Julgamento de Alec Baldwin é suspenso e promotor larga caso após denúncia grave
Defesa do ator no caso da morte da diretora de fotografia de "Rust" revela ocultação de evidências importantes por parte da promotoria
Alec Baldwin vai a julgamento por homicídio culposo no set de “Rust”
Ator enfrenta acusações pela morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins durante filmagem em 2021
Justiça brasileira condena galã argentino de novelas por estupro
Juan Darthés fugiu para o Brasil após ser denunciado por atriz argentina, que o acusa de abuso quando tinha 16 anos de idade
Robert De Niro chama Trump de “palhaço” e “tirano” durante julgamento do ex-presidente
Ator critica ex-presidente e alerta sobre ameaça à democracia em discurso contundente diante de tribunal de Nova York
Harvey Weinstein retorna ao tribunal após anulação de condenação por estupro
O ex-produtor de cinema voltará a ser julgado em Nova York, após anulação do julgamento anterior
Ana Castela é processada por plágio em “Solteiro Forçado”
Ana Castela está sendo processada por um suposto plágio na canção “Solteiro Forçado”, faixa lançada em julho deste ano. As informações foram reveladas na manhã desta quarta-feira (13/12) pela colunista Fábia Oliveira. O processo foi aberto por Luan Kaique Vieira Castelan, que diz ser compositor de músicas sertanejas desde os 12 anos de idade. O rapaz alegou ter composto uma música chamada “Lado direito da cama” (registrada em 27 de dezembro de 2019), que possui fortes semelhanças com a canção recente de Ana Castela. Nos autos, Luan afirmou que foi pego de surpresa ao ouvir o sucesso de nível nacional, ainda mais que as semelhanças não estão apenas na melodia, mas também nos clipes que os dois produziram para suas obras. O compositor acredita se tratar de um plágio escancarado e exige uma indenização de R$ 200 mil por danos morais, além de uma retratação pública. Luan Kaique também solicitou uma tutela para que todas as plataformas digitais retenham ou realizem a reserva da receita obtida com a faixa de Ana Castela. Ele ainda quer que a cantora e os demais envolvidos na gravação sejam impedidos de cantar “Solteiro Forçado” em shows até o julgamento do processo.
Robert De Niro é condenado a pagar US$ 1,26 milhão para ex-funcionária por discriminação
O ator Robert De Niro, atualmente em cartaz nos cinemas Em “Assassinos da Lua das Flores”, foi condenado a pagar US$ 1,26 milhão de indenização para Graham Chase Robinson, ex-funcionária que acusou o ator de discriminação de gênero e retaliação. A decisão foi anunciada na quinta-feira (9/11) pelo tribunal federal de Manhattan. Robinson pedia US$ 12 milhões de indenização, mas levou 10% do valor. O júri descartou outras acusações, como abuso moral de De Niro. Em uma das audiências, o ator admitiu que repreendeu a ex-funcionária em algumas ocasiões, mas afirmou que nunca teve uma atitude abusiva. Discriminação de gênero O processo afirmava que Graham Chase Robinson, que trabalhou para De Niro entre 2008 e 2019, teria sido vítima de discriminação de gênero ao longo dos onze anos em que esteve ao lado do ator. Ela ocupava o cargo de vice-presidente de produção e finanças da Canal Produções, empresa do ator, com um salário anual de US$ 300 mil. Apesar do título executivo, Robinson afirmou que De Niro a tratava como uma “esposa do escritório”, obrigando ela a lavar lençóis, coçar suas costas, decorar a árvore de Natal do ator e até acompanhar o ator ao hospital em situações emergenciais. Retaliação Já a alegação de retaliação teve como causa a atual namorada de De Niro, Tiffany Chen, enquanto trabalhavam juntas em 2018 e 2019 para preparar uma casa no Upper East Side para o casal se mudar. O advogado de Robinson, Brent Hannafan, disse que Chen expressou preocupação a De Niro de que Robinson tinha interesses românticos por ele, gerando tensão enquanto trabalhavam juntas na casa da cidade. Depois que Robinson levantou a questão para De Niro, Chen enviou um e-mail retirando-a de suas funções na casa. Robinson renunciou pouco depois. “Não havia ninguém mais leal à produtora e ao Sr. De Niro do que Chase Robinson”, disse Hannafan, que reforçou que a cliente nunca teve nenhum interesse romântico pelo chefe. Em seu depoimento, que durou cerca de 90 minutos, De Niro disse que quando apresentou a ex-funcionária e a namorada em 2018, “Eu queria que tudo funcionasse. Eu queria que todos fossem felizes e se dessem bem.” Comemoração De Niro não estava presente no tribunal quando o veredito foi lido, ao contrário da ex-funcionária, que sorriu e abraçou seus advogados quando ouviu a decisão. “Estamos muito satisfeitos que o júri tenha visto o que vimos”, disse o advogado David Sanford em comunicado.
Robert De Niro enfrenta julgamento, acusado de abuso por ex-assistente
Robert De Niro está enfrentando um processo em Nova York, acusado por uma ex-assistente de ser um chefe abusivo. No primeiro dia de julgamento, na segunda (30/10), o ator desabafou em plena audiência, afirmando que “isso tudo é uma bobagem!”. O julgamento tem previsão de durar duas semanas. O processo afirma que Graham Chase Robinson, que trabalhou para De Niro entre 2008 e 2019, teria sido vítima de discriminação de gênero ao longo dos onze anos em que esteve ao lado do ator. Ela ocupava o cargo de vice-presidente de produção e finanças da Canal Produções, empresa do ator, com um salário anual de US$ 300 mil. Apesar do título executivo, entre suas responsabilidades estavam desde decorar a árvore de Natal do ator e até acompanhá-lo ao hospital em situações emergenciais. Robinson pede US$ 12 milhões de indenização (aproximadamente R$ 60 milhões). Reações de De Niro Durante a audiência, relatos apontam que De Niro, visivelmente incomodado, chegou a elevar a voz por duas vezes. A primeira quando defendia as interações de sua namorada, Tiffany Chen, com Robinson, alegando que as decisões eram tomadas em conjunto. A segunda, ao relembrar um episódio em 2017, quando solicitou a Robinson que o levasse ao hospital após uma queda. “Foi uma vez que quebrei as costas ao cair da escada!”, exclamou o ator. Defendendo-se, De Niro mencionou um tratamento adequado dado a Robinson, citando a compra de uma casa de cinco quartos em Manhattan. “Não é como se eu estivesse pedindo para ela ir lá e raspar e esfregar o chão. Então, tudo isso é bobagem!”, declarou o ator. Paralelamente, a empresa do astro também processa Robinson, pedindo US$ 6 milhões (cerca de R$ 30 milhões), alegando entre outras coisas, que ela assistia Netflix durante o expediente.
Ashton Kutcher e Mila Kunis pedem desculpas por carta de apoio a Danny Masterson
O casal de atores Ashton Kutcher e Mila Kunis publicou um vídeo nas redes sociais pedindo desculpas pelas cartas que escreveram em apoio a Danny Masterson durante o julgamento por estupro no qual o ator de “That 70s Show” foi condenado a 30 anos de prisão. “Estamos cientes da dor que foi causada pelas cartas de caráter que escrevemos em nome de Danny Masterson”, disse Kutcher em um vídeo compartilhado no Instagram, ao lado de sua esposa. Kunis prosseguiu: “Apoiamos as vítimas. Fizemos isso historicamente por meio de nosso trabalho e continuaremos a fazer isso no futuro”. Contexto das Cartas Kutcher explicou que, “alguns meses atrás, a família de Danny entrou em contato conosco. Eles nos pediram para escrever cartas de caráter para representar a pessoa que conhecíamos há 25 anos [na série ‘That 70s Show’], para que o juiz pudesse levar isso em consideração total em relação à sentença”. Kunis acrescentou: “As cartas não foram escritas para questionar a legitimidade do sistema judicial ou a validade da decisão do júri”. “As cartas não foram para minar o testemunho das vítimas”, Kutcher continuou, “nunca gostaríamos de fazer isso. E lamentamos se isso aconteceu”. Kunis concluiu a declaração em vídeo afirmando: “Nosso coração está com todas as pessoas que já foram vítimas de abuso sexual, abuso sexual ou estupro”. O vídeo com a declaração completa pode ser assistido abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ashton Kutcher (@aplusk)
Juiz reabre processos de abuso infantil contra Michael Jackson
A corte de apelações da Califórnia decidiu na sexta-feira (18/8) que dois homens que acusaram Michael Jackson de abusá-los sexualmente quando eram crianças podem retomar processos contra empresas pertencentes ao espólio do falecido cantor. Wade Robson, 40, e James Safechuck, 45, alegam que os funcionários das duas empresas – MJJ Productions Inc. e MJJ Ventures Inc. – foram cúmplices nos supostos abusos sexuais de Jackson. Os casos, que foram detalhados no documentário da HBO “Deixando Neverland”, foram inicialmente arquivados em 2017, mas uma nova lei estadual permitiu que fossem reabertos. A reabertura dos processos Os processos alegam que os funcionários das empresas de Jackson tinham o dever de cuidar dos meninos, violando esse dever ao não prevenir os abusos. Os casos foram arquivados em 2013 e 2014 e posteriormente descartados em 2017 devido à prescrição. No entanto, em 2020, uma nova lei estadual concedeu aos demandantes em casos de abuso sexual infantil mais tempo para abrir processos. Apesar da extensão, os processos foram novamente descartados em 2020 e 2021 no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles. Um juiz decidiu na época que as empresas não eram obrigadas a proteger as crianças. A nova decisão de sexta-feira contraria esse parecer, com a Segunda Corte de Apelações do Distrito da Califórnia rejeitando os argumentos das corporações de que não tinham o dever de proteger as vítimas porque “não tinham capacidade de controlar Jackson – seu único proprietário – ou suas interações” com crianças. Para o juiz que revisou o caso, “uma corporação que facilita o abuso sexual de crianças por um de seus funcionários não é desculpada de um dever afirmativo de proteger essas crianças, apenas porque é de propriedade exclusiva do autor do abuso.” Reações e declarações O espólio de Jackson nega as alegações. Jonathan Steinsapir, advogado da defesa, declarou após a decisão: “Continuamos totalmente confiantes de que Michael é inocente dessas alegações, que são contrárias a todas as evidências críveis e corroboração independente, e que foram feitas apenas anos após a morte de Michael por homens motivados apenas pelo dinheiro.” Por outro lado, Vince Finaldi, advogado de Safechuck e Robson, disse que a corte havia revertido “decisões incorretas nesses casos, que eram contrárias à lei da Califórnia e teriam estabelecido um precedente perigoso que colocava as crianças em perigo.” Próximos passos A decisão marca a segunda vez que os processos, arquivados em 2013, foram restaurados após serem descartados. Com a vitória na apelação, os processos agora retornarão a um tribunal de primeira instância, onde um juiz de Los Angeles reconsiderará as acusações contra Jackson, marcando mais um capítulo nas controvérsias em torno do legado do cantor.
Rapper que baleou Megan Thee Stallion é condenado a 10 anos de prisão
O rapper canadense Tory Lanez, cujo nome verdadeiro é Daystar Peterson, foi condenado a 10 anos de prisão por atirar no pé da rapper Megan Thee Stallion, em um incidente que ocorreu em julho de 2020. A sentença foi proferida na terça-feira (8/8) em Los Angeles, após um julgamento que se estendeu por dois dias em dezembro passado, atraindo atenção mundial e gerando debates sobre questões de gênero no hip-hop, proteção às mulheres negras e misoginia. O caso também trouxe à tona a relutância das vítimas negras em falar com a polícia e a toxicidade online. Detalhes do caso O caso aconteceu após os dois rappers deixarem uma festa em Los Angeles. Tory Lanez foi acusado de atirar no pé de Megan Thee Stallion quando ela estava saindo da casa de Kylie Jenner. Lanez foi julgado e considerado culpado em 23 de dezembro por agressão com arma de fogo semiautomática, porte de arma de fogo carregada e não registrada em veículo, além de disparo de arma de fogo com grande negligência. A sentença final só veio agora, determinando 10 anos de prisão, o que gerou caos no tribunal, com gritos de apelo e tumulto nos corredores. O juiz David Herriford, que proferiu a sentença, afirmou que foi “difícil conciliar” a pessoa gentil e caridosa que muitos descreveram com os crimes pelos quais o rapper foi condenado. Declaração de Megan Thee Stallion Megan Thee Stallion não compareceu à leitura da sentença, explicando que não poderia estar na mesma sala que Tory. Em um comunicado lido no tribunal, ela disse: “Ele não apenas atirou em mim, como também zombou do meu trauma”. Ela ainda destacou que a decisão é uma declaração para todos os sobreviventes, mostrando que suas vidas importam. A rapper testemunhou que Lanez atirou na parte de trás de seus pés e gritou para ela dançar em julho de 2020, após deixarem uma festa na piscina na casa de Kylie Jenner, em Hollywood Hills. Ela teve que passar por uma cirurgia para remover os fragmentos de bala. Em uma declaração lida por um promotor na segunda-feira, ela afirmou: “Desde que fui cruelmente baleada pelo réu, não vivi um único dia de paz. Devagar, mas com certeza, estou me curando e voltando, mas nunca serei a mesma.” Pedido de misericórdia Antes de receber sua sentença, Lanez pediu misericórdia ao juiz Herriford, solicitando liberdade condicional ou uma sentença mínima de prisão. “Se eu pudesse voltar na série de eventos daquela noite e mudá-los eu o faria. A vítima era minha amiga. A vítima é alguém por quem ainda me importo até hoje”, disse o rapper. Ele acrescentou: “Tudo o que fiz de errado naquela noite, assumo total responsabilidade.” O pai de Lanez, Sonstar Peterson, falou emocionado sobre a morte da mãe do rapper quando ele tinha 11 anos. Outras personalidades, como Iggy Azalea, também se pronunciaram, e até mesmo o filho de Lanez, de cerca de 6 anos, enviou uma carta escrita à mão, cujo conteúdo não foi descrito pelo juiz. Cicatrizes permanentes Megan Thee Stallion, agora com 28 anos, já era uma grande estrela em ascensão na época do tiroteio, e sua proeminência aumentou desde então. Ela ganhou um Grammy como melhor nova artista em 2021 e alcançou o 1º lugar nas paradas com “Savage”, com participação de Beyoncé, e como convidada em “WAP”, de Cardi B. O julgamento expôs também a cicatriz permanente que Megan carrega fisicamente. “Ela tem cicatrizes permanentes, fisicamente”, disse o promotor adjunto Alexander Bott em tribunal, “E certamente terá cicatrizes emocionais pelo resto de sua vida.” Em depoimento no final do ano passado, ela descreveu as consequências do tiro, incluindo problemas nos nervos e dor constante no pé. O tratamento da rapper no julgamento também gerou conversas sobre a proteção das mulheres negras e a misoginia específica que elas enfrentam, chamada de “misoginoir”. Os advogados de Lanez apelarão da sentença.
Cuba Gooding Jr. fecha acordo minutos antes de julgamento por estupro
Minutos antes de iniciar seu julgamento por estupro, o ator Cuba Gooding Jr.(vencedor do Oscar por “Jerry Maguire”) fechou um acordo com a vítima fora dos tribunais. O valor negociado não foi divulgado, mas a mulher que o acusava pedia US$ 6 milhões de indenização por danos. O processo contra Gooding começou a ser movido em agosto de 2020. De acordo com a vítima, que não teve seu nome revelado, ela afirma que foi levada a um hotel depois de conhecer o ator de 52 anos em um bar de Manhattan. De acordo com o processo, ele disse que lá se encontrariam com amigos. Em seguida, ele a teria levado para o quarto em que estava hospedado, alegando que iria trocar de roupa, mas, segundo o documento, a estuprou duas vezes. Já os advogados que representam Gooding alegam que o encontro foi totalmente consensual e que a mulher havia se vangloriado de ter tido relações com uma pessoa famosa. Essa não é a primeira vez que Gooding é acusado de um crime dessa natureza. Em 2019 ele foi alvo de três denúncias de agressão sexual. Na ocasião, ele foi acusado de apalpar uma mulher em um restaurante de Nova York, beliscar as nádegas de uma segunda vítima e, um mês depois, tocar o seio de uma terceira pessoa, ato que o próprio ator assumiu ter realizado. No final do ano passado, ele se declarou culpado no julgamento de assédio sexual na justiça de Nova York, mas só foi condenado a cumprir seis meses de aconselhamento – sobre o vício em álcool e seu comportamento. Além disso, teve a acusação amenizada pela promotoria, que buscou uma alegação de violação não criminal, de modo que ficou sem antecedentes criminais. Mas há outras queixas contra o ator – pelo menos 21 mulheres se pronunciaram contra ele nas redes sociais. Nenhum desse casos, porém, tratava de estupro como no acordo recém-firmado. O último trabalho de Gooding foi no filme “A Vida em Um Ano”, lançado em 2020. Quatro anos antes, o ator chegou a ser indicado ao Emmy por interpretar O.J, Simpson, em “American Crime Story.
Leonardo DiCaprio depõe em julgamento de rapper suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro
Leonardo DiCaprio prestou depoimento na segunda-feira (3/4) em um julgamento por corrupção, lavagem de dinheiro internacional e suborno contra Pras Michel, ex-líder do Fugees, um dos grupo mais famosos do hip-hop da década de 1990. Pras Michel é acusado de ajudar a direcionar secretamente dinheiro do empresário malaio Low Taek Jho, mais conhecido como Jho Low, para influenciar a política americana. Low teria planejar um esquema internacional de lavagem de dinheiro e suborno que roubou bilhões do fundo de investimento estatal da Malásia, conhecido como 1MDB. A ligação de DiCaprio com o caso vem de seu relacionamento de anos com Low, que foi um dos principais financiadores do filme “O Lobo de Wall Street” (2013). Os promotores alegam que, de junho a novembro de 2012, Low direcionou mais de US$ 21,6 milhões para serem transferidos de entidades estrangeiras para as contas do rapper, a fim de canalizar dinheiro para a reeleição de Barack Obama em 2012. Eles acusam Michel de pagar cerca de 20 laranjas para fazer doações em seus nomes e esconder de onde o dinheiro realmente vinha. Segundo o depoimento de DiCaprio, Low organizava um “bando de festas luxuosas com muitas pessoas de todo o mundo” em barcos e clubes noturnos, onde costumavam ir celebridades, entre elas Michel. DiCaprio disse que conheceu Low por volta de 2010, em uma festa em Las Vegas, embora tenha uma lembrança muito vaga daquela noite. Low passou a convidá-lo regularmente para festas, incluindo um Ano Novo em que voaram da Austrália para os Estados Unidos num avião particular para ver os relógios baterem meia-noite duas vezes. “Pensei que ele era um grande homem de negócios com muitas conexões diferentes em Abu Dhabi, Malásia. Uma espécie de prodígio no mundo dos negócios, incrivelmente bem-sucedido”, contou DiCaprio. Quando Low demonstrou interesse em financiar o filme “O Lobo de Wall Street”, estrelado por DiCaprio, os advogados do ator e um detetive particular investigaram o financista malaio e, por fim, deram sinal verde ao financiamento. “Isso significa que a verificação de antecedentes foi boa e que ele foi considerado um homem de negócios legítimo”, explicou o astro. Além disso, DiCaprio aceitou presentes de Low para sua fundação ecológica. Mas, em 2015, o astro cortou os laços com Low após suspeitas de que ele estava envolvido no desaparecimento de bilhões de dólares das contas do 1MDB. O empresário, que supostamente fugiu para a China e segue foragido, teria usado o dinheiro para financiar seu estilo de vida, investir no filme de DiCaprio, confraternizar com famosos e influenciar a política. Segundo DiCaprio, o malaio chegou a mencionar que faria uma contribuição significativa ao Partido Democrata. “Uma quantia significativa, em torno de US$ 20 a 30 milhões. Eu disse: ‘Uau, isso é muito dinheiro!”, revelou o ator. De acordo com a promotoria, o integrante do Fugees ajudou em segredo a injetar dinheiro de Low na campanha de reeleição de 2012 do então presidente americano Barack Obama, por meio de empresas fictícias. Nos Estados Unidos, é ilegal que estrangeiros façam doações para campanhas políticas.









