uma bomba. O longa rendeu o dobro de bilheteria dos dois filmes anteriores de 007. O que colocou Hamilton na mira de um rival, o agente secreto Harry Palmer. O cineasta filmou em seguida “Funeral em Berlim” (1966), o segundo filme da trilogia do espião que usava óculos, vivido por Michael Caine. Ele completou sua década vitoriosa com “A Batalha da Grã-Bretanha” (1969), recriação meticulosa e em escala épica do esforço da RAF (força aérea britânica) para impedir a invasão nazista ao Reino Unido. A produção talvez seja seu trabalho mais elogiado pela crítica, que resiste até hoje como um dos grandes clássicos de guerra. A ambiciosa realização de “A Batalha da Grã-Bretanha” confirmou que Hamilton era o diretor mais indicado para comandar a franquia 007, que começava a dar sinais de decadência, com o desastre representado pela falha de George Lazenby em substituir Connery em 1969. Convencidos disto, os produtores o trouxeram de volta para três filmes consecutivos, de modo a garantir uma transição tranquila entre Sean Connery, que voltou à saga oficial para se despedir pela segunda vez com “007 – Os Diamantes São Eternos” (1971), e Roger Moore, o novo James Bond a partir de “Com 007 Viva e Deixe Morrer” (1973). Para emplacar Moore, Hamilton contou até com a ajuda de um Beatle, Paul McCartney, que compôs “Live and Let Die” como tema da estreia do ator. Mas foi o filme seguinte, “007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro” (1974), que soube explorar melhor a mudança de intérprete, apresentando um Bond mais divertido, relaxado e simpático. A franquia praticamente renasceu com a adoção de elementos cômicos, que Hamilton já considerava um diferencial em “Goldfinger”, além de se tornar mais extravagante, com carrões, jatos e mulheres sempre lindas. James Bond virou um playboy. Depois de três “007” seguidos, Hamilton voltou à guerra. Foi dirigir Harrison Ford, recém-consagrado pelo sucesso de “Guerra nas Estrelas” (1977), em “O Comando 10 de Navarone” (1978), continuação do clássico “Os Canhões de Navarone” (1961). Mas, acostumado a blockbusters, ele entendeu o sucesso moderado obtido pela produção como hora de mudar de estilo. Quis mudar tudo, diminuir o ritmo, e optou por trocar a ação intensa pelas tramas cerebrais de mistério que lançaram sua carreira. Assim, realizou duas adaptações consecutivas de Agatha Chistie. “A Maldição do Espelho” (1980) registrou a última aparição da personagem Miss Marple no cinema, vivida por Angela Lansbury, enquanto “Assassinato num Dia de Sol” (1982) foi o penúltimo filme com Peter Ustinov no papel do detetive Hercule Poirot. Filmada nas ilhas de Maiorca, esta produção acabou tendo impacto na vida pessoal do cineasta, que, impressionado pela locação, convenceu-se a abandonar sua residência na Inglaterra para passar o resto de sua vida no litoral espanhol com sua esposa. Hamilton já fazia planos de aposentadoria e não filmava há três anos quando foi convencido pela MGM a fazer sua tardia estreia em Hollywood. O projeto era basicamente lançar um 007 americano, baseado num personagem igualmente extraído de uma franquia literária de ação. Só que a crítica não perdoou a tentativa apelativa. Estrelado por Fred Ward como um agente secreto a serviço da Casa Branca, “Remo – Desarmado e Perigoso” (1985) foi considerado um James Bond de quinta categoria. E a produção, que ia inaugurar uma franquia, se tornou o maior fracasso da carreira do diretor. Resignado, ele decidiu encerrar a carreira. Mas nos seus termos, lembrando o conselho precioso de Carol Reed. Se tinha começado com um thriller de comédia, também sairia de cena com chances de motivar meio riso ou meia aflição. E deixou a cortina cair com “De Alto Abaixo” (1989). Deu sua missão por comprida, e gentilmente recusou a proposta da Warner para, novamente, ajudar a lançar uma franquia de ação em Hollywood. Guy Hamilton disse não a “Batman” (1989).
O Filho de Saul desnuda cotidiano da fábrica da morte do Holocausto
O Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2016 já tem dono. Em qualquer círculo de aposta, o representante húngaro “O Filho de Saul” reina como favorito absoluto. Não é para menos. Se você acha que, em termos de cinema, já viu tudo que tinha para ser visto sobre o Holocausto e sobre o campo de concentração de Auschwitz, engana-se. Engana-se muito. Longa metragem de estreia do diretor László Nemes, o filme surpreende pela originalidade da estrutura que monta para revelar não apenas o horror, mas, principalmente, o mecanismo prático por trás dele: um aparato humano de extermínio em escala industrial. É como se até então tivéssemos visto o campo de concentração polonês como quem vê o mostrador de um relógio. Agora, Nemes nos leva a penetrar e conhecer sua engrenagem e sentir o peso terrível de cada tic tac. Em Auschwitz, alguns prisioneiros selecionados para os trabalhos forçados eram destacados para compor equipes que realizavam funções consideradas secretas. Eles desempenhavam a função por poucos meses, antes de serem executados. Saul (Géza Röhring) faz parte de uma dessas equipes. Parte de seu trabalho é ajudar a recolher os corpos da câmara de gás para que sejam encaminhados aos fornos de cremação. A certa altura, se depara com o corpo de um menino e inicia um obsessivo esforço para dar a ele um sepultamento judaico em vez da cremação comum. Em sua primeira imagem, o filme já provoca incômodo. Totalmente desfocada, não se pode entender o que está acontecendo no quadro. Até que Saul se aproxima e seu rosto entra no foco da lente. A partir daí, a câmera passa a segui-lo de perto em sua rotina, num procedimento estético que o cinema já explorou demasiadamente e não poucas vezes com exagerada afetação. Porém, há um detalhe que neste caso muda tudo: a curtíssima profundidade de campo, que deixa todo o restante do quadro fora de foco na maior parte do tempo. Ao adotar essa estética, que restringe o que vemos sem ocultar o que se passa, Nemes impõe um falso véu sobre o horror do que se passa nos bastidores da indústria da morte. O contraste entre o que no quadro é nítido e o que não é, somado ao excepcional trabalho de som, que ressalta de forma cristalina cada ruído extracampo ou extrafoco, cria uma imagem de imenso poder dramático, muito mais contundente do que talvez fosse a simples demonstração objetiva do que se passa ao redor de Saul. Um hábil dispositivo que nos introduz dolorosamente ao centro do inferno com uma agudeza surpreendente. Da mesma forma que evita a exposição fácil e elementar, “O Filho de Saul” também não segue o caminho da manipulação sentimental. Seus momentos mais dramáticos não são antecipados por um crescente artificial, nem a música é utilizada para comover e provocar lágrimas. Em vez disso, há um tipo de frieza, fruto da urgência que permeia o andamento do filme e o propósito do protagonista. É uma ação incessante, quase indiferente em relação ao que ocorre em sua volta. Não porque não haja sentimento ou pesar, mas porque não há tempo para isso dentro de uma engrenagem de execução que nunca para de produzir corpos e cinzas. Dentro desse dispositivo aterrorizante, a trama encontra caminhos para nos conduzir pelo drama caótico de Saul e também por uma subtrama de preparação para um motim seguido de fuga. Cria, assim, cenas de carga dramática intensa, entrelaçadas por planos sequência capazes de gerar suspense e tensão permanentes. A dureza dessa história e a forma escolhida por László Nemes para contá-la resulta em uma angústia seca, sem lágrimas, dura, que permanece após o filme. Na sua descida ao inferno, o diretor estreante mostrar a força do cinema que não se acomoda, que busca se reinventar, ser original. Despido de sentimentalismo, mas carregado de sentimento, “O Filho de Saul” acrescenta uma nova página na história dos filmes sobre o Holocausto.
Colonia: Novo trailer traz Emma Watson convertendo-se a uma seita sinistra
A Screen Media Films divulgou o novo trailer do filme “Colonia”, estrelado por Emma Watson (“Noé”) e Daniel Brühl (“Rush: No Limite da Emoção”). Diferente das anteriores, a prévia se foca na conversão da personagem de Watson numa estranha seita, comandada por um nazista(Michael Nyqvist, de “Missão Impossível – Protocolo Fantasma”) exilado no Chile nos anos 1970, e a forma como ele usa brutalidade para controlar seus seguidores, ao mesmo tempo em que revela as segundas intenções da jovem, que visa usar a seita como forma de reencontrar seu namorado (Bhrul), “desaparecido” durante o golpe militar chileno. Baseada em fatos verídicos, o filme tem direção do alemão Florian Gallenberger (“Sombras do Passado”) e estreou na quinta (18/2) na Alemanha. A produção só chega aos cinemas americanos em abril, mas ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Colonia: Emma Watson entra em seita sinistra em novo trailer de suspense
A 20th Century Fox da Alemanha divulgou 25 fotos, o pôster e o novo trailer do filme “Colonia”, estrelado por Emma Watson (“Noé”) e Daniel Brühl (“Rush: No Limite da Emoção”). A prévia mistura política, suspense e até clima de terror, ao retratar o drama dos desaparecidos no Chile e a rotina brutal de uma seita comandada por um nazista. Baseada em fatos verídicos, a trama acompanha um jovem casal separado pelo golpe militar no Chile em 1973. Brühl é preso e enviado para uma comunidade rural chamada Colonia Dignidad, isolada de tudo e de todos, no sul do país. No local, vigiado por cercas e guardas armados, também havia uma seita liderada por um nazista, que cometia abusos contra seus integrantes, além de ministrar torturas encomendadas pelo governo militar. Contra todas as advertências, a personagem de Watson decide se juntar à seita para entrar na Colonia, e passa a viver dias sombrios na esperança de achar seu marido. O elenco ainda conta com Michael Nyqvist (“Missão Impossível – Protocolo Fantasma”), Richenda Carey (“Mentiras Sinceras”) e Vicky Krieps (“O Homem Mais Procurado”) Dirigido pelo alemão Florian Gallenberger (“Sombras do Passado”), “Colonia” teve sua première mundial no Festival de Toronto e estreia em 18 de fevereiro na Alemanha. Ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil
Filho de Saul: Drama húngaro vencedor do Globo de Ouro ganha primeiro trailer legendado
A Sony Pictures do Brasil divulgou o primeiro trailer legendado de “Filho de Saul”, drama húngaro que venceu o Globo de Ouro 2016 de Melhor Filme Estrangeiro, além de ter conquistado reconhecimento em diversos festivais – entre eles Cannes. Trata-se do filme estrangeiro mais badalado da temporada. Mesmo assim, a relação de prêmios listados no vídeo inclui uma presunção impressionante. Lá aparece em destaque o Oscar, antecipando o anúncio dos indicados, que só ocorrerá na quinta (14/1). Bastante sombrio, o drama se passa num campo de concentração nazista, onde judeus são cotidianamente exterminados, e acompanha o prisioneiro encarregado de incinerar os cadáveres. A pressão psicológica cobra seu preço quando ele passa a achar que um dos mortos é seu filho. Primeiro longa-metragem de László Nemes, o filme estreia no Brasil em 4 de fevereiro.
Diplomacia mostra como Paris escapou da destruição na 2ª Guerra Mundial
O novo filme do grande diretor alemão Volker Schlöndorff, chamado “Diplomacia”, é baseado na peça teatral do mesmo nome de Cyril Gely, que fez o roteiro do filme, em parceria com o diretor. Mas o assunto é o mesmo do filme de René Clément “Paris Está em Chamas?” (1966), lançado em DVD há pouco tempo. A trama se passa em 25 de agosto de 1944 na Paris ocupada pelos alemães, quando a entrada dos Aliados para a retomada da cidade é iminente, assim como o fim da guerra, já perdida para o Eixo, capitaneado pela Alemanha. O general Dietrich von Choltitz (Niels Arestrup, de “Cavalo de Guerra”), que coordena as forças de ocupação alemãs em Paris, é fiel ao Terceiro Reich e recebe ordem expressa, vinda de Hitler, para explodir a capital da França, incluindo suas pontes, monumentos e museus. A ideia era oferecer aos vencedores terra arrasada. Sabemos o final da história, mas o filme de Schlöndorff constrói um belo suspense com isso. O que fará o general? Está tudo pronto para explodir, fartamente carregado de dinamite, falta só a ordem para a explosão. Ela virá? O que acabará determinando tal decisão é o relacionamento do general com o cônsul-geral da Suécia em Paris, Raoul Nordling (André Dussolier, de “Três Lembranças da Minha Juventude”). Do embate intelectual entre ambos far-se-á a luz. O filme se centra na relação dos dois personagens, como se ela estivesse ocorrendo toda na noite fatídica da decisão. As cenas originais de rua servem apenas de elemento ilustrativo. É do confronto dos dois que se alimenta todo o filme. Em econômicos 88 minutos, acompanhamos toda a evolução da conversa que colocava em jogo um dos maiores patrimônios culturais da humanidade e vidas humanas em profusão. Os dois protagonistas, atores brilhantes, que já haviam vivido os mesmos papéis no teatro em 2011, carregam magistralmente a trama. André Dussolier, que faz o cônsul-sueco, é um dos atores que mais atuaram com Alain Resnais, que o tinha como um de seus prediletos. Mas trabalhou também com François Truffaut, Claude Chabrol, Claude Lelouch, Erich Rohmer, Coline Serreau, Bertrand Blier e muitos outros. Niels Arestrup, o general, trabalhou com Chantal Akerman, Claude Lelouch, Marco Ferreri, István Szabó, Jacques Audiard, Steven Spielberg, Bernard Tavernier e, também, Alain Resnais. Outra bela trajetória. Com atores assim, o resultado é eletrizante. Mesmo tudo se passando basicamente entre as paredes da sala de trabalho do oficial nazista. Em comparação com a superprodução francesa “Paris Está em Chamas?”, que reuniu um dos maiores elencos e participações especiais às pencas, a economia de recursos e de tempo de “Diplomacia” é incrível. René Clément contou com roteiro de Gore Vidal e Francis Ford Coppola. Teve no elenco Jean-Paul Belmondo, Charles Boyer, Alain Delon, Kirk Douglas, Glenn Ford, Yves Montand, Anthony Perkins, Michel Piccoli e até Orson Welles, no papel do cônsul sueco. Precisou de 165 minutos para registrar o mesmo fato. Mas escolheu outro caminho: o do minucioso detalhamento das batalhas de rua na Paris em que a Resistência tentava reconquistar pontos estratégicos, à espera do embarque aliado. Interessante do ponto de vista histórico, com base nos fatos e resgate de imagens originais em grande quantidade, mas longo e cansativo. “Diplomacia”, ao contrário, foca no embate razão vs. emoção, sobre seguir ordens absurdas sem questioná-las e do medo de enfrentá-las, mas também da coragem de fazê-lo, dos riscos a correr, da capacidade de avaliar a monstruosidade que estava em jogo. Volker Schlöndorff já se debruçara sobre a questão humana, que a guerra abala e destrói de forma absurda, em “O Mar ao Amanhecer” (2011) e principalmente em sua obra-prima, “O Tambor” (1979), em que um menino grita e bate um tambor para enfrentar os absurdos da guerra e da vida. Seu estilo contundente de filmar obriga o espectador a encarar realidades estranhas e desagradáveis. E constrói um forte humanismo como resposta.






