Annabelle 2 lidera as bilheterias do Brasil pela segunda semana
“Annabelle 2: A Criação do Mal” se manteve na liderança das bilheterias nacionais pela segunda semana consecutiva. Entre a última quinta-feira (24/8) e domingo (28), o terror arrecadou R$ 7 milhões e vendeu 1,8 milhão de ingressos de acordo com a ComScore. Até agora, o lançamento soma R$ 25,6 milhões no Brasil. A estreia de “A Torre Negra” acabou ficando em 2º lugar, com R$ 4,6 milhões, à frente de “Planeta dos Macacos: A Guerra”, que fez R$ 2,3 milhões, mas está em cartaz desde 3 de agosto e já soma um total de R$ 40,1 milhões nas bilheterias nacionais. A outra estreia da quinta-feira passada, o brasileiro “Bingo, O Rei das Manhãs”, arrecadou R$ 1 milhão nas bilheterias. Estrelado por Vladimir Brichta, o filme abriu na 4ª colocação geral, assistido por 62 mil espectadores. A lista segue com duas animações “Uma Família Feliz” (R$ 480 mil) e “Meu Malvado Favorito 3” (R$ 424 mil), a sci-fi “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” (R$ 410 mil), o nacional “João: O Maestro” (R$ 393 mil), “Dunkirk” (R$ 364 mil) e “Na Mira do Atirador (R$ 336 mil).
Dupla Explosiva vira pior líder de bilheterias do ano na América do Norte
O rendimento das bilheterias dos últimos dias na América no Norte foi o mais baixo do ano, uma verdadeira catástrofe, a ponto de ser comparado ao desempenho do fim de semana posterior aos atentados de 11 de setembro de 2001, ocasião em que o líder fez US$ 8 milhões e a soma dos 12 filmes mais bem posicionados ficou em US$ 43,5 milhões. Neste fim de semana, a melhor bilheteria foi US$ 10 milhões e o Top 12 somou US$ 49 milhões. Em vez de atentado terrorista, a atenção do público se voltou para a transmissão televisiva de uma luta de boxe. Para dar ideia da dimensão do evento, o combate Mayweather vs. McGregor foi exibido em alguns cinemas e sua transmissão ficou entre as sessões mais concorridas, em 8º lugar. À frente de uma das estreias da semana. Como se não bastasse, a ameaça do furacão Harvey também dividiu as atenções do público do sul dos Estados Unidos. Com isso, nenhuma estreia se sobressaiu, e a bomba explosiva, ou melhor, “Dupla Explosiva”, manteve-se por duas semanas consecutivas em 1º lugar. Com dez dias de exibição, a comédia de ação estrelada por Samuel L. Jackson e Ryan Reynolds fez US$ 39,6 milhões. E está se saindo até bem para um filme de baixo orçamento (US$ 29 milhões), que tem um diretor de filmes B (fez “Os Mercenários 3”), história batida (derivada de “Fuga à Meia-Noite”, de 1988) e foi execrado pela crítica (38% de aprovação no Rotten Tomatoes). A distribuidora nacional ainda ajudou a estabelecer que se trata de um produto genérico ao batizá-lo justamente de “Dupla Explosiva”. O título original é “Hitman’s Bodyguard” (o guarda-costas do assassino profissional), mas, por falta de ideias, será o quarto “Dupla Explosiva” lançado no país – sem contar a série homônima. Chega aos cinemas brasileiros na quinta (31/8). O terror “Annabelle 2: A Criação do Mal” manteve o 2º lugar. Com os US$ 7,3 milhões dos últimos três dias, atingiu US$ 77,8 milhões no mercado doméstico. Ou seja, o filme mais que se pagou após três fins de semana, uma vez que foi rodado por apenas US$ 15 milhões. O sucesso também é internacional. Além de estrear em 1º lugar no Brasil no fim de semana passado, “Annabelle 2″ já soma US$ 215 milhões em todo o mundo. A melhor estreia da semana foi a animação “A Bailarina”, produção franco-canadense que passou pelos cinemas brasileiros em janeiro. Abriu em 3º lugar, com US$ 5 milhões e críticas negativas (37% de aprovação no Rotten Tomatoes). Mas os tomates mais podres foram reservados para “Birth of the Dragon”, aventura centrada numa luta da juventude de Bruce Lee, muito mal-recebida pela imprensa (27% de aprovação) e pelo público. Abriu apenas em 9º lugar, com US$ 2,5 milhões, e foi considerado um grande desperdício de premissa. Se chegar ao Brasil será em streaming ou vídeo. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Dupla Explosiva Fim de semana: US$ 10 milhões Total EUA: US$ 39,6 milhões Total Mundo: US$ 39,6 milhões 2. Annabelle 2: A Criação do Mal Fim de semana: US$ 7,3 milhões Total EUA: US$ 77,8 milhões Total Mundo: US$ 215 milhões 3. A Bailarina Fim de semana: US$ 5 milhões Total EUA: US$ 5 milhões Total Mundo: US$ 63,2 milhões 4. Terra Selvagem Fim de semana: US$ 4,4 milhões Total EUA: US$ 9,8 milhões Total Mundo: US$ 9,8 milhões 5. Roubo em Família Fim de semana: US$ 4,3 milhões Total EUA: US$ 15 milhões Total Mundo: US$ 16 milhões 6. Dunkirk Fim de semana: US$ 3,9 milhões Total EUA: US$ 172,4 milhões Total Mundo: US$ 412,1 milhões 7. Homem-Aranha: De Volta para Casa Fim de semana: US$ 2,7 milhões Total EUA: US$ 318,8 milhões Total Mundo: US$ 737 milhões 8. Mayweather vs. McGregor Fim de semana: US$ 2,5 milhões Total EUA: US$ 2,5 milhões Total Mundo: US$ 2,5 milhões 9. Birth of the Dragon Fim de semana: US$ 2,5 milhões Total EUA: US$ 2,5 milhões Total Mundo: US$ 2,5 milhões 10. Emoji: O Filme Fim de semana: US$ 2,3 milhões Total EUA: US$ 76,4 milhões Total Mundo: US$ 144,1 milhões
Annabelle 2 estreia na liderança das bilheterias do Brasil
A estreia de “Annabelle 2: A Criação do Mal” nos cinemas brasileiros desbancou “Planeta dos Macacos: A Guerra” do topo das bilheterias nacionais. E foi por uma diferença grande, segundo dados da Rentrak. A continuação da franquia de terror levou mais de 850 mil pessoas aos cinemas, enquanto o terceiro “Planeta dos Macacos” vendeu menos de 280 mil ingressos. Traduzindo em reais, “Annabelle 2” fez R$ 13,1 milhões em seus quatro primeiros dias em cartaz, enquanto a sci-fi estrelada por Andy Serkis somou R$ 4,9 milhões em sua terceira semana de exibição no Brasil – a renda total desde a estreia ultrapassa os R$ 36 milhões. A lista segue com “Valerian e a Cidade dos Mil Panetas” (R$ 1,6 milhão), “Uma Família Feliz” (R$ 1 milhão), “Dunkirk” (R$ 955 mil), “Meu Malvado Favorito 3” (R$ 781 mil), “Transformers: O Último Cavaleiro” (R$ 760 mil) e, curiosamente, três filmes nacionais em sequência: “João: O Maestro” (R$ 572 mil), “O Filme da Minha Vida” (R$ 559 mil) e “Detetives do Prédio Azul” (R$ 489 mil).
Apple pretende investir US$ 1 bilhão na produção de séries em 2018
A Apple planeja investir US$ 1 bilhão para comprar e produzir séries em 2018, revelou na quarta-feira (16/8) o jornal The Wall Street Journal. O valor colocaria a gigante tecnológica como uma das grandes produtoras de Hollywood, ainda que, segundo o jornal, o montante seja apenas metade do orçamento anual da HBO. E bem menor que os ambiciosos US$ 6 bilhões destinados pela Netflix para lançar novos conteúdos neste ano. Segundo fontes citadas pelo Wall Street Journal, com esse dinheiro a empresa poderia licenciar e produzir até dez séries, entrando assim na disputa por conteúdos premium com outras grandes empresas, como as citadas HBO e Netflix. Analistas acreditam que a Apple precisa de pelo menos uma série de grande sucesso para conseguir decolar, como aconteceu com a Netflix, com “House of Cards” e “Orange Is the New Black”. A empresa já começou a oferecer alguns programas próprios através do seu serviço de streaming, mas que não tiveram muita repercussão. Nenhum deles segue o formato das produções de ficção. Mas recentemente a empresa contratou os copresidentes da Sony Pictures Television, Jamie Erlicht e Zack Van Amburg, que estiveram por trás dos lançamentos de “Breaking Bad”, “The Blacklist” e “The Crown”. Com reservas de mais de US$ 261 bilhões e um faturamento de US$ 215 bilhões, a Apple poderia fazer facilmente grandes apostas em Hollywood.
Netflix contrata produtora de Grey’s Anatomy e Scandal para criar novas séries exclusivas
Criadora de séries de sucesso da TV americana, como “Grey’s Anatomy”, “Scandal” e “How to Get Away With Murder”, a produtora Shondaland, da roteirista Shonda Rhimes, fechou contrato para desenvolver séries para a Netflix. O anúncio foi feito pela empresa na noite deste domingo. Em comunicado, Shonda afirmou que é grata por ter iniciado sua carreira na TV, mas que seu foco agora é ampliar seu público e aumentar sua “identidade criativa”. Ela também explicou que já planejava os próximos passos de sua carreira com o diretor de conteúdo da empresa de streaming, Ted Sarandos: “Daremos a ela possibilidades sem limites”, declarou a Netflix em nota. As séries da ABC “Grey’s Anatomy”, “Scandal” e “How to Get Away With Murder” continuarão a ser exibidas pela rede americana. O canal também continua desenvolvendo com Shonda o drama jurídico “For the People” e o spin-off de bombeiros de “Grey’s Anatomy”. A contratação da Shondaland não deixa de ser uma resposta da Netflix à Disney, que na semana passada anunciou planos para lançar seu próprio serviço de streaming e retirar seus filmes do catálogo da empresa a partir de 2019. A rede ABC é o maior negócio televisivo da Disney, e Shonda sua produtora mais bem-sucedida.
Desempenho dos blockbusters de 2017 deixa uma lição: filme ruim não faz mais verão
A estreia de “Annabelle 2: A Criação do Mal” marcou o último lançamento sobre o qual havia perspectiva positiva no verão norte-americano de 2017. E mesmo abrindo em 1º lugar, o filme teve o pior desempenho da franquia, desde o primeiro “Invocação do Mal” há quatro anos. Detalhe: a Warner comemorou o resultado. O verdadeiro terror das bilheterias da América do Norte acontece à luz do dia. O desempenho dos blockbusters neste verão sombrio tem sido abaixo da crítica – literalmente – , empurrando as arrecadações para baixo. Como resultado, a receita bruta de Hollywood ficou 11% menor que o faturamento do ano passado. E não há mais nenhuma grande estreia até o fim de semana do Dia do Trabalho americano, em 4 de setembro, indicando que o verão de 2017 pode se encerrar com uma queda ainda maior, de até 15% nas vendas. A empresa de dados financeiros Bloomberg comparou estes números ao avançado do consumo por streaming. Em sua análise, um em cada seis frequentadores de cinema da América do Norte preferiu ficar em casa assistindo “Game of Thrones” por streaming do que sair para ver um filme aos domingos. O que mais impressiona é que, de acordo com o site Rotten Tomatoes, poucas vezes houve tantos filmes bons para o público consumir nos cinemas durante o verão. A lista das maiores bilheterias, encabeçada por “Mulher-Maravilha”, é repleta de queridinhos da crítica, como “Dunkirk” e “Em Ritmo de Fuga”, e registra uma pontuação média de 72% de aprovação. O problema para os grandes estúdios é que alguns desses filmes não deveriam aparecer no topo desta lista. O fato de produções com potencial cult darem dinheiro representa um resultado inversamente proporcional ao desempenho dos lançamentos caros, que deveriam ter liderado o faturamento. Mas novos capítulos de “Transformers” e “Piratas do Caribe” fracassaram, assim como as tentativas de inaugurar franquias com “A Múmia”, “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas“, “Baywatch” e “A Torre Negra”. A conclusão é que filmes barulhentos, que geralmente só incomodavam a crítica, este ano não foram aceitos pelo público. O motivo parece evidente. O Fandango, maior site de vendas de ingressos online da América do Norte, comprou o Rotten Tomatoes no ano passado e passou a incluir a nota da crítica entre as informações disponíveis para o público interessado em adquirir entradas. Isto inspirou outros pontos de venda a incluírem as cotações dos filmes, impactando a decisão de compra de ingressos. Não por acaso, filmes com notas ruins fracassaram clamorosamente. E filmes elogiados tiveram um desempenho acima do esperado. É uma mudança radical de paradigma para a indústria. E isto está deixando Hollywood atordoada, pois indica que os executivos precisarão abandonar a preguiça das reciclagens e continuações e fazer o que nunca fizeram questão de produzir: filmes bons, filmes melhores, filmes com qualidade crítica.
Annabelle 2 estreia em 1º lugar nas bilheterias da América do Norte
“Annabelle 2: A Criação do Mal” assustou a concorrência ao abrir em 1º lugar nas bilheterias no fim de semana, afastando um pouco as nuvens de um versão bastante sombrio para a indústria cinematográfica. O terror, que estreia na próxima quinta (17/8) no Brasil, conjurou US$ 35 milhões em 3,5 mil salas, superando o desempenho de alguns supostos blockbusters da temporada – “A Torre Negra”, “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” e “A Múmia”. A estreia agradou a crítica, com 69% de aprovação, ao contar a origem da personagem do título – um alívio diante dos 29% do primeiro “Annabelle” em 2014. Mas o verão está tão fraco que a volta da boneca do mal vendeu menos ingressos que o lançamento dos outros filmes de seu “universo” cinematográfico – “Invocação do Mal”, que introduziu a boneca, fez US$ 41,9 milhões em sua estreia em 2013, “Invocação do Mal 2” abriu com US$ 40,4 milhões e “Annabelle” começou com US$ 37,1 milhões. “Nós teríamos ficado felizes em atingir US$ 30 milhões, considerando o mercado lento”, disse Jeff Goldstein, presidente da distribuição doméstica de Warner, comemorando o faturamento do filme no site The Hollywood Reporter. O estúdio tem realmente o que comemorar, pois também mantém o 2º lugar com o inesperado desempenho de “Dunkirk”. O filme de guerra de Christopher Nolan permaneceu uma força formidável em seu quarto final de semana em cartaz, somando mais US$ 11,4 milhões para ultrapassar a marca de US$ 150 milhões na América do Norte – uma façanha rara para uma produção sobre a 2ª Guerra Mundial, não vista desde que Steven Spielberg comandou “O Resgate do Soldado Ryan” (US$ 216 milhões no total). No mundo todo, “Dunkirk” já soma US$ 363,7 milhões. Outra estreia da semana, a animação “O Que Será de Nozes 2” abriu em 3º lugar, com US$ 8,9 milhões em 4 mil salas. Um desempenho pífio pela ampla distribuição e que representa menos da metade dos US$ 19,4 milhões obtidos pelo primeiro filme, em 2014. A continuação estreia no Brasil em 14 de setembro. Mas sombria mesmo é a arrecadação de “A Torre Negra”, que desabou do 1º para o 4º lugar após uma semana, com US$ 7,9 milhões. Em dez dias, a superprodução da Sony atingiu um total doméstico de US$ 34,3 milhões. Sim, menos que a abertura de “Annabelle 2”. Em todo o mundo, a soma não passa de US$ 53,6 milhões. Com isso, não há como a Sony investir numa continuação ou série de TV, conforme especulado. O Top 10 ainda registra a estreia do drama “O Castelo de Vidro”, estrelado por Brie Larson, que volta a trabalhar com o diretor Justin Cretton após “Temporário 12” (2013), o filme que a tornou atriz premiada. A produção da Lionsgate abriu apenas em 9º lugar, com US$ 4,8 milhões e uma distribuição em 1,4 mil salas. Vale destacar ainda as quedas de “Detroit”, o novo drama de Kathryn Bigelow (“Guerra ao Terror”), e a sci-fi “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”, de Luc Besson (“O Quinto Elemento”), que não conseguiram completar um mês no Top 10. Entre as estreias limitadas, o melhor resultado ficou com a comédia indie “Ingrid Goes West”, estrelada por Aubrey Plaza e Elizabeth Olson, que fez US$ 141,2 mil em somente três salas, registrando uma média por tela de US$ 47 mil, a melhor da semana. Com 86% de aprovação crítica, “Ingrid Goes West” superou até os outros dois lançamentos indies do circuito, que inclusive abriram em mais salas: “Bom Comportamento” (Good Time, US$ 137,6 mil em quatro salas) e “The Only Living Boy in New York” (US$ 57,6 milhões em 15 salas). Mas enquanto “Bom Comportamento”, com Robert Pattinson, encantou a crítica (92% de aprovação), “The Only Living Boy in New York”, que marca a volta do diretor Marc Webb às produções modestas após “O Espetacular Homem-Aranha 2”, foi execrado (29%). Confira abaixo o Top 10 completo com os trailers das produções. Clique nos títulos dos filmes para assistir às prévias de cada um. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Annabelle 2: A Criação do Mal Fim de semana: US$ 35 milhões Total EUA: US$ 35 milhões Total Mundo: US$ 71,7 milhões 2. Dunkirk Fim de semana: US$ 11,4 milhões Total EUA: US$ 153,7 milhões Total Mundo: US$ 363,7 milhões 3. O Que Será de Nozes 2 Fim de semana: US$ 8,9 milhões Total EUA: US$ 8,9 milhões Total Mundo: US$ 8,9 milhões 4. A Torre Negra Fim de semana: US$ 7,8 milhões Total EUA: US$ 34,3 milhões Total Mundo: US$ 53,6 milhões 5. Emoji – O Filme Fim de semana: US$ 6,6 milhões Total EUA: US$ 63,5 milhões Total Mundo: US$ 97,1 milhões 6. Girls Trip Fim de semana: US$ 6,2 milhões Total EUA: US$ 97,1 milhões Total Mundo: US$ 105,5 milhões 7. Homem-Aranha: De Volta para Casa Fim de semana: US$ 6,1 milhões Total EUA: US$ 306,4 milhões Total Mundo: US$ 702 milhões 8. O Sequestro Fim de semana: US$ 5,2 milhões Total EUA: US$ 19,3 milhões Total Mundo: US$ 19,3 milhões 9. O Castelo de Vidro Fim de semana: US$ 4,8 milhões Total EUA: US$ 4,8 milhões Total Mundo: US$ 4,8 milhões 10. Atômica Fim de semana: US$ 4,5 milhões Total EUA: US$ 42,8 milhões Total Mundo: US$ 61,7 milhões
Disney anuncia planos para lançar plataforma de streaming exclusiva
A Disney jogou nesta terça (8/8) uma bomba no já disputado mercado de streaming. A empresa que acumula mais sucessos recentes de cinema vai lançar seu próprio serviço de streaming em 2019. O anúncio acompanha a decisão do estúdio de não renovar seu contrato de licenciamento de conteúdo para a Netflix, que agora será sua rival no negócio. O contrato havia sido assinado em 2012, antes de o streaming ter ganhado força e se tornado um negócio muito lucrativo. A Netflix perderá o conteúdo da Disney ao fim do contrato atual – o que deve acontecer, justamente, até o fim de 2019. Segundo o CEO da Disney, Bob Iger, o novo serviço de streaming terá curtas, filmes e séries da empresa, além de produções exclusivas. Durante apresentação do negócio para analistas, Iger afirmou que a companhia pretende fazer um “investimento significativo” em novas atrações para a plataforma. A princípio, o serviço incluirá apenas desenhos e franquias da própria Disney e da Pixar, pois, segundo Iger, também estão em análise lançamentos de plataformas diferenciadas para os produtos da Marvel e da Lucasfilm. “Estamos conscientes do volume de produtos que entrarão nesses serviços. E queremos ter cuidado com isso. Também pensamos em incluir Marvel e ‘Star Wars’ como parte do serviço da marca da Disney. Mas aí precisamos verificar se os fãs de Marvel e ‘Star Wars’ são os mesmos fãs da Disney ou pertencem a outro grupo de interesses, que pode ser complementar para a Disney. Então, está tudo em discussão”, Iger afirmou. Ele definiu o projeto como “uma mudança estratégica significativa”. “Nós temos essa base incrivelmente apaixonada de consumidores da Disney em todo o mundo e, em praticamente todos os nossos negócios – exceto nos parques temáticos – , nunca tivemos a oportunidade de nos conectar diretamente com eles ou saber quem eles são. Já era tempo de entrar nesse negócio. E uma vez que decidimos entrar, as possibilidades de monetização são extraordinárias para esta empresa”. Iger ainda acrescenta: “A rentabilidade, a capacidade de geração de receita desta iniciativa é substancialmente maior do que os modelos de negócios nos quais atualmente estamos sendo atendidos”. Não há previsão de estreia do serviço para o Brasil.
Netflix compra empresa de quadrinhos do autor de Kick-Ass e Kingsman
A Netflix quer uma Marvel para chamar de sua. A empresa anunciou nesta segunda-feira (7/8) sua primeira aquisição financeira: a compra da empresa Millarworld, do quadrinista Mark Millar, que já rendeu três franquias cinematográficas – “O Procurado”, “Kick-Ass” e “Kingsman”. A Millarworld foi fundada em 2004, mas não funciona como uma editora tradicional de quadrinhos. É uma empresa criativa, que detém o registro dos personagens de Mark Millar, publicados por diferentes companhias. Atualmente, o roteirista tem 18 títulos diferentes no portfólio. A aquisição dará à Netflix o controle sobre um vasto arsenal de franquias de personagens com as quais poderá desenvolver filmes, séries e animações. Em comunicado, a empresa de streaming disse que o negócio faz parte do esforço da empresa “para trabalhar diretamente com criadores prolíficos e talentosos e para adquirir a propriedade intelectual e a posse de histórias com personagens atraentes e atemporais e mundos fictícios entrelaçados”. Ou seja, há planos para um universo compartilhado da Millarworld, que deve funcionar como as séries da Marvel produzidas pela plataforma. “Como criador e reinventor de algumas das mais memoráveis histórias e personagens da história recente, desde ‘Os Vingadores’, da Marvel, às franquias ‘Kick-Ass’, ‘Kingsman’, ‘Wanted’ (O Procurado) e ‘Reborn’, da Millarworld, Mark é o mais próximo possível de um Stan Lee dos dias atuais”, inflou o diretor de conteúdo da Netflix Ted Sarandos. “Mal podemos esperar para aproveitar o poder criativo da Millarworld na Netflix e criar uma nova era na narrativa de histórias globais”, completou. Mark Millar também se pronunciou. “Eu sou apaixonado pelo que a Netflix faz e estou muito animado com os planos deles. A Netflix é o fututo e a Millarworld não poderia ter uma casa melhor”. Antes de se lançar como autor independente de sucesso, Millar passou oito anos na Marvel, onde desenvolveu quadrinhos e arcos dramáticos muito populares. Suas histórias dessa fase também inspiraram filmes: “Os Vingadores” (2012), “Capitão América: Guerra Civil” (2016) e “Logan” (2016).
A Torre Negra vira pior líder de bilheterias de 2017 na América do Norte
As previsões pessimistas foram confirmadas pela estreia sombria de “A Torre Negra”. O filme abriu em 1º lugar na América do Norte, mas será difícil a Sony investir numa continuação. Isto porque a arrecadação de US$ 19,5 milhões, abaixo das expectativas, foi o pior desempenho de um líder de bilheterias em todo o ano de 2017. “A Torre Negra” transformou em inverno o final da alta temporada (verão) cinematográfica norte-americana. E tampouco empolgou o resto do mundo, somando em todos os territórios US$ 27,5 milhões. Mas não deveria ser surpresa para os investidores. Esta é a performance que costuma ser associada a adaptações do escritor Stephen King. Pela quantidade de filmes que seus livros geram, pode-se acreditar que ele é autor de blockbusters, mas a maior abertura de um longa inspirado por King foi “1408”, que estreou com US$ 20,6 milhões em 2007. O filme da Sony custou, supostamente, US$ 60 milhões de produção, divididos com a coprodutora MRC (Media Right Capital). Mas os gastos de marketing não foram revelados. Havia planos para o desenvolvimento de uma franquia com novos filmes e séries. Entretanto, tudo isso deve ter sido enterrado pela implosão nos cofres do estúdio. A pá de cal foi fornecida pela crítica, num registro de somente 18% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Executivos da Universal e Warner, que chegaram a cogitar produzir o projeto megalômano, podem respirar aliviados por terem desviado desta catástrofe. O lançamento no Brasil vai acontecer em 24 de agosto. Foi por pouco, mas “Dunkirk” caiu para 2º lugar após duas semanas no topo. O filme de guerra da Warner rendeu US$ 17,6 milhões nos últimos três dias nos Estados Unidos e no Canadá, chegando a um total de US$ 133,5 milhões no mercado doméstico. De forma impressionante, já superou até a arrecadação de “Planeta dos Macacos: A Guerra”, que tem uma semana a mais de exibição e contou com uma campanha de marketing grandiosa. “Dunkirk” também ultrapassou a sci-fi da Fox no mercado mundial, ao comemorar a marca de US$ 300 milhões no mundo inteiro. “Emoji – O Filme” e “Girls Trip” ficaram com o 3º e 4º lugares, respectivamente, em condições opostas. Enquanto a animação marca outro ponto negativo para a Sony – e que negativo, com só 7% de aprovação – , “Girls Trip” é um fenômeno da Universal. Produzido por US$ 19 milhões, rendeu até agora US$ 89,4 milhões no mercado doméstico. O Top 5 se completa com mais uma estreia. O suspense “O Sequestro” (Kidnap), estrelado por Halle Berry, fez US$ 10,2 milhões. E já está no lucro, pelo simples fato de ter chegado aos cinemas. A falência da produtora Relativity deixou vários filmes no limbo, como “Fallen”, que foi lançado no Brasil e ninguém sabe se um dia aparecerá nos Estados Unidos. Por sinal, “O Sequestro” estreia em 7 de setembro no Brasil. As decepções ainda continuaram com a ampliação do circuito de “Detroit”. Lançado em 20 salas na semana passada, o drama indie de época e denúncia social da premiada diretora Kathryn Bigelow (“Guerra ao Terror”) chegou a 3 mil salas na sexta (4/8) sem lotar nenhuma. Apareceu em 8º lugar, com US$ 7,2 milhões e uma média de público 60% menor que a de “A Torre Negra”. “Detroit” estreia no Brasil em 7 de setembro. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. A Torre Negra Fim de semana: US$ 19,5 milhões Total EUA: US$ 19,5 milhões Total Mundo: US$ 27,5 milhões 2. Dunkirk Fim de semana: US$ 17,6 milhões Total EUA: US$ 133,5 milhões Total Mundo: US$ 314,1 milhões 3. Emoji – O Filme Fim de semana: US$ 12,3 milhões Total EUA: US$ 49,4 milhões Total Mundo: US$ 62,1 milhões 4. Girls Trip Fim de semana: US$ 11,4 milhões Total EUA: US$ 85,4 milhões Total Mundo: US$ 90,8 milhões 5. O Sequestro Fim de semana: US$ 10,2 milhões Total EUA: US$ 10,2 milhões Total Mundo: US$ 10,2 milhões 6. Homem-Aranha: De Volta para Casa Fim de semana: US$ 8,8 milhões Total EUA: US$ 294,9 milhões Total Mundo: US$ 670,9 milhões 7. Atômica Fim de semana: US$ 8,2 milhões Total EUA: US$ 34,1 milhões Total Mundo: US$ 45,8 milhões 8. Detroit Fim de semana: US$ 7,2 milhões Total EUA: US$ 7,7 milhões Total Mundo: US$ 7,7 milhões 9. Planeta dos Macacos: A Guerra Fim de semana: US$ 6 milhões Total EUA: US$ 130,2 milhões Total Mundo: US$ 278 milhões 10. Meu Malvado Favorito 3 Fim de semana: US$ 5,2 milhões Total EUA: US$ 240,7 milhões Total Mundo: US$ 879,4 milhões
Saga Divergente vai mesmo ser concluída numa produção televisiva
Após o adiamento das filmagens e os boatos de que a franquia “Divergente” seria concluída num telefilme, o site Deadline apurou que o canal Starz irá exibir o projeto. Recentemente, a Lionsgate, que produziu os filmes de “Divergente”, comprou o canal pago americano, visando transformá-lo numa plataforma para suas produções. O projeto ainda estaria em estágios iniciais, com roteiro de Adam Cozad (“A Lenda de Tarzan”) e direção de Lee Toland Krieger (“A Incrível História de Adaline”). Os dois estavam previamente acertados para escrever e dirigir “A Série Divergente: Ascendente”, o filme que encerraria a franquia. Eles também terão créditos como produtores. O Deadline não soube precisar se a produção será um telefilme ou uma série, mas afirmou que há definitivamente planos para uma série baseada nos livos de Veronica Roth. A crise com “Divergente” foi criada pela própria Lionsgate, que decidiu dividir o último livro da trilogia literária em dois filmes, imitando “Harry Potter”, “Crepúsculo” e “Jogos Vorazes”. O problema é que, enquanto “Divergente” (2014) e “A Série Divergente: Insurgente” (2015) arrecadaram US$ 288,8 milhões e US$ 297,2 milhões, respectivamente, “A Série Divergente: Convergente” (2016), com metade de uma história, implodiu com US$ 179 milhões em todo o mundo, tornando a filmagem da parte final inviável do ponto de vista financeiro. A franquia acabou ficando sem fim. Como a produção ainda está em estágio inicial, não está claro se a trama trará de volta os personagens do filme ou se os atores irão repetir seus papéis. Shailene Woodley, que interpreta a protagonista Tris, já se disse disposta a concluir a história para os fãs. Após inicialmente rejeitar a ideia de fazer um telefilme, ela mudou a ideia, afirmando que tinha se comprometido a “contar a história completa de Tris e adoraria ser capaz de fazer isso”. Mas o elenco inclui outros jovens que acabaram deslanchando suas carreiras após o primeiros filme, como Ansel Elgort (“Em Ritmo de Fuga”) e Miles Teller (“Whiplash”). Também fazem parte do elenco cinematográfico Zoe Kravitz (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Theo James (“Anjos da Noite: Guerras de Sangue”), Octavia Spencer (“Estrelas Além do Tempo”), Naomi Watts (série “Gypsy”) e Jeff Daniels (“Steve Jobs”). Vale observar que as séries da Lionsgate são tão divisivas quanto seus filmes. Entre as produções do estúdio, destacam-se positivamente “Orange Is the New Black”, “Dear White People” e “The Royals”, e negativamente “MacGyver”, a já cancelada “Guilt” e o desastroso tele-remake de “Dirty Dancing”.
Críticas negativas afundam Emoji e Dunkirk mantém 1º lugar na América do Norte
“Emoji – O Filme” conseguiu realizar uma façanha, ao se tornar a primeira animação de grande estúdio a ser repudiada de forma unânime pela crítica norte-americana. Com apenas 8% de aprovação no site Rotten Tomatoes, a produção da Sony foi maldosamente identificada pela imagem de um de seus personagens, Poop (um cocô), e seguiu descarga abaixo, rendendo bem menos que o esperado nas bilheterias. O longa animado, que só chega no Brasil no final de agosto, abriu com US$ 25,6 milhões e não conseguiu superar o drama de guerra “Dunkirk”, que manteve o 1º lugar pela segunda semana seguida na América do Norte, com US$ 28,1 milhões. Foi a primeira vez que um lançamento se manteve por duas semanas no topo desde a estreia de “Mulher-Maravilha”, no início de junho. A superprodução de Christopher Nolan já ultrapassou os US$ 100 milhões no mercado doméstico. O 3º lugar ficou com “Girls Trip”, uma comédia para maiores sobre farra de mulheres, protagonizada por atrizes negras. O sucesso deste filme, que soma US$ 65,5 milhões em 10 dias, é inversamente proporcional ao fracasso da produção similar com atrizes brancas (e Scarlett Johansson) “A Noite É Delas”, que fez ao todo US$ 21,8 milhões e já saiu de cartaz. Estrelada por Queen Latifah (série “Star”) e Jada Pinkett Smith (série “Gotham”), “Girls Trip” não tem previsão de estreia no Brasil O êxito de “Girls Trip” também realça o tropeço de “Atômica”, que abriu abaixo das projeções da Universal. Nem os 75% de aprovação da crítica ajudou o thriller de ação a atingir sua meta, somando nas bilheterias US$ 18,5 milhões. Apesar do orçamento ser baixo (US$ 30 milhões), o estúdio contava com um pouco mais de ímpeto para investir numa continuação. A decisão agora vai depender do desempenho internacional. A estreia no Brasil acontece em 31 de agosto. Entre os lançamentos limitados, que não entraram no Top 10, o documentário “Uma Verdade Mais Inconveniente”, sobre o aquecimento global, teve a melhor performance, faturamento mais por tela que qualquer filme em cartaz no fim de semana. A estreia ocupou apenas quatro salas. “Detroit”, o novo longa da diretora Kathryn Bigelow (“A Hora Mais Escura”), também teve uma performance de “blockbuster indie” em sua exibição em 20 telas. Ambos os filmes terão seu circuito ampliado nos próximos dias. Mas vão demorar a chegar ao Brasil. A estreia nacional de “Detroit” está marcada para 7 de setembro, enquanto “Uma Verdade Mais Inconveniente” ficou apenas para 9 de novembro. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Dunkirk Fim de semana: US$ 28,1 milhões Total EUA: US$ 102,8 milhões Total Mundo: US$ 234,1 milhões 2. Emoji – O Filme Fim de semana: US$ 25,6 milhões Total EUA: US$ 25,6 milhões Total Mundo: US$ 25,6 milhões 3. Girls Trip Fim de semana: US$ 20 milhões Total EUA: US$ 65,5 milhões Total Mundo: US$ 67,5 milhões 4. Atômica Fim de semana: US$ 18,5 milhões Total EUA: US$ 18,5 milhões Total Mundo: US$ 24,4 milhões 5. Homem-Aranha: De Volta para Casa Fim de semana: US$ 13,4 milhões Total EUA: US$ 278,3 milhões Total Mundo: US$ 633,7 milhões 6. Planeta dos Macacos: A Guerra Fim de semana: US$ 10,3 milhões Total EUA: US$ 118,6 milhões Total Mundo: US$ 224,5 milhões 7. Meu Malvado Favorito 3 Fim de semana: US$ 7,7 milhões Total EUA: US$ 230,4 milhões Total Mundo: US$ 819,2 milhões 8. Valerian e a Cidade dos Mil Planetas Fim de semana: US$ 6,8 milhões Total EUA: US$ 30,6 milhões Total Mundo: US$ 30,6 milhões 9. Em Ritmo de Fuga Fim de semana: US$ 4 milhões Total EUA: US$ 92 milhões Total Mundo: US$ 138,6 milhões 10. Mulher-Maravilha Fim de semana: US$ 3,5 milhões Total EUA: US$ 395,4 milhões Total Mundo: US$ 786 milhões
Dunkirk estreia em 1º lugar e Valerian fracassa nas bilheterias da América do Norte
Rodado em 60mm, como os épicos de outrora, e com aviões e navios reais na locação verdadeira da história, “Dunkirk” arrastou multidões aos cinemas norte-americanos, abrindo em 1º lugar nas bilheterias em seu fim de semana de estreia. Superando expectativas da indústria, o longa dirigido por Christopher Nolan faturou US$ 50,5 milhões e dobrou a arrecadação com seu desempenho no mercado internacional. De forma inesperada para muitos, o filme de guerra à moda antiga deu um pau na sci-fi com efeitos digitais mirabolantes “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”, que era a outra grande estreia da semana. A produção mais cara já dirigida pelo francês Luc Besson fracassou de forma retumbante, rendendo apenas US$ 17 milhões e um modesto 5º lugar no ranking. Publicações especializadas tinham cravado que “Dunkirk” teria dificuldades para abrir com mais de US$ 40 milhões, devido ao tema. Filmes sobre a 2ª Guerra Mundial não costumam virar blockbusters. Mas os lançamentos do diretor Christopher Nolan, responsável pela trilogia “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, “A Origem” e “Interestelar”, nunca decepcionaram a Warner, que investiu uma fortuna em marketing para sua divulgação, praticamente dobrando os gastos de US$ 100 milhões de seu orçamento. A aposta era mais no prestígio, com possibilidade de Oscar, do que em lucro. Mas parece que “Dunkirk” vai render algum troco. Para dar dimensão a seu feito, a maior bilheteria de filme de guerra na América do Norte tem quase 20 anos. É “O Resgate do Soldado Ryan”, de Steven Spielberg, que rendeu US$ 216,5 milhões em 1998, mas abriu com bem menos que “Dunkirk”: US$ 31 milhões. A estreia no Brasil está marcada para quinta-feira (27/7). Já “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” tem o potencial de quebrar a produtora de Besson, EuropaCorp. O cineasta se reforçou com parceiros na produção. Mesmo assim, os custos são de outro mundo. Para começar, o orçamento é o dobro de “Dunkirk”. Trata-se do primeiro filme europeu que custou mais de US$ 200 milhões. E as despesas de marketing são tratadas como segredo de estado, pois devem aumentar muito a hemorragia financeira. Enquanto “Dunkirk” foi elogiado pela crítica, com 92% de aprovação no Rotten Tomatoes, “Valerian” dividiu opiniões, entre aplausos pelo visual impressionante e vaias para o roteiro nonsense. O crítico do site The Hollywood Reporter chegou a afirmar que o filme era favorito ao Framboesa de Ouro 2018, mas opiniões menos rigorosas elevaram a média do filme para 54%. Ou seja, não é um lixo, é apenas medíocre. A sci-fi chega aos cinemas brasileiros em 10 de agosto. Entre os dois extremos do Top 5, o ranking ainda reservou uma enorme surpresa. A comédia “Girls Trip”, que não tem título nacional nem previsão de lançamento no Brasil, estreou em 2º lugar, com US$ 30,3 milhões, num desempenho que ninguém previu. O resultado representou a maior abertura da carreira do diretor Malcolm D. Lee (“O Natal dos Amigos Indiscretos”, “Um Salão do Barulho 3”, etc). E com 89% de aprovação no Rotten Tomatoes, não repetiu o vexame crítico da outra comédia recente sobre viagens de amigas, “A Noite é Delas”, fracasso completo que sorrateiramente sumiu do cronograma de estreias do Brasil. “Girls Trip” se mostrou mais que “Uma Noite É Delas” com atrizes negras. Para começar, reforçou a ótima química entre as atrizes Queen Latifah (série “Star”) e Jada Pinkett Smith (série “Gotham”), que voltaram a filmar juntas 21 anos após estrelarem “Até as Últimas Consequências” (1996). Viajam junto com elas Regina Hall (“Pense como Eles”), que estreou no cinema na primeira comédia do diretor, “Amigos Indiscretos” (1999), e Tiffany Haddish (“Keanu: Cadê Meu Gato?!”). As quatro vivem melhores amigas que resolvem curtir o carnaval de Nova Orleans, onde reencontram o espírito juvenil, dançando, brigando e flertando até corar. Entre os alvos masculinos de sua energia está ninguém menos que Mike Colter (o astro da série Luke Cage”). Vale observar que logo abaixo de “Girls Trip” – e acima de “Valerian” – estão pesos-pesados como “Homem-Aranha: De Volta para Casa” e “Planeta dos Macacos: A Guerra”, filmes de franquias, que disputavam o topo do ranking. O detalhe é que o filme das férias femininas, que impediu as superproduções de assegurarem ou manterem o 2º lugar, foi feito por apenas US$ 20 milhões. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Dunkirk Fim de semana: US$ 50,5 milhões Total EUA: US$ 50,5 milhões Total Mundo: US$ 105,9 milhões 2. Girls Trip Fim de semana: US$ 30,3 milhões Total EUA: US$ 30,3 milhões Total Mundo: US$ 30,3 milhões 3. Homem-Aranha: De Volta para Casa Fim de semana: US$ 22 milhões Total EUA: US$ 251,7 milhões Total Mundo: US$ 571,7 milhões 4. Planeta dos Macacos: A Guerra Fim de semana: US$ 20,4 milhões Total EUA: US$ 97,7 milhões Total Mundo: US$ 174,8 milhões 5. Valerian e a Cidade dos Mil Planetas Fim de semana: US$ 17 milhões Total EUA: US$ 17 milhões Total Mundo: US$ 17 milhões 6. Meu Malvado Favorito 3 Fim de semana: US$ 12,7 milhões Total EUA: US$ 213,3 milhões Total Mundo: US$ 727,4 milhões 7. Em Ritmo de Fuga Fim de semana: US$ 6 milhões Total EUA: US$ 84,2 milhões Total Mundo: US$ 118,6 milhões 8. The Big Sick Fim de semana: US$ 5 milhões Total EUA: US$ 24,5 milhões Total Mundo: US$ 24,6 milhões 9. Mulher-Maravilha Fim de semana: US$ 4,6 milhões Total EUA: US$ 389 milhões Total Mundo: US$ 779,4 milhões 10. 7 Desejos Fim de semana: US$ 2,4 milhões Total EUA: US$ 10,5 milhões Total Mundo: US$ 10,5 milhões











