Lil Nas X vira herói animado em clipe do novo tema de “League of Legends”
A Riot Games divulgou o clipe de “Star Walking”, tema oficial do Worlds 2022, o novo torneio mundial de “League of Legends”, que foi gravado pelo rapper Lil Nas X. O clipe é um anime que mostra desafios dos jogadores, além do próprio rapper em estilo heroico, com direito até a capa de super-herói. No início desta semana, o astro se empolgou com o projeto e se autonomeou presidente do “LOL”. “Deixei minha marca na cultura pop de muitas maneiras, e agora é hora de enfrentar o mundo dos jogos. Serei o maior presidente de ‘League of Legends’ de todos os tempos”, ele disse num vídeo publicado em suas redes. “Também vou fazer o melhor hino do Worlds de todos os tempos e realizar o maior, mais legal e mais sexy Worlds da história de todos os mundiais”, completou o rapper. Little Nas X também colaborou na criação de uma skin para o novo campeão do torneio, chamado K’Sante, o Orgulho de Nazumah, que será revelada no dia 3 de novembro e estará disponível para o jogo a partir do dia 14 do mesmo mês.
Björk lança clipe fúnebre para expressar luto por sua mãe
A cantora Björk lançou um clipe ritualístico para a música “Ancestress”, em que lidera uma procissão fúnebre para o interior de um vulcão dormente no interior da Islândia. Ela e suas acompanhantes usam véus vermelhos, refletindo a atual fase da cantora, que tem aparecido geralmente com máscaras ou maquiagens chamativas sobre o rosto. A exceção é do único homem presente na peregrinação. Com véu e roupas brancas, ele segue para sua própria morte. A produção performática reflete o luto de Björk pela morte de sua mãe. A música foi feita em homenagem à ativista ambiental Hildur Rúna Hauksdóttir, que faleceu em 2018. “O tempo da minha ancestral está acabando/ A sua rebelião, um dia vibrante, se apagando”, canta a artista islandesa na letra. A direção é de Andrew Thomas Huang, que já tinha feito cinco clipes para a cantora, entre 2012 e 2017. “Ancestress” faz parte do 10º álbum de Björk, “Fossora”, que tem lançamento marcado para 30 de setembro. Anteriormente, a artista já havia revelado vídeos para “Atopos” e “Ovule”, todos bem menores, mas igualmente simbólicos, refletindo uma obra nada comercial, marcada por arranjos dissonantes – até dodecafônicos. Ela vem cantar esse repertório hermético no Brasil em 5 de novembro, como uma das atrações do festival Primavera Sound 2022, em São Paulo.
“Losing My Religion”, do R.E.M., atinge 1 bilhão de views no YouTube
O icônico clipe de “Losing My Religion”, hit de 1991 da banda R.E.M., ultrapassou 1 bilhão de visualizações no YouTube. Apesar do vídeo ser do começo da década de 1990, ele só entrou no YouTube duas décadas depois, em 2011. Dirigido por Tarsem Singh (“A Cela”) antes de virar cineasta, o clipe é um dos poucos em que o vocalista Michael Stipe aparece cantando a letra da canção. Com quase cinco minutos, também apresenta os músicos do R.E.M. tocando, além de cenas de figuras de diferentes religiões do passado histórico. Singh disse à Rolling Stone em 2016 que o vídeo foi inspirado no conto de Gabriel Garcia Marquez “A Very Old Man With Enormous Wings”, no qual uma figura que parece ser um anjo aparece misteriosamente em uma pequena cidade litorânea. No clipe, Michael Stipe e alguns personagens aparecem com asas de anjo. O clipe de “Losing My Religion” venceu dois Grammys e o troféu de Vídeo do Ano no MTV Video Music Awards de 1991. E agora se tornou o sexto clipe dos anos 1990 a atingir 1 bilhão de visualizações no YouTube, depois de “November Rain” (1992) do Guns N’ Roses, “Smells Like Teen Spirit” (1991) do Nirvana, “Zumbi” (1994) dos Cranberries, “I Will Always Love You” (1992) de Whitney Houston e “Barbie Girl” (1997) de Aqua.
Artistas se juntam em clipe coletivo para “virar voto” em Lula
Depois do “Hino ao Inominável”, um vídeo musical contra Bolsonaro, vários artistas voltaram a se juntar em “Vira Voto”, clipe a favor de Lula nas eleições presidenciais. No vídeo, cantores e atores fazem uma arma com a mão, sinal associado a Bolsonaro, para em seguida girarem o punho e transformarem o gesto no “L” associado a Lula. Tudo isso ao som de um pagode, entoado por Nando Reis, Alinne Moraes, Mateus Solano, Dado Villa Lobos, Cissa Guimarães, Caetano Veloso, Daniela Mercury, Duda Beat, Arnaldo Antunes, Caco Ciocler, Silvero Pereira, Maria Bethânia, Mart’nália, Cláudia Abreu, Zezé Polessa, Bruno Garcia, Drica Moraes, Deborah Evelyn e Mônica Martelli, entre outros. A campanha foi feita pelos coletivos Mídia Ninja e 342 Artes.
Documentário de Selena Gomez com diretor de “Na Cama com Madonna” ganha teaser
A Apple TV+ divulgou o primeiro teaser do documentário “Selena Gomez: Minha Mente e Eu”, que mostra vários momentos da cantora rindo e chorando. Além de focar dos bastidores das suas últimas produções, o documentário vai mostrar Selena Gomez passando por situações difíceis e promete um mergulho profundo na vida e sentimentos da estrela para revelar seu lado mais vulnerável. Dirigido por Alek Keshishian, conhecido por outro famoso documentário musical, “Na Cama com Madonna” (1991), o filme aborda a carreira de Gomez e seus problemas de saúde, tanto física quanto mental, e vinha sendo desenvolvido em segredo há seis anos. “Minha Mente e Eu. Às vezes não nos damos bem e fica difícil respirar… Mas eu não mudaria minha vida”, escreveu Selena Gomez no Instagram ao fazer sua divulgação do teaser. A produção também ganhou data de estreia. Chega no streaming da Apple em 4 de novembro. A piece of @selenagomez’s story. #MyMindAndMe spans six years of her life, covering her highs, lows, and everything in between.“Selena Gomez: My Mind and Me,” is coming to Apple TV+ November 4 pic.twitter.com/qw5Vgp1oW3 — Apple TV+ (@AppleTVPlus) September 20, 2022 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Selena Gomez (@selenagomez)
Os 20 melhores clipes indies do mês
A seleção de clipes abaixo reúne 20 artistas da cena independente internacional que se destacaram entre os lançamentos do mês de agosto. A lista tem clipes de estreias, veteranos como The Breeders e até uma artista brasileira. Os vídeos foram organizados numa playlist – método mais indicado para assistir numa Smart TV (opção Transmitir na aba de configurações do Chrome ou Mais Ferramentas/Transmitir etc no Edge) – na ordem de uma videotecagem. Experimente ouvir sem saltar as faixas e, de preferência, sem as interrupções de anúncios do YouTube. | PLAYLIST | AGOSTO O QUE TEM NA PLAYLIST: | SPORTS TEAM | A banda londrina lança seu segundo álbum (“Gulp!”) na sexta (23/9). Com um som que evoca o britpop de Supergrass e o revival pós-punk de Franz Ferdinand, “The Drop” é o quarto single do disco, que aparentemente só tem “hits” (isto é, alt-hits). | THESE NEW SOUTH WHALES | Os (pós-) punks australianos fazem a música mais barulhenta da seleção – punk encontra shoegazer. E eles também estrelam um podcast cultuadíssimo, “What A Great Punk”, tem seu próprio programa de comédia, “TNSW Tonight!”, e uma série pseudocumental no Comedy Central que fez o site NME batizá-los de “o Flight of the Conchords punk”. | GIFT | O grupo nova-iorquino parece vir de Manchester em 1991. Mas além da clara influência de The Charlatans, também é possível perceber psicodelia e rock progressivo (Yes) no arranjo de “Gumball Garden”, o primeiro single de seu álbum de estreia, “Momentary Presence”, com lançamento marcado para 14 de outubro. | HATCHAM SOCIAL | Formada em 2006, a banda londrina está preparando um álbum de retrospectiva de sua carreira, que inclui uma nova versão de “Hypnotise Terrible Eyes”, lançada em 2009. O novo mix, feito por Baxter (o filho do punk clássico Ian) Dury, evidencia a influência de Echo and the Bunnymen, que era soterrada por guitarras dissonantes na gravação original. | GRAZER | Mollie Wilson e Matt Spiller formaram Grazer em Merlbourne, Austrália, em 2019, inspirados no shoegaze britânico do começo dos anos 1990. O álbum de estreia (“Melancholics Anonymous”), do qual faz parte o single “In My Winter”, saiu em agosto. | SORRY | O quinteto londrino dá uma mostra do segundo álbum (“Anywhere But Here”) com o lançamento de “Sorry”, uma ode ao amor compulsivo com frases como “I need you”, “I found you”, “I love you!” | THE BREEDERS | A banda de Kim Deal, que teve seu auge nos anos 1990 com “The Last Splash”, continua ativa e com a mesma formação, mas “Metagoth” é de 2018. Apesar do clipe ter saído em agosto, a faixa faz parte do álbum “All Nerve” e foi composta pela baixista Josephine Wiggs em homenagem a seus dias de gótica. | WINTER (FT. HATCHIE) | “Ready to Go” é uma parceria entre a brasileira Winter (Samira Winter) e a australiana Hatchie (Harriette Pilbeam), que ainda conta com o australiano Joe Agius (da banda de Hatchie e do Rinse) na guitarra e na câmera de vídeo (ele dirige o clipe nas ruas de Los Angeles). A curitibana Winter está há uma década nos EUA e vai lançar seu quarto álbum, “What Kind of Blue Are You?”, em 14 de outubro. | PALE BLUE EYES | A canção “Little Gem” apresenta o dreampop do álbum de estreia do trio inglês. “Souvenirs” foi lançado na primeira semana de setembro. | FAZERDAZE | A neozelandesa Amelia Murray, mais conhecida como Fazerdaze, foi precursora da recente tendência de grunge melódico com seu EP de estreia em 2014, mas estava sumida desde seu brilhante primeiro álbum de 2017. Um dos motivos foi a fricção com ex-músicos de sua banda, situação que inspira as músicas de seu retorno “solo”, como “Break!”. | HOUSEWIFE | As canadenses Brighid Fry e Pascale Padilla se chamavam Moscow Apartment desde 2020. Mas com a invasão da Ucrânia viraram Housewife. E não foi só isso que mudou. Seu som evoluiu do indie folk acústico para o shoegazer suave com guitarras microfonadas. | STELLA DONNELLY | A cantora australiana se inspirou nos casais que atravessaram a pandemia ponderando se deviam romper ou se casar de vez para conceber “How Was Your Day?”, canção que usa frases de diálogos genéricos e uma base acústica que evoca bandas indies dos mid-1980s. Faz parte do álbum “Flood”, lançado no final de agosto. | 7EBRA | “If I Ask” é o primeiro single das irmãs gêmeas suecas Inez e Ella, que estão gravando seu álbum de estreia com o produtor Tore Johansson, conhecido por seus trabalhos com as bandas The Cardigans e Franz Ferdinand. Sai no começo de 2023. | WHITMER THOMAS | O comediante americano tem especial de humor na HBO e uma filmografia com participações em mais de 50 filmes e séries. E ainda é cantor. A música “Rigamarole”, que remete ao pop oitocentista de The The e Man Without Hats, faz parte de seu segundo álbum, “The Older I Get the Funnier I Was”, com lançamento marcado para 21 de outubro. | EZRA FURMAN | A balada “Poor Girl a Long Way from Heaven” é o mais recente single do álbum “All of Us Flames”, lançado em 26 de agosto, e o clipe marca a segunda participação da atriz trans Daphne Always num clipe da cantora trans – e bissexual – americana. | SILVERSUN PICKUPS | Com duas décadas de estrada, a banda de Los Angeles lançou em agosto seu sexto álbum, “Physical Thrills”, produzido por ninguém menos que Butch Vig (produtor de “Nevermind”, do Nirvana, e baterista da banda Garbage). Apesar da cantora Nikki Monninger aparecer sozinha no clipe da balada “Alone on a Hill”, a formação é a mesma desde 2002. | MATCHING OUTFITS | “It Keeps Happening” é o single de estreia do trio feminino de Berlim, que lança seu primeiro álbum (“Band Made Out of Sand”) na quarta-feira (21/9). | BIG GIRL | O folk épico de “Summer Sickness” embala o primeiro clipe da banda queer nova-iorquina, que no momento está gravando seu álbum de estreia, previsto para janeiro de 2023. | MAMALARKY | A cantora-guitarrista americana Livvy Bennett surpreende no novo single, ao combinar a estética twee com levada de jazz e bossa nova, ao estilo da melhor fase da banda sueca The Cardigans. O primeiro álbum saiu em novembro passado e “It Hurts” antecipa o segundo (“Pocket Fantasy”), que chega em 30 de setembro. | ALI MCGUIRK | O soul rústico ao estilo Stax de “X Boyfriends” marca a volta da cantora-compositora de Boston depois de cinco anos. O single faz parte do segundo álbum (“Til It’s Gone”), lançado na sexta passada (16/9)
Artistas lançam o “Hino ao Inominável”, música feita com as piores frases de Bolsonaro
Os atores Wagner Moura, Bruno Gagliasso, o Professor Pasquale e vários cantores e músicos lançaram o “Hino ao Inominável”, uma música que relembra diversas frases e atitudes polêmicas do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro. O hino, que é na verdade um manifesto musical de 13 minutos, ganhou um clipe publicado no YouTube neste sábado (17/9). A letra, escrita por Carlos Rennó, resgata frases horripilantes, desde a negação de que houve ditadura no Brasil, a preferência por ter um filho morto a um filho homossexual, falas racistas, a favor do assassinato de “bandidos”, ataques à imprensa e a recusa de dados científicos sobre a pandemia e o desmatamento na Amazônia. “Ao som raivoso de uma voz inconfiável que diz e mente, e se desmente e se desdiz”, como ressalta o trecho cantado por Wagner Moura. “Os versos citam literalmente ou se baseiam em declarações dadas pelo ‘inominável’ e encontradas na internet e em jornais”, descreveu Rennó. A música foi composta por Chico Brown e Pedro Luís e seus múltiplos intérpretes incluem André Abujamra, Arrigo Barnabé, Bruno Gagliasso, Caio Prado, Cida Moreira, Chico Brown, Chico César, Chico Chico, Dexter, Dora Morelenbaum, Héloa, Hodari, Jorge Du Peixe, José Miguel Wisnik, Leci Brandão, Lenine, Luana Carvalho, Marina Íris, Marina Lima, Monica Salmaso, Paulinho Moska, Pedro Luís, Péricles Cavalcanti, Preta Ferreira, Professor Pasquale, Ricardo Aleixo, Thaline Karajá, Vitor da Trindade, Wagner Moura e Zélia Duncan. Numa das passagens mais polêmicas, os cantores Caio Prado e Marina Íris relembram quando Bolsonaro disse que as pessoas negras de um quilombo pesavam “sete arrobas” e não serviam para procriar: “Como se fôssemos, nós negros, animais. E ainda insiste que não é racista e que racismo não existe no país”, acrescentam. No Youtube, a descrição do vídeo diz: “Feito pra lembrar, pra sempre, esses anos sob a gestão do mais tosco dos toscos, o mais perverso dos perversos, o mais baixo dos baixos, o pior dos piores mandatários da nossa história. E pra contribuir, no presente, pra não reeleição do inominável”.
Ator de “Rensga Hits” descobriu tumor em exame para cantar na série: “Salvou minha vida”
O ator Alejandro Claveaux, que está nas séries “Maldivas”, da Netflix, e “Rensga Hits!”, da Globoplay, descobriu um tumor na laringe durante a preparação para o segundo trabalho, em que deu vida ao cantor sertanejo Deivid Cafajeste. Todos os atores envolvidos em números musicais tiveram que passar por um exame, a laringoscopia, para verificar a situação das cordas vocais, e o laudo de Alejandro detectou que ele tinha um tumor na região. O artista conta que foi orientado a fazer uma cirurgia o mais rápido possível para tirar a massa, que poderia ser maligna. Mas diante da recuperação difícil do procedimento, que o impediria de falar e cantar por algum tempo, optou por adiar a cirurgia até terminar as gravações da série. “Eu ia começar a fazer as aulas de canto e, se fizesse essa cirurgia, teria que ficar um tempo sem falar ou cantar, e eu disse que iria terminar o trabalho primeiro. Assumi o risco”, contou ao jornal O Globo. Apesar disso, ele afirmou que a série salvou sua vida, já que o diagnóstico precoce de tumores na região da garganta é raro. “Mesmo se a série fosse ruim, ela salvou minha vida, porque eu nunca iria fazer esse exame, e o médico disse que esse tipo de tumor não dá sinal. Quando você vê, já foi”, explicou. O ator aguardou os quatro meses de gravação de “Rensga” para fazer a retirada do tumor, que era benigno. Apesar do alívio após o breve tratamento, ele destaca que viveu um “momento horrível” durante a espera para a cirurgia, temendo perder a voz por causa do problema de saúde. “Foi um momento horrível, estranho. Assisti ao documentário do Val Kilmer (ator de 62 anos, diagnosticado com um câncer na garganta em 2014 e que atualmente precisa de um aparelho para auxiliar a fala) e surtei, mas não deixei transparecer. Imagina a tragédia que é para um ator não poder falar?”, concluiu.
Supla lança cover “punk” de Harry Styles
O cantor Supla lançou uma versão “punk” de “As It Was”, hit recente do inglês Harry Styles. As aspas são obrigatórias, porque o cover é muito mais influenciado por The Strokes que Sex Pistols. Supla chegou a postar a música em seu Twitter, dizendo ter gravado “só pela curtição”. Mas o sucesso da postagem, que somou quase 15 mil likes, parece ter convencido o artista a investir na sua divulgação, com direito a vídeo. A faixa ganhou um clipe básico, registrado num estúdio de gravação, que mostra o cantor e os músicos tocando sua – de fato – boa versão. “As It Was” deve integrar um projeto de covers, que Supla gravou com sua banda, Os Punks de Boutique, e que ainda não tem previsão de estreia. A lista de versões realizadas incluem opções ainda mais curiosas, como faixas de Nina Simone e Simon & Garfunkel. Compare abaixo a versão de Supla com a gravação original de Harry Styles.
Estreias: 10 filmes novos pra ver em casa
A programação de estreias da semana marca a chegada da animação blockbuster “DC Liga dos Superpets” às locadoras digitais e duas ótimas comédias adolescentes exclusivas ao streaming. A lista de destaques inclui ainda diversos dramas europeus para cinéfilos e, para quem quiser arriscar, um remake horroroso de terror. Confira abaixo 10 filmes novos para ver em casa. | DC LIGA DOS SUPERPETS | VOD* A animação focada em Krypto, o supercão dos quadrinhos da DC, acompanha um grupo de pets que ganham superpoderes e se juntam para salvar o mundo, enquanto Superman está em apuros. A história conta uma origem bem diferente para a maioria dos personagens, mas pouco importa, porque o tom é de comédia escrachada, que faz graça até com a seriedade de Batman – dublado por Keanu Reeves (“Matrix”) em inglês. A vantagem do lançamento em streaming é o opção de assistir no idioma original, já que o elenco de vozes é espetacular, com destaque para Dwayne “The Rock” Johnson (da franquia “Jumanji”) como a voz de Krypto, John Krasinski (“Um Lugar Silencioso”) como Superman, Marc Maron (“GLOW”) como o vilão Lex Luthor, Olivia Wilde (“Tron: O Legado”) como Lois Lane e Kevin Hart (também de “Jumanji”) como a voz de Ace, o cachorro que nos quadrinhos dos anos 1950 foi o bat-cão de Batman. Roteiro e direção são de Jared Stern (roteirista de “Lego Batman: O Filme”) e Sam Levine (da série animada “Penn Zero: Quase Herói”). Detalhe: já disponível nas locadoras digitais, o filme teve o lançamento atrasado na HBO Max, onde só vai chegar em 26 de setembro. | JUSTICEIRAS | NETFLIX Maya Hawke (“Stranger Things”) e Camila Mendes (“Riverdale”) se juntam numa vingança nesta comédia, que é basicamente o que aconteceria se John Hughes (“Clube dos Cinco”) refilmasse o clássico “Pacto Sinistro”, adaptação de romance de Patricia Highsmith dirigida por Alfred Hitchcock em 1951. Isto é um baita elogio. O filme acompanha a união inesperada entre a ex-garota mais popular (Mendes) de uma escola particular e uma aluna lésbica (Hawke) para enfrentar quem as humilhou. A estratégia consiste em juntar forças para acabar com os inimigos de cada uma. Para isso, elas trocam os alvos entre si, visando pegá-los desprevenidos. Roteiro e direção são de Jennifer Kaytin Robinson, uma das roteiristas de “Thor: Amor e Trovão”, que estreou como diretora com outra comédia adolescente, “Alguém Especial” (2019), também distribuída pela Netflix. E vale destacar que os coadjuvantes são bem conhecidos de outras séries – Jonathan Daviss (“Outer Banks”), Alisha Boe (“13 Reasons Why”), Rish Shah (“Ms. Marvel”), Maia Refico (“Pretty Little Liars: Um Novo Pecado”), Austin Abrams (“Euphoria”) e Sophie Turner (“Game of Thrones”). | HONOR SOCIETY | PARAMOUNT+ Mais uma divertida comédia teen com boas influências. A referência aqui é “Eleição” (1999), com Angourie Rice (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”) evocando Tracy Flick, a personagem icônica de Reese Witherspoon. Na trama, a atriz australiana vive uma jovem obcecada em entrar na Universidade de Harvard, uma das melhores dos EUA. Disposta a fazer o que for preciso para conseguir uma carta de recomendação do conselheiro da escola (Christopher Mintz-Plasse, de “Kick Ass”) e superar a concorrência, ela elabora um plano para derrubar seus três principais rivais. Tudo começa a dar errado quando ela se apaixona pelo favorito à vaga, ainda que ele não seja exatamente o Príncipe Encantado, mas o Dustin de “Stranger Things” – ou melhor, o ator Gaten Matarazzo. | DRIFTING HOME | NETFLIX O belo anime de Hiroyasu Ishida (“Estrada do Pinguim”) conta uma história dramática com elementos de fantasia. Quando um grupo de adolescentes invade um prédio aparentemente abandonado, uma tempestade inunda a região e faz o edifício flutuar, ficando à deriva entre outros prédios-embarcações. Relacionamentos são postos à prova na luta pela sobrevivência. | OS AMORES DELA | VOD* O primeiro filme de Charline Bourgeois-Tacquet teve première em Cannes, foi premiado em Melbourne e atingiu 91% de aprovação no Rotten Tomatoes com um triângulo amoroso típico do cinema francês, mas apresentado de forma atípica. A atriz Anaïs Demoustier (“Alice e o Prefeito”) interpreta uma mulher de 30 anos falida e em crise amorosa, que um dia conhece um homem casado que imediatamente se apaixona por ela. O detalhe é que a esposa do novo amante é uma escritora famosa (Valeria Bruni Tedeschi, de “Loucas de Alegria”), de quem Anaïs é fã declarada e por quem se sente totalmente atraída, criando uma confusão conjugal. | GAROTA INFLAMÁVEL | VOD* O drama alemão gira em torno de uma garota mimada (Natalia Belitski, da série “Perfume”) que segue duas regras: sempre usar luvas e nunca fazer nada. Não trabalha, não estuda, não tem amigos. Nem se importa. E esse niilismo faz com que também não se importe com os outros, cometendo atos perigosos, que a levam a ser detida e ter acompanhamento médico. Durante seu tratamento, uma enfermeira da sua idade, mãe de uma criança, resolve confrontá-la. Mas, ao mesmo tempo, sofre sua influência, num contato que leva as duas ao limite dos seus respectivos mundos. | UM PEQUENO GRANDE PLANO | VOD* O astro Louis Garrel (“O Formidável”) dirige e estrela essa comédia francesa sobre pais de uma criança sensível, que decide vender vários objetos de valor da família para salvar o planeta. Vendo que a determinação do garoto é séria, sua mãe (Laetitia Casta, de “O Que as Mulheres Querem”) resolve acompanhá-lo em sua missão na África. | PARIS, 13º DISTRITO | MUBI Filmado em preto e branco pelo premiado cineasta Jacques Audiard (Palma de Ouro em Cannes por “Dheepan: O Refúgio”), a trama se passa no bairro parisiense de Les Olympiades (a maior “Chinatown” da Europa) e é um drama de encontros românticos. Emilie (Lucie Zhang) encontra Camille (Makita Samba), que se sente atraído por Nora (Noémie Merlant, de “Retrato de uma Jovem em Chamas”), que acaba cruzando com Amber (Jehnny Beth, de “Um Amor Impossível”). Três garotas e um garoto do novo milênio, que são amigos e às vezes amantes, e frequentemente as duas coisas. Os dois atores iniciantes do elenco, Zhang e Samba, foram indicados ao César (o Oscar francês) como Revelações do ano, e a trilha sonora do músico eletrônico Rone foi premiada no Festival de Cannes. | EUROPA | FILMICCA O filme de Haider Rashid (“Tangled Up in Blue”) é uma correria intensa, que segue Kamal, um imigrante que fugiu do Iraque para tentar entrar na “Fortaleza Europa”, mas se depara com mercenários na fronteira turco-búlgara, que estão caçando implacavelmente famílias de refugiados. Sozinho na floresta, Kamal mal tem chance de respirar. Exibido na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, o filme foi a indicação do Iraque para representar o país na busca de uma vaga no Oscar 2022. | GOODNIGHT MOMMY | AMAZON PRIME VIDEO O remake americano de “Boa Noite Mamãe”, terror austríaco lançado em 2014, traz os gêmeos Cameron e Nicholas Crovetti (que enlouqueceram Nicole Kidman em “Big Little Lies”) aterrorizando Naomi Watts (“A Série Divergente: Convergente”). O filme gira em torno da reação dos irmãos à volta de sua mãe para casa – uma propriedade rural afastada – , após passar por uma cirurgia estética. O rosto coberto por curativos faz os meninos desconfiarem de que aquela não é realmente sua mãe. Há 20 anos, Naomi Watts estrelou um bom remake de terror, “O Chamado”. Não é o caso dessa refilmagem, bem menos perturbadora que o original – que por coincidência sumiu das locadoras digitais. Trata-se do filme mais fraco da lista. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Cinebiografia de Whitney Houston ganha primeiro trailer
A Sony Pictures divulgou o pôster nacional e o primeiro trailer de “I Wanna Dance With Somebody”, cinebiografia da cantora Whitney Houston, que é interpretada nas telas por Naomi Ackie (a Jannah de “Star Wars: A Ascensão Skywalker”). A prévia prioriza o começo da carreira da estrela e sua relação com o executivo Clive Davis, que a lançou ao estrelato e aparece de forma quase irreconhecível em interpretação de Stanley Tucci (“Convenção das Bruxas”). Apesar das imagens mostrarem um Whitney alegre em sua escalada para o sucesso, a carreira da estrela teve muitos altos e baixo, que entremearam vários sucessos musicais com um casamento tumultuado e um conhecido envolvimento com drogas. O roteiro é de Anthony McCarten, que dividiu opiniões ao tomar inúmeras liberdades com a vida de Freddie Mercury em “Bohemian Rhapsody”. Já a direção está a cargo de Stella Meghie (“A Fotografia”). “I Wanna Dance with Somebody” estreia em 21 de dezembro nos EUA, mas apenas em 2 de fevereiro no Brasil. Veja o trailer abaixo em duas versões: mais curta e legendada em português e mais longa e sem legendas.
“Orfã 2” tem estreia mais ampla da semana nos cinemas
Lançamento mais amplo da semana, “Orfã 2 – A Origem” chega em cerca de 800 telas nesta quinta (25/9). Apesar do título, a produção não continua a história do longa original. Em vez disso, conta o que aconteceu com a psicopata mirim Esther antes do primeiro filme. A distribuição ainda favorece “Uma Pitada de Sorte”, nova comédia nacional com Fabiana Karla, e “Moonage Daydream”, um documentário musical com imagens inéditas de shows de David Bowie. Ao todo, a programação apresenta cinco estreias. Confira os trailers e mais informações abaixo. | ÓRFÃ 2 – A ORIGEM | Isabelle Fuhrman está de volta ao papel da psicopata mirim Esther. Ela tinha 12 anos quando o filme original foi lançado, agora está com 25 anos, mas na trama se passa por uma criança ainda mais nova que no longa que a projetou em 2009, já que a história é um prólogo. Dirigido por William Brent Bell (“Boneco do Mal”), o filme mostra como Leena Klammer (Fuhrman), que escapou de um manicômio na Rússia, conseguiu se passar pela filha desaparecida de uma família rica, virando Esther. O elenco também destaca Julia Stiles (“Jason Bourne”) e Rossif Sutherland (“Catastrophe”) como os pais de Esther. Politicamente incorreto, o primeiro “A Órfã” fez grande sucesso ao explorar o temor de que crianças adotadas possam representar perigo em potencial para suas novas famílias. Mas o novo, enquanto induz o público a esperar uma reprodução da situação original, oferece uma reviravolta. | MOONAGE DAYDREAM | Um dos documentários musicais de maior aprovação no Rotten Tomatoes (96%) em todos os tempos, o filme apresenta imagens inéditas da carreira de David Bowie e uma proposta imersiva, com imagens nada menos que espetaculares. Para sua realização, o diretor Brett Morgen passou cinco anos selecionando cenas do acervo pessoal do cantor. Batizado com o título de uma música do disco “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” (1972), “Moonage Daydream” é o terceiro trabalho musical de Morgan, que antes fez “Crossfire Hurricane” (2012) sobre a turnê de 50 anos dos Rolling Stones e “Cobain: Montage of Heck” (2015) sobre o líder do Nirvana – além de ter sido indicado ao Oscar pelo documentário de boxe “On the Ropes” (1999). | AMANTES | A cineasta francesa Nicole Garcia (“Um Instante de Amor”) apresenta uma história típica de film noir, em que uma mulher encontra um ex-namorado durante uma viagem de férias com o marido. O reencontro inesperado mexe com os dois, mas também cria um triângulo que, como todo noir, tende a resultar em assassinato. O elenco destaca Stacy Martin (“Ninfomaníaca”), Pierre Niney (“Yves Saint-Laurent”) e Benoît Magimel (“A Prima Sofia”). | UMA PITADA DE SORTE | Fabiana Karla (“Rensga Hits!”) vive uma animadora atrapalhada de festas infantis que sonha em virar uma grande chef. Tudo começa a mudar em sua vida quando ela é aprovada num teste para ser auxiliar de um renomado chef em um programa de televisão. A comédia tem direção de Pedro Antônio Paes, de “Tô Ryca!”, “Um Tio Quase Perfeito” e “Os Salafrários”. | CURTAS JORNADAS NOITE ADENTRO | O filme de Thiago B. Mendonça (“Vozes da Floresta”) tem estética documental, mas é um drama sobre sambistas paulistanos sonhando em ser descobertos na cena musical. Alternando dias entre um cotidiano alienante e madrugadas libertadoras, trilham seus caminhos para não deixar o samba e o sonho morrer.
Demi Lovato anuncia aposentadoria dos palcos: “Não posso mais fazer isso”
A atriz e cantora Demi Lovato anunciou que sua turnê atual, de divulgação do novo álbum, será a última da carreira. O anúncio foi feito numa série de postagens publicadas na terça (13/9) no Stories do Instagram. “Estou tão doente que não consigo sair da cama. Eu não posso mais fazer isso. Esta próxima turnê será a minha última. Eu amo e agradeço a vocês”, declarou ela em uma das postagens, que depois foram apagadas. Não ficou claro se “esta próxima turnê” é uma referência a uma futura turnê ou à turnê que já está em andamento. Alguns portais e meios comunicação, como a Billboard, entenderam que os shows atuais, do álbum “Holy Fvck”, são os últimos. Pouco tempo depois, a cantora postou outros Stories, falando sobre o show que ela faria naquela noite em Santiago, no Chile. “Vou fazer força para vocês. Vou precisar de ajuda para cantar, então cantem alto para mim!” “Eu mal tenho voz, vou apontar muito o microfone para o público esta noite”, declarou ela em outro Stories. A suposta última turnê de Lovato começou há um mês com um show em Des Moines, no estado americano de Iowa, e depois seguiu para a América do Sul, passando inclusive pelo Rock in Rio. Revelada na série infantil “Barney e Seus Amigos”, a cantora e atriz logo se projetou em sua própria série, “Sunny entre Estrelas”, e no telefilme “Camp Rock” (2008), mas ultimamente tem concentrado a carreira na música. Esta carreira foi abalada por uma overdose que quase a matou em 2018. Mas Demi vinha apontando que enfrentava problemas, como distúrbios alimentar e abuso de substâncias, desde seu livro de memórias, “Demi Lovato: 365 Dias Do Ano”, de 2013. Além disso, também assumiu sofrer de transtorno bipolar no documentário “Demi Lovato: Simply Complicated”, um ano antes de seu problema mais sério com as drogas.












