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    Carreira de Pelé é celebrada em homenagens de políticos, atletas e artistas

    29 de dezembro de 2022 /

    A notícia da morte do jogador Pelé foi recebida com tristeza em todo mundo. Inúmeras pessoas e veículos de comunicação fizeram homenagens ao ex-jogador, destacando o seu talento e a sua importância para a história do futebol. O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva foi um dos primeiros a se manifestar. “Eu tive o privilégio que os brasileiros mais jovens não tiveram: eu vi o Pelé jogar, ao vivo, no Pacaembu e Morumbi. Jogar, não. Eu vi o Pelé dar show. Porque quando pegava na bola ele sempre fazia algo especial, que muitas vezes acabava em gol”, contou Lula no Instagram. “Confesso que tinha raiva do Pelé, porque ele sempre massacrava o meu Corinthians. Mas, antes de tudo, eu o admirava. E a raiva logo deu lugar à paixão de vê-lo jogar com a camisa 10 da Seleção Brasileira.” Ele continuou dizendo que “poucos brasileiros levaram o nome do nosso país tão longe feito ele. Por mais diferente do português que fosse o idioma, os estrangeiros dos quatros cantos do planeta logo davam um jeito de pronunciar a palavra mágica: ‘Pelé’. Pelé nos deixou hoje. Foi fazer tabelinha no céu com Coutinho, seu grande parceiro no Santos. Tem agora a companhia de tantos craques eternos: Didi, Garrincha, Nilton Santos, Sócrates, Maradona… Deixou uma certeza: nunca houve um camisa 10 como ele. Obrigado, Pelé.” O ex-presidente dos EUA Barack Obama também se manifestou, publicando uma foto em que aparece ao lado do Rei do Futebol, com a legenda: “Pelé foi um dos maiores que já jogou o belo jogo. E como um dos atletas mais reconhecidos do mundo, ele entendeu o poder do esporte para unir as pessoas. Nossos pensamentos estão com sua família e todos que o amavam e admiravam.” Os craques atuais do futebol mundial sucederam-se em reverências. O argentino Leonel Messi foi o mais econômico, dizendo apenas “descanse em paz” ao lado de um carrossel de imagens em que aparece com o mestre, enquanto o francês Kylian Mbappé acrescentou que “o Rei do Futebol nos deixou seu legado, que nunca vai ser esquecido”, também de uma imagem em que está juntinho de Pelé. Já o português Cristiano Ronaldo se estendeu, manifestando no Instagram seus “profundos sentimentos a todo o Brasil, e em particular à família do senhor Edson Arantes do Nascimento”. Ele continuou: “Um mero ‘adeus’ ao eterno Rei Pelé nunca será suficiente para expressar a dor que abraça neste momento todo o mundo do futebol. Uma inspiração para tantos milhões, uma referência do ontem, de hoje, de sempre. O carinho que sempre demonstrou por mim foi recíproco em todos os momentos que partilhamos, mesmo à distância. Jamais será esquecido e a sua memória perdurará para sempre em cada um de nós, amantes de futebol. Descansa em paz, Rei Pelé.” Neymar mencionou o peso da camisa 10 da seleção. “Antes de Pelé, ’10’ era apenas um número”, disse ele. “Li essa frase em algum lugar, em algum momento da minha vida. Mas essa frase, linda, está incompleta. Eu diria que antes de Pelé, o futebol era apenas um esporte. Pelé mudou tudo. Transformou o futebol em arte, em entretenimento. Deu voz aos pobres, aos negros e principalmente: deu visibilidade ao Brasil. O futebol e o Brasil elevaram seu status graças ao Rei! Ele se foi, mas a sua magia permanecerá. Pelé é ETERNO!!”. O jogador Richarlison também prestou a sua homenagem. “Hoje o futebol se despede do seu capítulo mais bonito. Do cara que encantou o mundo e mudou a história do jogo pra sempre”, escreveu ele na legenda de uma foto do Rei. “Você sempre será o maior, porque há 60 anos, com todas as dificuldades que enfrentava, já fazia o que alguns poucos conseguem fazer hoje em dia. O cara que dedicou seu milésimo gol às crianças e fez nosso país descobrir que podia muito mais. Você é e sempre será incomparável, Rei. Você é eterno! Obrigado e que Deus te receba de braços abertos.” O boxeador profissional americano Nico Ali Walsh publicou uma foto de seu avô famoso, Muhammad Ali, junto com Pelé, e escreveu: “Esses dois amigos agora podem se encontrar novamente.” Futura Ministra dos Esportes, a estrela do vôlei Ana Moser acrescentou: “O que dizer desse dia, nessa hora? Quis o destino que no mesmo dia em que fui anunciada para o Ministério do Esporte, cadeira que primeiramente foi dele, há 24 anos, Pelé nos deixa. Em meio a tristeza, fica a admiração e o respeito pelo atleta do século, o rei do futebol”. O cantor Mano Brown disse no Twitter que “cresci Santista sem apoio, lembro do cara preto de roupa toda branca, era familiar nos quintais que eu morava antes de ir pro colégio interno, lá todo mundo tinha seu time, o meu era esse, pra vida toda! Eterno súdito do rei Pelé, rei para sempre”. E Frejat comentou que “perdemos hoje o maior jogador da história do futebol. O Brasil perdeu um de seus heróis, o mundo perdeu um dos seus ícones. As memórias de suas jogadas e gols ficarão para sempre na nossa memória.” Xuxa, que foi namorada de Pelé nos anos 1980, preferiu mandar um recado para sua família, filhos e amigos, usando o apelido íntimo com que tratava o Rei: “Márcia, kelly, Edinho, Jennifer, Joshua, Celeste e agregados (filhos de coração), netos, sobrinhos, Lucia… e todos que estiveram do lado do Dico, o meu abraço carinhoso e que a dor da perda se transforme em boas lembranças pra ser menos pesado… Márcia, que Deus te dê o colo que vc precisa”. Já o relato mais comovente coube à atriz Tássia Camargo, que contou como o Rei a ajudou a superar a morte da filha, Maria Júlia, com dois anos de idade, vítima de uma doença rara em 1996. “O que falar do Rei Pelé? Tanto… Não só o rei do futebol, mas como amigo que me ajudou muito psicologicamente na morte da minha filha Maria Júlia. Disse-me: ‘pratique futebol feminino’. Foi o que fiz. Um dia, numa partida no meu condomínio NOVA Ipanema, na Barra da Tijuca [Zona Oeste do Rio], estava lá ele a assistir. Apenas para dar-me força”, declarou. “Tenho uma carta dele escrita à mão que não vou postar porque está no Brasil ainda guardada. Ajudou-me com um espetáculo meu chamado ‘Josmarina’, um monólogo. Tinha uma empresa chamada PELÉ PRODUÇÕES ARTÍSTICAS. Vão achar que tivemos algo… Enganam-se, pois era só empatia. Conheci uma ‘família’ dele no edifício CHOPIN. No dia deste vídeo [abaixo], presenciei a gravação, como no dia em que ele foi no campo do Chico e deixou a marca de seus pés no Politheama. Falávamos muito quando morava em New York pelo telefone. Agradeço por tudo, pelos ensinamentos, pelo futebol ímpar. Os meus sentimentos aos filhos, família, amigos em comuns e fãs. Mestre, descanse em paz e até já”, concluiu. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Luiz Inácio Lula da Silva (@lulaoficial) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Barack Obama (@barackobama) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Cristiano Ronaldo (@cristiano) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Leo Messi (@leomessi) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por NJ 🇧🇷 (@neymarjr) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Richarlison (@richarlison) The king of football has left us but his legacy will never be forgotten. RIP KING 💔👑… pic.twitter.com/F55PrcM2Ud — Kylian Mbappé (@KMbappe) December 29, 2022 Today we lost an incredible athlete and a symbol of peace. I want to give my best condolences to Pelé’s family and loved ones. These two friends can now meet again🖤 pic.twitter.com/nB5moqpJLB — Nico Ali Walsh (@NicoAliX74) December 29, 2022 E pelo cidadão que deu sua contribuição para a sociedade, que representou a qualidade e a força do povo brasileiro. Edson Arantes do Nascimento partiu, Pelé é eterno e continuará alegrando as novas gerações com seus gols! — Ana Moser (@anabmoser) December 29, 2022 Cresci Santista sem apoio, lembro do cara preto de roupa toda branca, era familiar nos quintais que eu morava antes de ir pro colégio interno, lá todo mundo tinha seu time, o meu era esse, pra vida toda! Eterno súdito do rei @Pele, rei para sempre 🕊️👑 pic.twitter.com/37IfhuR1PF — Mano Brown (@manobrown) December 29, 2022 Perdemos hoje o maior jogador da história do futebol. O Brasil perdeu um de seus heróis,o mundo perdeu um dos seus ícones.As memórias de suas jogadas e gols ficarão para sempre na nossa memória.Que ele vá por um caminho de luz 💫🌟” E Pelé disse love, love, love” Viva Pelé!❤️⚽️ pic.twitter.com/Y3qQTKNDJ7 — Frejat (@FrejatOficial) December 29, 2022 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Xuxa (@xuxameneghel) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tássia Camargo (@tassiacamargo)

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    Alexandre Frota deixa equipe de transição do governo Lula após críticas

    25 de novembro de 2022 /

    O deputado federal Alexandre Frota (do “PROS-SP”) anunciou na noite de quinta-feira (24/11) que não participará mais da equipe de transição do futuro governo do presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva (do “PT”). O parlamentar foi anunciado para o grupo de Cultura, mas alegou ter sido alvo de ataques. Por meio do Twitter, o deputado federal disse que tem visto os “ataques covardes e preconceituosos” que recebe por “ter sido convidado para a equipe de transição” do novo governo. Frota pontuou que as críticas estão afetando também a sua família. Por conta das inúmeras críticas, o ex-ator declinou o convite do vice-presidente Geraldo Alckmin (do “PSB”) para “ficar com a família”, já que está “de boa e não quer problemas” com os eleitores – que, supostamente, se dizem de esquerda. “O Preconceito está na Transição que fala em um País Plural. O Preconceito está na cabeça deles que falam da diversidade, de oportunidade para todos, de respeito as diferenças, sem julgamentos ([o que] não é bem assim)”, disse Frota nas redes sociais. Numa entrevista ao Metropoles, o parlamentar revelou que o ex-ministro Aloizio Mercadante (do PT) lhe ofereceu outras opções na equipe de transição. “[Ele] me ligou preocupado com os ataques e os movimentos covardes […], mas eu não tenho interesse em nada”, confirmou. Dentre os que fizeram mais ataques está o ator José de Abreu (de “Mar do Sertão”), que detonou a escolha de Frota na última quarta (23/11). Para ele, o deputado federal na equipe de transição é um “desrespeito” aos artistas – já que Frota seria considerado uma “piada” no meio cultural. “Os ataques […] do Zé de Abreu foram absurdos, ele não me perdoa e eu sei o motivo”, garantiu Frota. “O que o Zé pode falar ao meu respeito? O Zé que cuspiu na cara de uma mulher, se acha o porta-voz da esquerda, mas nem coragem teve para disputar uma eleição.” “O problema dessa esquerda sapatênis do Leblon, no Rio [de Janeiro], é achar que são donos da Cultura e querem repetir o passado. O punitivismo ideológico radical dessa turma extrema, que mostra toda a sua ira, preconceito e soberba, está vivo e a prova disso é o que estão fazendo.” Ainda que o parlamentar não exponha os motivos de Zé de Abreu, acredita-se que tenham relações ao seu passado que é recheado por mentiras falsas Contra os cantores Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque. Frota foi processado pelos artistas e não contestou. Disse que foi levado a engano, como boa parte dos brasileiros que acreditaram em Bolsonaro, e além de pagar fez questão de se desculpar publicamente com cada um deles, mas não obteve retorno deles. “Foi um grande erro por causa do bolsonarismo me indispor com a MPB. Mas o que eu podia fazer, eu fiz: paguei e me desculpei.” O parlamentar também foi responsável por vários projetos políticos que defendem e incentivam a Cultura do Brasil, como co-autor da lei Aldir Blanc (que foi vetada por Jair Bolsonaro) e da lei Paulo Gustavo (que vence em dezembro, mesmo tendo verba suficiente para ser estendida para 2023). Frota ainda pretendia “avaliar uma retomada da Lei Rouanet”. “O ministério da Cultura foi todo sucateado, desmontado, demolido pelo Bolsonaro e aqueles que ele lá colocou”, afirmou o deputado, citando Osmar Terra, Roberto Alvim, Regina Duarte e Mário Frias. O ator também tinha se desfiliado do PSDB para apoiar a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva e participou ativamente da campanha vencedora. Fala pessoal,tenho visto os ataques covardes e preconceituosos que eu tenho recebido por ter sido convidado para a transição na Cultura,ataques inclusive a minha família vem de uma ala da esquerda sapatênis do Leblon. O Preconceito está na Transição que fala em um País Plural — Frota 77🇧🇷💙 (@77_frota) November 24, 2022 O Preconceito está na cabeça deles que falam da diversidade, de oportunidades pra todos, de respeito as diferenças, sem julgamentos ( não é bem assim ).Como estou de boa e não quero problemas,vou ficar com minha família e declinar do convite .Obrigado 🇧🇷👏 — Frota 77🇧🇷💙 (@77_frota) November 24, 2022

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    Jason Momoa declara apoio a Lula nas redes sociais

    24 de outubro de 2022 /

    O ator havaiano Jason Momoa, de 43 anos, juntou-se ao hall de “heróis” de Hollywood que resolveram se manifestar sobre as eleições presidenciais do Brasil. O intérprete de Aquaman nos filmes da DC Comics, declarou seu apoio a Luiz Inácio Lula da Silva com um post em seu Instagram. A postagem nos Stories incluiu a manchete de uma reportagem em inglês, que diz “Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro na votação de domingo”, e uma legenda com o nome do candidato do Partido dos Trabalhadores, acompanhado de vários emojis de coração. As eleições presidenciais brasileiras vêm chamando bastante atenção internacional e já atraíram manifestações de Mark Ruffalo, intérprete do Hulk da Marvel, e Leonardo DiCaprio, entre outros. Jason Momoa será visto a seguir nos cinemas em “Velozes e Furiosos 10”, raro filme no qual interpreta um vilão, com lançamento em maio, e “Aquaman e o Reino Perdido”, que estreia em dezembro do próximo ano.

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    Bruna Marquezine responde Michelle Bolsonaro: “Me ofendeu publicamente”

    2 de outubro de 2022 /

    Bruna Marquezine se pronunciou nos Stories de seu Instagram sobre o ataque gratuito que recebeu de Michelle Bolsonaro. A Primeira Dama resolveu se manifestar sobre a roupa que a atriz usou no desfile da coleção de verão 2023 da Burberry, em Londres, na Inglaterra. “A pessoa gosta de ser feia e vulgar”, disparou a esposa de Jair Bolsonaro. Nos Stories, Bruna postou um print do comentário de Michelle e escreveu: “A mulher de Deus, que tenta de todos os jeitos fazer outras mulheres acreditarem que ela, seu marido e o governo dele não são extremamente machistas, fez uma crítica à minha aparência e me ofendeu publicamente sem motivo algum nos comentários de uma página aqui no Instagram”. Na sequência, a atriz voltou a publicar notícias sobre a investigação da Polícia Federal (PF) de transações no gabinete de Jair Bolsonaro. “O que foi noticiado poucas horas antes”, escreveu Bruna. Ela ainda compartilhou um comentário de um bolsonarista, que dizia duvidar que a primeira-dama teria feito o comentário ofensivo por ser “uma mulher classuda”. “E essa é a tal narrativa que os eleitores do Bolsonaro sempre escolhem acreditar. Sempre a negação. Tudo é fake news. Tudo que fortalece e reafirma o discurso absurdo dele, é claro”, escreveu a artista. “Meu sonho de princesa é ter um presidente e uma primeira-dama que não desrespeitem os cidadãos. É pedir muito?”, finalizou Bruna Marquezine, acrescentando a hashtag “Faz o L”, em uma referência ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. A atriz chegou ao Brasil na noite de sábado (1/10) para exercer seu direito ao voto. Ainda no aeroporto, “fez o L” com os dedos. A preferência política de Marquezine, inclusive, fez seu nome entrar nos tópicos mais comentados desta semana quando seu ex-namorado, o jogador de futebol Neymar Jr., declarou voto em Bolsonaro. A maioria comemorou o fim do casal Brumar. “Livramento”, disse um usuário.

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  • Série

    José Padilha se arrepende de retratar Sergio Moro como herói em “O Mecanismo”

    27 de maio de 2022 /

    O cineasta José Padilha, que acertou o tom nos dois filmes de “Tropa de Elite”, assume ter errado feio na narrativa da série “O Mecanismo”, que retratou o ex-juiz Sergio Moro como herói. Na série, o juiz da Lava-Jato foi representado pelo personagem juiz Paulo Rigo, interpretado por Otto Jr. O desabafo veio à tona durante uma entrevista à revista Veja. “Ele não iria trabalhar para um presidente sem pesquisar um pouco sobre a vida dele. Em suma, eu fui naïve. Fui ingênuo. Mas não só eu, um monte de gente caiu na mesma ilusão”, disse Padilha sobre Moro e Jair Bolsonaro. “O cara se associou aos milicianos, aos mafiosos, é inacreditável essa trajetória. Realmente, eu fui um idiota de ter acreditado em Sergio Moro”, acrescentou Padilha. O diretor confirmou ter até se afastado de Wagner Moura por causa de discordâncias políticas, e mandou um recado para o ator: “Os dois estavam errados, na minha opinião. Mas é uma burrice você criar picuinha e estresse com um amigo por divergências em torno de política. Eu dou meu braço a torcer, e digo aqui: Wagner, você tinha toda a razão sobre a Lava-Jato. Sem problema nenhum”. Hoje, ele diz que faria a série “O Mecanismo” sem heróis. “Ia ter só bandido dos dois lados. Um roubando os cofres públicos, o outro deturpando as leis processuais para atingir objetivos – que depois viraram objetivos políticos, sim. Ficou bem claro que teve uma perseguição”, destacou. “Não estou dizendo que Lula não sabia da corrupção. Evidente que sabia. Mas ficou óbvio que houve uma exacerbação dos casos contra Lula para tirá-lo da eleição. Se refizesse O Mecanismo, não é que o PT seria melhor, é que seria tudo ruim. O PT, o Ministério Público, o Sérgio Moro. Estava tudo errado ali”, aponta o cineasta. E embora afirme não ter mudado de opinião sobre o Partido dos Trabalhadores, se o segundo turno da eleição presidencial for entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL), votará no petista com a consciência tranquila. “Voto nele sem pestanejar. Pois não adianta viver no mundo ideal, abstrato, descolado do que ocorre. A escolha está dada para o brasileiro”, acrescentou, antes de comentar a alternativa. “Bolsonaro é um sujeito que traz em si todas as características do miliciano do ‘Tropa de Elite 2’. O final do ‘Tropa 2’, que mostra os milicianos chegando à política, foi profético de uma maneira que eu gostaria que não tivesse sido”, completou.

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    Lula reclama de “fábrica” de robôs na votação do “BBB 22”

    26 de abril de 2022 /

    Até Lula está reclamando. Depois de muitos boatos e polêmicas relacionados à forma como a torcida de Arthur Aguiar está determinando os resultados dos paredões do “BBB 22”, o ex-presidente do Brasil lamentou que o poder econômico e uma fábrica de robôs estejam influindo de forma descarada no programa. A declaração foi feita na tarde desta terça-feira (26/4), durante uma entrevista coletiva com youtubers e profissionais da mídia independente. Mesmo sem citar nomes, o político teceu críticas ao modelo de votação permitido pela Globo. “Tem um cara que tá com um esquema de computador, é uma indústria de telefonema pra Rede Globo pra ele ser indicado. Eu não acompanho o ‘Big Brother’, mas eu tava ouvindo essa conversa no carro. Tem um cara que é mais abastado lá, me parece que tem mais dinheiro”, começou ele. “Ele montou uma fábrica de computador pra mandar mensagem pra votar nele. Então, enquanto o cara que não tem tem que pegar alguém, pegar o telefone e ligar, o cara tem uma fábrica. Que estupidez que é essa? Que brincadeira que é essa?”, questionou, durante transmissão ao vivo no YouTube do Partido dos Trabalhadores. Embora tenha citado ligação de telefone (os votos são online), Lula ecoou uma reclamação insistente do público sobre “votos vindo de robôs”, que teria crescido muito na atual edição, e uma parte cada vez mais significativa do público se diz favorável a uma mudança, em que se permita somente um voto por pessoa. Igual às eleições presidenciais. O público quer ver o seu candidato favorito vencer, não quem investe mais para ganhar o prêmio.

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    Sérgio Mamberti (1939-2021)

    3 de setembro de 2021 /

    O ator Sérgio Mamberti morreu na madrugada desta sexta (3/9), em São Paulo, aos 82 anos, de falência múltipla dos órgãos. Enfrentando problemas de saúde ao longo deste ano, ele passou por três internações por disfunção renal e pneumonia, e estava intubado desde o último sábado no hospital da rede Prevent Senior para cuidar de uma infecção nos pulmões. Mamberti teve longa carreira no cinema, televisão e teatro. Formado em artes cênicas pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD), foi, ao lado de seu irmão, Cláudio Mamberti, figura de extrema importância para a história do teatro brasileiro. Realizou montagens históricas, como “O Balcão”, do francês Jean Genet, em uma releitura de 1968 que remetia diretamente ao que passava na Ditadura Militar, e também “Réveillon”, conquistando o Prêmio Molière de Melhor Ator em 1975. A trajetória nas telas começou em 1966, na comédia “Nudista à Força”, estrelada pelo humorista Costinha, que foi seguida por diversos clássicos do cinema brasileiro, incluindo o marco marginal “O Bandido da Luz Vermelha” (1968), de Rogério Sganzerla, o fenômeno “Toda Nudez Será Castigada” (1973), de Arnaldo Jabor, a pioneira sci-fi distópica “Parada 88 – O Limite de Alerta” (1978), de José de Anchieta, e o tropicalista “O Homem do Pau-Brasil” (1982), de Joaquim Pedro de Andrade, entre muitos, muitos outros lançamentos cinematográficos. Mas foi na TV que ganhou popularidade. Ele apareceu em várias novelas desde “Ana”, da Record, em 1968. Foram mais de 40, apesar de ter chegado à Globo apenas em 1981, ocasião em que interpretou um dos seus personagens mais conhecidos, o Galeno de “Brilhante”. Outros papéis que marcaram época foram o mordomo Eugênio, de “Vale Tudo” (1988), e o carrasco Dionísio, de “Flor do Caribe” (2013). A despedida das novelas aconteceu em “Sol Nascente” (2016), no papel de Dom Manfredo. Seu personagem mais duradouro e querido, porém, ganhou vida numa produção infantil da TV Cultura, o Doutor Victor de “Castelo Rá-Tim-Bum” (1994–1997), dono do bordão “raios e trovões”. Graças à atração, ele virou referência entre as produções para crianças, chegando a trabalhar com Xuxa e Renato Aragão no cinema, respectivamente em “Xuxa Abracadabra” (2003) e “O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili” (2006). Além disso, também se dedicou a desenvolver a Cultura nacional a nível federal, ocupando diversos cargos dentro do Ministério da Cultura durante o Governo Lula. Ele foi Secretário de Música e Artes Cênicas, Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural, Presidente da Fundação Nacional de Artes FUNARTE e Secretário de Políticas Culturais. Sua atuação na política e seus posicionamentos sempre foram fortes. Ele se posicionou contrário ao processo de Impeachment de Dilma Rousseff e deu força para o movimento “Lula Livre”. Versátil, Mamberti manteve-se ativo em todas as mídias até o fim da carreira, trabalhando em filmes adultos como “Jogo das Decapitações” (2013), de Sergio Bianchi, na primeira série brasileira da Netflix, a sci-fi “3%” (2016), e na sitcom “Eu, Ela e um Milhão de Seguidores” (2017), do Multishow. Ele ainda deixou um filme ainda inédito, “O Pastor e o Guerrilheiro”, de José Belmonte. Quase como numa premonição, Mamberti lançou este ano sua autobiografia, “Senhor do Tempo”, em que contou várias histórias do teatro brasileiro e detalhes de sua vida, inclusive sua bissexualidade, que não era exatamente um segredo, assumindo seus dois amores: Vivian Mahr, com quem foi casado de 1964 a 1980, e Ednardo Torquarto, com quem viveu uma relação de 37 anos, até a morte do parceiro em 2019. O artista deixa três filhos, que também seguiram a carreira artística: o ator Duda Mamberti, o produtor Carlos Mamberti e o diretor de TV Fabrízio Mamberti.

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    Francisco Weffort (1937-2021)

    3 de agosto de 2021 /

    O cientista político e ex-ministro da Cultura Francisco Weffort morreu no domingo (1/8), aos 84 anos, em decorrência de um infarto do miocárdio. Ele nunca trabalhou no cinema. Mas foi um dos homens mais importantes para a História do Cinema Brasileiro. Professor acadêmico da USP com várias obras publicadas e um dos fundadores do PT, ele participou ativamente da campanha das Diretas Já e foi filiado ao partido até 1994, quando foi convidado a assumir o cargo de ministro durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Ele permaneceu no cargo de ministro da Cultura por sete anos, de 1995 a 2002, onde teve papel importante na retomada da produção cinematográfica no país, com a implementação da Lei do Audiovisual. Tanto a lei federal de incentivo, iniciada por Sérgio Paulo Rouanet (por isso Lei Rouanet) em 1991, e a Lei do Audiovisual, iniciada por Antônio Houaiss em 1992, já existiam antes do governo FHC. Mas só passaram a funcionar amplamente a partir de 1995. No intuito de criar uma “cultura de investimentos” pelas leis de incentivo, Weffort estimulou empresas estatais, como a Petrobrás, o Banco do Brasil e principalmente as empresas de telecomunicações (Telebrás, Telesp, Telerj etc.) a se tornarem as principais investidoras do cinema brasileiro. O sucesso dos primeiros filmes incentivados logo chamou atenção da iniciativa privada. Não por acaso, este período ficou conhecido pelo nome de “Retomada”, por representar o resgate da produção cinematográfica brasileira, praticamente interrompida durante o governo Collor, que fechou a Embrafilme em 1990. A partir de 1995, com o sucesso de “Carlota Joaquina, Princesa do Brazil”, “Terra Estrangeira” e “O Quatrilho”, o cinema brasileiro tomou novo rumo e embalou. De cerca de 15 filmes produzidos em 1995, o país saltou para 185 longas-metragens em 2018, último ano antes da devastação do governo Bolsonaro. E foi um salto também de qualidade. Enquanto Weffort foi ministro, o Brasil teve quatro filmes indicados ao Oscar – os longas “O Quatrilho” (em 1996), “O Que é Isso, Companheiro?” (em 1998) e “Central do Brasil” (em 1999), além do curta “Uma História de Futebol” (em 2001). Em 2019, Bolsonaro acabou com o Ministério da Cultura, paralisou a Lei Rouanet, proibiu o patrocínio cultural de estatais, aparelhou a Ancine para congelar o Fundo Setorial do Audiovisual e vetou a renovação do Recine e da Lei do Audiovisual. Mas em agosto de 2020, o Congresso Nacional restituiu a Lei do Audiovisual, derrubando o veto obscurantista e mantendo vivo o legado de Weffort e Houaiss. Weffort foi um dos ex-ministros da Cultura que protestaram contra a extinção do Ministério por Bolsonaro. “A extinção do Ministério da Cultura é um erro. A existência do Ministério tem garantido um olhar à altura da relevância da cultura e da arte na vida brasileira. Mesmo com recursos limitados, a pasta foi capaz de defender, formular, fomentar, criar e inovar a relação do Estado com a sociedade no plano da cultura, em respeito às tradições brasileiras desde o império”, dizia o texto de um manifesto assinado por ele e outros ex-ministros da pasta, que também questionavam “a demonização das redes de incentivo”. A política anticultural de Bolsonaro culminou numa coincidência trágica. Enquanto Weffort morria, o ministro-sanfoneiro Gilson Machado, do Turismo, dava vexame como representante do Brasil numa conferência internacional de Ministros da Cultura, falando mentiras absurdas sobre a preservação da Amazônia – desmascaradas pelo vice-presidente Mourão no dia seguinte – num discurso ideológico que repercutiu negativamente em todo o mundo, ao mesmo tempo em que ignorou a pauta de Cultura do evento – de resto, irrelevante para o atual governo. Nesta segunda-feira (2/8), o ex-presidente Fernando Henrique prestou uma homenagem a seu antigo ministro em suas redes sociais. “Hoje minha homenagem e minhas considerações estão voltadas especialmente ao caro Weffort, que deixa um vazio imenso em todos os que lhes eram próximos. Saudades”, escreveu. Por meio de nota, o ex-presidente Lula também destacou a importância do antigo ministro, em seu caso para a estruturação do PT. “Francisco Weffort foi um cientista político que marcou a academia brasileira, um professor por vocação, e um intelectual público dedicado a pensar sobre a democracia e o Brasil, não só estudando e refletindo sobre nossa realidade, mas também atuando como cidadão pelas causas que acreditava para um país melhor”, escreveu o petista. Ex-ministros da Cultura também manifestaram pesar pela morte de Weffort. Sérgio Sá Leitão, que ocupou o posto no governo Temer, destacou que o cientista político “ajudou a consolidar o MinC, valorizou as instituições federais da área e potencializou a Lei Rouanet”. Marcelo Calero afirmou nas redes sociais que Weffort foi “um grande nome na construção de políticas públicas culturais”.

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    Regina Duarte pede desculpas à família de Lula por fake news sobre Marisa Letícia

    8 de maio de 2021 /

    Após ser condenada a se retratar, a atriz Regina Duarte usou as redes sociais para pedir desculpas por propagar uma notícia falsa sobre a ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva (1950-2017), falecida esposa do ex-presidente Lula. “Nunca foi minha intenção divulgar uma inverdade ou propagar fake news. Infelizmente, neste caso, fui induzida a erro e quero por isso estender, pelo sucedido, um sincero pedido de desculpas à memória de dona Marisa Letícia e a sua familia”, escreveu Regina Duarte em seu Instagram na noite de sexta-feira (7/5). “No dia 11 de April de 2020, reproduzi no meu Instagram uma informação sobre o inventário do património da falecida D. Marisa Letícia Lula da Silva que apesar de ter sido obtida de fontes oficiais públicas e amplamente divulgada por meios de comunicação, veio posteriormente a revelar-se errada e eventualmente corrigida pelos órgãos judiciais relevantes. Assim que tomei conhecimento de que a informação partilhada estava incorreta, apaguei voluntária e prontamente a postagem do meu Instagram”, ela escreveu. Entretanto, nunca pediu desculpas pela injúria até ser obrigada pela Justiça. Na data referida, Regina manifestou repúdio e divulgou que tinham sido encontrados R$ 256 milhões nas contas da falecida esposa de Lula. Só que o saldo, na verdade, era de R$ 26 mil. A diferença de valores foi resultado da confusão de um juiz sobre a quantia que Marisa tinha aplicados em CDBs com debêntures de outra natureza. Ele questionou a defesa e, antes que o erro pudesse ser esclarecido, as redes bolsonaristas, das quais Regina faz parte ativa, passaram a divulgar com alarde o valor errado para sugerir corrupção. Na sentença, o juiz Manuel Eduardo Pedroso Barros afirma que Regina Duarte disseminou fake news a respeito do patrimônio de Marisa Letícia, mas também disse que ela foi “induzida a erro justificável”. Ao mesmo tempo, considerou que as postagens foram vistas por muitas pessoas, pois “a ré é artista pública, conhecida nacional e internacionalmente, e, à época dos fatos, ainda exercia relevante função na Secretaria de Cultura”. “A publicação de sentença reconhecendo que a informação anterior foi um erro é forma de minorar a repercussão negativa outrora impingida à família do ex-presidente Lula”, completou o juiz, que negou o pedido de indenização por danos morais. Curiosamente, Regina Duarte, adepta de republicar posts bolsonaristas, denunciou o “perigo das fake news” ao fazer sua retratação. “Enquanto cidadã brasileira e acérrima defensora de um Estado democrático e plural, considero a sentença do Juiz Manuel Eduardo Pedroso Barros paradigmática e exemplar no que remete à defesa da liberdade de expressão e também reveladora sobre o perigo das fake news em nossa sociedade”, ela escreveu. A família de Lula também processa o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, pela mesma postagem.

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    Vida pós-BBB 21: Juliette é seguida por Lula e atacada por Carlos Bolsonaro

    6 de maio de 2021 /

    O programa pode ter acabado na terça (4/5), mas o “BBB 21” continua no ar nas redes sociais. Os participantes que mais marcaram a edição do reality show seguem ganhando seguidores e alimentando tretas, agora em clima político. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a seguir a campeã do programa, Juliette Freire, e seus colegas Gil “do Vigor” Nogueira e Arthur Picoli “do Conduru”. Os três BBBs já deram sinais de que são eleitores do PT e, durante o programa, Gil chegou a brincar que, caso não tivesse sucesso após o reality, poderia entrar para política. Arthur falou que só votaria nele se fosse candidato do PT, ao que Gil respondeu “No mínimo, né?”. Por outro lado, Carlos Bolsonaro decidiu comprar briga gratuita com os seguidores de Juliette. O filho 02 disse que a paraibana teria feito um gesto racista numa foto, embora a imagem deixe claro que isso não aconteceu. O ataque teria a intenção de justificar gesto racista supostamente similar (mas na prática muito diferente) de um amigo complicado, o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Filipe Martins, que foi indiciado pela ofensa na mesma terça-feira que consagrou a campeã do BBB com 90% de aprovação do público. “Vão querer prender a vencedora do ‘Big Brother Brasil’ também ou só vale quando é pra esculhambar alguém próximo a quem não se gosta? Nunca foi sobre o que se faz, mas sobre quem faz… as ‘narrativas do bem’!”, escreveu o filho do presidente, tentando defender o assessor. O post com uma foto da vencedora do reality fazendo um sinal de ‘ok’ com as mãos, em pose de meditação, acabou transformando mais um Bolsonaro em alvo de críticas. Se estivessem no “BBB 21”, Lula iria para o segundo turno e o filho de Jair seria eliminado com 99% de rejeição. Vão querer prender a vencedora do Big Brother Brasil também ou só vale quando é pra esculhambar alguém próximo a quem não se gosta? Nunca foi sobre o que se faz, mas sobre quem faz… as “narrativas do bem”! pic.twitter.com/D5BXZpRkdn — Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) May 5, 2021

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    Regina Duarte é condenada a se retratar por fake news contra Marisa Letícia Lula da Silva

    26 de abril de 2021 /

    O Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou a atriz e ex-secretária da Cultura Regina Duarte a publicar em seu Instagram uma nota de retratação por ter compartilhado fake news contra a ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva. Regina manifestou repúdio e divulgou que tinham sido encontrados R$ 256 milhões nas contas da falecida esposa de Lula. Só que o saldo, na verdade, era de R$ 26 mil. A diferença de valores foi resultado da confusão de um juiz sobre a quantia que Marisa tinha aplicados em CDBs com debêntures de outra natureza. Ele questionou a defesa e, antes que o erro pudesse ser esclarecido, as redes bolsonaristas, das quais Regina faz parte ativa, passaram a divulgar com alarde o valor errado para sugerir corrupção. Na sentença, o juiz Manuel Eduardo Pedroso Barros afirma que Regina Duarte disseminou fake news a respeito do patrimônio de Marisa Letícia, mas diz que ela foi “induzida a erro justificável”. Ao mesmo tempo, considerou que as postagens foram vistas por muitas pessoas, pois “a ré é artista pública, conhecida nacional e internacionalmente, e, à época dos fatos, ainda exercia relevante função na Secretaria de Cultura”. “A publicação de sentença reconhecendo que a informação anterior foi um erro é forma de minorar a repercussão negativa outrora impingida à família do ex-presidente Lula”, completa o juiz, que negou o pedido de indenização por danos morais. A família de Lula também processa o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, pela mesma postagem.

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    Felipe Neto reforça crítica após ser intimado por chamar Bolsonaro de genocida

    16 de março de 2021 /

    O Youtuber Felipe Neto foi intimado pelo vereador Carlos Bolsonaro, que abriu um processo para enquadrá-lo na Lei de Segurança Nacional por chamar o presidente de genocida nas redes sociais. Em resposta, Neto divulgou um vídeo em que reforçou suas críticas. “Não sei exatamente como ele gostaria que eu me referisse ao presidente da República, um presidente que chamou reiteradamente a maior pandemia que se viu em muitos anos de ‘gripezinha'”, disse no vídeo. “Um presidente que incentiva a todos a saírem às ruas como se nada estivesse acontecendo, que provocou aglomerações em todos os momentos da pandemia… Um presidente que sabotou e sabota as medidas de prefeitos e governadores que tentaram fazer alguma coisa contra a propagação do vírus, um presidente que condenou durante todo esse tempo o uso de máscaras e se recusou a utilizá-las, que demitiu dois ministros da Saúde e gastou milhões em cloroquina, uma droga comprovadamente ineficaz, que se recusou veementemente a comprar vacinas. Como eu deveria chamar esse presidente? Colegão, amigo do povo, guerreiro? Não sobrava outra palavra para definir o presidente.” A investigação é presidida pelo delegado Paulo Dacosta Sartori, o mesmo que, em 2020, abriu na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) inquérito contra o influenciador digital por “corrupção de menores”. Após a intimação, a expressão “Bolsonaro genocida” disparou na internet. Até sexta-feira passada (12/3), a busca por “Bolsonaro genocida” resultava em 1,3 milhão de links na homepage do Google. Nesta terça (16/3), após a intimação, a pesquisa resulta em mais de 2 milhões de links. Só na segunda, o termo “genocida” foi usado em 330 mil tuítes, de 115 mil perfis mobilizados, segundo o especialista em redes sociais e big data, o professor Fabio Malini, da Universidade Federal do Espírito Santo. Também no Twitter, Neto lembrou que passou cinco anos criticando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sem nunca ter sido importunado, apontando uma tentativa de limitar sua liberdade de expressão, via intimidação policial, por parte da família Bolsonaro. Na segunda, Lula prestou solidariedade ao influenciador digital. Jair Bolsonaro foi denunciado por genocídio no ano passado no Tribunal Penal Internacional, com sede na Suíça, que atualmente decide se irá abrir inquérito. Carlos Bolsonaro não intimou os responsáveis pela denúncia, a Comissão Arns e a Conectas Direitos Humanos.

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    Lula e Fernando Morais pegam covid-19 em viagem a Cuba para documentário de Oliver Stone

    21 de janeiro de 2021 /

    O ex-presidente Lula e o escritor Fernando Morais (“Wasp Network: Rede de Espiões”) foram diagnosticados com covid-19 no dia 26 de dezembro em Cuba. Lula foi ao país caribenho participar de um documentário de Oliver Stone (“Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme”), e precisou passar 14 dias da viagem em quarentena. Já Morais chegou a ser internado num hospital. Os dois estão curados e desembarcaram no Brasil na quarta-feira (20/1), junto com os acompanhantes, que também passaram por confinamento. Três dias antes de embarcar, Lula, Morais e a comitiva, formada por mais sete pessoas, fizeram exames de RT-PCR, em que a coleta é feita com cotonete pelo nariz. Deu negativo. Um dia depois da chegada, todo o grupo repetiu o teste, que voltou a dar negativo. Mas Cuba exige que o exame seja refeito depois de cinco dias, pois existe a possibilidade de o RT-PCR não detectar o vírus logo depois da infecção, devido ao período de incubação. Foi então que se descobriu que, dos nove viajantes, oito estavam contaminados: Lula, a noiva dele, Rosangela da Silva, Fernando Morais, o fotógrafo Ricardo Stuckert e mais quatro assessores. A conclusão da investigação epidemiológica foi de que eles contraíram o vírus durante o deslocamento da viagem, em aeroportos ou no avião. O petista voou em um jato alugado pela produção do documentário. Depois do diagnóstico, Lula fez uma tomografia que acusou que ele tinha lesões pulmonares compatíveis com covid-19. Sem sintomas, ele foi encaminhado para uma casa com os outros que testaram positivo. Apenas Fernando Morais foi para o hospital. A evolução da doença foi acompanhada, no Brasil, pelo deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), ex-ministro da saúde, médico formado pela Universidade de Campinas (Unicamp) e especializado em infectologia pela USP. que conversava quase todos os dias com Lula e com os médicos que acompanhavam o grupo, tomando ciência dos medicamentos receitados – e que integram os protocolos desenvolvidos por Cuba (que são diferentes dos brasileiros). Nesta quinta (21/1), Lula divulgou um comunicado, que foi publicado em seu Instagram oficial, em que agradece a “dedicação dos profissionais de saúde e do sistema de saúde pública cubano”. “Jamais esqueceremos a solidariedade cubana e o compromisso com a ciência de seus profissionais. Sentimos na pele a importância de um sistema público de saúde que adota um protocolo unificado, inspirado na ciência e nas diretrizes da OMS. E quero estender as minhas saudações a todos os profissionais de saúde que se esforçam para fazer o mesmo aqui no Brasil, apesar da irresponsabilidade do presidente da República e do ministro da Saúde”, ele acrescentou.⁣⁣ ⁣⁣ Lula também disse que volta de Cuba com uma única certeza: somente a vacinação da humanidade pode livrá-la do coronavírus. “Parabéns a todos que trabalham no sistema de saúde brasileiro, que estão cuidando com muito sacrifício do nosso povo. E a todos os pesquisadores dos institutos Butantan e Fiocruz, que trabalharam no desenvolvimento destas vacinas. Elas representam nossa única saída nessa pandemia que vitimou milhares de brasileiros”.⁣⁣ “Estou preparado pra tomar a vacina, assim que tivermos vacina para todos. Sigo esperando minha vez na fila, com o braço à disposição para tomar assim que puder. E enquanto todos não se vacinam, vou continuar com máscara, evitando aglomerações e passando muito álcool gel”, acrescentou. Veja o post original abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Luiz Inácio Lula da Silva (@lulaoficial) ⁣⁣⁣

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