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  • Filme

    Steven Spielberg se iguala a Martin Scorsese com nove indicações ao Oscar

    24 de janeiro de 2023 /

    O cineasta Steven Spielberg fez história no Oscar. Ao ser indicado ao prêmio de Melhor Direção no Oscar 2023 por seu filme autobiográfico “Os Fabelmans”, Spielberg se tornou o terceiro cineasta a ser nomeado em nove ocasiões diferentes. As outras indicações do diretor foram por “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1978), “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981), “E.T. o Extraterrestre” (1982), “A Lista de Schindler” (1993), “O Resgate do Soldado Ryan” (1998), “Munique” (2005), “Lincoln” (2012) e “West Side Story” (2021). Ele venceu apenas duas vezes, por “A Lista de Schindler” e “O Resgate do Soldado Ryan”. Com isso, Spielberg (que também é o único cineasta a concorrer a prêmios em seis décadas diferentes) se igualou ao colega Martin Scorsese (“O Irlandês”), que também tem nove indicações a Melhor Direção. Ainda assim, ambos estão atrás de William Wyler (“Ben Hur”), que concorreu a incríveis 12 estatuetas e venceu três. Spielberg, entretanto, também possui 12 indicações a Melhor Filme, como produtor, e este ano ainda obteve a primeira indicação da carreira ao Oscar de Melhor Roteiro Original. “Os Fabelmans” é uma dramatização das memórias de infância e adolescência do diretor, que se inspirou em sua própria vida para contar uma história de amor pela família e pelo próprio cinema. Além da indicações para Melhor Diretor, a obra também concorre a Melhor Filme, Melhor Atriz (para Michelle Williams), Melhor Ator Coadjuvante (para Judd Hirsch), Melhor Roteiro, Melhor Design de Produção e Melhor Trilha Sonora.

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  • Etc,  Filme

    Michael Lonsdale (1931 – 2020)

    21 de setembro de 2020 /

    O ator Michael Lonsdale, que ficou conhecido como o herói de “O Dia do Chacal” e o vilão de “007 Contra o Foguete da Morte”, morreu nesta segunda-feira (21/8) em sua casa em Paris aos 89 anos, após uma carreira de seis décadas. Filho de pai britânico e mãe francesa, Lonsdale cresceu em Londres e no Marrocos, onde descobriu o cinema de Hollywood em sessões com as tropas americanas durante a 2ª Guerra Mundial, mas só foi se dedicar às artes ao regressar a Paris em 1947, por influência de seu tio Marcel Arland, diretor da revista literária NRF. Ele estreou no teatro aos 24 anos e logo se mostrou interessado por experiências radicais, em adaptações de Eugène Ionesco e em parcerias com Marguerite Duras. A estreia no cinema aconteceu em 1956, sob o nome Michel Lonsdale. Ele participou de várias produções francesas até sofrer sua metamorfose, virando Michael ao ser escalado por Orson Welles em “O Processo” (1962), adaptação do célebre texto de Kafka rodada na França com Anthony Perkins e Jeanne Moreau. Dois anos depois, voltou a ser dirigido na França por outro mestre de Hollywood, Fred Zinnemann, no drama de guerra “A Voz do Sangue” (1964). Mas apesar da experiência com dois dos maiores cineastas hollywoodianos, decidiu retomar o nome Michel e mergulhar no cinema de arte francês, atuando em clássicos da nouvelle vague como “A Noiva Estava de Preto” (1968) e “Beijos Proibidos” (1968), ambos de François Truffaut, “Sopro no Coração” (1971), de Louis Malle, e “Não me Toque” (1971) e “Out 1: Spectre” (1972), os dois de Jacques Rivette. Entretanto, Fred Zinnemann não o esqueceu e se tornou responsável por introduzi-lo no cinema britânico, ao lhe dar um papel de destaque na adaptação do thriller “O Dia do Chacal” (1973), como o obstinado detetive Lebel, que enfrentou o vilão Carlos Chacal. Ele chegou a ser indicado ao BAFTA (o Oscar britânico), mas não foi desta vez que voltou a ser Michael, permanecendo no cinema francês com papéis em “Deslizamentos Progressivos do Prazer” (1974), de Alain Robbe-Grillet, e “O Fantasma da Liberdade” (1974), de Luis Buñuel, onde chegou a mostrar seu traseiro em cenas sadomasoquistas, pelo “amor à arte”. Paralelamente, aprofundou sua relação com a escritora Marguerite Duras, estrelando quatro filmes que ela dirigiu: “Destruir, Disse Ela” (1969), “Amarelo o Sol” (1971) e “India Song” (1975), onde se destacou como um vice-cônsul torturado, repetindo o papel em “Son Nom de Venise dans Calcutta Désert” (1976). No mesmo ano de “India Song”, que o projetou como protagonista, Lonsdale estrelou o clássico “Sessão Especial de Justiça” (1975), de Costa-Gravas, cuja denúncia do sistema penal à serviço de governos corruptos (no caso, da França ocupada por nazistas) rendeu discussões acaloradas – assim como censura – em vários países. A repercussão do filme de Costa-Gravas o projetou para além da França, levando-o a trabalhar com o inglês Joseph Losey (“Galileu”, “A Inglesa Romântica” e “Cidadão Klein”) e o austríaco Peter Handke (“A Mulher Canhota”), o que o colocou no radar dos produtores da franquia “007”. Em “007 Contra o Foguete da Morte” (1979), Lonsdale viveu o diabólico Drax, um industrial bilionário e pianista, que pretendia envenenar a população da Terra e, em seguida, repovoar o planeta com alguns escolhidos, que ele selecionou para viver em sua estação espacial. O ator comparou seu personagem a Hitler em uma entrevista de 2012. “Ele queria destruir todo mundo e fazer surgir uma nova ordem de jovens muito atléticos… ele estava completamente louco.” Para enfrentar o James Bond vivido por Roger Moore, Lonsdale decidiu voltar a ser Michael e assim foi “adotado” pelo cinema britânico, aparecendo em seguida num dos filmes ingleses mais bem-sucedidos de todos os tempos, “Carruagens de Fogo” (1981). Lonsdale também participou do blockbuster “O Nome da Rosa” (1986) e de vários filmes notáveis dos anos seguintes, firmando parceria com o mestre do drama de época britânico James Ivory nos clássicos “Vestígios do Dia” (1993) e “Jefferson em Paris” (1995), no qual interpretou o imperador Luis XVI. Apesar do sucesso em inglês, ele nunca filmou nos EUA, mas trabalhou em mais três thrillers de diretores americanos famosos. Dois desses filmes foram dirigidos na Inglaterra por John Frankenheimer: “O Documento Holcroft” (1985), estrelado por Michael Caine, e “Ronin” (1998), em que contracenou com Robert De Niro. O terceiro foi “Munique” (2005), de Steven Spielberg, em cenas rodadas na França. Mesmo com essas experiências, ele nunca se interessou por Hollywood, preferindo trabalhar com cineastas europeus como Milos Forman (“Sombras de Goya”), François Ozon (“O Amor em 5 Tempos”), Catherine Breillat (“A Última Amante”), Ermanno Olmi (“A Aldeia de Cartão”), Xavier Beauvois (“Homens e Deuses”) e até o centenário cineasta português Manoel de Oliveira (no último longa do diretor, “O Gebo e a Sombra”). Ativo até 2016, quando se aposentou, Lonsdale só foi receber seu primeiro grande prêmio na véspera de seus 80 anos, o César (equivalente francês do Oscar) por seu papel coadjuvante como sacerdote livre e heroico em “Homens e Deuses” (2010). A consagração como homem de fé foi importante não apenas para a carreira de Lonsdale. Ele professava fé cristã pela influência de uma madrinha cega e, em 1987, ingressou na Renovação Carismática Católica antes de fundar o “Magnificat”, um grupo de oração para artistas. Solteiro e sem filhos, Lonsdale também foi pintor e emprestou sua voz inconfundível a inúmeros documentários e audiolivros.

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  • Etc,  Filme,  Série

    Lynn Cohen (1933 – 2020)

    15 de fevereiro de 2020 /

    A atriz Lynn Cohen, veterana de musicais da Broadway que também estrelou a série “Sex and the City” e o filme “Jogos Vorazes: Em Chamas”, morreu na sexta (14/2) aos 86 anos. A causa da morte não foi revelada. Nascida em Kansas City em 1933, Lynn Cohen construiu uma vasta carreira em musicais da Broadway, chegando ao cinema após convite de Woody Allen para participar de “Um Misterioso Assassinato em Manhattan” (1993), parceria que repetiu ainda em “Desconstruindo Harry” (1997). Entre os dois longas, filmou “Tio Vanya em Nova York” (1994), versão do clássico de Anton Chekhov dirigida pelo francês Louis Malle, e de alguns dos primeiros filmes da atual geração de cineastas femininas dos EUA, como “Um Tiro para Andy Warhol” (1996), de Mary Harron, e “Amigas Curtindo Adoidado” (1996), de Nicole Holofcener. Por essa época, também começou a fazer TV, recebendo um papel recorrente na série “Lei & Ordem”, como a juíza Elizabeth Mizener, que interpretou da 4ª à 16ª temporada da atração (entre 1993 e 2006). Muito mais notável, porém, foi seu papel em “Sex and the City” como Magda, a governanta de Miranda (Cynthia Nixon). A personagem, que chegou a ser considerada a quinta integrante da trupe feminina, foi concebida originalmente para aparecer em apenas um episódio. Mas seu conservadorismo divertiu tanto o público progressista da série, que se tornou perfeito para piadas recorrentes. Afinal, logo de cara Magda substituiu o vibrador de Miranda por uma estátua da Virgem Maria e ainda disse que ela precisava aprender a cozinhar se quisesse arranjar um namorado. Cohen acabou aparecendo em 13 episódios da série (2000-2004) e também nos dois filmes da franquia (em 2008 e 2010). No cinema, ainda coadjuvou em vários filmes dirigidos por atores, como “O Agente da Estação” (2003), estreia na direção de Tom McCarthy (que depois faria o vencedor do Oscar “Spotlight”), “Um Amor Jovem” (2006), de Ethan Hawke, e “Quando Me Apaixono” (2007), de Helen Hunt. Após se especializar em filmes indies, entre eles o primeiro longa dirigido pelo roteirista Charlie Kaufman, “Sinédoque, Nova York” (2008), acabou fazendo a transição para os blockbusters com o thriller “Munique” (2005), de Steven Spielberg, no qual interpretou a Primeira Ministra de Israel, Golda Meir, emendando em seguida o filme de ação “Controle Absoluto” (2008), de DJ Caruso. Mas o filme que lhe deu mais atenção foi “Jogos Vorazes – Em Chamas” (2013), onde viveu Mags, tributo veterana do Massacre Quaternário (edição especial dos Jogos com vencedores do passado), que se sacrifica para salvar a heroína Katniss (Jennifer Lawrence). Seus trabalhos mais recentes foram registrados em episódios das séries “A Maravilhosa Sra. Maisel” (Marvelous Mrs. Maisel), “Blue Bloods”, “The Affair” e “God Friended Me”.

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