Juventude, de Paolo Sorrentino, é eleito o Melhor Filme Europeu de 2015
A Academia do Cinema Europeu elegeu o drama “Juventude” como o Melhor Filme Europeu de 2015. O longa do cineasta italiano Paolo Sorrentino (“A Grande Beleza”) foi aclamado pelos mais de 3 mil eleitores da instituição, vencendo ao todo três prêmios na cerimônia, realizada na noite de sábado (12/12) em Berlim. Sorrentino ainda ficou com o troféu de Melhor Direção e o veterano ator britânico Michael Caine (trilogia “Batman”) com a estatueta de Melhor Ator. Curiosamente, o filme anterior de Sorrentino, “A Grande Beleza” (2013), também foi contemplado com estes mesmos três prêmios (além de Melhor Edição), recebendo, posteriormente, o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. O prêmio de Melhor Atriz foi para outra veterana do cinema britânico, a atriz Charlotte Rampling (“Não Me Abandone Jamais”), pelo drama “45 Anos”, de Andrew Haigh (“Weekend”). Além disso, dois filmes de língua inglesa ainda faturaram os troféus de Melhor Documentário (o popular “Amy”) e Animação (o irlandês “A Canção do Oceano”). Já o público e a crítica preferiram outras produções, dando seus prêmios, respectivamente, para o espanhol “Pecados Antigos, Longas Sombras” e o franco-turco “Cinco Graças”. O evento também homenageou, com um troféu pela carreira, ao ator austríaco Christoph Waltz, vencedor de dois Oscars por “Bastardos Inglórios” (2009) e “Django Livre” (2012). [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir a lista completa dos vencedores do Prêmio do Cinema Europeu” state=”closed”] Vencedores do Prêmio do Cinema Europeu 2015 [symple_column size=”one-half” position=”first” fade_in=”false”] Melhor Filme Juventude (Itália/França/Reino Unido) Melhor Direção Paolo Sorrentino, por Juventude Melhor Ator Michael Caine, por Juventude Melhor Atriz Charlotte Rampling, por 45 Anos (Reino Unido) Melhor Roteiro Yorgos Lanthimos e Efthymis Filippou, por The Lobster (Reino Unido/Grécia) Melhor Fotografia Martin Gschlacht, por Boa Noite, Mamãe (Áustria) Melhor Edição Jacek Drosio, por Body (Polônia) Melhor Trilha Sonora Cat’s Eye, por O Duque de Burgundy (Reino Unido/Hungria) Melhor Design de Produção Sylvie Olivé, por The Brand New Testament (Bélgica/França/Luxemburgo) Melhor Figurino Sarah Blenkinsop, por The Lobster Melhor Som Vasco Pimentel e Miguel Martins, por As Mil e uma Noites (Portugal) [/symple_column] [symple_column size=”one-half” position=”last” fade_in=”false”] Prêmio Descoberta (Crítica) Cinco Graças (França/Turquia) Prêmio do Público Pecados Antigos, Longas Sombras (Espanha) Melhor Comédia Um Pombo Pousou em um Galho Refletindo Sobre a Existência (Suécia) Melhor Documentário Amy (Reino Unido) Melhor Animação A Canção do Oceano (Irlanda) Melhor Curta-Metragem Picnic (Croácia) [/symple_column] [/symple_toggle]
Truque de Mestre 2: Daniel Radcliffe confronta a gangue de mágicos no trailer da continuação
A Paris Filmes divulgou o primeiro trailer legendado da continuação de “Truque de Mestre” (2013). A prévia abre com um resumo do primeiro filme, narrado por Morgan Freeman, antes de apresentar novos números de magia com ritmo vibrante e um grand finale, reservado para a revelação da participação de Daniel Radcliffe (franquia “Harry Potter”). “Truque de Mestre 2” vai se passar um ano depois do quarteto original de mágicos enganar o FBI e ganhar adulação do público com seus espetáculos alucinantes. Mas quando os Quatro Cavaleiros ressurgem, são confrontados por um novo inimigo, um jovem prodígio (Radcliffe), que os força a realizar um assalto ainda mais audacioso. A gangue de mágicos volta a ser formada por Jesse Eisenberg, Woody Harrelson e Dave Franco, mas houve uma troca no elenco, com Lizzy Caplan (“A Entrevista”) assumindo a vaga de Isla Fisher. Além deles, o filme também terá a volta de Mark Ruffalo, Morgan Freeman e Michael Caine. O roteiro foi escrito por Ed Solomon (um dos autores do primeiro filme) e Pete Chiarelli (“A Proposta), e a direção está a cargo de Jon M. Chu (“G.I. Joe 2: Retaliação”). A estreia está marcada para 9 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
O Último Caçador de Bruxas se beneficia da baixa expectativa
“O Último Caçador de Bruxas” se beneficia da baixa expectativa gerada por sua premissa – Vin Diesel caçando bruxas pela eternidade. O filme não se preocupa muito com o desenvolvimento dos personagens e assume todas as facilidades do roteiro, que nem sempre se encaixa ou se preocupa em fazer muito sentido. Mas boas cenas de ação, bem distribuídas e eficientes na manutenção do ritmo, somadas a efeitos especiais de qualidade, fazem da produção um entretenimento satisfatório. Na trama, o personagem de Diesel (“Velozes e Furiosos”) é um caçador de bruxas de 800 anos, que se tornou imortal por uma maldição da Rainha Bruxa. Séculos após a morte da vilã, uma conspiração ameaça a paz estabelecida entre humanos e bruxos, e o caçador precisa voltar à atividade na Nova York contemporânea. O ator, como de costume, demonstra um carisma muito maior do que suas capacidades interpretativas e, sem inventar muito, não compromete. Junto com ele, está Rose Leslie (série “Game of Thrones”), aquela que conhecemos por contar ao John Snow que ele não sabe nada, como uma bruxa boazinha que o auxilia em sua missão. A boa química entre os dois convence. O elenco ainda destaca Michael Caine (trilogia “Batman: O Cavaleiro das Trevas”), muito bem como um guardião idoso, e Elijah Wood (trilogia “O Senhor dos Anéis”), como o substituto, nem sempre tão bem assim. O roteiro da dupla Matt Sazama e Burk Sharpless (responsável pelo similar “Drácula: A História Nunca Contada”) em parceria com Cory Goodman (do também similar “Padre”) é simplório, mas o acabamento técnico ajuda “O Último Caçador de Bruxas” a entreter o público. De fato, é possível até elogiar o apuro técnico de sua fotografia, assinada por Dean Semler (“Malévola”), os figurinos, desenhados por Luca Mosca (“De Volta ao Jogo”), e um trabalho bastante impressionante com a maquiagem da Rainha Bruxa, vivida pela atriz francesa Julie Engelbrecht (“As Férias do Pequeno Nicolau”).


