Guardiões da Galáxia Vol. 2 estreia em 1º lugar no Brasil
“Guardiões da Galáxia Vol. 2”, novo filme da Marvel, deixou “Velozes e Furiosos 8” para trás em sua estreia no Brasil. Confirmando informações do mercado internacional, a produção levou mais de 1,2 milhão de pessoas aos cinemas do país, arrecadando R$ 21,7 milhões. Ainda inédito nos Estados Unidos e na China, “Guardiões da Galáxia Vol. 2” já arrecadou US$ 106 milhões mundialmente. Com o sucesso do filme de super-heróis, o oitavo “Velozes e Furiosos” caiu para a 2ª colocação, com 684 mil espectadores e faturamento de R$ 11,4 milhões. O pódio se completa com a fantasia religiosa “A Cabana”, visto por 396 mil espectadores. Os dados se referem ao fim de semana estendido, que vai da última quinta-feira (27/4) ao feriado desta segunda (1/5).
Greve evitada: Roteiristas de Hollywood terão aumento e séries diminuirão de tamanho
O Sindicato dos Roteiristas dos EUA (WGA, na sigla em inglês) chegou a um acordo provisório com representantes dos estúdios de cinema e televisão, o que evitou uma greve que poderia ter paralisado a produção de filmes e programas de TV. No novo contrato definido nesta terça-feira (2/5), as partes combinaram que as temporadas de televisão serão mais curtas – um tema importante desde o advento dos serviços de streaming – e haverá um aumento de 15% nos royalties (conhecidos como residuais) de TV. A novidade foi divulgada no site do WGA como uma grande conquista. “Esse resultado e essa determinação são um testamento de sua coragem e sua fé em nós como seus representantes”, diz o texto do sindicato. Os membros ainda têm que aprovar o pacto. O sindicato possui 9 mil integrantes e já tinha realizado uma votação para determinar se entraria em greve caso não conseguisse avanços significativos em suas negociações. Com os membros favoráveis a grave, a data-limite para uma proposta do estúdio era esta terça-feira. O foco das negociações foi justamente a diferença entre os números de episódios de séries da TV paga e streaming e as produções das grandes redes. O sindicato diz que seus membros, que são pagos por episódio, sofreram uma redução média de 23% na renda nos últimos três anos pelo aumento de número de séries “curtas”. Tradicionalmente, as séries a TV aberta duram 22 capítulos, enquanto a média da TV paga e streaming são 13 episódios. O acordo prevê aumento de pagamento por episódio, compensado com a diminuição do número total de capítulos nas grandes redes, e foi fechado com a Aliança de Produtores de Cinema e Televisão, que representa as gigantes do entretenimento Comcast Corp, Walt Disney, CBS, Viacom, Time Warner Inc. e Twenty-First Century Fox Inc. Se uma greve fosse convocada, o primeiro impacto seria visto pelo público nos talk shows de fim de noite da TV americana, que usam equipes de roteiristas para criar piadas sobre temas atuais. A última greve do WGA ocorreu entre 2007 e 2008 e durou 100 dias. As redes de TV exibiram reprises e mais reality shows, os cronogramas de produção de filmes foram atrasados e o prejuízo para a economia do Estado da Califórnia foi estimado em US$ 2,1 bilhões, com cerca de 37 mil pessoas perdendo o emprego, segundo relatório do instituto de pesquisa Milken.
Velozes e Furiosos 8 quebra recorde na China e ultrapassa US$ 1 bilhão em bilheteria mundial
“Velozes e Furiosos 8” cruzou a marca de US$ 1 bilhão em arrecadação mundial. A conquista veio em seu terceiro fim de semana de exibição, principalmente por conta do desempenho na China, onde já faturou US$ 361 milhões, quase o dobro da arrecadação norte-americana (atualmente em US$ 192,7 milhões). O valor é recorde de bilheteria para um filme estrangeiro no mercado chinês. A produção da Universal é apenas o 30º filme a atingir a arrecadação de US$ 1 bilhão na história do cinema e o segundo em 2017, após “A Bela e a Fera”. Mas fez isso de forma mais veloz e furiosa que a maioria, levando apenas 16 dias, um a menos que “Velozes e Furiosos 7”, para ultrapassar o valor. A rapidez era esperada, tendo em vista que o longa quebrou o recorde de maior estreia de todos os tempos, faturando US$ 532,5 milhões no seu fim de semana de lançamento. Mesmo assim, não bateu o recorde de “Jurassic World” (2015), que precisou de somente 13 dias para se tornar bilionário. O oitavo longa da franquia estrelada por Vin Diesel lidera as bilheterias dos EUA desde sua estreia, mas já dá sinais de desaceleração, diante da boa estreia de “Guardiões da Galáxia Vol 2” no mercado internacional. O filme de super-heróis da Marvel, que curiosamente também conta com Vin Diesel em seu elenco, chega nos EUA e na China no próximo fim de semana.
Velozes e Furiosos 8 vence terceira semana nos EUA, atropelando O Círculo
“Velozes e Furiosos 8” completou sua terceira volta na liderança das bilheterias de fim de semana na América do Norte. Com a estreia de “Guardiões da Galáxia Vol. 2” marcada para a semana que vem nos EUA, deve ter sido o último topo de pódio conquistado pelo oitavo filme da franquia de carros movidos à Vin Diesel. A verdade é que a competição facilitou muito para o tricampeão, que arrecadou US$ 19,4 milhões nos últimos três dias, chegando a US$ 192,7 milhões no mercado doméstico. O desempenho que impressiona, na verdade, vem do exterior, especialmente da China, que fez com que o longa atingisse US$ 1 bilhão em apenas 16 dias. Leia mais sobre isso aqui. /a> As três estreias amplas da semana nos EUA tiveram desempenho fraco. A mais bem-sucedida foi a comédia “Como se Tornar um Conquistador”, com US$ 12 milhões no 2º lugar. Estrelada pelo mexicano Eugenio Debez (“Não Aceitamos Devoluções”) como uma amante latino da terceira idade, que precisa se virar após sua coroa rica lhe trocar por um modelo mais jovem, a produção foi considerada medíocre pela crítica americana (50% de aprovação no Rotten Tomatoes). Vale principalmente para rever a sumida Rachel Welch (“Legalmente Loira”), sex symbol dos anos 1960, que não estrelava um filme há mais de uma década. Estreia na direção do ator Ken Marino (série “Childrens Hospital”), ainda não tem previsão de estreia no Brasil. A maior surpresa, porém, surgiu em 3º lugar. Exibido em somente 420 cinemas, o épico indiano “Baahubali 2: The Conclusion” surpreendeu com o faturamento de US$ 10,5 milhões. O filme é sequência de “Baahubali: The Beginning”, que arrecadou um terço disso, US$ 3,6 milhões, em toda a sua trajetória no ano de 2015. O pior desempenho entre os estreantes ficou por conta da sci-fi “O Círculo”. Nem a participação de astros famosos, como Emma Watson (“A Bela e a Fera”) e Tom Hanks (“Sully”), impediu sua implosão. Lançado em mais de 3 mil cinemas, o filme só rendeu US$ 9,3 milhões. Pior ainda, o público que viu odiou, classificando-o com nota D+ no CinemaScore, uma das mais baixas dos últimos tempos. Já o Rotten Tomatoes registrou míseros 18% de aprovação da crítica. Um fiasco completo. Adaptação do best-seller “O Círculo”, de Dave Eggers, o filme gira em torno de uma nova rede social, mais intrusiva que todas já existentes, cujo slogan resume sua aspiração de Big Brother: “Saber é bom, saber tudo é melhor”. A estreia está marcada apenas para 22 de junho no Brasil. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Velozes e Furiosos 8 Fim de semana: US$ 19,3 milhões Total EUA: US$ 192,7 milhões Total Mundo: US$ 1 bilhão 2. Como se Tornar um Conquistador Fim de semana: US$ 12 milhões Total EUA: US$ US$ 12 milhões Total Mundo: US$ 12 milhões 3. Baahubali 2: The Conclusion Fim de semana: US$ 10 milhões Total EUA: US$ 10 milhões Total Mundo: US$ 10 bilhão 4. O Círculo Fim de semana: US$ 9,3 milhões Total EUA: US$ 9,3 milhões Total Mundo: US$ 9,3 milhões 5. O Poderoso Chefinho Fim de semana: US$ 9 milhões Total EUA: US$ 148,4 milhões Total Mundo: US$ 396,6 milhões 6. A Bela e a Fera Fim de semana: US$ 6,4 milhões Total EUA: US$ 480,1 milhões Total Mundo: US$ 1,1 bilhão 7. Despedida em Grande Estilo Fim de semana: US$ 3,5 milhões Total EUA: US$ 37,3 milhões Total Mundo: US$ 61,5 milhões 8. Os Smurfs e a Vila Perdida Fim de semana: US$ 3,31 milhões Total EUA: US$ 37,7 milhões Total Mundo: US$ 155,5 milhões 9. Gifted Fim de semana: US$ 3,3 milhões Total EUA: US$ 15,8 milhões Total Mundo: US$ 15,9 milhões 10. Paixão Obsessiva Fim de semana: US$ 2,3 milhões Total EUA: US$ 8,8 milhões Total Mundo: US$ 11,8 milhões
Netflix revela planos de lançar seus filmes no cinema
Após a polêmica causada pela inclusão de dois filmes da Netflix no Festival de Cannes, a plataforma de streaming deixou claro que está revendo seus planos de lançamento, buscando uma alternativa cinematográfica. Mas para isso precisará superar um grande entrave para a exibição de suas produções nos cinemas do país: a janela de exibição. Na França, um filme só pode ser exibido em um serviço de streaming 36 meses após sua saída dos cinemas. “Estamos certos de que os amantes franceses de cinema não vão querer ver esses filmes três anos depois do resto do mundo”, disse a Netflix em um comunicado. “Com isso dito, nós estamos explorando a distribuição teatral destes dois filmes na França, para uma estreia limitada, na mesma data da disponibilização na Netflix. Estamos entusiasmados por explorar todas e quaisquer opções que deem a esses filmes a oportunidade de serem vistos por um público tão amplo quanto possível, em uma variedade de telas, porque, como os exibidores franceses, também queremos continuar a contribuir para o desenvolvimento e financiamento de filmes”. Os filmes da Netflix selecionados para o festival francês são “Okja”, de Bong Joon-ho, e “The Meyerowitz Stories, de Noah Baumbach. Mas os planos da empresa não se resumem apenas a estes dois lançamentos e exclusivamente à França. A diretoria da Netflix enviou um comunicado aos seus acionistas mencionando estar aberta a negociar com redes exibidoras em todo o mundo para levar suas produções aos cinemas em grande escala. “Como nossos assinantes financiam estes filmes, eles deveriam ser os primeiros a assisti-los”, diz o texto. “Mas nós também estamos abertos para apoiar grandes redes de cinemas dos Estados Unidos, como AMC e Regal, se elas quiserem oferecer nossos filmes, como ‘Bright’, com Will Smith”. A Netflix conta, especialmente nos EUA, com o interesse dos grandes estúdios de Hollywood para conseguir avanços sobre a barreira da janela de exibição. Os estúdios também estão interessados em disponibilizar seus filmes em serviços de streaming como a Netflix, mas para isso não querem esperar os 90 dias obrigatórios que um longa-metragem precisa aguardar após sua saída de cartaz no país para reaparecer em outro meio. Disponibilizar os filmes mais rapidamente para consumo online seria uma forma dos estúdios competirem não apenas com a Netflix, mas também com a pirataria, além de lhes dar uma nova fonte de renda. Por outro lado, os exibidores temem que isso prejudique o hábito de assistir filmes no cinema. A pressão de Hollywood deve resultar numa diminuição da janela de exibição, fazendo com que os grandes sucessos do cinema possam ser disponibilizados mais rapidamente para consumo doméstico. Seria uma grande reviravolta, já que a Netflix sofreu boicote das redes americanas ao buscar um meio termo em seu primeiro filme. O plano original da empresa para “Beasts of No Nation” em 2015 era exibir a produção em alguns cinemas selecionados dos Estados Unidos, mas as redes de exibidores proibiram que seu circuito fosse utilizado e o filme só entrou em 31 salas independentes. Por conta disso, o serviço de streaming acabou desistindo dos cinemas, lançando seus filmes posteriores diretamente na plataforma.
Sindicato dos Roteiristas dos EUA decide entrar em greve
Vai parar tudo. Mais de 96% dos membros do WGA (Writers Guild of America), o sindicato dos roteiristas de cinema, rádio e televisão dos EUA, votaram pela realização de uma greve em protesto contra as produtoras americanas de séries e filmes. Mas não vai parar agora. A paralisação está marcada para iniciar em 2 de maio, quando o atual contrato do sindicato e a entidade patronal AMPTP (Alliance of Motion Picture and Television Producers) se encerra. Até lá, as negociações continuam. E o sindicato vai usar a perspectiva da greve para pressionar os produtores. “Estamos empenhados em chegar a um acordo que mantenha a indústria funcionando”, divulgou a AMPTP em comunicado. “A greve de 2007 machucou a todos. Escritores perderam mais de US$ 287 milhões, negócios foram cancelados e muitos roteiristas tomaram empréstimos para compensar suas despesas.” Segundo a revista Variety, o apoio atual dos membros da WGA, de cerca de 96%, é maior que o registrado na greve de 2007, que contou com aval de 90% de seus então 5.507 associados. Agora, 6.310 cédulas foram emitidas. A greve de uma década atrás durou 100 dias, entre novembro de 2007 e fevereiro de 2008, atrasando cronogramas de filmes e séries. Quem sentiu mais foram as produções televisivas. As séries tiveram temporadas abreviadas ou estreias adiadas, sendo substituídas por uma proliferação de reality shows – parindo, sem querer, “Keeping up with the Kardashians”. A paralisação também provocou um prejuízo de US$ 2,1 bilhões para o Estado da Califórnia, onde se concentra boa parte da indústria de entretenimento. Cerca de 37 mil pessoas perderam emprego, segundo relatório do instituto de pesquisa Milken. Na época, os estúdios não resistiram à pressão e acabaram cedendo, inclusive tendo que enfrentar o engajamento de atores conhecidos, que se juntaram aos piquetes. Como antes, os roteiristas querem, basicamente, ganhar mais. Segundo alegam, a indústria de entretenimento lucrou US$ 51 bilhões no ano passado e não precisa ser tão gananciosa. As produtoras rebatem, mostrando que a ganância é do sindicato. A quantidade de séries no ar atualmente é absurda, portanto não faltam empregos, e a disputa pelos melhores roteiristas tem levado a aumentos salariais. De acordo com relatório divulgado pelo canal FX, foram exibidas 455 séries em 2016, a maior quantidade em todos os tempos. O sindicato retruca que se aumentaram as séries, diminuíram os episódios. Atualmente, o salário mínimo dos roteiristas tem como base o trabalho em séries de 22 episódios por temporada, que estão cada vez mais escassas. Canais pagos e serviços de streaming estão estimulando até as redes a optarem por séries mais curtas, entre 10 e 13 episódios, que rendem aos roteiristas metade do salário-base. Por conta disso, o sindicato pede aumentos nas remunerações mínimas e sobre os direitos dos roteiros na tentativa de compensar estas mudanças na produção de séries de TV. O objetivo é igualar estruturas de pagamento para aqueles que trabalham em programas da TV paga e streaming, nos quais os valores permanecem inferiores aos pagos pelas redes de TV tradicionais. De acordo com o WGA, a renda de um roteirista de nível médio caiu 23% de 2015 para cá (o salário anual médio é de cerca de US$ 195 mil). O sindicato também exige aumento nas contribuições para plano de saúde por parte das empresas.
Velozes e Furiosos 8 lidera bilheterias com público de 5 milhões de pessoas no Brasil
Assim como nos EUA, “Velozes e Furiosos 8” não teve dificuldades para se manter no topo das bilheterias de cinema no Brasil. Em seu segundo fim de semana de exibição, o longa protagonizado por Vin Diesel e Dwayne Johnson vendeu 1,6 milhão de ingressos e rendeu R$ 27,8 milhões. Os números são impressionantes, porque, em apenas 11 dias, o longa ultrapassou a marca de 5 milhões de ingressos vendidos e faturou R$ 82,7 milhões nas bilheterias brasileiras. A diferença entre a venda de ingressos do oitavo filme da franquia de carros e os demais lançamentos é simplesmente brutal. Segundo o levantamento da consultoria Comscore, “Velozes e Furiosos 8” responde sozinho por metade da bilheteria do Top 10 do último fim de semana. Os dez filmes de maior sucesso renderam juntos R$ 54,5 milhões e venderam 3,2 milhões de ingressos. Ou seja, “Velozes e Furiosos 8” rendeu praticamente o mesmo que a soma total dos outros filmes. Antes da estreia do longa, o top 10 brasileiro vinha se mantendo no patamar de cerca de R$ 40 milhões de renda e 2,5 milhões de ingressos. Na semana em que “Velozes e Furiosos 8” chegou aos cinemas, os números subiram para R$ 62,6 milhões e 3,7 milhões de ingressos. Isto porque o filme teve a maior estreia do ano no país. Apesar da diferença abissal, o blockbuster da Universal não foi o único filme a repetir seu desempenho da semana passada. O resto do Top 3 também se manteve inalterado, com a fantasia religiosa “A Cabana” na 2ª colocação, com R$ 9,5 milhões e 582,3 mil ingressos, e a animação “O Poderoso Chefinho” em 3º lugar, com R$ 5,5 milhões e 356,3 mil ingressos. Já as estreias da semana não empolgaram. “Vida”, “Gostosas, Lindas e Sexies” e “Paixão Obsessiva” levaram, respectivamente, 660 mil, 494 mil e 386 mil espectadores aos cinemas. Mas este “fracasso” era esperado. O maior lançamento da quinta-feira (20/4), a sci-fi “Vida”, abriu em apenas 220 salas. Em comparação, “Velozes e Furiosos 8” foi lançado, uma semana antes, em cerca de 1,4 mil salas, o que é quase metade de todos os cinemas disponíveis no país (são pouco mais de 3 mil, ao todo). Nesta quinta, outro blockbuster vai enfrentar a correria de Diesel e Johnson nos cinemas: “Guardiões da Galáxia Vol. 2”.
Velozes e Furiosos 8 mantém 1º lugar folgado em sua segunda semana nos EUA
“Velozes e Furiosos 8” não teve problemas para manter sua liderança nas bilheterias da América do Norte pela segunda semana consecutiva. De fato, as três primeiras posições do ranking norte-americano se mantiveram inalteradas, tão fracas foram as estreias da semana. O longa estrelado por Vin Diesel e Dwayne Johnson arrecadou US$ 38,6 milhões, bem à frente da animação “O Poderoso Chefinho”, com US$ 12,7 milhões, e “A Bela e a Fera”, com faturamento de US$ 9,9 milhões. Em 10 dias, o oitavo “Velozes e Furiosos” fez US$ 163,5 milhões nos EUA. Mas muito mais impressionante é seu desempenho internacional. Só na China, o filme já rendeu US$ 318 milhões, levando a soma das bilheterias mundiais a US$ 908 milhões. Isto significa uma disputa curva a curva com “Jurassic World” pelo recorde de ultrapassagem mais rápida da marca de US$ 1 bilhão mundial. O filme dos dinossauros entrou no clube dos bilionários em 13 dias, superando justamente o recorde de 17 dias de “Velozes e Furiosos 7” – ambos atingidos em 2015. Entre as estreias, a mais bem-sucedida foi “Born in China”, documentário sobre a vida animal na China, produzido pela Disney, que destaca uma família de pandas fofíssimos. Abriu em 4º lugar, com US$ 5,1 milhões. Os outros lançamentos foram atropelados pelos carrões e produções infantis. O thriller novelesco “Paixão Obsessiva” e os dramas históricos “A Promessa” e “Z – A Cidade Perdida” fracassaram em interessar o público, ocupando, respectivamente, 7º, 9º e 10º lugar no ranking. Destes, “Paixão Obsessiva” foi considerado fraco até pelo estúdio, que o escondeu da crítica. Por isso, acabou recebendo críticas “póstumas”, com rejeição maciça e apenas 25% de aprovação. “A Promessa”, por sua vez, foi considerado “apenas” medíocre, com 45% de aprovação. Já “Z – A Cidade Perdida”, ao contrário, foi recebido com muitos elogios, atingindo 87% de aprovação. Passado na selva amazônica, dirigido por James Gray (“Era Uma Vez em Nova York”) e estrelado por Charlie Hunnam (série “Sons of Anarchy”), Robert Pattinson (“Mapas para as Estrelas”), Sienna Miller (“Sniper Americano”) e Tom Holland (“Capitão América: Guerra Civil”), “Z – A Cidade Perdida” estreia apenas em 1 de junho no Brasil. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Velozes e Furiosos 8 Fim de semana: US$ 38,6 milhões Total EUA: US$ 163,5 milhões Total Mundo: US$ 908,3 milhões 2. O Poderoso Chefinho Fim de semana: US$ 12,7 milhões Total EUA: US$ US$ 136,9 milhões Total Mundo: US$ 358,1 milhões 3. A Bela e a Fera Fim de semana: US$ 9,9 milhões Total EUA: US$ 471 milhões Total Mundo: US$ 1,1 bilhão 4. Born in China Fim de semana: US$ 5,1 milhões Total EUA: US$ 5,1 milhões Total Mundo: US$ 14,6 milhões 5. Despedida em Grande Estilo Fim de semana: US$ 5 milhões Total EUA: US$ 31,7 milhões Total Mundo: US$ 50,8 milhões 6. Os Smurfs e a Vila Perdida Fim de semana: US$ 4,85 milhões Total EUA: US$ 33,3 milhões Total Mundo: US$ 133,6 milhões 7. Paixão Obsessiva Fim de semana: US$ 4,8 milhões Total EUA: US$ 4,8 milhões Total Mundo: US$ 6,5 milhões 8. Gifted Fim de semana: US$ 4,5 milhões Total EUA: US$ 10,7 milhões Total Mundo: US$ 10,7 milhões 9. A Promessa Fim de semana: US$ 4 milhões Total EUA: US$ 4 milhões Total Mundo: US$ 4 milhões 10. Z – A Cidade Perdida Fim de semana: US$ 2,1 milhões Total EUA: US$ 2,2 milhões Total Mundo: US$ 2,2 milhões
Velozes e Furiosos 8 quebra recordes e conquista maior estreia mundial de todos os tempos
O mundo ama Vin Diesel e Dwayne Johnson. “Velozes e Furiosos 8” somou US$ 532,5 milhões em seu lançamento mundial, consagrando-se como a maior estreia mundial de todos os tempos. Até então, a maior bilheteria de estreia mundial pertencia a “Star Wars: O Despertar da Força”, que rendeu US$ 529 milhões em dezembro de 2015. Com US$ 430 milhões somados no exterior, “Velozes e Furiosos 8” também superou com folga os US$ 317 milhões da abertura internacional de “Jurassic World” em 2016, batendo outro recorde: o maior fim de semana de estreia internacional de todos os tempos. A principal arrecadação veio da China, onde a produção da Universal celebrou mais um recorde: o maior fim de semana de estreia da história do país, com US$ 190 milhões, quase o dobro da bilheteria do filme nos EUA – que, em comparação, rendeu “míseros” US$ 100 milhões. O filme anterior da franquia, “Velozes e Furisos 7”, largou com tanque bem mais vazio no mercado chinês, rendendo US$ 67 milhões em sua estreia, mas acabou somando US$ 390 milhões, que é o atual recorde de arrecadação para uma produção estrangeira na China. Agora, a continuação pode transformar essa soma em troco. “Velozes e Furiosos 8” também liderou as bilheterias do México (US$ 17,8M), Reino Unido (US$ 17M), Rússia (US$ 14M), Alemanha (US$ 13,6M), Brasil (US$ 12.8M), França (US$ 10,5M), Coreia do Sul (US$ 10,5M), e Índia (US$ 10,4M), entre outros países. O filme deve continuar no topo por mais uma semana, pois seu próximo adversário de peso só estreia em 27 de abril no mercado internacional. Trata-se de “Guardiões da Galáxia Vol. 2”. E aí a corrida pela liderança do ranking fica mais interessante.
Velozes e Furiosos 8 estreia em 1º lugar na América do Norte
Conforme esperado, “Velozes e Furiosos 8” estreou em 1º lugar nas bilheterias da América do Norte (EUA e Canadá). Na verdade, esperava-se até mais de seu desempenho doméstico. O filme superou por pouco os US$ 100 milhões de arrecadação, mas projeções do começo da semana previam uma ameaça real à maior estreia deste ano, os US$ 170 milhões de “A Bela e a Fera”. A queda de marcas expressivas acabou acontecendo no exterior, especialmente na China. Graças ao desempenho internacional, a produção da Universal registrou a maior bilheteria de um estreia mundial em todos os tempos (mais sobre isto no próximo post): uma abertura recorde de US$ 532,5 milhões. Na América do Norte, porém, o oitavo “Velozes e Furiosos” ficou atrás do filme anterior, que rendeu US$ 147 milhões em seu fim de semana inaugural, marcando a despedida de Paul Walker da franquia. Mesmo considerando apenas o mercado doméstico, o fato de um oitavo filme de franquia atrair tanta gente é extremamente raro. Dos oito longas, apenas “Velozes e Furiosos 7” teve uma abertura maior que esta. As críticas, porém, não foram tão positivas quanto a dos últimos filmes com Paul Walker, com 64% de aprovação no site Rotten Tomatoes – a mais baixa cotação desde “Velozes e Furiosos 5” (2011). Ainda assim, bem acima da média e longe de ser considerado um acidente de percurso, como “Velozes e Furiosos 4”, que teve somente 28% de aprovação. Para completar, o público deu nota A no Cinemascore, aprovando completamente a produção. O resto do ranking teve que se acomodar ao impacto dos carrões de Vin Diesel e Dwayne Johnson, com os integrantes do Top 5 da semana passada caindo uma posição cada um. Menos “Ghost in the Shell”, que desabou para fora do Top 10, mesmo mantendo seu sucesso internacional. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Velozes e Furiosos 8 Fim de semana: US$ 100,1 milhões Total EUA: US$ 100,1 milhões Total Mundo: US$ 532,4 milhões 2. O Poderoso Chefinho Fim de semana: US$ 15,5 milhões Total EUA: US$ US$ 116,3 milhões Total Mundo: US$ 977,4 milhões 3. A Bela e a Fera Fim de semana: US$ 13,6 milhões Total EUA: US$ 454,6 milhões Total Mundo: US$ 1 bilhão 4. Os Smurfs e a Vila Perdida Fim de semana: US$ 6,5 milhões Total EUA: US$ 24,7 milhões Total Mundo: US$ 16,8 milhões 5. Despedida em Grande Estilo Fim de semana: US$ 6,3 milhões Total EUA: US$ 23,3 milhões Total Mundo: US$ 124,3 milhões 6. Gifted Fim de semana: US$ 3 milhões Total EUA: US$ 4,3 milhões Total Mundo: US$ 117,2 milhões 7. Corra! Fim de semana: US$ 2,9 milhões Total EUA: US$ 167,5 milhões Total Mundo: US$ 534,3 milhões 8. Power Rangers Fim de semana: US$ 2,8 milhões Total EUA: US$ 80,5 milhões Total Mundo: US$ 596,6 milhões 9. The Case for Christ Fim de semana: US$ 2,7 milhões Total EUA: US$ 8,4 milhões Total Mundo: US$ 176,5 milhões 10. Kong – A Ilha da Caveira Fim de semana: US$ 2,6 milhões Total EUA: US$ 161,2 milhões Total Mundo: US$ 3,9 milhões
Record, SBT e RedeTV! já pedem metade do que queriam para voltar à TV paga
Baixou. A Simba, joint venture que negocia com as operadoras de TV paga, representando as redes Record, SBT e RedeTV!, teria baixado pela metade a sua pedida original, segundo apurou o blog Notícias da TV. As emissoras, que pediam inicialmente R$ 15 por seus sinais, agora estariam aceitando R$ 7. E com carência de três anos. Mas não é só. Tem ainda três novos canais de brinde na superpromoção de Páscoa. Desde o último dia 30, as três redes estão fora dos pacotes da Net, Sky e Claro HD na Grande São Paulo e Distrito Federal, onde já ocorreu o apagão analógico. E como consequência, suas audiências desabaram – caíram de 20% a 30%. A liquidação se deve ao pavor diante dos estragos que isso pode causar em suas receitas publicitárias. O jornalista Daniel Castro ouviu de um executivo que acompanha as conversas entre emissoras e operadoras que o status das negociações progrediu de “impossível” para “muito difícil”. É que empresas de TV por assinatura ainda consideram muito caro pagar R$ 7 por assinante. Isso significaria o desembolso de até R$ 130 milhões por mês para as emissoras, ou R$ 1,5 bilhão por ano. Mais, portanto, que os custos estimados com a perda de receitas com o cancelamento de assinaturas por parte de clientes insatisfeitos – tática usada originalmente pelas redes para negociar e que se provou inefetiva. Para fechar o negócio, a Simba estaria oferecendo um período de carência. O valor “cheio” (R$ 7) só começaria a ser cobrado quando todo o país estivesse 100% digitalizado. Isso deve levar uns três anos. Além disso, oferece de lambuja três novos canais para as grades de programação das operadoras. Eles viriam “de graça” pelos R$ 7 cobrados pelas redes. Um desses canais seria de reprises de programas das emissoras, outro traria eventos esportivos e o terceiro seria de notícias. Com o fim da TV analógica, as redes abertas passaram a ter o direito de cobrar por seus sinais digitais, antes distribuídos gratuitamente pelas operadoras de TV paga. Record, SBT e RedeTV! se juntaram e, para forçar pressão, decidiram sair da TV por assinatura – menos na Vivo, que aceitou negociar. Como não houve acordo com a maioria das operadoras, cerca de 7 milhões de telespectadores, que só veem TV por assinatura, estão sem acesso às programações dos três canais. A resposta à oferta da Simba deve vir nos próximos dias. Vale observar que qualquer receita que entrar será lucro, pois Record, SBT e RedeTV! recebiam R$ 0 até o final de março por seus canais.
Estreia de Velozes e Furiosos 8 ocupa quase metade dos cinemas do Brasil
A expectativa para o lançamento de “Velozes e Furiosos 8” é tão elevada que poucos se arriscaram a competir com sua estreia nesta quinta-feira (13/4). O filme chega ao circuito nacional em cerca de 1,4 mil salas, o que é quase metade de todos os cinemas disponíveis no país (são pouco mais de 3 mil, ao todo). Com esse domínio completo do mercado, só um desastre muito grande será capaz de impedir sua estreia em 1º lugar no ranking do fim de semana, finalmente tirando “A Bela e a Fera” do topo das bilheterias, após cinco semanas. Apesar do longo reinado, o filme da Disney é mesmo sua maior competição. Como não há outra estreia ampla na semana, os carrões de Vin Diesel e Dwayne Johnson vão disputar o público da Páscoa principalmente com os filmes infantis em cartaz, que ainda incluem “O Poderoso Chefinho” e “Os Smurfs e a Vila Perdida”. Sem a comoção em torno da morte do astro Paul Walker, que serviu de combustível para o filme anterior, o oitavo “Velozes e Furiosos” optou por repetir uma trama de “Velozes e Furiosos 6”, quando Letty (Michelle Rodriguez) se voltou contra a turma. Desta vez, é Dom (Vin Diesel) quem vira o judas, a tempo de pegar o feriadão da Semana Santa. Produções europeias dominam o circuito limitado, que nesta semana é mesmo “de arte”. O lançamento com maior distribuição é também o melhor: o drama britânico “Una”, com Rooney Mara e Ben Mendelsohn. Baseado em um peça de teatro, vem despertando polêmicas e elogios com sua história, sobre o acerto de contas entre uma vítima e um pedófilo. Chega em 25 salas. Isabelle Huppert, que se tornou ubíqua após ser indicada ao Oscar 2016, chega às telas brasileiras em mais um filme. Ou melhor, um telefilme lançado em DVD na França. Versão contemporânea de “As Falsas Confidências”, de Marivaux (1688–1763), junta a atriz com outro intérprete popular, Louis Garrel, e foi filmado em tempo escasso com o elenco que encenava a peça nos palcos do Théatre de l’Odeon, de Paris, em janeiro do ano passado. “Variações de Casanova” é outra mistura de cinema e teatro, desta vez com ópera. A produção europeia traz John Malkovitch como o célebre sedutor em duas histórias relacionadas com montagens de óperas de Mozart. Produzido há três anos, passou em festivais, mas não estreou nos EUA. “Apesar da Noite” também é “antigo” e “difícil”. A produção de 2015 segue o padrão experimental do francês Philippe Grandrieux, com três horas de duração. O cineasta já ganhou uma retrospectiva na Mostra Indie em 2009 e desta vez mergulha no sexo, supostamente em busca de amor. Apesar do tema, a filmagem é um desafio à paciência do público, por conta de seu desapego completo às convenções cinematográficas. É o caso raro em que a diminuta distribuição já é ampla o suficiente. Subestimado com um lançamento em apenas oito salas, “Stefan Sweig – Adeus Europa” poderia ter maior apelo no Brasil. A cinebiografia do escritor austríaco, autor do clássico “Carta de uma Desconhecida”, foca sua fuga da Alemanha nazista, que culmina na chegada ao Rio, onde se apaixona pelo país, mas não a ponto de achar que poderia viver num mundo onde existisse alguém como Hitler. Para completar o circuito limitado, há dois filmes nacionais que, após se destacarem no circuito dos festivais, estreiam em pouquíssimas salas. O documentário “Martírio”, de Vincent Carelli, foi um dos longas mais aplaudidos do Festival de Brasília 2016, quando venceu o Prêmio do Público e o Prêmio Especial do Júri. A obra registra as disputas centenárias por terra dos índios guarani e kaiowá, e chega dentro da programação da Sessão Vitrine Petrobras (preços reduzidos e pouca sessões). “A Família Dionti” fez parte da programação de 2015 do Festival de Brasília e também conquistou o Prêmio do Público. A obra do estreante Alan Minas é um conto interiorano sobre o amadurecimento de um garoto, temperado com elementos fantásticos, e fará sua estreia em Minas Gerais, antes de expandir para nove telas no resto do país. Clique nos títulos destacados de cada filme para ver todos os trailers das estreias da semana.
A Bela e a Fera completa quatro semanas em 1º lugar no Brasil
“A Bela e a Fera” completou quatro semanas em 1º lugar nas bilheterias do Brasil, atingindo 7 milhões de espectadores e R$ 112 milhões de arrecadação. Com isso, superou “Logan” (6,2 milhões de espectadores e R$ 89 milhões) e e se tornou o maior sucesso americano do ano no país. Em 2º lugar ficou a fantasia religiosa “A Cabana”, que estreou no Brasil com público de 544 mil pessoas e renda de R$ 9 milhões. Em seu lançamento nos EUA, o filme não passou do 3º lugar e ainda amargou críticas muito negativas (20% no Rotten Tomatoes). Já o atual campeão da bilheteria americana, a animação “O Poderoso Chefinho” (473 mil de público) ficou em 3º, seguido por “Os Smurfs e a Vila Perdida” (391 mil) e “A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell” (142 mil).








