Felicity Huffman é condenada a 14 dias de prisão por fraude universitária
A atriz Felicity Huffman, conhecida por atuar na série “Desperate Housewives” e na recente minissérie “Os Olhos que Condenam”, foi condenada a 14 dias de prisão por seu envolvimento no que a mídia americana batizou de escândalo de fraudes universitárias da elite dos Estados Unidos. Ela se declarou culpada por ter pago US$ 15 mil para que um consultor de admissões em faculdades inflasse as notas de uma de suas filhas para que ela ingressasse na instituição de sua preferência. Além dela, outra atriz famosa, Lori Loughlin, conhecida por seu papel na série “Três É Demais” (Full House) e na sequência “Fuller House”, também foi acusada no mesmo caso, mas não se uniu a Huffman e outros pais que se declararam culpados. Loughlin se disse inocente e, por isso, será agora submetida a julgamento – mas se for condenada deve pegar uma pena muito mais elevada. Por ter se declarado culpada, Huffman vai cumprir a pena mínima. Ela poderia pegar cinco anos de prisão pelo crime de transferência fraudulenta de fundos. As duas atrizes eram as personalidades mais conhecidas de um grupo de 50 pessoas denunciadas na Operação Varsity Blues do FBI, que desbaratou o esquema de fraudes. Entre os pais envolvidos há diretores executivos de empresas e sócios de importantes escritórios de advocacia. O nome da operação é uma homenagem a um filme de 1999, batizado no Brasil de “Marcação Cerrada”. Cerca de 200 agente do FBI participaram da investigação e seus desdobramentos. Em sua defesa, Huffman disse que tentou fazer o melhor para a filha, que queria estudar artes dramáticas, mas tinha notas baixas em matemática. “Eu só queria dar a ela uma chance de ser considerada para um curso em que seu talento para atuação fosse o fator decisivo. Isso parece superficial agora, mas na minha mente eu sabia que o seu sucesso ou fracasso no cinema e no teatro não dependeria de suas aptidões em matemática. Não queria que minha filha fosse impedida de fazer o que ela ama por ser ruim em matemática.” A promotoria pressionou para que todos os pais envolvidos passem algum tempo na prisão, para que ficasse claro que pessoas ricas não podem se safar após cometerem crimes como esse. O escândalo vai virar telefilme do canal pago Lifetime. Intitulado “The College Admissions Scandal”, o longa já teve o primeiro trailer divulgado. Veja aqui.
Telefilme sobre fraude universitária das atrizes de Desperate Housewives e Fuller House ganha trailer
O canal pago americano Lifetime divulgou o trailer de “The College Admissions Scandal”, telefilme sobre o escândalo de fraude universitária envolvendo as atrizes Felicity Huffman (“Desperate Housewives”) e Lori Loughlin (“Fuller House”), acusadas de comprarem vagas em faculdades conceituadas nos Estados Unidos para suas filhas. O caso foi revelado pelas autoridades norte-americanas no início deste ano, e rapidamente transformado em telefilme pelo Lifetime, canal especializado nesse tipo de produção. As atrizes Penelope Ann Miller (“American Crime”) e Mia Kirshner (“Star Trek: Discovery”) interpretam as colegas de profissão citadas no escândalo, que envolve cerca de 50 famílias. Mas não está claro se suas personagens terão realmente os nomes das atrizes. A prévia não as nomeia e a ficha oficial de créditos da produção deixa a identificação de seus papéis em branco. Enquanto Felicity Huffman admitiu ser culpada após ser acusada de pagar US$ 15 mil para que sua filha se beneficiasse do esquema ilegal que fraudava o sistema de vagas em universidades. Os procuradores recomendaram que ela cumprisse quatro meses de prisão e pagasse multa de US$ 20 mil. Já Lori Loughlin e seu marido, o empresário Mossimo Giannulli, optaram por se declarar inocentes após serem acusados de desembolsar US$ 500 mil para que suas filhas conseguissem vagas em uma universidade na Califórnia. Se forem condenados, podem pegar até 40 anos de prisão. A estreia do telefilme foi marcada para 12 de outubro nos Estados Unidos.
Luta por Justiça: Trailer legendado de drama jurídico junta astros e diretor da Marvel
A Warner divulgou o trailer legendado de “Luta por Justiça” (Just Mercy), drama jurídico que reúne estrelas da Marvel. A trama traz Michael B. Jordan (“Pantera Negra”) e Brie Larson (“Capitã Marvel”) lutando para tirar Jamie Foxx (“O Espetacular Homem-Aranha 2”) da prisão. O longa adapta o livro de memórias de Bryan Stevenson, um jovem advogado que luta por igualdade judicial em um sistema legal racista, e que se envolve num caso famoso do final dos anos 1980. Jordan interpreta Stevenson e Foxx dá vida a Walter McMillian, um homem falsamente acusado e condenado por assassinado, que passou seis anos no corredor da morte por um crime que não cometeu. O papel de Brie Larson é Eva Ansley, jovem assistente de Stevenson, que se junta ao advogado em sua causa, para rever casos de prisioneiros negros condenados à morte pelo sistema judiciário racista do sul dos Estados Unidos. Além de protagonizar o longa, Jordan é coprodutor de “Luta por Justiça”. O filme tem direção do cineasta indie Destin Daniel Cretton (“O Castelo de Vidro”), que também entrou recentemente na Marvel. Ele vai dirigir “Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings”. “Luta por Justiça” vai ter sua première mundial na sexta-feira (6/9), no Festival de Toronto, e chegará aos cinemas americanos no dia 25 de dezembro, de olho no Oscar. A estreia no Brasil está marcada apenas para 23 de janeiro.
Ex-presidente da Ancine vira réu por formação de quadrilha
A juíza Adriana Cruz, da 5ª Vara Federal Criminal do Rio, aceitou denúncia do MPF e tornou réus o diretor-presidente afastado da Ancine, Christian de Castro Oliveira, e mais sete pessoas, informou o jornal O Globo. Segundo o MPF (Ministério Público Federal) no Rio, o grupo teria atuado, de outubro de 2017 a janeiro de 2018, para desonrar a imagem de outros diretores da agência que concorriam à vaga de presidente do órgão. O objetivo era abrir margem para que Christian fosse eleito e que todos os envolvidos tivessem promoção em cargos públicos. Christian de Castro Oliveira foi nomeado presidente da Ancine em janeiro de 2018, durante o governo de Michel Temer, e tinha mandato até 2021. Ele iniciou a carreira no mercado financeiro nos anos 1990 e entrou no mercado cinematográfico começou quando fundou, com seu irmão, o roteirista e diretor Erik de Castro, a BSB Cinema Produções. Na empresa, assinou a produção de filmes como “Senta a Pua!”, “A Cobra Fumou” e “Federal”. Ele também foi diretor das distribuidoras Vereda Filmes e Lumière, diretor comercial da RioFilme, CEO da Luz Mágica Produções Audiovisuais, membro do Conselho de Administração das produtoras Glaz Entretenimento e Oca Animation e diretor da Luminosidade, pela Inbrands. O MPF acusa o grupo envolvido com Christian de violação de sigilo funcional, prevaricação, crimes contra a honra, denunciação criminosa e associação criminosa. O ex-ministro da Cultura e atual secretário estadual de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, está entre os denunciados. O MPF também requereu a indisponibilidade de bens e ressarcimento integral dos danos causados à União, além do afastamento de cinco denunciados de seus cargos. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro demitiu Christian do cargo de presidente da Ancine e afirmou que irá indicar um evangélico para assumir uma das vagas abertas na direção da entidade.
Série The Code é cancelada no final da 1ª temporada
A rede CBS cancelou a série “The Code”, drama sobre justiça militar, um dia após a exibição do final da 1ª temporada, que foi ao ar na noite de segunda-feira (22/7) nos Estados Unidos. A notícia foi compartilhada pela atriz Dana Delaney (“Desperate Housewives”), que protagonizava a atração. Fracasso de público e crítica, a produção despencou de 8,1 milhões de telespectadores em sua estreia para 2,9 em seu final, e com apenas 39% de aprovação na média aferida pelo Rotten Tomatoes. A série foi criada por Craig Sweeny (o criador da série “Limitless”) e teve o piloto dirigido pelo cineasta Marc Webb (“O Espetacular Homem-Aranha”). E começou a ter problemas desde esta época, com a substituição de Mira Sorvino, vencedora do Oscar por “Poderosa Afrodite” (1995), por Delaney no papel principal. Webb teve que gravar uma segunda versão do episódio inicial quando a série foi oficializada. Os atores Luke Mitchell (“Agents of SHIELD”) e Anna Wood (“Falling Water”) também faziam parte do elenco como “as mentes militares mais brilhantes”, segundo a sinopse, em casos da justiça militar. Ao todo, apenas 13 episódios foram produzidos. Thank you to all you wonderful people who watched @TheCodeCBS. Last night was our finale and sadly, no more. I’ll never make General. But I loved this cast of stellar actors & know we’ll meet again. Semper Fidelis. ?? pic.twitter.com/kqjcZBTRzo — Dana Delany (@DanaDelany) July 23, 2019
Vazamento de diálogos privados de Sergio Moro vai virar filme
O depoimento de Glenn Greenwald no Senado Federal, que aconteceu na quinta-feira (11/7), foi acompanhado por cinegrafistas estrangeiros com equipamentos cinematográficos, que registraram imagens da audiência pública. Uma produtora confirmou à imprensa brasileira que estava trabalhando em uma produção independente iniciada havia pouco tempo. Ao fim da reunião, o próprio Glenn confirmou a informação ao blog Entre Quatro Poderes. “Sim. Estamos trabalhando nisso. Por enquanto, estamos só registrando algumas imagens e depois veremos como aproveitá-las.” O longa seguiria o modelo de “Democracia em Vertigem”, documentário impressionista de Petra Costa, que reflete a narrativa petista da história recente do Brasil. Por sinal, Greenwald foi um dos nomes que a diretora agradeceu nos créditos de seu documentário. A nova obra seria focada na divulgação dos diálogos privados entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol, capturados do aplicativo Telegram, e faria uma crítica à Operação Lava Jato. Será a segunda vez que uma reportagem de Greenwald vira filme. Seu trabalho na divulgação do programa secreto americano de vigilância da internet virou “Cidadãoquatro” (2014), vencedor do Oscar de Melhor Documentário em 2015. Na ocasião, o vazamento de informações tinha nome e sobrenome: Edward Snowden, ex-agente da NSA que denunciou e entregou material sigiloso para as reportagens. Desta vez, porém, a fonte de Greenwald é misteriosa e apenas se especula sua verdadeira motivação. Neste sentido, o filme poderia revelar muito, caso não se configure em material partidário. O tema parece sob medida para a cineasta americana Laura Poitras, diretora de “Cidadãoquatro” e também de “Risk” (2016), que igualmente aborda vazamentos de informações sigilosas, via WikiLeaks.
Fãs de Michael Jackson processam acusadores de Deixando Neverland por difamação
Grupos de fãs de Michael Jackson resolveram processar as duas supostas vítimas que denunciaram abuso do cantor no documentário da HBO “Deixando Neverland”. Trata-se de uma ação simbólica, com indenização fixada em um euro, contra Wade Robson e James Safechuck por “macularem a imagem” do astro pop, que não pode se defender. Os fã-clubes Michel Jackson Community, MJ Street e On the Line processaram os homens por difamação em Orléans, no norte da França. O advogado que deu entrada na ação, Emmanuel Ludot, comparou as alegações dos acusadores a um “genuíno linchamento” de Jackson, que morreu em 2009. A decisão de abrir o processa na França se deve às leis de difamação do país oferecem proteção contra essa ofensa até depois da morte, ao contrário dos sistemas legais do Reino Unido e dos Estados Unidos. Robson e Safechuck não se manifestaram e nem procuraram advogados para tratar do caso. Além desse processo simbólico, há uma ação legal dos herdeiros de Michael Jackson contra a HBO, que busca indenização de US$ 100 milhões, mas tem sido derrotada em suas primeiras etapas na justiça americana. “Deixando Neverland” registrou uma das maiores audiências de documentários da HBO em sua estreia em março. A produção dirigida por Dan Reed traz acusações de abuso sexual contra o cantor Michael Jackson, por meio dos testemunhos de Wade Robson e James Safechuck, que eram crianças na época em que os supostos incidentes aconteceram.
Telefilme vai contar a história bizarra da seita sexual de Allison Mack
O canal pago americano Lifetime vai produzir um telefilme sobre o NXIVM, seita sexual que tinha entre seus líderes a atriz Allison Mack (a Chloe de “Smallville”). A dramatização do caso criminal será estrelada por Peter Facinelli (de “Crepúsculo”, “Nurse Jackie” e “Supergirl”). Ele vai interpretar Keith Raniere, líder do grupo, condenado recentemente pelo caso nos EUA. Com o título provisório de “The NXIVM Cult: a Mother’s Nightmare”, o telefilme será focado no drama da atriz Catherine Oxenberg (da série clássica “Dinastia”) e sua luta para salvar a filha do grupo. O lançamento está previsto para o segundo semestre. A atriz Andrea Roth (a mãe de Adaga na série “Manto e Adaga”) fará o papel de Oxenberg, Jasper Polish (“Vingança Sobrenatural”) será sua filha India e Sara Fletcher (“Mom Tested”) fará o papel de Allison Mack. O telefilme do Lifetime já é o quarto projeto anunciado sobre o caso, mas a maioria tem optou pelo registro documental – inclusive a série em desenvolvimento na HBO. O escândalo do NXIVM veio à tona numa reportagem do jornal The New York Times, publicada em novembro de 2017, que denunciou a escravidão sexual promovida pela seita e apontou a atriz Allison Mack como braço-direito do falso guru Keith Rainiere. Após investigação do FBI, todos os líderes foram presos em abril de 2018. Um ano depois, Allison se declarou culpada por extorsão e conspiração criminosa. “Eu preciso admitir a culpa pela minha conduta. Eu me sinto muito mal pelo meu papel neste caso. Eu peço desculpas à minha família e às boas pessoas que eu machuquei com a minha aderência equivocada aos ensinamentos de Keith Raniere”, disse no tribunal. Iniciada como um grupo de auto-ajuda, a organização chegou a receber matrículas de 16 mil pessoas em seus cursos. Ranieri se promovia como um guru de auto-ajuda para famosos, mas usava palestras da organização para selecionar mulheres bonitas como escravas sexuais, que eram convidadas a ingressar no círculo interno, chamado de DOS (abreviatura de “dominus obsequious sororium”), onde a iniciação incluía ter as iniciais do “mestre” marcadas à ferro e fogo na pele. A estrutura da seita se baseava em um esquema-pirâmide. Além de pagar o curso inicial, as participantes eram obrigadas a comprar aulas adicionais com preço ainda mais elevado e motivadas a recrutar outras mulheres e a marcá-las com suas iniciais para “subir” dentro da hierarquia da organização e assim obter privilégios, como se aproveitar das demais escravas. Havia uma condição prévia para participar: ceder informações comprometedoras sobre amigos e familiares, tirar fotos sem roupas e controlar os pertences das recrutas captadas. Nesta sociedade secreta, Raniere era o único homem, conhecido como o “Amo das companheiras obedientes”. Ele era “dono” de um harém. E as escravas dele, por sua vez, tinham um grupo de servas para si, e assim por diante. Todas as escravas precisavam obedecer aos mestres 24 horas por dia e recrutar outras mulheres para a seita. Caso não conseguissem, eram submetidas a castigos como surras. Além disso, elas tinham que tomar banhos de água fria e ficar 12 horas sem comer, mantendo uma dieta diária de apenas 500 a 800 calorias, pois, segundo o “mestre supremo”, mulheres magras eram mais vigorosas.
Astros de Smallville comentam envolvimento de Allison Mack em seita de escravas sexuais
O programa mais recente do podcast “Inside of You”, comandado por Michael Rosenbaum, voltou a reunir o ator com seu colega de “Smallville”, Tom Welling. E em meio a lembranças da série, os astros que viveram Lex Luthor e Clark Kent abordaram a polêmica participação de Allison Mack no NXIVM, grupo que oferecia cursos de auto-ajuda como fachada para uma seita de escravas sexuais. Welling, que ainda não tinha se pronunciado sobre o assunto, revelou-se surpreso ao descobrir no que a intérprete de Chloe Sullivan estava metida após o fim da série da DC Comics. “Eu não sabia nada sobre isso… Fui pego de surpresa ao ler. Soa muito bizarro. Allison sempre foi uma pessoa muito boa comigo”, disse o ator. Rosenbaum já tinha mencionado o fato no podcast. Mas também manifestou incredulidade, embora admita que nunca foi muito próximo da atriz para saber de suas inclinações pessoais ou sexuais. “Tudo que eu sei é que é difícil. Eu sempre digo isso. Se alguém disser: ‘Ei, seu irmão matou alguém’. Vou pensar, ‘Não, é impossível. Você não conhece meu irmão’. Agora, Allison e eu nunca fomos muito próximos na série, como Tom e eu éramos. Então, eu realmente não sabia. Mas se alguém dissesse: ‘Ah, Allison Mack matou alguém’. Eu diria: ‘Não, isso é impossível'”, acrescentou. Meses após ser presa sob acusações de tráfico sexual, Allison Mack se declarou culpada de extorsão e conspiração criminosa, parte de um acordo entre seus advogados e promotores. “Eu preciso admitir a culpa pela minha conduta. Eu me sinto muito mal pelo meu papel neste caso. Eu peço desculpas à minha família e às boas pessoas que eu machuquei com a minha aderência equivocada aos ensinamentos de Keith Raniere”, disse Mack no tribunal. Nesta semana, Keith Raniere, o líder da seita, foi considerado culpado e aguarda sua sentença, que pode ser prisão perpétua. Ele mantinha um harém de escravas sexuais, que, por sua vez, tinham suas próprias escravas, num esquema de pirâmide. Além de Allison Mack, a seita também contou com a participação da herdeira milionária Clare Bronfman, cuja família era dona da destilaria de whisky Seagram, e India Oxenberg, filha da atriz Catherine Oxenberg (da série clássica “Dinastia”).
Donald Trump não pedirá desculpas às vítimas de racismo retratadas em Olhos que Condenam
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse que não pretende pedir desculpas aos chamados Central Park Five, os cinco inocentes que ele queria ver mortos e que são tema da minissérie “Olhos que Condenam”, realizada pela cineasta Ava DuVernay para a Netflix. Questionado na terça (18/6) pelo correspondente da Casa Branca April Ryan sobre o tema, Trump retrucou: “Por que você traz essa questão agora? É um momento interessante para falar sobre isso”. Trump continuou: “Você tem pessoas em ambos os lados disso. Eles admitiram sua culpa. Se você olhar para [a promotora] Linda Fairstein, e olhar para alguns dos promotores, eles acham que a cidade nunca deveria ter entrado em acordo sobre esse caso. Então vamos deixar assim”. A história dos cinco rapazes é contada em detalhes na minissérie. A produção mostra como eles foram presos e condenados por estuprar uma mulher branca no Central Park em Nova York, em 1989, apesar de inocentes, sofrendo preconceito por serem negros. Apenas após o verdadeiro culpado confessar, em 2001, e provas de DNA corroborarem sua confissão, é que a Justiça descobriu que as confissões a que Trump se referiu para garantir a culpa deles foram resultado de coação e práticas ilegais da promotoria. O atual presidente dos Estados Unidos foi quem mais atacou publicamente os garotos, chegando a comprar um anúncio de página inteira no jornal The New York Times em 1989 pedindo a volta da pena de morte no estado para puni-los. Eles eram menores e inocentes. Trump, no entanto, insistiu que eles eram culpados durante várias ocasiões, inclusive em tempos tão recentes quanto 2016, após a cidade de Nova York concordar em indenizá-los pelo que ocorreu. Veja abaixo um reprodução do anúncio original de Trump pedindo a pena de morte para os garotos. No texto, ele garante que vai odiar os jovens para sempre. E parece ser um político de palavra.
Olhos que Condenam vira a série mais vista da Netflix nos Estados Unidos
A Netflix divulgou em suas redes sociais que “Olhos que Condenam” (When They See Us), minissérie da diretora Ava DuVernay (“Selma”), virou a série mais assistida da plataforma de streaming nos Estados Unidos desde sua estreia, no dia 31 de maio. Vale lembrar que a Netflix não revela os números exatos de sua audiência, por isso não há como saber exatamente qual é a audiência da produção. Mas a série teve bastante repercussão e levou duas ex-promotoras, envolvidas no processo que condenou injustamente os cinco personagens na vida real, a perderem seus empregos atuais sob pressão popular. A história dos cinco rapazes que ficaram conhecidos como “Central Park Five” é contada em detalhes na minissérie. A produção mostra como eles foram condenados por estuprar uma mulher branca no Central Park em Nova York, em 1989, apesar de ser inocentes, sofrendo preconceito por serem negros. “Olhos que Condenam” aborda como a polícia e a promotoria de Nova York obrigaram os menores de idade Kevin Richardson, Yusef Salaam, Raymon Santana, Antron McCray e Korey Wise a confessarem o crime, após 30 horas seguidas de tortura psicológica, levando-os a serem condenados, embora exames de DNA, roupas e outras provas físicas indicassem sua inocência. Uma das promotoras chegou a impedir pessoalmente que os menores vissem seus parentes ou advogados antes de confessarem, num franco abuso de autoridade. Foram condenados e presos até que, em 2001, um estuprador serial chamado Matias Reyes confessou o crime. O DNA encontrado na vítima, desprezado na época pela promotoria, corroborou sua confissão. Após as acusações, a vida dos cinco jovens e de suas famílias foram destruídas. E tem um detalhe: quem mais atacou publicamente os garotos foi o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que publicou em 1989 um anúncio de página inteira no jornal The New York Times pedindo a volta da pena de morte no estado para punir os garotos. Que eram inocentes. O tema ecoa o documentário que a diretora Ava DuVernay fez para a Netflix, “A 13ª Emenda”, sobre o sistema prisional americano, que foi indicado ao Oscar 2017. Desta vez, porém, a produção é uma obra de ficção com atores. O elenco conta com Jovan Adepo (“Um Limite Entre Nós”), Vera Farmiga (“Bates Motel”), Felicity Huffman (“Desperate Housewives”), Joshua Jackson (“The Affair”), Famke Janssen (“How to Get Away with Murder”), Jharrel Jerome (“Moonlight”), John Leguizamo (“Bloodline”), Niecy Nash (“Claws”), Chris Chalk (“Gotham”) e Blair Underwood (“Quantico”), entre outros. When They See Us has been the most-watched series on Netflix in the US every day since it premiered on May 31 pic.twitter.com/jS8IXIh03g — Netflix US (@netflix) June 12, 2019
Mulher diz ter sido escravizada por Allison Mack em julgamento de seita sexual
Uma testemunha ouvida durante o julgamento dos líderes da seita NXIVM revelou ter sido escrava sexual da ex-atriz Allison Mack, da série “Smallville”. Identificada apenas como “Nicole”, a mulher contou, em seu depoimento no tribunal, que encontrou com Mack em 2014, quando passava por dificuldades financeiras. Ela entrou no grupo no mesmo ano, por conselho do namorado, para fazer cursos que combinavam atuação e psicologia. Ela declarou que ficou incomodada com a forma como as pessoas idolatravam o líder do grupo, o guru Keith Raniere, mas logo começou a dar aulas e ganhar dinheiro. Em fevereiro de 2016, Nicole foi convidada por Mack a se juntar ao ingressar no círculo interno, chamado de DOS (abreviatura de “dominus obsequious sororium”), onde apenas mulheres eram permitidas. “Ela me contou sobre essa organização de mulheres”, testemunhou “Nicole”. “Isso me faria sentir melhor. Seria exatamente o que me ajudaria a sair de onde eu estava mentalmente naquele momento.” A mulher afirmou que Mack a convenceu a lhe dar uma série de “garantias” para não ir embora, como assinar um termo revelando que foi estuprada pelo pai e documentos liberando o NXIVM de responsabilidade por “danos físicos e psicológicos”. A testemunha diz que, a partir daí, passou a viver uma relação de “escravo e mestre”, sendo dominada psicologicamente por Mack, que a proibia de sair do grupo e até de fazer sexo com seu namorado. E um dia a ex-atriz a levou vendada até Raniere, ordenando-a a ser “uma boa escrava”. Após ter os pulsos e tornozelos amarrados, ela passou então a receber sexo oral de várias pessoas. “Eu estava tão confusa. Foi aterrorizante”, disse a testemunha. Raniere está sendo julgado por tráfico sexual, conspiração, extorsão, trabalho forçado e lavagem de dinheiro. Já Allison Mack declarou-se culpada em abril por conspiração e extorsão. Além de Allison Mack, a seita também contou com a participação da herdeira milionária Clare Bronfman, cuja família era dona da destilaria de whisky Seagram, e India Oxenberg, filha da atriz Catherine Oxenberg (da série clássica “Dinastia”). Segundo “Nicole”, Mack manteve India Oxenberg numa dieta de 500 calorias diárias, quase matando a jovem de fome, porque, apesar de o “mestre supremo” (Raniere) dizer que mulheres magras eram mais vigorosas, isso as tornava mais fracas e sugestionáveis. A história da seita vai virar uma minissérie documental do canal HBO.
Ex-promotora do caso retratado em Olhos que Condenam se demite após pressão popular
A ex-promotora Linda Fairstein não resistiu à pressão e pediu demissão da ONG Safe Horizon, na qual trabalhava há mais de 20 anos ajudando vítimas de abusos e crimes violentos, e da Universidade Vassar, onde participa do conselho. Ela foi alvo de campanha nas redes sociais para ser demitida, após ser retratada como vilã na série “Olhos que Condenam” (When They See Us). Lançada na última sexta-feira (31/5), a produção da Netflix, dirigida por Ava DuVernay (“Selma”), aborda a prisão injusta de cinco adolescentes negros que foram condenados por estupro de uma mulher branca no Central Park, em 1989. Eles passaram anos presos e só foram inocentados porque o verdadeiro culpado confessou o crime. Fairstein (interpretada na série pela atriz Felicity Huffman) foi implacável em apontar a culpa dos cinco adolescentes e até hoje se nega a assumir os erros na investigação que levaram os jovens a serem condenados. Uma reportagem do TMZ revelou que ela estava sendo fortemente pressionada a pedir demissão. Além de ser alvo da hashtag #CancelLindaFairstein no Twitter, sua presença nas entidades de que participava também indignava colegas e funcionários, após o caso voltar à mídia. O site apurou que o conselho da Safe Horizon planejava demiti-la de qualquer jeito. Ela também teria abandonado outros trabalhos que realizava, nas fundações God’s Love We Deliver e Joyful Heart. Mas seus principais rendimentos vêm de livros de suspense da personagem Alexandra Cooper, que criou após ganhar notoriedade com o caso dos Cinco do Central Park. Uma petição online, no site Change.org, também pede para que esses livros sejam boicotados. 70 mil pessoas já assinaram. A série é impiedosa ao retratá-la, da mesma forma como ela foi impiedosa com os jovens que condenou na vida real. Na época do crime, Linda era chefe da unidade de crimes sexuais de Manhattan e não teria agido corretamente ao investigar quem era o real culpado pelo estupro da mulher no Central Park, coagindo os cinco menores inocentes até que eles confessassem qualquer coisa. Causando comoção nos Estados Unidos, “Olhos que Condenam” detalhou como a polícia e a promotoria de Nova York obrigaram os menores de idade Kevin Richardson, Yusef Salaam, Raymon Santana, Antron McCray e Korey Wise a confessarem o crime, após 30 horas seguidas de tortura psicológica, levando-os a serem condenados, embora exames de DNA, roupas e outras provas físicas indicassem sua inocência. Fairstein teria impedido pessoalmente que os menores vissem seus parentes ou advogados antes de confessarem, num franco abuso de autoridade. Eles ficaram presos entre 5 a 12 anos em reformatórios (um deles, que já tinha 16 anos na época, foi enviado para um presídio de adultos) até que o verdadeiro culpado confessou. Em 2001, um estuprador serial chamado Matias Reyes conheceu Wise quando ambos foram transferidos para a mesma prisão. Depois de ser preso, Reyes tinha se tornado religioso e queria reparar seus crimes. Assim, decidiu assumir que tinha sido ele quem realmente estuprou a mulher do Central Park e foi único responsável pelo ataque. O DNA encontrado na vítima, desprezado na época pela promotora, corroborou sua confissão. De acordo com o TMZ, Raymond Santana, um dos jovens condenados injustamente, afirmou que a ex-promotora finalmente está pagando por seus crimes. “Mesmo que seja 30 anos depois”, disse. Quase 30 anos depois da prisão dos jovens, o atual prefeito de Nova York, Bill de Blasio, concordou em pagar uma indenização de R$ 40 milhões como compensação pela injustiça que eles sofreram. Em processo movido pelos cinco contra o município, eles acusavam a polícia, os promotores e outras autoridades de racismo. Mesmo assim, o prefeito anterior, Michael Bloomberg, recusava-se a pagar qualquer indenização. Após as acusações, a vida dos cinco jovens e de suas famílias foram destruídas. E tem um detalhe: quem mais atacou publicamente os garotos foi o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que publicou em 1989 um anúncio de página inteira no jornal The New York Times pedindo a volta da pena de morte no estado para punir os garotos. Na época, Trump era apenas um empresário arrogante. Mas, caso fosse bem-sucedido em sua campanha, teria o sangue de cinco inocentes em suas mãos. Isto, claro, não lhe serviu de lição alguma, nem ao público. O mesmo tom sanguinário tem mantido Trump popular nos Estados Unidos, ao encomendar campanhas publicitárias que retratam imigrantes latinos como ladrões, assassinos e estupradores, para justificar dar-lhes o pior tratamento possível nos serviços de imigração – como separar crianças dos pais. O detalhe não passa despercebido pela série. Embora a história de “Olhos que Condenam” se passe nos anos 1980, a diretora Ava Duvernay deixa claro que a eleição de Trump prova que muitas coisas permanecem iguais nos Estados Unidos.








