Apresentadores de TV detonam jogadores famosos por ausência no velório de Pelé
Os apresentadores José Luiz Datena, Luiz Bacci e José Ferreira Neto, o craque Neto, indignaram-se com a ausência de jogadores famosos no velório de Pelé, o eterno rei do futebol. O craque estava sendo velado na Vila Belmiro, o estádio do Santos, entre segunda e esta terça (3/1). “Nenhum dos ídolos atuais do futebol brasileiro no velório de Pelé – o comentário foi de Cosme [Rimoli], do portal R7, agora há pouco. Foi o verdadeiro tapa na cara pra esses jogadores”, citou o apresentador do “Cidade Alerta”. Na sequência, Bacci refletiu na postagem do Instagram sobre como os profissionais atuais só participam de eventos quando recebem alguma verba em troca. “Quando tem cachê jogadores aparecem, fazem homenagens pelas redes sociais. Mas agora ocupar uma das cadeiras ao lado do caixão, como uma forma de homenagem e prestígio a toda a história do Pelé? Você não viu ninguém”, completou. A indignação de Bacci é compartilhada pelo craque Neto, que também se pronunciou sobre a ausência dos campeões do tetra e do penta da Seleção Brasileira – a exceção foi Mauro Silva. “No mínimo, é falta de respeito”, disparou o apresentador de “Os Donos da Bola”, que compareceu no velório na madrugada. “Sabe quem entregou o prêmio [de melhor do mundo] para o Kaká? Que disse que a gente não valoriza os ídolos…”, apontou. “Pra você Kaká, que disse que esse país não tem a história de reverenciar seus ídolos. Você foi no cortejo? Foi no velório? Não. Você, Ronaldinho, que sempre falou do Pelé, você foi? Não. Neymar, você tá de folga hoje, só tem jogo na sexta, poderia ter vindo, não veio. E as informações que tenho é que o PSG não proibiu. Cada um que fique com sua história. Na Bahia você dançou com o metatarso quebrado. Poderia ter vindo, pegado avião, descido em Guarulhos e ido para Santos de helicóptero. Isso nunca mais vai ser esquecido por todos nós”, citou. “O técnico da seleção, o Tite, não poderia ter vindo? Tá de férias. Não poderia ter pego o avião? Não. Mas eles botaram uma faixa na Copa. ‘Saúde pra você’. Mas a gente já sabia que o Pelé estava quase indo para o céu. Hipócritas! Vocês perderam uma Copa do Mundo fácil e nem para ir no velório do Rei”, continuou. Ele ainda citou que só um presidente de clube foi ao velório – Júlio Casares, do São Paulo. “Cadê os outros presidentes?”, questionou. “Colocar foto do Pelé no Instagram todo mundo coloca. Vai colocar no raio que o parta!. Cadê os comentaristas que fizeram a Copa? Cadê o Galvão Bueno? Ah, eles tão de férias… De férias? O Pelé está aí no cortejo. O Pelé morreu… Mas a alma dele já está com Deus. Mas não sei se a de vocês vai estar”. Já Datena aproveitou a exibição do “Brasil Urgente” para atacar Neymar Jr. por não ter comparecido na despedida de seu ídolo, que também vestia a camisa 10 da Seleção Brasileira. “Não ia doer nada, ele já fez isso para fazer festa”, iniciou. “Acho que o Neymar, como jogador brasileiro, tinha como obrigação pelo menos passar pelo caixão do Pelé para se despedir. Seria uma imagem muito legal para reestruturação do futebol brasileiro, se é que ela existe com esses personagens que esquecem das origens e da [própria] história”, seguiu, lamentando que os atuais jogadores da Seleção Brasileira estejam mais preocupados em ostentar do que com o futebol. “Estão tão distantes do povo, é por isso que a gente não ganha uma Copa do Mundo há 20 anos. Quem não se lembra da história e das origens, realmente não têm uma entrega necessária no momento da disputa de um campeonato”, criticou. E ainda comparou: “Na época do Pelé era diferente. Os caras ganhavam quase nada e jogavam para caramba, se divertiam jogando bola. Hoje o cara se diverte quando vai assinar contrato pensando no cifrão. Não custava nada o Neymar ter passado por aqui para dar adeus ao Pelé, pelo menos essa é a minha opinião. Se você não concorda, pode ficar com a sua”.
Luiz Bacci é condenado por ofender delegado no “Cidade Alerta”
A Justiça de São Paulo condenou o apresentador Luiz Bacci, da TV Record, ao pagamento de indenização ao delegado José Carlos de Souza por injúria e difamação. Originalmente, o apresentador do programa “Cidade Alerta” recebeu uma pena de cinco meses e 12 dias de detenção, em regime aberto, mas a punição foi substituída pelo juiz, que determinou o pagamento de 20 salários mínimos ao delegado. A ação foi motivada por comentários feitos durante o “Cidade Alerta” em abril de 2020. Na ocasião, a polícia investigava o desaparecimento de uma criança de um ano e onze meses em Itapira, no interior de São Paulo. A mãe era suspeita de ter matado a menina. A acusação alega que o apresentador informou ao público que polícia já havia encontrado o corpo da criança e acusou o delegado, a quem chamou de “delegadozinho”, de segurar a informação com o objetivo de dar uma entrevista coletiva “sob holofotes”. “Bacci, de forma evasiva e irresponsável, afirmou no programa no dia 20 de abril que o corpo havia sido encontrado. Mas somente no dia 29, onze dias depois da confissão, a genitora apontou o local correto onde havia enterrado a filha”, declarou à Justiça a advogada Nathany de Souza, que representou o delegado. “Ele insinuou a milhares de pessoas que o delegado estaria escondendo o corpo da criança.” No processo, Bacci afirmou que sempre se guiou pelo dever de informar o público e que a informação de que o delegado já teria encontrado o corpo havia sido obtida com “fontes jornalísticas seguras”. Citou que, com base nas mesmas fontes, ele havia revelado que a mãe confessara o crime antes mesmo de a polícia divulgar o fato publicamente. “Se as fontes eram idôneas e lhe apresentavam andamentos verídicos sobre o caso, por qual motivo o jornalista desconfiaria das informações prestadas sobre a localização do corpo da criança vitimada?”, questionou a defesa do apresentador. Apesar disso, o juiz José Fernando Steinberg concluiu na sentença que, com base nas provas documentais e nos testemunhos, ficou evidente que as investigações se mostraram bem conduzidas, “enquanto as críticas ultrapassaram os limites do bom senso e do jornalismo”. “O acusado [Bacci] ofendeu a reputação, dignidade e decoro da vítima [o delegado], declarou. Bacci ainda pode recorrer.

