Ludmilla vira bombeira futurista no clipe “sci-fi” de Jogando Sujo
A cantora Ludmilla gravou um clipe sci-fi para a música “Jogando Sujo”. No vídeo, Ludmilla aparece como comandante de um grupo de bombeiras futuristas, na cidade de São Paulo do ano de 2073. Os efeitos visuais estão concentrados no começo e no fim do clipe, enquanto o recheio capricha nas coreografias típicas do gênero, que têm mais a ver com a letra, sobre a sensualização da dança funk. Ao final da história, o fogo que Ludmilla vai apagar é o calor causado por um modelo bonitão. Ou seja, menos “Fahrenheit 451” e mais C&C Music Factory. Roteiro e direção são de Felipe Sassi, que volta a trabalhar com Ludmilla após “Cheguei”. Por sinal, este é o segundo clipe superproduzido do diretor a chamar atenção nos últimos dias – veja o outro aqui. “Jogando Sujo” é o quarto single da antiga MC Beyoncé em 2018. Apesar disso, a cantora de “Din Din Din” não lança álbuns a dois anos. O último, “A Danada Sou Eu”, saiu em 2016.
Ludmilla faz seu high school musical com o clipe de “Cheguei”
Quem tirar o som do novo clipe de Ludmilla pode achar que se trata de um lançamento americano. Afinal, o vídeo de “Cheguei” é uma verdadeira high school musical. Lá estão os indefectíveis armários de colégio americano, camisetas que só trazem frases em inglês, cheerleaders com uniforme azul, vermelho e com estrelas brancas… E, em vez de futebol, o esporte que essa juventude feliz prestigia é o de Zac Efron no telefilme colegial da Disney. Pelo excesso de cor-de-rosa, a ideia seria uma recriação de outro filme, “Meninas Malvadas”. A diferença é que a turma popular da historinha não é a das loiras, lindas e ricas, e sim o pessoal que geralmente fica de lado nessas produções. Os esquisitos, as drags, os trans, as carecas, os nerds, os goths e outras opções estilosas, que põem todo mundo para dançar. Alguns dos coadjuvantes são “celebridades da internet” e drag queens conhecidas, como Lia Clark. No cenário do clipe, também é possível ver vários cartazes com mensagens de inclusão, como “ser gay é ok”, “machistas não passarão”, “não ao bullying” e “girl power”. Por conta disso, dá para relevar o fato de o elenco ser claramente velho demais para frequentar o ensino médio, ainda que esse detalhe cause desconforto. De resto, a letra é uma coleção de frases feitas que todo jovem diz pelo menos uma vez por semana. Parece durar para sempre, mas tem só três estrofes, repetidas ad nauseum. Melhor tirar o som e imaginar tudo em inglês mesmo. “Cheguei” é o terceiro single do mais recente álbum de Ludmilla, “A Danada Sou Eu”, lançado em outubro de 2016, e a direção do clipe é de Felipe Sassi, que já tinha feito “24 Horas Por Dia” para a cantora.

