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  • Filme

    “Jurassic World: Domínio” retoma era dos blockbusters nos cinemas brasileiros

    2 de junho de 2022 /

    O lançamento de “Jurassic World – Domínio” em mais de mil salas faz os cinemas brasileiros retornarem à era dos blockbusters. Não foi num tempo jurássico, mas desde a pandemia não se via tantos filmes de apelo popular dominando a programação. Os dinossauros da Universal vão lutar com os super-heróis da Marvel (“Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”) e Tom Cruise (“Top Gun: Maverick”) pelos ingressos do público. Vale lembrar que os filmes anteriores da franquia “Jurassic” levaram 11,7 milhões de espectadores aos cinemas no Brasil. A lista de estreias também inclui o vencedor do Festival de Berlim de 2021 e mais três lançamentos que se destacaram com prêmios em Cannes, além de um documentário de ONG nacional, destinados ao circuito de arte. Confira abaixo todos os títulos que chegam às telas nesta quinta (2/6).     | JURASSIC WORLD – DOMÍNIO |   A conclusão da franquia reúne as estrelas da trilogia atual (Chris Pratt, Bryce Dallas Howard e a jovem Isabella Sermon) com os astros originais de “Jurassic Park” (Sam Neill, Jeff Goldblum e Laura Dern), além de introduzir novos intérpretes para mostrar o que acontece após os dinossauros serem soltos em meio à civilização contemporânea – situação do final do filme anterior, “Jurassic World: Reino Ameaçado”. E o que acontece é muito pouco. Os bichos são impressionantes, mas praticamente irrelevantes na trama, já que a verdadeira ameaça é uma corporação sinistra, que faz experimentos responsáveis por desastres ecológicos. Neste sentido, a trama abraça o espírito do primeiro “Jurassic Park” (1993), colocando as consequências brutais das ambições humanas no centro da história. Dirigido por Colin Trevorrow (do primeiro “Jurassic World”), “Domínio” também envolve numa missão de resgate – a neta (ou clone da filha) do fundador do Jurassic Park é sequestrada pelos vilões. Com essa premissa, a aventura também mistura um pouco de “Indiana Jones” e “Missão: Impossível”, providenciando picos de adrenalina a cada 15 minutos, no lugar de uma narrativa focada nos dinossauros. Ao menos, o clímax é reservado para a primeira aparição do Giganotossauro, o maior carnívoro que já existiu.     | MÁ SORTE NO SEXO OU PORNÔ ACIDENTAL |   Vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2021, a comédia ácida romena com 91% de aprovação no Rotten Tomatoes gira acompanha uma professora (Katia Pascariu) que precisa lidar com o vazamento de sua sex tape na internet. Assediada em seu dia-a-dia, ela ainda tem que enfrentar o assédio corporativo numa reunião de pais e mestres que exibe o infame vídeo para decidir sua punição. Além de usar humor insólito para denunciar a hipocrisia dos defensores da moral e dos bons costumes, o diretor Radu Jude também incorporou a pandemia em sua trama, gravando os atores com máscaras para refletir a situação do mundo real, em vez de adotar o negacionismo da maioria dos filmes realizados no auge da contaminação por covid-19. Ao anunciar o prêmio, o júri de Berlim tentou definir a obra da seguinte forma: “É um filme elaborado, mas também selvagem. Inteligente, mas infantil. Geométrico, mas vibrante. Impreciso, mas da melhor forma possível. Ataca o espectador, evoca a discordância, mas não deixa que ninguém o ignore.” O longa foi segundo Urso de Ouro de Radu Jude, que já tinha vencido o Festival de Berlim em 2015 com a aventura “Aferim!”.     | ESTÁ TUDO BEM |   O cineasta francês François Ozon (“Verão de 85”) volta a filmar um tema polêmico: a eutanásia. Após sofrer um derrame e ficar paralisado, o pai de Emmanuèle pede à sua filha para ajudá-lo a morrer. Isto dá início a um dilema ético e uma jornada para a Suiça, país onde a morte assistida é legal. Lançado no Festival de Cannes do ano passado, o drama é baseada no livro da romancista Emmanuèle Bernheim, que ajudou Ozon a escrever quatro filmes. Eles eram grandes amigos, mas este projeto só começou a ser produzido após a morte dela, em 2017. Elogiadíssimo, tem 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. O elenco destaca Sophie Marceau (“007 – O Mundo Não é o Bastante”) como a escritora e o veterano André Dussollier (“Três Lembranças da Minha Juventude”) como seu pai, mais a alemã Hanna Schygulla (“Lili Marlene”), a inglesa Charlotte Rampling (“45 Anos”) e Géraldine Pailhas (“Jovem e Bela”).     | 1982 |   O ano do título se refere à época da invasão do Líbano por Israel. O diretor libanês Oualid Mouaness aborda o período pelos olhos de crianças pré-adolescentes, evocando sua própria experiência como um estudante do primário no último dia de aula de 1982. A trama segue um menino de 11 que tenta encontrar um jeito de expressar sua paixão por uma coleguinha de aula, enquanto seus professores, entre eles Nadine Labaki (atriz e diretora de “Cafarnaum”), tentam mascarar seus medos ao prenunciarem a guerra, esperando os pais pegarem as crianças nas escolas – se conseguirem passar pelos tanques nas ruas. Produtor de clipes de David Bowie e Rihanna, Mouannes levou oito anos para finalizar esta sua estreia na direção, que venceu 12 prêmios internacionais, inclusive nos festivais de Cannes e Toronto. Tem 92% de aprovação no Rotten Tomatoes.     | A BOA MÃE |       A personagem do título é uma mulher que trabalha como faxineira e cuida de sua pequena família em um conjunto habitacional no norte de Marselha. Ela está preocupada com seu neto, preso há vários meses por roubo, e aguarda seu julgamento com um misto de esperança e ansiedade, enquanto toca seu cotidiano e arruma dinheiro para pagar o advogado. Premiado no Festival de Cannes do ano passado, o segundo longa dirigido pela atriz francesa Hafsia Herzi (“A Fonte das Mulheres”) concentra-se na interpretação de Halima Benhamed, que nunca tinha atuado antes na vida – ela foi acompanhar a filha no teste de elenco e acabou escalada pela diretora no papel principal. E todos na trama dependem dela, que faz tudo pelos filhos, desde conseguir drogas até manter a casa em ordem e com comida, enquanto cada vez mais pessoas se aproveitam de sua boa vontade – numa representação da maternidade.     | MEIO ABERTO |   O documentário de Daniel Reis traz relatos de jovens infratores e especialistas, para mostrar a importância das medidas socioeducativas em meio aberto. A produção foi realizada pela ONG Visão Mundial, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e a Bonita Produções para destacar o Sistema Socioeducativo em Meio Aberto do Brasil, destinado a ressocializar crianças e adolescentes infratores.    

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