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    Começa o julgamento de Bill Cosby por abuso sexual

    5 de junho de 2017 /

    Começou nesta segunda-feira (5/6) o julgamento do ator americano Bill Cosby, acusado de drogar e abusar sexualmente uma mulher em sua mansão na Filadélfia há 13 anos. No maior julgamento de uma celebridade americana em muitos anos, o ator de 79 anos é acusado de drogar e abusar sexualmente uma ex-diretora de um time de basquete universitário. Além disso, cerca de 60 mulheres acusaram Cosby publicamente de abuso sexual ao longo de quatro décadas. Mas o julgamento em Norristown, uma pequena cidade da Pensilvânia, será provavelmente o único, já que a maioria das agressões de que ele é acusado teriam acontecido há muitos anos e os crimes prescreveram. O ator, que está quase cego, chegou no tribunal apoiado por uma das estrelas da série clássica “The Cosby Show” (1984-1992), Keshia Knight Pulliam, que, aos cinco anos, interpretou o papel de sua filha mais nova no programa. Durante décadas, Cosby foi “o papai dos Estados Unidos”, venerado por milhões de pessoas e, sobretudo, pela comunidade negra por seu papel como Cliff Huxtable, um afável ginecologista e pai benevolente, no seriado. O julgamento deverá durar duas semanas. Se for condenado, o ator corre o risco de passar o resto de sua vida atrás das grades, já que a sentença mínima é de 10 anos.

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    Vítima de estupro de Polanski ataca promotores que ainda exploram o caso de 1977

    25 de abril de 2017 /

    A vítima de abuso sexual de Roman Polanski em 1977, Samantha Geimer, voltou a se pronunciar sobre o julgamento do cineasta, que está foragido e vivendo na França desde aquela época. Geimer contatou as autoridades através de seu advogado para reclamar da procrastinação dos promotores americanos, que estariam de posse de evidências que corroboram o acordo firmado por Polanski com o promotor original do caso. Em carta enviada também para os meios de comunicação, ela pede que a transcrição do julgamento de 1977 seja tornada pública. Os promotores tornaram secreto o depoimento do responsável pelo acordo, que teria rendido 48 dias de prisão ao cineasta francês. Caso isso venha à tona, comprovaria a tese do diretor de que ele teria sido sentenciado e cumprido a pena. O documento é um ataque ácido aos responsáveis atuais pelo processo. “Vocês e aqueles que vieram antes de vocês nunca me protegeram, vocês me trataram com desprezo, usando um crime cometido contra mim para promover suas próprias carreiras”, ela escreveu. Ela quer deixar todo esse escândalo para trás. Pessoalmente, considera que o cineasta de 83 anos já foi punido o suficiente por seu crime ao ficar longe de Hollywood por quatro décadas, e que ele deveria voltar aos Estados Unidos no fim da vida, sem temer morrer na prisão. Samantha tinha 13 anos quando Polanski foi acusado de drogá-la, durante uma sessão de fotos na casa de um amigo em Los Angeles, e posteriormente violentá-la. Ele confessou ter tido “relações sexuais ilegais” com a menor, mas negou o estupro em seu acordo com a promotoria, quando passou 48 dias preso em uma penitenciária do estado da Califórnia. Após o escândalo arrefecer, a vítima foi procurada por emissários do diretor, chegando a um acordo financeiro nos anos 1990. Ela teria recebido US$ 500 mil de indenização. Em 2013, publicou um livro contando sua história, intitulado “A Menina”. O depoimento do promotor do caso, que foi tornado secreto, é a peça-chave na ação do advogado de Polanski para encerrar o processo judicial. O advogado alega que o diretor só fugiu dos Estados Unidos após receber informação de que o já falecido juiz Laurence Rittenband teria renegado o acordo e dito aos promotores que tinha decidido prender Polanski por até 50 anos. Foi apenas após esse desdobramento que Polanski fugiu para a França, de onde não poderia ser extraditado por ser cidadão francês. E lá continuou filmando e conquistando reconhecimentos da indústria cinematográfica. Chegou até a vencer o Oscar nos EUA, por seu trabalho em “O Pianista” (2002). Só que o caso de quatro décadas não foi esquecido pela justiça americana, que, em 2009, conseguiu convencer a Suíça a prender o cineasta, quando ele desembarcou no país a caminho do Festival de Zurique. Polanski passou mais 334 dias sob custódia na Suíça, enquanto as autoridades dos EUA tentavam extraditá-lo. Entretanto, o caso repercutiu negativamente e, com o apoio da comunidade artística, Polanski lutou contra a extradição e ganhou, voltando para sua casa na França. Logo em seguida, foi premiado como Melhor Diretor no Festival de Berlim por “O Escritor Fantasma” (2010). Há quase dois anos, os Estados Unidos voltaram a solicitar a extradição de Polanski da justiça polonesa, depois de ele ter aparecido em Varsóvia, em 2014, planejando rodar um longa no país. Um tribunal distrital da cidade de Cracóvia, onde Polanski tem um apartamento, rejeitou o pedido em novembro de 2015. E, após o procurador-geral da Polônia pedir a anulação desse julgamento, argumentando que ser uma celebridade ajudou Polanski a escapar da justiça, a Suprema Corte do país encerrou definitivamente o caso, dando reconhecimento aos argumentos do diretor. O juiz observou que Polanski “já tinha cumprido sua sentença”. E é este argumento que o advogado de Polanski está usando para tentar dar um fim no caso nos EUA, incluindo no processo o acordo original do diretor com a promotoria do estado. O caso voltará a ser analisado em junho pela justiça da Califórnia.

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    Shailene Woodley é condenada por conduta desordeira, após prisão em protesto

    28 de março de 2017 /

    Após ser presa e acusada de invasão de propriedade no ano passado, quando protestava contra a construção de um oleoduto em território indígena, no Estado de Dakota do Norte, a atriz americana Shailene Woodley (“Divergente” e “A Culpa É das Estrelas”), chegou a um acordo com a Justiça. Segundo a revista Variety, ela se declarou culpada no tribunal por “conduta desordeira”, o que lhe rendeu uma condenação mais branda. Em vez de ser enviada à prisão, ela ficará em liberdade condicional por um ano, tendo de pagar uma fiança simbólica de US$ 500. No julgamento, Shailene se livrou ainda de duas acusações menores: participação em rebelião e invasão de território privado. A atriz foi presa no último dia 10 de outubro junto com outros 26 manifestantes, que se opunham à construção de um oleoduto por baixo do rio Missouri, que fica próximo a áreas de reserva indígena. Ela transmitiu sua prisão ao vivo pelo Facebook, foi fichada e, na ocasião, declarou-se inocente das acusações. Shailene participou do protesto junto da tribo sioux Standing Rock, que buscava impedir a construção do oleoduto, orçado em US$ 3,8 milhões, sob o argumento de que seu abastecimento de água poderia ser contaminado, além da obra violar um antigo cemitério indígena. Protestos em apoio a tribos locais vinham sendo realizados há meses, contabilizando 269 prisões, mas, conforme Shailene escreveu, em artigo publicado na revista Time, foi preciso que uma pessoa branca fosse presa para o assunto receber a devida atenção. “Não tenho medo. Estou agradecida, e maravilhada de estar ao lado de tantos guerreiros pacíficos. Os ‘protestos’ de Standing Rock são feitos como cerimônias e orações. Estive com eles. E todas essas narrativas sobre tumultos? Assista ao vídeo que transmiti no meu Facebook e decida quem oferece mais perigo: a polícia, paramentada para o confronto e armada de cassetetes, ou as avós e crianças que cantam e espalham sálvia”, escreveu ela, terminando o texto com um chamado para que mais pessoas participem da causa. Diante da repercussão do caso, o governo do ex-presidente Obama colocou o projeto do oleoduto em espera para explorar rotas alternativas. Mas, em janeiro, o governo Trump ordenou uma revisão acelerada, e o Exército concedeu aprovação à antiga rota.

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  • Etc

    Hacker que vazou as fotos nuas de Jennifer Lawrence, Ariana Grande e Kate Upton é condenado à prisão

    28 de outubro de 2016 /

    O responsável pelo vazamento das fotos íntimas da atriz Jennifer Lawrence e da modelo Kate Upton foi condenado a 18 meses de prisão nos Estados Unidos. De acordo com a sentença, Ryan Collins, nascido na Pensilvânia, acessou ilegalmente mais de 100 contas pessoais da Apple e Google, incluindo de algumas celebridades do show business, segundo informou na quinta-feira (27/10) a Promotoria americana. Entre novembro de 2012 e setembro de 2014, Collins enviou e-mails para suas vítimas em potenciais sob o disfarce de um representante da Apple e Google, fazendo com que lhe fornecessem seus nomes de usuário e senhas. Com as respostas, ele acessou ilegalmente as contas e roubou informações pessoais, incluindo imagens e vídeos privados, que mais tarde foram vazados na internet. Os investigadores identificaram mais de 600 vítimas de Collins, muitas das quais pertenciam a indústria do entretenimento. O vazamento em massa de fotografias de atrizes e cantoras nuas acabou conhecido como o “celebgate” e incluiu fotos nuas de, entre outras, Jennifer Lawrence, Ariana Grande, Kate Upton, Kim Kardashian, Rihanna, Scarlett Johansson, Mary Elizabeth Winstead e Kirsten Dunst. As fotos estão até hoje na internet. No mês de maio, Collins já se tinha declarado culpado das acusações.

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    Ben Affleck negocia estrelar e dirigir remake de Testemunha de Acusação

    20 de agosto de 2016 /

    O ator Ben Affleck (“Batman vs. Superman”) está negociando realizar uma nova versão de “Testemunha de Acusação”, clássico de suspense da escritora britânica Agatha Christie, informou o site Deadline. O livro acompanha o julgamento de um caso de assassinato com surpreendentes reviravoltas, e já foi levado às telas num clássico do cinema, dirigido pelo mestre Billy Wilder em 1957. Indicado a seis Oscars, o filme original trazia em seu elenco Tyrone Power, Marlene Dietrich, Charles Laughton e Elsa Lanchester. Se as negociações com o estúdio 20th Century Fox forem concluídas, Affleck assumirá a nova versão de “Testemunha de Acusação” como protagonista, diretor e, além disso, participará da produção do filme. O roteiro, por sua vez, será responsabilidade de Christopher Keyser (criador da série “O Quinteto”/”Party of Five”!). O projeto se junta a uma nova leva de filmes envolvendo obras e a vida de Agatha Christie, que incluem a refilmagem de “O Assassinato no Expresso Oriente” e duas cinebiografias da famosa escritora de mistérios, falecida há 40 anos.

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