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    TNT se desculpa por comentários preconceituosos de Rubens Ewald Filho no Oscar 2018

    6 de março de 2018 /

    O mais antigo comentarista do Oscar não acompanhou os tempos e foi rejeitado pelo público durante a transmissão do evento no último domingo (4/3), levando o canal responsável por sua escalação a pedir desculpas. Acostumado a fazer comentários maldosos durante as transmissões, Rubens Ewald Filho pagou pesado, durante o Oscar 2018 no canal pago TNT, ao chamar de “rapaz” a atriz Daniela Vega, que fez história ao ser a primeira transexual a participar da cerimônia como apresentadora, e destilar seu desprezo por algumas atrizes, como Saoirse Ronan, indicada pela terceira vez ao prêmio da Academia, e Frances McDormand, vencedora pela segunda vez do Oscar de Melhor Atriz. Ligado ao Oscar desde 1985, quando se tornou o apresentador oficial do evento na Globo, Rubens Ewald Filho não disse nada diferente do que já vinha dizendo há alguns anos, com impunidade. Mas o veneno tido como engraçadinho no passado soou ultrajante neste ano, ao destoar frontalmente da mensagem que o próprio Oscar levou ao ar: tolerância, igualdade, inclusão, diversidade e respeito. O ruído foi tanto que, ao contrário de outros anos, a própria TNT decidiu se manifestar. Em tempo real. Após Rubens dizer que “Essa moça na verdade é um rapaz”, durante a transmissão, o canal tentou corrigir em suas redes sociais. “Sim, a Daniela Vega é uma mulher. E que mulher”, disse uma publicação no Twitter do canal pago, durante a cerimônia, ainda que sem citar o nome do crítico. Outro comentário pesado que irritou o público foi disparado contra Frances McDormand, que além de levar o Oscar por seu papel em “Três Anúncios Para Um Crime” fez o discurso mais comentado da noite. “Eu acho interessante que essa senhora não é bonita, deu um show de bebedeira no Globo de Ouro e, de repente, o filme é um sucesso”, disse Rubens durante a transmissão. Como resultado, a hashtag divulgada pelo canal para a cobertura no Twitter passou a ser usada em protestos contra a própria transmissão. Muitas pessoas classificaram os comentários do crítico como misóginos, machistas e transfóbicos. Alguns internautas chegaram a exigir o afastamento dele de futuras transmissões. Diante da repercussão negativa, a TNT emitiu um comunicado condenando o preconceito dos comentários. O texto também terceiriza um pedido de desculpas do crítico, que não se manifestou pessoalmente. “A TNT repudia toda ação e/ou manifestação preconceituosa de qualquer natureza. A marca valoriza, incentiva a respeita a inclusão, a diversidade em todas suas iniciativas para levar o melhor conteúdo e entretenimento para seus fãs”, diz o comunicado. “Alinhado a esse propósito, a direção da TNT já conversou com o comentarista Rubens Ewald Filho para evitar que episódios como os comentários feitos durante a transmissão do Oscar no último domingo se repitam, e decidirá nas, próximas semanas, o futuro de sua participação nas transmissões e conteúdos digitais da marca”, continua o texto. No final, o comunicado diz que Rubens Ewald Filho se desculpa pela fala infeliz. “Rubens Ewald Filho é um dos mais respeitados e conceituados críticos de cinema do país, e há anos leva informação, conhecimento e sua paixão na cobertura das premiações pela TNT. Rubens se desculpa pelos termos que possam ter ofendido ou provocado mal-estar. Em nenhum momento houve a intenção de endossar qualquer posicionamento preconceituoso.” Veja abaixo alguns exemplos das reações – as mais ponderadas – no Twitter. É evidente que Rubens ainda não tenha se adaptado ao novo mundo que ele vive, chamando mulher trans de "Rapaz" e outras baboseiras, as pessoas estão se escondendo atrás de críticas para exalar preconceito. Preconceito não é crítica! #RubensEwaldFilho @TNTbr #Oscars90 — Kauê o Improvável (@katux) March 5, 2018 #RubensEwaldFilho em plena @canaltnt falando "essa moça na verdade é um rapaz". Rubens na verdade você só fala merda. E a Daniela Vega é uma atriz magnífica que aliás é a primeira atriz trans a apresentar uma categoria do Oscar ? Além de tudo ela ainda quebra barreiras! — Miguel Groisman (@Mig_groisman) March 5, 2018 Alguém explica pro #RubensEwaldFilho que o Oscar não é concurso de beleza. Quer falar besteira? Vai comentar o Miss!!! ? — Zeinab Khalil (@zeinabkhalil) March 5, 2018 "Eu acho interessante essa senhora [Frances McDormand]: não é bonita, deu um show de bebedeira no Globo de Ouro e de repente o filme [Três Anúncios para um Crime] é um sucesso" (#RubensEwaldFilho, ao vivo, no #TNT)Que comentario é esse,meu caro?Chama a #GlóriaPires,porfa! — MªRITA WERNECK (@mrita_werneck) March 5, 2018 Acompanho a carreira de Frances desde o brilhante Fargo! E que se cale #rubensewaldfilho — LPerotti (@lbrg) March 6, 2018 querido @canaltnt melhorem no quesito comentarista do #Oscars vocês estão perdendo credibilidade e respeito das pessoas trazendo esse sr #rubensewaldfilho que foi misógino, transfóbico e altamente desnecessário por diversas vezes. — dane(-se) (@daniparajara) March 5, 2018

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    Anna Paquin confirma denúncia de homofobia de Ellen Page contra Brett Ratner

    11 de novembro de 2017 /

    A atriz Anna Paquin, que viveu Vampira na franquia “X-Men”, confirmou nas redes sociais as acusações que Ellen Page fez contra o diretor Brett Ratner. Page afirmou que sofreu com a homofobia do diretor, ao ter sua homossexualidade escancarada por ele na primeira reunião do elenco de “X-Men: O Confronto Final” (2006). De acordo com Page, ela tinha 18 anos quando chegou no primeiro dia de trabalho de “X-Men: O Confronto Final” (2006), no qual interpretou a mutante Kitty Pryde, quando Brett Ratner fez uma piadinha homofóbica que expôs sua sexualidade para todos os presentes. “Ele olhou para uma mulher próxima de mim, dez anos mais velha, apontou para mim e disse: ‘Você deveria fod*-la para ela perceber que é lésbica’”, Page recordou, num longo texto sobre assédio em Hollywood, publicado em seu Facebook. “Eu estava lá quando ele (Ratner) fez esse comentário. Eu te apoio Ellen Page”, escreveu Paquin no Twitter. Page revelou que ficou desconfortável com as atitudes homofóbicas e machistas do diretor durante todo o período de filmagens. Ela ainda relatou ter escutado ele falar sobre a vagina de uma das mulheres do set. “Eu era uma jovem adulta que ainda não tinha assumido para mim mesmo. Eu sabia que era gay, mas não sabia, por assim dizer. Senti-me violada quando isto aconteceu. Olhei para os meus pés, não disse nada e vi que ninguém o fez. Este homem começou os nossos meses de filmagens num encontro de trabalho com este terrível e incontestado ato. Ele ‘me tirou do armário’ sem consideração pelo meu bem-estar, um ato que todos reconhecemos como homofóbico. A partir daí, comecei a vê-lo no set dizendo coisas degradantes para as mulheres (…) como ‘boc*tas caídas'”. “Esta saída forçada e pública do armário me deixou com sentimento de vergonha por muito tempo, um dos resultados mais destrutivos da homofobia. Fazer com que alguém se sinta envergonhado de quem é, é uma manipulação cruel, concebida para oprimir e reprimir. Fui roubada de mais do que autonomia sobre a minha capacidade de me definir. O comentário de Ratner foi repetido em minha mente muitas vezes ao longo dos anos, todas as vezes que eu encontrei homofobia e tive que lidar com sentimentos de relutância e incerteza sobre meu futuro na indústria do entretenimento”, ela acrescentou. Questionada por seus seguidores porque não disse nada no momento em que ouviu o comentário, Paquin acrescentou: “Se você não consegue pensar na razão óbvia de porquê eu fiquei em silêncio, então talvez tenha esquecido que eu estou nesta indústria criadora de vítimas desde antes de atingir a puberdade”. Anna Paquin venceu o Oscar por “O Piano” (1994), aos 11 anos de idade, tornando-se a segunda atriz mais jovem a conquistar um troféu da Academia. E, por seu comentário, também deve ter histórias para contar, que não está contando. Por sua vez, Brett Ratner está envolvido na onda de escândalos que assola Hollywood, após ser acusado de abuso sexual em uma reportagem do jornal Los Angeles Time, publicada no dia 1 de novembro. Entre as mulheres que o denunciaram estão as atrizes Natasha Henstridge (“A Experiência”) e Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”). I was there when that comment was made. I stand with you .@EllenPage https://t.co/DEIvKDXeEL — Anna Paquin (@AnnaPaquin) November 10, 2017 If you can't think of the glaringly obvious reason I remained silent then perhaps you've forgotten that I've been in this victim grooming industry since before I hit puberty. — Anna Paquin (@AnnaPaquin) November 10, 2017

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    Ellen Page acusa Brett Ratner de homofobia nas filmagens de X-Men: O Confronto Final

    10 de novembro de 2017 /

    A atriz Ellen Page publicou um longo post em sua conta pessoal no Facebook onde reflete sobre as diversas acusações de abuso sexual em Hollywood, revelando momentos conturbados que ela própria passou durante sua carreira. Logo no começo, ela destaca ter sofrido um ataque homofóbico do diretor Brett Ratner, um dos nomes envolvidos em escândalos sexuais. De acordo com a atriz, ela tinha 18 anos quando chegou no primeiro dia de trabalho para o encontro com o elenco de “X-Men: O Confronto Final” (2006), no qual interpretou a mutante Kitty Pryde, quando Brett Ratner fez uma piadinha homofóbica que expôs sua sexualidade para todos os presentes. “Ele olhou para uma mulher próxima de mim, dez anos mais velha, apontou para mim e disse: ‘Você deveria fod*-la para ela perceber que é lésbica’. Ele era o diretor do filme, Brett Ratner”, ela recordou. “Eu era uma jovem adulta que ainda não tinha assumido para mim mesmo. Eu sabia que era gay, mas não sabia, por assim dizer. Senti-me violada quando isto aconteceu. Olhei para os meus pés, não disse nada e vi que ninguém o fez. Este homem começou os nossos meses de filmagens num encontro de trabalho com este terrível e incontestado ato. Ele ‘me tirou do armário’ sem consideração pelo meu bem-estar, um ato que todos reconhecemos como homofóbico. A partir daí, comecei a vê-lo no set dizendo coisas degradantes para as mulheres (…) como ‘boc*tas caídas'”. “Esta saída forçada e pública do armário me deixou com sentimento de vergonha por muito tempo, um dos resultados mais destrutivos da homofobia. Fazer com que alguém se sinta envergonhado de quem é, é uma manipulação cruel, concebida para oprimir e reprimir. Fui roubada de mais do que autonomia sobre a minha capacidade de me definir. O comentário de Ratner foi repetido em minha mente muitas vezes ao longo dos anos, todas as vezes que eu encontrei homofobia e tive que lidar com sentimentos de relutância e incerteza sobre meu futuro na indústria do entretenimento”, ela acrescentou. Ratner também foi descrito como misógino pelas mulheres que o acusaram de abuso sexual em uma reportagem do jornal Los Angeles Time, publicada no dia 1 de novembro, entre elas as atrizes Natasha Henstridge (“A Experiência”) e Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”). Ellen Page também lembrou outras situações inconvenientes de sua carreira. Sem citar o nome do diretor, ela contou ter sido assediada aos 16 anos de idade. “Quando eu tinha 16 anos, um diretor me levou para jantar (uma obrigação profissional bem comum). Ele acariciou minha perna debaixo da mesa e disse: “Você tem que tomar a iniciativa, eu não posso”. Eu não tomei e tive a sorte de me afastar dessa situação. Mas foi uma percepção dolorosa: minha segurança não estava garantida no trabalho. Uma figura de autoridade adulta para quem eu trabalhava pretendia me explorar fisicamente. Fui assaltada sexualmente meses depois. E um diretor pediu que eu transasse com um homem de 20 e poucos anos e depois lhe contasse. Isto foi o que me aconteceu durante os meus 16 anos, um adolescente na indústria do entretenimento”. Ela comentou que, enquanto vítimas sofrem, os abusadores seguem festejados em Hollywood. E, neste contexto, menciona que o maior erro de sua carreira foi ter trabalhado com Woody Allen, que foi acusado de ter abusado de sua filha. “Fiz um filme do Woody Allen e é o maior arrependimento da minha carreira. Tenho vergonha de ter feito isto. Eu ainda tinha que encontrar a minha voz e não era quem eu sou agora e me senti pressionada, porque “Claro que você tem que dizer sim a este filme Woody Allen”. No final das contas, no entanto, é minha responsabilidade decidir que fazer e fiz a escolha errada. Cometi um erro terrível.” A atriz participou de “Para Roma, com Amor” (2012), de Allen. Desde então, se assumiu lésbica. E voltou a ser convidada a viver a mutante Kitty Pryde em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014), logo após sair do armário publicamente. Desta vez, sem traumas.

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    Outdoors de X-Men: Apocalipse geram polêmica por mostrarem violência contra mulher

    3 de junho de 2016 /

    Um cartaz promovendo o filme “X-Men: Apocalipse” gerou uma saia-justa na Fox, por mostrar a personagem Mística, vivida por Jennifer Lawrence, sendo estrangulada pelo vilão que dá nome ao longa, interpretado por Oscar Isaac. A imagem, exibida em outdoors nos Estados Unidos, causou desconforto por supostamente endossar a violência contra as mulheres. A atriz Rose McGowan (“Conan, o Bárbaro”) chegou a publicar um protesto no Twitter. “Há um grande problema quando os homens e mulheres da 20th Century Fox pensam que violência casual contra uma mulher é um jeito de promover um filme. Não há contexto na propaganda, apenas uma mulher sendo estrangulada”, ela escreveu. “Imagine se um negro estivesse sendo estrangulado por um branco, ou um gay por um heterossexual? A crítica seria enorme. Então vamos deixar claro que isso está errado”, concluiu. Rapidamente, a Fox divulgou um comunicado se desculpando pela escolha da imagem e afirmando que vai retirar todos os cartazes que estiverem espalhados pelos Estados Unidos. “No nosso entusiasmo em mostrar a vilania do personagem Apocalipse, nós não reconhecemos imediatamente a conotação da imagem impressa. Nós nos desculpamos pelas nossas ações e nunca iremos concordar com violência contra as mulheres.”

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