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  • Filme

    Michelle Rodriguez vira homem em trailer de novo filme de ação

    6 de fevereiro de 2017 /

    A Mongrel divulgou três fotos e o trailer de “The Assignment”, que traz Michelle Rodriguez em papel masculino. Na trama, o protagonista é um assassino profissional chamado Frank Kitchen, que é raptado e sofre uma cirurgia plástica completa, com direito a mudança de sexo. Ao acordar, ele descobre que virou a atriz da franquia “Velozes e Furiosos” e resolve se vingar. Mostrar Michelle Rodriguez mais macho que nunca tem apelo comercial, mas também potencial polêmico. Mas a trama não deixa de evocar outro sucesso do próprio diretor, o veterano Walter Hill (dos clássicos “Warriors – Os Selvagens da Noite” e “48 Horas”). Em 1989, ele dirigiu “Um Rosto Sem Passado”, em que Mickey Rourke vivia um criminoso que tinha o rosto refeito cirurgicamente. Desta vez, a cirurgia é realizada pela personagem de Sigourney Weaver, com quem Hill trabalhou na franquia “Alien” – ele produziu todos os filmes, desde o primeiro de 1979 até o próximo, que será lançado neste ano. Na trama, sua motivação também visa um acerto de contas, após Frank Kitchen ter matado seu irmão. “The Assignment” adapta a graphic novel “[Re]Assignment”, criada pelo próprio Hill em parceria com os artistas Matz e Jef, e marca sua volta à direção, cinco anos após o fracasso do filme com o qual planejava retomar sua carreira de cineasta, “Alvo Duplo” (2012), estrelado por Sylvester Stallone e Jason Momoa. A estreia está marcada para 3 de março nos EUA e não há previsão de lançamento no Brasil.

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  • Filme

    A Garota Dinamarquesa transforma tema atual em filme à moda antiga

    20 de fevereiro de 2016 /

    “A Garota Dinamarquesa” traz um diretor e um protagonista que já venceram o Oscar, respectivamente Tom Hooper (por “O Discurso do Rei”) e Eddie Redmayne (por “A Teoria de Tudo”), ambos com produções de época bem conservadoras. Por sorte, ambos são eclipsados no filme pela atriz sueca Alicia Vikander (“O Amante da Rainha”), que se posiciona como um dos grandes nomes da temporada de premiações. Ela surpreende num papel que é maior do que faz supor sua indicação ao Oscar de Atriz Coadjuvante, e evita que o longa sucumba aos exageros cafonas do cineasta e do protagonista. Na trama, o casal de pintores Gerda (Alicia Vikander) e Einar (Eddie Redmayne) vive uma vida relativamente tranquila na Dinamarca dos anos 1920, ainda que não seja nada fácil viver de arte. Gerda, principalmente, só vai conseguir sucesso com seus retratos quando pede que o marido pose para ela com um vestido. A pintura vira um sucesso e novos quadros são encomendados para uma exposição em um museu de arte de Copenhague. Só que a experiência de posar como mulher mexe com a cabeça de Einar, que percebe de imediato, ao usar um vestido, o quanto sua feminilidade estava prestes a aflorar. Trata-se de um assunto interessante e curioso, que culmina na primeira intervenção cirúrgica para mudança de sexo no mundo. Mas, apesar de baseada numa história verídica, há muita ficção no roteiro escrito por Lucinda Coxon (“Matador em Perigo”), que simplifica a questão de gênero sexual, a ponto de aproximar o caso de Einar/Lili do surto de Norman Bates em “Psicose” (1960), um homem que também se vestia de mulher. O embate interior entre as personalidades de Einar e Lili, o nome que ele adota ao decidir virar mulher, não deixa de ser interessante. Redmayne incorpora essa transformação por meio de lembranças da imagem da mãe e pela observação do gestual feminino, até que termina rejeitando seu órgão sexual masculino. Mesmo assim, mantém seu amor por Gerda. Vikander, por sinal, tem uma personagem tão interessante quanto Einar/Lili, no apoio e na frustração que acompanha a transformação de seu marido. Neste sentido, o ponto alto de “A Garota Dinamarquesa” acaba sendo o diálogo final entre o casal, que pode levar muitos espectadores às lágrimas. No mais, o longa incomoda pela utilização melodramática de sua trilha sonora (composta por Alexandre Desplat) e no modo exagerado com que Redmayne interpreta seu personagem. Junto à fotografia requintada e a reconstrução apurada do período, são fatores que contribuem para que “A Garota Dinamarquesa” se pareça, apesar do tema tão atual, com um filme à moda antiga.

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