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  • Música

    Spotify Brasil | Ana Castela é a artista mais ouvida de 2023

    29 de novembro de 2023 /

    O serviço de streaming Spotify divulgou nesta quarta (29/11) uma retrospectiva do ano, revelando que a cantora sertaneja Ana Castela foi a artista mais ouvida no país em 2023 na plataforma, além de também ser a dona da música com mais streamings. Dois anos após sua morte, Marilia Mendonça também aparece na seleção com a segunda música mais tocada (“Leão”), além de integrar o Top 5 dos artistas mais ouvidos do país. Por sinal, esta lista é dominada por artistas sertanejos com apenas uma exceção: MC Ryan representando o funk. Líderes em plays, a dupla Israel e Rodolffo emplacaram duas músicas na lista das 5 com mais streamings: “Bombonzinho”, em parceria com Ana Castela, e “Seu Brilho Sumiu”, com Mari Fernandez. A maior surpresa é que, entre os brasileiros mais ouvidos no exterior, Alok superou Anitta. Já a relação internacional é dominada por Taylor Swift, apesar de a cantora não ter emplacado músicas no Top 5. E há um detalhe curioso na listagem dos álbuns mais ouvidos: a inclusão de um disco de 2016 de The Weekend. Confira abaixo as listas do Spotify Brasil Artistas mais escutados no Brasil Ana Castela Henrique & Juliano MC Ryan SP Marília Mendonça Jorge & Mateus Músicas mais escutadas no Brasil “Nosso Quadro”, Ana Castela “Leão”, Marília Mendonça “Erro Gostoso”, Simone Mendes “Bombonzinho”, Israel e Rodolffo e Ana Castela “Seu Brilho Sumiu”, Israel e Rodolffo e Mari Fernandez Álbuns mais escutados no Brasil “Escolhas, Vol. 2”, Zé Neto e Cristiano “Let’s Bora, Vol. 2”, Israel e Rodolffo “Dos Prédios Deluxe”, Veigh “Manifesto Musical”, Henrique & Juliano “Dos Prédios”, Veigh Podcasts mais populares Podpah Mano a Mano Café da Manhã Psicologia na Prática Não Inviabilize Artistas brasileiros mais escutados no exterior Alok Anitta Crazy Mano Mc GW Mc Menor do Alvorada Artistas mais escutados no mundo Taylor Swift Bad Bunny The Weeknd Drake Peso Pluma Músicas mais escutadas no mundo “Flowers”, Miley Cyrus “Kill Bill”, SZA “As It Was”, Harry Styles “Seven (feat. Latto)”, Jung Kook “Ella Baila Sola”, Eslabon Armado e Peso Pluma Álbuns mais escutados no mundo “Un Verano Sin Ti”, Bad Bunny “Midnights”, Taylor Swift “SOS”, SZA “Starboy”,The Weeknd “MAÑANA SERÁ BONITO”, KAROL G

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  • Música

    Juliette rebate nova acusação de plágio: “Inspiração para o visual”

    28 de novembro de 2023 /

    A cantora Juliette, vencedora do “BBB 21”, voltou ao centro das polêmicas com nova acusação de suposto plágio nas redes sociais. O motivo da controvérsia foi novamente uma referência visual. Páginas de fofoca acusaram Juliette de copiar o vídeo “Ainda É Tempo”, da dupla Anavitória, no recém-lançado “Falta de Atenção”. Entretanto, as duas obras referenciam uma terceira, “Rest Energy”, um trabalho do casal Marina Abramović e Ulay. A equipe de Juliette divulgou um comunicado sobre o caso, refutando as acusações de plágio e confirmando “a inspiração para o visual” na “obra ‘Rest Energy’ dos artistas Marina Abramović e Ulay, criada em 1980, em Amsterdã – dos quais a cantora tem profunda admiração”. “Ressaltamos que as acusações de plágio são infundadas e estão sendo analisadas uma a uma pelo jurídico. O processo criativo buscou referenciar e homenagear a obra original sem reproduzi-la. A imagem, que se tornou referência na cultura pop, também influenciou outros artistas mundo afora, incluindo Juliette, que incorporou esses elementos em sua expressão artística”, esclarece o texto. Em 1980, Marina Abramović e o marido Ulay apresentaram uma performance de 4 minutos em que eles equilibravam uma flecha apontada para o coração da artista. A imagem da obra entrou na cultura pop, mas Juliette inverteu seu sentido, ao reproduzi-la de forma a ser ela quem aponta a flecha para um modelo masculino, como sinal de empoderamento. Juliette foi envolvida em várias acusações semelhantes desde que lançou sua carreira musical, o que, inclusive, teria levado ao rompimento com a Rodamoinho Records, de Anitta. Foi logo no primeiro trabalho, o EP “Juliette” (2021), que as redes sociais começaram a apontar coincidências, como a semelhança da arte com a capa do single “Indestrutível” (2017), de Pabllo Vittar. A milionária também foi acusada de plagiar visuais de Manu Gavassi e IZA nos clipes de “Quase Não Namoro” e “Não Sou de Falar de Amor”. Ela ainda se envolveu numa polêmica com Duda Beat no projeto comercial “Magia Amarela”, que seria uma cópia temática do sucesso “Amar-Elo”, de Emicida. Após essa última polêmica, ela deu um basta na parceria comercial. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Juliette (@juliette)

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  • Música

    Guitarrista Lanny Gordin, o “Hendrix brasileiro”, morre aos 72 anos

    28 de novembro de 2023 /

    O guitarrista Lanny Gordin, que marcou época na era da Tropicália, morreu nesta terça (28/11) aos 72 anos, após um mês de internação devido a uma pneumonia no Hospital Ignácio Proença de Gouveia, em São Paulo. Nascido Alexander Gordin em Xangai, filho de um russo e de uma polonesa, e criado entre Israel e Brasil, ele deixou um legado inigualável na música brasileira. Desde jovem, Lanny demonstrava um talento incomum. Aos 16 anos, ele já se destacava na casa noturna Stardust, na Praça Roosevelt, em São Paulo. Com um estilo inovador e audacioso, que o fazia ser comparado a Jimi Hendrix, foi logo convidado a integrar a Jovem Guarda, gravando com Eduardo Araújo a música “Nem Sim, Nem Não” em 1968. No ano seguinte, formou o grupo Brazilian Octopus, ao lado de Hermeto Pascoal e Olmir Stocker. O grupo lançou um LP que se tornou cultuado por sua fusão inovadora de jazz, rock, bossa nova e música clássica, evidenciando a versatilidade e o experimentalismo que acompanhariam a carreira de Gordin. Lanny Gordin rapidamente atraiu a atenção dos artistas da Tropicália, participando em álbuns icônicos como “Gal Costa” (1969), “Gal” (1969), “LeGal” (1970) e “Fatal – A Todo Vapor” (1971), “Caetano Veloso” (o álbum branco de 1969), “Gilberto Gil” (1969) e “Expresso 2222” (1972). Sua habilidade em mesclar estilos e inovar na guitarra foi fundamental para a sonoridade dessas obras, incorporando elementos do rock psicodélico em canções que se tornaram clássicos da música brasileira. Sua contribuição marcou faixas como “Divino, Maravilhoso”, “Baby”, “Não Identificado”, ajudando a moldar o som da Tropicália. Ele também foi peça-chave no álbum de estreia de Jards Macalé, no primeiro disco solo de Rita Lee, “Build Up” (1970), e em “Carlos, Erasmo” (1971), de Erasmo Carlos, além de ter trabalhado com Tim Maia, Elis Regina e muitos outros. Durante o auge da carreira, Lanny foi para Londres, onde descobriu o LSD. O uso contínuo da droga fez um estrago irreversível. Diagnosticado com esquizofrenia, ele acabou internado numa clínica psiquiátrica, com tratamento a base de eletrochoques, e se afastou dos palcos. O retorno à música foi tímido, participando nos anos 1980 da Banda Performática do pintor José Roberto Aguilar, de trabalhos do cantores Itamar Assumpção e Vange Leonel, além do disco “Aos Vivos” (1995) do cantor Chico César. Seu primeiro disco solo só saiu em 2001, o auto-intitulado “Lanny Gordin”, que foi seguido por “Projeto Alfa” (2004), ambos da gravadora independente Baratos Afins, e os aclamado álbuns “Duos” (2005) e “Lanny Duos” (2007), que contou com a participação de várias estrelas da música brasileira. Esses trabalhos reafirmaram sua posição como um dos maiores guitarristas do Brasil. Nos últimos anos, ele enfrentou desafios de saúde significativos, incluindo a síndrome de Guillain-Barré e uma inflamação nas articulações da coluna, mas continuou tocando sua guitarra, registrando sua história no documentário “Inaudito”, lançado em 2020.

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  • Série

    Trailer de documentário de Luísa Sonza volta a gerar ódio à cantora nas redes sociais

    27 de novembro de 2023 /

    A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “Se Eu Fosse Luísa Sonza”, série documental sobre a cantora, e a prévia provocou reações nas redes sociais. Numa criação irônica de metalinguagem, o vídeo que denuncia o ódio que ela sofre foi recebido com mais ódio. Os ataques variam de acusações de racismo – Luísa confundiu uma mulher negra com uma serviçal – até investimento em “limpeza de imagem”. Vale lembrar que ela se encontra supostamente longe das redes sociais devido ao massacre de ataques similares, que a acompanham desde o início de sua carreira por motivos menos nobres, como sua simples separação do humorista Whindersson Nunes. O vídeo, por sinal, revela participação de Whindersson na série. Os dois foram casados por cinco anos e, após a turbulência da separação, voltaram a ficar amigos. Além disso, em entrevista feita para o “Fantástico”, mas arquivada pela Globo, a artista disse que o episódio de racismo seria abordado pelo documentário. Com três episódios dirigidos por Isabel Nascimento Silva (“Primavera das Mulheres”), a produção mescla bastidores da vida pessoal e da carreira da artista. Mas não tem só fofocas. A atração também vai acompanhar detalhes do processo criativo do álbum “Escândalo Íntimo”, que deu o que falar e colocou todas as suas faixas no ranking do Spotify Brasil. “Se Eu Fosse Luísa Sonza” estreia no catálogo do streaming no dia 13 de dezembro de 2023. Veja abaixo o trailer, o pôster e um pouquinho da repercussão no X (antigo Twitter). seja racista, coloque a culpa na sociedade, chore ao vivo por uma traição armada e ganhe uma série na netflix KKKKKKKKK pqp vai se fuder — rasta (@rasta_ffc) November 11, 2023 Seja racista e ganhe uma série na Netflix, o Brasil realmente é uma merda — Maurício Fernandes (@maumauballo) November 10, 2023 E a série nova, aparentemente contando a história da Luisa Sonza na Netflix. Será que vai passar aquela parte q ela é racista? Minha fav pprt!! — 𝕮𝖍𝖎𝖓𝖎 (@Schinyi) November 11, 2023 É em comemoração ao mês da consciência negra, Netflix ? pic.twitter.com/87ZqHcqT6m — Madame Vastra ♍ (@maionese_verde) November 10, 2023 No mês da consciência negra é no mínimo um deboche. Se tocar no assunto certeza que vai ser claramente a Netflix patrocinado limpeza de imagem. Mau gosto de lançamento. Timming deselegante. — 🇵🇸 PALESTINA LIVRE! (@ap3n4sss) November 9, 2023 Tem muita grana investida nessa Luísa sonza né? Impressionante a estrutura de PR que movimentaram pra limpar a barra da gata e ela lançar um documentário na Netflix. Uma grana violenta gasta em pura mediocridade — chacal de mamy tchesca (@abruxaradpass) November 10, 2023

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  • Reality

    A Fazenda | Ex-namorado manda indireta para Kally com música de Tonzão

    25 de novembro de 2023 /

    O ex-namorado de Kally Fonseca, Alencar William, mandou uma indireta para a peoa de “A Fazenda 15” em seu Instagram. O cantor fez um post muito específico após Kally se envolver em uma treta generalizada na manhã deste sábado (25/11). Num vídeo publicado no Stories, ele apareceu dançando com a filha a coreografia de “Desenrola, Bate, Joga de Ladin”, da banda Os Hawaianos, que destaca a voz de Tonzão Chagas, integrante do reality da Record TV. O conteúdo foi publicado logo após Tonzão discutir com Kally e Cezar Black, acusando o ex-BBB teria agido com “falta de respeito” ao deitar com Kally embaixo do mesmo edredom quando a peoa ainda tinha um relacionamento fora do programa. “Uma mulher comprometida ficar debaixo do edredom contigo é maneiro? É papo reto, pô!”, disse Tonzão. Junto do vídeo, Alencar escreveu: “Minha filha gosta muito dessa música do Tonzão e, agora, eu também”. O cantor foi dispensado por Kally durante o reality show, por meio de uma gravação no Kwai. Durante o programa, a cantora assumiu ter sentimentos por Cezar Black e expôs incômodo pela forma com que era tratada pelo ex. 🚨DEBOCHE: Após a briga de Tonzão Chagas com Cézar Black e Kally Fonseca, o Alencar, ex-namorado de Kally, publicou um vídeo e internautas especulam como um deboche. #AFazenda pic.twitter.com/fvz8STA43L — COXIXADA (@coxixada) November 25, 2023

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  • Música

    Erasmo Carlos lança música póstuma com Gaby Amarantos

    24 de novembro de 2023 /

    Um ano após sua morte, o cantor Erasmo Carlos teve uma música nova revelada. A faixa lançada nesta sexta (24/11) é uma parceria com Gaby Amarantos, chamada “A Menina da Felicidade”, e lembra a fase samba rock do cantor. A gravação faz parte de um disco que Erasmo começou a gravar no ano passado e que será finalmente editado em abril de 2024. A gravadora Som Livre deu mais detalhes do projeto no Instagram oficial de Erasmo. “Em 2024, o álbum que Erasmo planejou chega ao mundo pela Som Livre e ‘A Menina da Felicidade’ é a primeira amostra desse trabalho, feito apenas de canções inéditas. A jovem guarda da nossa música é muito bem representada aqui pela estrela Gaby Amarantos, uma das mais importantes vozes do Brasil dos novos tempos. Gaby se veste de natureza em um lindo dueto com Erasmo”. Em seguida, o texto explica que o disco mirava as novas tendências da música e um público mais jovem. “A ideia era chegar justamente no futuro da Jovem Guarda, ou seja, nas meninas e nos meninos que fazem hoje a nova história da música. Erasmo registrou ideias, rabiscou letras, esboçou melodias, gravou ‘demos’ e fez canções inteiras”, acrescenta o texto. O disco póstumo conta produção de Marcus Preto e o filho de Erasmo, Leo Esteves, e contará com outra faixa com vocais de Erasmo. O resto do álbum trará participações de convidados, como Tim Bernardes (um dos últimos parceiros do cantor) e Russo Passapusso, do BaianaSystem. O material cobre descobertas do filho de Erasmo, a partir de cadernos de letras que o artista deixou, com rabiscos diversos, bilhetes e poemas – material que vai de 1973 até pouco antes da morte do cantor e fará parte da arte gráfica do álbum – , além de fitas demos com material inédito e raro.

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  • Filme,  Reality,  Série

    Estreias | 10 novidades da semana para ver no streaming

    24 de novembro de 2023 /

    A seleção de novidades do streaming destaca cinco séries e cinco filmes. A lista passa por “Rio Connection”, coprodução internacional da Globoplay, e a biografia de Brigitte Bardot entre as séries, além da animação Leo e a comédia candidata a cult “Bottoms”, sem esquecer do blockbuster “O Protedor: Capítulo Final” e do documentário musical “Elis e Tom, Só Tinha que Ser com Você” em VOD. Confira abaixo lista completa dos melhores lançamentos da semana.   SÉRIES   RIO CONNECTION | GLOBOPLAY   Ambientada nos anos 1970, a série nacional explora a intricada rede de tráfico de heroína estabelecida no Brasil, formando uma rota estratégica para os Estados Unidos. A obra é dirigida por Mauro Lima (“Meu Nome Não É Johnny”), destacando-se por sua alta qualidade de produção e um elenco que combina talentos estrangeiros e brasileiros. A trama se aprofunda na vida de três criminosos europeus – Tommaso Buscetta (Valerio Morigi), Fernand Legros (Raphael Kahn) e Lucien Sarti (Aksel Ustun), com a presença marcante da atriz Marina Ruy Barbosa no papel de Ana Barbosa, uma cantora de boate que navega entre o glamour e os perigos associados ao submundo do crime. Inspirada em eventos reais, a trama desenrola-se em torno do plano do famoso mafioso Tommaso Buscetta e seus comparsas para usar o Rio como conexão do tráfico internacional. A trama mergulha nos detalhes da operação criminosa, destacando a compra da droga a preços baixos e a revenda por valores elevados. A série também explora a complexidade dos personagens, evitando retratá-los como criminosos unidimensionais e oferecendo uma visão mais humana e empática de suas vidas, apesar de suas ações sombrias. Coprodução internacional com a Sony, apesar de brasileira a série é falada em inglês. Conta com oito episódios e também inclui no elenco Nicolas Prattes, Gustavo Pace e Alexandre David, interpretando policiais brasileiros, além de Maria Casadevall, Carla Salle, Felipe Rocha e Rômulo Arantes Neto.   COMPANHEIROS DE VIAGEM | PARAMOUNT+   A minissérie adapta o romance homônimo de Thomas Mallon, ambientado em Washington, D.C., durante os anos 1950 – a era McCarthy, auge do conservadorismo americano – , mas também avança no tempo para os anos 1980, período de intensa homofobia. Distribuída em oito episódios, a história acompanha a longa e apaixonada relação entre dois homens, Tim (interpretado por Jonathan Bailey), um jovem idealista e católico, e Hawk (Matt Bomer), um charmoso operador político. Os dois personagens, vindos de mundos distintos, se envolvem em um romance intenso e condenado à tragédia. A adaptação foi criada pelo escritor Ron Nyswaner, conhecido por seu trabalho em filmes e séries de temas LGBTQIA+, com destaque para o premiado longa “Philadelphia” de 1993, que foi um marco na representação do HIV/AIDS no cinema. Sua história combina política, romance queer e suspense de espionagem, utilizando dois períodos sombrios da história dos Estados Unidos como pano de fundo. Apesar de se desenrolar em torno de eventos reais, como a caça às bruxas de McCarthy (anticomunismo como fobia social) e a crise da AIDS nos anos 1980, a atração não se limita a ser apenas uma reconstituição histórica ou uma peça moral sobre a crueldade do governo em relação à comunidade LGBTQIA+. Em seu âmago, está um romance verdadeiro e cativante, reforçado pelas atuações de Bailey e Bomer, com direito a cenas de sexo bastante gráficas. De fato, a dinâmica de poder na relação sexual entre Hawk e Tim é explorada sem suavizar as arestas para o público heterossexual, o que faz da série uma das representações menos comedidas do amor gay, destacando-se por abordar o assunto de forma ousada.   BRIGITTE BARDOT | FESTIVAL VARILUX DO CINEMA FRANCÊS   Trazida ao Brasil pelo Festival Varilux do Cinema Francês, a minissérie é uma homenagem à emblemática atriz Brigitte Bardot, destacando os primeiros dez anos de sua carreira. Criada pela veterana cineasta Danièle Thompson (roteirista dos clássicos “Rainha Margot” e “Prima, Primo”) e seu filho Christopher Thompson, traz a argentina Julia de Nunez no papel icônico. E em alguns momentos, é possível confundir as duas, ainda que o carisma único da verdadeira Bardot seja inimitável. O elenco também destaca Victor Belmondo, neto do lendário ator Jean-Paul Belmondo, como o cineasta Roger Vadim, primeiro marido e responsável por revelar a estrela ao mundo. “Bardot” aborda os aspectos cruciais e desafios enfrentados pela atriz na França dos anos 1950, uma época marcada pelo sexismo e a dominação patriarcal, e culmina na sua transformação em sex symbol internacional nos anos 1960. Além de recriar diversos papéis antológicos em clássicos como “E Deus Criou a Mulher” (1956), de Roger Vadim, “A Verdade” (1960), de Henri-Georges Clouzot, e “Desprezo” (1963), de Jean-Luc Godard, o enredo também explora a vida privada, relações amorosas e a maneira como Bardot lidou com a atenção intensa da mídia, destacando sua luta contra a objetificação e a busca por sua identidade em meio à fama avassaladora. A cinematografia e as atuações são pontos fortes da produção, que, apesar de uma abordagem tradicional, oferece uma perspectiva renovada sobre a jornada da estrela. Com seis episódios, a produção pode ser vista na íntegra e de graça no site do Festival Varilux do Cinema Francês (https://variluxcinefrances.com/) até o dia 22 de dezembro.   DOCTOR WHO: THE STAR BEAST | DISNEY+   O primeiro dos três especiais de 60 anos de “Doctor Who” marca a estreia da franquia na Disney+ e o retorno triunfante de David Tennant como o Doutor, acompanhado por Catherine Tate como sua companheira Donna Noble. O episódio também é o primeiro de uma nova fase sob comando do renomado Russell T Davies, de volta para ditar os rumos da série clássica, que ele relançou em 2005. A trama baseia-se em uma história em quadrinhos de 1980 do Doutor, que foi atualizada para incorporar a versão de Tennant, considerado o melhor intérprete do protagonista (à frente da série de 2005 a 2010). A trama começa com o reencontro do Doutor e Donna, que não se veem há 15 anos, para resolver o mistério do acidente de uma nave espacial em Londres, e embora o episódio mantenha elementos clássicos de “Doctor Who”, como viagens no tempo e encontros com alienígenas, ele também aborda temas mais profundos relacionados à identidade e à humanidade. A história de Donna, que teve as memórias de suas aventuras apagadas e agora é casada e mãe, adiciona complexidade à personagem, enquanto Tennant traz uma nova profundidade a seu papel, mesclando traços dos Doutores que vieram após sua versão original. O episódio também introduz uma série de novos personagens, incluindo Yasmin Finney como Rose Noble, filha de Donna. E prepara terreno para mais dois especiais como parte das celebrações do 60º aniversário da série: “Wild Blue Yonder” e “The Giggle”. Este último traz Neil Patrick Harris como um vilão clássico, o Fabricante de Brinquedos (The Toymaker), visto pela última vez em 1966, e serve de passagem para um novo protagonista. O ator Ncuti Gatwa (o Eric de “Sex Education”) será o Doutor a partir da 14ª temporada, prevista para ir ao ar em 2024. Para quem não sabe, o artifício narrativo que justifica as mudanças de intérpretes é simples: sempre que o Doutor é ferido de morte, ele(a) se transforma em outra pessoa, ganhando não apenas nova aparência, mas também um nova personalidade, ainda que mantenha intacta toda a sua memória. O truque foi a forma encontrada pelos produtores para continuar a série quando William Hartnell (1908–1975), o primeiro astro de Doctor Who, resolveu largar o papel na metade da 4ª temporada original (exibida em 1966).   ROUND 6: O DESAFIO | NETFLIX   O reality de competição é baseado em “Round 6”, série de maior audiência da Netflix em todos os tempos, e acompanha 456 competidores em uma disputa por um prêmio de US$ 4,56 milhões, o maior já entregue numa disputa televisiva. A competição é realizada em um cenário que replica a estética da série, incluindo os uniformes e os designs dos ambientes, mas sem a natureza sinistra do torneio sangrento. Em “O Desafio”, a violência letal é substituída por tintas que simulam a morte dos competidores eliminados. O programa tenta encontrar um meio-termo entre as competições convencionais e o conceito distópico de “Round 6”, introduzindo elementos de drama e táticas psicológicas. As dinâmicas sociais e as estratégias de jogo são elementos-chave nos episódios, com alianças e habilidades interpessoais se mostrando tão importantes quanto a habilidade nos jogos. Entretanto, a produção também é uma contradição, pois indica que a Netflix não compreendeu a mensagem crítica da trama de Hwang Dong-hyuk. A obra sul-coreana foi aclamada por sua representação intensa e brutal de pessoas desesperadas, que participam de jogos mortais por uma chance de escapar de dívidas esmagadoras, servindo como uma alegoria do capitalismo e da desigualdade socioeconômica, onde a dignidade humana e a vida são sacrificadas por entretenimento. A trama critica a exploração dos desfavorecidos e a indiferença dos milionários, usando a violência extrema e as situações desesperadoras dos personagens para enfatizar seu ponto. Quando a Netflix transforma o conceito em uma competição real, em vez de um comentário sobre a desumanização e a exploração, “Round 6” se materializa como a mesma forma de entretenimento que, ironicamente, procurava condenar. FILMES   BOTTOMS | PRIME VIDEO   A nova comédia juvenil de Emma Seligman, que ganhou destaque com “Shiva Baby” em 2020, se passa no ensino médio, onde duas melhores amigas lésbicas, desajeitadas e desesperadas para perder a virgindade, tem a ideia de ensinar aulas de autodefesa para impressionar as líderes de torcida, mas logo viram catalisadoras de uma revolta feminista. Os papéis principais são vividos por Rachel Sennott, que foi a protagonista de “Shiva Baby”, e Ayo Edebiri, uma das estrelas da premiada série “O Urso” (The Bear), da Star+. Ao desenvolver a narrativa, a diretora quis explorar um gênero do qual os personagens LGBTQIA+ são historicamente excluídos, oferecendo uma visão crua e cheia de piadas sexuais explícitas, que contrasta com a inocência dos filmes de high school. A trama é centrada na busca de PJ e Josie pela atenção de Isabel e Brittany, as estrelas da equipe de torcida. Ao perceberem que as tentativas convencionais de aproximação resultam em fracasso, elas decidem criar uma aula de autodefesa, que rapidamente se transforma em um clube de luta. Logo, o projeto começa a ganhar vida própria, como um espaço para as personagens explorarem e expressarem sua raiva e frustrações, criando uma atmosfera de empoderamento feminino, ainda que sob pretextos questionáveis. Divertidíssimo e politicamente ousado, o filme caiu nas graças da crítica americana, atingindo 91% de aprovação no Rotten Tomatoes. Sua abordagem subversiva remete ao cultuado “Heathers” (ou “Atração Mortal”), lançado em 1989. Ambos abusam do humor negro para desafiar as convenções dos filmes sobre adolescente, apresentando uma narrativa cínica, personagens de moral ambígua e uma crítica mordaz à cultura do ensino médio americano.   LEO | NETFLIX   A animação produzida e estrelada (na dublagem em inglês) por Adam Sandler segue um lagarto de 74 anos que vive em um aquário na sala de aula de uma escola primária. Compartilhando o espaço com uma tartaruga chamada Squirtle (voz de Bill Burr), Leo tem passado seus dias observando gerações de alunos enfrentarem seus desafios juvenis. Tudo muda quando ele se dá conta de sua própria mortalidade e decide que precisa ver o mundo fora do aquário. Só que, na tentativa de fuga, Leo vacila e permite que as crianças descubram seu maior segredo: ele pode falar. Assim, o pequeno lagarto transforma-se em uma espécie de conselheiro para os estudantes que cuidam dele. O filme, dirigido por Robert Marianetti, Robert Smigel e David Wachtenheim, conhecidos por seus trabalhos no humorístico “Saturday Night Live” (SNL), especialmente nos segmentos animados, é moldado por uma série de vinhetas onde Leo ajuda os estudantes com seus problemas pessoais, variando de ansiedade a dificuldades de socialização. Cada criança que leva Leo para casa descobre que ele pode falar, mas é persuadida a acreditar que só ela pode ouvi-lo. Através dessas interações, Leo oferece conselhos e apoio, encontrando um novo propósito em ajudar...

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  • Música

    Pedro Sampaio pega Deborah Secco em clipe quente

    23 de novembro de 2023 /

    Pedro Sampaio lançou na noite desta quinta (23/11) o clipe de “PocPoc”, em que contracena com a atriz Deborah Secco (“Elas por Elas”) em cenas quentes. Mistura de música eletrônica com batidas de funk, a música fala de posições e relações íntimas, e o vídeo ilustra a letra com cenas de pegação. Apesar do clima íntimo, Pedro e Deborah só se conheceram no dia da gravação. Eles compartilham cenas na cama, encostados na parade, no chuveiro e em meio a grupo de pessoas interessadas em compartilhar do mesmo momento. Por sinal, Pedro também agarra um rapaz durante a sequência de furor coletivo. Segundo Pedro Sampaio, o vídeo é um sonho em que ele realiza suas fantasias com Deborah. A direção é de Helder Fruteira, que já trabalhou com Criolo e MC Soffia.

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  • Música

    Roberto Carlos lança primeira música inédita em mais de uma década

    23 de novembro de 2023 /

    O cantor Roberto Carlos lançou nesta quinta-feira (23/11) a canção “Eu Ofereço Flores”, sua primeira gravação inédita em mais de uma década – desde “Esse Cara Sou Eu” e “A Mulher que Eu Amo”, de 2012. Composta pelo próprio cantor, a música evoca seus fãs num agradecimento pelo apoio ao longo das décadas. “E olhando pra vocês/Eu vejo esses sorrisos/ Que enfeitam minha vida/De alegria e cores/De todo o coração/Por tudo isso então/Eu ofereço flores”, diz a letra. Com andamento lento e arranjo orquestral, a canção foi apresentada pela primeira vez num show comemorativo dos 82 anos de Roberto, no dia 19 de abril deste ano, em Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, cidade natal do cantor. Mas só agora ganhou registro oficial. Roberto deve cantar “Eu Ofereço Flores” na gravação de seu especial de fim de ano da TV Globo, que vai acontecer no próximo dia 29 de novembro numa casa de shows do Rio de Janeiro.

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  • Música

    Lara, filha de Faustão, segura galo no colo na capa do primeiro EP: “Não tem sentido”

    22 de novembro de 2023 /

    Lara, filha de Fausto Silva, venceu a timidez e lançou seu primeiro EP nesta quarta-feira (22). No entanto, a capa do projeto musical é bastante inusitada para quem vê de fora, já que a artista aparece vestindo um traje vermelho de gala e segurando um galo no colo. A cantora explicou ao jornal Extra que a capa de “Faíscas” não tem necessariamente um significado e foi feita apenas para causar um estranhamento à primeira vista. “É uma coisa que não tem explicação, ou talvez tenha, mas demore um tempo”, ponderou Lara. “No dia em que eu conheci o fotógrafo, falei pra ele: ‘Gleeson (Paulino), eu preciso fazer uma foto com uma roupa doidona e com um galo gigante nas mãos’. A gente o batizou de Frederico. Não sabia por que, mas estava com essa imagem na minha cabeça. Eu tenho uma clareza estética muito grande do tipo de imagem em que eu me vejo. É uma diversão criar.” Lara ainda fez questão de reforçar que a imagem surgiu de “uma questão de intuição” e o resultado ficou divertido, assim como aconteceu durante a sessão de fotos: “Não tem sentido, não tem um uma filosofia maior, não estou querendo fazer nada. É puramente pela diversão. Essa imagem é diferente, é engraçada, e eu amo essa foto!”, disse a artista, que acrescentou ter feito carinho no animal emprestado por um fazendeiro dos arredores onde estava posando.   Faíscas O EP “Faíscas” tem cinco músicas inéditas que foram feitas em “acampamento criativo” de três dias com os compositores Clara Valverde, Filipe Toca, Josefe, Pedro Serapicos e Lorena Chaves. A cantora não se arrepende de ter realizado a composição das faixas em grupo, pois o processo fluiu bem. “Eu levei vários rabiscos, fragmentos e começos de ideias e poemas soltos para mostrar a eles. E a gente desenvolveu. […] Às vezes, pra expor letras, ideias e poemas que são tão pessoais, você precisa confiar naquelas pessoas, ter abertura para estar livre, dar sugestão, experimentar, dar ideias. E aconteceu assim”, detalha Lara, que também gravou uma releitura de “Preciso Dizer Que Te Amo”, de Cazuza e Bebel Gilberto.

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  • Música

    Djonga pega fogo durante show e fica de cueca no palco

    20 de novembro de 2023 /

    Djonga levou um susto no palco durante um show realizado no domingo (19/11) em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Acontece que a bermuda que o rapper estava usando pegou fogo em decorrência de um erro pirotécnico. Conforme visto nas imagens da apresentação, Djonga não se deu conta de que foi atingido por um jato de fogo enquanto atravessava a passarela da atração. O artista acabou sendo avisado pelos fãs que estava pegando fogo e decidiu arrancar a bermuda ainda no palco. “Vou ter que cantar assim, será? Desse jeitão?”, ele brincou depois do susto. No Instagram, o rapper se pronunciou sobre o incidente pirotécnico sem perder a leveza: “Ontem foi por pouco, de verdade. E se vocês repararem quase pegou na minha cabeça o outro jato de fogo. Perna tá queimada, mas tô cuidando. Agora imagina se o mano não gosta de usar cueca? Que situação ia ser!”, escreveu nos Stories. Djonga também publicou um vídeo do momento em que sua bermuda começou a pegar fogo durante a apresentação. “Tentaram matar o mano de novo, mas o mano resiste. Obrigado, papai do céu e os orixás, tô bem. E aquelas coisas aqui ainda dão pra usar”, ele ainda brincou na postagem. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por @djongador

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    Finalista do “The Voice” chora após vender só 11 ingressos de show

    19 de novembro de 2023 /

    A cantora Thalita Pertuzatti, que ficou conhecida como a conhecida como a “Whitney Houston brasileira” ao ser finalista do “The Voice Brasil” em 2012, chorou nas redes sociais ao contar que vendeu apenas 11 dos 1400 ingressos disponíveis para um show no Rio de Janeiro, programado para o próximo sábado (25/11). “Esse é o apelo de uma cantora brasileira desesperada. E o seguinte: eu tô alguns dias divulgando um show que eu fiz pra música soul brasileira e eu tenho 11 ingressos vendidos. E isso me deixa muito assustada porque, como todos me conhecem, eu sou a ‘Whitney brasileira’. Só que como vem agregado, eu sou brasileira”, começou ela. “Tudo que foi feito nesse projeto foi feito com cada centavinho que tinha, não foram centavos extras, não. Eu tive que abrir mão de muita coisa: eu não viajo, eu não passeio. Às vezes, na rua, nem água eu bebo. Eu fico pensando que R$ 2 já é alguma coisa, um investimento na minha carreira porque tudo a gente paga”, continuou. Então ela voltou à volta de interesse do público. “Onze ingressos foram vendidos na casa de 1400 lugares. E, pasmem, o ingresso não é caro. Na verdade, custam apenas R$ 25. Não tenho patrocínio de ninguém”, disse, revelando que os músicos ensaiaram de graça e sua tia estava fazendo a roupa da apresentação. Ela ainda desabafou que contraiu uma dívida de R$ 7 mil para realizar o show. “Não estou aqui à espera de que as coisas caiam do céu. Estou na rua, ativa, fazendo acontecer. Decidi compartilhar isso aqui pois preciso do seu apoio. […] Talvez você não possa ir ao evento, mas seu vizinho pode”, acrescentou Thalita no vídeo. O desabafo foi publicado na noite de sexta (17/11), mas já na tarde deste sábado (18/11), ela voltou para contar que o número de ingressos vendidos para o evento aumentou. Ela agradeceu aos seguidores pelo apoio. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por 𝑻𝒉𝒂𝒍𝒊𝒕𝒂 𝑷𝒆𝒓𝒕𝒖𝒛𝒂𝒕𝒕𝒊 (@thalitapertuzatti)

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    Ebony viraliza com música trucidando os rappers brasileiros – que adoraram!

    15 de novembro de 2023 /

    A cantora Ebony lançou uma música empoderada nesta quarta-feira (15/11), em seu canal do YouTube: “Espero que Entendam”. A gravação segue a tradição do “diss”, o famoso “falar mal” das batalhas de rap, que desde “Roxanne’s Revenge” (1984) faz parte dos “50 anos de hip hop”. Na faixa, Ebony expõe, sem papas na língua, os rappers brasileiros, citando nominalmente BK’, Baco Exu do Blues, Filipe Ret, L7NNON, Orochi, Djonga e Kyan, entre outros, enquanto reclama da falta de apoio às mulheres da cena. “Espero que vocês entendam, vida / Adoro as músicas, mas preciso provar meu ponto / Eu tenho o rosto, eu tenho o corpo e eu tenho a rima / Se eu tivesse um p*u, os bofes iam tá mamando”, diz o refrão. Logo que saiu, na madrugada, o diss foi parar entre os tópicos mais comentados do X (antigo Twitter), a princípio muito criticado. Mas logo as opiniões mudaram, conforme a faixa foi ganhando enorme repercussão, inclusive entre os rappers citados.   Repercussão Um dos primeiros a comenter foi Baco Exu do Blues. Na música, Ebony cita a parceria que o rapper fez com Luísa Sonza. Diz a letra: “Soube que o Baco disse que eu sou superestimada por ser sudestina / Mas me botou nos melhores pra eu ver a rotina / No início achei que era onda / Aí ele foi e fez um feat com a Luiza Sonza / P*rra vida por favor se manda sustenta tua banca / Nem sou tua namorada e me trocou por branca”. Baco gostou da alfinetada. “Espero que depois de hoje toda essa galera continue consumindo o trampo da Ebony e de outras minas. Foi brabo, me lembrou 2016”, escreveu no X (antigo Twitter), mas depois apagou. L7nnon, sobre quem Ebony disse não ter decidido se era preto ou branco, publicou um vídeo no Instagram e também elogiou, falando da amizade que tem com Ebony e que a rapper merece ter mais visibilidade. “Conheço a Ebony mó tempão, bem no início da minha carreira. Sempre que a gente se vê, a gente fala muito sobre esse tempo… talvez você achou que iria se estressar ou rebater. Nós não está aqui para rebater, estamos aqui para voltar os olhares para as minas, para as pessoas que tem falta de oportunidade… Ebony é uma mina que sou fã, preta, que veio debaixo, estudada… uma pessoa que entende a parada mesmo”, disse o rapper. Filipe Ret foi outro fã, destacando a importância de cada artista seguir sua verdade. “Ai, Ebony amassou, tirou onda! Papo reto… o pique é esse mesmo, faz seu som, faz sua verdade… quem sou eu pra te falar alguma coisa também, para te aconselhar alguma coisa… mas parabéns, amassou, tirou onda”, aplaudiu. Já Major RD brincou com o comentário da letra, que fala que ele “só faz feat com quem ele come”. “Se a Ebony soubesse que eu não tô pegando nem resfriado ultimamente… Dias de Luta”, zoou o rapper.

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