Jojo Todynho reúne de Thammy Miranda a Rita Cadillac em novo clipe
A artista antigamente conhecida como Jojo Todynho lançou um novo clipe e uma nova frase para seu arsenal de bordões. Depois do fenômeno “Que Tiro Foi Esse”, ela emplacou “Arrasou Viado” entre os vídeos mais vistos do YouTube nacional. Um detalhe curioso é que produção foi disponibilizada sob o nome de uma nova artista, que é a mesma, com outro nome: Jojo Maronttinni. A música é uma composição de Anitta – em parceria com o DJ Batata, que fez “Que Tiro Foi Esse”. E repete o refrão até furar os tímpanos dos ouvintes. Já o clipe dirigido e produzido por Augusto Wyss (WYSSBRAZIL) lembra um comercial de programa de auditório, em que várias celebridades da sopa de letrinhas (LGBTQI+) se alternam no cenário com plateia, rebolando como se estivessem no Chacrinha. Com direito a ex-Chacrete na lista de convidados. Entre as caras e bocas estão Thammy Miranda, David Brazil, Carol Marra, Narcisa Tamborindeguy, Leo Áquila e Rita Cadillac. E há também membros da ONG “Mães pela Diversidade”, entre placas com palavras de ordem LGBTQIA+. “Todo mundo sabe do meu carinho e respeito pelo movimento LGBT. ‘Arrasou Viado’ é uma expressão que a gente fala no dia a dia, positiva, pra cima, otimista e o que a gente precisa agora é acreditar no amor, na felicidade e buscar o respeito pelo próximo, a tolerância”, ela explicou durante a divulgação da faixa. Sobre a patrulha das recalcadas, que quer monopolizar os “viados” da música pop e já tentou colocar Nego do Borel no paredão por um vídeo de proposta similar, a funkeira diz não se preocupar. “Eu não sou do tipo que liga pra nenhum tipo de critica, e muito menos as maldosas! Eu sou ligada em gente do bem, em energia positiva, no lado bom da vida. Eu curto bons conselhos, de quem me ama e me quer bem. O resto… o nome já diz, é resto!”, disparou.
Anitta vai ganhar série documental na Netflix
Os planos de conquista galática de Anitta deram um novo salto nesta quinta (12/7) com o anúncio da série “Vai Anitta”, que mostrará os bastidores da carreira da cantora e contará sua história “do baile funk para o mundo” na Netflix. “Sabe aquela expressãozinha que a gente usa: ‘a minha vida está tão louca que daria uma série’? Pois é. A minha deu”, disse Anitta no comunicado do anúncio da série documental. Com mais de 29,4 milhões de seguidores no Instagram, 2 bilhões de visualizações no YouTube e uma carreira internacional em ascensão, Anitta já se tornou a artista brasileira mais celebrada no mundo, com sucessos como “Downtown” – primeira música de uma artista brasileira a ser listada no Top 20 do Spotify – e “Vai Malandra” – que, além de quebrar todos os recordes brasileiros de streaming, foi a primeira canção nacional no Top 25 Mais Tocadas no Mundo, no Spotify. Com produção do Shots Studios, as gravações já estão acontecendo há bastante tempo. Uma equipe chegou a ser flagrada registrando um pocket show de Anitta em Miami há três meses. Na época, as imagens já eram identificadas como sendo um projeto da Netflix, embora os rumores aludissem a um documentário em longa-metragem. A ideia da produção é dar aos fãs a chance de ver a estrela em momentos íntimos e entender como ela constrói e gerencia sua própria carreira, com câmeras que terão acesso irrestrito e sem censura aos bastidores de sua agitada rotina: dos shows no Brasil às viagens pelo mundo, passando pela interação com os fãs nas redes sociais e sua vida pessoal. “Vai Anitta” será disponibilizada com exclusividade na plataforma de streaming, mas ainda não tem data de estreia prevista. Segundo boatos, Anitta também estaria negociando uma série animada para crianças com a Netflix, que disputa a preferência com o canal pago Gloob. Veja abaixo o anúncio em vídeo da produção, feito pela própria cantora, e a primeira prévia de “Vai Anitta”. Anitta em breve na Netflix, Anitta coming soon to Netflix, Anitta llega a Netflix. #AnittaNaNetflix pic.twitter.com/M5miTYLu82 — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) 12 de julho de 2018
Nego do Borel se solta e impacta em clipe com beijão em modelo
O canal do produtor Kondzilla divulgou o novo clipe de Nego do Borel, “Me Solta”. E ele já é o número 1 entre os mais vistos no YouTube nacional. Não é à toa. No vídeo dirigido por Lucas Romor, a força do pancadão e o refrão contagiante colocam o morro para dançar, transformando em baile funk as ruas do Borel, no Rio, onde personagens coloridos se multiplicam em coreografias espontâneas. O mais colorido, claro, é o próprio Nego de cabelo tingido de loiro, batom, salto alto, bolsa e camiseta vermelha-cheguei bem justa, num modelito que exalta a vontade de dançar descrita pela canção, numa referência ao espírito alegre LGBT e às mulheres que querem ter direito de dançar sem ser importunadas – “me solta, p*rra”. A surpresa para quem acompanha a carreira do funkeiro, que já aprontou em outros clipes com Anitta, Maiara e Maraísa, é que Borel se soltou mesmo, com beijão na boca do modelo Jonathan Dobal, um dos bonitões que integram o programa “Ferdinando Show”, no Multishow. O resultado impactou. Os fãs curtiram, decoraram facinho o refrão e em poucos minutos lotaram a página do YouTube de comentários, falando principalmente do beijo. Preconceituosos formaram minoria pouco barulhenta, diante de quem saiu rindo do babado, ainda que atordoado pelo pancadão a 150 bpms. Mas também teve politicamente correto que achou uma afronta ao movimento LGBT – não pode, porque ele é hetero e tem foto com Bolsonaro, como se também não tivesse foto com a bandeira do arco-íris – , provando mais uma vez que a militância de esquerda é tão moralista quanto os movimentos mais reacionários de tradição, família e propriedade – se solta, p*rra.
Bruno Gagliasso vai viver o cantor Leonardo no cinema
Em meio a polêmicas nas redes sociais, o ator Bruno Gagliasso segue com a agenda cheia e bastante disputado para trabalhos no cinema. Segundo o colunista Flávio Ricco do UOL, ela está confirmado para interpretar o cantor sertanejo Leonardo em cinebiografia a ser dirigida por Mauro Lima, intitulada “Não Aprendi Dizer Adeus”. Ele é o único nome confirmado na produção até o momento. E não há previsão para o começo das filmagens justamente por conta dos compromissos de Gagliasso para os próximos meses. O ator está escalado para ser um dos protagonistas de “O Sétimo Guardião”, a futura novela das nove. Assim, ele somente poderia fazer o longa depois do fim das gravações da Globo, o que só deve ocorrer no primeiro semestre de 2019. Apesar da carreira bem-sucedida na televisão, possui uma carreira ainda tímida nos cinemas com apenas três longas nos currículo: “Mato sem Cachorro” (2013), “Isolados” (2014) e “TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva” (2017). Mas logo vai dobrar este número, pois já filmou os vindouros “Todas as Canções de Amor” e “Loop”, e atualmente trabalha em “Marighella”. Já Mauro Lima vem se especializando em cinebiografias, como “Tim Maia” (2014) e “João, o Maestro” (2017), sobre João Carlos Martins, sem esquecer “Meu Nome Não é Johnny” (2008), focado no traficante João Guilherme Estrella. Atualmente, ele também desenvolve “Casagrande e Seus Demônios”, sobre o jogador de futebol que virou comentarista da rede Globo.
Filme musical estrelado pela dupla Anavitória ganha primeiro trailer
A Galeria Distribuidora, braço da Vitrine Filmes dedicado ao lançamento de filmes com maior apelo comercial, divulgou o pôster, três fotos e o primeiro trailer de “Ana e Vitória”, comédia romântica musical estrelada por Ana Caetano e Vitória Falcão, da dupla Anavitória. O filme leva a parceria musical das artistas de Tocantins ao cinema. Na trama, as duas vivem cantoras que se conhecem em uma festa e decidem se arriscar no mundo da música. Apesar de ser um trabalho de ficção, a obra tem paralelos com a realidade, já que o filme é “uma ideia” de Felipe Simas, o empresário que as “descobriu”, e mostra como um empresário carioca as leva a atingir o estrelato. O elenco conta ainda com Bruce Gomlevsky (“Polícia Federal – A Lei É para Todos”), Erika Mader (“Somos Tão Jovens”), Thati Lopes (“Porta dos Fundos”) e apresenta Clarissa Müller, “influenciadora digital” que, além de atuar, também canta no longa – considere como uma nova “descoberta”. Com roteiro e direção de Matheus Souza (“Tamo Junto”), produção musical do cantor Tiago Iorc e canções da dupla, o filme tem estreia marcada para 2 de agosto.
Netflix e Gloob disputam série animada da cantora Anitta
A Netflix e o canal pago infantil Gloob, da Globosat, estariam disputando ferrenhamente os direitos do desenho animado “Clube da Anittinha”, segundo a coluna Radar da revista Veja. O projeto para crianças estrelada pela cantora Anitta foi concebido originalmente como um especial em DVD, mas o interesse do mercado fez o projeto evoluir para uma série animada. A própria Anitta dubla sua personagem animada. E entre os demais personagens estão seus pais e amigos da vida real. Até mesmo os cachorrinhos da cantora terão uma versão animada. Só o marido da cantora, Thiago Magalhães, ficou de fora, porque a Anittinha ainda é criança na produção. O trabalho infantil também incluirá músicas e, como é praxe na carreira de Anitta, videoclipes.
Clipe junta Anitta e Silva numa estética de pop art
Anitta não para. Ela está em mais um clipe, “Fica Tudo Bem”, participando de um dueto romântico com Silva, cantor da nova MPB. A música é muito diferente do que se espera de Anitta, baseada em violão e voz, sem recursos eletrônicos. Já o vídeo remete ao período de “Essa Mina É Louca”, quando os clipes da cantora esboçavam influências de quadrinhos. “Fica Tudo Bem” atualiza e radicalizada essa estética “pop art” com cores vivas e imagens surreais. Não fosse o fato de os diretores (a dupla Hardcuore, composta pelos artistas gráficos Breno Pineschi e Rafael Cazes) gravarem muitos comerciais com a mesma pegada, seria o caso de apontar influência dos clipes da artista americana St. Vincent. Vale destacar que a direção de fotografia é assinada por Marcelo Durst, cinematógrafo de clássicos modernos do cinema brasileiro, como “Os Matadores” (1997), “Ação Entre Amigos” (1998), “Estorvo” (2000) e o recente “Big Jato” (2016). Anitta contou em entrevista ao programa “Vídeo Show”, que aceitou prontamente o convite para gravar o dueto com Silva. “Quando eu gosto da música, eu não fico pensando muito no amanhã não. Eu gostei, eu gravo e faço. E essa música eu amei.” “Fica Tudo Bem” é uma das 13 faixas do disco “Brasileiro”, o quinto e mais recente trabalho do cantor capixaba de 29 anos. Lançada há três semanas, a música chegou a entrar no ranking global das 50 músicas virais do Spotify. Antes de ganhar clipe, o áudio da faixa contava com mais de 1,2 milhão de reproduções no canal de Silva no YouTube. O cantor foi indicado ao Grammy Latino de 2017 de Melhor Álbum de MPB com “Silva Canta Marisa”, disco dedicado à cantora fluminense de quem também se declara fã.
Cristiana Oliveira vive romance lésbico em clipe de Dani Vellocet
A cantora Dani Vellocet, uma das melhores vozes do novo pop brasileiro, lançou o clipe de “A Rainha e o Leão”, que chama atenção pela presença de Cristiana Oliveira. A atriz que estourou nos anos 1990, durante a febre da novela “Pantanal”, vive um romance lésbico numa pista de patinação, numa encenação de visual glitter e retrô. Mas a historinha de amor tem uma guinada de thriller, quando um homem assedia sua namoradinha, interpretada pela bela Julia Konrad (atualmente em cartaz nos cinemas em “Paraíso Perdido”). Curiosamente, Cristiana já tinha interpretado lésbicas em dois trabalhos televisivos, sendo um deles a novela “Insensato Coração”, mas, como a TV brasileira é ultraconservadora, nunca havia trocado carinhos com outra atriz em cena como no clipe. O vídeo tem direção e edição de J. Brivilati, destaque do meio publicitário brasileiro, que conta com quatro leões de Cannes no currículo. Terceiro single de Dani Vellocet, “A Rainha e o Leão” inspirou o tema dos anos 1980 do clipe com uma melodia que evoca a época, com direito até a solo de saxofone. Segundo a cantora santista, a letra é autobiográfica e remete à sua chegada em São Paulo. Multitalentosa, ela também assina o roteiro.
Paraíso Perdido é experiência catártica poucas vezes vista no cinema brasileiro
Os musicais começaram a bombar nos Estados Unidos durante o período da chamada Grande Depressão, na virada dos anos 1920 para 1930, aproveitando o advento do cinema sonoro. Ir ver um musical tinha, portanto, um simbolismo imenso: a necessidade de encontrar em uma espécie de oásis em meio a turbulência do mundo lá fora. É isso que José, o personagem de Erasmo Carlos, proprietário da boate Paraíso Perdido, oferece aos que adentram o novo filme de Monique Gardenberg: esqueçam todos os seus problemas, esqueçam sua vida lá fora, bem-vindos ao “Paraíso Perdido”. Mais ou menos isso. E, de fato, o que se experimenta ao longo da duração do filme é realmente quase duas horas de trégua da dura vida. Não só isso. Por ser um musical, “Paraíso Perdido” não tem a preocupação de buscar fidelidade no campo do naturalismo das atuações e nem de fazer sentido em sua complicada trama familiar. As cores da fotografia, o gosto pelo brega e o respeito imenso ao amor (homo ou hetero) facilitam uma identificação com o cinema de Pedro Almodóvar, mas as canções, a maioria delas classificadas por muitos como bregas, são muito brasileiras, o que confere raízes absolutamente nacionais à trama. Como não gostar de um filme que já começa com uma bela interpretação de “Impossível Acreditar que Perdi Você”, de Márcio Greyck? E a música tem até mais espaço do que a fala ao longo da narrativa. As canções, além de muito queridas por todos os personagens, são fundamentais para que a experiência de se assistir ao filme seja arrebatadora, com vários momentos de arrepiar, em especial para quem não tem preconceito com canções mais populares e carregadas de emoções. Assim, há espaço para canções de Reginaldo Rossi, Odair José, Waldick Soriano, Belchior, Zé Ramalho fazendo cover de Bob Dylan, Gilliard, Roberto e Erasmo e até o jovem Johnny Hooker. As melhores interpretações são as de Julio Andrade. Talvez o melhor ator de sua geração, Andrade dá um show também na hora de subir no palco. O que dizer quando ele sobe para canar “Não Creio em Mais Nada”, clássico do rei da depressão Paulo Sérgio? É demais o que a obra faz sentir, talvez chorar, e se deliciar. E principal: o respeito com todo esse material explorado na tela é lindo. Além de Andrade, há também interpretações belas de Seu Jorge (quem diria que um cantor seria passado para trás por um ator), por Jaloo, por Marjorie Estiano e pelo próprio Erasmo Carlos. Sua presença ali é mais do que simbólica. Parceiro do Rei e influência direta na formação da maioria dos cantores românticos da década de 1970, o Tremendão não precisa se esforçar para cantar bem. Basta estar lá e cantar uma das faixas. Ele é o patriarca de uma família um pouco problemática e que comanda aquele espaço paradisíaco noturno. Somos apresentados à família por meio do personagem do policial Odair (Lee Taylor), que é convidado para ser o guarda-costas do neto homossexual, que se apresenta travestido nos shows. Odair aceita, encantado com aquele lugar. Não demora para descobrirmos que há uma estreita ligação entre ele e aquela família. Transbordando amor por todos os lados, “Paraíso Perdido” tem suas quase duas horas de música, intrigas amorosas e traumas do passado plenamente abraçados pela audiência, em uma experiência catártica poucas vezes vista no cinema brasileiro, ao menos no que se refere ao uso da música. Além de resgatar a música sentimental do passado, o trabalho mais belo da diretora de “Ó Paí, Ó” tem uma elegância no uso dos movimentos de câmera, dos campos e contracampos tão bem usados nas cenas de apresentações na boate (destaque para a cena em que uma personagem informa estar grávida usando libras) e uma direção de arte e uma fotografia em tons quentes. Um dos melhores acontecimentos deste estranho e sombrio ano.
Fernanda Montenegro e Camila Pitanga participam de clipe da Anistia Internacional com cantores brasileiros
A Anistia Internacional Brasil comemorou os 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos com o lançamento de um clipe musical intitulado “Manifestação”, uma gravação coletiva que busca chamar atenção para a defesa desses direitos universais. E em meio a dezenas de cantores brasileiros de gerações e estilos diferentes, como Chico Buarque, Ludmilla e Criolo, acabou se destacando a participação de quatro atrizes, igualmente bem distintas: Fernanda Montenegro, Letícia Sabatella, Camila Pitanga e Roberta Estrela D’Alva. Unidos no mesmo tom, os artistas da seleção cultural brasileira cantam contra o racismo, a homofobia, a fome e as desigualdades sociais, com um refrão proclamador. “E proclamamos que não se exclua ninguém senão a exclusão”. A letra é do escritor Carlos Rennó e a música foi composta por Russo Passapusso (do BaianaSystem), pelo rapper Rincón Sapiência e pelo maestro e compositor Xuxa Levy. Já o clipe, que combina imagens dos artistas em estúdio e cenas de protestos nas ruas do país, foi dirigido pelo cineasta João Wainer (do documentário “Junho: O Mês que Abalou o Brasil”) e o fotojornalista Fabio Braga. Ao final, o vídeo informa o listão dos participantes, que além dos já citados inclui Pericles, Rael, Rico Dalasam, Paulo Miklos, As Bahias e a Cozinha Mineira, Luedji Luna, Xenia França, Ellen Oleria, BNegao, Felipe Catto, Chico César, Paulinho Moska, Pretinho da Serrinha, Pedro Luis, Marcelino Freire, Ana Canãs, Márcia Castro, Larissa Luz, Siba Veloso e Marcelo Jeneci.
Rincon Sapiência lança um dos melhores clipes do ano
Rincon Sapiência lançou um de seus melhores clipes, “Crime Bárbaro”, que, pela sincronicidade, tem rendido comparações com “This is America”, de Donald Glover/Childish Gambino, em sua página no YouTube. Em comum, os dois tem cenas desesperadas de perseguição, em que os rappers correm da polícia. Mas as concepções são completamente diferentes. O clipe americano integra o cenário – um estúdio vazio, que se revela um galpão enorme – de forma teatral na trama, enquanto o brasileiro não tem cenário algum. “Crime Bárbaro” é um clipe de cenário virtual, um buraco negro escuro, do qual Rincon corre sangrando, com a polícia no seu encalço. O ótimo trabalho do diretor Nixon Freire, com experiência em publicidade, faz uso de computação para criar ilusão de espaço, tempo, clima – com direito a chuva. Nisso, lembra a violência estilizada de “Sin City”. A correria sem fim complementa a letra – “Canela fina é pra correr! Se me pegarem vai doer!” – , mas também é uma metáfora crítica, capaz de juntar a alusão lírica ao Senhor do Engenho da época da escravidão à materialização da figura do capitão do mato dos dias de hoje, fardado como agente da lei. Vai pra lista de fim de ano com os melhores clipes de 2018.
Minissérie sobre a banda Mamonas Assassinas volta a vida na Record
A rede Record desengavetou a minissérie sobre a banda “Mamonas Assassinas”, após um novo roteiro de Carlos Lombardi (da novela “Pé na Jaca”). A informação é da coluna de Flavio Ricco no Uol. A produção ia começar há dois anos, mas acabou paralisada devido a desentendimentos entre o autor Carlos Lombardi e os familiares da banda sobre a abordagem da história, além da demora na liberação da verba da Ancine, que não aconteceu dentro do cronograma traçado. A Record esperou os problemas se desenrolarem, financeira e criativamente, para viabilizar a produção. Inicialmente, será uma missérie em cinco capítulos que, depois, compactada, dará origem a um filme. Ou seja, o contrário do que a Globo faz em suas coproduções – como “Gonzaga: De Pai pra Filho”, que foi filme antes de virar minissérie. A produtora Total Filmes vai começar, a seguir, a definir elenco e equipe, inclusive diretor. Mas ainda não há previsão para a estreia.
Cleo Pires lança primeiro clipe e assume estética gótica
A atriz Cleo Pires lançou seu primeiro clipe musical. Ela já tinha lançado dois lyric-videos, mas “Jungle Kid” é o primeiro a seguir as convenções do formato. E elas estão todas lá, como uma produção dos anos 1980, com cenas da cantora em preto e branco, mas principalmente preto, à frente de sua banda, andando por escadas e corredores sombrios e tendo imagens projetadas sobre seu corpo, numa evocação do tema gótico proposto pelo andamento arrastado – à la The Cure. O vídeo convencional, dirigido pelo premiado fotógrafo de moda Jacques Dequeker, não impede uma surpresa: a música é boa. Cantada em inglês, com forte atmosfera sombria, a letra reflete um pouco da história da própria Cleo, que se descreve como uma garota selvagem, criando caos conforme cresce, como forma de lidar com a dor e sobreviver – sabe-se lá ao quê, mas ricos também sofrem. Vale lembrar que dois irmãos da atriz também são atores-cantores: Fiuk e Antonia Morais.












