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    Paul Mooney (1941–2021)

    19 de maio de 2021 /

    O comediante Paul Mooney morreu nesta quarta (19/5), vítima de um ataque cardíaco, enquanto estava em estava em sua casa, na cidade de Oakland, na Califórnia. Ele tinha 79 anos e era conhecido por uma duradoura parceria com o amigo Richard Pryor (1940–2005). Mooney começou sua vida artística no circo, onde desenvolveu sua paixão por escrever e contar piadas. Ao longo de sua careira, apareceu em várias produções do cinema e da TV, mas começou em 1972 como roteirista de “Sanford and Son”, sitcom pioneira sobre uma família negra. Desde o começo, seu estilo cômico foi marcado por questionamentos sociais, procurando usar o riso como forma de denunciar o racismo e provocar reflexões sobre a política racial nos Estados Unidos. Sua longa parceira profissional com Richard Pryor teve início quando o famoso humorista foi convidado a aparecer na 1ª temporada do programa “Saturday Night Live”, em 1975, e requisitou Mooney para escrever seus esquetes. Ele gostou tanto das piadas que o contratou como roteirista de um especial de TV e de seu próprio programa, “The Richard Pryor Show”, em 1977. Nessa época, as piadas de Mooney lançaram a carreira do ator Robin Williams, que estreava na TV como um dos comediantes da produção da rede NBC. A transição de Mooney para frente das câmeras também começou durante o programa de Pryor e se estendeu para o cinema no mesmo ano, na comédia “O Que Vai Ser Agora?” (1977), também estrelada por Pryor. Os dois voltaram a atuar juntos no clássico “Rompendo Correntes” (1981) e Mooney ainda escreveu o especial “Richard Pryor… Here and Now” (1983) e o drama “Nos Palcos da Vida” (1986), únicos filmes dirigidos pelo comediante, além de servir como “consultor” em “Chuva de Milhões” (1985), um dos maiores sucessos comerciais do amigo. Paralelamente, lançou-se em carreira “solo”, aparecendo em “A História de Buddy Holly” (1977), “Confusões em Hollywood” (1987), “Um Maluco no Exército” (1994) e “A Hora do Show” (2000), que foi dirigido por Spike Lee, entre outros projetos. Ele também se especializou em roteirizar especiais musicais para a televisão e escreveu vários esquetes do famoso programa humorístico dos anos 1990 “In Living Colour”, que lançou Jennifer Lopez, Jamie Foxx e Jim Carrey (além de estabelecer a dinastia de humor da família Wayans). Nos últimos anos, Mooney vinha se dedicando à sua própria carreira como comediante, escrevendo e estrelando shows e especiais de stand up (lançados entre 2002 e 2014).

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    Diretor iraniano é assassinado, desmembrado e jogado no lixo pelos próprios pais

    19 de maio de 2021 /

    Os pais do diretor iraniano Babak Khorramdin, de 47 anos, confessaram ter matado e esquartejado o filho no último domingo (16/5). Segundo a agência de notícias iraniana Rok News Agency, o pai, Akbar Khorramdin, não se arrepende do crime. Em seu depoimento, ele disse: “Estou aliviado… Não tenho mais preocupações na minha vida”. O corpo do diretor foi encontrado dentro de uma mala numa lata de lixo em Ektaban, bairro da capital iraniana Teerã. Khorramdin formou-se na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Teerã em 2009 com um mestrado em cinema e no se mudou para Londres em 2010 para continuar seus estudos. Depois de passar anos morando na Inglaterra, o diretor retornou ao país natal para dar aulas na Universidade Karaj. Seus créditos incluem uma série de curtas-metragens feitos em Londres, incluindo “Crevice” e “Oath to Yashar”, que conta a história da experiência de um jovem fictício de se mudar para Londres para estudar e sentir falta de sua família em casa. “Desde a pandemia e o início das aulas online, Babak trazia estudantes para a nossa casa três vezes por semana, dizendo que daria aulas particulares”, disse o pai à Corte Criminal de Teerã. “Mas ele só trazia estudantes mulheres para casa. Nem sabíamos se eram estudantes mesmo”, acrescentou como justificativa para o assassinato, supostamente cometido em nome da honra e da decência. Akbar relatou que queria vender o carro e dar dinheiro para o filho alugar o próprio apartamento, mas Babak, ao ouvir a proposta, respondeu que nunca sairia da casa dos pais. “Eu avisei que ou ele saía, ou eu conhecia alguém que aceitaria 10 milhões de tomãs [moeda iraniana] para matá-lo. Babak sorriu e disse: ‘Não seja bobo. Eu sou o Babak; ninguém pode fazer nada comigo'”. Com a recusa, o pai confessou que planejou o assassinato do filho com a esposa. De acordo com o depoimento, a mãe colocou sonífero na comida do filho e o pai o esfaqueou até a morte. Em seguida, os dois levaram o corpo até o banheiro, onde o esquartejaram para colocá-lo em uma mala. Pai e mãe do diretor agora estão presos.

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    Charles Grodin (1935–2021)

    18 de maio de 2021 /

    O ator Charles Grodin, que marcou época em várias comédias clássicas como “Corações em Alta” (1972), “Fuga à Meia-Noite” (1988) e os filmes do cachorro Beethoven, morreu nesta terça-feira (18/5) de câncer na medula óssea em sua casa em Wilton, Connecticut. Ele tinha 86 anos. Grodin nasceu e cresceu em Pittsburgh, e depois de estudar teatro na faculdade local, aprimorou-se no Actor’s Studio em Nova York. A estreia na Broadway aconteceu em 1962, na peça “Tchin-Tchin”, ao lado de Anthony Quinn, e o primeiro filme veio dois anos, “Sex and the College Girl” (1964), já como coadjuvante. Apesar disso, passou a maior parte dos anos 1960 na televisão. Ele emplacou papéis nas novelas “Love of Life” e “The Young Marrieds”, participou das pegadinhas da “Candid Camera” – programa que inspirou quadro similar de Sílvio Santos – e apareceu em séries variadas, como a comédia “Mamãe Calhambeque”, o policial “FBI” e os westerns “Cavalo de Ferro”, “Big Valley” e “O Homem de Virgínia”. Mas os trabalhos televisivos acabaram dificultando sua volta ao cinema. Depois de ser testado e perder o papel principal de “A Primeira Noite de um Homem” (1967) para Dustin Hoffman, ele conseguiu uma pequena participação em outro clássico, aparecendo como médico de Mia Farrow em “O Bebê de Rosemary” (1968), de Roman Polanski. Embora Mike Nichols tenha preferido Hoffman em 1967, ele não esqueceu o teste de Grodin e o escalou em “Ardil 22” (1970), filme que ajudou a demonstrar o talento do ator para comédias. O estouro no gênero veio no filme seguinte, “Corações em Alta” (1972), dirigido por Elaine May, em que Grodin viveu um recém-casado que se apaixona por outra mulher (Cybill Shepherd) durante sua lua de mel em Miami. O ator foi indicado ao Globo de Ouro pelo papel. “Achei o personagem um cara desprezível, mas o interpretei com toda a sinceridade”, ele confessou em uma entrevista de 2009 ao The AV Club. “Meu trabalho não é julgar. Se não fosse por Elaine May, provavelmente nunca teria tido minha carreira bem-sucedida no cinema.” A popularidade do filme mudou seu status e o conduziu a vários blockbusters, como os remakes de “King Kong” (1976) e “O Céu Pode Esperar” (1978) – exageradamente indicado a nove Oscars. A profusão de comédias nos anos seguintes transforaram Grodin num campeão de locações da era do VHS. Ele filmou com a maioria dos humoristas de sucesso dos anos 1980 – Steve Martin, Gene Wilder, Chevy Chase, Goldie Hawn, Lily Tomlin, Dan Aykroyd, Warren Beatty e até os Muppets. Muitas dessas comédias marcaram época, como “A Dama de Vermelho” (1984), uma das maiores bilheterias da década, mas nenhuma foi tão impactante quanto “Fuga à Meia-Noite”. No filme dirigido por Martin Brest, Grodon viveu um contador da máfia procurado por criminosos e pelo FBI, que acaba sendo capturado por um caçador de recompensas (interpretado por Robert De Niro) e conduzido relutantemente de um lado a outro dos EUA para sua proteção e para o lucro do outro. O clima de camaradagem conflituosa dos dois protagonistas acabou inspirando todas as comédias de ação que se seguiram. “Fuga à Meia-Noite” também foi o auge do estilo de humor de Grodin, acostumado a interpretar personagens tensos e ranzinzas que, apesar de tudo, conseguiam ser simpáticos. Ele soube explorar bem essas qualidades também na popular comédia “Beethoven” (1992) e na sua sequência de 1993, como um pai de família avesso a animais de estimação, que acaba tendo que conviver com um São Bernardo gigante. Antes disso, ele já tinha conquistado o público infantil como rival de Caco, o Sapo (que na época ainda não era Kermit no Brasil) pelo amor de Miss Piggy em “A Grande Farra dos Muppets” (1981). Depois de coestrelar “Dave, Presidente por um Dia”, com Kevin Cline, e “Morrendo e Aprendendo”, com Robert Downey Jr., ambos em 1993, Grodin voltou a trocar o cinema pela TV. Foi apresentar um talk show, “The Charles Grodin Show” e atuar como comentarista satírico do programa jornalístico “60 Minutes”, retornando às comédias só em 2006, em “O Ex-Namorado da Minha Mulher”. Seus últimos filmes como ator foram “Enquanto Somos Jovens” (2014), de Noah Baumbach, “O Último Ato” (2014), de Barry Levinson, “O Comediante” (2016), de Taylor Hackford, e “The Private Life of a Modern Woman” (2017), de James Toback. Multitalentoso, Grodin também foi colunista de jornal, escreveu vários livros, dirigiu peças, chegando a comandar na Broadway a montagem de “Os Assaltantes”, que depois ele foi estrelar no cinema (em 1977), e venceu um Emmy como roteirista, por um especial televisivo do cantor Paul Simon (também de 1977). Ele ainda escreveu dois roteiros de cinema, “A Casa dos Brilhantes” (1974) e “Promessa é Dívida” (1985).

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    Eva Wilma (1933-2021)

    16 de maio de 2021 /

    A atriz Eva Wilma morreu neste sábado (15/5), aos 87 anos, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, em decorrência de um câncer no ovário. Ela estava internada desde o dia 15 de abril, inicialmente para tratar problemas cardíacos e renais, tendo descoberto o câncer apenas há 10 dias. Uma das atrizes mais queridas da TV brasileira, ela completou 70 anos de carreira em setembro passado. A longa jornada artística começou no início dos anos 1950, após chamar a atenção como bailarina clássica e atuar no Teatro de Arena. Sua primeira aparição nas telas foi em 1953, aos 20 anos, como estrela da série “Alô, Doçura”, inspirada no popular seriado americano “I Love Lucy”, que era encenada ao vivo na TV Tupi. A atração, que ficou uma década no ar, era coestrelada por John Herbert, com quem a atriz se casou em 1955. Eva também começou a aparecer no cinema em 1953, a princípio como figurante em comédias da Vera Cruz e da Multifilmes, mas já em dezembro daquele ano foi escalada em seu primeiro papel romântico, em “O Craque”, de José Carlos Burle. Mesmo assim, só virou uma estrela de cinema de primeira grandeza a partir de 1960. Começando por “Cidade Ameaçada” (1960), de Roberto Farias, ela se notabilizou em clássicos de temática urbana, como “O 5º Poder” (1962), de Alberto Pieralisi, “A Ilha” (1963), de Walter Hugo Khouri, e “São Paulo SA” (1965), de Luiz Sérgio Person. A Record a escalou em sua primeira novela em 1964, “Prisioneiro de um Sonho”, em que ela interpretou três papéis diferentes. Não foi a única vez que demonstrou seu talento com múltiplos personagens. Nove anos depois, ela estrelou a primeira versão de “Mulheres de Areia” (1973), em que viveu as famosas gêmeas Ruth e Raquel, na Tupi. De fato, bastou a primeira novela para Eva se tornar rainha do gênero, estrelando uma, às vezes até duas novelas por ano, quase interruptamente até os anos 2000. Um de seus desempenhos mais longos, “As Confissões de Penélope”, em que viveu a personagem-título ao lado do marido, durou quase um ano inteiro na Tupi, entre 1969 e 1970. Principal artista da Tupi, ela protagonizou os maiores lançamentos do canal durante a década de 1970 – incluindo ainda “A Revolta dos Anjos” (1972), “Barba Azul” (1974), “A Viagem” (1975), “Roda de Fogo” (1978) e “O Direito de Nascer” (1979). Engajada politicamente, também desafiou a ditadura militar, ao participar da histórica Marcha dos Cem Mil em 1968, e jamais deixou o teatro, fazendo várias peças entre as novelas. O fim da Tupi aconteceu junto com o fim de seu casamento e um breve retorno ao cinema com “Asa Branca: Um Sonho Brasileiro” (1980). Mas as mudanças no cotidiano não diminuíram seu ritmo. Eva se casou com outro ator, Carlos Zara (1930-2002), e trocou de canal. Sem perder um ano sequer fora das telas, estreou na Globo em 1980, com “Plumas & Paetês”, e não saiu mais. Emplacou um sucesso atrás do outro, marcando época com personagens como a Marquesa D’Anjou, de “Que Rei Sou Eu?” (1989), e a inesquecível vilã Altiva, com seu sotaque nordestino misturado com inglês na fictícia Greenville de “A Indomada” (1997). O maior hiato noveleiro de sua carreira foram os três anos que separaram “Fina Estampa”, em 2012, de “Verdades Secretas”, em 2015, mesmo período que a Globo demorou para chamá-la de volta para uma pequena participação em “O Tempo Não Para”, onde viveu Petra Vaisánen, seu último papel no canal em 2018. Apesar de afastada da telinha, ela não parou. Em setembro, aderiu às lives, apresentando-se dentro de casa com o espetáculo virtual “Eva, a live”, transmitido no YouTube e no Instagram. Mesmo após ser internada, em abril, ainda gravou uma narração para um filme inédito, “As Aparecidas”, de Ivan Feijó, que ainda não tem previsão de lançamento. “Nossa querida Vivinha recebe o derradeiro aplauso, tenho certeza, de todos os profissionais que tiveram o privilégio e a honra de trabalhar com ela”, escreveu Miguel Falabella, num belo tributo nas redes sociais, evocando seu primeiro trabalho profissional com o diva. “A primeira cena que dirigi, na TV Globo, foi com ela e Carlos Zara”, continuou. “Eu estava muito nervoso, era uma externa noturna complicada, com grua, carrinho e uma grande equipe à espera das decisões e dos planos do diretor. Quanta gentileza e generosidade recebi dessa querida colega! Gravamos, no final, uma linda cena e ela me disse que eu jamais me esqueceria de que ela tinha sido a primeira atriz que eu dirigira na televisão. Como poderia eu esquecer? Se as noites na Ilha do Governador eram preenchidas por seu talento nas inesquecíveis tramas da Tupi, onde ela reinou por anos, antes de mudar-se para a Globo. Como esquecer de tão brilhante carreira nos palcos e na tela? Estou com o coração partido e os olhos molhados. Mas estou de pé. E daqui, Eva querida, calejo as minhas mãos num eterno e interminável aplauso. Brava!”.

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    Paulo Gustavo é homenageado pela Câmara Municipal do Rio

    13 de maio de 2021 /

    Os vereadores da Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovaram na quarta (12/5) uma homenagem póstuma ao comediante Paulo Gustavo, que morreu em 4 de maio, aos 42 anos, em decorrência de complicações da covid-19. Paulo vai receber o Conjunto de Medalhas de Mérito Pedro Ernesto, a maior honraria que pode ser concedida pela Câmara. A indicação foi feita pela vereadora Mônica Benício, do PSOL. “Ele conseguia traduzir, muito melhor do que nós mesmas (os), nossas emoções diante das situações cotidianas de nossas famílias, do que é ser mãe, do que é ser filho e filha, do que é ser LGBT na nossa sociedade. […] Do seu legado de arte, humor e amor, devemos levar sua lembrança de que ‘rir é um ato de resistência’. Hoje está muito difícil, Paulo. Mas a sua obra, que será eterna, há de nos ajudar a seguir resistindo. Obrigada por tudo!”, escreveu Benício na proposta de homenagem a Paulo Gustavo

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    Norman Lloyd (1914-2021)

    11 de maio de 2021 /

    O ator, produtor e diretor norte-americano Norman Lloyd, que em mais de 80 anos de carreira colaborou com lendas do cinema como Charles Chaplin e Alfred Hitchcock, morreu dormindo aos 106 anos de idade nesta terça-feira (11/5), em sua casa em Los Angeles. O ator era uma parte da história de Hollywood. Ele adorava entreter colegas e o público de festivais com histórias de suas partidas de tênis com Chaplin, sua amizade com Alfred Hitchcock, o trabalho com o diretor francês Jean Renoir, a beleza da atriz Ingrid Bergman, e sobre com deu a Stanley Kubrick um de seus primeiros empregos na TV. Lloyd começou a se destacar como ator na conhecida Mercury Theatre, companhia de teatro fundada em 1937 pelo ator e diretor Orson Welles. Ele chegou a ser convidado a estrear no cinema em “Cidadão Kane” (1941), primeiro filme dirigido por Welles, mas recusou. Em vez disso, chegou às telas como o personagem-título de “Sabotador”, filme de espionagem dirigido pelo mestre Hitchcock em 1942, onde representou uma cena icônica, ao pular da Estátua da Liberdade no clímax da história. Ele foi outro vilão logo em seguida, em “Amor à Terra” (1945), co-escrito pelo lendário escritor William Faulkner e dirigido por Jean Renoir. Ainda voltou a trabalhar com Hitchcock no clássico noir “Quando Fala o Coração” (Spellbound, 1945), vivendo um paciente na clínica psiquiátrica de Ingrid Bergman. Também foi um soldado no célebre drama de guerra “Um Passeio ao Sol” (1945), de Lewis Milestone. E isso apenas em 1945. Nos anos seguintes, foi dirigido por outros mestres do cinema, como Jules Dassin (“Uma Carta para Eva”, 1946), Anthony Mann (“A Sombra da Guilhotina”, 1949), Jacques Tourneur (“O Gavião e a Flecha”), Joseph Losey (“O Maldito”, 1951), Richard Brooks (“O Milagre do Quadro”, 1951) e, claro, Chaplin. Ele interpretou um coreógrafo em “Luzes da Ribalta” (1952), o segundo longa falado de Chaplin. Inquieto, Lloyd não queria apenas atuar. Depois de participar de mais um filme dirigido por Lewis Milestone, “O Pintor de Almas” (1948), convenceu o cineasta a contratá-lo como assistente de produção, vindo a trabalhar nos bastidores de dois filmes do diretor, “Arco do Triunfo” (1948) e “O Vale da Ternura” (1949). Ao migrar para a TV nos anos 1950, decidiu começar a dirigir. Mas se sentia inseguro na nova função. Por isso, convocou um jovem estagiário para virar diretor de segunda unidade e ajudá-lo a gravar uma minissérie sobre Abraham Lincoln. O rapaz se chamava Stanley Kubrick. Depois disso, ele foi atrás de outro diretor amigo, Alfred Hichcock, para entrar na equipe da série que levava o nome do cineasta. Lloyd acabou virando produtor de “Alfred Hitchcock Apresenta”. Não só isso. Ele dirigiu 19 episódios da série de suspense, consolidando sua carreira de diretor de TV, que se estendeu até os anos 1980. Lloyd também foi o showrunner da série “Alfred Hitchcock Hour” nos anos 1960 e chegou a desenvolver a produção de um filme do diretor, “Short Night”, que Hitchcock filmaria após “Trama Macabra” (1976), mas uma piora na saúde do cineasta nunca permitiu que o projeto saísse do papel. Hitchcock morreu em 1980. Paralelamente a seus trabalhos atrás das câmeras, Lloyd continuou atuando em séries e filmes. Na TV, pareceu em “Galeria do Terror”, “Kojak”, “O Homem da Máfia” e “Jornada nas Estrelas: A Próxima Geração”, além de ter integrado o elenco central da série médica “St. Elsewhere”, responsável por popularizar Denzel Washington. No papel do Dr. Daniel Auschlander, Lloyd participou de todas as seis temporadas da atração, exibidas entre 1982 e 1988. No cinema, continuou colecionando grandes filmes e cineastas maiores, vivendo um médico no terror “As Duas Vidas de Audrey Rose” (1977), de Robert Wise, o diretor da escola do cultuadíssimo “A Sociedade dos Poetas Mortos” (1990), de Peter Weir, o dono de uma firma jurídica em “A Época da Inocência” (1993), de Martin Scorsese, etc. Até se despedir das telas com uma participação em “Descompensada”, de Judd Apatow, em 2015. “Lloyd acendia cada momento em que estivesse presente”, escreveu Apatow na revista Vanity Fair à época. Apesar dessa carreira tão ilustre, Norman Lloyd nunca virou um astro do primeiro time, tanto que um documentário de 2007 sobre sua vida chegou às telas com o título de “Who Is Norman Lloyd?” (Quem é Norman Lloyd).

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    Tawny Kitaen (1961–2021)

    8 de maio de 2021 /

    A atriz Tawny Kitaen, que foi musa do rock dos anos 1980 e noiva de Tom Hanks na comédia clássica “A Última Festa de Solteiro” (1984), morreu na sexta-feira (7/5) em sua casa em Newport Beach, Califórnia, aos 59 anos. Nascida Julie E. Kitaen, a californiana de San Diego foi enterrada pela família como Tawny Finley. A causa da morte não foi divulgada. Kitaen foi uma das maiores sex symbols dos anos 1980. Ela se projetou aos 23 anos como estrela de “As Aventuras de Gwendoline no Paraíso” (1984), produção francesa baseada nos quadrinhos adultos de “Sweet Gwendoline” e um dos grandes “guilty pleasures” da década. O próprio autor dos quadrinhos, John Willie, assinou o roteiro do filme como uma versão erótica de Indiana Jones, em que Kitaen encarnou a personagem-título, uma freira foragida que embarcava numa jornada pelas selvas da China com um aventureiro e sua assistente, envolvendo muita nudez, bondage e uma tribo perdida de guerreiras amazonas. No mesmo ano, ela também noivou com Tom Hanks, apenas para ser deixada de lado durante uma despedida de solteiro histórica, e estrelou seu primeiro clipe, “Back for More”, da banda Ratt. A experiência com o Ratt a transformou em estrela do heavy metal e rendeu mais que uma parceria com a banda Whitesnake. Após aparecer em três clipes do Whitesnake em 1987, ela se casou com o vocalista da banda, David Coverdale, mas o matrimônio só durou dois anos, entre 1989 e 1991 – período de mais dois vídeos com os roqueiros. Sua carreira, entretanto, foi vítima de escolhas equivocadas, como o fraquíssimo thriller “Execução Sumária” (1986), que ela coprotagonizou com Michael Paré, e o indigesto romance com um jovem doente “Crystal Heart” (1986), décadas antes desse tipo de história virar moda entre os adolescentes. Kitaen também estrelou o terror “Espírito Assassino” (1986), que fez sucesso em VHS e chegou a ganhar duas sequências, mas os fracassos de bilheteria encerraram rapidamente seus dias de protagonista. Ela se manteve no ar nos anos 1990 com diversas participações televisivas, aparecendo, entre outras atrações, nas comédias clássicas “Seinfeld”, “Um Amor de Família” (Married with Children) e em três episódios de “Hércules” como Dejanira (Deianeira), a esposa do herói interpretado por Kevin Sorbo. Nos últimos tempos, a atriz passou a ser mais vista como ela mesmo, ao participar de reality shows sobre desventuras reais, como “The Surreal Life”, “Botched” (por cirurgias plásticas que a deformaram) e “Celebrity Rehab”. Tawny Kitaen se tornou Tawny Finley ao se casar com Chuck Finley, ex-arremessador do time de beisebol California Angels em 1997. O casamento durou apenas até 2002, mas os dois tiveram duas filhas. Relembre abaixo um dos muitos clipes de rock estrelados pela atriz.

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    Paulo Gustavo vira nome de cinema em São Paulo

    8 de maio de 2021 /

    A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, prestou homenagem ao ator Paulo Gustavo, falecido na terça (4/5) por complicações decorrentes de covid-19, batizando uma das principais salas de cinema do circuito SPCine com seu nome. Um decreto publicado na sexta-feira (7/5) no Diário Oficial do Município renomeou a Sala Cine Olido, atual versão de um dos cinemas mais tradicionais de São Paulo, localizado no centro da cidade, como “Sala Paulo Gustavo”. Atualmente em reforma, a sala será reinaugurada com nova infraestrutura, novo nome e uma mostra de filmes de Paulo Gustavo quando as obras na Galeria Olido, que virou espaço cultural, forem concluídas. A previsão é que isso ocorra em julho. “Além da sua marcante contribuição à cultura brasileira por meio do Teatro e do Cinema, Paulo Gustavo foi um homem ativo na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e tolerante, e teve sua vida interrompida, ainda muito jovem, aos 42 anos, pela Covid-19”, diz o texto do Decreto. A sala já tinha passada por ampla reforma em 2016, quando foi totalmente digitalizada. Veja abaixo uma foto do espaço, que possui 236 lugares.

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    Escola de Samba vai homenagear Paulo Gustavo no Carnaval 2022

    7 de maio de 2021 /

    A escola de samba São Clemente decidiu homenagear o humorista Paulo Gustavo, que morreu de complicações de covid-19 na terça (4/5). A produção mais famosa do ator, “Minha Mãe é uma Peça”, foi escolhida como referência do desfile da escola no carnaval carioca de 2022, que também contará a história do humorista. O título do enredo será “Minha Vida É uma Peça”. De acordo com o presidente da escola, Renato Almeida Gomes, a iniciativa visa celebrar a “alma clementiana” do artista. “A São Clemente foi a única escola em que ele desfilou na vida”, lembrou Gomes. Paulo Gustavo desfilou pela São Clemente em 2013, quando o samba-enredo da escola abordava o universo das telenovelas. Na ocasião, ele se fantasiou de Dona Hermínia, sua personagem em “Minha Mãe é uma Peça”.

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    Beyoncé lamenta morte de Paulo Gustavo e mãe confirma que ela era fã

    7 de maio de 2021 /

    A cantora Beyoncé lamentou a morte de Paulo Gustavo, publicando uma foto do ator em seu site oficial com a mensagem: “Descanse em paz”. Embora não tenha feito maiores comentários, a mãe da estrela, Tina Knowles, explicou, em sua própria postagem em homenagem ao ator no Instagram, que Beyoncé era fã do brasileiro, assim como ele era membro da behive (comunidade de fãs da cantora). “Infelizmente, perdemos um ator e comediante muito amado, o Sr. Paulo Gustavo. Sr. Gustavo era um grande fã da Beyoncé e um membro da behive. Ela era fã dele, também.” “Estamos rezando por sua família e todos os seus fãs. Sentiremos muito a sua falta, Paulo”, acrescentou. Paulo Ricardo era fã declarado de Beyoncé e um vídeo em que ele aparece apertando a mão da cantora durante um show viralizou nas redes sociais. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tina Knowles (@mstinalawson)

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    André Maranne (1926–2021)

    6 de maio de 2021 /

    O ator francês André Maranne, que ficou conhecido como parceiro do desastrado Inspetor Closeau (Peter Sellers) nos filmes de “A Pantera Cor-de-Rosa”, morreu em 12 de abril, aos 94 anos. Seu falecimento só ficou conhecido nesta quinta (6/5), mas a causa da morte não foi divulgada. A carreira começou na TV francesa em 1955, mas Maranne fez rapidamente a transição para o cinema falado em inglês três anos depois, com pequenos papéis em dois filmes estrelados por Stewart Granger, “O Rugido da Morte” e “A Verdade Dói”. Após mais três longas dirigidos pelo inglês Lewis Gilbert, “Amanhã Sorrirei Outra Vez” (1958), “Fruto de Verão” (1961) e “Revolta em Alto Mar” (1962), acabou se estabelecendo no mercado britânico e até apareceu em séries clássicas do Reino Unido, como “O Santo” e “Protectors”, antes de ser selecionado para seu papel mais conhecido. Ele encarnou pela primeira vez o sargento François Chevalier em “Um Tiro no Escuro” (1964), que foi rodado por Blake Edwards em Londres. Fez tanto sucesso como assistente do inepto chefe inspetor Charles Dreyfus (Herbert Lom) que reprisou o papel em mais cinco filmes, ao longo de duas décadas, despedindo-se em “A Maldição da Pantera Cor-de-Rosa” – feito com sobras de filmagens e lançado em 1983, três anos após a morte do ator principal da franquia, Peter Sellers. Maranne ainda trabalhou com Blake Edwards na comédia “Lili, Minha Adorável Espiã” (1970), retomou a parceria com Lewis Gilbert em “Paul e Michelle” (1974), travou “A Batalha da Grã-Bretanha” (1969), enfrentou James Bond em “007 Contra a Chantagem Atômica” (1965), participou do cult psicodélico “A Garota da Motocicleta” (1968), viajou na Tardis de “Doctor Who” (em 1967) e matou o público britânico de rir num episódio antológico de “Fawlty Towers” de 1975. Seus últimos filmes foram “O Fio da Navalha” (1984), com Bill Murray, e “Plenty, o Mundo de uma Mulher” (1985), com Meryl Streep, seguidos por várias minisséries britânicas até o fim da carreira em 1991.

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    Frank McRae (1944–2021)

    6 de maio de 2021 /

    Frank McRae, o ex-jogador de futebol americano que virou ator de filmes como “007 – Permissão Para Matar” e “O Último Grande Herói”, morreu no último dia 29 de abril, aos 80 anos, em decorrência de um infarto. McRae teve passagem breve pela NFL, a principal liga de futebol americano dos EUA, jogando pelo Chicago Bears e pelo Los Angeles Rams, mas sempre quis atuar, tanto que se forçou em artes cênicas. Em mais de 30 anos de carreira como ator, ele apareceu em cerca de 40 filmes, geralmente em papéis que se aproveitavam de sua grande estatura física. Os primeiros trabalhos surgiram nos anos 1970, com participações em filmes de ação como “Shaft na África” (1973) e “Lutador de Rua” (1975). Amigo de Sylvester Stallone, ele também apareceu em três longas de ação do astro: “F.I.S.T.” (1978), “A Taberna do Inferno” (1978) e “Rocky 2: A Revanche” (1979). Mas McRae também fez comédias e dramas, contracenando com Sally Field em dois exemplos bastante distintos destes gêneros, “Se Não Me Mato, Morro!” (1978) e “Norma Rae” (1979). Ele também foi dirigido três vezes por John Millius, nos cultuados “Amargo Reencontro” (1978), “Amanhecer Violento” (1984) e “Uma Vida de Rei” (1989). E cansou de aparecer em várias comédias famosas, como “1941: Uma Guerra Muito Louca” (1979), de Steven Spielberg, “Carros Usados” (1980), de Robert Zemeckis, “48 Horas” (1982), que lançou a carreira cinematográfica de Eddie Murphy, e “Férias Frustradas” (1983), que deu início a uma franquia com Chevy Chase. Ainda participou da cultuada sci-fi da Terceira Idade “O Milagre Veio do Espaço” (1987), produzida por Spielberg, e encerrou sua melhor década como amigo de James Bond (na versão de Timothy Dalton) em “007 – Permissão Para Matar” (1989). Nos anos 1990, preferiu zoar seus papéis em filmes de ação com participações em paródias como “Máquina Quase Mortífera” (1993), “Rapidinho no Gatilho” (1994) e a popular comédia “O Último Grande Herói” (1993), ao lado de Arnold Schwarzenegger. A última aparição de McRae nas telas foi no drama “O Amor Permanece na Alegria”, lançado em 2006.

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    Niterói se despede de Paulo Gustavo com aplausos

    5 de maio de 2021 /

    A população de Niterói, no Rio de Janeiro, homenageou o ator Paulo Gustavo com aplausos, batidas de panelas e fogos de artifícios na noite desta quarta-feira (5/5). Nascido e criado na cidade, que também era cenário de sua trilogia cinematográfica “Minha Mãe é uma Peça”, o artista morreu na terça-feira, após uma longa batalha contra a Covid-19. A homenagem teria sido inspirada por uma postagem de Tatá Werneck, que pediu aplausos para o ator após a confirmação de sua morte. Em pouco tempo, uma convocação nas redes sociais marcou a realização de um minuto de palmas às 20h em Niterói. Mas a hasthag #AplausoPauloGustavo acabou viralizando e o movimento se estendeu para a capital carioca e outras cidades. Em vídeos publicados nas redes sociais, é possível ver e ouvir os aplausos e manifestações, principalmente no Rio de Janeiro e em Niterói, cidade com o qual Paulo Gustavo era fortemente identificado. O próprio prefeito niteroiense, Axel Grael, engajou-se na iniciativa e ainda decretou luto de três dias pela morte do ator. “Niteroiense, Paulo Gustavo sempre divulgou a imagem da nossa cidade de forma bonita e genuína, através das telas e dos palcos da vida. Vai fazer muita falta para todos nós e será sempre lembrado pelos sorrisos que arrancou de milhões de pessoas. Ele também tinha um grande coração e fazia questão de ajudar instituições como o Projeto Grael e outras ONGs de Niterói. Era uma iniciativa dele para ajudar as famílias mais necessitadas, justamente neste período desafiador da COVID-19”, postou o prefeito nas redes sociais. Viúvo do ator, o dermatologista Thales Bretas também se manifestou nas redes sociais sobre a manifestação de carinho. “Não estou conseguindo responder a todas as mensagens de carinho e amor. Mas essa espero ansiosamente. Eu tive a sorte de viver com o cara mais especial do mundo. Durou pouco, mas de tão intenso, fez-se eterno”, ele escreveu ao lado de uma convocação da homenagem. Em Icaraí, Niterói, minuto de aplausos em homenagem ao ator Paulo Gustavo. Ele nasceu e cresceu na cidade. pic.twitter.com/gE4d7vHCnU — Matheus Leal (@matheusleal1) May 5, 2021 Aqui também veio essa onda de amor ♥️ Vivaaa! pic.twitter.com/jthozHyVEB — Giselle Santos (@feedtheteacher) May 5, 2021 😭😭😭 pic.twitter.com/Uc3VgSURxr — justice for kerline (@kamvlla) May 5, 2021 Aplausos para o Paulo Gustavo no Jardim Botânico. pic.twitter.com/tGqmgysMFf — Leo Aversa (@LeoAversa) May 5, 2021 Aplausos em homenagem ao Paulo Gustavo e tds as vítimas do covid pic.twitter.com/ptcmSgJirk — Júlia Garcia (@garciajulia) May 5, 2021 A dor pela perda do ator Paulo Gustavo foi transformada em homenagem à memória do artista. No Rio e em Niterói, cidade natal do humorista, a noite foi de aplausos em homenagem ao ator e às vítimas de Covid-19. O time do #GloboNews #EmPauta também se uniu ao 'aplausaço'. pic.twitter.com/GGCWndGvlP — GloboNews (@GloboNews) May 6, 2021

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