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  • Filme

    Festival de Brasília começa nesta segunda com filmes premiados

    14 de novembro de 2022 /

    A 55ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, um dos mais tradicionais festivais de cinema do país, começa nessa segunda (14/11) com uma programação diferente. Em vez de apresentar uma seleção de filmes inéditos, o evento vai contar com produções já exibidas e premiadas em outros festivais. Ao todo, serão exibidos 40 filmes, nos formatos de curta, média e longa-metragem, divididos em mostras competitivas, sessões especiais e homenagens. A Mostra Competitiva Nacional de Longas-Metragens terá seis filmes: “Mato Seco em Chamas”, “Espumas ao Vento”, “Rumo”, “Mandado”, “Canção ao Longe” e “A Invenção do Outro”. Dirigido por Adirley Queirós e Joana Pimenta, “Mato Seco em Chamas” já foi exibido no Festival do Rio, de onde saiu premiado com o Troféu Redentor de Melhor Fotografia e com o Prêmio Especial do Júri. O filme é uma ficção científica distópica passada na Ceilândia, em Brasília, e acompanha três mulheres que recolhem petróleo de oleodutos subterrâneos e o refinam para transformá-lo em gasolina. “Espumas ao Vento”, tem direção de Taciano Valério, e mostra a catástrofe ocorrida durante espetáculo de uma trupe artística, num evento que leva duas irmãs a redefinirem as suas vidas. Depois disso, as irmãs precisam conviver com as consequências e lembranças do acontecimento, ao mesmo tempo que se deparam com um pastor que planeja expandir o reino de Deus na Terra. Com direção da dupla Bruno Victor e Marcus Azevedo, “Rumo” é um retrato do Brasil da era Bolsonaro. Abordando temáticas sociais que foram suprimidas nos últimos anos, o filme fala sobre os programas de cotas raciais implantadas em diversas universidades nos últimos 20 anos. “Mandado”, de João Paulo Reys e Brenda Melo Moraes, é um documentário que narra os eventos ocorridos na favela alguns meses antes do início da Copa do Mundo de 2014 (que aconteceu no Brasil) e mostra as consequências do mandado de busca emitido pela Justiça, que autorizou a Polícia a entrar em todas as casas de duas favelas cariocas. O filme tem entrevistas com Marielle Franco, além de jornalistas e moradores do Complexo da Maré. Com direção de Clarissa Campolina, “Canção ao Longe” acompanha o dia-a-dia de Jimena, uma jovem em busca da sua identidade que reescreve suas relações familiares ao criar novas formas de estabelecer vínculos amorosos, de amizade e trabalho. E “A Invenção do Outro”, de Bruno Jorge, é um documentário sobre a morte do sertanista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, assassinados há alguns meses na Amazônia. O Festival de Brasília também contará com uma mostra de curtas (em que 12 filmes foram selecionados) e uma mostra competitiva Brasília (composta por mais quatro longas e oito curtas). Todos eles disputam o Troféu Candango. A programação ainda terá Sessões Especiais, a Mostra Reexistências, a Mostra Festival dos Festivais (dedicadas a filmes prestigiados do cinema brasileiro) e uma homenagem ao cineasta Jorge Bodanzky. Neste último caso, serão exibidos os filmes “Distopia Utopia” e “Amazônia, a Nova Minamata?”, ambos dirigidos por Bodanzky, além de “Compasso de espera”, dirigido por Antunes Filho e fotografado por Jorge Bodanzky. O 55º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro acontece até o dia 20 de novembro no Cine Brasília, em Brasília. O encerramento será com sessão especial do filme “Diálogos com Ruth de Souza”, de Juliana Vicente, uma homenagem à consagrada atriz (1921-2019). Confira abaixo a lista dos filmes selecionados. Mostra Competitiva Nacional – Longas “Mato Seco em Chamas” (DF), direção de Adirley Queirós e Joana Pimenta “Espumas ao Vento” (PE), direção de Taciano Valério “Rumo” (DF), direção de Bruno Victor e Marcus Azevedo “Mandado” (RJ), direção de João Paulo Reys e Brenda Melo Moraes “Canção ao Longe” (MG), direção de Clarissa Campolina “A Invenção do Outro” (SP/AM), direção de Bruno Jorge Mostra Competitiva Nacional – Curtas “Big Bang” (MG/RN), direção de Carlos Segundo “Ave Maria” (RJ), direção de Pê Moreira “Nossos Passos Seguirão os Seus…” (RJ), direção de Uilton Oliveira “Anticena” (DF), direção de Tom Motta e Marisa Arraes “Calunga Maior” (PB), direção de Thiago Costa “Sethico” (PE), direção de Wagner Montenegro “Escasso” (RJ), direção: Encruza – Clara Anastácia e Gabriela Gaia Meirelles “São Marino” (SP), direção de Leide Jacob “Capuchinhos” (PE), direção de Victor Laet “Nem o Mar tem Tanta Água” (PB), direção de Mayara Valentim “Um Tempo Para Mim” (RS), direção de Paola Mallmann de Oliveira “Lugar de Ladson” (SP), direção de Rogério Borges Mostra Brasília – Longas “Capitão Astúcia”, direção de Filipe Gontijo “Profissão Livreiro”, direção de Pedro Lacerda “Afeminadas”, direção de Wesley Godim “O Pastor e o Guerrilheiro”, direção de José Eduardo Belmonte Mostra Brasília – Curtas “Desamor”, direção de Herlon Kremer “Super-Heróis”, direção de Rafael de Andrade “Plutão Não É Tão Longe Daqui”, direção de Augusto Borges e Nathalya Brum “Manual da Pós-Verdade”, direção de Thiago Foresti “Tá Tudo Bem”, direção de Carolina Monte Rosa “Virada de Jogo”, direção de Juliana Corso “Levante pela Terra”, direção de Marcelo Cuhexê “Reviver”, direção de Vinícius Schuenquer Sessões Especiais “Quando a Coisa Vira Outra” (DF), direção de Marcio de Andrade “Diálogos com Ruth de Souza” (SP), direção de Juliana Vicente Mostra Reexistências “O Cangaceiro da Moviola” (MG/RJ), direção: de Luís Rocha Melo “Não É a Primeira Vez que Lutamos pelo Nosso Amor” (RJ), direção de Luis Carlos de Alencar “Uýra – A Retomada da Floresta” (AM), direção de Juliana Curi “Cordelina” (PB), direção de Jaime Guimarães Mostra Festival dos Festivais “A Filha do Palhaço” (CE), direção de Pedro Diógenes “Três Tigres Tristes” (SP), direção de Gustavo Vinagre “Fogaréu” (GO), direção de Flávia Neves Homenagem Jorge Bodanzky “Distopia Utopia”, direção de Jorge Bodanzky “Compasso de Espera”, direção de Antunes Filho “Amazônia, a Nova Minamata?”, direção de Jorge Bodanzky

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  • Etc

    Assassinato de Marielle Franco repercute em Hollywood

    20 de março de 2018 /

    A comoção e indignação pelo assassinato de Marielle Franco, vereadora carioca que defendia as minorias no Rio de Janeiro, ultrapassou as fronteiras do Brasil. Marielle foi destaque no jornal The Washington Post, ganhou homenagem no Parlamento Europeu e inspirou manifestações nas ruas de Nova York, Londres, Paris, Munique, Estocolmo e Lisboa. Além disso, teve seu nome adicionado ao movimento americano Black Lives Matter, com o compartilhamento da hashtag #SayHerName (#DigaONomeDela). E assim chegou a Hollywood. A atriz Viola Davis, vencedora do Oscar por “Um Limite Entre Nós” e estrela da série “How to Get Away with Murder”, fez uma homenagem à vereadora e seu motorista, Anderson Pedro Gomes, ambos mortos à tiros na última quarta-feira (14/3), no centro do Rio de Janeiro, quando voltavam de um evento na Lapa. “Acabo de saber sobre esta mulher corajosa, #MarielleFranco, que lutou pelos direitos dos pobres nas favelas”, escreveu a atriz no Twitter. “Eu apoio e luto com vocês, Brasil!!” Viola termina o post dizendo: “Viva Marielle e Anderson!!!”. O post foi retuitando mais de 20 mil vezes. Em seguida, RuPaul fez coro. “O assassinato do ativista de direitos humanos Marielle Franco foi uma grande perda para o Brasil – e o mundo”, escreveu. A top model Naomi Campbell também se manifestou. “Fiquei triste de saber que Marielle Franco, que dedicou sua vida à luta contra o racismo, preconceito e violência policial no Rio de Janeiro, foi assassinada”, comentou, conclamando o Brasil a protestar. Em seu show no Brasil, Katy Perry projetou uma foto gigante de Marielle, e seu fã-clube internacional disseminou a informação nas redes sociais. O movimento da Marcha das Mulheres nos Estados Unidos e até a ONU trataram de espalhar ainda mais os protestos e homenagens. A jovem política de 38 anos, que cresceu na favela da Maré e se tornou uma líder popular, foi a 5ª vereadora mais votada das últimas eleições do Rio. Ela se destacou ao denunciar abusos da polícia, violações de direitos humanos e violência contra as mulheres e a comunidade LGBT. Ela própria era representante de diversas “minorias”: uma mulher negra, nascida na favela, que vivia um relacionamento homossexual. Sua vida vai virar um filme, atualmente em desenvolvimento pela produtora Paula Barreto (“Lula, o Filho do Brasil”), com roteiro de João Paulo Reys (“Vampiro 40º) e Flavia Guimarães (“Berenice Procura”). Just read about this courageous woman #MarielleFranco, who fought for the rights of the poor in the Favelas. I'm standing and fighting with you Brazil ??!! Viva Marielle and Anderson!!!https://t.co/nMTwBrUZrW — Viola Davis (@violadavis) March 20, 2018 The assassination of human rights activist #MarielleFranco was a huge loss for Brazil — and the world @ShaunKing https://t.co/POeQR2bsgG pic.twitter.com/Ocrw1WwYoB — RuPaul (@RuPaul) March 19, 2018 .@katyperry paying tribute to Marielle Franco, one of Brazil's few black female politicians, who was murdered in Rio this past week. She fought for the rights of women and was outspoken against police brutality and the incarceration of black youth. #MariellePresente #SayHerName pic.twitter.com/z92MMFjsvc — Katy Perry Updates (@katyspics) March 19, 2018

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  • Filme

    Vida de Marielle Franco, vereadora assassinada no Rio, vai virar filme

    19 de março de 2018 /

    A vida de Marielle Franco, vereadora carioca executada a tiros durante o atual período de intervenção militar no Rio de Janeiro, vai virar filme. Segundo o jornal O Globo, o projeto será realizado pela produtora Paula Barreto (“Lula, o Filho do Brasil”), com roteiro de João Paulo Reys (“Vampiro 40º) e Flavia Guimarães (“Berenice Procura”), e trilha do músico Jorge Mautner. “Eu já conhecia a Marielle porque ela era uma das melhores amigas da minha filha, mas foi assistindo a um depoimento dela em um documentário do João Paulo Reys sobre a intervenção do Exército durante as Olimpíadas, ainda em fase de finalização, que percebi como ela era extraordinária. Logo depois, aconteceu o assassinato”, contou Paula Barreto ao jornal carioca. O longa, que ainda não tem diretor nem títulos definidos, vai focar na origem de Marielle, que cresceu na favela da Maré e se tornou uma líder popular, virando a 5ª vereadora mais votada no Rio. Seu trabalho como vereadora foi focado em denunciar abusos da polícia, violações de direitos humanos e violência contra as mulheres e a comunidade LGBT. Ela própria era representante de diversas “minorias”: uma mulher negra, nascida na favela, que vivia um relacionamento homossexual. A ideia é incluir na produção atores e equipe vindos da Maré, e destinar a renda obtida aos moradores do complexo. Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados a tiros na última quarta-feira (14/3), no centro da cidade, quando voltavam de um evento na Lapa. “O que importa, agora, são os seus ideais”, disse a produtora, que espera que o filme sirva para conter as informações falsas sobre a vereadora espalhadas nas redes sociais. “Fiquei assustada quando entrei no Facebook e vi a quantidade de haters. Muita gente a denegrindo, sem saber se as informações são verdadeiras ou não. As pessoas não se preocupam em saber de onde vem a notícia. Há milhares de Marielles no Brasil, precisamos contar essa história”.

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